Oito estabelecimentos são fechados em Campos durante operação “fique em casa”
Campos tem 6 casos confirmados de coronavírus
O primeiro caso da doença em Campos foi confirmado no dia 23 de março. Trata-se de um homem que esteve em São Paulo. Ele já está curado. Os outros dois são duas profissionais de saúde, que atuam em outros municípios, e a confirmação foi informada no dia 3 de abril.
Coronavírus: Vaquinha arrecada fundos para projeto de confecção e doação de equipamentos de proteção em Campos e região
Um projeto idealizado em parceria da Maçonaria com a sociedade civil organizada, a Associação Formiguinhas do Bem e o ISECENSA, iniciou um trabalho de confecção e doação de equipamentos de proteção individual, importantes na prevenção do coronavírus. Entre os itens produzidos, estão capotes, que protegem as roupas dos profissionais de saúde, máscaras, luvas e óculos de proteção.
Todos os equipamentos são produzido pela Associação Formiguinhas do Bem, que conta com uma equipe de costureiras voluntárias para a confecção. Após serem confeccionados, os equipamentos são levados para o laboratório do ISECENSA, onde é feita toda a esterilização de maneira adequada, para deixar tudo pronto para a doação.
Os demais voluntários atuam na arrecadação de recursos financeiros para a aquisição dos itens utilizados na fabricação, além de auxiliarem na distribuição dos equipamentos, que tem como principal foco os asilos e profissionais da saúde de Campos e cidades da região, aumentando a proteção de quem faz parte do grupo de risco e fornecendo os equipamentos necessários aos profissionais que atuam na linha de frente no combate ao coronavírus.
Para atender toda a demanda, o projeto iniciou uma vaquinha online, para poder adquirir mais materiais e produzir mais equipamentos. As doações podem ser feitas através deste link: Vaquinha arrecada fundos para projeto de confecção e doação de equipamentos de proteção em Campos
Também são aceitas doações através de transferência bancária no Banco Bradesco, Agência 6760, Conta 0008385-2, CNPJ 28.874.790/0001-53, Razão Social Aug e Bene Loj Maconica Fraternidade Campista. Dúvidas e esclarecimentos podem ser tiradas com os organizadores, através dos seguintes contatos: Marcelo – (22) 99951-8191, Guilherme – (22) 98126-2501, Patrick – (22) 99605-9227, Mairkon (22) 99802-6037.
Carlos Bolsonaro insinua que Mourão conspira para derrubar o pai
O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho presidencial responsável pela estratégia digital do pai, atacou o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) em uma postagem no Twitter nesta sexta (3). Insinuou que ele conspira para derrubar seu pai.
Com isso, Carlos incendeia uma situação bastante tensa dentro da ala militar do governo, que vem tentando contornar a sucessão de conflitos entre Bolsonaro, governadores e seu próprio ministro da Saúde na gestão da crise do coronavírus.
O vereador reproduziu uma postagem do Flávio Dino (PCdoB) na qual o governador do Maranhão relatava uma reunião virtual do Conselho da Amazônia com Mourão, ocorrida com todos os chefes estaduais da região na quinta (2).
Dino, adversário de Bolsonaro, disse: “Tivemos uma reunião com diálogo técnico, respeitoso, sensato. Claro que Mourão não é do meu campo ideológico. Mas, se Bolsonaro entregar o governo para ele, o Brasil chegará em 2022 em melhores condições”.
Já Carlos comentou: “O que leva o vice-presidente da República se reunir com o maior opositor socialista do governo, que se mostra diariamente com atitudes totalmente na contramão de seu presidente?”.
As primeiras reações entre políticos e militares variaram entre a descrença e a certeza de que a escalada de Carlos era previsível por seu temperamento, dado o adensamento dos rumores de que Bolsonaro poderia renunciar como uma saída para as dificuldades de governança de seu governo no combate à pandemia.
O próprio presidente negou a hipótese, de resto sugerida antes por Dino e outros políticos de esquerda no começo da semana. Mas a questão é Mourão.
Desde a campanha eleitoral, quando o general da reserva obteve a vaga de vice Bolsonaro quase acidentalmente, já que o também general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) tivera um problema partidário, Mourão tem uma relação atribulada com o que chama de “os meninos”.
São os três filhos políticos do presidente, dos quais Carlos é o mais carbonário em redes sociais. Eles já haviam trocado farpas antes, mas o momento é outro.
Isolado politicamente devido à sua insistência em primeiro minimizar a Covid-19 e, depois, de sugerir estratégias na contramão do que se recomenda internacionalmente e governadores de estado estão aplicando no Brasil, Bolsonaro procurou refúgio entre os militares.
Pediu apoio direto ao ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, que acabou publicando uma postagem simpática à sua “coragem” na crise. Mais importante, aceitou modular o tom de confronto num pronunciamento em rede nacional na terça (31).
Ao mesmo tempo, instalado no Palácio do Planalto, Carlos manteve a tática agressiva no manejo das redes do pai. No dia seguinte ao pronunciamento, Bolsonaro já estava a atacar governadores – até com uma fake news sobre desabastecimento em Minas, pela qual se desculpou.
Como diz um general da ativa, os fardados do Planalto já não sabem como lidar com a instabilidade do presidente. O chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, assumiu a linha de frente de comunicação e coordenação da crise, num movimento duplo de Bolsonaro.
Primeiro, ceder poder à ala militar e, segundo, isolar Luiz Henrique Mandetta, o ministro da Saúde cuja avaliação do trabalho é muito melhor entre a população do que a do presidente, segundo o Datafolha.
Na prática, os ministros têm tentado tocar a administração dos aspectos práticos do combate à pandemia e ignorar Bolsonaro. Muitos já se alinharam ao colega da saúde. A frase de Mandetta ao ouvir a enésima farpa do presidente contra si, numa entrevista na quinta, resumia: “Quem tem mandato, fala; quem não tem, como eu, trabalha”.
Ocorre que num sistema presidencial centralizado como o brasileiro, arranjo é bastante frágil, não menos porque Bolsonaro não é considerado “controlável” pelos seus auxiliares. Carlos, ao atacar Mourão e tentar associar uma reunião usual de trabalho com vários governadores a uma conspiração, expõe uma estratégia algo desesperada.
Antes da crise, a relação de Bolsonaro com o Congresso já havia se tornado inviável pela disputa sobre o manejo do orçamento, o que só piorou quando o presidente participou de ato sugerindo o fechamento do Legislativo e do Judiciário.
O Supremo Tribunal Federal também fez chegar a Bolsonaro a avaliação de que medidas exageradas na condução da crise não terão guarida legal, expondo ainda mais o isolamento presidencial.
Mourão não é o líder da ala militar no Planalto, mas é o único indemissível. Isso lhe garante uma ascendência que não tinha quando era um general de quatro estrelas no Alto Comando do Exército.
O nome mais forte do setor fardado no governo é o general da reserva Fernando Azevedo, ministro da Defesa, que faz a ponte com a ativa das Forças e também com o Judiciário – trabalhou com o presidente do Supremo, Dias Toffoli. Toda e qualquer continuidade da crise, acirrada nesta sexta por Carlos, passará pelo julgamento de Azevedo.
Coronavírus: Rio e mais três estados podem entrar em ‘aceleração descontrolada’
Um documento do Ministério da Saúde obtido pela Folha de S.Paulo mostra que quatro estados e o Distrito Federal estão em transição para a fase de “aceleração descontrolada” da covid-19 . São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas são os locais que têm alta incidência de casos, assim como o DF.
O documento descreve quatro fases para a epidemia: localizada, aceleração descontrolada, desaceleração e controle.
A avaliação da pasta é que nos quatro estado e no DF, a taxa de incidência já fica acima da nacional, que é de 4,3 casos por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, já é quase o triplo: 13,2 casos a cada 100 mil habitantes.
Por isso, a pasta reforça a recomendação para que os estados mantenham medidas de distanciamento social. “Este evento representa um risco significativo para a saúde pública, ainda que a magnitude (número de casos) não seja elevada do mesmo modo em todas os municípios”, aponta o ministério, que avalia o risco nacional como “muito alto”.
Isso porque haverá uma insuficiência de insumos. De acordo com o documento, a rede atual de laboratórios é capaz de processar 6.700 testes por dia. No momento mais crítico da emergência, porém, serão necessários 30 mil a 50 mil testes por dia.
O ministério divulgou finalizar parcerias para ampliar a testagem e chegou a anunciar 22,9 milhões de testes. “No entanto, não há escala de produção nos principais fornecedores para suprimento de kits para pronta entrega nos próximos 15 dias.”
Hemocentro retoma atendimento aos domingos e fará agendamento de condomínios
Polícia prende traficante que enterrou 87kg de drogas em casa na Penha
A Polícia Militar prendeu um traficante na Rua Carolina Manhães de Andrade, no bairro da Penha, na noite desta sexta-feira (03). Na casa dele foram encontrados 79kg de maconha e 8kg de crack enterrados no quintal da casa onde ele morava.
As drogas estavam em tonéis que estavam enterrados e a Polícia chegou até o local após denúncias anônimas.
O caso foi registrado na 134ªDP/Centro.
Homem é morto a tiros no distrito de Travessão, em Campos
Um homem foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (03), no distrito de Travessão, em Campos. Ele foi atingido por disparos na cabeça, e o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas chegando ao local, foi constatado que o homem já estava sem vida.
A Polícia realiza buscas na região, mas até o momento ninguém foi preso. O caso foi registrado na 146ªDP/Guarus, onde o caso será investigado.
Victor Montalvão anuncia pré-candidatura ao cargo de vereador
Victor Montalvão, que até então atuava a frente da Superintendência de Fiscalização e Posturas, anunciou na noite desta sexta (03), em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, a sua pré-candidatura ao cargo de vereador para as eleições municipais de 2020. A candidatura ocorrerá pelo partido Cidadania.
A passagem mais marcante de Montalvão no governo foi na Superintendência de Fiscalização e Posturas, onde conseguiu alcançar números inéditos de eficiência e produtividade em diversos setores, fazendo com que a pasta passasse a atuar com mais protagonismo nas ações do governo municipal, após anos de resultados abaixo da média esperada.
A Superintendência, sob o comando de Montalvão, intensificou toda a linha de trabalho, desde o aumento na fiscalização e verificação de denúncias, até a limpeza de imóveis e terrenos abandonados e concessão de alvarás e licenças de trabalho para comerciantes fixos e ambulantes. O pré-candidato, durante a live, ainda agradeceu ao prefeito Rafael Diniz (Cidadania) pela oportunidade de compor o governo e fez também uma série de agradecimentos a todos os colaboradores e servidores que o auxiliaram durante todo o período em que esteve no governo.
Seguindo os prazos de descompatibilização da justiça eleitoral, Montalvão pediu exoneração do cargo de superintendente seis meses antes da data do pleito, o que foi publicado em Diário Oficial Suplementar também nesta sexta (03). A boa avaliação de Victor enquanto superintendente em contraste com o alto índice de rejeição apresentado pelo governo nas últimas pesquisas, faz com que ele seja uma das principais apostas do prefeito Rafael Diniz para que o desgaste do seu governo não prejudique as eleições do seu grupo para o poder legislativo.
Aprovação do Ministério da Saúde vai de 55% para 76%, aponta Datafolha
Nova pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 3, mostra que a aprovação dos brasileiros ao Ministério da Saúde, liderado por Luiz Henrique Mandetta, subiu 21 pontos percentuais (p.p), de 55% na pesquisa anterior, feita entre 18 e 20 março, para 76% na divulgada hoje, cujas entrevistas aconteceram por telefone entre 1º e 3 de abril. O levantamento ouviu 1.511 pessoas e tem margem de erro de três pontos percentuais.
Também cresceu a reprovação à maneira como o presidente Jair Bolsonaro tem agido na crise causada pelo coronavírus. Na pesquisa anterior, 33% reprovavam o trabalho do presidente na crise, parcela que agora é de 39% dos entrevistados, variação no limite da margem de erro. A aprovação de Bolsonaro variou de 35% para 33%, e a avaliação de que o presidente é “regular” foi de 26% para 25%, ambas dentro da margem de erro, indicando estabilidade.
O presidente e o ministro têm se antagonizado em relação às medidas de isolamento social aplicadas por governadores e prefeitos. Nesta quinta-feira, dia 2, em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro disse que “falta humildade” ao ministro da Saúde.
BBB20: Babu Santana ganha carro zero após derrota na prova do líder; entenda
Embora tenha sido derrotado por Flayslane Raiane na prova do líder na noite de quinta-feira (2), no BBB20, Babu Santana acaba de ganhar um carro zero-quilômetro. A startup Easy Carros se solidarizou com o choro e frustração do ator em ficar em segundo lugar na disputa pela liderança do reality e prometeu presenteá-lo com um automóvel.
“Eu não aguentei! BabuSantana, nós, em parceria com o grupo Green Automóveis não queremos mais te ver chorando. Quando você sair da casa do BBB20, seu carro zero está te esperando. Um presente nosso para você”, escreveu o perfil da empresa no Twitter.
Muita gente não acreditou na publicação pelo fato de a empresa não ser tão conhecida pelo grande público. Para não gerar dúvidas quanto à promessa, o CEO e fundador da plataforma, Fernando Sadi, gravou um vídeo e reforçou que Babu terá seu presente assim que ele deixar o reality show da Globo.
“Estou aqui para dizer que é verdade. Estamos aqui nesta campanha, nos emocionamos com a situação do Babu, e estamos aqui pra dizer que vai ser um prazer presentear o Babu na saída dele. E quem sabe ele ainda saia como campeão do BBB?”, reforçou Sadi.
A prova do líder exigiu apenas sorte dos participantes. Dividida em três etapas, os borthers precisavam encontrar a chave correta que ligaria um dos carros dispostos na área externa do confinamento. Babu passou pelas duas primeiras fases e chegou à disputa final com Flayslane, que venceu a disputa e ainda faturou um exemplar do automóvel apresentado pelo reality show.
Assim que foi derrotado, Babu foi às lágrimas. Antes do início da prova, ele havia comentado na casa que nunca teve um carro zero-quilômetro e estava confiante de que se tornaria campeão.
A derrota foi um balde de água fria não somente no ator, como também em seus fãs. Nas redes sociais, a hashtag “#carrozeroprobabu” logo ficou entre os temas mais comentados no Twitter. O público pediu à patrocinadora da prova, uma das maiores montadoras de veículos do país, que presenteasse Babu com um exemplar do automóvel. Mesmo com todo o apelo e marcações, a empresa não se manifestou.
“Eu vou sair daqui e fazer uma campanha pra dar um carro desse pro Babu. Vou dar um jeito: rifa, nem que eu venda meu trabalho pra Fiat [empresa patrocinadora]. ‘Amor, faço o que vocês quiserem pra eu dar um carro pro Babu, uma permuta, é sério'”, enfatizou a influenciadora digital.
Homem é esfaqueado na manhã desta sexta-feira em Campos
Um homem foi esfaqueado na manhã desta sexta-feira (03), na Rua Mata Canoa, na Chatuba do Parque Aurora, em Campos. A vítima não teve o seu nome divulgado até o momento, mas foi socorrida para o Hospital Ferreira Machado pelo Corpo de Bombeiros.
De acordo com as primeiras informações, o crime aconteceu após uma discussão entre a vítima e o autor do crime.
O caso está sendo registrado na 134ªDP/Centro. O estado de saúde do homem não foi divulgado.
Paredão do BBB 20 será triplo e terá formação já nesta sexta
Para acelerar o jogo do BBB 20, o paredão será formado nesta sexta-feira (3). E o eliminado será conhecido já no domingo (5). A final da competição está marcada para acontecer no dia 23 de abril. Porém, há mais pessoas do que semanas.
O paredão, mais uma vez, será triplo. O líder indicará um, a casa, outro, e mais uma vez o mais votado pelos brothers poderá contra golpear e escolher quem irá com ele para a berlinda.
Não haverá prova Bate e Volta esta semana. A prova do Anjo acontecerá nesta sexta-feira na hora do almoço.
MP permite cortar salários em até 70%; simulações mostram quanto o trabalhador vai receber
O governo federal publicou nesta quarta-feira (dia 1) no Diário Oficial da União a Medida Provisória 936, que regulamenta a possibilidade de redução na jornada dos trabalhadores, com cortes de 25%, 50% ou 70% nos salários. Porém, o governo vai pagar a esse trabalhador uma compensação, que será calculada de acordo com o seguro-desemprego. Com isso, na prática, quem ganha mais terá uma redução maior, já que o seguro-desemprego é limitado a R$ 1.813,03.
Para quem tem renda mensal de R$ 2 mil, por exemplo, a redução de 70% vai gerar, na prática, um corte de 18,20%. Já para quem tem renda mensal de R$ 10 mil, essa mesma redução de 70% vai representar uma redução de 57,3%.
O cálculo funciona assim: se o funcionário tiver um corte de 25%, receberá 75% do seu salário regular, pago pela empresa, e mais 25% do valor do seu seguro-desemprego. Se tiver um corte de 50%, receberá metade do salário e metade do seguro. E se tiver uma redução salarial de 70%, receberá 30% da empresa e 70% do seguro.
Como é o seguro-desemprego
Atualmente, o seguro-desemprego tem três faixas. Se a média dos três últimos salários for até R$ 1.599,61, o trabalhador receberá 80% dessa média.
Se a média salarial for entre R$ 1.599,62 e R$ 2.666,29, o que exceder R$ 1.599,62 será multipicado por 0,5, e depois somado a R$ 1.279,69.
E para quem tem média acima de R$ 2.666,29, o valor do seguro-desemprego é de R$ 1.813,03 invariavelmente.
Confira as simulações
Assim, o trabalhador que tem salário mensal de R$ 2 mil que tiver redução salarial de 70%, por exemplo, receberá 70% do seguro-desemprego, ou seja, R$ 1.035,91. Mais 30% do salário, que corresponde a R$ 600. Com isso, ficará com R$ 1.635,91, que equivale a um corte de 18,20% de sua renda habitual, de R$ 2 mil.
Já um trabalhador que recebe mensalmente o salário de R$ 10 mil, se tiver um corte de 70%, passará a ganhar R$ 3 mil. A esse valor, porém, serão somados 70% do seguro-desemprego, ou seja, R$ 1.269,10. No fim das contas, ele receberá o valor de R$ 4.269,10, que representa um corte de 57,3% de seu salário.
Como vai funcionar
De acordo com a MP, o empregado não precisará pedir o seguro-desemprego. O depósito do valor será feito automaticamente na conta do trabalhador, assim que o governo for notificado pela empresa sobre a negociação.
Vale lembrar ainda que a base de cálculo para o FGTS será a do salário reduzido, sem o acréscimo do seguro-desemprego. O trabalhador que entrar nesse regime temporário não vai poder sacar nada do FGTS nem terá direito a verba rescisória, porque não será configurada uma demissão.
Negociações
André Pessoa, sócio do escritório Pessoa & Pessoa Advogados, explica que para o trabalhador que recebe até três salários mínimos (R$ 3.147) ou a partir de dois tetos do INSS (R$ 12.202,12), neste caso com nível superior, a negociação para redução de jornada e salário pode ser individual.
Para os trabalhadores de qualquer nível de escolaridade que recebem acima de três salários mínimos, a jornada mais curta precisa ser negociada por de acordo coletivo.
— Para os funcionários que atualmente estão em esquema de teletrabalho, a empresa pode reduzir a jornada, mas terá que passar a fazer um controle das horas.
A MP prevê ainda a possibilidade de suspensão do contrato de trabalho pelo prazo máximo de 60 dias, que podem ser divididos em dois períodos de 30 dias.
Nesse caso, as negociações poderão ser feitas por meio de acordos individuais ou coletivos, e o trabalhador também terá direito ao seguro-desemprego, que será bancado total ou parcialmente pelo governo, dependendo do faturamento da empresa.
— No caso da suspensão, nosso entendimento é que esse período não contará como tempo de serviço, seja para fins de FGTS, férias, 13º salário ou mesmo contribuição previdenciária — avalia Pessoa.
Sócio do escritório Antunes & Mota Mendonça, Leandro Antunes afirma que durante a suspensão do contrato o trabalhador não poderá receber tarefas ou ser demandado pela empresa.
— A MP deixa claro que se o contrato estiver suspenso, a empresa não pode exigir do funcionário atividades mesmo que parciais ou por meio de teletrabalho. Caso isso ocorra, a empresa poderá sofrer sanções e terá que pagar o salário do funcionário, assim como os benefícios e os demais encargos.
Ronaldinho Gaúcho recebeu ligação de Puyol na prisão, diz jornal
Preso há quase um mês no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho recebeu uma ligação de um antigo parceiro dos gramados. De acordo com o jornal “El Mundo”, o ex-zagueiro Puyol foi um dos interessados em saber como estava o ex-companheiro de Barcelona, onde atuaram juntos de 2003 a 2008.
A reportagem destaca que Ronaldinho tem acesso privilegiado, por ligação ou mensagens de texto, a familiares e amigos. Antes de as visitas serem limitadas pela pandemia do coronavírus, o brasileiro também tinha vários “encontros”. O ex-capitão da seleção paraguaia Carlos Gamarra foi um dos que o visitaram atrás das grades.
Ronaldinho foi preso no dia 4 de marçoo por tentar entrar no Paraguai com um passaporte falso. Autoridades locais investigam se o movimento fazia parte de um esquema de lavagem de dinheiro do qual também participariam seu irmão Assis e uma empresária local, Dalia López.
Nas últimas semanas, veículos da imprensa local relataram que o ex-jogador tem passado parte do tempo entretido com partidas de futevôlei. No dia 21, ele passou o aniverário de 40 anos na prisão.
A aliados, Mandetta diz que ‘médico não abandona paciente’
As críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro de que estaria “faltando humildade” ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não devem levá-lo a pedir demissão do cargo por enquanto. A aliados, o ministro tem garantido que seguirá a postura de “médico que não abandona o paciente”, permanecerá “trabalhando” para “salvar o maior números de vidas que conseguir” e só deixará o Ministério da Saúde se Bolsonaro o demitir. Já após a crise, Mandetta tem dito que deve rever seus rumos.
Mandetta não acompanhou a entrevista do presidente na noite de quinta-feira, porque participava de uma conferência de medicina. Ao ser questionado pelo GLOBO sobre os comentários de Bolsonaro, afirmou que não estava sabendo, poque que estava “trabalhando”.
— Vamos trabalhar. Lavoro, lavoro, lavoro (trabalho, em italiano).
Aliados de Mandetta viram na resposta simples do ministro, uma saída estratégica para permanecer no cargo enquanto for preciso “trabalhar”. Mandetta tem recebido conselhos para que consiga manter “a frieza de um médico” diante uma doença grave, sem se deixar abalar. Algumas pessoas mais próximas admitem que o ministro está “decepcionado” com o tratamento que tem recebido de Bolsonaro, mas que isso não o fará mudar sua concepção de que é importante insistir no isolamento social.
Bolsonaro tem repetido que o isolamento social pode trazer danos irreparáveis à economia e já chegou a pedir que as pessoas voltem ao trabalho. Mandetta, por outro lado, está preocupado em evitar o avanço descontrolado da propagação do vírus e pede que as pessoas fiquem em casa, não trabalhem, já que o sistema de saúde pode entrar em colapso.
Aliados de Mandetta tem associado ao ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS) as orientações divergentes que o presidente tem recebido. Terra tem comparado o Covid-19 à gripe H1N1, que acometeu o país quando Terra era secretário de saúde. Foi Terra – sem a presença de Mandetta – que conduziu a reunião com médicos para tratar de cloroquina no Palácio do Planalto.
Na entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que, embora nenhum ministro seja indemissível, não pretende tirar Mandetta no meio da crise.
— Olha, o Mandetta já sabe que a gente esta se bicando há algum tempo. Não pretendo demiti-lo no meio da guerra. Em algum momento, ele extrapolou. Respeitei todos os ministros, ele também. A gente espera que ele dê conta do recado. Tenho falado com ele. Ele está numa situação meio… Se ele se sair bem, sem problema. Nenhum ministro meu é indemissível — disse Bolsonaro, em entrevista a rádio Jovem Pan.
Bolsonaro também disse que, “em alguns momentos”, Mandetta teria que “ouvir um pouco mais o presidente da República”.
— Ele (ministro) tem responsabilidade, sim. Ele cuida da Saúde, o Paulo Guedes cuida da Economia, e eu entro aqui no meio para cuidar das duas áreas — disse.
Ao longo da quinta-feira, Bolsonaro se reuniu com pelo menos oito ministros no Palácio do Planalto e também no Alvorada. Nas reuniões, o presidente já havia dado vários sinais de que está incomodado com as decisões de Mandetta à frente da pasta. Bolsonaro não deixou claro nas conversas com os ministros se pretende trocar Mandetta, mas demostrou muito incômodo quando se referia ao subordinado, o que despertou atenção de alguns ministros.
Numa das reuniões, Bolsonaro recebeu o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, que ganhou respeito do presidente. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acompanhou a conversa com Barra.
Com estoque zerado de insumos, ministério planeja busca no exterior
Semanas antes do pico esperado do novo coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde está com estoque zero de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, para distribuir a profissionais de saúde. A pasta aguarda a chegada de compras já fechadas e resultado de negociação com fornecedores do exterior. O governo federal aposta em plano de logística para, se for necessário, enviar aviões à China para buscar os insumos.
Até agora, já foram distribuídos 40 milhões de itens de proteção aos Estados. A expectativa é conseguir outros 720 milhões de produto, sendo 200 milhões de máscaras. O ministério afirma que os itens devem chegar em até 60 dias. Segundo secretários estaduais ouvidos pela reportagem, há regiões com mais e menos estoques, mas o ministério tem feito entregas até agora de equipamentos de proteção. Uma reclamação, no entanto, é o abastecimento de máscaras N95, essencial para profissionais de saúde por filtrar até 95% das partículas. Um pedido dos gestores do Sistema Único de Saúde é para usar aviões, até da FAB, para acelerar o envio dos produtos.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, procurou ontem justificar a dificuldade para adquirir equipamentos de proteção individual (EPIs) contra o novo coronavírus, sob a justificativa de que os Estados Unidos estariam enfrentando o mesmo problema. A afirmação foi uma maneira de minimizar as declarações dadas anteontem, quando Mandetta disse que os americanos mandaram 23 aviões cargueiros para a China, para buscar o material que adquiriram, comprometendo todos os demais pedidos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, é aliado do presidente Jair Bolsonaro. “Eles têm muita carência lá, nós temos muita carência aqui. O Brasil pode colaborar com eles com algumas coisas. Podemos organizar uma ampliação. Trazendo matéria-prima da China, a gente pode produzir itens, como é o caso das máscaras N95.”
Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou, representantes da indústria dizem já ter alertado o governo federal a apresentar logo a sua proposta ao mercado – senão, pode ficar para trás na corrida global por produtos. A indústria brasileira tem tentado aproveitar a queda de casos na China para importar de lá produtos hospitalares. “Claro que vamos disputar isso com Europa, EUA e outros países”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios, Franco Pallamolla.
Respiradores
O governo fechou a compra de 15 mil respiradores do tipo “pulmonar microprocessado com capacidade de ventilar pacientes adultos e pediátricos”, produto vital para tratar casos graves da covid-19. A aquisição custou R$ 1,014 bilhão e será fornecida pela empresa Santos-Produtos do Brasil (Macau). Mandetta ainda lembrou ontem que a China produz mais de 90% dos equipamentos de saúde do mundo, o que terá de ser reavaliado após a pandemia para garantir que haja maior distribuição. Epicentro inicial do novo coronavírus, ela ficou dois meses sem poder realizar as vendas.
“Há 15 dias atrás, a China falou que poderia voltar a vender para o mundo. Então, entrou demanda reprimida, excedente de países em situações epidêmicas e de outras países que precisaram adquirir. Por mais que (a China) produza, você tem momento muito intenso de ajuste de toda a produção e de toda logística. Às vezes você tem dinheiro para comprar, mas não tem avião para entregar. O mercado mudou”, afirmou o ministro. O governo brasileiro já até fez um apelo à Índia para a liberação de ao menos 31,6 toneladas de ingredientes usados na fabricação de medicamentos.
Em ofícios obtidos pela reportagem, assinados na última semana, o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse compreender o momento “atípico”, mas pediu “atenção especial” do governo indiano para tentativas de importações de empresas brasileiras.
Endereçados ao ministro da Indústria e Comércio da Índia, Piyush Goyal, os ofícios são acompanhados por uma tabela com mais de 20 insumos farmacêuticos pedidos por empresas brasileiras desde setembro, que ainda estariam bloqueados.
No rol de produtos há o anti-inflamatório nimesulida e mais de 7,8 toneladas de pantoprazol, usado para reduzir acidez estomacal e contra sintomas de gastrite. O Brasil pede ainda liberação de produtos que estão sendo testados para a covid-19, como sulfato de hidroxicloroquina e a azitromicina – ainda sem eficácia comprovada.
Segundo integrantes da indústria, o volume de insumos farmacêuticos de que o Brasil pede a liberação é considerável, mas não chega a afetar a produção do País. A Índia restringiu a exportação de uma série de produtos em meio à pandemia da covid-19. No dia 25 o país proibiu a exportação da hidroxicloroquina Ao lado da China, trata-se de outro importante fornecedor de matéria-prima para fabricação de medicamentos no mundo.
Bolsonaro afirma que se trabalho não for retomado vai tomar medidas
O presidente Jair Bolsonaro reforçou que as questões do “vírus e desemprego não podem ser tratadas de forma dissociada” no Brasil e defendeu o afrouxamento das regras de quarentena. Segundo o presidente, se a partir da próxima semana “não começar a voltar o emprego, vou ter de tomar uma decisão”.
Entre as alternativas, Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan sugeriu “numa canetada” autorizar o retorno às atividades dos comerciantes, que, segundo o presidente, “levaram uma paulada no meio da testa com as medidas tomadas por alguns governadores”. “Eu tenho um projeto de decreto pronto para ser assinado, se for preciso, que considera como atividade essencial toda aquela indispensável para levar o pão para casa todo dia”, afirmou o presidente.
Segundo o presidente, “enquanto o Supremo ou o Legislativo não suspender os efeitos do meu decreto, o comércio vai ser aberto. É assim que funciona”. Bolsonaro ainda disse que não montou um Ministério “colado” ao Legislativo e descartou que os militares possam atuar na reabertura do comércio.
O presidente voltou a pedir que os governadores e prefeitos revejam as posições sobre o isolamento. “Mais prudente seria abrir de forma paulatina o comércio a partir da próxima semana”, disse o presidente.
Bolsonaro defendeu que as políticas de isolamento podem levar ao aumento do número de mortes por causa das políticas de quarentena. “Quando você isola e leva ao desemprego, junto do desemprego vem a subnutrição, o organismo fica mais debilitado. Essa pessoa vai ficar mais propensa a contrair um vírus – esse próprio aí, o coronavírus -, que terá uma letalidade até maior”, defendeu o presidente. “Entre morrer de vírus e uma parcela maior que poderá morrer de fome, depressão e suicídio, há uma diferença muito grande”, disse.
Bolsonaro assume que está se bicando com Mandetta
Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente Jair Bolsonaro confirmou especulações de que há algum tempo ele e o ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, estão se estranhando. O motivo tem sido os posicionamentos do ministro no enfretamento da Covid-19. “Ele já sabe que a gente tá se bicando há muito tempo. Mas eu não pretendo demiti-lo no meio da guerra”, afirmou o presidente.
Mandetta e Bolsonaro frequentemente divergem sobre a necessidade e ampitude do isolamento social para conter o avanço do coronavírus, e isso tem irritado o presidente.
“Ele é uma pessoa que em algum momento extrapolou. Ele é uma pessoa que quer fazer muito a vontade dele. Pode ser que ele esteja certo, pode ser, mas tá faltando um pouco mais de humildade para conduzir o Brasil nesse momento difícil, e que precisamos dele para que a gente vença essa batalha com o menor número de mortes possível”, disse na entrevista.
Questionado se ele demitiria Mandetta da Saúde para colocar no lugar alguém que concordasse, por exemplo, com o isolamento vertical (apenas para pessoas do grupo de risco, como idosos) o presidente disse não ter a intenção de realizar uma demissão “no meio da guerra”.
“Ele sabe que tem uma hierarquia entre nós. Eu sempre respeitei todos os ministros, o Mandetta também, porque ele montou um ministério de acordo com a sua vontade. Agora, a gente espera que ele dê conta do recado”, disse.
Apesar de comentar que as suas palavras não eram uma “ameaça” para Mandetta, o presidente alertou que “nenhum ministro meu é indemissível”. “Ele (Mandetta) tá meio, numa situação de… No meio do combate, não tem problema. Não é uma ameaça pro Mandetta, não. Se ele se sair bem, sem problemas. Agora, ninguém, nenhum ministro meu é indemissível. Nenhum. Nenhum. Todo mundo pode ser demitido, como cinco já foram embora, infelizmente”, enfatizou.

