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Negócio de abraços: homem cobra 450 reais por hora e tem lista de espera

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Trevor Hooton, também conhecido como Treasure, cobra até 75 libras (cerca de 450 reais) por hora para dar abraços a estranhos em Bristol, no Reino Unido. O negócio, que é mais do que simplesmente abraçar, está indo tão bem que ele tem até lista de espera.

Treasure é o responsável pelo seu próprio negócio, o ‘Embrace Connections’, onde ele cobra 75 libras por sessão de uma hora, e também oferece um pacote de “festas de abraços” por 30 libras (cerca de 180 reais) por sessão, onde as pessoas se juntam para “explorar e desfrutar de conexões físicas não sexuais em um ambiente seguro e estruturado”, segundo o jornal britânico The Mirror.

Recentemente, o negócio tem visto um aumento de novos clientes e Treasure defende que é mais do que apenas abraçar: é dar carinho, afeto e boa vontade a alguém através do toque. “Eu construí um negócio baseado na minha paixão por criar conexões humanas. Muitas pessoas têm dificuldade em estabelecer essas conexões e é aí que eu entro. É mais do que simplesmente acariciar – é dar às pessoas o que elas precisam, sejam elas quais forem”, afirmou.

Mark Lee, um estudante de Finanças em Londres, é um dos clientes de Treasure. Após duas sessões, ele disse que os abraços o ajudaram a ganhar confiança e a se sentir mais à vontade para falar sobre seus problemas. “No começo, estava um pouco nervoso e foi difícil entrar na onda, mas o Treasure foi muito bom em ajudar-me a sentir seguro e a respeitar meus limites”, explicou Mark ao The Mirror.

Ele também revelou que estava sob muito estresse em sua vida antes de descobrir a terapia dos abraços, devido a problemas familiares e de estudo, e por isso “quis experimentar algo um pouco mais íntimo”.

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Youtuber pode ser preso por fingir queda de avião para ganhar fama

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O youtuber e snowboarder olímpico Trevor Jacob, de 29 anos, está enfrentando acusações graves nos Estados Unidos. Ele é acusado de ter provocado, de forma intencional, a queda de um avião para aumentar o número de visualizações em seu canal no YouTube. Agora, pode ser condenado a uma pena de 20 anos de prisão.

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Jacob concordou em declarar-se culpado. O caso aconteceu em dezembro de 2021, quando o youtuber publicou um vídeo chamado “I Crashed My Plane” (“Eu derrubei Meu Avião”, em português). O vídeo, que tem quase três milhões de visualizações, mostra Jacob dirigindo a aeronave e saltando de paraquedas. Depois, a aeronave caiu nas montanhas da Floresta Nacional de Los Padres, na Califórnia.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre o caso e Jacob alegou que o avião perdeu potência e que ele não tinha conhecimento dos destroços. Porém, a história gerou dúvidas e os investigadores descobriram que Jacob não fez nada para evitar o acidente: ele não entrou em contato com o controle de tráfego aéreo, não tentou reiniciar o motor e não procurou um local seguro para aterrissar.

Houve ainda outros detalhes que levaram suspeitas, como o fato de o youtuber ter colocado câmeras em vários locais da aeronave, ter vestido um colete com paraquedas (algo que não fazia em outras viagens) e gravado o salto do avião com um ‘selfie stick’.

Para a Administração Federal de Aviação, Jacob mostrou “falta de cuidado, julgamento e responsabilidade por optar saltar de uma aeronave apenas para gravar as imagens do acidente”.

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Anvisa revoga restrições sanitárias para embarque em cruzeiros

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou as restrições sanitárias para embarque, desembarque e transporte de viajantes em cruzeiros marítimos. As regras haviam sido aprovadas em 2022, em razão da pandemia de covid-19. Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência internacional provocada pelo vírus.

Em reunião, a diretoria colegiada da Anvisa decidiu que não será mais obrigatória a cobrança do comprovante de vacina ou de testes negativos de covid-19 para embarque em cruzeiros. A companhia marítima, entretanto, ainda pode exigir testes ou vacina. Segue obrigatória a notificação de casos suspeitos e confirmados. Deve haver o isolamento de pessoas a bordo com suspeita de estarem infectadas.

Em nota, a Anvisa destacou que a edição das restrições, à época, permitiu a retomada das atividades de cruzeiros no Brasil, em razão da queda no número de casos e mortes pela covid-19. “Contudo, naquele momento, o contexto ainda era de muitas incertezas sobre os cenários futuros, o que exigiu cautela e precaução por parte das autoridades de saúde”.

“Vale observar que a decisão não acaba com as regras para as operações de embarcações e plataformas e ainda está alinhada à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de mudança do modo de emergência para uma atuação regulatória de enfrentamento contínuo”, completou a Anvisa.

Seguem vigentes as normas que tratam do controle sanitário de viajantes em portos, aeroportos, passagens de fronteiras e recintos alfandegados, além dos requisitos mínimos para a promoção da saúde em portos de controle sanitário instalados no território nacional e embarcações que por eles transitem.

“Dessa forma, seguem vigentes requisitos importantes que permitem a avaliação do risco à saúde pública para aplicação de medidas sanitárias pertinentes”, destacou a Anvisa.

Isso significa que as operações devem ser autorizadas pela agência e, para isso, as embarcações seguem obrigadas, por exemplo, a informar a situação de saúde a bordo por meio de declaração marítima de saúde e cópia do livro médico de bordo.

Além disso, em caso de suspeita ou evidência de evento de saúde pública a bordo, continua sendo obrigatória a necessidade de comunicação imediata à autoridade sanitária, para garantir a avaliação do risco à saúde, para a aplicação das medidas sanitárias pertinentes.

Trump elogia Bolsonaro e zomba de mulher que o processou por abuso em sabatina

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Donald Trump não pretende moderar suas posições para concorrer por uma indicação à Presidência nas primárias do Partido Republicano -estratégia que analistas políticos consideram fundamental para aumentar sua popularidade na sigla.

Pelo contrário, em uma sabatina realizada nesta quarta-feira (10) e transmitida pela CNN, o ex-presidente dos Estados Unidos repetiu, sem evidências, que as eleições que perdeu para Joe Biden foram roubadas, descreveu a invasão do Capitólio por seus apoiadores como “um belo dia”, e zombou de uma jornalista que o processou por abuso sexual e difamação e venceu o caso.

Até o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) foi citado, ainda que não nominalmente. Questionado por um eleitor sobre como pretendia defender o porte de armas em um momento em que os EUA buscam limitá-lo em resposta à multiplicação dos tiroteios em massa, Trump disse que o Brasil sob Bolsonaro era exemplo de um país em que a flexibilização do acesso às armas fez as taxas de criminalidade caírem.

“A matança era absurda. As pessoas entravam nas casas umas das outras e se matavam, não havia proteção. Daí ele [Bolsonaro] disse para as pessoas comprarem armas. Elas fizeram isso, e o crime caiu muito, os números diminuíram, porque as pessoas passaram a ter segurança”, disse Trump.

Bolsonaro instituiu uma série de medidas para facilitar o armamento da população durante a sua gestão -a emissão de licenças para armas de fogo no país disparou 473% entre 2019 e 2022. Embora as taxas de homicídio tenham de fato caído no período, especialistas consideram que o fenômeno não teve a ver com ações do governo federal, e sim com o arrefecimento do conflito entre duas das principais facções brasileiras, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).

A sabatina, realizada em New Hampshire, foi dominada pela insistência de Trump em repetir as alegações infundadas de fraude das eleições presidenciais de 2020. Questionado pela moderadora da CNN, Kaitlan Collins, se tinha algum arrependimento em relação à sua atuação na invasão ao Capitólio, ele saudou a turba que tomou o Congresso americano em uma tentativa de impedir a ratificação da vitória de Joe Biden, dizendo que eles foram ao local “com orgulho”, e “amor no coração”.

“Foi inacreditável, foi um belo dia”, prosseguiu, acrescentando que, se fosse eleito à Presidência novamente, pretendia perdoar os condenados pelo ataque.
A insistência na narrativa foi um de muitos pontos de tensão entre o ex-presidente e Collins, que buscou corrigi-lo cada vez que ele fazia uma afirmação incorreta ou sem apresentar evidências. À medida que o debate avançou, os dois passaram a se interromper com frequência e, em determinado momento, Trump chamou a moderadora de “nasty”, “nojenta” -adjetivo com que se referiu várias vezes a Hillary Clinton, sua rival nas eleições de 2016, e também usou para descrever a atual vice-presidente, Kamala Harris.

Trump ainda fez pouco caso de sua condenação no caso movido pela jornalista Elizabeth Jean Carroll, a quem chamou de “doida” no evento. Na terça-feira (9), ele foi sido considerado culpado de abuso sexual e difamação por um júri em Nova York, sentenciado a pagar US$ 5 milhões a ela por danos (cerca de R$ 25 milhões na cotação atual).

O republicano não será, porém, obrigado a arcar com a multa enquanto o processo estiver em apelação. Além disso, não corre o risco de ser preso, por este se tratar de um caso civil. Por fim, assim como em decisões anteriores, sua condenação não o torna inelegível.

Carroll o acusava de tê-la empurrado contra a parede e a estuprado em um vestiário da loja Bergdorf Goodman na década de 1990. “Que tipo de mulher conhece alguém e, em uma questão de minutos, está fazendo coisas impróprias em um provador?”, questionou Trump durante a sabatina, provocando aplausos e risadas da plateia.

O ex-presidente ainda evitou demonstrar apoio à Ucrânia, dizendo em vez disso que, se fosse presidente, resolveria o conflito em 24 horas. Os Estados Unidos são a nação que mais apoia o país invadido, e já enviaram mais de EUR 70 bilhões (aproximadamente R$ 380 bilhões hoje) para o esforço de guerra segundo estimativas do Instituto para a Economia Mundial de Kiel, na Alemanha.

A dimensão desse apoio é bastante questionado dentro do Partido Republicano -o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, por exemplo, já disse que não quer dar “cheques sem fundo” para Kiev. “Não estou pensando em termos de ganhar ou perder, mas de resolver a guerra. Quero que todos, russos e ucranianos parem de morrer”, afirmou Trump.

Mulher que ia para Flórida embarca em avião errado e vai parar na Jamaica

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma mulher reservou um voo curto para a Flórida, mas tomou um grande susto ao perceber na hora do pouso que foi parar na Jamaica.

Beverly Ellis-Hebard voa regularmente entre suas duas propriedades na Filadélfia, Pensilvânia, e Jacksonville, na Flórida. Ela estava esperando no portão de embarque de um voo da Frontier Airlines para Jacksonville em 6 de novembro do ano passado quando decidiu usar o banheiro.

Beverly verificou se tinha tempo suficiente e foi informada de que faltavam 20 minutos para o embarque. Mas contou que, quando voltou do banheiro, o vôo estava quase embarcado e o portão estava fechando.

Ela disse que, por causa da confusão, foi levada às pressas para embarcar e a atendente pegou seu cartão de embarque rapidamente sem verificá-lo e permitiu sua entrada na aeronave.

Depois de algumas horas de voo, um membro da equipe disse que em breve ela poderia relaxar na Jamaica. Beverly reagiu: “Eu ri e falei: ‘Eu adoraria ir para lá, mas tenho uma praia onde moro'”.

Em seguida, segundo ela, o tripulante demonstrou preocupação e disse: “‘Este avião está indo para a Jamaica’, disse o homem. E eu sabia pela expressão em seu rosto que ela não estava brincando”.

Beverly então descobriu que houve uma mudança de portão de última hora e os funcionários se deram conta do erro e disseram: ‘Você está entrando em um país diferente sem passaporte. Isso é ruim”. Ela foi autorizada pelas autoridades jamaicanas a esperar pelo próximo vôo para a Filadélfia, algumas horas depois.

A Frontier Airlines lamentou o caso em um comunicado: “Lamentamos sinceramente que a cliente tenha embarcado no voo errado e pedimos desculpas. Fornecemos a ela um reembolso e uma compensação, bem como abordamos o assunto com o pessoal do aeroporto”.

Vacina combinada para Covid e gripe apresenta alta resposta imune em estudo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma vacina conjugada contra a Covid e a gripe teve resultados positivos em um estudo clínico (em humanos) de fase 2 conduzido na Austrália e Nova Zelândia.

O imunizante foi desenvolvido para proteger a infecção causada pelo coronavírus e as quatro cepas do vírus influenza. Essa etapa da pesquisa avaliou a resposta produzida após imunização em pessoas com idade entre 50 e 80 anos saudáveis e comparou os resultados com as duas formulações já licenciadas para a gripe (vacina tetra e quadrivalente) e a da Covid.

Os dados da pesquisa também indicam que a vacina foi bem tolerada e segura, com os efeitos adversos em geral leves e comparáveis ao observado após a vacina contra a gripe.

O anúncio foi feito pela farmacêutica Novavax, produtora do fármaco, na terça-feira (9). A empresa também apresentou resultados preliminares de estudos com uma vacina de dose elevada contra Covid e um imunizante contra gripe.

Em relação à proteção oferecida por anticorpos do tipo IgG (imunoglobulina G), ligados à memória, e de anticorpos neutralizantes, a vacina combinada conferiu uma taxa de imunoconversão (quantidade de pessoas com anticorpos produzidos após a vacinação) igual ao observado para a fórmula monovalente (NVX-CoV2373), autorizada como reforço em União Europeia, Canadá, Oceania e Reino Unido.

Já a vacina utilizada somente contra a gripe ofereceu uma resposta imune cerca de 3% a 56% maior do que a observada com a vacina Fluad (da farmacêutica Seqirus), e de 44% a 89% maior contra a cepa A do vírus em comparação à Fluzone (quadrivalente da Sanofi Pasteur).

Além disso, a vacina de alta dose contra a Covid induziu à produção de anticorpos neutralizantes e anticorpos anti-Spike (ou espícula, utilizada pelo coronavírus para entrar nas células) cerca de 30% mais do que o observado na resposta imune da Nuvaxovid (NVX-CoV2373).

Segundo o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Novavax, Filip Dubovsky, não foram observados eventos adversos graves em todos os grupos testados com a vacina. “Os resultados de reatogenicidade [nome dado aos efeitos colaterais provocados pelo imunizante] apoiam nossas observações iniciais de que esta tecnologia é adequada para vacinas combinadas porque grandes quantidades de antígenos podem ser incorporadas sem afetar a tolerabilidade”, disse.

“Os dados positivos desta terça são encorajadores e validam ainda mais o valor de nossa plataforma vacinal e seu potencial para melhorar a saúde pública global”, disse John Jacobs, presidente e diretor-executivo da Novavax.
Com os resultados da última terça, a empresa está agora se preparando para avançar aos estudos de fase 3, quando é avaliada a eficácia dos imunizantes.

A Novavax é uma empresa global farmacêutica com sede em Gaithersburg, nos Estados Unidos. No início da pandemia da Covid-19, a farmacêutica iniciou os estudos com a sua candidata à vacina NVX-CoV2373, que já foi licenciada para uso como esquema primário (duas doses) e como reforço monovalente em indivíduos maiores de 12 anos em diversos países.

A vacina é formada a partir de fragmentos de proteínas do Sars-CoV-2, notadamente aqueles que compõem a proteína S do Spike, espécie de gancho molecular utilizado pelo vírus para entrar nas células, que são combinados a nanopartículas e injetadas no corpo humano. A novidade do fármaco é o uso de um adjuvante chamado Matrix-M, com base em um composto chamado saponina.

Os adjuvantes são moléculas adicionadas à fórmula da vacina e que ajudam na indução da resposta protetora ou na apresentação do antígeno (parte do vírus contra o qual se deseja induzir imunidade) às células do organismo.

Na formulação conjugada gripe e Covid, os pesquisadores utilizam a proteína S do coronavírus em sua forma estabilizada (isto é, a proteína já “pronta” para ser reconhecida pelo nosso corpo) e uma versão recombinante do vírus influenza contendo os quatro tipos de hemaglutininas (a letra “H” dos tipos de influenza).

A hemaglutinina (ou HA) é o alvo do vírus contra o qual as vacinas normalmente procuram induzir resposta imune.

Em geral, as vacinas contra a gripe sofrem queda a cada ano na eficácia, pois a cepa do vírus em circulação muda a cada estação da doença, e é difícil formular vacinas contendo a nova cepa antecipadamente. As vacinas conjugadas podem ajudar a oferecer proteção combinada, antes do período sazonal de vírus respiratórios, contra Covid e gripe simultaneamente.

OMS declara fim da emergência de saúde da Mpox

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou o fim da emergência de saúde internacional da Mpox. Foi em julho de 2022 que a doença recebeu o nível mais alto de alerta emitido pela organização.

A decisão se uma doença é considerada uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês) é feita pelo diretor-geral da OMS, cargo ocupado atualmente por Tedros Adhanom. Ele leva em consideração os conselhos de um comitê organizado para analisar o cenário epidemiológico da doença.

No anúncio feito nesta quinta-feira (11), o diretor-geral da OMS disse que apesar de aceitar a decisão do comitê de não classificar mais a Mpox como uma emergência sanitária global, os cuidados com a infecção não acabaram.

“Na quarta [10], o comitê de assessoramento da doença me informou que a Mpox não representa mais uma emergência sanitária de interesse internacional, e eu tenho prazer em declarar, assim, o fim da emergência de saúde global de Mpox. No entanto como com a Covid-19, isso não significa que o trabalho acabou. Respostas sustentadas e ações pró-ativas devem continuar.”

De início, o comitê para a Mpox não havia considerado a doença uma emergência. Em uma segunda reunião, em julho de 2022, os especialistas não chegaram a um consenso. Mesmo assim, Adhanom optou por considerar a infecção uma emergência de relevância mundial.

Para chegar a essa decisão, alguns aspectos são considerados. De maneira geral, uma PHEIC indica que a disseminação de uma doença representa um risco para a saúde mundial. Também é de se esperar que o evento sanitário demande uma atuação em conjunto de diferentes países.

De certa forma, a doença não era uma completa novidade. O vírus que causa a Mpox já era conhecido e fazia parte do mesmo gênero do patógeno da varíola comum, erradicada em 1980.

No entanto, em meados de maio de 2022, casos da doença avançaram em regiões não endêmicas, como Europa e Estados Unidos. Até então os registros eram restritos a alguns países africanos ou a pessoas de outras localidades que viajavam a essas regiões.

Como os casos passaram a surgir em diversos locais, Adhanom declarou a doença como uma emergência de relevância internacional. “Nós acreditamos ser o momento deste anúncio, considerando que, dia após dia, mais países e pessoas têm sido afetados pela doença. Precisamos de coordenação e solidariedade para controlar esse surto”, disse em 23 de julho, quando houve o anúncio oficial.

Naquele momento o Brasil já enfrentava um aumento de casos da infecção. Um dia antes da declaração da OMS, reportagem da Folha apontava mais de 600 diagnósticos confirmados no país e alertava para o fato de que o número havia mais que dobrado em um intervalo de menos de duas semanas.

Com o passar dos dias, o cenário foi piorando, tanto no Brasil como no mundo. Tratamentos eram raros, vacinas para a doença eram escassas, e países ricos compraram a maior parte das doses disponíveis. Ainda pior: quando conseguiu doses do imunizante, a gestão da Saúde brasileira demorou cinco meses para iniciar a vacinação em grupos de maior risco.

Os sintomas da doença também eram motivo de discussão. Conhecida pelas feridas que emergiam na pele, relatos indicavam que essas manifestações estavam cada vez mais sutis, o que poderia confundir o diagnóstico e facilitar a transmissão. “Achei que fosse uma espinha”, disse um paciente à Folha.

Os casos começaram a cair, e em meados de setembro o Brasil observou uma redução no número de infecções. Na Europa, a tendência era semelhante. Mesmo assim, especialistas continuavam a se preocupar. Dentre eles, o próprio Adhanom. “Assim como com a Covid-19, não é momento de baixar a guarda”, afirmou, em 14 de setembro.

Pouco mais de um mês depois, o Brasil chegou a ser o país com maior número de mortes pela doença -eram oito. Agora, o país soma 16 óbitos, mas perdeu o posto de primeiro colocado: os Estados Unidos acumulam 42 mortes, seguido por México (26), Peru (20) e, então, o Brasil. As mortes mais recentes pela doença foram registradas em 4 de maio, com 12 óbitos no total.

Quanto às infecções, os últimos registros no Brasil foram em 7 de maio, com cinco casos confirmados. Na mesma data, foram 11 novos diagnósticos em todo o mundo -contando os do Brasil. É um número bem menor comparado ao de 10 de agosto de 2022, data com o maior número de casos desde o início do surto: foram 1.802 infectados em todo o mundo só naquele dia.

O QUE MUDA?

Assim como ocorreu com a Covid-19 na última sexta (5), o fim de uma emergência de importância internacional indica algumas características do momento atual da doença. Uma delas é que o cenário já não é mais considerado completamente novo ou inesperado. Também é uma mensagem de que a doença não representa mais um completo risco à saúde global por sua disseminação.

Mas ainda é necessário manter a vigilância. A OMS aconselha adotar medidas de proteção, incorporando os cuidados contra a infecção à rotina.

Casal de empresários brasileiros é encontrado morto em apartamento nos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um casal de empresários brasileiros foi encontrado morto dentro do apartamento em que morava em São Francisco, nos Estados Unidos.

Claudionor da Cruz e Andressa Pereira foram encontrados na segunda-feira (8), segundo a família;
Os dois moravam na Califórnia desde janeiro. Claudionor era sócio de um bar no Lago Sul, em Brasília;
Há suspeita de que um vazamento de gás tenha causado as mortes, segundo versão de familiares à TV Globo.

A família tenta arrecadar US$ 20 mil (equivalente a R$ 100 mil) para trazer os corpos de volta ao Brasil com uma vaquinha virtual.

Os dois moravam em Vicente Pires (DF) antes de sair do Brasil. Sócios, familiares e amigos do casal publicaram homenagens nas redes sociais. O bar do qual Claudionor era proprietário não funcionará nesta semana.

“Em memória do nosso amado Claudionor Filho, encerraremos nossas atividades, voltaremos na próxima semana”, disse o proprietário através das redes sociais de seu bar.

O Itamaraty afirmou que tomou conhecimento da situação e disse que “está em contato com as autoridades locais com vistas a apurar as circunstâncias do falecimento” em nota enviada ao UOL.

Imigrantes se aglomeram em ruas do Texas na véspera do fim de expulsão automática

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EL PASO, EUA (FOLHAPRESS) – Em sua primeira semana vivendo nas ruas de El Paso, no Texas, o nicaraguense Jaime García, 28, teve suas roupas roubadas enquanto elas secavam num muro e o celular levado enquanto a bateria carregava.

“Não consigo falar com minha família e não consigo sair daqui”, diz o imigrante, que se soma às centenas de pessoas que se aglomeram nas imediações de uma igreja no município na fronteira com o México.

García, como muitos ali, quer arranjar dinheiro para viajar a Denver, mas não consegue trabalho para juntar os US$ 90 (R$ 445) da passagem do ônibus que cruzará os 1.000 km até a cidade no estado do Colorado.

Pela quantidade de gente em busca desse montante, falta trabalho em El Paso e é difícil arranjar bicos -García tentou por três meses, enquanto viveu num abrigo após chegar ao país pelo México, mas como não conseguiu emprego teve de liberar o espaço para novos imigrantes. Foi viver nas ruas da cidade texana.

Os EUA enfrentam uma explosão de migrantes tentando entrar no país. Em 2022, foram 2,6 milhões de pessoas flagradas cruzando a fronteira de maneira irregular pelo México, número sem precedentes na história americana recente. Só nos primeiros três meses deste ano, foram mais de 500 mil pessoas.

O fluxo é formado quase totalmente por imigrantes pobres fugindo da crise generalizada que tomou a América Latina após a pandemia, acentuada em regiões que já viviam emergências humanitárias agudas, caso de Venezuela, Haiti e outras regiões dominadas por grupos criminosos na América Central. Em menor número, há ainda imigrantes vindos de países distantes como Rússia, China e Índia.

No contexto da emergência sanitária da Covid, o governo dos EUA, ainda no mandato de Donald Trump, lançou então mão do Título 42, medida que permite expulsar migrantes sem que nem sequer fossem considerados seus pedidos de asilo, algo que a administração atual, de Joe Biden, manteve. De março de 2020 a março de 2023, foram 2,8 milhões de expulsões com base nesse instrumento.

Mas, com o fim da emergência decretada devido à crise sanitária, nesta quinta (11), o recurso será extinto, em meio ao aumento no número de travessias irregulares -com base na crença de que agora ficará mais fácil entrar nos EUA. O resultado se vê nas ruas de El Paso, com pessoas dormindo em papelões, tendas improvisadas para fugir do sol inclemente, roupas em muros e banheiros químicos enfileirados.

O padre Rafael García, um cubano que vive há cinco décadas nos EUA, cuida da paróquia Sagrado Coração, onde os migrantes se amontoam. Em suas contas, há cerca de mil pessoas no entorno da igreja, escolhida por ser um lugar de menor assédio dos agentes de fronteira e dos policiais da cidade.

“Os EUA têm uma enorme capacidade de receber gente. É um país rico, grande e de pessoas generosas. O problema é que a porta de entrada está congestionada e é muito difícil conseguir asilo -é preciso provar que você está fugindo de uma ameaça ou é perseguido político. O sistema precisa ser reformado”, diz ele.

O padre diz que, antes, o fluxo maior era de nicaraguenses, mas hoje os venezuelanos são quase a totalidade dos que lhe pedem ajuda. Um deles é Duan José Rodríguez, 43, que chegou a viver em Boa Vista, no Brasil, em 2018, mas voltou a Caracas porque a mulher estava grávida e não queria deixar o país natal. Desta vez, vieram os dois juntos, mas os filhos, de 3 e 5 anos, ficaram na Venezuela, com tios.

O casal, conta ele, deixou a Venezuela em outubro, mas demorou a chegar aos EUA porque foi parando e trabalhando no meio do caminho para conseguir dinheiro. “Os policiais de cada país pegam todo seu dinheiro, foi um sacrifício chegar aqui”, afirma ele. Após cinco meses, eles pularam o muro, passaram sob os arames farpados e atravessaram o raso Rio Grande em época de seca -as barreiras que separam Ciudad Juárez de El Paso. Nesta terça, no entanto, decidiu se entregar para os agentes de imigração.

A decisão, afirma Rodríguez, se deu porque autoridades federais passaram a tentar convencer os imigrantes de que seria melhor enfrentar o rito da migração e marcar uma audiência para ver um juiz. Os agentes lhes garantiam que elas não seriam presas ou deportadas agora, num esforço para liberar as ruas da cidade, que se transformou em símbolo da dificuldade em lidar com a chegada dos estrangeiros -a princípio, a estratégia deu certo, e a movimentação em El Paso diminuiu ao longo do dia.

Mas a quantidade de pessoas ali é tamanha que o venezuelano só conseguiu uma data para ver um juiz em 2026. Até lá, carrega papéis que dizem que eles podem permanecer no país enquanto a audiência não acontece, os documentos mais importantes que têm. Rodríguez, que tinha um pequeno comércio em Caracas antes de emigrar, diz à Folha que é perseguido político na Venezuela e que não pode voltar ao país de origem enquanto o regime atual estiver em vigor -base do seu pedido de asilo.

Agora, porém, não precisou justificar nada disso às autoridades. Apenas indicou quem era seu “patrocinador” no país, um amigo que vive no estado de Utah e é responsável por abrigá-lo. O processo será analisado pelo juiz no próximo encontro. Se o pedido não for aprovado, os imigrantes podem ser deportados e sofrer uma proibição de cinco anos de entrar novamente em solo americano.

Mas nem todos estavam convencidos de que se entregar era a melhor opção. Em ruas mais afastadas da igreja, muitos questionavam se seriam presos. José Abraham, 18, outro venezuelano, diz ter ficado preso por uma semana após se entregar a autoridades americanas do outro lado da fronteira.

No centro de detenção, tiraram adereços, cadarço e cinto, enquanto ele aguardava o processo. Recebia três refeições simples por dia -uma laranja pela manhã, um burrito no almoço e um sanduíche à noite-, dormia no chão, porque não havia colchonetes suficientes, e se cobria com um cobertor de alumínio.

Uma semana depois, porém, conseguiu sair com uma data marcada para ver um juiz, em 2025. Em El Paso, com sorte, como ele mesmo afirma, conseguiu juntar o dinheiro para ir a Denver. Não escondia a emoção de partir. O jovem, que viveu antes na Colômbia e no Equador, resume o sentimento: “Saí sozinho do meu país com 15 anos para tentar ter uma vida melhor, e agora espero conseguir”.

Homem é detido por populares após roubar motocicleta em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta quarta-feira (10) um homem, identificado pelas iniciais J.P.N, foi preso após roubar uma motocicleta, na RJ 180, na altura de Guriri, em Campos.

Oa agentes foram acionadas para verificar o roubo de motocicleta. Ao chegar no local, os policiais se depararam com um homem detido por populares junto a motocicleta de cor cinza que havia sido subtraída da vítima.

De acordo com a PM, a vítima foi abordada pelo acusado enquanto transitava pela via embarcada na moto. Após roubar a motocicleta, o suspeito empreendeu fuga, sendo detido por populares alguns metros à frente, após acabar o combustível da moto.

Diante dos fatos, o homem foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde foi autuado e permaneceu preso.

Mulher diagnosticada com meningite é transferida para o HFM

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Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes
Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes/Foto: ClickCampos

A paciente de 26 anos com meningite, que estava internada no Hospital Geral de Guarus (HGG), foi transferida para o Hospital Ferreira Machado e está internada no Centro de Terapia Intensivo (CTI).

A mulher estava internada no Hospital Geral de Guarus (HGG), desde o dia 4 de maio, em estado grave. A Secretaria de Saúde informou a internação de um homem no HGG que segue em tratamento por suspeita de meningite.

Veja a nota na íntegra:

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Fundação Municipal de Saúde (FMS) informam que a paciente de 26 anos, foi transferida do Hospital Geral de Guarus (HGG) para o Hospital Ferreira Machado. A paciente está internada no Centro de Terapia Intensivo (CTI). Informamos também que o paciente do sexo masculino internado no Hospital Geral de Guarus—HGG teve diagnóstico sindrômico de infecção generalizada, incluindo o sistema nervoso central. Aguardamos resultado de exames laboratoriais complementares para a conclusão do diagnóstico do paciente, que segue recebendo os cuidados necessários na unidade hospitalar.

Câmara aprova criação do dia em memória de vítimas de covid-19

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) projeto de lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data será celebrada em 12 de março de cada ano. A proposta segue para análise do Senado. 

Segundo o autor do projeto, deputado Pedro Uczai (PT-SC), a data escolhida é uma homenagem à primeira vítima fatal do novo coronavírus no Brasil, Rosana Aparecida Urbano, falecida em 12 de março de 2020, no Hospital Municipal Dr. Carmino Cariccio, na zona Leste de São Paulo. 

O parlamentar lembrou que a vítima foi internada na véspera e na sequência de sua morte, em menos de 50 dias, faleceram também sua mãe, seu pai, uma irmã e um irmão. 

“A pandemia se transformou em uma inominável tragédia atravessada pela morte, pelo desamparo e pelo luto, um fenômeno social que impactou de forma direta e indelével a vida de milhões de brasileiros e brasileiras”, afirmou o autor, que lembrou haver ainda um projeto de lei do Senado propondo a construção de um memorial às vítimas. 

Após mais de três anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na última sexta-feira (5) que a covid-19 não configura mais emergência em saúde pública de importância internacional. De acordo com a entidade, o vírus se classifica agora como “problema de saúde estabelecido e contínuo”. 

Dados da entidade indicam que 765,2 milhões de casos de covid-19 foram confirmados no planeta até o momento, além de quase 7 milhões de mortes registradas. Apenas no Brasil, mais de 700 mil pessoas perderam a vida para a doença. Ainda de acordo com a OMS, 13,3 bilhões de doses de vacinas contra a doença foram administradas em todo o mundo. 

Governo Lula integra cadastro de benefícios a base de dados da Previdência

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Cadastro Único, usado como base para os principais programas sociais do governo federal, será integrado ao Cadastro Nacional de Informações Sociais, que reúne registros como nascimento, óbito, identificação, renda e benefícios recebidos.

A integração será concretizada a partir de uma portaria publicada nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial conjuntamente pelos ministérios do Desenvolvimento Social e da Previdência.

A unificação é uma medida considerada fundamental para aumentar a transparência de mais de 30 programas sociais que usam os dados do Cadastro Único, entre eles o Bolsa Família.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, a medida vai aprimorar a governança e a transparência das políticas públicas.

Além de dificultar fraudes, a articulação entre as duas bases de dados também trará mais eficiência para a concessão dos benefícios, segundo Dias.

Operação conjunta prende suspeito de sequestrar e assassinar mulher em Cabo Frio

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126ª DP/Foto: Polícia Civil

Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) e militares prenderam, nesta quarta-feira (10/05), um homem suspeito de sequestrar e assassinar uma mulher, de 68 anos. A vítima estava desaparecida desde o último domingo (07/05).

Após o fato ser comunicado, os policiais iniciaram buscas e obtiveram imagens de câmeras que mostravam a vítima saindo de casa, acompanhada de um homem, no dia do desaparecimento dela. Os agentes identificaram e localizaram o suspeito e o conduziram para a delegacia.

Em depoimento, o homem foi questionado sobre as imagens e confessou que ele e um comparsa mantiveram a vítima presa enquanto saqueavam os pertences e sacavam dinheiro da conta corrente dela.

O acusado também disse que costumava realizar pequenos serviços no apartamento onde a idosa morava e se aproveitou da confiança que tinha com ela para convencê-la a sair de casa e ir ao banco. Após ser rendida, os criminosos a levaram para uma região de mata e a executaram com golpes de faca. O corpo foi deixado na beira de um rio.

O criminoso foi autuado pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. O comparsa foi identificado e está sendo procurado.

Brasil condena bombardeios de Israel na Faixa de Gaza

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O Ministério das Relações Exteriores emitiu um comunicado, nesta quarta-feira (10), para condenar os bombardeios realizados na madrugada de hoje pela Força Aérea de Israel a áreas residenciais na Faixa de Gaza, no Estado da Palestina. Os ataques provocaram a morte de ao menos 13 cidadãos palestinos, incluindo dez civis, dentre os quais crianças.

“O Governo brasileiro expressa condolências aos familiares das vítimas e manifesta sua solidariedade ao povo e ao governo do Estado da Palestina. O Brasil lamenta que em 2023, ano do 30º aniversário dos Acordos de Paz de Oslo, já se tenham registrado as mortes de mais de 100 palestinos e mais de 15 israelenses em conflito. Ao reiterar que não há justificativa para o recurso à violência, sobretudo contra civis, o governo brasileiro apela às partes que se abstenham de ações que levem a uma escalada de tensão”, diz a nota.

O Brasil reitera seu compromisso com o direito internacional, com o direito internacional humanitário e com a solução de dois Estados, para que Palestina e Israel possam conviver em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas. Reafirma, ainda, que a mera gestão do conflito não constitui alternativa viável para o encaminhamento da questão israelo-palestina, sendo urgente a retomada das negociações de paz.

Forças militares israelenses atingiram alvos da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza pelo segundo dia nesta quarta. Enquanto isso, militantes palestinos na região começaram a lançar foguetes através da fronteira, disparando sirenes e enviando moradores para abrigos distantes de Tel Aviv.

Os militares disseram que estavam tentando atingir os alvos preventivamente, com explosões em diferentes pontos, incluindo o que testemunhas descreveram como um campo de treinamento na parte norte da Faixa de Gaza e uma área aberta no sul.

Pelo menos um homem foi morto e um ferido, disseram as autoridades médicas. As identidades não foram reveladas.

Minutos após os ataques, as sirenes soaram em Israel – inicialmente entre as comunidades fronteiriças, mas logo também dentro e ao redor da capital comercial Tel Aviv, 60 quilômetros ao norte de Gaza.

Não há notícias sobre vítimas em Israel, embora a mídia local tenha relatado que uma casa foi atingida na cidade de Sderot.

Em Gaza, vários rastros podiam ser vistos enquanto os foguetes eram lançados. Explosões no ar sinalizaram interceptações pelo sistema de defesa aérea Domo de Ferro de Israel.

Na terça-feira (9), Israel lançou uma série de ataques que disse ter como alvo os líderes da Jihad Islâmica responsáveis pelo planejamento de ataques. Pelo menos dez civis foram mortos nos ataques, bem como três comandantes seniores.

Loja de instalação de energia solar é furtada em Campos

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134ª DP/Foto: ClickCampos

Nesta quinta-feira (11) um estabelecimento foi furtado. O caso ocorreu na RJ-216, no Parque Santo Amaro, em Campos. Ninguém foi preso.

Os policiais foram acionados para verificar disparo de alarme de segurança. No local foi feito contato com o solicitante que informou ter ocorrido furto a uma loja de instalação de energia solar.

Ainda de acordo com a PM, o proprietário deu por falta de 1 rolo de cabo de 10mm e 1 rolo de cabo de 16mm, 1 máquina, 1 esmerilhadeira e 2 refletores de iluminação.

O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro. Câmeras de monitoramento do estabelecimento serão consultas para identificar o autor do crime.

Autora de livro sobre luto pelo marido é presa por assassiná-lo nos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – A norte-americana Kouri Darden Richins, que escreveu um livro sobre luto após a morte do marido, Eric Richins, foi presa nesta semana acusada de matá-lo por overdose de fentanil. As informações são do New York Post.

Kouri foi presa na segunda-feira (8) após descobertas na investigação da morte de Eric que a tornaram a principal suspeita. O caso ocorreu em Utah, nos Estados Unidos.

Ela é acusada de envenenar o marido e responderá por homicídio agravado, além de sofrer acusações por posse de substância controlada com a intenção de distribuir.

A autópsia constatou que a causa da morte foi em decorrência de uma overdose de fentanil. Eric Richins foi encontrado morto por policiais em 4 de março de 2022. Na época, Kouri informou aos agentes que preparou um drink chamado Moscow Mule, uma bebida misturada de vodca, e deu ao marido para celebrar a venda de uma casa.

COMO OCORREU O CRIME, SEGUNDO A POLÍCIA:

Após servir o marido com uma bebida (segundo a polícia, envenenada), a mulher teria ido até o quarto dos três filhos onde adormeceu junto com as crianças. Quando acordou por volta das 3h da madrugada, a suspeita relatou que foi para o quarto que dividia com o marido e ele estava adormecido. Ao tocar nele, sentiu seu corpo frio e ligou para a emergência.

À polícia, ela também teria dito que quando foi para o quarto das crianças deixou o celular no cômodo que dividia com o esposo. Porém, os registros telefônicos mostram que o aparelho foi usado várias vezes no período em que ela alega ter ficado sem o celular.

O suspeito de ter repassado as drogas à Kouri já foi ouvido pelos investigadores. O homem não identificado teria deixado os comprimidos em um endereço indicado pela suspeita, e ela teria pago em dinheiro R$ 4.490 por cerca de 15 a 30 comprimidos da droga.

Ela teria comprado os comprimidos de fentanil no dia 26 de fevereiro. Uma semana depois, a vítima foi encontrada morta.

Nos meses após a morte do marido, Kouri chegou a publicar um livro infantil com ilustrações para ajudar crianças a lidar com o luto. A obra foi intitulada “Are You With Me?” (“Você Está Comigo?”, em tradução livre). Na época do lançamento, ela chegou a participar de programas de TV para divulgá-lo.

Ação conjunta das polícias Civil e Militar resulta em duas prisões em SFI

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147ª DP/Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (10) dois homens foram presos durante uma ação conjunta da Polícia Militar e Polícia Civil na localidade de Praça João Pessoa, em São Francisco de Itabapoana.

Em apoio ao cumprimento de mandado de busca e apreensão criminal em desfavor de um homem conhecido como “Léo Galinha”, gerente do tráfico de uma facção criminosa, os agentes da Policia Civil e Militar observaram cerca de 15 homens na Baía do Ralfinho, que ao avistaram a chegada da guarnição, empreenderam fuga com mochilas volumosas nas costas o que leva a polícia a acreditar que seriam armas que os homens carregavam.

Léo Galinha foi visto no local com um suspeito de ser autor de vários homicídios, mas ambos conseguiram fugir. No local onde eles estavam, os policiais encontraram 10 aparelhos celulares, cadernos com anotações e movimentação do tráfico, 7 carregadores portáteis para celular, 1 faça estilo militar e 1 folha de caderno contendo informações sobre mortes com datas e valores, encontrada no interior de uma capa de celular.

Durante as buscas dois suspeitos com antecedentes criminais por tráfico e assalto a mão armada, foram encaminhados para a 147ª Delegacia de Polícia de SFI, onde foram autuados e presos. O caso foi registrado na DP.

Ainda de acordo com a polícia, o grupo pretendia invadir e tomar um local controlado por outra facção rival em Barra de Itabapoana. Novas buscas foram realizadas, mas o “Léo” não foi localizado.

Carro roubado é recuperado pela PM no Parque Aurora

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta quarta-feira (10) um carro que havia sido roubado na última terça-feira, foi encontrado e recuperado na Rua Adriano Soares Farias, no Parque Aurora, em Campos. Ninguém foi preso.

Os policiais foram até o local para verificar um veículo de cor prata que havia sido roubado no dia 09 (terça-feira) na Rua Augusto de Carvalho no Parque João Maria, sendo o veículo localizado pela guarnição.

De acordo com a polícia, a vítima havia registrado o roubo na 134ª DP, informando que ao entrar no veículo estacionado, foi abordado por um homem armado que ordenava que ele saísse do carro.

Imediatamente a vítima desembarcou do veículo e o homem fugiu com o carro sentido o cemitério Campo da Paz.

Diante dos fatos, o veículo foi recuperado e rebocado para a 134ª DP, onde o caso foi registrado e o carro ficou apreendido para perícia.

Defensoria e ONG questionam atuação da Guarda Civil na Cracolândia

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A Defensoria Pública do estado de São Paulo e a organização não governamental Conectas Direitos Humanos têm questionado a atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo na região da Cracolândia, no centro da capital paulista. O episódio mais recente é relacionado a um homem que ficou desacordado após uma abordagem dos guardas.

Nesta semana, a equipe da TV Brasil flagrou um homem desacordado depois de sofrer um enforcamento por parte de agentes da GCM. De acordo com a prefeitura, a equipe estava acompanhando, na segunda-feira (8), uma ação de zeladoria, quando foi agredida e agiu para conter o homem. A prefeitura informou ainda que o homem foi conduzido ao Pronto Socorro da Barra Funda, “pois alegou ter problemas de coração e estar com dores no peito. Na unidade de saúde, foi atendido, medicado e liberado”. Posteriormente, ele foi levado para o 77º Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada. 

“Mais uma vez a gente está vendo a GCM na linha de frente da Cracolândia, o que já causou inúmeros problemas. Esse histórico da atuação da guarda civil no território da Luz está, inclusive, na Justiça, em uma Ação Civil Pública que discute as ações que acontecem por conta dessa prática”, aponta Fernanda Balera, defensora pública e integrante do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos.

Em ofício enviado à prefeitura no dia 11 de abril, a Defensoria Pública questionou especificamente os procedimentos nas ações de zeladoria. “Qual a justificativa para a realização da limpeza urbana, inclusive com a ‘triagem’ e revista, a ser realizada pela Guarda Civil Metropolitana e não por agentes da limpeza urbana, considerando que a função da Guarda Civil seria a de ‘acompanhar as ações de zeladoria, atuando, exclusivamente, na salvaguarda dos direitos dos trabalhadores e agentes públicos que realizam a ação e na preservação dos direitos das pessoas afetadas pelas ações de zeladoria’ (Art. 9º da Portaria)”, aponta o texto.

A Agência Brasil solicitou o Boletim de Ocorrência à Secretaria de Segurança Pública (SSP) relativa ao caso flagrado pela TV Brasil e aguarda o envio das informações. Não há confirmação se está preso ou solto. A identificação dele também não foi informada.

O advogado Gabriel Sampaio, diretor de litigância e incidência da Conectas Direitos Humanos, repudia a agressão e pede a apuração do caso. “A GCM não dispõe de competência para atuar como polícia ostensiva ou repressiva, tão pouco deve se utilizar da força de forma tão desproporcional como nós observamos na reportagem”, avalia.

Ele destaca que, “nas abordagens às pessoas usuárias de drogas, devem ser respeitados os direitos e as garantias fundamentais, o uso proporcional da força e jamais um órgão como a GCM deve ser utilizado para esse tipo de abordagem”. Sampaio acrescenta que a Constituição atribui à GCM o papel de proteção do patrimônio público e não autoriza “esse tipo de uso da força”. 

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana disse, por meio de nota, que “a ocorrência citada será devidamente apurada pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana” e que “não compactua com nenhuma conduta inadequada”. 

“A SMSU tem o compromisso de assegurar que a atuação da GCM seja sempre pautada pelo respeito aos direitos humanos e à dignidade das pessoas. Esse preceito é essencial e deve ser seguido por todos os agentes da Guarda”, aponta o órgão.

A prefeitura disse ainda que a atuação da guarda é guiada pela Lei nº 13530, de 14 de março de 2003, que institui o Regulamento Disciplinar dos Servidores do Quadro dos Profissionais da GCM.