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Operação Policial desmantela ponto de tráfico e apreende drogas em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Neste domingo (5) Policiais do 8º Batalhão em colaboração com a equipe do 6º Comando de Policiamento de Área (CPA) realizaram uma operação para combater o tráfico ilícito de drogas na Rua Francisco Aires, Campo Limpo, em Campos. Um homem foi preso.

As autoridades agiram após receberem informações sobre a presença de indivíduos ligados ao tráfico de drogas que estavam ameaçando os moradores da região. Além disso, havia relatos de que um ponto de venda de entorpecentes estava em funcionamento no local, com motocicletas suspeitas de serem roubadas. Adicionalmente, outra residência nas proximidades estaria sendo utilizada para armazenar materiais entorpecentes destinados à comercialização no primeiro ponto.

Ao chegarem à primeira residência, um membro da equipe policial avistou um indivíduo com um volume em sua cintura, que correu para os fundos da casa ao notar a presença das autoridades. As equipes cercaram a residência e, posteriormente, testemunharam o mesmo indivíduo retirando um saco transparente de sua cintura e o arremessando. Outro integrante da equipe visualizou uma mulher pulando o muro e a chamou até o portão da residência, onde ela permitiu a entrada dos policiais.

Durante a busca na propriedade, os agentes descobriram motocicletas desmontadas com números de motores adulterados e divergentes dos originais. Além disso, foi encontrado um frigorífico com carne em condições insalubres. Um saco transparente no telhado continha 52 pedras amareladas, aparentemente crack, e 48 papelotes de pó branco, supostamente cocaína.

Os indivíduos presentes no local incluíam um homem, a namorada dele, o irmão da namorada e o padrasto da namorada. Questionada sobre a origem das motocicletas, a mulher afirmou que eram do seu irmão. Quanto às drogas, ela alegou desconhecer a origem. Em relação ao frigorífico, afirmou ser de propriedade do padrasto e da sua mãe.

Em continuação da operação, parte da equipe se dirigiu a outra residência na Rua Benedito Ferreira Martins, onde foram recebidos por outro suspeito. Após informarem a denúncia, o homem permitiu a entrada dos agentes em sua residência. Durante a revista, dentro de um cômodo abandonado, foram encontradas três sacolas contendo 12 buchas de maconha, 13 pedras de crack, 15 pinos de cocaína e R$13,10 em espécie. O filho foi identificado como o proprietário dos materiais apreendidos.

Diante dos fatos, o primeiro suspeito foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde foi autuado no artigo 33 da Lei 11.343/06 e permaneceu sob custódia. Os demais envolvidos foram ouvidos e liberados, aguardando o desfecho da perícia das motocicletas e das carnes apreendidas.

Foto: Divulgação Polícia Militar

Sem luz em SP, moradores recorrem a shopping para carregar celular

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O temporal que atingiu São Paulo na tarde desta sexta (3) deixou cerca de 2,1 milhões de pessoas sem luz no estado. Na falta de energia, internet e água quente, moradores relatam que recorreram a shopping para carregar celular, ferveram água para tomar banho e foram em busca de gelo para não perder comida congelada.

A servidora pública Naiara Pirondi, 37, que vive em Itu, no interior de São Paulo, afirma que o temporal estragou telhas de sua casa. Ela conta que, sem energia e sem vela em casa, acabou indo dormir mais cedo. Neste sábado (4), sem luz, o jeito foi ler um livro.

Como continuou por horas sem energia, Naiara decidiu ir até um shopping para carregar o celular. Mas teve que ir atrás de um táxi, já que, sem bateria no celular, não conseguia pedir um carro por aplicativo. No caminho, parou em um supermercado para sacar dinheiro e pagar o motorista pela corrida. “Normalmente faço Pix, mas sem celular eu não teria como pagar”, diz.

No shopping, a servidora viu que não era a única em busca de uma tomada. Ela disse que conseguiu carregar o telefone e ficou no local por algumas horas enquanto tentava contato com o pai da filha que está viajando.

Nem todos, porém, tiveram a mesma sorte. A estudante de física Ana Luiza Bollini, 26, que vive no Butantã (zona oeste), disse que ficou sem luz na sexta e que procurou um café pelo bairro, mas todos estavam sem energia. Por isso decidiu ir até o shopping Eldorado, perto dali, em Pinheiros, mas não encontrou nenhuma tomada livre.

“Mesmo no shopping não encontrei tomada, as pessoas estão monopolizando”, disse. “Meu celular é o último de casa com um pouquinho de bateria.” Ela, que desistiu de tentar carregar o aparelho no shopping, disse que viu pessoas retirando enfeites de Natal das tomadas para conseguir carregar eletrônicos.

O bancário Breno Frazão, 28, que mora na Vila Mariana (zona sul), relatou que ficou quase 24 horas sem luz em casa. Com comida no congelador e medo de que tudo estragasse, Frazão diz que comprou gelo para dar sobrevida ao alimento.

Ele contou que o prédio em que mora tem gerador e por isso elevadores e tomadas de áreas comuns seguiram funcionando. Assim, ele conseguiu carregar os celulares de casa. Sem água quente, porém, a namorada ferveu água para tomar banho.

A tempestade que atingiu São Paulo teve rajadas de vento de mais de 100 km/h. Ao menos seis pessoas morreram no estado.

De acordo com a concessionária Enel, responsável pela distribuição de energia na capital e em mais 23 municípios da região metropolitana, a cidade de São Paulo foi a mais afetada pelo temporal, com 1,4 milhão de consumidores sem energia.

A empresa classificou a situação como excepcional e disse que desde 1995 não era observado um evento dessa magnitude. A prioridade, segundo a Enel, era restabelecer o fornecimento de energia em hospitais e escolas que receberam candidatos do Enem. Ao menos 84 escolas apresentam problemas devido ao temporal no estado.

Outro que comprou gelo para salvar a comida armazenada na geladeira foi o analista de dados Vinicius Braga, 35, morador do Ipiranga (zona sul). Pai de um bebê de um ano, ele conta que também comprou fósforo para esquentar a mamadeira do filho e ferveu água para dar banho no pequeno.

Sem luz, a mulher e o filho foram para a casa de uma parente. Vinicius, porém, teve que ficar em casa porque tinha um trabalho da pós-graduação para apresentar. Sem internet nem bateria no computador, fez o trabalho pelo celular, que está com sinal oscilando.

O treinador de esporte eletrônico, João Pedro Barbosa, 26, relatou situação parecida. Morador da Vila Leopoldina (zona oeste) –onde o temporal também derrubou diversas árvores– e com viagem marcada para o Rio de Janeiro, ele contou que teve que terminar de fazer a mala no escuro e precisou ir até a portaria do prédio para conseguir carregar o celular e chamar um Uber.

Como consequência, na Grande São Paulo o Corpo de Bombeiros registrou 46 desabamentos e mais de 1.300 chamados relacionados a queda de árvores, de acordo com o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Quase metade (528) era de ocorrências na capital.

Um temporal atingiu a cidade e deixou diversos pontos sem energia 

Caos pós-temporal expõe atraso de SP para lidar com eventos climáticos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O caos vivenciado em São Paulo desde a chuva da última sexta-feira (3), com duas mortes na capital paulista –sete em todo o estado–, dezenas de árvores caídas, 1 milhão de domicílios sem energia por mais de 48 horas e um rastro de destruição expõem apenas algumas das muitas falhas cometidas por gestores públicos frente aos já esperados eventos extremos provocados pelo aquecimento global.

Ações poderiam ter amenizado o impacto dos ventos de mais de 100 km/h de sexta na infraestrutura urbana, como o manejo adequado de árvores e o enterramento dos cabos de energia e comunicação. A ausência ou ineficiência de tais medidas reflete, porém, um problema sistêmico: a falta de adequação das principais leis urbanísticas ao contexto da emergência climática, segundo especialistas ouvidos pela Folha.

Existem três camadas legais que estruturam o desenvolvimento da cidade de São Paulo.

O Plano Diretor é a primeira delas, pois é o guia do chamado marco regulatório paulistano. Ele define a estratégia de crescimento da cidade por um período de 15 anos. É nesta lei que a prefeitura decide se pode estimular o mercado a construir mais moradias ou prédios comerciais em uma região da cidade.

O segundo nível é a Lei de Zoneamento, responsável por determinar o que pode ou não ser construído em cada quadra do município. Finalmente, está o Código de Obras e Edificações, para orientar como cada prédio pode contribuir com o bem-estar dos moradores da cidade.

A ausência de medidas que efetivamente ajustem a cidade à crise do clima, nos três níveis do marco regulatório, indicam que questão não tem sido priorizada, segundo a engenheira-civil Denise Duarte, que é professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e especialista em adaptação das cidades à mudança climática.

Pior do que isso, a revisão do Plano Diretor tratou apenas superficialmente do problema e a atual discussão da Lei de Zoneamento segue na mesma direção. “Isso definitivamente não foi colocado em pauta”, diz Duarte. “Tanto foi ignorado que chegou-se discutir a liberação do sombreamento da estação meteorológica”, comentou, destacando que uma das versões da proposta liberava a construção de prédios altos no entorno do Mirante de Santana, o que poderia inutilizar a principal estação de observação do clima da capital.

Ainda na gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), a prefeitura estabeleceu um Plano de Ação Climática, o PanClimaSP. O programa traça um planejamento de mitigação e adaptação a mudanças climáticas, para o período entre 2020 e 2050, pactuado com um grupo de 40 cidades ao redor do mundo.

Direções apontadas no PanClimaSP, como o aprimoramento do sistema de drenagem com soluções baseadas na natureza (mais áreas permeáveis, por exemplo), precisariam ser alinhadas com a revisão do Plano Diretor, o que não aconteceu, segundo a especialista.

Considerando que a privatização do sistema de distribuição elétrica se deu no âmbito federal, há pouco o que a prefeitura possa fazer quanto ao fornecimento. Mas ações mitigatórias para eventos climáticos dentro da legislação amenizariam transtornos provocados por cortes de energia, segundo a advogada especialista em regulação urbana, Mariana Chiesa. “Fala-se muito do que não é de responsabilidade da cidade, mas há muitas outras coisas a serem feitas”, diz.

O aproveitamento das superfícies de prédios para a geração de energia solar local, por exemplo, poderia ter sido amplamente estimulado pelo Plano Diretor para as novas construções. Afirmação com a qual Duarte concorda.

Elas dizem que a geração local poderia abastecer elevadores e até algumas poucas tomadas por andar ou apartamento, sem a necessidade de geradores de energia movidos a diesel, que são poluentes.

Eficiência energética é um dos pontos a serem discutidos no Código de Obras e Edificações, que deverá ser revisto ao final da discussão do zoneamento. Hoje, embora existam normas que tratem do tema, não há lei que obrigue construtores a diminuírem a dependência do ar-condicionado, segundo Duarte.

“A maior parte dos prédios comerciais são envidraçados e com janelas lacradas e precisariam ser evacuados se o ar-condicionado parasse de funcionar”, afirma Duarte. “Seria terrível se essa tempestade tivesse acontecido em um dia útil, em vez do feriado.”

O enterramento dos fios, porém, deve ser mantido na pauta da gestão pública e decisões impopulares, como a cobrança desse serviço também, afirma o economista Ciro Biderman, diretor FGV Cidades.

Com custo que pode passar dos R$ 10 milhões por quilômetro de cabeamento que sai dos postes e vai para debaixo das calçadas, a despesa teria de ser repassado para a conta de luz, diz Biderman. “A cobrança progressiva seria mais justa, e os maiores consumidores pagariam a maior parte.”

Renato Cymbalista, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, reforça que há falhas no planejamento, mas destaca que a resposta aos eventos precisa melhorar. “Quando eventos extremos ocorrem, há ferramentas, como a Defesa Civil, mas elas precisam ser fortalecidas.”

Em resposta às críticas, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que a Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas retomou em outubro as reuniões do PlanClimaSP.

A administração afirma que isso representa um passo inicial para planejar o monitoramento do PlanClimaSP e execução do relatório 2024, essencial para o engajamento do município no cumprimento de suas metas de mitigação e adaptação frente às mudanças climáticas.

Entre outras medidas mencionadas, a prefeitura informou que está em estudo a aquisição de energia solar do mercado privado e a implantação de uma fazenda solar na cidade.

Sobre a revisão do Plano Diretor, a gestão Nunes comentou que as diretrizes e objetivos da política ambiental resumem-se aos princípios norteadores do cuidado com o meio ambiente e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Disse, ainda, que a revisão está mais sintonizada com as questões de combate às mudanças climáticas, com a incorporação no texto às diretrizes e princípios do Pacto Global das Nações Unidas e seus objetivos de desenvolvimento sustentável.

Temporal deixou 1 milhão de domicílios sem energia por mais de 48 horas e um rastro de destruição… 

Polícia Civil prende homem em flagrante por agressão à companheira em Campos

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Foto: Divulgação DEAM

Policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos dos Goytacazes, sob a coordenação da delegada titular Madeleine Dykeman, efetuaram a prisão em flagrante de um homem identificado pelas iniciais PCSL, de 56 anos, por crime de lesão corporal contra sua companheira.

Segundo os relatos, no início da noite de domingo (5), os inspetores da DEAM, prenderam em flagrante delito o acusado PCSL, após ele agredir sua companheira, ERTR, de 43 anos, na residência do casal no Bairro Parque Aldeia, nas Casas Populares. O acusado não ofereceu resistência à prisão.

A vítima, dona de casa e companheira do suspeito há cerca de 19 anos, já havia registrado ocorrências contra o autor no passado, mas reatou o relacionamento. No entanto, na tarde do mesmo dia, por volta das 17 horas, o casal se desentendeu, resultando em uma agressão por parte do autor, que desferiu um soco no olho esquerdo da vítima e apertou seu pescoço, deixando marcas visíveis.

A vítima procurou auxílio na DEAM, onde relatou o ocorrido e prestou depoimento. Enquanto isso, os policiais se dirigiram ao local da agressão e conseguiram localizar o agressor em um bar próximo.

Após o ocorrido, a vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde realizou exame de corpo de delito, enquanto o autor foi conduzido à DEAM. A vítima solicitou medidas protetivas de urgência (MPU’s) de acordo com a Lei 11.340/06.

Primeiro dia do Enem 2023 teve abstenção de 28,1% e 4.293 eliminados

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BRASÍLIA, SP (FOLHAPRESS) – O primeiro dia do Enem 2023, realizado neste domingo (5), teve uma abstenção de 28,1%, índice dentro do histórico do exame. Eram esperados 3,9 milhões de inscritos. No ano passado, a taxa de faltosos no primeiro dia foi de 28,3%, segundo dados consolidados pelo governo.

Os dados foram divulgados em entrevista com o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e pelo presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Manuel Palácios.

Neste domingo, os candidatos fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e a redação. O tema proposto para o texto foi “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.

Segundo o ministro da Educação, foram eliminados 4.293 inscritos. São casos de participantes que portavam equipamentos eletrônicos, utilizaram impressos ou desobedeceram orientações dos aplicadores.

O Inep acionou a Polícia Federal para investigar imagens da prova que circularam na internet antes do fim da prova. O governo descarta o vazamento da prova e afirma que as fotos foram disseminadas após o fechamento dos portões.

O ministro disse que a PF investiga dois casos, em Pernambuco e no Distrito Federal.

“A Polícia Federal já está investigando os fatos. Fizeram duas diligências, uma em Pernambuco, onde um proprietário de [um veículo de] conteúdo digital divulgou essa imagem. E outra diligência no Distrito Federal. Polícia está engajada para fazer a investigação”, disse Santana.

Santana disse que apenas 25 locais de prova ficaram sem energia e somente três escolas não tiveram aplicação, em Santa Catarina, por causa de chuvas.
O balanço do Enem indica que 905 inscritos não fizeram a prova por problemas de logística.

A prova continua no próximo domingo (12). Será a vez de questões de ciências humanas e ciências da natureza.

Esta é a primeira edição sob o novo governo Lula (PT). A realização deste ano tem sido marcada por chuvas pelo Brasil, como em São Paulo e Paraná, que derrubou a energia de muitos locais, incluindo escolas onde a aplicação é prevista.

Também houve erros na alocação de cerca de 50 mil candidatos a mais de 30 km de casa –o que fere as regras do exame.

O governo indicou que, nos dois casos, inscritos prejudicados e que não consigam fazer a prova podem submeter pedidos para a reaplicação, que ocorre em dezembro. O Inep vai analisar os pedidos e cruzar dados para confirmar o direito à reaplicação.

Durante o governo Jair Bolsonaro (PL), o exame viveu um processo de desidratação, ao mesmo tempo em que foi alvo de tentativas de interferência ideológica em seu conteúdo.

A nova gestão petista tenta revalorizar o Enem. Os 3,9 milhões de inscritos deste ano significou um salto de 13% no número de inscritos com relação a 2022.

As questões do primeiro dia do Enem voltaram a abordar conteúdos sobre o período da ditadura militar no Brasil. O Enem ficou três anos sem trazer questões sobre esse período da história do país, durante o governo Bolsonaro.

O presidente Luiz Lula Inácio Lula da Silva compartilhou no sábado (4) vídeo em que deseja boa sorte aos candidatos e visitou o Inep neste domingo. Lula disse ter tido a garantia do Ministério das Minas e Energia para a garantia de energia em todos os locais de prova de São Paulo.

O exame é uma das principais portas de entrada no ensino superior por meio da plataforma Sisu (Sistema de Seleção Unificada), além de ser usado para ter acesso ao Fies (Financiamento Estudantil) e ao Prouni (Programa Universidade para Todos).

No ano passado, a taxa de faltosos no primeiro dia foi de 28,3%, segundo dados consolidados pelo gov… 

Guerra deixa milhares de palestinos sem emprego em Israel

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CISJORDÂNIA E ISRAEL (FOLHAPRESS) – Desde o início da guerra Israel-Hamas, Isa Zeita, 36, só fuma, joga cartas e toma café em um tradicional ponto de encontro de trabalhadores da construção civil de um vilarejo próximo a Ramallah, na Cisjordânia. Ali ele passa os dias esperando uma ligação, uma mensagem de WhatsApp, uma informação qualquer sobre quando voltará a trabalhar.

“Naquele dia eles me ligaram a noite dizendo que não era para eu ir ao trabalho no dia seguinte, que tudo ia parar”, conta Zeita, em referência ao 7 de Outubro, o sábado em que o conflito estourou. “Liguei para meu patrão na segunda-feira, mas ele disse que não sabia quando íamos voltar a trabalhar. Desde então, ele não atende mais minhas ligações.”

Zeita, pai de quatro filhos pequenos, é um dos quase 100 mil trabalhadores palestinos que trabalhavam na construção civil em Israel até o massacre perpetrado pelo Hamas que deixou cerca de 1.400 mortos. Desde aquele dia, o governo de Binyamin Netanyahu suspendeu as permissões de trabalho para palestinos que vivem na Cisjordânia e em Gaza. Ao todo, o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) estima que cerca de 140 mil pessoas estão sem trabalhar em decorrência da medida.

“Estou há quase um mês sem conseguir fazer um único centavo”, diz Zeita. “As coisas estão começando a ficar muito complicadas.”

Ele e os outros trabalhadores que passam o dia jogando cartas não estão conseguindo nem mesmo comprar o café que tomam. “Eles estão todos desempregados, o que eu posso fazer? Um dia eles me pagam”, diz Samir Saad, 70, dono do modesto café onde os agora desempregados se reúnem. “Trabalho aqui há mais de 30 anos, nunca vi uma situação assim, nem na Segunda Intifada.”

Os trabalhadores palestinos respondem por mais de 60% da mão de obra que atua no serviço mais pesado da construção civil. Os 40% restantes são trabalhadores do Leste Europeu, do Sudeste Asiático e até mesmo do extremo Oriente, como a China. Israelenses geralmente se recusam a trabalhar em postos de baixa qualificação.

“Estamos num momento muito complicado no setor. Não temos os trabalhadores necessários para que as obras sigam; de uma hora para a outra perdemos dezenas de milhares de operários”, diz Haim Feiglin, 70, vice-presidente da Associação das empresas de Construção Civil de Israel. “Nós não conseguimos ver a possibilidade de voltar a trabalhar com os palestinos nos próximos anos. Simplesmente não há mais espaço para isso depois do que aconteceu.”

Feiglin diz que o setor de construção está pressionando o governo de Israel para que libere até 100 mil vistos de trabalho, de modo que as empresas possam trazer operários de outros países para substituir os palestinos. “Nós estamos negociando com a Índia para que possamos já nesse primeiro momento contratar entre 50 mil e 100 mil operários. Não podemos ficar na situação em que estamos”, diz Feiglin.

Nem todos os operários se foram. Chineses e árabes-israelenses que têm a cidadania do país seguem trabalhando. “Em alguns lugares há alguma atividade, mas em muitos pontos, como aqui, os prefeitos decidiram proibir qualquer atividade na construção até que possamos trazer estrangeiros e garantir que não teremos palestinos. É uma decisão política”, acrescenta Feiglin.

Foi o que aconteceu em Ramat Gan, uma cidade ao lado de Tel Aviv. Ali a prefeitura suspendeu todas as atividades ligadas à construção. “As pessoas estão assustadas, apavoradas, não podem nem ao mesmo ouvir alguém falar em árabe e estão pressionando os governos locais”, conta o líder setorial.

A empresa de Feiglin está construindo três edifícios, com 180 apartamentos, vendidos por cerca de US$ 1 milhão cada um. Nos arredores das obras, vizinhos se dizem aliviados com a suspensão das atividades. “Acabou, não há mais espaço para eles aqui. Teremos que trazer pessoas de outros lugares. Não há mais como termos palestinos entre nós”, afirma Avi, 65, que não quis dizer o sobrenome à reportagem.

Como muitos outros, ele descarta a possibilidade de haver qualquer coexistência com os palestinos, mesmo com aqueles que vivem na Cisjordânia. “Agora temos que achar pessoas que queiram vir aqui para trabalhar, que não queiram casar, viver, ter uma vida aqui. Temos que achar quem entenda que isso é trabalho.”

A decisão do governo israelense em suspender o visto de trabalho dos palestinos deve provocar impactos devastadores na economia da Cisjordânia. “É uma tragédia. Nossa capacidade de consumo deve cair quase 50%; os salários pagos em Israel eram parte extremamente importante no PIB”, diz Samir Huleileh, economista e ex-secretário do gabinete do primeiro-ministro da ANP.

Huleileh estima que com o fim da possibilidade de trabalho em Israel, a taxa de desemprego na Cisjordânia possa chegar a níveis similares aos de Gaza antes de a guerra começar. Em 2022, a estimativa era de que quase 45% da população economicamente ativa de Gaza estava desempregada. “Isso só vai tornar as coisas mais difíceis. Vai trazer mais pobreza, mais reações violentas. Eu realmente espero que o governo de Israel reveja essa posição.”

Além dos operários da Cisjordânia que perderam o direito ao trabalho, outros 10 mil trabalhadores de Gaza também ficaram sem emprego. Cerca de mil deles estavam em Israel quando os ataques aconteceram e agora estão abrigados em alojamentos em diferentes cidades da Cisjordânia, sem emprego e sem a possibilidade de retornar para suas famílias em Gaza

No pequeno café em que Isa Zeita passa seus dias nos arredores de Ramallah há um misto de desespero e resignação. Muitos não sabem como vão conseguir dinheiro para sustentar suas famílias com a súbita perda do trabalho. Mas, de alguma forma, parecem aceitar a ideia de que as coisas agora são diferentes de outras crises do passado.

“O que podemos fazer? Só Deus sabe o futuro que nos está reservado. Vamos esperar”, diz Zeita.

Corpo carbonizado é encontrado às margens de estrada em Campos

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Foto: Reprodução

No final da tarde deste domingo (5), um corpo de um homem, cuja identificação não foi revelada, foi encontrado carbonizado às margens da estrada na localidade de Rio Preto, em Campos.

De acordo com informações da Polícia Militar, moradores foram os responsáveis por encontrar o corpo e imediatamente acionaram as autoridades. No local, os agentes confirmaram o caso.

Conforme relatos da PM, a vítima supostamente esteve envolvida em uma briga em um bar no Morro do Gambá na última sexta-feira, dia 03, e desde então, encontrava-se desaparecida.

O corpo do homem foi transferido para o Instituto Médico Legal de Campos, enquanto a ocorrência foi registrada na 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde seguirá em processo de investigação.

Imagens raras mostram ‘diabo negro do mar’ nas Ilhas Galápagos

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Os investigadores de uma expedição que está mapeando os corais verticais das Ilhas Galápagos, no Equador, filmaram, no dia 9 de outubro, um goosefish (Lophiiddae) percorrendo o fundo do mar.

O vídeo, gravado a 373 metros de profundidade, mostra o animal, conhecido por ‘diabo negro do mar’ passeando no fundo do mar como se as suas barbatanas fossem pés.

Os goosefishes são uma das espécies de tamboril que pode ser encontrada não só no Oceano Pacífico como no Ártico, Atlântico e Índico. Estes peixes tendem a habitar em fundos arenosos e lamacentos e possuem um aspecto assustador, daí serem chamados de diabos. Têm uma cabeça grande e uma boca enorme repleta de dentes longos, afiados e encurvados. A barbatana dorsal, tal como nos restantes tamboris, têm uma espinha ‘luminosa’ que é usada para atrair presas e afugentar predadores.

Por estarem a uma profundidade tão grande, raramente são filmados e muito menos ‘caminhando’ no fundo do oceano, o que dá a estas imagens ainda mais valor.

A expedição é dirigida pelo Schmidt Ocean Institute em colaboração com o Parque Nacional das Galápagos e com a Fundação Charles Darwin.

Britânico volta a ser preso após cometer o 518.º crime

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Um homem de 43 anos do País de Gales, que o próprio advogado disse que tem “a maior lista de antecedentes criminais de todos os tempos”, voltou a ser preso após cometer o 518.º crime.

De acordo com o Daily Record, Andrew Davies é (novamente) suspeito de diversos furtos, desta vez, a um restaurante e a lojas de material desportivo.

O promotor Nicholas Evans disse ao Tribunal de Magistrados de Cardiff que o homem foi flagrado por um circuito de câmeras, que mostrou que Davies pegou três garrafas de vodca de cerca de R$ 180 do bar. Da loja de esportes, pegou roupas (que somam a quantia de R$ 3 mil) e fugiu.

Preso, o homem foi apresentado perante a Justiça, que o condenou a uma pena de 10 meses de prisão e multa de R$ 850, além de prestar serviços de apoio às lojas que efetuou os roubos.
 

Quase 4 milhões de candidatos fazem hoje primeiras provas do Enem

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A busca de uma vaga na universidade pública, a expectativa de ingressar em um novo curso e a retomada dos estudos estão entre as expectativas dos 3,9 milhões de candidatos que fazem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 neste domingo (5). A avaliação tem duração de cinco horas e 30 minutos para as provas de linguagens e ciências humanas, além da redação.

Os portões dos locais de provas abriram às 12h, no horário de Brasília, e fecharão logo mais, pontualmente, às 13h. Após este horário, os candidatos atrasados serão impedidos de realizar a prova.

Victória Roberta Monteiro Viana, de 19 anos, foi a segunda candidata a chegar ao Centro Universitário de Brasília (Uniceub), instituição de ensino superior particular, em Brasília, para fazer as provas deste domingo. É a terceira vez dela. “Terminei o ensino médio no ano passado e estou persistindo para aumentar a minha nota. Eu quero uma vaga em medicina na UnB [Universidade de Brasília]”, conta.

Mas ela reconhece que não se preparou muito bem. “Eu vim sabendo que minha preparação não foi exatamente a melhor. Não tive tempo suficiente para me preparar e também não tenho recursos suficientes, não tenho acesso a cursinhos. Vim de escola pública”, relata a jovem. Ela fez questão de chegar cedo. “Perder a hora ainda seria muito ruim. Sempre prefiro me antecipar.”

Neste primeiro dia de provas, os inscritos devem se deslocar ao local do exame, identificado no Cartão de Confirmação da Inscrição, disponível na Página do Participante, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), organizador do Enem. Apesar de não ser obrigatório, o Inep aconselha levá-lo, para facilitar a identificação do local e da sala onde o candidato fará as provas.

A candidata Maria de Fátima da Silva, de 62, moradora da cidade de Planaltinha, chegou às 10h20 ao local em que fará a prova. É o segundo Enem da vida dela. Maria de Fátima tem razões de sobra para continuar estudando após se aposentar. “Primeiro, porque eu gosto muito de estudar. Em segundo lugar, porque é uma maneira de os meus neurônios não pararem de funcionar. E, por fim, preciso estudar para realizar meus sonhos de infância. E agora eu parei de trabalhar, estou livre, para fazer uma faculdade de ciência políticas.”

O estudante Luiz Felipe da Silva Nogueira Lopes, de 20 anos, faz o Enem pela primeira vez. O jovem chegou à unidade de ensino onde prestará o exame às 9h40, trazido pelo pai, o irmão, o primo e a cunhada que vieram para acalmá-lo. Luiz Felipe disse, mesmo preparado, estar bem nervoso. “Acredito que vai ser uma prova complicada, mas, que não vai ser impossível. E para a redação acho que será um tema rural, como produção agrícola do Brasil. Eu treinei para redigir as redações. Na escola, me preparei com as aulas extras, no turno contrário.”

O pai do Luiz Felipe, o funcionário público Inácio Macedo da Costa da Silva, preferiu trazer o filho a deixá-lo vir de transporte público. “Como a gente mora longe e ele não conhece direito por aqui, eu tive que vir para ensinar para ele.” O pai está confiante no desempenho do filho. “O coração do pai está um pouco acelerado, mas confiante na capacidade dele, porque ele é um bom aluno. Acredito que vai dar tudo certo. Depois da prova, ele se vira. Já ensinei onde ele pega o ônibus de volta”, diz o pai que tem o ensino fundamental completo.

Já o estudante do 2° ano do ensino médio João Pedro Muniz, de 17 anos, veio na condição de treineiro pela segunda vez. Ele chegou cedo porque mora a 80 quilômetros do local da prova, em Formosa (GO). “Vim cedo pra dispersar um pouco meu nervosismo. E, como treineiro, acho que eu vou ter mais consciência sobre o que esperar do Enem, terei uma base maior para saber o que estudar e vou ter uma tranquilidade maior pra fazer a prova, quando for para valer.”

A movimentação no final da manhã também foi grande na Universidade Veiga de Almeida, na zona norte do Rio de Janeiro. Kayenne Ferreira Leite saiu cedo do Recreio dos Bandeirantes para fazer prova. Ela sonha com uma vaga na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Eu estudei por videoaulas do YouTube, repertório Enem e também estudei muito por sites que ofereciam repertórios prontos das matérias. Estudei realmente o que eu tenho dificuldade: matemática e física. A redação não é uma dificuldade, mas eu também foquei um pouco, porque é uma área que vai garantir muitos pontos, se você for boa nela.”

O candidato Aloizio Aguiar saiu do Irajá e não teve dificuldades com o transporte público para chegar à Tijuca. “Fim de semana é mais tranquilo”, contou. Ele é corretor de imóveis, já cursa graduação em história na Universidade Estácio de Sá e conta que faz as provas todos os anos para verificar o nível do exame. “Estou pretendendo entrar em direito, mas só quando me formar em história”, relatou à Agência Brasil.

A estudante Mariana da Silva Andrade chegou ao local de prova, na Tijuca, pouco antes das 10h. Ela já cursa enfermagem na Universidade Estácio de Sá e conta estar nervosa para a prova. “Minha expectativa é boa, mas estou bem ansiosa. Quero tirar um notão, uma supernota pra poder trocar de curso. Quero fazer medicina.”

O Enem é considerado a principal porta de entrada para instituições de ensino superior nacionais e em Portugal e ocorre nas 27 unidades da federação, em dois domingos consecutivos (5 e 12 de novembro). O resultado do Enem é usado para ingresso nas universidades públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou para bolsas em universidades privadas pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni). O exame também é usado para acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação (MEC). Este é o programa do governo que financia mensalidades  em instituições privadas.

A maior parte dos candidatos do Enem (mais de 1,8 milhão) já concluiu o ensino médio (48,2%), enquanto 1,4 milhão de inscritos devem concluir o segmento em 2023 (35,6%). Há ainda os alunos que ainda não concluíram o ensino médio e participam como treineiros, com o objetivo de testar conhecimentos.

A avaliação tem duração de cinco horas e 30 minutos para as provas de linguagens e ciências humanas,… 

Locutor de rádio é morto a tiros durante transmissão ao vivo

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Um locutor de uma rádio das Filipinas foi morto a tiros durante uma transmissão ao vivo, que estava a sendo transmitida na rede social Facebook, este domingo, na cidade de Calamba.

O ataque foi testemunhado por quem estava assistindo à transmissão da estação 94.7 Gold FM Calamba, que era transmitida a partir da residência do jornalista Juan Jumalon, de 57 anos, noticiou a Associated Press.

O mesmo meio informou que o homem, mais conhecido como ‘DJ Johnny Walker’, foi alvejado duas vezes, tendo sido declarado como morto a caminho do hospital.

O crime, que foi levado a cabo por um indivíduo que fingiu ser um fã do programa, ficou registrado em vídeo, tendo o homem roubado o colar de ouro de Jumalon antes de abandonar o local com um acompanhante, que o aguardava num motociclo, estacionado no exterior da residência.

O presidente Ferdinand Marcos Jr. condenou o assassinato do jornalista, tendo apelado às autoridades para que encontrem o responsável.

Está em curso uma investigação para determinar se o homicídio se deveu a questões laborais.

Vale destacar que este é considerado um dos países mais perigosos do mundo para os jornalistas. De acordo com órgãos locais, Jumalon é o quarto jornalista morto desde que o presidente ocupou o cargo, em junho de 2022, e o 199.º desde 1986.

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Tripulante de embarcação que naufragou é o sétimo morto na tempestade em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Defesa Civil de São Paulo confirmou a sétima morte causada pelo temporal que atingiu o estado na sexta-feira (3). Trata-se do tripulante de 58 anos de uma pequena embarcação que naufragou durante a chuva em Ilhabela, litoral paulista.

Outros dois tripulantes foram resgatados com vida e levados do pronto socorro de Ilhabela com hiportermia. Os náufragos foram encontrados por volta das 10h deste sábado (4).

Os ventos passaram de 150 km/h em Santos, no litoral paulista, segundo dados da Praticagem de São Paulo. Algumas regiões do estado completaram mais de 22 horas sem energia elétrica. A capital paulista e cidades do interior amanheceram com dezenas de árvores caídas nas ruas.OS

MORTOS DA CHUVA EM SP
São Paulo: duas pessoas morreram devido a queda de árvore
Osasco: queda de árvore
Limeira: desabamento de um muro
Santo André: queda de uma parede de um prédio
Suzano: queda de árvore
Ilhabela: tripulante de embarcação que naufragouNa zona leste paulistana, duas pessoas morreram depois de serem atingidas por árvores. Em Limeira (a 151 km da capital), um muro atingiu uma vítima.

Em Osasco, na avenida Luiz Rink, duas árvores caíram em cima de um muro, que, por sua vez, destruiu um veículo. Felipe Lima Ribeiro do Nascimento, 21 anos, passava pelo local no momento e foi atingido.

O jovem desembarcou do ônibus e tinha uma caminhada de cinco minutos até em casa. O avô, João Bosco do Nascimento, achou que a demora do rapaz para voltar para a casa era em decorrência da chuva. Ele define o neto como uma pessoa boa. Ao descobrir da morte do jovem, a família ficou em choque e apenas o avô conseguiu comparecer no local.

Em Santo André, uma parede também cedeu e acertou duas pessoas. Uma delas morreu. Outra morte, segundo a Defesa Civil, ocorreu em Limeira, após o desabamento de um muro.

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Outros dois tripulantes foram resgatados com vida e levados do pronto socorro de Ilhabela com hiport… 

Policiais resgatam cão cego de lago gelado em Nova Iorque; vídeo

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Um cão cego foi resgatado das águas geladas de um lago em Nova Iorque, Estados Unidos, por dois policiais municipais.

De acordo com o departamento de Polícia de Nova Iorque, na rede social Facebook, na semana passada, os policiais Branden Williams e Marc Esposito responderam a um alerta dado para o serviço de emergência sobre um cão em perigo de se afogar no lago do Baisley Pond Park, no condado de Queens.

À chegada ao local, as autoridades descobriram que o animal cego de raça border collie, chamado Sparky, de oito anos, estava preso entre algumas plantas na água.

Imagens da câmara corporal de um dos agentes mostram os policiais entrando na água e retirando Sparky, levando-o, de seguida, para um local seguro.

“Os policiais entraram no lago e conseguiram retirar o cão, que mais tarde foi levado a um veterinário local, onde se reuniu com seu dono”, revelou um porta-voz da polícia de Nova Iorque, à Newsweek.

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Sem apostas vencedoras, prêmio da Mega-Sena acumula em R$ 9 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 2.652 da Mega-Sena, sorteadas na noite deste sábado (4) no Espaço da Sorte, em São Paulo. Os números sorteados são: 13 – 23 – 26 – 29 – 45 e 59.

Como nenhuma aposta acertou a seis dezenas, o prêmio para o próximo concurso está acumulado em R$ 9 milhões. O sorteio será na próxima terça-feira (7).

A quina teve 76 apostas vencedoras. Cada uma vai receber R$ 28.805,98.

Segundo a Caixa, 4.089 apostas acertaram quatro números sorteados e vão ganhar R$ 764,85, cada uma.

Os números sorteados são: 13 – 23 – 26 – 29 – 45 e 59. 

Rússia tem 1º sucesso na ‘supersemana’ de mísseis nucleares

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IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Rússia fez o primeiro lançamento de um míssil nuclear desarmado de seu mais novo submarino, o Imperador Alexandre 3º, neste domingo (5). O teste ocorreu no mar Branco, no Ártico, e o projetil atingiu um alvo 5.500 km distante, na península de Kamtchatka (Extremo Oriente russo).

Foi o primeiro teste bem-sucedido naquela que pode ser chamada de a “supersemana dos mísseis nucleares”, quando 4 das 5 potências atômicas com assento no Conselho de Segurança da ONU planejaram testes de suas principais armas.
Na quarta (1º), os EUA fracassaram ao lançar um míssil Minuteman-3, o seu modelo disparado de silos terrestres, da base de Vandenberg, na Califórnia. O modelo teve uma falha no sistema de guiagem e teve de ser destruído sobre o oceano Pacífico, no mais recente problema em lançamentos –um foi abortado em 2022 e dois tiveram de ser destruídos no ar, em 2018 e 2011.

Houve um constrangimento adicional. O lançamento foi acompanhado por uma delegação da Coreia do Sul, país que assinou acordo de compartilhamento de informações nucleares com os EUA para intimidar o Norte comunista da península dividida há 70 anos.

O Minuteman-3 seria uma arma a ser empregada num ataque teórico a Pyongyang. “Será que Seul está menos segura sobre a proteção ofereceida pelos EUA?”, questionou no X (ex-Twitter) Hans Kristensen, especialista nuclear da FAS (Federação dos Cientistas Americanos).

Desde que o acordo foi assinado, um submarino com mísseis nucleares e um bombardeiro estratégico com capacidade de levar ogivas atômicas B-52 visitaram a Coreia do Sul. O Norte, que ameaça Seul com suas armas nucleares de forma constante, considerou o movimento uma escalada rumo à guerra.

Antes do sucesso do teste deste domingo, contudo, os russos cancelaram um novo teste de seu mais recente míssil intercontinental pesado, o Sarmat, uma das “armas invencíveis” lançadas por Vladimir Putin em 2018. Ele já havia sido lançado com sucesso neste ano, mas o cancelamento indica algum tipo de falha não divulgado.

Ainda neste domingo deverá haver um teste, esse com muito menos detalhes, realizado pela China. O país é opaco acerca de seus lançamentos, causando especulações –os americanos e russos, até para evitar mal-entendidos, divulgam mutuamente detalhes de testes.

Por fim, a França deverá lançar no Atlântico um míssil nuclear de um de seus submarinos de propulsão atômica na quarta (8). Faltou só o Reino Unido, dos “cinco grandes”. As outras potências nucleares do mundo, sem assento no Conselho de Segurança, são Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte.

O teste russo é simbólico. O Imperador Alexandre 3º é o sétimo e mais recente submarino da classe Borei (vento ártico), e será a base da força nuclear nesse tipo de embarcação nas próximas décadas. Três estão em construção e outros dois, nos planos. São modelos de propulsão nuclear.

Ele carrega até 16 mísseis Bulava, o mesmo lançado neste domingo, cada um capaz de levar seis ogivas nucleares de até 150 quilotons cada a até 8.000 km de distância. Ou seja, em um único salvo com toda sua carga, ele pode despejar o equivalente a 960 explosões da bomba de Hiroshima, o primeiro artefato atômico usado em guerra, em 1945.

A movimentação ocorre em meio a uma degradação brutal do ambiente de segurança mundial, com as guerras na Ucrânia e em Israel em curso, e com os donos dos principais arsenais nucleares do planeta, Rússia e EUA, no pior ponto da história recente.

“As relações estão em zero, ou diria abaixo de zero”, disse neste domingo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Na semana passada, o presidente Vladimir Putin ratificou a saída do seu país do tratado que bania todos os testes nucleares, na prática abrindo a possibilidade para um ensaio subterrâneo –explosões atmosféricas, submarinas ou no espaço seguem proibidas.
A alegação foi que os EUA nunca ratificaram o acordo de 1996 que bania todos os testes, sendo signatários apenas de 1963, que permitia os subterrâneos. Os últimos testes nucleares de ambos os países ocorreram nos anos 1990.

No começo do ano, Putin congelou a participação russa no último acordo de controle de mísseis com ogivas estratégicas, aqueles mais potentes destinadas a destruir cidades e encerrar guerras, o Novo Start. Os EUA já haviam deixado dois outros tratados desenhados para evitar o risco de um confronto atômico, e desenvolveram novas armas táticas, de uso limitado, sugerindo que poderiam empregá-las.

Há duas semanas, tanto a Otan [aliança militar ocidental] quanto a Rússia fizeram suas simulações anuais de ataques nucleares uns contra os outros, e os EUA divulgaram querer desenvolver uma nova bomba atômica tática.

Nem tudo, porém, é má notícia: EUA e China concordaram na semana passada, pela primeira vez desde 2016, em retomar as negociações para monitoramento mútuo de seus arsenais nucleares. Moscou e Washington detêm 90% das bombas do tipo do mundo, mas Pequim vem expandindo sua força, ocupando o terceiro lugar com 320 ogivas, segundo a FAS.

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Primeiro dia de provas do Enem ocorre neste domingo; saiba o que levar

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CLAUDINEI QUEIROZ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Neste domingo (5) será realizado o primeiro dia de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2023, para o qual se inscreveram mais de 3,9 milhões de estudantes em todo o país.

O exame é uma das principais portas de entrada no ensino superior por meio da plataforma Sisu (Sistema de Seleção Unificada), além de ser usado para ter acesso ao Fies (Financiamento Estudantil) e ao Prouni (Programa Universidade para Todos). Suas notas também são usadas nos processos seletivos de instituições públicas e privadas Brasil afora.

Por sua importância, todos os participantes precisam se atentar às exigências e aos horários para que consigam realizar as provas sem problemas e se concentrem apenas nas questões.
Nesse primeiro dia serão aplicadas a prova de Redação e 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira –Inglês ou Espanhol–, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação), além de outras 45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia).

Na redação, o candidato deverá redigir um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política.

ChatGPT, etarismo e clima: veja possíveis temas da redação do Enem 2023 Neste ano, cerca de 50 mil inscritos no Enem que foram alocados em locais a mais de 30 km das suas casas terão a oportunidade de fazer as provas em outra data, nos dias 12 e 13 de dezembro. Esses inscritos prejudicados deverão submeter seus pedidos para a análise página do participante, onde haverá uma aba específica para isso. O sistema receberá as informações no período de 13 a 17 de novembro.
Veja, abaixo, as principais informações para o primeiro dia de prova.
QUAL É O HORÁRIO DA PROVA?
Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, com o início da prova às 13h30 (horários de Brasília).
QUAL É O TEMPO DE PROVA?
Neste primeiro domingo, a prova será das 13h30 às 19h (20h para participantes com tempo adicional e 21h para aqueles que farão a videoprova em libras).
Serão corrigidas somente as redações transcritas para a folha de redação e as respostas efetivamente marcadas no cartão-resposta, sem emendas ou rasuras.
QUAL DOCUMENTO PRECISO LEVAR?
Nos dias de provas serão aceitos documentos de identificação originais e com foto. A novidade este ano é que o Inep aceitará os documentos digitais e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital e RG Digital, desde que apresentados nos respectivos aplicativos oficiais. Capturas de telas não serão aceitas.
São documentos impressos válidos:
– Cédulas de Identidade expedidas por secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal
– Identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive refugiados
– Carteira de Registro Nacional Migratório; Documento Provisório de Registro Nacional Migratório
– Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenha validade como documento de identidade
– Passaporte; Carteira Nacional de Habilitação.
O QUE LEVAR NO DIA DA PROVA?
– Caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente
– Documento de identificação válido (físico ou digital)
– Cartão de confirmação de inscrição
– Declaração de comparecimento impressa (caso precise justificar sua presença no exame).
O QUE NÃO PODE LEVAR NO DIA DAS PROVAS?
Será eliminado o participante que portar qualquer um dos itens a seguir fora do envelope porta-objetos fornecido pelo aplicador, ao ingressar na sala de provas:
– Declaração de comparecimento impressa
– Óculos escuros e artigos de chapelaria, como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares
– Caneta de material não transparente, lápis, lapiseira, borrachas, réguas, corretivos; Livros, manuais, impressos e anotações
– Protetor auricular; Relógio de qualquer tipo
– Quaisquer dispositivos eletrônicos, como telefones celulares, smartphones, tablets, wearable tech, máquinas calculadoras, agendas eletrônicas e/ou similares, ipods, gravadores, pen drive, mp3 e/ou similar
– Alarmes, chaves com alarme ou com qualquer outro componente eletrônico
– Fones de ouvido e/ou qualquer transmissor, gravador e/ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens
– Bebidas alcoólicas
– Drogas ilícitas ou cigarros e outros derivados do tabaco
– Quaisquer outros materiais estranhos à realização da prova.

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O exame é uma das principais portas de entrada no ensino superior por meio da plataforma Sisu (Siste… 

Ciclone no Sul e frente fria provocaram temporal com rajadas de vento de até 100 km/h em SP

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ANA BOTTALLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As fortes chuvas com rajadas de vento de 100 km/h que atingiram São Paulo na última sexta (3) foram provocadas, em parte, por um ciclone extratropical que vinha se formando no continente, no Sul do país, e que no sábado (4) já seguia em direção ao oceano Atlântico.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a massa de ar frio se encontrou com outra, de ar mais quente, provocando a tempestade. Em todo o estado, 3,7 milhões ficaram sem energia elétrica por causa do temporal.

Embora tempestades sejam comuns na região Sudeste nesta época do ano, as fortes rajadas de vento são menos frequentes, afirma Deise Moraes, meteorologista do Inmet.

“Havia um aviso de alerta para um sistema frontal [encontro de massas], que se formou por causa de uma frente fria na região Sul e também por causa do ciclone extratropical, que se afastou para o oceano e deixou a ventania no continente. Por isso, atingiu o estado de São Paulo”, disse Moraes.
Segundo a meteorologista, a massa de ar quente estacionada sobre São Paulo na sexta-feira aumentou a instabilidade do sistema, intensificando o vento e provocando chuva com trovoadas.

A instabilidade mencionada por Moraes se deve ao choque entre a massa de ar frio, que estava em passagem pelo Sul, e o ar quente acumulado dos últimos dias.

“É como se você adicionasse ar mais quente dos dias anteriores em cima da massa de ar frio que se aproximava juntamente com a formação de uma baixa pressão no sistema frontal, que já estava previsto, provocando chuva intensa”, diz.
Mesma explicação faz o técnico de meteorologia Adilson Nazário, do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo.

“O complicador maior foram as rajadas de vento excessivas, pois o acumulado de chuva foi baixo, algo em torno de 12 mm. O problema mesmo foi a velocidade dos ventos, acima de 77 km/h, chegando a 94 km/h na região norte de São Paulo [Tucuruvi] e a 104 km/h na região do aeroporto [de Congonhas]”, afirma o técnico.

O ciclone, acrescenta Nazário, teve pouca influência na instabilidade vista em São Paulo na sexta.
“Ele se formou mais ou menos na mesma hora [que começou a tempestade]. O que houve foi próprio da área de baixa pressão, que chamamos de área de instabilidade, porque o ciclone não avançou para dentro do continente, ele está se afastando. E como havia um acumulado de ar quente, chegando a 31ºC, foi como adicionar gasolina em uma fogueira em chamas”, disse.

PREVISÃO DO TEMPO
Ainda segundo Nazário, do CGE, não há previsão de chuva para este domingo (5) na cidade de São Paulo.

O dia deve ter predomínio de sol, com mínima de 13ºC e máxima chegando a 23ºC nas primeiras horas da tarde.
Também não há previsão de chuva na segunda (6), quando a temperatura deve ficar entre 12ºC e 23 ºC.

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Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a massa de ar frio se encontrou com outra, de … 

Saga do blecaute já dura mais de um dia em São Paulo e moradores cobram a Enel e autoridades

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CRISTINA CAMARGO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Moradores de bairros de São Paulo que estão sem energia elétrica há mais de 35 horas lotam a Enel de mensagens questionando a demora para o restabelecimento do serviço.

A concessionária concentra o maior número de clientes sem luz após o temporal que atingiu a capital na sexta-feira (3). De acordo com a Enel, a cidade de São Paulo foi a mais afetada pelo temporal, com 1,4 milhão de consumidores sem energia –neste sábado o serviço foi restabelecido para 400 mil.

Há reclamações direcionadas também ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Moradores relatam, por exemplo, casos de comida estragando nas geladeiras, falta de respostas a perguntas sobre o serviço, luz restabelecida em algumas ruas de bairros e não em outras e suposto “sumiço” de equipes de manutenção das ruas.

Entre os que ficaram sem energia está o jornalista Tadeu Schmidt, atual apresentador do Big Brother Brasil (Globo). Ele relatou nas redes sociais que precisou ir à casa de uma amiga para assistir a final da Copa Libertadores.

O jornalista chamou o problema de “a saga do blecaute” e, antes do jogo, sugeriu que alguém o convidasse para ver a partida ou emprestasse um gerador.

Segundo o Enel, o vendaval de sexta-feira, acompanhado de forte temporal, foi o mais forte registrado em sua área de concessão nos últimos anos e atingiu de forma severa a rede de distribuição de energia.

A empresa afirma que as equipes trabalham 24 horas para reconstruir os trechos destruídos.
Como resposta às reclamações, a Enel publicou em seu site uma série de fotos que mostram diversos pontos de destruição na rede de energia.

“Estamos restabelecendo de forma gradual o serviço, dando prioridade aos casos mais críticos, como serviços essenciais”, diz nota da empresa.

O reparo seria complexo nos pontos que sofreram grande impacto e há a necessidade de substituição de cabos, postes e transformadores.

O prefeito Ricardo Nunes esteve no Centro de Operações da Enel na tarde deste sábado (4) e afirmou que São Paulo não registra rajadas de vento com mais de 100 km/h, como a que atingiu a capital na sexta, desde 1995.

Os dados são do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura.
“Para a gente ter uma ideia do que aconteceu, só no Parque do Ibirapuera caíram 128 árvores. Foi um evento extraordinário e estamos aqui trabalhando muito para restabelecermos o quanto antes”, disse.

De acordo com Nunes, 1.470 funcionários foram destacados para atuar na área de corte e poda de árvores e 1.900 no serviço de limpeza.

Tarcísio de Freitas lamentou a morte de seis pessoas, chamou o evento climático de extremo, destacou o trabalho da Defesa Civil, dos Bombeiros e da Sabesp, que atua para restabelecer o fornecimento de água em locais impactados pelas quedas de energia.

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A concessionária concentra o maior número de clientes sem luz após o temporal que atingiu a capital … 

Novo bombardeio a campo de refugiados em Gaza deixa dezenas de mortos, diz Hamas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza afirmou neste domingo (5) que 47 palestinos foram mortos e muitos ficaram feridos em um ataque de Israel ao campo de refugiados Maghazi, na região central de Gaza.

Na véspera, a agência de notícias Wafa havia dito que eram 51 vítimas, a maioria mulheres e crianças. As afirmações não puderam ser verificadas de forma independente. A Wafa pertence à Autoridade Nacional Palestina (ANP), que controla parcialmente a Cisjordânia e é rival do grupo terrorista Hamas.

Se confirmado o ataque a Maghazi, ele deve se juntar a uma série de ofensivas em que Israel diz estar mirando “terroristas”, em referência aos membros do Hamas. A facção palestina, por sua vez, refere-se às vítimas como “mártires”, sem fazer distinção entre combatentes e civis.

Além disso, neste domingo (5) o Ministério da Saúde de Gaza informou que 21 palestinos de uma mesma família foram mortos em ataques israelenses, em um bombardeio que atingiu a casa da família de Abu Hasira.

O aumento crescente do número de vítimas palestinas segue gerando reações de líderes internacionais. A ministra das Relações Exteriores da França, Catherine Colonna, afirmou em entrevista a jornalistas no Catar que “muitos civis” já morreram nos ataques israelenses à Faixa de Gaza.

Segundo ela, escolas, hospitais, trabalhadores humanitários e jornalistas no território palestino devem ser protegidos.

Já em Israel, um oficial foi suspenso das reuniões do governo após sugerir um ataque nuclear contra a Faixa de Gaza. O ministro do Patrimônio, Amichai Eliyahu, integrante de um partido de extrema-direita da coalizão que comanda o país, disse em entrevista à uma rádio local que lançar uma bomba atômica no território palestino “é uma das possibilidades”.

Questionado sobre o destino da população palestina, afirmou que “eles podem ir para a Irlanda ou para os desertos”. “Os monstros em Gaza devem encontrar uma solução por si mesmos”, acrescentou.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, buscou minimizar as declarações. “As palavras de Amichai Eliyahu estão desconectadas da realidade”, disse em comunicado neste domingo (5).

“Israel e as Forças de Defesa de Israel estão agindo de acordo com os mais altos padrões do direito internacional para evitar danos a pessoas não envolvidas. Continuaremos fazendo isso até a vitória”, afirmou Netanyahu.

O ministro não faz parte do gabinete de segurança que está envolvido na tomada de decisões durante a guerra nem tem influência sobre o comitê que dirige o conflito contra o grupo terrorista Hamas.

Enquanto isso, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, fez uma visita surpresa à Cisjordânia, onde encontrou o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. O americano continua sua viagem pelo Oriente Médio em meio a tensões crescentes devido à guerra.

Blinken e Abbas se reuniram neste domingo na cidade de Ramallah, a capital de fato da Palestina. A reunião foi a segunda de Blinken com Abbas desde o início do conflito, em 7 de outubro, mas a primeira a ocorrer na Cisjordânia.

No encontro, Abbas defendeu um cessar-fogo imediato. A comunidade internacional teme que a guerra entre Israel e Hamas se estenda à Cisjordânia, território ocupado por Israel.
Abbas é o líder da Autoridade Nacional Palestina, que foi expulsa de Gaza pelo Hamas em 2007. O líder defende o estabelecimento de um Estado palestino ao lado de Israel.

‘Queremos voltar para Gaza e morrer com nossa família’, diz casal de palestinos no Brasil

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FLÁVIA MANTOVANI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “Nós ainda estamos vivos.” No apartamento onde moram, na zona sul de São Paulo, Akram e Ronza Abujayabb passam dia e noite à espera de receber essa frase em seus celulares. É assim, sem detalhes, a única notícia que seus familiares conseguem enviar nos poucos segundos em que seus telefones ficam ligados.

Nascidos e criados na Faixa de Gaza, Akram, 31, e Ronza, 29, vivem há um ano no Brasil e foram reconhecidos oficialmente como refugiados poucos dias depois da eclosão da guerra Israel-Hamas, em 7 de outubro.

O casal já enfrentou três outras guerras, incluindo em 2014, até então a mais mortal da região. Mas desta vez é diferente: se por um lado estão em segurança, por outro ficam consumidos pela preocupação com familiares, amigos e vizinhos que seguem em Gaza, sem eletricidade, combustível e água potável e à mercê dos bombardeios do Exército israelense.
“Vivemos uma dor dupla, porque sabemos o sofrimento que é uma guerra, mas estamos longe e não podemos fazer nada”, diz Akram.

Com a ajuda do brasileiro que os acolheu, o advogado Edgard Raoul, eles tentam iniciar um processo de reunificação familiar para trazer para perto os pais e três irmãos de Ronza, além da avó e de uma irmã de Akram. Raoul, que é fundador da ONG de direitos humanos Hands On, afirma que está disposto a bancar todos os gastos da família Abujayabb, incluindo passagens aéreas, moradia e alimentação.

O caso, porém, é complexo, já que, pelos trâmites legais, os sete palestinos teriam que ir à representação diplomática brasileira em Ramallah, na Cisjordânia -algo que atualmente é impossível devido ao bloqueio da única saída do estreito território.
Akram e Ronza saíram de Gaza em 2017, em busca de uma vida mais estável em outro lugar do mundo. Moraram no Egito e na Turquia até que, com o auxílio de Raoul, viajaram para São Paulo, em 2022.

Com formação universitária -ele em contabilidade e ela em engenharia mecatrônica-, os dois estão com dificuldade de conseguir trabalho, mas dizem que se sentem acolhidos pelos brasileiros. Ela é voluntária em um laboratório de robótica de uma escola particular e ambos fazem aulas intensivas de português.

Desde que o conflito começou, porém, eles mal conseguem dormir e passam o dia checando notícias, redes sociais e a lista divulgada pelo Ministério da Saúde de Gaza com os nomes das vítimas do lado palestino.

“Temos que checar se nossos amigos ou familiares foram mortos ou não. Temos que ver onde a bomba caiu e escrever mensagens para saber se perdemos um tio, um primo. Enquanto estamos sentados dando essa entrevista, não sabemos se estamos perdendo alguém”, diz Akram.

Nomes que o mundo só conhece pelo noticiário significam muito para eles. Ronza e dois de seus irmãos, por exemplo, nasceram no hospital al-Ahli Arab, atingido por uma explosão que deixou centenas de mortos e gerou trocas de acusações entre Israel e o Hamas sobre a responsabilidade pelo ataque. “Muita gente se abrigou lá achando que seria um lugar seguro. Mas não há lugar seguro em Gaza”, afirma ela.

Akram fala com tristeza da morte da mãe de seu melhor amigo, que ele considerava sua segunda mãe. Foi ela que entrou com Ronza na cerimônia do casamento dos dois, já que os pais de Akram tinham migrado para os Estados Unidos para se reunir com um dos filhos.

Ele também conta que um bombardeio a um prédio matou 44 pessoas da mesma família, uma delas casada com seu tio. “Não são só prédios. São nossas casas, nossas memórias, nossas vidas.”

Os pais, irmãos e a avó de Ronza -e também de Akram, já que os dois são primos- deixaram a vila onde moram, no centro de Gaza, após um aviso de Israel de que iria bombardear um complexo de 25 prédios em frente à casa deles. Só levaram documentos; fotos, roupas, objetos de valor sentimental e todo o resto ficaram.

A última notícia que enviaram é que estão em Rafah, na fronteira com o Egito, “dormindo em um quarto minúsculo, para morrer juntos se forem bombardeados”, nas palavras da engenheira.

A viagem foi especialmente penosa para a avó, não apenas por seus 88 anos de idade, mas pelo trauma de reviver o deslocamento forçado de 1948, quando mais de 700 mil palestinos tiveram que deixar suas terras na guerra que se sucedeu à criação do Estado de Israel. “Ela não quer deixar Gaza de jeito nenhum, porque sabe que se sair, nunca mais vai voltar”, afirma Ronza.

A engenheira e o marido já nasceram refugiados e cresceram em um contexto de revolta com as restrições impostas aos palestinos. Eles descrevem, com exemplos, as dificuldades que enfrentavam para viajar a qualquer lugar.

“Você precisa de uma justificativa para sair, tem que pedir autorização [para Israel] meses antes. Mesmo assim, pode ser barrado no lado egípcio. Sou palestino, mas não posso visitar a Cisjordânia, Jerusalém. Isso não está certo”, diz Akram.
Ele afirma ter perdido oportunidades profissionais, como um mestrado no qual foi aprovado nos EUA e uma conferência na Islândia, por ter o passaporte palestino. Também está há seis anos sem ver os pais e não encontra o irmão mais velho, que vive nos Emirados Árabes Unidos, há 24 anos.

O casal se refere a Israel como ocupação sionista e não consideram o Hamas um grupo terrorista, mas de resistência. “Se não temos Exército, tanques, aviões militares, como vamos nos defender? Como resistir quando matam suas crianças, suas mulheres, seu avô?”, questiona Akram.

Eles também dizem não acreditar que o Hamas tenha matado deliberadamente civis israelenses em 7 de outubro e comparam os reféns levados para Gaza por eles aos palestinos detidos em prisões israelenses.

“O Hamas não mata crianças, mulheres, idosos. A mídia estrangeira não mostra a verdade. Temos 6.000 palestinos nas celas do lado deles, incluindo mulheres e crianças, que também estão sofrendo”, diz Akram, questionando também a extensão dos ataques de Israel a Gaza. “O que o mundo está esperando para parar esse genocídio? Quantas crianças terão que ser mortas para que isso pare?”

O casal se refere a Israel como ocupação sionista e não consideram o Hamas um grupo terrorista, mas de resistência. “Se não temos Exército, tanques, aviões militares, como vamos nos defender? Como resistir quando matam suas crianças, suas mulheres, seu avô?”, questiona Akram.

Eles também dizem não acreditar que o Hamas tenha matado deliberadamente civis israelenses em 7 de outubro e comparam os reféns levados para Gaza por eles aos palestinos detidos em prisões israelenses.

“O Hamas não mata crianças, mulheres, idosos. A mídia estrangeira não mostra a verdade. Temos 6.000 palestinos nas celas do lado deles, incluindo mulheres e crianças, que também estão sofrendo”, diz Akram, questionando também a extensão dos ataques de Israel a Gaza. “O que o mundo está esperando para parar esse genocídio? Quantas crianças terão que ser mortas para que isso pare?”

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