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Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões

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As seis dezenas do concurso 2.716 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

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Interior de SP vai sofrer com onda de calor e baixa umidade a partir desta terça (23)

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(FOLHAPRESS) – O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Defesa Civil do Estado de São Paulo divulgou nesta segunda-feira (22) um alerta para a previsão de baixa umidade do ar e onda de calor principalmente no interior do estado, o que pode provocar queimadas e prejudicar a saúde da população.

Segundo o levantamento, a umidade deve ficar abaixo dos 30% em algumas regiões, principalmente nas faixas norte, noroeste e oeste do interior, entre esta segunda e sábado (27). A OMS (Organização Mundial de Saúde) estabelece que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana.

A Defesa Civil também indicou que, no decorrer desta semana até o fim da próxima semana, as temperaturas devem se elevar gradualmente. Desta forma, até quinta-feira (25), as máximas podem atingir 32°C/33°C, principalmente no extremo oeste e noroeste. A partir de sexta (26) até a próxima quinta-feira (2), os termômetros podem chegar em até 34°C/35°C.

Na faixa leste, onde se encontra a capital paulista, os termômetros devem alcançar índices de até 31°C até sábado (27). A partir do domingo (28), essas temperaturas podem atingir 32°C nas horas mais quentes do dia.

Para esta semana, diz o CGE, a atuação e predomínio de uma massa de ar seca sobre a região deverá contribuir para que as condições de tempo permaneçam estáveis, inibindo a formação de nuvens de chuva em praticamente todo o estado, porém, entre quarta-feira (24) e quinta-feira (25), a passagem de uma frente fria em alto mar deverá contribuir para a ocorrência de pancadas de chuva isoladas sobre a faixa leste.

Já nas demais regiões, o tempo deverá permanecer firme, sem condições para ocorrência de chuva. Entre sexta-feira (26) e sábado (27), o tempo volta a ficar estável em todo o território paulista. No período da tarde, os índices de umidade relativa do ar podem atingir níveis abaixo dos 30%, aumentando o risco para incêndios florestais e prejudicando a qualidade do ar.

De acordo com o meteorologista do CGE Vitor Takao Suganuma, essa condição de tempo mais seco e quente se dá pela circulação de ventos em níveis médios da atmosfera e atuação de um grande sistema de alta pressão sobre o interior do continente, que deve perdurar pelo menos até a próxima semana.

“Esse sistema deverá impedir o avanço de outros sistemas meteorológicos que possam trazer condições para chuva e queda das temperaturas. Portanto, sem a influência de nenhum sistema sobre a região e com os ventos predominando do quadrante norte, as temperaturas devem se manter elevadas ao longo dos próximos dias”, diz Suganuma.

Desde o mês passado, uma equipe volante da Defesa Civil do Estado percorre cidades do interior realizando oficinas preparatórias para a Operação São Paulo Sem Fogo 2024, aplicando o treinamento para os agentes e gestores do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil para atuação durante o período de estiagem, com vistas à redução dos incêndios florestais.

Nessa época de seca, é importante não descartar bitucas e brasas onde há vegetação e não colocar fogo em terrenos. Além de causar incêndios de grande proporção, é crime ambiental, enfatiza o CGE.

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Lula classifica de extraordinária união da oposição a Maduro na Venezuela

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou otimismo com as próximas eleições presidenciais na Venezuela, apesar da série de restrições contra candidatos opositores promovidas pelo regime de Nicolás Maduro. Lula ainda considerou “extraordinária” a movimentação da oposição, que pretende lançar uma candidatura única para o pleito.

As declarações foram dadas durante café da manhã do presidente com os jornalistas que cobrem o dia a dia da Presidência da República, no Palácio do Planalto.

Após o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano, aparelhado pelo chavismo, barrar dois nomes da oposição, um na Justiça e outro no registro da candidatura, o diplomata Edmundo González Urrutia aceitou, no domingo (21), ser o representante da maior plataforma da oposição para disputar contra o ditador Nicolás Maduro nas eleições previstas para 28 de julho.

“A questão da Venezuela, está acontecendo uma coisa extraordinária: a oposição toda se reuniu, está lançando candidato único. Vai ter eleições. Acho que vai ter acompanhamento internacional sobre as eleições, há interesse de muita gente em acompanhar. E, se o Brasil for convidado, participará do acompanhamento das eleições”, afirmou o presidente.

Embora tenha acenado à movimentação da oposição venezuelana, o presidente evitou dar sequência à escalada nas críticas ao ditador Nicolás Maduro, que havia começado no mês passado.

No final do mês passado, o governo mudou de tom e contestou, pela primeira vez, o bloqueio à candidatura da opositora Corina Yoris, nome escolhido pela principal força de oposição contra o chavismo nas eleições de julho na Venezuela.

Em nota, o Itamaraty disse que “acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral” no país, marcando uma inflexão na posição até então adotada por Lula em relação a Maduro, de preservar o aliado sul-americano.

Na semana seguinte, Lula chamou de grave o veto à candidatura e afirmou que não há justificativa política ou jurídica para se proibir um adversário de disputar eleições.

A fala enviou sinal de que o Planalto endossou a repreensão ao regime chavista, algo considerado importante por diplomatas brasileiros uma vez que a resposta de Caracas, em tom agressivo, sugeriu uma divisão de opiniões entre a chancelaria e o chefe do Executivo.

Desde o desenrolar do episódio envolvendo as candidaturas, os Estados Unidos retomaram as sanções ao setor energético venezuelano, que estavam suspensas por seis meses após diálogo entre regime de Maduro e da oposição, conhecido como Acordo de Barbados.

Lula afirmou esperar que as eleições aconteçam dentro da normalidade e o resultado das urnas seja aceito pelas partes. Nos bastidores, integrantes do governo e diplomatas manifestam preocupação com o pós-eleições, com a possibilidade de uma ruptura democrática.

“[Estamos] na perspectiva de que quando terminar as pessoas voltem à normalidade. Ou seja, quem ganhou toma posse e governa e quem perdeu se prepara para as outras eleições, como eu me preparei depois de três derrotas aqui no Brasil”, afirmou.

“Eu fico torcendo para que a Venezuela volte à normalidade, para que os Estados Unidos tirem as sanções e que a Venezuela possa voltar a receber de volta o povo que está deixando a Venezuela por conta da situação econômica”, declarou.

Lula também disse que ainda não teve a oportunidade de ler a carta endereçada a ele pelo presidente da Argentina, Javier Milei. O documento foi entregue há uma semana pela chanceler do país vizinho, Diana Mondino, que estava em viagem oficial a Brasília.

Ela se encontrou e repassou a carta ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Lula, no entanto, justificou que seu chanceler esteve em algumas missões oficiais e por isso ainda não o encontrou para pegar o documento.

“A única coisa que posso adiantar é que depois que eu ler [a carta] eu tenho interesse que a imprensa saiba o que o presidente da Argentina quer conversar com o Brasil”, afirmou.

O presidente também disse que pretende realizar uma reunião entre “presidentes democratas” para discutir como enfrentar o crescimento da ultradireita. Participariam líderes como o francês Emmanuel Macron e o premiê espanhol Pedro Sanchez

“Os setores de esquerda, progressista, os setores democratas têm que se organizar. Eu falei com Pedro Sanchez, falei com Macron, estou tentando ver se a gente consegue fazer uma reunião com os chamadas presidentes democratas por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas para a gente definir uma estratégia de como vamos, a nível internacional, enfrentar o crescimento da extrema direita e seus matizes”, afirmou.

O presidente declarou ainda ter assinado uma carta pela libertação dos mais de cem reféns ainda em poder do Hamas após os ataques terroristas de 7 de Outubro. Trata-se de uma iniciativa conjunta de alguns líderes mundiais.

Também são signatários Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Bulgária, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Polônia, Portugal, Romênia, Reino Unido, Sérvia e Tailândia.

Este é o primeiro café do presidente com jornalistas neste ano. Em 2023, foram quatro, dos quais a Folha de S.Paulo participou de três -com exceção do café com a mídia chamada independente.

Participam do encontro desta terça: Folha de S.Paulo, Estadão, G1, Bloomberg, Valor, Canal Meio, O Globo, BandNews, ICL, Correio Braziliense, Broadcast, Jovem Pan, CBN, Metrópoles, Rádioweb, Reuters, TV Brasil, TV Record, TV Gazeta, My News, Veja, Poder360, UOL, Brasil de Fato, Carta Capital, Jota, DCM, O Tempo, R7, Rede TV, SBT, CNN, Revista Fórum, BBC Brasil, Itatiaia, Meio Norte, GloboNews.

Passageiro quebra perna após avião enfrentar turbulência saindo de Bali

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Um homem quebrou a perna, na semana passada, durante um voo da Air New Zealand devido à elevada turbulência. O incidente ocorreu 30 minutos depois da aeronave ter decolado para realizar um voo de sete horas.

Niko e Sasha são alemães e moram em Bali, na Indonésia, há 13 anos, mas decidiram ir para a Nova Zelândia, para passar três semanas de férias.

Depois de se apagar a luz que indica a obrigatoriedade de apertar o cinto de segurança, Niko levantou-se para ir ao banheiro. De acordo com o New Zealand Herald quando o homem regressou ao seu lugar foi surpreendido por um momento de grande turbulência, onde ele se machucou.

Mais tarde, o piloto pediu desculpa aos passageiros pelo momento inesperado. Ainda assim, Niko suportou as dores nas seis horas e meia seguintes de voo. A bordo do avião seguia um médico, mas havia pouca medicação.

A tripulação da Air New Zealand chegou a pedir a alguns passageiros que se levantassem para que Niko se pudesse deitar nos bancos.

Quando o avião fez o pouso, uma equipe de emergência médica já esperava para atender o homem, que foi levado para um hospital.

Um amigo que foi buscar o casal ao aeroporto revelou que a perna de Niko quebrou em dois lugares diferentes. “A perna dele praticamente se quebrou ao meio”, revelou o amigo. 

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Governo Tarcísio recua da intenção de aumentar poder da PM após reação da Polícia Civil

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O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, anunciou na noite desta segunda-feira, 22, um recuo no plano do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de aumentar o poder da Polícia Militar, permitindo não só que a corporação passasse a fazer o registro dos chamados Termos Circunstanciados (TCs), bem como as diligências que fossem depois pedidas pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

Criados em 1995, os TCs substituem a prisão em flagrante de acusados de crimes de menor poder ofensivo, como as lesões corporais e as ameaças. Eles são usados para registrar os casos de crimes que têm como pena até 2 anos de prisão. Atualmente, em São Paulo, esta é uma atribuição da Polícia Civil. O plano da gestão Tarcísio, externado em uma ordem do subcomandante-geral da PM, coronel José Augusto Coutinho, era passar essa atribuição à PM, bem como a responsabilidade por executar as investigações complementares que fossem requisitadas nesses casos.

O plano foi defendido na semana passada pela Secretaria da Segurança em um momento em que a Polícia Civil havia sido alijada de diversas ações importantes para o combate à criminalidade organizada. Esse foi o caso da Operação Fim da Linha, feita pelo Ministério Público Estadual com o auxílio da PM e que levou à intervenção nas empresas de ônibus Transwolff e UPBus, investigadas sob a acusação de lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo.

Diante desse quadro, o delegado-geral, Artur Dian, convocou uma reunião extraordinária do Conselho da Polícia Civil, a cúpula que reúne os 23 cardeais, como são chamados os diretores da instituição. O encontro, que começou na manhã desta segunda-feira, terminou no fim da tarde. Nele ficou demonstrado o “apoio total” dos cardeais à reação de Dian contra o plano exposto pela PM. Diante disso, o delegado-geral e uma comissão de integrantes do conselho rumou à sede da secretaria para se encontrar com Derrite.

No encontro, estava ainda presente o secretário-adjunto da pasta, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves. Ao término da reunião, Derrite anunciou o recuo do governo em um vídeo distribuído para as redes sociais da polícia. Segundo Derrite, será constituído um grupo de trabalho que terá dois representantes da PM, dois da Polícia Civil e dois da Polícia Técnico-Científica. Eles terão 45 dias para examinar o tema. Além de verificar a possibilidade de a PM fazer o TCs, o grupo vai verificar a possível adoção de um Boletim de Ocorrência Único, que é uma reivindicação da Polícia Civil, pois a PM tem seu próprio boletim, o BOPM.

Ao mesmo tempo, Derrite garantiu que não vai haver em São Paulo invasão de atribuição de uma polícia pela outra, afastando assim, de vez, a possibilidade de a PM fazer as diligências complementares que forem requisitadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário após o registro dos TCs. A fala do secretário atende a principal reivindicação da Polícia Civil, externada na sexta-feira por Dian em um vídeo revelado pelo Estadão.

Na ocasião, Dian disse: “Referente ao termo circunstanciado elaborado por outras instituições através do registro de ocorrências, não as dá direito de efetuar investigações criminais e somente se ater aos limites das decisões do nosso Supremo Tribunal Federal”. O entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) é que embora a Polícia Militar possa fazer o registro dos chamados TCs, ela não pode realizar os atos de Polícia Judiciária, como diligências e pedidos de medidas cautelares, o que seria inconstitucional.

Na semana passada, a gestão de Tarcísio afirmara que a medida daria mais celeridade ao atendimento das ocorrências, permitindo que os policiais militares voltem mais rapidamente às ruas para realizar o patrulhamento. Atualmente, os agentes têm que se dirigir até uma delegacia onde o termo circunstanciado é lavrado por um delegado.

Na sexta-feira, Dian adiantou a reunião do conselho, que estava prevista para a quarta-feira. Nela, além de tratar da realização de concursos, de promoções e da apresentação de um novo sistema do Departamento de Inteligência Policial (Dipol), os “cardeais” também discutiram o plano da gestão Tarcísio.

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Gilmar suspende ações sobre lei do marco temporal e tenta costurar acordo

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(FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta segunda-feira (22) suspender todas as ações na Justiça que tratem da lei do marco temporal das terras Indígenas, aprovada no ano passado pelo Congresso em reação à corte.

Ele decidiu, ainda, iniciar um processo de conciliação a respeito do reconhecimento, demarcação e uso das terras indígenas no país.

O ministro determina que entidades que entraram com ações no Supremo a respeito do tema, como partidos políticos, além do presidente Lula (PT), dos presidentes da Câmara e do Senado e a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentem, em 30 dias, “propostas no contexto de uma nova abordagem do litígio constitucional discutido nas ações”.

A decisão de Gilmar será levada para apreciação dos demais 11 ministros do Supremo.

Mauricio Terena, coordenador jurídico da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), critica a decisão.

Ele afirma que o ministro demorou para se debruçar sobre o tema e, mesmo com o despacho, seguiu sem analisar o mérito da questão e sequer reconheceu a decisão do próprio STF, que em 2023 derrubou a tese do marco temporal.

“Ele coloca essa pauta para a negociação e é importante salientar que o direito dos povos indígenas, assim como disse o ministro Edson Fachin, são direitos fundamentais, portanto não são passíveis de negociação”, afirmou.

A lei que trata do marco temporal foi promulgada em dezembro passado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), depois que o Parlamento derrubou os vetos de Lula ao projeto. A medida foi uma vitória da bancada ruralista, que defende que tal determinação serve para resolver disputas por terra e dar segurança jurídica e econômica.

Partidos como PSOL e Rede, além da Apib, apresentaram pedido ao Supremo para suspender a lei que institui a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

O texto foi aprovado pelo Legislativo após a articulação da bancada ruralista como resposta à decisão do STF que julgou inconstitucional a tese de que devem ser demarcados os territórios considerando a ocupação indígena em 1988, data da promulgação da Constituição.

Na ação, os partidos e a Apib pediam que a lei fosse declarada inconstitucional e que fosse “dada a interpretação conforme a Constituição de 1988 aos artigos 231 e 232 -que os direitos territoriais dos povos indígenas são direitos fundamentais e portanto cláusulas pétreas”.

Os partidos também sugeriam, como medida cautelar, a suspensão da lei até o julgamento definitivo do STF sobre o caso.

No último dia 11, a PGR pediu que o STF suspenda imediatamente diversos trechos da lei. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defende que sejam invalidadas as normas que possibilitam a ocupação, o domínio, a posse e a exploração de terras indígenas e das riquezas nelas presentes por terceiros não indígenas.

Também solicitou que a corte anule os trechos que impedem a ampliação de áreas indígenas já demarcadas, autorizam a permanência de posseiros até a conclusão dos procedimentos de demarcação e preveem o pagamento de benfeitorias aos ocupantes de boa-fé.

Gonet argumenta que essas normas contrariam o direito dos indígenas à posse permanente e ao usufruto exclusivo de suas terras, previsto na Constituição Federal.

A Procuradoria afirma que a lei legitima atos e negócios jurídicos “que tenham por objeto a exploração econômica e turística por terceiros das riquezas existentes em terras indígenas, sem fundamento em interesse público da União e sem respaldo em lei complementar”.

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Após 3 anos da morte de Henry, Leniel Borel anuncia nascimento da filha

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O engenheiro Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, morto há três anos, anunciou o nascimento de sua segunda filha, Valentina, nesta segunda-feira (22).
 

A notícia do nascimento de Valentina foi compartilhada através de um vídeo emocionante publicado no Instagram, onde Leniel e sua esposa, a médica Larysse Borel Neves, dividiram suas expectativas durante a espera pelo parto. Larysse expressou sua ansiedade e gratidão nas redes sociais, descrevendo o momento como muito especial e único em suas vidas.

[Legenda]© Reprodução- Instagram  

 

Leniel também falou sobre a decisão de manter a privacidade e revelar o nascimento da filha apenas próximo à data, enfatizando que esse é um momento exclusivo para eles.

Relembre o caso de Henry Borel:

Henry Borel, um menino de 4 anos, foi encontrado morto em um apartamento no Rio de Janeiro, onde residia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, médico e vereador. O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) revelou que a criança sofreu 23 ferimentos pelo corpo, resultando em “hemorragia interna e laceração hepática” como causa da morte. As lesões incluíam hemorragias na cabeça, no nariz, hematomas no punho e no abdômen, contusões no rim e nos pulmões, além do rompimento do fígado.

Monique Medeiros e Dr. Jairinho foram presos temporariamente em 8 de abril de 2021. No mesmo dia, Dr. Jairinho foi expulso do partido Solidariedade, onde exercia seu quinto mandato, e posteriormente cassado em junho do mesmo ano. Seu registro médico também foi cancelado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).

Atualmente, Jairinho e Monique permanecem detidos preventivamente, aguardando julgamento pelo júri popular. Desde o ocorrido, Leniel Borel tem lutado por justiça para seu filho e estabeleceu a Associação Henry Borel no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, em 2022, com o objetivo de oferecer apoio a crianças e adolescentes vítimas de violência.
 
 
 
  [Legenda]© Reprodução- Instagram  

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Homem morre afogado no Rio Paraíba do Sul, em Campos

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Rio Paraíba do Sul/Foto: Divulgação Defesa Civil

Na tarde desta terça-feira (23), próximo à Ponte Saturnino de Brito, no rio Paraíba do Sul, um homem de 35 anos foi encontrado submerso e sem vida, aparentemente vítima de afogamento.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 14h49 e iniciou as buscas, localizando o corpo. O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro, após a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML).

Turista morre após cair em vulcão na Indonésia durante pose para foto

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Uma turista chinesa de 31 anos, identificada como Huang Lihong, faleceu após cair da borda de uma cratera enquanto tirava uma foto em um vulcão ativo na Indonésia.

Huang Lihong e seu marido Zhang Yong estavam na província de Java Oriental em uma visita guiada ao Monte Ijen quando o acidente aconteceu, segundo informações do jornal Hongxing News. O casal subiu até a cratera do vulcão para presenciar o nascer do sol.

De acordo com a polícia local, a vítima caiu de uma altura de 75 metros e faleceu instantaneamente devido ao impacto. O guia turístico presente no local relatou que Huang foi alertada sobre os perigos da área. Inicialmente, ela mantinha uma distância segura de dois a três metros da borda do precipício, mas recuou para tirar uma foto melhor. Acredita-se que a mulher pisou acidentalmente em sua própria roupa comprida enquanto recuava, o que a fez perder o equilíbrio e cair.

O Monte Ijen é um destino turístico popular devido ao fenômeno natural conhecido como “chama azul”, resultante da combustão de gases sulfúricos.

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Vírus causa morte de cinco bebês na França este ano; médicos em alerta

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Um novo vírus preocupa as autoridades sanitárias e já causou pelo menos cinco mortes, na França. As vítimas são bebês.

Trata-se do parvovírus B19, uma doença que, segundo as autoridades francesas, não era tão intensamente registrada há muito tempo e ainda não atingiu seu pico.

O parvovírus B19, da família parvoviridae, é frequentemente transmitido por via respiratória. Geralmente causa formas assintomáticas da doença, mas também pode resultar no eritema infeccioso, conhecido como a “quinta doença” por ser a quinta infecção viral – juntamente com sarampo, rubéola, varicela e roséola – a causar erupção cutânea em crianças.

Existem formas graves em pessoas imunocomprometidas e com anemia crônica, além de mulheres grávidas, pois o vírus pode causar abortos espontâneos e representar um risco de edema feto-placentário grave, conforme relatado pelo Le Parisien.

No verão passado, as autoridades de saúde foram alertadas para “um número incomum de hospitalizações pediátricas graves” no Hospital Necker, em Paris.

Desde então, nos primeiros três meses deste ano, já foram registradas cinco mortes de bebês com menos de um ano de idade, sendo quatro delas “nos primeiros dias de vida” devido à infecção transmitida pela mãe.

Esses números são considerados “inusitadamente altos” e chamam a atenção das autoridades sanitárias francesas.

De acordo com o Le Parisien, nos cinco anos anteriores à Covid-19, ocorriam apenas duas mortes por ano devido a esse vírus, o que torna preocupante o registro de cinco mortes em apenas três meses.

O diagnóstico de uma infecção por parvovírus B19 sem teste é complicado, pois se trata de uma erupção cutânea viral com algumas características típicas, que nem sempre estão presentes, esclarece o especialista em clínica geral, Michaël Rochoy. Ele recomenda que, em casos de suspeita de sarampo com teste negativo, se consulte um serviço especializado em caso de diminuição dos movimentos ativos do feto.

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Colisão entre dois helicópteros deixa 10 mortos na Malásia

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Dez pessoas morreram nesta terça-feira (23) em um trágico acidente aéreo na Malásia. Dois helicópteros colidiram no ar durante um ensaio para um desfile da Marinha Real da Malásia, próximo à base naval de Lumut, no oeste do país.

Imagens capturadas por testemunhas mostram vários helicópteros cruzando o céu quando duas aeronaves colidem em uma explosão devastadora. As aeronaves caíram em um complexo esportivo, causando danos materiais e abalando a comunidade local.

Segundo informações oficiais da Marinha, não houve sobreviventes no acidente. Sete das vítimas estavam a bordo de um helicóptero do modelo AW139, enquanto as demais ocupavam a outra aeronave envolvida na colisão.

Não há relatos de feridos em solo. As equipes de resgate trabalharam rapidamente para localizar e recuperar os corpos das vítimas, que foram encaminhados para identificação.

As autoridades malaias abriram uma investigação rigorosa para determinar as causas do acidente. A comissão investigadora analisará todos os detalhes do ocorrido, incluindo as condições climáticas, os procedimentos de segurança e a manutenção das aeronaves.

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Brasil já registra 1.657 mortes por dengue em 2024

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O país já registrou, em 2024, 1.657 mortes por dengue, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde desta segunda-feira (22).

É o maior número da série histórica, registrada pela pasta da Saúde desde 2000. O país registra três anos seguidos de recordes de casos de dengue, após um período com menor incidência durante a pandemia.

Apesar dos recordes, de acordo com o Ministério da Saúde, há uma tendência de queda dos casos de dengue. Pelo painel disponibilizado, o número de casos da última semana epidemiológica equivale a menos de um terço dos casos registrados na semana anterior.

Já em relação aos casos, o painel aponta 2.221.157 casos confirmados e 3.758.837 casos prováveis. A incidência da doença é maior nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. 11 estados ainda estão sob decretos de emergência.

Além das 1.657 mortes confirmadas, ainda existem 2.205 em investigação.

Segundo o Painel, a maioria dos óbitos foi registrada no estado de São Paulo (352), seguido de Minas Gerais (282), Distrito Federal (277), Paraná (183) e Goiás (122). Acre e Roraima ainda não registraram nenhum óbito por dengue.

São Paulo também lidera o número de casos graves da doença, 7.732. No país, o total é de 38.921 pessoas nessa condição. A maior parte está concentrada na região Sudeste.

De acordo com os dados divulgados, todos os estados tiveram queda no número de casos entre uma semana e outra. Em nota do Ministério da Saúde, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, disse que apesar dos números menores, “é preciso que todos os cuidados realizados pelos gestores e pela população sejam mantidos.”

 

Passageiro fuma escondido em banheiro e causa incêndio em ônibus no RJ

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um passageiro de 67 anos provocou incêndio em um ônibus após fumar escondido no banheiro do veículo na madrugada desta segunda-feira (22), em Piraí (RJ).

O veículo pegou fogo na subida da Serra das Araras, km 228 da Via Dutra, sentido São Paulo. O passageiro entrou no banheiro para fumar escondido. Porém, ao se desfazer da bituca do cigarro pela janela ao terminar de fumar, os restos, ainda acesos, incendiaram a espuma sintética da carroceria, que desencadeou o incêndio. As informações foram repassadas pela Polícia Rodoviária Federal.

Ninguém ficou ferido. Após perceber as chamas, o motorista parou o ônibus no acostamento e todos os passageiros foram retirados. Algumas malas foram recuperadas, mas outras foram consumidas pelas chamas.

As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros após duas horas de trabalho. O tráfego na via ficou interditado enquanto o fogo era contido. O trânsito foi liberado ainda de madrugada.

Passageiro foi identificado e levado para a 94º DP de Piraí. Ele foi autuado por causar incêndio no ônibus e por colocar em risco outras pessoas. Se condenado, a pena pode variar de três a seis anos de detenção. Como o homem não teve a identidade divulgada, não foi possível localizar a defesa.

A reportagem entrou em contato com a empresa Nossa Senhora da Penha, responsável pelo ônibus, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Vale destacar que a legislação brasileira proíbe o uso de cigarro dentro de transporte coletivo, sob o risco de multa.

 

Oposição no Equador vê derrota de presidente Noboa em referendo

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Apesar de a população ter aprovado, com mais de 60% dos votos, nove das 11 questões feitas pelo governo do presidente Daniel Noboa, a oposição equatoriana defende que o mandatário saiu derrotado nas duas questões que consideram mais importantes: a mudança na legislação trabalhista e o reconhecimento da arbitragem internacional para resolver conflitos com empresas transnacionais.

A posição da oposição contrasta com a do governo, que tem defendido a vitória na votação desse domingo (21). “Obrigado Equador por seu respaldo a uma política de segurança e luta contra a corrupção”, escreveu o presidente em uma rede social. As medidas ainda precisam passar por aprovação do Parlamento.

A população aprovou medidas como a extradição de equatorianos, a limitação para redução de penas, o endurecimento da punição contra crimes como terrorismo, assassinato e tráfico de drogas, além de defender que as Forças Armadas sejam forças auxiliares no combate ao narcotráfico. As propostas foram feitas após a última onda de violência que aterrorizou o país em janeiro deste ano.

O partido Revolução Cidadã, principal legenda de oposição do país, argumentou que todas essas mudanças poderiam passar pela Assembleia Nacional sem problemas e o que o presidente de fato queria era fragilizar a legislação trabalhista e permitir que fóruns internacionais julguem questões de interesse das empresas transnacionais no Equador.

“Não Daniel, a equipe ganhadora foi o povo equatoriano que disse não à precarização laboral e não a beneficiar as multinacionais com o dinheiro dos equatorianos”, escreveu, em uma rede social, Luisa González, candidata derrotada por Noboa na eleição presidencial.

O ex-presidente Rafael Correa, principal nome do Revolução Cidadã, em entrevista a uma rádio local do país nessa segunda-feira (22), argumentou que as Forças Armadas já atuam em conjunto com a polícia contra o crime e que as perguntas sobre segurança eram secundárias.

“Não nos enganemos com o que interessava a Daniel Noboa. O grupo de perguntas sobre segurança eram perguntas ganchos para lhe dar popularidade – e ele acreditava que ganharia com 80%, não? – e para meter essas duas perguntas no meio de contrabando. Mas nessas duas perguntas chaves, que desde o início dissemos não, ele sofreu uma grande derrota”, destacou.

Com 65,5% de votos não e 34,5% sim, o povo equatoriano rejeitou reconhecer a arbitragem internacional como método para solucionar controvérsias em matéria de investimento, contratuais ou comerciais. A segunda pergunta em que o não venceu, com 69,6% contra 30,4%, permitia o contrato de trabalho por prazo fixo e por hora. Os críticos argumentam que isso fragilizava os direitos trabalhistas.

A socióloga equatoriana Irene León, diretora da Fundação de Estudos, Ação e Participação Social do Equador (Fedaeps), argumentou, em entrevista à Agência Brasil nesta segunda-feira (22), que a população entendeu que a arbitragem internacional não é benéfica para o país.

“O país já conhece que essa arbitragem internacional é uma arbitragem organizada pelas corporações transnacionais para processar os governos. Os governos não vão processar as transnacionais nessa instância, ou muito raramente. Essa é uma instância das corporações. Não é uma instância oficial ligada à legitimidade internacional”, ponderou a socióloga.

Irene disse ainda que a Constituição equatoriana é muito garantista com os direitos dos trabalhadores e que o texto permite o trabalho por horas, desde que o empregador garanta direitos básicos. “O que a consulta queria era modificar esta possibilidade de fazer contrato por horas sem essas garantias para os trabalhadores”, completou.

Apesar de não aprovar as duas medidas ligadas aos temas econômico e trabalhista, Irene avalia que o resultado, devido às outras mudanças aceitas, aumenta a militarização da sociedade, permite maior controle dos Estados Unidos sobre a política interna do país, além de não abordar temas fundamentais para o combate ao narcotráfico: o sistema financeiro e o setor exportador equatoriano. 

Veja a seguir as perguntas e os resultados parciais do referendo:

Texto introdutório: Na verdade, as Forças Armadas não podem apoiar a Polícia Nacional na proteção interna e manutenção da ordem pública, a menos que exista uma declaração de estado de exceção.

A: Você está de acordo que se permita o apoio complementar das Forças Armadas nas funções da Polícia Nacional para combater o crime organizado, reformando parcialmente a Constituição de conformidade com o previsto no Anexo 1?

72,8% Sim e 27,2% Não

B: Você está de acordo com permitir a extradição de equatorianos, com as condições, requisitos, restrições e impedimentos estabelecidos na Constituição, nos instrumentos internacionais e na Lei, emendando a Constituição e reformando as leis, conforme o Anexo 1?

64,7% Sim e 32,2% Não

C: Você está de acordo com o estabelecimento de jurisdições especializadas em matéria constitucional, tanto em primeira como em segunda instância, para o conhecimento das garantias jurisdicionais que lhes correspondem, emendando a Constituição e reformando a Lei Orgânica de Garantias Jurisdicionais e Controle Constitucional, de acordo com o Anexo 2?

60,1% Sim e 39,8% Não

D: Você está de acordo que o Estado equatoriano reconheça a arbitragem internacional como método para solucionar controvérsias em matéria de investimento, contratuais ou comerciais?

65,5% Não e 34,5% Sim

E: Você está de acordo com emendar a Constituição da República e reformar o Código de Trabalho para o contrato de trabalho por um prazo fixo e por horas, quando se celebra pela primeira vez entre o mesmo empregador e trabalhador, sem afetar os direitos adquiridos dos trabalhadores, de acordo com o Anexo 4?

69,6% Não e 30,4% Sim

F: Você está de acordo que as Forças Armadas realizem o controle de armas, munições, explosivos e acessórios, permanentemente, nas rotas, caminhos, vias e corredores autorizados para o ingresso nos centros de reabilitação social?

70,4% Sim e 29,5% Não

G: Você está de acordo com o aumento das penas dos crimes de: (i) terrorismo e seu financiamento, (ii) produção e tráfico ilícito de substâncias catalogadas sujeitas para fiscalização, (iii) delinquência organizada, (iv) assassinato, (v) sicariato [assassinato por encomenda], (vi) tráfico de pessoas, (vii) sequestro extorsivo, (viii) tráfico de armas, (ix) lavagem de ativos e (x) atividade ilícita de recursos minerais, reformando o Código Orgânico Integral Penal conforme o Anexo da pergunta?

68,0% Sim e 31,9% Não

H: Você está de acordo que as pessoas privadas da liberdade cumpram a totalidade de sua pena dentro do centro de reabilitação social nos delitos detalhados no Anexo da pergunta, reformando o Código Orgânico Integral Penal conforme consta no Anexo mencionado?

67,7% Sim e 32,6% Não

I: Você está de acordo que se tipifique o delito de posse ou porte de armas, munições ou componentes que são de uso privativo das Forças Armadas ou da Polícia Nacional, sem afetar as armas de fogo permitidas para uso civil, reformando o Código Orgânico Integral Penal conforme o Anexo da pergunta?

64,4% Sim e 35,5% Não

J: Você está de acordo que as armas, suas partes ou peças, explosivos, munições ou acessórios que funcionam como instrumentos ou objetos materiais de um crime, podem ser destinados ao uso imediato da Polícia Nacional ou das Forças Armadas, reformando o Código Orgânico Integral Penal conforme o anexo da pergunta?

64,6% Sim e 35,3% Não

K: Você está de acordo que o Estado passe a ser o titular (proprietário) dos bens de origem ilícita ou injustificada, simplificando o procedimento da Lei Orgânica de Extinção de Domínio, conforme o Anexo da pergunta?

61,4% Sim e 38,5% Não

Estudante é atacada por cachorro dentro de sala de aula em escola de Goiás

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Uma adolescente, de 12 anos, foi atacada por um cachorro dentro de uma sala de aula da Escola Estadual Arquilino Alves De Brito, em Mineiros, Goiás. A aluna foi mordida pelo cão e precisou ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.

O animal também avançou em outras duas estudantes que não ficaram feridas, mas tiveram os uniformes rasgados. Segundo o Corpo de Bombeiros, o cachorro aparenta ser fruto de um cruzamento das raças pitbull e fila brasileiro.

De acordo com a Secretaria de Educação, o acidente aconteceu com um cachorro sem raça definida. “O animal em situação de rua, que habitualmente aparece na porta da escola, surgiu na manhã desta segunda-feira e para surpresa de todos, avançou em três estudantes, ferindo uma delas”, diz a nota.

Ainda segundo a pasta, todas as estudantes envolvidas no episódio estão bem e são acompanhadas pela Coordenação Regional de Educação.

Após o socorro às vítimas o Corpo de Bombeiros recolheu o animal que deverá ser entregue a uma Organização Não-Governamental (ONG) da cidade.

 

Lula anuncia inclusão de 1,2 milhão de alunos no Pé-de-Meia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira (22), a ampliação do Programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro para jovens de baixa renda permanecerem matriculados e concluírem o ensino médio. Cerca de 1,2 milhão de estudantes devem ser incluídos para receber os valores, que podem chegar a R$ 9,2 mil nos três anos do ensino médio.

Inicialmente, o Pé-de-Meia priorizou jovens beneficiários do Programa Bolsa Família e já alcançou mais de 2,4 milhões de estudantes. Agora, integrantes de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) também serão atendidos.

“Quando nós anunciamos o Pé-de-Meia, a linha de corte era o cadastro do Bolsa Família e ficou de fora o cadastro do Cad [CadÚnico]. Então, nós, agora, resolvemos aumentar e colocar a linha de corte no CadÚnico e vão entrar, parece, mais 1,2 milhão de meninos e meninas no Pé-de-Meia”, disse Lula, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

O orçamento inicial do programa era de R$ 7,1 bilhões anuais. De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mais R$ 3 bilhões serão investidos anualmente para contemplar a ampliação.

A ampliação foi incluída na medida provisória (MP) que cria o Programa Acredita, assinada hoje por Lula e que trata da facilitação de crédito e renegociação de dívidas de pequenos negócios.

A política do Pé-de-Meia prevê o pagamento de incentivos anuais de R$ 3 mil por beneficiário, chegando a até R$ 9,2 mil nos três anos do ensino médio, com o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na última série. Por meio do incentivo à permanência escolar, o governo federal quer reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de promover mais inclusão social pela educação, estimulando a mobilidade social.

 

Nenhum estudante precisa se cadastrar para receber o Pé-de-Meia, basta estar regularmente matriculado no ensino médio das redes públicas, ter entre 14 e 24 anos e ser integrante de famílias inscritas no CadÚnico. O valor será depositado em contas digitais abertas automaticamente pela Caixa Econômica Federal, nos nomes dos próprios estudantes.

Por meio do aplicativo gratuito Jornada do Estudante, os alunos do ensino médio matriculados na rede pública podem saber se foram contemplados e ter mais informações sobre o programa. Os estudantes com dúvidas sobre o Pé-de-Meia podem acessar uma seção de Perguntas Frequentes sobre o programa no portal do MEC. Outros canais são o Fale Conosco do MEC (telefone 0800 616161) e o portal de atendimento, por meio da opção 7.

Durante o evento desta segunda-feira, Lula propôs ainda a criação de um canal de reclamações do governo federal. “A gente deveria criar uma espécie de um 190, de um 180, um telefone para que as pessoas pudessem telefonar e se queixar se as coisas não estão acontecendo. Porque muitas vezes as pessoas não têm a receptividade que elas imaginavam que iriam ter [no acesso a programas] e não têm para quem reclamar”, disse o presidente.

“Então, ao invés de ficar xingando a gente, é importante que a gente tenha pelo menos um ouvidor para que as pessoas possam se queixar. Preciso que tenha um lugar para o povo colocar para fora as suas angústias”, acrescentou.

 

Minas espalhadas pela Ucrânia serão legado escondido da guerra

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ODESSA, UCRÂNIA (FOLHAPRESS) – O jornalista Dima Khilchenko ainda fica aflito de levar seus dois filhos à casa de campo da família em Tolokun, trecho de floresta a 60 quilômetros ao norte de Kiev, porque se suspeitava que havia minas terrestres por aquela rota.

“Eles [o governo] já liberaram e disseram que é seguro ir por ali, mas não sei, até hoje eu não fico totalmente confortável”, diz o ucraniano. É sintoma de um problema colateral da guerra contra a Rússia, que tende a se manter grave por muito tempo.

Entre 25% e 30% de todo o território da Ucrânia está potencialmente contaminado por minas –o que não significa que há explosivos espalhados por toda essa área, mas que esse espaço precisa ser verificado e liberado para ser considerado seguro. Segundo a ONU, essa foi a causa da morte de 360 civis desde o início do conflito, e outros 800 ficaram feridos.

Líderes como o ministro do Interior, Ihor Klimenko, têm dito que essa é uma questão que só poderá ser enfrentada após o fim da guerra. A Folha ouviu de autoridades militares que, se o conflito acabasse hoje, seriam necessários pelo menos mais dez anos para a desminagem completa do país.

“Eu acho que vai levar bem mais”, diz Volodimir Melnik, que trabalha em uma empresa de monitoramento e identificação de terreno minado. “A Ucrânia é o país com mais minas da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Vamos sofrer com isso por muito tempo.”

A função de Melnik é voar com drones sobre áreas contaminadas –baseando-se em informações coletadas em entrevistas com moradores e autoridades, além de mapas dos locais onde houve batalhas com os russos– e subir essas imagens em um programa que usa inteligência artificial para apontar onde os explosivos podem estar.

Aí começa uma segunda parte da missão, em que maquinaria específica é enviada à área para desmontar os artefatos. Esse trabalho de manuseio qualificado por um profissional, segundo Melnik, alcança cerca de dez metros quadrados por dia –as fronteiras da Ucrânia cobrem mais de 600 mil quilômetros quadrados.

Há também métodos mais analógicos, digamos, para a identificação de terreno minado. A reportagem acompanhou, na manhã do último domingo (14), o trabalho de dois cachorros treinados por militares em uma vila que foi ocupada pelos russos e depois retomada na região de Mikolaiv.

Calma, os animais não correm muito risco de ir pelos ares. Segundo os tutores dos cães Kwat e Alf, eles tiveram treinamento de um ano para sentir o cheiro de explosivos à distância. Assim, colaboram para reduzir a área de risco a localizações mais precisas e, então, equipes especializadas podem trabalhar com uma exatidão maior.

Anos atrás, os dois cães farejadores tinham como função identificar, na Bósnia, onde se encontravam minas deixadas lá na época da Segunda Guerra. Quando a situação se agravou na Ucrânia, o Exército contratou o serviço canino importado.

O fato de explosivos do tempo de Hitler representarem um perigo ainda hoje diz muito sobre a longevidade do seu risco. E o pior é que eles não ameaçam só a terra.

Segundo Dmitro Pletenchuk, tenente da Marinha ucraniana, a Rússia desovou pelo menos 400 minas pelo mar Negro, principal canal de importações e exportações do país.

“Mas a Marinha já começou o trabalho de desminagem”, diz o oficial, afirmando que o governo pretende estender a mão a países como Romênia e Bulgária, banhados pelo mesmo mar, para fazer operações conjuntas. “Afinal, é nosso problema comum. Devemos levar décadas nisso, mas o trabalho ficará cada vez mais realizável.”

Isso porque não há como assegurar o pleno funcionamento do comércio da região enquanto um pedaço tão vasto de território está sob ameaça de explodir a qualquer momento.

Boa parte das terras agrícolas mais produtivas da Ucrânia está contaminada e, segundo o técnico Volodimir Melnik, é o Ministério da Economia que indica quais são as áreas mais importantes de recuperar primeiro, por serem mais valiosas para o PIB.

Mas o grosso da economia está voltado, nesse momento, ao esforço de guerra. “A verdade é que não conseguimos ver o quadro total [da situação]”, diz Melnik. Ainda há muito a desenterrar.

Pasta da Saúde fecha acordo com Moderna para compra de 12,5 milhões de vacinas contra covid

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O Ministério da Saúde brasileiro fechou um acordo com a Moderna para comprar 12,5 milhões de vacinas atualizadas contra covid-19 na sexta-feira (19), após a farmacêutica ganhar da Pfizer em disputa por licitação emergencial. Os imunizantes deverão chegar à população nas próximas duas semanas, informou a pasta em comunicado à imprensa, depois que entraves judiciais relacionados à licitação atrasaram o início da campanha nacional de vacinação.

Essa foi a primeira vez que empresas concorrentes disputaram o fornecimento de vacinas contra a covid-19 no Brasil, segundo o MS. “Todas as aquisições anteriores foram feitas em um ambiente sem concorrência. A medida possibilitou uma economia de R$ 100 milhões, dada a diferença de preço entre as duas propostas apresentadas”, destacou a pasta.

As novas vacinas vão atender à campanha de imunização que a princípio começaria em março. O atraso, disse o ministério à época, foi causado por um impasse entre Pfizer e Moderna, que brigavam na Justiça por divergências no pregão de compra, como informou o Estadão.

A nova vacina da Moderna foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina covid-19 da Moderna no mês passado. O imunizante “codifica a proteína spike da sub-linhagem XBB.1.5 do SARS-CoV-2 para imunização ativa para a prevenção de covid-19 em crianças a partir dos seis meses de idade e adultos”, disse a farmacêutica em comunicado publicado nesta segunda-feira, 22.

 

Trump tentou corromper eleições de 2016, dizem promotores em segunda semana de julgamento

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump já está no tribunal de Nova York no qual promotores defendem, nesta segunda-feira (22), por que o suposto pagamento secreto a uma estrela pornô durante sua vitoriosa campanha pela Casa Branca em 2016 teria infringido a lei.

Embora o republicano tenha pedido manifestações de apoiadores em tribunais “de todo o país”, poucos estavam presentes para saudá-lo durante sua chegada à corte no centro da cidade, e o prédio estava rodeado por barricadas. “Lower Manhattan, ao redor do Tribunal, para onde estou indo agora, está completamente FECHADA. TÃO INJUSTO!!!” escreveu ele nas redes sociais.

Os promotores dizem que Trump tentou esconder histórias que poderiam ser prejudiciais para sua campanha de 2016. O esquema envolveria o pagamento de US$ 130 mil feito pelo ex-advogado de Trump, Michael Cohen, à estrela pornô Stormy Daniels para que ela não revelasse um suposto encontro sexual com o empresário uma década antes. Trump reembolsou Cohen, segundo os promotores.

“Este caso é sobre conspiração de fraude”, disse o promotor Matthew Colangelo ao júri de 12 pessoas escolhido na semana passada. “O réu, Donald Trump, orquestrou um esquema criminoso para corromper as eleições presidenciais de 2016.”

Os candidatos a formar o júri tiveram que responder a um questionário de 42 perguntas que se concentrava especialmente em saber se eles se sentiam capazes de julgar, com equidade e imparcialidade, um caso altamente midiatizado e politizado. As identidades dos jurados devem permanecer em anonimato, exceto para Trump, seus advogados e os promotores.

A acusação defende que a suposta estratégia do empresário teria enganado os eleitores nos últimos dias da campanha, quando a candidatura do republicano enfrentava dificuldades por causa de outras revelações de cunho sexual. Trump se declara inocente de 34 acusações de falsificação de registros comerciais apresentadas pelo promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, e nega ter tido um encontro sexual com Daniels.

Após as manifestações dos promotores, a defesa de Trump afirmou que o republicano não cometeu um crime ao pagar seu ex-advogado em 2017. “O presidente Trump é inocente. O presidente Trump não cometeu nenhum crime. O gabinete do promotor distrital de Manhattan nunca deveria ter aberto este caso”, disse o advogado do empresário, Todd Blanche.

O empresário também pode testemunhar nesta segunda, mas isso ainda é incerto. No início do julgamento, o juiz, Juan Merchan, decidiu que os promotores poderiam perguntar a Trump, se ele testemunhasse, sobre dois outros processos judiciais –um sobre uma fraude no valor de seus ativos imobiliários e outro sobre a difamação da escritora E. Jean Carroll, que o acusou de estupro.

Merchan também disse que os promotores poderão mostrar aos jurados a transcrição de uma fita do programa de TV “Access Hollywood”, na qual Trump faz comentários sobre agarrar os órgãos genitais das mulheres.

Este deve ser o único dos quatro processos criminais de Trump a ir a julgamento antes das eleições de 5 de novembro, na qual ele vai rivalizar novamente com o atual presidente, o democrata Joe Biden. O caso é visto por muitos especialistas jurídicos como o menos importante dos processos contra Trump, e uma eventual condenação não o impediria de assumir a Presidência caso seja eleito no final do ano. A derrota nos tribunais, porém, poderia prejudicar a sua candidatura.

Uma pesquisa feita pela agência de notícias Reuters e a empresa Ipsos mostra que metade dos eleitores independentes e um em cada quatro republicanos dizem que não votariam em Trump se ele fosse condenado por um crime.

Segundo os promotores, o pagamento de Daniels fazia parte de um esquema mais amplo idealizado por Trump, Cohen e David Pecker (ex-presidente-executivo da editora de tablóides American Media) para pagar pessoas com informações potencialmente prejudiciais sobre Trump antes das eleições de 2016, quando Trump derrotou a democrata Hillary Clinton.

De acordo com os promotores, Pecker fez um acordo, durante uma reunião em agosto de 2015 com Trump e Cohen, para atuar como os “olhos e ouvidos” da campanha, procurando histórias negativas sobre o republicano.

A American Media, que publica o National Enquirer, admitiu em 2018, como parte de um acordo para evitar processos criminais, que pagou US$ 150 mil à ex-modelo da revista Playboy Karen McDougal pelos direitos de sua história sobre um caso de meses com Trump em 2006 e 2007. A editora disse que trabalhou “em conjunto” com a campanha de Trump e nunca publicou a história.

Programas de assistência social, como Bolsa Família, evitaram 1,4 milhão de mortes

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os programas Bolsa Família, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a ESF (Estratégia de Saúde da Família) evitaram a morte de mais de 1,4 milhão de brasileiros entre 2004 e 2019, aponta estudo inédito feito por pesquisadores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e do Instituto de Saúde Global de Barcelona.

Os resultados, publicados nesta segunda-feira (22) pelo periódico JAMA Network Open, periódico da Associação Médica Americana, estimaram ainda que os programas podem evitar mais de 6,5 milhões de hospitalizações e 1,3 milhão de mortes até 2030.

O estudo avaliou 2.548 municípios juntando dois métodos: um voltado para a análise retrospectiva – através de modelos econométricos para analisar a cobertura dos programas – e a microssimulação, para projetar cenários econômicos futuros. Já as causas das mortes não foram especificadas.

A cobertura anual do Bolsa Família – que transfere renda diretamente às famílias em situação de pobreza – foi calculada como o número de famílias inscritas em cada município dividido pelo número de famílias elegíveis ao programa na mesma cidade.

Os municípios com maior cobertura foram associados à redução da mortalidade em 5,1% e da mortalidade de crianças menores de 5 anos em 12,9%.

Segundo o pesquisador Temidayo Aransiola, o efeito maior do programa nessa faixa-etária foi atribuído às condições de saúde de mães e crianças. “Ou seja, aos cuidados pré-natais das mães beneficiadas, ao acompanhamento nutricional de lactantes e de crianças participantes do programa”, diz.

A maior cobertura do BPC contribuiu para a redução na taxa de óbitos em 8,5%, na mortalidade de crianças em 16% e na de idosos acima de 70 anos, em 7,7%. O BPC paga um salário-mínimo a cada um dos beneficiários, mais que o dobro do valor mínimo do Bolsa Família (R$ 600).

Por isso, proporcionaria uma maior segurança financeira e alimentar às famílias em geral e não só aos beneficiários diretos (idosos e pessoas com deficiência), diz a coautora Daniella Cavalcanti.

Já os locais com maior cobertura de Estratégia de Saúde da Família (ESF) foram associados a uma diminuição de 6,8% nas mortes gerais, 9,7% da mortalidade de crianças, e 6,7% nos idosos.

A cobertura anual de ambos foi calculada com base no número total de inscritos em cada programa dividido pela população de cada município. Foram consideradas variáveis como taxa de pobreza, de analfabetismo, de urbanização, fertilidade, porcentagem de domicílios com coleta inadequada do lixo e o número de médicos por mil habitantes.

A ESF faz parte da Atenção Primária à Saúde (APS), responsável pelo primeiro contato das pessoas com o sistema de saúde. Estudos anteriores já apontavam que a maior cobertura da ESF está associada a uma redução na mortalidade infantil. Neste mês, o Ministério da Saúde anunciou medidas com a intenção de fortalecê-la.

Quanto às projeções até 2030, a simulação permitiu a modelagem de características específicas dos municípios e suas probabilidades de resultados. Foram simulados três cenários de crise econômica – uma mais curta, uma média e uma longa -, através de alterações nas taxas de pobreza, inclusive com dados reais socioeconômicos da pandemia.

O cenário de prevenção de 1,3 milhão de mortes aconteceu com o aumento da cobertura desses projetos sociais para contemplar o aumento da população em risco, em comparação com um cenário de austeridade fiscal que reduziria essa cobertura.

Considerando os resultados, os pesquisadores concluíram que medidas como o corte de gastos com programas sociais podem gerar, no fim das contas, maiores gastos.

“As medidas de austeridade em relação à saúde e assistência social podem ter um efeito contrário a longo prazo, porque você economiza agora, mas depois, os gastos com o sistema de saúde podem acabar sendo maiores”, diz Aransiola.

O estudo se diferencia ainda de pesquisas anteriores por avaliar o impacto de três programas de diferentes pilares de seguridade social – saúde, assistência social e previdência – em diferentes faixas etárias, sob uma análise anterior e futura.

“Na ciência, tendemos sempre a analisar o átomo. Com a Covid, fomos forçados a ver a dinâmica de lockdown, de pobreza, de hospitalizações, tudo em conjunto. É importante que a ciência comece a fazer esse tipo de estudos, com múltiplas dinâmicas em um mesmo modelo”, conclui Davide Rasella, coordenador do estudo.