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Família dos EUA se assusta após polvo de estimação dar luz a 50 filhotes

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A vida da família Clifford de Oklahoma, nos Estados Unidos, deu uma guinada inesperada quando seu polvo de estimação, Terrence, que eles achavam ser macho, surpreendeu a todos com o nascimento de 50 filhotes de uma vez. A história, que se tornou viral nas redes sociais, é um relato emocionante de amor, aprendizado e adaptação a uma paternidade inesperada.

Um sonho realizado: Tudo começou com o aniversário de Cal, o filho mais velho de Cameron Clifford, de 36 anos. Fascinado por polvos desde os três anos, Cal ansiava por ter um como animal de estimação. Para realizar o sonho do filho, Cameron comprou um polvo de duas manchas da Califórnia, batizado de Terrence, em uma loja local.

“O maior sonho dele, a melhor coisa que poderia acontecer na vida de alguém, acabara de se tornar uma possibilidade e ele simplesmente desabou”, disse Cameron em entrevista ao portal de notícias americano USAToday.

Terrence chegou em casa em outubro de 2023, encantando a família com sua inteligência e personalidade. No entanto, duas meses após a sua chegada, uma surpresa inesperada os aguardava: Terrence começou a botar ovos.

[Legenda]© Tik Tok  

“Especialistas disseram que os ovos não eram fertilizados e que a liberação deles apenas sinalizava o provável fim da vida de Terrence”, contou Cameron. “Mas, em uma noite de fevereiro, peguei um dos ovos e sem querer o estoura. E essa gota d’água sai e espalha esses minúsculos tentáculos e dá três braçadas, na minha opinião.”

Nesse momento, a família finalmente descobriu que Terrence era fêmea e que havia dado à luz a 50 bebês polvos. “Todas as apostas foram canceladas”, disse Cameron com humor.

Cuidar de 50 polvos recém-nascidos não foi tarefa fácil. A família precisou organizar 50 novos aquários, além de gastar milhares de dólares em comida e reparar danos à casa causados por um acidente com um dos tanques.

“Gostaria de não ter aberto aquela válvula daquela maneira e despejado toda aquela água suja do mar no tapete branco dos meus filhos”, disse Cameron, relembrando o incidente.

Apesar dos desafios, a experiência também foi gratificante para a família. “Tem sido uma experiência absolutamente divertida, não só para mim, mas também para os meus filhos”, conta Cameron.

Dois meses após o nascimento, metade dos bebês polvos seguem vivos, uma taxa de sobrevivência acima da média. Estrela do perfil do Tik Tok da família, que atualmente possui quase 400 mil seguidores, Terrance, a mãe polvo, segue viva e vive tranquila em seu aquário.

“Ela está vivendo o resto de sua vida sozinha em seu aquário. Ela provavelmente morrerá nas próximas semanas, embora minhas suposições sobre ela tenham sido consistentemente erradas”, conta o pai.

Cameron busca um centro de pesquisa para tentar realocar alguns dos filhotes. “É muito trabalho. Muito trabalho, emoção, dinheiro e tempo. Não sei se estamos totalmente preparados para qualquer um destes desafios, mas a esperança é realojar o máximo possível. Aqueles que não pudermos, vamos descobrir uma maneira de mantê-los vivos e seremos responsáveis”, explica.

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Verme é achado vivo e escondido por dois anos dentro do olho de mulher

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Um relato médico chocante publicado na revista JAMA Ophthalmology descreve a descoberta de um verme de 1,2 cm dentro do olho de uma mulher de 28 anos no Congo. Sem dor aparente, a paciente procurou atendimento médico para investigar um caroço que crescia em seu olho nos últimos dois anos. Durante o exame, os médicos notaram que o caroço se mexia, revelando a presença de um parasita vivo.

O diagnóstico oficial foi de pentastomíase, uma infecção ocular rara causada por um parasita que coloca seus ovos em cobras. A maioria das infecções humanas ocorre em regiões tropicais e subtropicais, e na África e Ásia, a doença é frequentemente causada por espécies do gênero Armillifer.

[Legenda]© Jama Network  

Esses parasitas dependem de cobras para completar seu ciclo de vida, depositando seus ovos nas vias respiratórias dos répteis. Os vermes podem ser transmitidos aos humanos através da ingestão de alimentos ou água contaminados com os ovos, ou pelo contato direto com cobras infectadas.

Embora a mulher relatasse nunca ter tocado ou consumido carne de cobra, ela frequentemente ingeria carne de crocodilo. Segundo os médicos, “nenhum caso de infecção ocular por Armillifer foi relatado em indivíduos que comem carne de crocodilo”, mas crocodilos também podem ser hospedeiros desses parasitas.

O estudo destaca que as infecções por Armillifer em humanos geralmente são assintomáticas e só são descobertas durante procedimentos cirúrgicos realizados por outros motivos. No entanto, em alguns casos, os parasitas podem causar complicações graves, como perfuração de órgãos, reações imunológicas severas e até a morte.

Para prevenir a infecção, os autores recomendam:

– Usar luvas ao lidar com répteis.
– Evitar o consumo indiscriminado de carne desses animais.
– Procurar um oftalmologista imediatamente se notar caroços persistentes perto dos olhos.

O tratamento da pentastomíase consiste na remoção cirúrgica dos parasitas.

FBI vai investigar tripulação que bateu e causou queda de ponte nos EUA

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A tragédia que abalou Baltimore no final de março, com a queda da ponte Francis Scott Key após a colisão com um navio, ganha um novo capítulo: o FBI, a agência federal de investigação dos Estados Unidos, assume as investigações para determinar se a tripulação do navio Dali, de Singapura, agiu com negligência ao partir do porto mesmo ciente de problemas no sistema do cargueiro.

O foco da investigação estará nos sistemas do Dali, buscando evidências que indiquem se a tripulação tinha conhecimento de falhas mecânicas que comprometeram a manobra do navio, ocasionando a colisão com um dos pilares da ponte.

Já nesta segunda-feira (15), agentes do FBI embarcaram no navio Dali para iniciar a coleta de provas e depoimentos da tripulação. A presença dos agentes no navio foi confirmada pela própria agência, e a expectativa é de que as investigações avancem rapidamente.

O acidente aconteceu na madrugada do dia 26 de março, quando o navio Dali, ao sair do porto de Baltimore, perdeu energia e colidiu com a ponte Francis Scott Key. A colisão provocou o desabamento da estrutura, lançando cerca de 20 pessoas e veículos no rio.

Até o momento, três corpos foram encontrados entre os destroços da ponte e do navio. O governador de Maryland, estado onde fica Baltimore, decretou estado de emergência após a tragédia, e as buscas por possíveis vítimas ainda desaparecidas continuam

Moradores da região que presenciaram o acidente descrevem a cena como “aterrorizante”, comparando o estrondo do colapso ao de um trem. A ponte Francis Scott Key, inaugurada em 1977 e nomeada em homenagem ao autor do hino nacional dos EUA, era um importante elo na malha rodoviária local, com quase 3 quilômetros de extensão e uma ponte elevadiça.

Causas ainda obscuras: As investigações do FBI buscam esclarecer as causas do acidente e determinar se houve negligência por parte da tripulação do Dali. A tragédia levanta questionamentos sobre a segurança das operações marítimas e a necessidade de medidas mais rigorosas para evitar futuros desastres.

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Casal inglês divorciado por engano: Justiça mantém decisão

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Um casal inglês teve seu divórcio confirmado pela Justiça, mesmo após um erro do advogado que os levou a serem divorciados por engano. O advogado, confundindo-se, clicou no botão errado durante o processo online, finalizando o divórcio antes mesmo que as negociações sobre a divisão de bens fossem concluídas.

De acordo com a BBC, apesar de reconhecer o erro, o Juiz Andrew McFarlane recusou-se a anular o divórcio. Segundo ele, reverter o processo neste caso abriria precedente para futuras situações similares, além de estar fora de sua autoridade, visto que o pedido de divórcio foi expedido de forma regular, ainda que por engano.

A decisão foi criticada por Ayesha Vardag, advogada do caso conhecida como “diva do divórcio”. Vardag argumenta que “o Estado não deveria estar divorciando pessoas com base em erros”.

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Senado vota PEC que criminaliza porte de drogas; julgamento no STF está suspenso

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A proposta de emenda à Constituição (PEC) que criminaliza a posse e o porte de qualquer quantidade de drogas no País será votada no Senado nesta terça-feira, 16. Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa há um mês, o texto passou por cinco sessões de discussão antes da análise em primeiro turno pelo plenário. Para ser aprovada, a proposta precisa do voto favorável de 49 senadores em dois turnos. Em seguida, segue para Câmara.

A PEC de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi apresentada em setembro do ano passado, um mês depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) retomar o julgamento que pode descriminalizar o porte da maconha para uso pessoal. Na ocasião, o senador disse que a Corte não pode criar novas legislações e considerou o julgamento sobre o tema um “equívoco grave”. A análise do caso na Corte está suspensa por pedido de vista do ministro Dias Toffoli em 6 de março.

Segundo a proposta, portar ou possuir drogas, incluindo a maconha, configura ato criminoso “independentemente da quantidade”. A PEC das Drogas prevê a diferenciação entre usuários e traficantes de drogas, mas não descriminaliza o uso pessoal.

A emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) diz que a distinção se dará por meio de “circunstâncias fáticas do caso concreto”. A PEC cita critérios como a natureza da droga, o local e as condições em que ocorreu a apreensão e as circunstâncias sociais e pessoais, conduta e antecedentes do indivíduo para configurá-lo como usuário ou traficante.

A partir da emenda do relator da proposta na CCJ, senador Efraim Filho (União-PB), foram incluídas penas alternativas à prisão para os usuários de entorpecentes. Além disso, eles serão submetidos a tratamentos contra a dependência química.

Hoje, a Lei de Drogas, sancionada em 2006, já prevê a diferenciação entre usuários e traficantes, estabelecendo, ao primeiro grupo, condenação de até dez meses de medidas socioeducativas, e ao segundo, pena de cinco a 15 anos de prisão.

Discussão está parada no STF

O julgamento no STF busca estabelecer uma quantidade mínima de maconha para determinar a diferença entre uso pessoal e tráfico de drogas. O caso se baseia em um recurso de repercussão geral – que reverbera em outras decisões judiciais – que parte da Defensoria Pública de São Paulo. A ação contesta a condenação, em 2009, de um homem que portava três gramas de maconha no Centro de Detenção Provisória de Diadema.

O objetivo da Corte é definir que usuários sejam punidos de forma administrativa, com a prestação de serviços comunitários, advertência sobre os efeitos dos entorpecentes e cursos educativos obrigatórios.

Os ministros favoráveis à descriminalização, o relator Gilmar Mendes, Edson Fachin, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e a ministra agora aposentada Rosa Weber, argumentam que o uso de pequena quantidade da droga é um direito individual de cada pessoa.

Já os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Kassio Nunes Marques, que votaram contra a descriminalização, alegam que a droga não afeta apenas o usuário, mas também os familiares e a sociedade. Além de considerarem que o uso de maconha pode agravar problemas de saúde e segurança pública, os magistrados também ressaltam que a decisão sobre o tema deve ser do Legislativo.

Há divergência em relação ao limite de droga que o usuário pode portar sem ser considerado um traficante, que será definido pelos ministros da Corte.

 

Casamento precoce: 40 meninas de 17 anos se casam por dia no Brasil

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Sintoma da pobreza e da falta de oportunidades. O casamento precoce é um dos problemas sociais do Brasil. De acordo com a ONU, Organização das Nações Unidas, somos o 4º país, no mundo, em números de meninas que se casam antes dos 18 anos.

Dados do IBGE mostram que foram 17 mil, em 2021. Ou seja, uma média de 40 meninas de até 17 anos que se casam, por dia, no Brasil.

A porta-voz do Fundo de População das Nações Unidas, Anna Cunha, explica que o casamento de meninas é visto como uma forma de algumas famílias lidarem com a pobreza. No Brasil, essa é uma realidade que está muito mais presente nas regiões Norte e Nordeste.

“São também as regiões com maiores índices de pobreza, de extrema pobreza e caracterizadas pelos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Podem ser fatores que levam ou a própria menina ou mesmo a sua família a enxergar num casamento, numa união que mesmo temprana, possa ser vista como uma alternativa que possa trazer segurança, estabilidade. Mas que na prática também tem grandes riscos de trazer aspectos de vulnerabilidade”. 

Esses “aspectos de vulnerabilidade” que Anna Cunha menciona são os impactos negativos que o casamento precoce traz para a vida e o futuro dessas meninas. Um deles é a exposição a violências e o abandono escolar.

Segundo relatório do Banco Mundial, em parceria com a ONU mulheres, 30% dos jovens brasileiros que abandonam a escola, no Ensino Médio, são meninas que se casaram antes dos 18 anos.

Para a especialista em questões de gênero no Banco Mundial, Paula Tavares, esse é apenas um dos problemas.

“O casamento e a gravidez precoce têm efeitos negativos profundos que vão desde maiores riscos para a saúde, menor escolaridade, renda mais baixa na idade adulta e maior fertilidade. Podem contribui para a pobreza e maior risco de violência doméstica. Sabemos que os casamentos precoces são os principais responsáveis pela gravidez na adolescência. Maioria das adolescentes com filhos estão fora da escola. No médio e longo prazos isso leva a uma redução na autonomia, na capacidade de escolha, menores oportunidades de trabalho e profissionalização e menor renda ao longo da vida. Quando o nível de escolaridade das meninas cai, o impacto assim não é apenas nas meninas, nas jovens adolescentes; mas também nos seus filhos, nas suas famílias, no seu país”. 

Segundo as Nações Unidas, uma a cada quatro adolescentes casadas ou em união estável, entre 15 e 19 anos, sofreu violência física ou sexual praticada pelo parceiro, pelo menos uma vez na vida.

O Código Civil brasileiro permite o casamento aos 16 anos, desde que autorizado pelos pais. Na Câmara dos Deputados, está em discussão um projeto de lei que proíbe o casamento e a união civil de menores de 18 anos.

Anna Cunha, do Fundo de População das Nações Unidas, explica que a mudança na legislação é apenas uma forma de reduzir o problema. Ela defende uma série de medidas.

“Trazer melhores condições socioeconômicas. Enfrentamento à pobreza/extrema pobreza. Dar melhores condições educacionais. Trabalhar com aspectos de desigualdades de gênero. Também é necessário trazer e construir novas masculinidades, que sejam masculinidades positivas e mais engajadas com relacionamentos igualitários. É necessário também transformações legais nos estatutos de normas e legislações. Então tudo isso, conjuntamente, traz o enfrentamento ao problema”. 

A cada ano, 15 milhões de meninas de até 17 anos se casam, em todo o mundo. O Banco Mundial identificou que, nos últimos anos, mais de 50 países eliminaram todas a brechas nas leis, proibindo rigorosamente o casamento com menores de 18 anos.

 

Trump faz de julgamento histórico ato político e volta a se dizer perseguido

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O empresário Donald Trump se apresentou a um tribunal de Nova York nesta segunda-feira (15) por supostamente comprar o silêncio de uma atriz pornô durante a campanha eleitoral de 2016. O caso é o primeiro julgamento penal de um ex-presidente dos Estados Unidos.

Vestindo uma gravata vermelha e um terno azul, o candidato do Partido Republicano para as eleições presidenciais deste ano saudou apoiadores que o aguardavam na saída da Trump Tower e chegou por volta das 9h30 ao Tribunal de Manhattan, em Nova York, onde afirmou ser vítima de “perseguição política”.

“Isso é um ataque aos Estados Unidos. E é por isso que estou muito orgulhoso de estar aqui”, afirmou o empresário de 77 anos, sem responder perguntas dos jornalistas. “Isso é um ataque contra nosso país. E é um país que está falhando.”

Trump é acusado de falsificar registros financeiros pouco antes de ser eleito, em 2016, para encobrir um suposto encontro sexual com Stormy Daniels, uma atriz de filmes pornográficos. O caso pode levá-lo à cadeia, mas as chances de prisão são baixas.

Assim como em outras situações em que compareceu a tribunais, Trump divulgou uma nota pela manhã pedindo contribuições para sua campanha para as eleições de novembro, nas quais enfrentará novamente o atual presidente dos EUA, Joe Biden.

“Isso é apenas um plano de democratas RADICAIS do DEEP STATE para vir atrás de você -e eu sou a única coisa que está impedindo isso”, afirma o comunicado, em referência a uma teoria da conspiração segundo a qual há um poder paralelo ao governo federal nos EUA.

Ao chegar ao tribunal, Trump se deparou com manifestantes, reunidos em uma praça do outro lado da rua, que carregavam cartazes nos quais se lia “perdedor” e “condenem Trump”. A polícia montou guarda em frente à corte em meio a uma série de barricadas, e helicópteros acompanharam o comboio de SUVs pretos que transportou Trump.

Antes de iniciar o árduo processo de escolha de um júri para o julgamento, o juiz anunciou sua decisão de permanecer no caso, rejeitando a mais recente tentativa de afastamento feita pela defesa de Trump. O julgamento começará oficialmente quando a acusação e a defesa iniciarem o processo de escolha dos 12 jurados que decidirão o destino de Trump. Esse processo pode levar duas semanas ou mais, e o julgamento pode se estender até junho.

Nesta segunda, o empresário parecia ora irritado, ora exausto durante a exposição dos argumentos. Enquanto um promotor lia comentários do republicano em um vídeo de 2005 do “Access Hollywood”, programa de entretenimento no qual Trump diz que as mulheres o deixavam “agarrá-las pela vagina”, ele permaneceu imóvel. Em outros momentos, ele parecia cochilar, com a boca entreaberta e a cabeça caindo sobre o peito.

De acordo com a Promotoria, Michael Cohen, assessor de Trump, teria pagado US$ 130 mil à atriz Stormy Daniels em acordo para que ela não falasse sobre suposto caso com o empresário. Depois, já durante seu mandato na Casa Branca, o republicano teria reembolsado Cohen com depósitos feitos pela empresa de Trump, dinheiro disfarçado de despesas legais da companhia, o que violaria, de acordo com os promotores, leis de Nova York.

A escolha do júri tem levantado críticas de apoiadores de Trump. O próprio ex-presidente costuma acusar o promotor Alvin Bragg de caça às bruxas e dizer que qualquer seleção de jurados durante uma campanha eleitoral será parcial.
Trump também tem apelado a bravatas e críticas ao juiz do caso, Juan Merchan, e acusado possíveis testemunhas, como Cohen e Daniels, de mentir. Merchan impôs uma ordem de silêncio ao republicano, proibindo que ele se manifestasse publicamente sobre o caso -o que não pareceu coibir o ex-presidente.

No início do julgamento, os promotores citaram as críticas de Trump a testemunhas e funcionários do tribunal e pediram ao juiz para multá-lo em US$ 1.000 (cerca de R$ 5.000) por cada uma das três postagens em redes sociais neste mês sobre Daniels e Cohen. “O réu demonstrou sua disposição de desrespeitar a ordem. Ele atacou testemunhas no caso”, disse o promotor Christopher Conroy.

O advogado de Trump, Todd Blanche, disse que o empresário não violou a ordem de silêncio porque estava respondendo a declarações públicas das testemunhas. “As duas testemunhas têm falado sobre o depoimento neste caso, a reeleição do presidente Trump e, de forma geral, difamando-o constantemente”, disse Blanche.

Embora o caso seja considerado por alguns especialistas jurídicos como o menos grave dos quatro processos criminais que ele enfrenta, é o único que com certeza irá a julgamento antes da eleição de 5 de novembro.

Pesquisa Ipsos/Politico conduzida no começo de março mostra que mais de um terço dos eleitores independentes -nem democratas, nem republicanos- disseram que uma condenação no caso diminui sua chance de apoiar Trump. Dada a previsão de disputa acirrada contra Biden, isso pode custar caro. Por isso, a defesa do republicano tentou até o último instante adiar o julgamento, recebendo três negativas da corte de apelação.

Falsificar registros financeiros no estado de Nova York, a acusação de que Trump é alvo, é uma contravenção que se torna crime quando o delito é cometido com a intenção de realizar ou esconder outro crime.

É nesse ponto em que se situam as estratégias da Promotoria do estado de Nova York, que acusa Trump, e da defesa.

O promotor Bragg e sua equipe tentam provar e convencer o júri de que o acordo de silêncio com Daniels tem relação com a intenção de cometer ou esconder outro crime -Trump não precisa ser formalmente acusado por esse eventual outro crime. Não é a legalidade em si do pagamento que é alvo da acusação, portanto.

A Promotoria trabalha com a tese de que esse não é o único caso de compra de silêncio ocorrido durante a campanha de 2016, o que poderia se relacionar a um esforço maior para impulsionar as chances eleitorais de Trump na ocasião e, assim, a um delito eleitoral do estado e a uma violação relativa ao financiamento de campanha.

A forma como Cohen foi reembolsado também é alvo da acusação e pode se relacionar a um delito de fraude fiscal. Pesa contra o republicano no julgamento o fato de que seu ex-assessor rompeu com ele e provavelmente será testemunha de acusação.

A defesa deve começar por explorar justamente esse rompimento entre os dois, argumentando que Co hen tenta incriminar Trump por desavenças pessoais, dado que o ex-assessor do republicano é possivelmente a única testemunha que poderia ligar o republicano à falsificação dos registros financeiros.

Há também a tentativa de pintar o pagamento a Daniels como uma questão privada que teve apenas violações técnicas de registro financeiro, reduzindo assim seu escopo e eventual conexão com outro crime.

Transmitida por mosquito, febre oropouche tem alta no Brasil

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil registra uma alta de casos de febre oropouche. Foram 3.354 confirmados neste ano, de acordo com informe semanal do Ministério da Saúde, que contabilizou dados até a última terça-feira (9).

Na semana epidemiológica anterior, com dados até o dia 2 de abril, havia registro de 3.320 exames detectáveis. O número também já é o quádruplo dos 832 casos registrados em todo o ano de 2023.

De acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento na detecção de casos da doença a partir de 2023 nos estados da região amazônica – onde a febre é considerada endêmica – devido à descentralização do diagnóstico laboratorial de biologia molecular detectável para o vírus, com testagens disponíveis em locais que não estavam antes.

A febre oropouche é uma zoonose causada pelo vírus oropouche, detectado no Brasil na década de 1960. Desde então, casos isolados e surtos já foram relatados.

A doença é transmitida aos seres humanos principalmente pela picada do Culicoides paraensis conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, inseto que tem um ciclo silvestre e um ciclo urbano.

Do total deste ano, 2.538 dos casos são em residentes dos Amazonas, seguidos por Rondônia (574), Acre (108), Pará (29) e Roraima (18).

Fora da região Norte, os estados em que mais houve registros da doença são Bahia (31), Mato Grosso (11), São Paulo (7) e Rio de Janeiro (6), de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta trabalha com a possibilidade da maior parte dos locais de infecção terem sido na região amazônica.

A quantidade de casos na Bahia notificadas pela pasta difere, ainda, do número de casos registrado pela Sesab (Secretaria de Saúde do Estado Bahia). De acordo com a secretaria estadual, há 50 registros espalhados por seis municípios.

O Ministério da Saúde afirma que as métricas são contabilizadas de forma diferente pela Sesab. A Sesab, por sua vez, informou que a métrica são os casos analisados e confirmados pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) do estado.

Segundo Felipe Naveca, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), esse aumento se deve, em partes, a um surto na região amazônica neste ano, e, em partes, à melhora na testagem nacional.

“Tem que se considerar que este ano começou a se testar nacionalmente. Vínhamos colocando essa necessidade desde 2016 e, no ano passado, o ministério entendeu que era importante, mandou insumos e capacitou laboratórios centrais do estado, e isso mostra que o vírus pode estar mais disseminado do que a gente imaginava.”

A taxa de positividade de testes em Rondônia é a maior entre os estados, com cerca de 45% dos exames positivos. Em segundo lugar, fica o Mato Grosso (40,7%). No Acre, a positividade chega a 39,6% e no Amazonas, a 24%. O estado teve um surto da doença em março.

Apesar dos casos registrados fora da região amazônica, ainda não há a possibilidade de um surto fora da região, diz o pesquisador da Fiocruz, Rivaldo Venâncio. Ao menos por enquanto.

“Como o vetor existe em todo o Brasil, a probabilidade, do ponto de vista teórico, que daqui a uns anos isso venha a ser um problema para várias localidades do país é razoável”, afirma.

DIFERENÇAS ENTRE DENGUE E FEBRE OROPOUCHE

Tanto a dengue quanto a febre oropouche são arboviroses, ou seja, transmitidas por artrópodes. Segundo Rivaldo Venâncio, pesquisador da Fiocruz, as mudanças climáticas podem ter sido o motivo para o aumento de ambas.

No ciclo silvestre do inseto transmissor da oropouche, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiro. No ciclo urbano, o homem é o hospedeiro principal. Eventualmente, o mosquito Culex quinquefasciatus pode transmitir o vírus em ambientes urbanos.

Já no caso da dengue, o vetor é o mosquito Aedes aegypti. Há uma diferença primária entre a reprodução dos dois transmissores.

“O Aedes aegypti procria na água parada. Enquanto isso, o Culicoides paraensis se reproduz na matéria orgânica, em locais como folhas e frutas em decomposição”, afirma o pesquisador.

Quanto aos aspectos clínicos, os sintomas das duas doenças são similares. Os pacientes relatam febre, dor de cabeça, dor muscular e articular. Podem ter ainda tontura, náuseas e vômitos nos dois casos.

As diferenças podem começar a ser percebidas após os primeiros dias de contágio: o paciente que tiver evolução do quadro da dengue pode começar a sentir abdominal intensa e hemorragias internas, o que não é o caso da oropouche. “A febre pode gerar apenas pequenos sangramentos, nas gengivas, por exemplo, nada tão intenso como a dengue”, diz Venâncio.

Além disso, cerca de 60% dos pacientes com oropouche deverão notar a apresentação de um ciclo bifásico da doença: a pessoa tem sintomas como febre e dores por alguns dias, e eles desaparecem em seguida. Após uma semana, o quadro da doença retorna, até, então, sumir novamente.

Os sintomas duram de dois a sete dias, com evolução benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves. Não há relato de mortes associadas à infecção até hoje.

No entanto, há casos de comprometimento de sistema nervoso central, com quadros como meningite asséptica e meningoencefalite, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

O QUE FAZER SE TIVER SINTOMAS?

Se a pessoa viajou para a região amazônica e retornou com manifestações clínicas que podem sugerir oropouche, dengue ou até chikunguya, deve procurar uma unidade de saúde para uma avaliação clínico-laboratorial.

De acordo com Naveca, apenas um exame faz a identificação da doença na fase aguda, o RT-PCR desenvolvido pela Fiocruz Amazonas. A coleta é por meio do sangue. O exame fica disponível nos Lacens (Laboratórios Centrais de Saúde Pública).

Existem ainda testes que dizem se a pessoa tem anticorpos da doença, e que, portanto, revelam infecção recente. Esses são pouco disponibilizados em laboratórios. “A melhor maneira hoje é fazer o PCR”, diz ele.

 

Novo ataque com faca em Sydney deixa quatro feridos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quatro pessoas ficaram feridas nesta segunda-feira (15) em um novo ataque com faca ocorrido em uma igreja de Sydney, na Austrália. De acordo com os serviços de emergência locais, as vítimas não correm risco de vida. O incidente acontece dois dias após uma agressão similar em um shopping center da cidade.

O ataque desta segunda-feira aconteceu durante uma missa em uma igreja assíria na zona oeste da cidade. As imagens de uma transmissão ao vivo mostram um homem se aproximando do altar, com uma faca erguida para atacar o padre, o que provocou pânico entre os paroquianos.

Os serviços de emergência informaram à AFP que quatro pessoas com idades entre 20 e 70 anos receberam atendimento médico. Um homem foi preso e está sob custódia da polícia.

“Os indivíduos feridos sofreram lesões que não ameaçam suas vidas e foram tratados por paramédicos do serviço de emergência de Nova Gales do Sul antes de serem levados para um hospital”, disseram as autoridades.

No último sábado (13), seis pessoas foram assassinadas em um ataque similar no shopping center Westfield Bondi Junction, em Sydney. O agressor foi baleado e morto por um policial.

Em entrevista coletiva, a agente da polícia do estado de Nova Gales do Sul Karen Webb afirmou que 5 das 6 vítimas eram mulheres, o que levou as autoridades abrirem investigação para identificar o motivo da preferência do agressor.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o agressor atacando principalmente pessoas do sexo feminino. Cinco das seis pessoas assassinadas são mulheres, assim como a maioria dos feridos.

“Os vídeos falam por conta própria. E esta é, certamente, uma linha de investigação para nós”, afirmou a comissária Karen Webb, da polícia de Nova Gales do Sul. “Parece ser uma área de interesse, que o agressor se concentrou nas mulheres e evitou os homens”, declarou.

O autor do ataque foi identificado como Joel Cauchi, 40. O incidente também deixou 8 feridos, entre eles 1 bebê de nove meses que foi internado em estado grave no hospital.

“A questão de gênero é obviamente preocupante”, declarou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que afirmou ter conversado com as famílias de algumas vítimas.

O pai do agressor, Andrew Cauchi, declarou à imprensa australiana que está “devastado” e que não sabe o que levou o filho a causar as mortes.

“Isso é tão horrendo que nem consigo explicar”, disse na entrada de sua casa em Queensland. “Eu virei um servo do meu filho quando descobri que ele tinha uma doença de saúde mental”. “Fiz tudo o que estava ao meu alcance para ajudá-lo”, disse o pai.

Andrew Cauchi disse acreditar que o filho atacou principalmente as mulheres porque “ele queria uma namorada, não tinha habilidades sociais e estava frustrado”.

A última das seis vítimas de Joel Cauchi a ser identificada foi Yixuan Cheng, uma jovem chinesa que estudava na Universidade de Sydney. As outras assassinadas eram uma designer, uma salva-vidas voluntária, a filha de um empresário e uma mãe que estava com seu bebê de nove meses.

Esta última, Ashlee Good, de 38 anos, entregou a filha a desconhecidos em um momento de desespero, antes de ser levada para o hospital, onde faleceu. A criança, Harriet, está internada em estado grave.

O único homem morto foi o paquistanês Faraz Tahir, de 30 anos. Ele trabalhava como segurança quando foi esfaqueado.

Oito pessoas feridas continuam hospitalizadas, algumas em estado crítico. Quatro vítimas receberam alta nas últimas 24 horas, segundo as autoridades.

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Argentina não interfere na Justiça de outro país, diz chanceler de Milei sobre STF e Musk

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, afirmou nesta segunda-feira (15) que seu governo jamais vai interferir em processos judiciais de outros países.

A declaração ocorreu após Mondino ser questionada sobre o encontro, na semana passada, do presidente argentino, Javier Milei, com o bilionário Elon Musk. Na ocasião, segundo a assessoria de Milei, o líder argentino “ofereceu colaboração” no conflito entre o empresário, dono da rede social X (antigo Twitter), e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no Brasil.

“Os temas internos e posições de cada país são próprios de cada país. O governo argentino jamais vai interferir nos processos democráticos ou judiciais de cada país. Confiamos na Justiça de cada país, nós defendemos a liberdade de expressão de todos”, declarou Mondino.

A fala ocorreu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, onde Mondino realizou uma reunião com o chanceler Mauro Vieira.

Presidente da Tesla, Musk é ídolo da direita bolsonarista. O bilionário é ainda referência para líderes da direita radical no mundo. Nos últimos dias, recebeu Milei, que também é aliado de Bolsonaro e tem no ex-presidente dos EUA Donald Trump uma inspiração

Musk protagonizou um recente embate com o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O bilionário defendeu o impeachment de Moraes, chegou a chamá-lo de ditador do Brasil e reclamou das decisões do Supremo que tiraram do ar perfis na rede X. O magnata também afirmou que derrubaria as restrições impostas pelo Judiciário do país.

“Como @alexandre se tornou o ditador do Brasil? Ele tem Lula em uma coleira”, escreveu o empresário em 8 de abril, na rede social, junto com um emoji de risada.

Ele disse ainda que Moraes tirou “Lula da prisão” e influenciou na eleição, ecoando discurso de apoiadores de Bolsonaro, e que por isso o atual mandatário não se opõe ao magistrado.

Os ataques de Musk contra Moraes provocaram uma reação dos demais ministros do STF. Além do mais, Moraes incluiu o empresário como investigado no inquérito das milícias digitais.

O presidente da corte, Luís Roberto Barroso, divulgou nota para afirmar que decisões judiciais podem ser objetos de recursos, mas jamais de descumprimento deliberado. Já o ministro Edson Fachin disse à Folha que descumpri-las é “subversão da ordem”.

O episódio serviu ainda para que aliados de Lula renovassem a defesa pela regulação das redes sociais e das bigs techs no país.

O próprio Lula se envolveu na troca de farpas e disse que Elon Musk nunca produziu “um pé de capim no Brasil”.

Professores de instituições federais de ensino entram em greve

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Os professores das universidades federais, institutos federais e centros federal de educação tecnológica iniciaram uma greve nacional nesta segunda-feira (15). Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos na última Mesa Setorial Permanente de Negociação, ocorrida quinta-feira (11).

De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (Andes), a proposta apresentada pelo governo federal foi de reajuste salarial zero, com aumentos apenas no auxílio alimentação, que passaria de R$ 658, para R$ 1000; no valor da assistência pré-escolar, de R$ 321,00 para R$ 484,90, além de 51% a mais no valor atual da saúde suplementar.

A proposta foi rejeitada em reunião com a participação de 34 seções sindicais do setor, que também votaram pelo movimento paredista resultando em 22 votos favoráveis, sete contrários e cinco abstenções.

Na pauta nacional unificada, os docentes pedem reajuste de 22,71%, em três parcelas de 7,06% , a serem pagas em 2024, 2025 e 2026. Também estão na pauta a revogação da portaria do Ministério da Educação 983/20, que estabelece aumento da carga horária mínima de aulas e o controle de frequência por meio do ponto eletrônico para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A revogação do Novo Ensino Médio e da Base Nacional Comum para a Formação de Professores (BNC-Formação) também estão em discussão.

O Comando Nacional de Greve (CNG) será instalado hoje (15) às 14h30, em reunião na sede da Andes, em Brasília, e, às 16h, o movimento paredista participará também de uma audiência pública, na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, para debater as mobilizações e paralisações das servidoras e dos servidores técnico-administrativos de universidades e institutos federais.

Na terça-feira (16), até o dia 18 de abril, o movimento dará início a Jornada de Luta “0% de reajuste não dá!”, convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). Está previsto ainda a realização de uma semana de atividades locais nas instituições entre 22 e 26 de abril.

Em nota, o Ministério da Gestão informou que além de formalizar a proposta apresentada na última quinta-feira, também foi assumido o compromisso de abrir, até o mês de julho, todas as mesas de negociação específicas de carreiras solicitadas para dar tratamento às demandas e produzir acordos que sejam positivos aos servidores.

De acordo com o órgão, já há dez mesas tratando de reajustes para a educação com acordos consensualizados e oito estão em andamento. Além disso, foi criado um grupo de trabalho para tratar da reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE). “O relatório final do GT, entregue no dia 27/3 à ministra da Educação, Esther Dweck, servirá como insumo para a proposta do governo de reestruturação da carreira, que será apresentada aos servidores na Mesa Específica de Negociação.”

A nota conclui que a Pasta da Gestão segue aberta ao diálogo com os servidores da área de educação e de todas as outras áreas, “mas não comenta processos de negociação dentro das Mesas Específicas e Temporárias.”

 

Maior universidade da Argentina, UBA declara emergência orçamentária

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Instituição de ensino de maior prestígio na Argentina e amplamente buscada por brasileiros, a Universidade de Buenos Aires declarou situação de emergência orçamentária. A direção da UBA, como é conhecida, está em linha de colisão com o governo Milei.

O Conselho Universitário da instituição afirmou na última semana que há um risco de desfinanciamento da universidade, “comprometendo suas funções essenciais, como a educação universitária, a pesquisa científica e a atenção de saúde a mais de meio milhão de pacientes”.

O ponto-chave do imbróglio está no fato de o presidente Javier Milei ter ordenado a prorrogação do orçamento vigente em 2023 para este ano de 2024, sem ajustes ou quaisquer aumentos. A inflação dos últimos 12 meses na Argentina está em 287,9%, segundo os últimos dados.

Milei o fez por meio de um megadecreto –o pacotão do chamado DNU– que já foi rechaçado pelo Senado local mas ainda espera análise da Câmara, onde pode ser aprovado e, assim, seguir em vigor.

Na prática, o orçamento previsto para a UBA, de 130 bilhões de pesos argentinos em 2023, foi mantido para este 2024. Ocorre que, com a inflação exorbitante no país, corrigir esse valor exigiria que para o ano corrente ele, no mínimo, fosse triplicado, o que não ocorreu.

“Com essa política decidiram pelo fechamento da UBA”, disse há poucos dias ao La Nacion o reitor Ricardo Gelpi.

“Em dois ou três meses, se não for atualizada a parte econômica, não poderemos funcionar. Acho que há um desconhecimento de como a UBA funciona. Não se pode negar que na Argentina há coisas que não estão funcionando, mas a UBA não entra nisso.”

Em março passado, quando uma paralisação levou as instituições de ensino superior a cruzarem os braços já com a demanda orçamentária, o Ministério do Capital Humano, onde está alocada a Secretaria de Educação, anunciou um aumento de 70%, mas não no orçamento geral da educação superior, e sim nos gastos de funcionamento.

O Conselho Universitário da UBA diz que, ao cabo, o recorte em seu orçamento em termos reais, de um ano para o outro, foi de 80%. “Para cada 10 pesos que a UBA contava em março de 2023, hoje dispõe apenas de 2”, disse a instância máxima da universidade.

Ao longo das últimas semanas, o cenário tem levado a repetidas mobilizações estudantis e docentes, que promovem “abraços” nos prédios das universidades e distribuem lambe-lambes pelas paredes das instituições em tom crítico a Milei.

A própria UBA declarou que se somará a uma marcha universitária convocada para o próximo dia 23 na Praça de Maio, cuja reivindicação principal é justamente o aumento no orçamento para a educação.

Estudo recente da ONG Associação Civil pela Igualdade de Justiça com base nos dados públicos disponibilizados pelo governo mostra que, se não houver nenhuma atualização, o orçamento deste ano será o mais baixo para o desenvolvimento da educação superior em 26 anos.

Ainda de acordo com o levantamento com valores já corrigidos pela inflação, para 2024 a verba destinada para esse fim é 72% mais baixa que a destinada no ano anterior. Todo esse cenário ampliou a rixa entre Milei e o alto escalão de algumas instituições como a UBA, com trocas de farpas em entrevistas e redes sociais.

Nesta segunda-feira (15), por exemplo, o presidente ultraliberal fez diversas publicações no X criticando o que chama de “doutrinação” na UBA e compartilhando cartazes na universidade com críticas a ele. “Negam a doutrinação e a perseguição mas são inimigos das ideias de liberdade”, escreveu em um deles. “Há diversidade, sim, menos quando você tiver a péssima ideia de querer ser liberal.”

O tema do que Milei chama de “doutrinação” no sistema de ensino vem ganhando peso no país. Há pouco mais de uma semana, o governo anunciou que prepara mudanças na Lei da Educação para impedir essa prática e para criar canais de denúncia, para que pais e alunos possam falar quando sentirem que não têm sua “liberdade respeitada”.

Israel avalia revide a Irã sem causar guerra total, diz imprensa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O gabinete de guerra de Tel Aviv discutiu na tarde desta segunda-feira (15) uma série de opções de retaliação ao Irã após o ataque contra Israel, mas há preocupações para não causar uma guerra total, informou a imprensa local.

O Canal 12, por exemplo, disse que a intenção era fazer ações coordenadas com os Estados Unidos, que afirmaram que não se juntariam a Israel em qualquer ataque direto ao Irã. Já o Times of Israel disse estar avaliando uma resposta “dolorosa” à operação que não desencadeará uma guerra regional.
Também nesta segunda, o porta-voz da diplomacia do regime, Nasser Kanani, disse que países ocidentais deveriam “apreciar a moderação do Irã nos últimos meses”. “Em vez de fazer acusações contra o Irã, os países [ocidentais] deveriam culpar a si mesmos e responder à opinião pública pelas medidas que adotaram contra os […] crimes de guerra cometidos por Israel” disse Kanani.

O primeiro ataque de Teerã contra Israel desde 1979, ano em que a República Islâmica foi estabelecida no país, levou diversos líderes a se pronunciarem pedindo moderação.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, enfatizou a necessidade de evitar uma escalada em uma série de ligações com seus homólogos de Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Turquia, Reino Unido e Alemanha, de acordo com declarações do Departamento de Estado.

Já o secretário de Relações Exteriores britânixo, David Cameron, chamou o ataque de “um fracasso total”, embora “imprudente e perigoso”. A chanceler da Alemanha, Annalena Baerbock, foi além quando questionada sobre um eventual direito de retaliação de Israel e disse que “o direito à autodefesa significa repelir um ataque”. O presidente da França, Emmanuel Macron, também pediu a Israel para evitar uma escalada militar.

Criança de 6 anos morre afogada em piscina de clube

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IML de Macaé/Foto: Divulgação

Uma menina de 6 anos morreu após se afogar na piscina de um clube em Macaé. O caso ocorreu no sábado (13), no local conhecido como clube Campestre, que atende a servidores da Petrobras.

Em nota, o clube lamentou a morte de Catarina de Alexandria Paiva Flores e disse que foi feito o pronto atendimento no local e que, em seguida, a criança foi encaminhada para o Hospital Público de Macaé, onde morreu.

O Instituto Médico Legal (IML) de Macaé constatou a morte por afogamento.

O caso foi registrado na Polícia Civil. O delegado Pedro Emílio Braga disse, em nota, que serão ouvidas testemunhas e solicitadas imagens de circuito de monitoramento, para apurar eventual negligência, para saber, por exemplo, se no local havia salva-vidas ou monitores, que são pessoas que ficam observando a piscina.

A menina foi enterrada neste domingo (14) na cidade de Carapebus, também no Norte Fluminense.

Confira nota do clube:

O Clube Cidade do Sol lamenta informar a triste ocorrência no dia 13 de Abril, na sede Campestre, área da piscina, envolvendo uma menor, que após pronto atendimento foi encaminhada para o HPM onde infelizmente veio a falecer.

Comunicamos ainda que o Clube está tomando ações, desde o primeiro momento, se solidarizando com os sócios e seus familiares, prestando apoio nesse momento difícil.

Fonte: g1

Transmitida por mosquito, febre oropouche tem alta no Brasil

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil registra uma alta de casos de febre oropouche. Foram 3.354 confirmados neste ano, de acordo com informe semanal do Ministério da Saúde, que contabilizou dados até a última terça-feira (9).

Na semana epidemiológica anterior, com dados até o dia 2 de abril, havia registro de 3.320 exames detectáveis. O número também já é o quádruplo dos 832 casos registrados em todo o ano de 2023.

De acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento na detecção de casos da doença a partir de 2023 nos estados da região amazônica – onde a febre é considerada endêmica – devido à descentralização do diagnóstico laboratorial de biologia molecular detectável para o vírus, com testagens disponíveis em locais que não estavam antes.

A febre oropouche é uma zoonose causada pelo vírus oropouche, detectado no Brasil na década de 1960. Desde então, casos isolados e surtos já foram relatados.

A doença é transmitida aos seres humanos principalmente pela picada do Culicoides paraensis conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, inseto que tem um ciclo silvestre e um ciclo urbano.

Do total deste ano, 2.538 dos casos são em residentes dos Amazonas, seguidos por Rondônia (574), Acre (108), Pará (29) e Roraima (18).

Fora da região Norte, os estados em que mais houve registros da doença são Bahia (31), Mato Grosso (11), São Paulo (7) e Rio de Janeiro (6), de acordo com o Ministério da Saúde. A pasta trabalha com a possibilidade da maior parte dos locais de infecção terem sido na região amazônica.

Apesar dos casos registrados fora da região amazônica, ainda não há a possibilidade de um surto fora da região, diz o pesquisador da Fiocruz, Rivaldo Venâncio. Ao menos por enquanto.

“Como o vetor existe em todo o Brasil, a probabilidade, do ponto de vista teórico, que daqui a uns anos isso venha a ser um problema para várias localidades do país é razoável”, afirma.

Diferenças entre dengue e febre oropouche

Tanto a dengue quanto a febre oropouche são arboviroses, ou seja, transmitidas por artrópodes. Segundo Rivaldo Venâncio, pesquisador da Fiocruz, as mudanças climáticas podem ter sido o motivo para o aumento de ambas.

No ciclo silvestre do inseto transmissor da oropouche, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiro. No ciclo urbano, o homem é o hospedeiro principal. Eventualmente, o mosquito Culex quinquefasciatus pode transmitir o vírus em ambientes urbanos. Já no caso da dengue, o vetor é o mosquito Aedes aegypti. Há uma diferença primária entre a reprodução dos dois transmissores.

“O Aedes aegypti procria na água parada. Enquanto isso, o Culicoides paraensis se reproduz na matéria orgânica, em locais como folhas e frutas em decomposição”, afirma o pesquisador.

Quanto aos aspectos clínicos, os sintomas das duas doenças são similares. Os pacientes relatam febre, dor de cabeça, dor muscular e articular. Podem ter ainda tontura, náuseas e vômitos nos dois casos.

Ônibus invade posto de gasolina, bate e deixa pelo menos 20 feridos

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um ônibus invadiu um posto de gasolina na rodovia Anhanguera, na cidade de Limeira, no domingo (14) e deixou feridos.

O ônibus desgovernado invadiu posto e bateu em dois veículos parados. Mais de 20 passageiros ficaram feridos, informou a polícia. Segundo a Prefeitura de Limeira, dos envolvidos no acidente, quatro vítimas sofreram fraturas mais graves e as demais tiveram escoriações.

Quatro pessoas que desembarcavam malas de um ônibus estacionado também foram atingidas.

Ônibus estava irregular, diz ANTT. O veículo não tinha autorização para o transporte interestadual de passageiros nem possui Certificado de Segurança Veicular (CSV) e tacógrafo válidos.

Passageiros viajavam do interior do Piauí para São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 7h30 no km 146 da rodovia Anhanguera, altura de Limeira.

A polícia investiga as causas do acidente. O caso foi registrado como lesão corporal culposa. Segundo a SSP, “peritos estiveram no local e recolheram o ônibus para novas análises”.

Leia Também: Acidente na BR-101 mata cinco pessoas da mesma família

 

CNJ determina afastamento de Gabriela Hardt, ex-juíza da Lava jato

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O corregedor nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão, determinou nesta segunda-feira (15), o afastamento da juíza federal Gabriela Hardt, ex-magistrada da Operação Lava Jato.

Gabriela atou como substituta do ex-juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal em Curitiba. Atualmente, ela trabalha em uma vara recursal da Justiça Federal no Paraná.

Salomão também decidiu afastar das funções dois desembargadores e um juiz do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região. A decisão atinge os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores, Loraci Flores de Lima e o juiz Danilo Pereira Júnior.

Os afastamentos foram determinados de forma cautelar e serão analisados na sessão desta terça-feira (16), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nas decisões, o corregedor citou supostas irregularidades cometidas pelos magistrados durante os trabalhos de investigação da Lava Jato.

Para afastar a juíza, Salomão afirmou que a magistrada cometeu irregularidades em decisões que autorizaram o repasse de cerca de R$ 2 bilhões oriundos de acordos firmados com os investigados, entre 2015 e 2019, para um fundo que seria gerido pela força-tarefa da Lava Jato. Os repasses foram suspensos em 2019 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o corregedor, Gabriela Hardt pode cometido o que chamou que “recirculação de valores”, direcionando os recursos obtidos em acordos de delação e leniência com investigados na operação.

“Os atos atribuídos à magistrada Gabriela se amoldam também a infrações administrativas graves, constituindo fortes indícios de faltas disciplinares e violações a deveres funcionais da magistrada, o que justifica a intervenção desta Corregedoria Nacional de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça”, justificou Salomão.

A decisão também indica que Gabriela Hardt pode ter discutido os termos do acordo “fora dos autos” e por meio de aplicativo de mensagens WhatsApp.

“A decisão da magistrada [homologação do acordo] foi baseada exclusivamente nas informações incompletas (e até mesmo informais, fornecidas fora dos autos e sem qualquer registro processual) dos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, sem qualquer tipo de contraditório ou intimação da União Federal”, completou o corregedor.

A assessoria de imprensa da Justiça Federal em Curitiba informou que a juíza não vai se manifestar sobre o afastamento.

Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade, Inea e Polícia Federal resgatam 38 animais silvestres, em Cachoeiras de Macacu

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O Governo do Estado do Rio de Janeiro em operação conjunta com a Polícia Federal, localizou 38 animais de espécies silvestres, sendo três papagaios do Mangue, espécie ameaçada de extinção. Os animais eram mantidos em um cativeiro irregular no município de Cachoeiras de Macacu. A operação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (15), e faz parte das ações de combate ao tráfico de animais silvestres – intensificadas pelo Estado, por meio da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade e do Inea. O responsável pela propriedade onde os animais foram encontrados em cativeiro e um caseiro que cuidava da propriedade, foram autuados em flagrante e por crimes ambientais e conduzidos à Superintendência da Polícia Federal. Ambos responderão administrativamente e serão multados.

No local foram encontrados 38 animais silvestres: seis araras canindé, duas araras vermelhas do Pantanal, uma arara vermelha-de-macao, um tucano-toco, três papagaios-do-mangue (espécie ameaçada de extinção), um papagaio-moleiro, três periquitos-jandaia, quatro trinca-ferros, seis coleiros, quatro canários-da-terra, dois jabutis, um cágado-de-barbela e quatro tigres d’água.

Ainda no local, os animais foram avaliados por um veterinário da Secretaria de Estado do Ambiente. Onze aves, que estavam em condições, foram soltas de imediato. Os 27 animais restantes, foram resgatados e encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, onde permanecerão sob cuidados veterinários até que tenham condições de retornar à natureza.

As denúncias de crimes ambientais em todo o Estado do Rio de Janeiro podem ser feitas, inclusive de forma anônima, pelo www.rj.gov.br/ouverj/manifestacoes . O contato com a Ouvidoria do Inea também pode ser feito pelo telefone: (21) 2334-5974.

Homem é detido enquanto tentava entregar drogas a uma mulher em Guarus

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Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Na manhã desta segunda-feira (15), um homem de 37 anos, cujas iniciais são J.P.I, foi preso em flagrante por tráfico de drogas pela equipe do Segurança Presente, na Travessa Carmem Carneiro, Jardim Carioca, subdistrito de Guarus, em Campos.

Segundo informações, os agentes estavam em patrulhamento na área quando avistaram o suspeito em atitude suspeita. Ao perceber a presença da viatura, o homem tentou desviar rapidamente. Durante a abordagem, foram encontrados em seu bolso 1 pino plástico contendo uma substância branca com características semelhantes à cocaína e 10 pedras de crack.

O suspeito confessou à polícia que o material era entorpecente. A cocaína seria para consumo próprio, enquanto as pedras de crack seriam destinadas a uma pessoa chamada Valéria, que o aguardava próximo à ponte, na região da Beira Rio.

Diante dos fatos, o homem foi detido e encaminhado à 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde foi autuado e permaneceu sob custódia. As substâncias apreendidas foram encaminhadas para perícia.

Mãe e filha se tornam rés por injúria racial após confusão em supermercado em Nova Iguaçu

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Mulher comete injuria racial em supermercado – Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Duas mulheres que foram detidas por racismo e injúrias homofóbicas após uma confusão em um supermercado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no mês de fevereiro, foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio. A Justiça aceitou a denúncia e tornou rés Rosemary Karam e Leticia Karam, respectivamente mãe e filha.

Leticia ofendeu quatro pessoas, incluindo o jornalista Daniel Nascimento, com ofensas racistas, de acordo com o MPRJ. Ela chamou Daniel de “neguinho” e “preto feio”.

Posteriormente, a mãe, Rosemary, ofendeu outra pessoa envolvida na confusão com ofensas homofóbicas. “Você não encosta em mim, você tem cara de v*#do”

O advogado de Daniel Nascimento, que gravou o vídeo do momento das ofensas e da confusão no supermercado, falou sobre a decisão:

“As consequências jurídicas incluirão pena de prisão e multa, demonstrando o compromisso das autoridades em combater esse crime e promover a igualdade racial”, disse o advogado Jonathan Melo.

O advogado das rés foi procurado, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1