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Incêndio em fábrica de químicos na Georgia leva a evacuação de região

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Um grande incêndio numa fábrica de químicos em Brunswick, no estado norte-americano da Geórgia, está preocupando as autoridades da região que, no sábado à tarde, emitiram um alerta de evacuação numa área de cerca de 800 metros em torno da infraestrutura.

Segundo conta a ABC News, o fogo na fábrica, localizada no condado de Glynn, na costa sudeste do estado, foi inicialmente combatido por volta das 7h00 de sábado.

Às 10h00, as autoridades deram o caso como controlado, mas mantiveram uma presença no local enquanto a Agência de Proteção Ambiental fez uma inspeção ao local.

Durante a tarde, o fogo ganhou nova força na fábrica, que produz resina sintética para fins industriais.

Devido ao forte vento que se sentiu na região, as autoridades anunciaram então que todos os residentes até 800 metros da fábrica teriam de ser deslocados, como medida de prevenção, pedindo aos restantes habitantes que se mantivessem resguardados em casa.

Imagens divulgadas nas redes sociais demonstram a intensa nuvem de fumaça preta que emanou da fábrica.

#Chemical plant fire in #Brunswick, #Georgia. #Brunswick #BreakingNews pic.twitter.com/T91kOaXEv1

— Harish Deshmukh (@DeshmukhHarish9) April 16, 2023

A ABC News noticiou que a Cruz Vermelha deslocou-se ao local para prestar assistência médica e apoio às pessoas deslocadas, mas não ficou esclarecido quantas pessoas foram afetadas pelo incêndio.

As causas do fogo ainda são desconhecidas e não foram registadas vítimas ou feridos.

Assista ao vídeo na galeria acima.

Leia Também: Sobe para 11 número de mortos em ataques com mísseis russos em Sloviansk

Tiroteio durante luta de galinhas no Havai provoca dois mortos

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Um evento ilegal de luta de galinhas, no Havai, terminou na sexta-feira com graves consequências, não só para os animais, mas também para os espetadores, após um homem ter disparado sobre a multidão.

Pelo menos duas pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas no incidente que ocorreu em Honolulu, a capital do estado e arquipélago norte-americano.

Segundo contaram as autoridades locais à Associated Press, o responsável seria um jovem na casa dos 20 anos, não tendo sido feito qualquer detenção até ao momento.

“No final da luta, um grupo de homens começou a discutir e escalaram para uma altercação física. A certo ponto, foram disparados tiros, atingindo cinco pessoas que estava no local”, disse a chefe do departamento policial, Deena Thoemmes, à televisão local KHON.

As vítimas mortais são uma mulher de 59 anos e um homem de 34 anos, cujos óbitos foram declarados no local. Os feridos têm idades compreendidas entre os 38 e os 57 anos.

Deena Thoemmes acrescentou que a polícia “não compreende” o que teria motivado o tiroteio, sugerindo que “pode ter ocorrido a partir de algo completamente diferente e por acaso estavam na mesma zona, ao mesmo tempo”.

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Deputados querem ‘big brother’ nas escolas com câmeras, detectores e reconhecimento facial

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JOÃO PEDRO PITOMBO
SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Os recentes ataques a escolas com mortes em São Paulo e Santa Catarina resultaram em uma avalanche de projetos de lei pelo país voltados à segurança das escolas, creches e universidades.

Levantamento da Folha de S.Paulo aponta que foram propostos ao menos 102 projetos de lei nas Assembleias Legislativas dos 26 estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal nos últimos 30 dias relacionados à segurança em unidades de ensino.

A maioria dos projetos propõe a instalação de portas giratórias, detectores de metais, portarias exclusivas, construção de muros altos, revistas em mochilas, obrigatoriedade de muros altos e até reconhecimento facial para acesso às unidades de ensino.

Em ao menos cinco estados foram propostos planos mais detalhados, com procedimentos e protocolos para evitar ataques, que incluem apoio psicológico a estudantes, envolvimento das famílias e campanhas de conscientização.

Em ao menos quatros estados, projetos de lei já foram aprovados pelos deputados estaduais nesta semana após uma tramitação relâmpago.

No Acre, deputados aprovaram na última quarta-feira (12), por unanimidade, um projeto de lei que prevê a instalação de detectores de metais em todas as escolas estaduais em um prazo de até 180 dias.

No dia anterior, a Assembleia Legislativa de Rondônia seguiu na mesma linha: definiu a obrigatoriedade de detectores de metais nas escolas e também aprovou uma proposta que prevê a presença de policial armado, em tempo integral, durante o horário das aulas.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais, por sua vez, apostou em medidas que têm como foco a prevenção e mitigação de atos violentos. O projeto aprovado na quarta-feira prevê capacitação de alunos, professores e funcionários, além de incentivar a formação de brigadas de emergência.

Em Sergipe, foi aprovada pela Assembleia uma proposta que garante acesso a psicólogos e assistentes sociais aos alunos da rede pública estadual.

Em Santa Catarina, onde quatro crianças foram mortas após um ataque a uma creche em Blumenau em 5 de abril, a iniciativa partiu do Poder Executivo. O governador Jorginho Mello (PL) anunciou que pretende colocar uma pessoa armada em cada uma das 1.053 escolas estaduais no prazo de dois meses e ao custo de R$ 70 milhões.

A estimativa de gastos é uma exceção. Em geral, as propostas legislativas em tramitação avançam, em sua maioria, sem estimativa de custos de implantação e com uma indicação genérica sobre quais seriam as fontes de recursos.

Ao mesmo tempo, abrem uma discussão sobre as prioridades no investimento na infraestrutura das escolas. Dados do censo escolar de 2021 apontam que 30% das escolas públicas brasileiras não dispõem de água tratada, 53% não são ligados à rede de coleta de esgoto e 36% não têm internet em banda larga.
Dos mais de cem projetos relacionados à segurança nas escolas que começaram a tramitar nas Assembleias Legislativas nos últimos dias, a maioria tem como foco a instalação de equipamentos de vigilância e contratação de profissionais para fazerem rondas nas escolas.

São 25 projetos que preveem a instalação de portais com detectores de metais ou portas giratórias na entrada das escolas, creches ou universidades públicas. Parte das propostas também prevê inspeção nas mochilas dos estudantes.

Na Bahia, além de um projeto que prevê detectores nas 1.065 escolas da rede estadual, a Assembleia deve apreciar uma outra proposta que autoriza a inclusão do reconhecimento facial como forma de acesso nas escolas estaduais.

Autor do projeto, o deputado estadual Hassan (PP) afirma não obriga que o governo adote sistema em todas as escolas. Mas defende a viabilidade da medida para auxiliar na segurança das escolas.

“Essa onda de violência está tomando uma proporção que nos preocupa. Como pai e político, quero ter a tranquilidade de fiz a minha parte. A gente não pode ficar de braço cruzado esperando que o mal aconteça”, diz o deputado, que admite não ter estimado o custo de implementação a proposta.

No Rio de Janeiro, uma proposta do deputado estadual Rosenverg Reis (MDB) propõe a instalação de grades ou construção de muros de ao menos 2,5 metros entorno de escolas públicas e privadas.

Já deputado estadual Yglésio Moyses (PSB-MA) propôs projetos que preveem vistorias em mochilas, detectores metais, além de uma proposta que obrigas escolas particulares a contratarem seguranças armados.

“As causas [dos ataques] estão mais relacionadas a fenômenos como o bullying e os conteúdos violentos em redes sociais. Sei que as propostas são paliativas, mas é o que o imediatismo Legislativo consegue suprir”, afirma.

Outros 12 projetos de lei propostos preveem a instalação de câmaras de vigilância e sistemas de videomonitoramento nas unidades de ensino. Iniciativas de criação de um aplicativo com “botão do pânico” foram propostas em nove estados.

Deputados de São Paulo, Distrito Federal, Maranhão, Paraíba, Goiás, Piauí e Roraima, por outro lado, defendem a contratação de policiais militares para atuar no policiamento dentro das escolas.

Em ao menos três estados, a proposta é de atuação de policiais em folga na segurança das unidades de ensino. Em Goiás, o projeto fala em policiais reformados, repetindo o mesmo modelo de escolas militarizadas adotado nos últimos anos por estados e municípios.

Conforme apontado pela Folha de S.Paulo, estudos apontam é que o trabalho policial é essencial na investigação de suspeitos, não na segurança ostensiva. Segundo especialistas, a prevenção aos ataques é mais eficiente quando ela tem a participação de professores, funcionários e pais.

O coronel Alan Fernandes, oficial da reserva da Polícia Militar e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destacou que que o aumento do policiamento em escolas costuma ser adotada nas primeiras semanas após casos de grande repercussão como forma de tranquilizar a comunidade.

Com frequência, no entanto, esses programas são encerrados ou sua intensidade diminui ao longo do tempo, quando pais, professores e alunos deixam de se queixar dos procedimentos de segurança.

PROJETOS MAIS COMUNS

Detectores de metais: são objetos de 25 projetos de lei em 5 estados. Deputados sugerem a instalação de portais com detectores nas portas das escolhas ou portas do tipo giratória, semelhante a utilizada nos bancosProgramas Preventivos de Segurança: 14 projetos em 10 estados têm escopo mais amplo e preveem diferentes ações de monitoramento para evitar episódios de violência e com protocolos a serem seguidos em casos de ataques em escolasVideomonitoramento: 12 projetos de lei em 9 estados propõem a instalação de sistemas de vigilância em unidades de ensino, com a instalação de câmeras de segurança, monitoramento e armazenamento de imagensPolícia nas escolas: 9 projetos de lei em 7 estados propõem policiamento dentro das escolas. Em três estados, a proposta é de atuação de policiais em folga na segurança das unidades de ensino. Também há um projeto que prevê a contratação de policiais reformadosBotão do pânico: 9 projetos em 7 estados preveem a implantação obrigatória de botão de pânico em todas as escolas. Ao ser acionado, o dispositivo envia mensagem para a polícia ou empresa de segurança, informando que algo perigoso pode estar acontecendo no local

Tiroteio interrompe evento sobre impactos da violência em ONG na Maré (RJ)

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ALÉXIA SOUSA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um tiroteio durante uma operação da Polícia Civil assustou moradores do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, na tarde desta sexta-feira (14). Um evento na Casa das Mulheres da Maré do Parque União foi interrompido pelos tiros, mas nenhum participante ficou ferido.
A deputada estadual Renata Souza (PSOL) e cerca de 70 mulheres que acompanhavam a reunião tiveram que deitar no chão da ONG onde o evento estava sendo realizado.

A deputada, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, manifestou-se nas redes sociais sobre a situação relatando que as mulheres estavam acuadas e com medo.

“Tive que me jogar no chão durante o tiroteio e liguei para Cláudio Castro”, disse a deputada, que ainda criticou as políticas de segurança do governo do estado. “Esse é o terror cotidiano que moradores das favelas do Rio de Janeiro são expostos diariamente. Nossas vidas negras importam?”, indagou no seu perfil.

Procurada, a assessoria do governador não comentou as declarações da deputada.
O encontro era justamente para apresentar os dados da pesquisa Os Impactos da Violência Armada na Vida Das Mulheres da Maré: gênero, território e prática artística.
Entre as convidadas estavam as pesquisadoras Claire Blencowe (Universidade de Warwick), Joana Garcia (Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), Julian Brigstocke (Universidade de Cardiff) e Rosana Morgado (Escola de Serviço Social da UFRJ).

Renata também gravou vídeos de dentro da ONG no momento do tiroteio.
Ela afirmou ainda que não foi a primeira vez que viveu essa situação, que definiu como “aterrorizante”.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, duas escolas foram impactadas, afetando 309 alunos.

Durante o confronto, policiais tomaram conhecimento de um atendimento com defensores públicos na comunidade ao lado, no Parque União, e se ofereceram para retirar a defensora do local, mas ela se recusou a entrar na viatura.

Moradores relataram, nas redes sociais, que um mototaxista foi atingido por um tiro no pé. A polícia, no entanto, não confirmou.
De acordo com a Polícia Civil, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas estavam na região para evitar a entrada de cargas roubadas na comunidade. Helicópteros e blindados foram usados na operação.

Durante a ação, a equipe foi atacada por homens armados, que alvejaram a viatura da instituição, dando início a um tiroteio nas proximidades da avenida Brasil. Um trecho da via foi fechado por alguns minutos.

Após perseguição, os policiais conseguiram localizar um caminhão roubado e recuperar a carga, que está avaliada em cerca de R$ 2 milhões. O veículo estava em uma antiga garagem de ônibus que, segundo a polícia, funciona como depósito de cargas roubadas na entrada da comunidade.

A Anistia Internacional também usou as redes sociais para se manifestar sobre o episódio e criticar as ações da polícia nas comunidades do Rio.

Paramilitares tomam palácio presidencial no Sudão e conflitos armados se espalham pelo país

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Paramilitares do Sudão reivindicaram neste sábado (15) o controle do palácio presidencial e do aeroporto internacional de Cartum, na capital, após tiroteios e explosões num contexto de rivalidade entre generais que participaram do golpe de Estado em 2021. Ao menos três civis foram mortos, segundo autoridades.

O grupo paramilitar FAR (Forças de Apoio Rápido) do general Mohamed Hamdan Daglo, conhecido como Hemedti, apelou à população e aos militares para que se levantem contra o Exército e o general Abdel Fatah al Burhan, líder no país africano desde o golpe há quase dois anos.

Hemedti e Burhan uniram forças para derrubar civis do poder em 2021. Mas as tensões entre os dois cresceram com o tempo. Há dias circulavam rumores sobre um confronto iminente. Neste sábado (15), a capital sudanesa, Cartum, acordou abalada por explosões e disparos de armas pesadas.

Principal grupo paramilitar do país, o FAR anunciou a tomada de infraestruturas estratégicas na capital, Cartum, e em cidades como Merowe e El Obeid. Em comunicado, instaram os moradores a se juntarem a eles “para proteger a pátria e os lucros da revolução”, em referência à revolta popular que derrubou o ditador Omar al Bashir em 2019.

Em resposta, a Força Aérea Sudanesa informou ter atacado várias bases paramilitares em Cartum, destruindo bases do grupo rival. Num conflito de versões, informou ainda que os militares das FAR estavam sendo perseguidos e pediu aos civis que permaneçam em suas casas.

“Como todos os sudaneses, estamos abrigados”, escreveu o embaixador dos EUA, John Godfrey, no Twitter.

Incêndio em abrigo para crianças e adolescentes do Recife deixa 4 mortos

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Ao menos quatro pessoas morreram após um incêndio atingir o Instituto de Caridade Lar Paulo de Tarso, na Rua Jerônimo Heráclio, 479, no bairro do Ipsep, zona sul do Recife (PE), na madrugada desta sexta-feira, 14. Outras 13 ficaram feridas. As causas ainda são investigadas.

Oito crianças e adolescentes foram internados no Hospital da Restauração, que tem uma ala especializada em atendimento a pacientes queimados, com quadro grave de intoxicação pela inalação de fumaça, que provoca queimaduras internas nas vias aéreas. Quase todas estão também com queimaduras externas na pele. Outras cinco – quatro crianças e um adulto – ficaram sob os cuidados do Hospital Geral de Areias.

“A situação das crianças socorridas ainda é muito grave, por causa da inalação dessa fumaça que entra na corrente sanguínea e provoca danos muito rapidamente. Algumas tiveram de ser entubadas”, disse o major do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco e supervisor de operações, Lamartine Melo.

“A apresentação clínica principal das vítimas é de queimaduras nas vias aéreas e inalação de fumaça. Existem sim queimaduras externas, mas o quadro clínico que todos apresentam com maior gravidade é este”, disse o médico Petrus Andrade, diretor-geral do Hospital da Restauração.

Visivelmente abalado, Gezler Carlos, diretor administrativo da instituição, que abriga crianças de 2 a 11 anos em situação de risco social, lamentou a morte de três crianças e de uma funcionária e pediu orações para os feridos. “Estamos com o coração rasgado, mas temos muita fé que Deus irá ajudar na recuperação dos que estão internados. Peço neste momento a oração de cada um que esteja acompanhando essa dor sem tamanho.” A funcionária que morreu foi identificada como Margareth da Silva, de 62 anos. O Lar Paulo de Tarso funciona há 30 anos no local e recebe crianças e adolescentes encaminhados pelos conselhos tutelares e pelo Juizado da Infância e Juventude.

Testemunha

O barbeiro Flávio Santos, de 34 anos, mora em uma rua próxima do Lar Paulo de Tarso e chegou ao local pouco depois das 3h, horário em que os vizinhos perceberam as chamas e acionaram o Corpo de Bombeiros. Com outros sete homens, ele forçou as grades na tentativa de abrir caminho para o socorro às vítimas. “Minha esposa me acordou já chorando muito porque ouviu os gritos das crianças que estavam presas e das pessoas na rua. Eu saí correndo do jeito que estava. Todo mundo tentou ajudar. Pegamos barras de ferro, martelos, tudo o que a gente podia para arrombar as grades. Tentei subir pelo telhado para ver se conseguia pular tirando as telhas, mas estava muito quente e acabei queimando as mãos e os pés. Foi um desespero muito grande a gente ouvir as crianças chorando, gritando, pedindo para não morrer. Tenho um filho de 4 anos e só pensava nele”, contou.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada às 4h20, quando a corporação foi acionada para atendimento no local. “Foram enviadas 12 viaturas com equipes de resgate, incêndio e salvamento para prestar socorro”, disse em nota. A Criminalística apura as causas.

Morte e paixão

O filho de uma das vítimas do incêndio lembrou a paixão da mãe pelo trabalho. A cuidadora Margareth da Silva, de 62 anos, morreu durante a ocorrência, ao lado de três crianças que estavam no local. “Ela amava essas crianças, sempre pedia para a gente rezar por elas. Agora, eu só quero enterrar minha mãe o mais rápido possível”, disse Adjair da Silva.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Lula diz à imprensa chinesa que Brasil não vai mais vender empresas estatais

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O Brasil não vai vender mais empresas estatais, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à rede de televisão estatal chinesa CCTV. Na conversa, o petista defendeu ainda transações comerciais entre países sem passar pelo dólar, a busca de uma solução para a guerra da Ucrânia e a criação de uma nova forma de governança mundial, em que países como China, Brasil e México tenham mais voz.

“Não queremos ser vendedor nem só de commodities ou vendedor de empresa estatal”, afirmou Lula, segundo transcrição da conversa liberada pelo governo brasileiro. “O que o Brasil quer propor à China é que nós precisamos construir uma centena de coisas novas. Que passa por rodovia, por ferrovia, por portos, aeroportos, que passa por novas indústrias, que passa por empresas de químicas, que passa por investimentos novos.” É o que Lula vem chamando de reindustrialização do Brasil.

Lula defendeu na conversa com a imprensa chinesa, como já havia dito em outras ocasiões durante a viagem ao país asiático, que é preciso avançar na relação do Brasil com a China, não apenas na questão econômica e na questão comercial, mas em temas como ciência e tecnologia, convênios entre as universidades e na transição energética. “Nós precisamos estabelecer uma política em que a China se transforme em parceiro de investimentos no Brasil.”

Sobre reformas em organismos multilaterais, que Lula já havia defendido na viagem durante discurso na posse de Dilma Rousseff no Novo Banco de Desenvolvimento, o petista afirmou que é preciso dar mais representatividade ao Conselho de Segurança das Nações Unidos. “Eu acho que tem que ter países da América do Sul, América Latina, países da África. Não é possível, que o continente africano com cinquenta e quatro países não possa ter representante.”

“Se você não tiver um Conselho de Segurança da ONU, com autoridade de decidir, e os países signatários cumprirem, não vai resolver o problema climático no mundo”, afirmou Lula à TV chinesa.

“A única coisa que eu quero é o seguinte: é preciso criar uma nova forma de governança mundial”, disse Lula. “A China tem que ser levada em conta. O Brasil tem que ser levado em conta. Um país como a Nigéria, como o Egito, como México, tem que ser levado em conta. A Índia tem que ser levada em conta”, comentou o presidente. Segundo ele, na medida em que esses países vão crescendo e se desenvolvendo, obviamente começam a assustar aqueles que se sentiam o dono do mundo.

Sobre a guerra na Ucrânia, o presidente brasileiro disse estar “obcecado” em conversar com as pessoas pelo mundo para encontrar um jeito de alcançar a paz. Ele defendeu que países parem de fornecer armas para o conflito e que busquem uma solução de paz.

USP prepara relatório sobre articulação de grupos de ódio

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O Brasil tem de se preparar para enfrentar a radicalização online. É com essa premissa que pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) montaram um relatório sobre como os grupos de ódio se articulam nas redes e quais medidas podem ser tomadas para evitar a escalada de violência. A previsão é de que o documento, com cerca de 40 páginas, seja entregue no começo da próxima semana ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O País tem passado por uma disseminação de ameaças nas redes sociais, o que levantou a cobrança por uma maior moderação das plataformas e por investigações mais integradas para combater grupos extremistas. Atentados em São Paulo e Blumenau (SC) vitimaram ao menos cinco pessoas nas últimas semanas, entre alunos uma professora. Em outros Estados, como Goiás e Amazonas, também houve tentativas de ataques.

“O que a gente enfrenta agora, e isso ocorre não só o Brasil, mas a nível global, é o extremismo pós-organizacional. São redes extremistas sem uma hierarquia fixa, sem um elo direto com um organização”, afirma ao Estadão a pesquisadora Michele Prado, uma das autoras do relatório. O documento, que está em fase de revisão, teve colaboração de um grupo de sete integrantes do Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP.

Logo após o caso de Vila Sônia, no mês passado, o grupo de pesquisa lançou uma nota técnica para alertar sobre o avanço do extremismo em ambiente escolar no País. Com o caso recente em Blumenau e o aumento da preocupação sobre o tema, os pesquisadores estreitaram as relações com o Ministério da Justiça. “O relatório é resultado justamente disso, e é uma tentativa de tentar conter o avanço de grupos extremistas”, afirma Michele.

Um dos focos do relatório, segundo a pesquisadora, é reforçar a importância da utilização de hashes, que são códigos numéricos criados por meio de um algoritmo criptográfico, para identificar mais precisamente cada arquivo. “É muito importante que isso seja implementado o quanto antes, para evitar a circulação por muito tempo de vídeos e imagens extremistas nas redes”, diz a pesquisadora.

Grupos

Evitar a circulação de vídeos de massacres antigos e materiais violentos é um primeiro passo para evitar a radicalização das chamadas subculturas, que são grupos que se formam na internet – inicialmente, em torno de algum tema específico – e acabam aprofundando a relação em comunidade.

Conforme pesquisadores, os massacres em escolas são crimes que, ainda que normalmente praticados pelos chamados “lobos solitários” – em geral, adolescentes e homens -, têm um caráter coletivo. Muitos dos agressores normalmente se articulam, antes dos atentados, justamente por subculturas e exaltam agressores antigos.

Em outra frente, o relatório que será enviado ao ministério indica quais seriam alguns dos “perfis âncoras” que acumulam o maior número de interações nas redes e, desse modo, têm potencial de influenciar mais pessoas. Essas informações, se houver necessidade, podem ser direcionadas pelo ministério para Secretarias de Segurança Pública de determinados Estados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mulher pega criança errada em escola e mobiliza polícia de 3 cidades em SC

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma mulher que se apresentou como avó de uma aluna pegou a criança errada em uma escola estadual de Santa Catarina nesta quinta-feira (13).

A mulher disse que foi fazer um favor para uma amiga de sua filha, que teria pedido para ela buscar a criança na escola, porque não conseguiria ir no horário. As informações são da Polícia Militar.

Ao chegar na unidade escolar, a mulher se apresentou como avó da menina, porém como não conhecia a criança, pegou a aluna errada. O caso ocorreu em Presidente Getúlio, no Vale do Itajaí.

A confusão só foi percebida após a verdadeira mãe ir buscar a filha na escola e não encontrá-la. A PM começou a investigar o caso como suspeita de rapto e mobilizou agentes das cidades de Presidente Getúlio, Ibirama e Vitor Meireles.

Os policiais conseguiram chegar até a casa da mulher após identificar o carro utilizado para buscar a criança na escola. Ela explicou o ocorrido, disse que levou a menina que foi entregue pelos funcionários da unidade de ensino.

Ainda de acordo com a PM, o caso foi registrado como um “mal-entendido” e será encaminhado à Polícia Civil. As identidades dos envolvidos não foram reveladas. Ninguém foi preso.

Tribunal do RJ descarta fraude em registros de supostos espiões da Rússia

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ITALO NOGUEIRA E BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirma não ter encontrado indícios de fraude nos registros de nascimento usados por dois supostos espiões russos para emitir documentos brasileiros e atuar no país.

De acordo com o órgão, responsável pela fiscalização dos cartórios, os livros e as folhas em que foram registrados os nascimentos de Gerhard Daniel Campos Wittich e Victor Muller Ferreira, nomes usados pelos supostos agentes, “estão intactos”. A Corregedoria, contudo, aponta fragilidades no registro de bebês à época em que se declarou o suposto nascimento dos dois.

“Cabe destacar que, à época dos nascimentos (1986 e 1989), os registros eram feitos de forma primordialmente declaratória na presença de testemunhas. Somente a partir de 1993 foi instituída a Declaração de Nascido Vivo emitida oficialmente pelas unidades de saúde”, diz a nota enviada à Folha de S.Paulo.

Ferreira é, na verdade, Serguei Tcherkasov, detido em abril do ano passado na Holanda e enviado ao Brasil, onde foi condenado por falsificação de documentos. Ele também é investigado sob suspeita de corrupção de uma agente cartorária para a obtenção dos papéis brasileiros.

Wittich foi apontado como um espião russo de sobrenome Chmirev por autoridades gregas. Ele se instalou no Brasil em 2016, quando emitiu uma identidade usando sua certidão de nascimento brasileira, e estabeleceu em 2018 uma empresa de impressão 3D que prestou serviços para as Forças Armadas entre 2020 e 2022.

A confecção de certidões de nascimento autênticas por meio de fraudes em cartórios é uma das suspeitas da Polícia Federal sobre como espiões se instalaram no Brasil. A facilidade em conseguir o registro no país e a boa receptividade do passaporte brasileiro no mundo são apontadas como possíveis motivos da escolha da Rússia para formar aqui seus agentes.

A Corregedoria do TJ-RJ, porém, afirma não ter identificado fraudes nos livros dos 4º e 6º Registros Civis de Pessoas Naturais da capital fluminense, onde os dois foram registrados. Em razão disso, o órgão levanta a possibilidade de que duas crianças com os nomes de Wittich e Ferreira de fato tenham nascido na década de 1980 e tiveram suas identidades utilizadas por outras pessoas.

“Os livros e as folhas estão intactos. Dois jovens casais teriam, portanto, comparecido aos cartórios com uma criança nascida há um dia, dentro do prazo legal, e fizeram a declaração”, diz o tribunal.

“A princípio, não se identificou fraude no registro. O que pode ter ocorrido possivelmente foi o uso posterior desse documento por pessoa diversa para obtenção de outros documentos e ocultação de verdadeira identidade.”

O posicionamento contraria familiares das mulheres apontadas como mães dos dois nos registros –ambas já estão mortas.

O eletricista Carlos Monteiro, irmão de Fátima Regina Campos Monteiro, apontada como mãe de Wittich, afirma à reportagem que a mulher nunca teve filhos, tendo convivido com ela no período em que supostamente deu à luz, em outubro de 1986, segundo a certidão de nascimento. A PF ouviu versão semelhante de parentes de Juraci Eliza Muller, apontada como mãe de Ferreira.

Os nascimentos são registrados em livros por ordem de chegada ao cartório. Fraudes costumam ocorrer por meio de inclusão ou adulteração de folhas para inserção de dados falsos sobre nascimentos –razão pela qual a Corregedoria ressalta que os documentos arquivados estão intactos.

O presidente da Arpen (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais), Gustavo Fiscarelli, afirma que a única possibilidade para que as duas versões sejam verdadeiras é um registro falso ter sido feito intencionalmente na década de 1980 para ser usado 30 anos depois. “Seria um planejamento muito grande. Mas tratando-se de espionagem russa, não se pode duvidar”, diz.

Fiscarelli afirma ter chamado a atenção em ambos os registros a ausência do número de documentos do pai e da mãe. “Mesmo naquela época, esse tipo de informação costumava constar nos registros.”

Outra possibilidade levantada por especialistas ouvidos pela reportagem é a troca do livro original por um adulterado, no qual o “nascimento falso” entraria no lugar de um verdadeiro. Fiscarelli, porém, avalia ser inviável esse tipo de fraude atualmente.

“Sempre que há identificação de possíveis fraudes ou qualquer indício de erro, é feita minuciosa apuração pela Corregedoria Geral da Justiça sobre as responsabilidades e a forma de ação, com o objetivo de corrigir e melhorar o sistema de registro”, afirma a nota da Corregedoria do TJ-RJ.

Além dos supostos espiões russos “cariocas”, a Noruega deteve Mikhail Mikhushin com documentos em nome de um brasileiro chamado José Assis Giammaria, registrado em Padre Bernardo (GO).

Ainda não está claro se em algum momento esses espiões miravam instituições no Brasil, mas os casos acenderam um alerta entre as autoridades. A Polícia Federal passou a investigar se o país tem sido usado de forma sistemática por nações como a Rússia para formar agentes ilegais de espionagem.

Lipoaspiração: mulher tem intestino perfurado e é internada em estado grave no Rio

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A Polícia Civil abriu inquérito para investigar se uma mulher teve o intestino perfurando durante uma lipoaspiração realizada pelo médico Alberto Birman, no Hospital Barra Plástica, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, no mês passado. O registro foi feito na 16ª DP (Barra da Tijuca), que apura o crime de lesão corporal culposa (sem intenção). Devido à gravidade do estado de saúde de Cássia Correa Avelar, de 59 anos, a paciente foi transferida para o Hospital Naval Marcílio Dias, na zona norte.

Segundo a polícia, já foi feita uma vistoria na clínica onde a lipoaspiração foi realizada, em conjunto com agentes da Vigilância Sanitária. Os profissionais responsáveis pela clínica e o médico Alberto Birman já foram notificados para prestar esclarecimentos .

A família contou que a lipoaspiração foi feita no dia 15 de março e que a cirurgia durou sete horas. Quando Cássia voltou do centro cirúrgico começou a reclamar de estar sentindo muitas dores abdominais. Ela acabou passando a noite na clínica para ficar em observação, por recomendação de Nicole Birman, filha do cirurgião, que também teria participado do procedimento.

Em depoimento no inquérito, João Marcelo, marido de Cássia, informou que no hospital da Barra não foi feito nenhum exame mais complexo porque a unidade não dispunha de equipamentos para ultrassonografia ou tomografia. Segundo ele, como a mulher não melhorava, ele começou a cobrar da equipe médica uma ação mais contundente.

No dia 17, dois dias depois do procedimento, ela foi transferida para o Marcílio Dias, onde uma tomografia teria constatado a perfuração intestinal. Ainda de acordo com o marido, Cássia contraiu uma infecção, o que acabou agravando seu quadro. Por nota, a unidade de saúde da Marinha informou no início da noite desta sexta, 14, que o estado da paciente é estável.

O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) informou, por meio de nota, que “o profissional não tem Registro de Qualificação de Especialidade (RQE) inscrito no conselho em nenhuma especialidade”. No Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) tampouco há registro de especialidade. Segundo o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, ele também não está cadastrado como membro. Sua filha, Nicole Birman, aparece como “aspirante em treinamento a membro”.

Qualificação

O advogado do médico, Lymark Kamaroff, disse ao jornal O Dia que o cirurgião é altamente qualificado e experiente, tendo realizado inúmeras cirurgias plásticas bem sucedidas ao longo da carreira. Ainda segundo as explicações do advogado ao jornal carioca, “não há nexo de causalidade” entre a intercorrência sofrida pela paciente e a atuação do hospital.

Por fim, Kamaroff afirmou que intercorrências cirúrgicas podem acontecer e que, por isso, todos os pacientes assinam um termo de consentimento, diante da possibilidade de algum evento adverso ocorrer.

O Estadão tentou contatar o advogado, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

‘Visão de país amigo tem impacto sobre investidores’, diz ex-embaixador em Pequim

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou passar uma mensagem a agentes econômicos da China de que o Brasil é um país “amigo” e seguro em termos de investimentos, afirma o ex-embaixador em Pequim e conselheiro internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Marcos Caramuru.

“Isso tem um impacto sobre a visão dos investidores”, afirmou ele em entrevista ao Estadão, destacando que o mandatário brasileiro restabeleceu uma relação de confiança entre os países, após certa frieza que marcou o governo passado.

Como a relação diplomática com a China evoluiu com a chegada do atual líder Xi Jinping ao poder e com as transições de governo no Brasil?

Não houve um clima de confiança na relação Brasil-China no tempo do governo Bolsonaro, mas também não houve um dano visível. No final da gestão, chegaram a aprovar planos de trabalho de curto e longo prazo. A diferença que o Lula faz é estabelecer esse ambiente de confiança. Seja porque ele já tem um histórico de relação com os chineses, seja porque é de um partido de esquerda, seja porque exista agora de fato um interesse de colaborar e ampliar as relações.

A viagem de Lula acontece em meio às tensões entre Washington e Pequim. Lula já esteve nos EUA e agora questiona o uso do dólar como lastro para exportações. Quais mensagens passa em relação à política externa de seu governo?

Na relação com a China é importante passar mensagens para os agentes econômicos chineses. A primeira mensagem que ele passa é que o Brasil é um país amigo da China. Isso tem um impacto sobre a visão dos investidores. A segunda é que tem muitas perspectivas novas no relacionamento, como a construção da economia de baixo carbono, a cooperação ambiental. O Brasil tem biodiversidade, a China tem tecnologia. Em terceiro lugar, tenho percebido o interesse do Brasil de ampliar a cooperação tecnológica. A quarta, que Lula está dizendo, (é de abrir) novas alternativas de comércio bilateral, o uso de moedas nacionais. Estão se abrindo portas.

Tem se falado sobre as chances de Lula aderir ao cinturão chinês, uma iniciativa de cooperação econômica, política e cultural. O que significaria essa adesão e quais contrapartidas a China pode oferecer?

O fluxo geral de investimentos do Brasil e a estrutura de relações não vai mudar. Mas para as empresas, sobretudo as que operam em projetos subnacionais, essa adesão é mais fácil para operar quando busca financiamento e relação com o setor financeiro chinês. Dentro da China isso tem mensagem positiva e pode facilitar muito a ação com empresas em áreas de infraestrutura. Na realidade federal a China já investe muito, mas não porque assina acordos, mas porque participa de licitações. Quando você diz que o país é parte do Belt and Road (cinturão chinês), isso abre portas.

Essa movimentação do Brasil afeta a relação com os Estados Unidos?

Não creio. Os EUA estão sensíveis aos mínimos movimentos em relação à China. Mas o Brasil não vai deixar de fazer aproximação com a China. As nossas relações são muito fortes, é o maior parceiro comercial, tem um fluxo expressivo de investimentos. A sociedade brasileira tem posição genericamente positiva em relação à China. É um país que alcançou resultados bons nos últimos anos. É natural que uma economia como a do Brasil se relacione com essa realidade.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

PM apreende 11 toneladas de queijo com larvas e fezes de rato em MG

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Foram apreendidas 11 toneladas de queijo impróprio para o consumo em Minas Gerais.
Os queijos estavam com larvas e até fezes de rato. O alimento estava na zona rural de Riachinho, no Noroeste do estado.
A carga seria enviada para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e para Brasília.

A polícia militar de Meio Ambiente divulgou imagens que mostram os queijos acondicionados em caixas d’água que ficavam a céu aberto ou embaixo de árvores.
Após a apreensão, as 11,4 toneladas foram enterradas em aterros de Bonfinópolis e de Unaí.

“O queijo é mergulhado nos tambores, nessas caixas d’água, em uma salmoura, como uma forma de conservá-los. Depois, eles são retirados, feita a manutenção e lavados. Posteriormente, são comercializados nos grandes centros, principalmente Brasília e Uberlândia”, afirmou o tenente Marcos Paulo, da PM de Meio Ambiente

Segundo a PM, os queijos em piores condições eram triturados para serem distribuídos em padarias da região.
A apreensão foi feita após uma denúncia anônima de que queijos eram mantidos em uma casa abandonada sem estrutura.

Ainda conforme a PM, esta não é a primeira ocorrência no local. Em 2017, foram apreendidas mais de 32 toneladas de queijo nas mesmas condições.

Durante a fiscalização, os policiais também abordaram um carro com 400 quilos de queijo artesanal na carroceria, também acondicionados de forma inadequada, e sem rótulo. Aos PMs, o condutor do veículo disse que as peças seriam vendidas em Bonfinópolis de Minas, cidade da mesma região.

Oito animais mortos após comer ração envenenada doada a abrigo no México

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Um total de oito animais morreram após consumir alimentos envenenados, que foram doados através das redes sociais para um abrigo de animais no  município de San Nicolás, no estado de Nuevo León, no México, denunciou o jornal Excelsior.

Tudo começou com uma suposta boa ação de um internauta que contactou a organização através das redes sociais, querendo ajudar com uma doação de ração para os animais que vivem naquele abrigo.

Como se sabe, este tipo de associações vive à base de doações e caridade da comunidade, que se preocupa e quer ajudar a dar qualidade de vida a animais que vivem sem uma família.

Quando a comida chegou, os voluntários serviram a comida a cães e gatos. Momentos depois, os animais começaram a sentir-se mal com vômitos e diarreia, tendo sido rapidamente levados para um veterinário. O profissional de saúde confirmou o envenenamento.

Segundo uma responsável da instituição revelou através de um vídeo no Facebook, já morreram oito animais – quatro cães e quatro gatos – após o ato criminoso.

A instituição está agora “em busca da pessoa cruel” que fez esta atrocidade.

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Sobe para 11 número de mortos em ataques com mísseis russos em Sloviansk

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A Força Aérea da Ucrânia, por seu turno, anunciou que o país em breve terá armas para tentar impedir ataques russos, como o de sexta-feira.

A entrega do sistema de defesa aérea ‘Patriot’, prometido pelos EUA era esperado na Ucrânia para depois da Páscoa, disse o porta-voz da força aérea ucraniana, Yuriy Ihnat.

País predominantemente cristão ortodoxo, a Ucrânia está a preparar as celebrações da Páscoa no domingo.

Hoje, em declarações à televisão estatal ucraniana, Ihnat recusou dar um calendário preciso para a chegada do sistema de mísseis defensivo, mas disse que o público saberia “assim que a primeira aeronave russa for abatida”.

Um grupo de 65 soldados ucranianos completou o treino no mês passado em Fort Sill, um quartel do Exército dos Estados Unidos em Oklahoma, e já voltou à Europa para aprender sobre o uso do sistema de mísseis defensivo para rastrear e derrubar aeronaves inimigas.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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Cabo morre após ser atropelado por viatura durante serviço em Goiás

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SALVADOR, BA (UOL/FOLHAPRESS) – O cabo do Exército Dyuare Marra morreu atropelado nesta quinta-feira (13) enquanto ajudava a estacionar viaturas do 16º Grupo de Mísseis e Foguetes, em Formosa (GO).

Segundo o Comando Militar do Planalto, o acidente aconteceu “em decorrência da movimentação de viaturas”.

Marra foi socorrido por uma equipe de saúde e levado ao Hospital Estadual de Formosa, mas não resistiu.
O Comando Militar do Planalto -responsável por DF, GO e TO- informou que foi instaurada uma apuração para esclarecer as circunstâncias do caso.

No Instagram, o cabo também postava fotos participando de eventos de ciclismo e ao lado da companheira.

Nas redes sociais, Danielle lamentou a perda do companheiro: “Pra sempre meu amor”, escreveu em uma publicação.

Donos de berçário são presos sob suspeita de agredir crianças em MT

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ALÉXIA SOUSARIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Os donos de um berçário no centro de Sorriso, em Mato Grosso, foram presos preventivamente nesta sexta-feira (14) sob suspeita de tortura, ameaça e perseguição a crianças. A investigação apontou que pais que os questionavam sobre as agressões eram ameaçados de morte por um dos proprietários.

A identificação dos donos, um casal, e o nome da empresa não foram revelados. Por isso, a reportagem não conseguiu localizar a defesa deles.

Segundo a Polícia Civil, eles alegaram que as agressões e castigos serviam para “discipliná-las”. Porém, quando confrontados pelos pais, eles atribuíam as agressões a outras crianças.

O berçário estava legalizado e cobrava cerca de R$ 948 de mensalidade, segundo a polícia. Pais também deixavam os filhos para passar a noite no estabelecimento.

O inquérito foi aberto há alguns meses depois que a polícia recebeu denúncias de pais que apontavam abusos físicos e emocionais contra as crianças.

“Várias mães procuraram a delegacia e temos relatos até das próprias crianças”, disse a delegada Jéssica Assis.

As agressões citadas por testemunhas, de acordo com a polícia, incluem tapas nas nádegas e na boca, mordidas, puxões, golpes com raquetes, empurrões e beliscões.

“Em um dos relatos, chegou-se a mencionar que a proprietária teria quebrado uma raquete daquelas de matar mosquito na cabeça de uma das crianças”, completou a delegada.

Ainda de acordo com os relatos, no local haveria um “cantinho do pensamento”, que consistiria em um espaço onde crianças que se comportavam mal seriam trancadas e deixadas sozinhas por até duas horas.

A polícia localizou ex-funcionárias do berçário que testemunharam confirmando os abusos.

“Ex-empregadas do local também trouxeram imagens que mostram boca de criança cortada, marcas de tapas nas nádegas das crianças. Tem um acervo probatório bem robusto que sustenta a denúncia”, afirmou a delegada.

Segundo a delegada, além dos pedidos de prisão preventiva contra o casal dono da instituição, foi solicitada autorização para realização de depoimento especial com as crianças que já conseguem falar para que elas relatem o que acontecia na creche. Isso vai ser realizado em forma de escuta especializada, com apoio da psicóloga da delegacia.

O Núcleo de Violência Doméstica da Delegacia de Sorriso disse que o casal deve responder pelos crimes de tortura com castigo, tortura por omissão, ameaça e perseguição.

Jovem de 20 anos é assassinado a tiros em Guarus

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Um homem identificado como Luiz Gustavo Guilherme de Souza, de 20 anos, foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (14), na Rua Vinte e Quatro de Julho, na localidade conhecida como ‘Casinhas do Nolita’, no Santa Rosa.

De acordo com a Polícia, a vítima foi atingida por três disparos na cabeça. No entanto, não há informações sobre a autoria do crime.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas chegando ao local a vítima já estava sem vida. O caso foi registrado na 146ªDP/Guarus, onde segue sob investigação.

O corpo de Luiz Gustavo foi removido para o Instituto Médico Legal (KML de Campos

Cabral fala de seus erros e acertos, período na prisão e avalia gestão Wladimir

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O ClickCampos foi recebido na última terça-feira na casa do ex-governador Sérgio Cabral Filho. O político que foi Presidente da ALERJ, Senador mais jovem do Brasil e governador com a maior aprovação do estado do Rio, passou 6 anos na prisão e acusações que o condenaram a mais de 400 anos de prisão.

Cabral falou sobre seus acertos e erros, confessou ter praticado caixa dois mas fez questão de frisar que não havia sobrepreço em contratos firmados por sua gestão. “Então quer dizer que o empresário que me ajudava era favorecido em meu governo? Não!”. Para ele, quem o ajudava queria apenas um estado melhor.

O ex-governador também falou sobre polêmicas envolvendo a implantação do Porto do Açu, e sobre as desapropriações de terra da região. Propriedades familiares foram “invadidas” pelo avanço do Porto, e seus donos receberam indenizações de centavos. “Eike, é bom que se diga, foi muito prejudicado em meu governo”.

Cabral também afirmou que vem gostando de ver Wladimir no comando da Prefeitura de Campos. “Vem fazendo um bom governo, fico feliz em ver a união com Cláudio. Só assim é possível governar nos dias de hoje”.

Confira a entrevista completa:

Thiago Rangel preside audiência pública e fecha o cerco contra Enel

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As comissões de Minas e Energia, de Defesa do Consumidor, de Economia, de Assuntos Municipais, de Tributação e de Orçamento, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizaram uma audiência pública, nesta sexta-feira (14/04), para discutir o fornecimento de energia elétrica pelas empresas Light e Enel. Os deputados cobraram a celebração de um convênio entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Reguladora de Serviços de Energia e Saneamento (Agenersa) para melhorar a fiscalização do cumprimento de obrigações contratuais e a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias.

Segundo o deputado Thiago Rangel (Pode), presidente da Comissão de Minas e Energia, a audiência teve a finalidade de dar voz à população e ouvir as justificativas das concessionárias para os problemas enfrentados, que impactam não só os consumidores residenciais, mas também empresas, indústrias e até mesmo hospitais.

“Estamos trabalhando para que o Estado do Rio possa ter mais robustez na cobrança dos resultados junto às concessionárias. O parlamento fluminense não poderia ficar inerte diante de tantas reclamações. A população fica impotente enfrentando dias com a falta de luz, perdendo eletrodomésticos, os municípios perdem investimentos… Estamos otimistas com relação ao convênio entre a Aneel e Agenersa. Esta comissão será muito rigorosa e iremos tomar providências para solucionar o problema”, avaliou Rangel.

O convênio entre as duas agências é uma demanda antiga no estado do Rio. A Alerj, inclusive, aprovou a Lei 8.638/19 para garantir essa parceria após recomendação da CPI da Energia Elétrica instalada na Casa.

“Foram quatro meses de trabalho duro, fizemos 10 reuniões por todo estado e várias audiências públicas. Nós levantamos as principais falhas e o principal encaminhamento foi a realização desse convênio porque hoje não há como fazer essa fiscalização e precisa de um representante no estado”, explicou a deputada Zeidan (PT), que presidiu a CPI e agora propõe uma comissão de representação para acompanhar a implementação das demandas.

O subsecretário estadual de Energia e Economia do Mar, Felipe Peixoto, ressaltou que a Agenersa está trabalhando para restabelecer o convênio. “A agência nacional não tem condições de fiscalizar os serviços no Estado do Rio, portanto nossa agência reguladora irá colaborar com essa fiscalização”, reforçou.

Moradores e empresários impactados

Na audiência, deputados, vereadores, moradores e membros de órgãos como a Defensoria Pública, o Procon e a Ordem dos Advogados do Brasil compartilharam reclamações sobre o serviço que vão desde a falta de postos de atendimento nos municípios até a realização de cobranças indevidas e abusivas. Segundo a Defensoria Pública, as duas empresas estão entre os dez maiores réus em ações movidas individualmente através do órgão.

O deputado federal Max Lemos (SDD), que foi relator da CPI da Energia na Alerj e agora propõe a criação de duas CPIs sobre o tema na Câmara dos Deputados, destacou que o “Rio de Janeiro está parando por falta de energia”. “A Aneel não pode achar normal que escolas de Iguaba Grande não possam ligar o ar-condicionado porque a concessionária não pode oferecer aumento de carga no município. Produtores de leite perdem a produção porque não têm energia para conservá-lo, hospitais estão com equipamentos desligados por falta de energia”, exemplificou.

O deputado Renato Machado (PT), presidente da Comissão de Assuntos Municipais, afirmou que as pessoas estão ansiosas por uma resposta. “Um dos pontos de muita reclamação é a falta de aviso prévio para os cortes de luz, mesmo com lei estadual que trata deste assunto. A forma que as empresas tratam a população é muito desumana. Em Maricá, por exemplo, só há um local de atendimento da empresa. Sei que este exemplo pode se estender para vários municípios”, afirmou.

Em resposta, as empresas informaram que estão mapeando as demandas e já implementaram mudanças na prestação do serviço, seja para garantir o atendimento à população como também para melhorar a infraestrutura de energia.

“São desafios grandes que encontramos no estado, como áreas com dificuldade de acesso, e além do problema que enfrentamos na pandemia que não pudemos efetuar cortes dos inadimplentes. Isso contribui para um desequilíbrio nos contratos. Mesmo diante desse cenário, a Enel investiu, nos últimos cinco anos, uma média de R$ 800 milhões por ano em melhorias. Em algumas situações, chegamos a aumentar nosso contingente em 400% e esse é um trabalho contínuo”, justificou a assessora de Relações Institucionais da empresa, Andréia Andrade.

Renovação da concessão

Tanto a Enel quanto a Light estão com os contratos prestes a vencer em 2026. Questionados pelos deputados, os representantes de ambas as empresas destacaram que elas pretendem indicar a renovação da concessão. A condição é que haja ajustes contratuais para restabelecer o equilíbrio financeiro na prestação do serviço.

O assessor de Relações Institucionais da Light, Daniel Mendonça, disse esperar que o Ministério de Minas e Energia reveja os procedimentos de concessão e trate cada unidade da federação de maneira específica.

“O modelo utilizado hoje não capta essas diferenças. Não é segredo para ninguém que existem muitas perdas no Estado do Rio por conta das áreas conflagradas. Portanto, a gente precisa de ajustes nas condições do contrato. Abrimos interlocução com os dois governos e a gente entende que tem que ter um ambiente institucional forte para tentar chegar a um ponto que leve à melhora na prestação de serviço”, disse.

Também estiveram presentes na audiência os deputados estaduais Andrezinho Ceciliano (PT), Dani Balbi (PCdoB), Filippe Poubel (PL), Tande Vieira (PP) e Yuri (PSol).