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Câmara dos EUA aprova impeachment de secretário de Biden em meio a crise na fronteira

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BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – O plenário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (13), por um voto, o pedido de impeachment do secretário de Segurança Nacional, Alejandro Mayorkas, em razão de sua condução da crise migratória na fronteira do país com o México.
A Câmara, liderada pelos republicanos, aprovou dois artigos acusando Mayorkas de “recusa intencional e sistemática” no cumprimento da lei de imigração e de “quebra da confiança pública”.

O processo é mais um episódio do embate entre o governo de Joe Biden e a ala republicana mais próxima de Donald Trump. Os aliados do ex-presidente têm usado os números recordes de migrantes e a disrupção na fronteira sul como moeda de troca em negociações no Congresso.

Numa votação de 214 a 213, os republicanos ultrapassaram a oposição dos democratas para fazer de Mayorkas o primeiro secretário de gabinete em exercício na história do país a sofrer impeachment.

O texto já havia passado por comitê na Câmara, cuja maioria de 221 republicanos contra 213 democratas foi suficiente para aprovar o impeachment no plenário da Casa, embora divergências internas no partido pudessem dificultar a aprovação da medida.

O pedido vai agora ao Senado, onde provavelmente será enterrado pela maioria do Partido Democrata, que critica o processo. “Isso é uma manobra política. Os republicanos da Câmara claramente deram sua maioria aos extremistas, e esse impeachment falso é só mais um triste exemplo disso”, afirmou a jornalistas o líder da minoria democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, na ocasião do debate no comitê, no fim de janeiro.

O pedido de impeachment se baseia nas acusações de “recusa intencional e sistemática de cumprir a lei” e “quebra de confiança pública” por parte do secretário.

Segundo o texto, a primeira acusação se refere a supostas recusas de Mayorkas em reforçar a fronteira com o México e impedir a entrada de imigrantes de forma ilegal no país. A segunda seria relativa a supostas declarações falsas do secretário ao Congresso -em carta ao comitê, ele negou as acusações.

“Os resultados têm sido catastróficos e têm colocado em perigo as vidas de todos os americanos”, afirmou o presidente do comitê de Segurança Nacional, o republicano Mark Green, do Tennessee, na abertura da sessão que chancelou a medida e a levou ao plenário.

A crise migratória é uma das grandes vulnerabilidades da gestão de Joe Biden atualmente. Para além de ser um tema caro à oposição republicana mesmo antes da ascensão de Trump, o número de pessoas entrando no país pelo México tem batido recordes e colocado em dúvida a eficácia da política migratória federal em meio a embates com estados de fronteira governados por republicanos.

Ao mesmo tempo em que a Câmara vota para afastar Mayorkas, o governo Biden concluiu a negociação de uma nova legislação com apoio bipartidário no Senado que amarra a aprovação de ajuda financeira a Ucrânia e Israel a investimentos na fronteira sul. Trump, no entanto, provável rival do democrata nas eleições em novembro, pressiona republicanos da Casa a manterem sua oposição ao plano.

Os obstáculos para a aprovação desse novo texto em pleno ano eleitoral, ante à situação grave na fronteira e à pressão da oposição, têm levado Biden a admitir que o país vive uma crise na região. No fim de janeiro, o presidente americano disse que fecharia a fronteira se a nova legislação fosse aprovada, ecoando discurso mais afeito à oposição e adiantando um dos efeitos do projeto: a criação de gatilhos para “O que está sendo negociado será o mais duro e justo conjunto de reformas que o país já viu para dar segurança à fronteira. [O texto] daria a mim, como presidente, uma nova autoridade de emergência para fechar a fronteira quando ela ficar sobrecarregada. E, se me fosse dada essa autoridade, eu a usaria no dia em que sancionasse a lei”, afirmou Biden em comunicado, antes de detalhes do texto virem a público.

Mais cedo nesta terça, o presidente americano criticou o rival republicano pela oposição ao texto negociado entre os dois partidos, dizendo que o empresário usa politicamente a questão.

Pela nova lei, os poderes do presidente quanto à fronteira guardariam semelhança com os proporcionados pelo Título 42, medida do governo Trump criticada por democratas que permitia expulsões automáticas de imigrantes sob justificativa sanitária durante a pandemia da Covid-19.

Governadores republicanos, como Greg Abbott, do Texas, também têm pressionado com ações locais contestadas pela Casa Branca. Abbott -um simpatizante de Trump- instalou cercas de arame farpado ao longo do rio Grande, frequentemente usado por imigrantes para entrar no país, uma das medidas contra o que ele chama de “políticas imprudentes de fronteiras abertas” de Biden. A Suprema Corte autorizou o governo federal a cortar a cerca no último dia 22.

Ainda pré-candidato, Trump tem feito campanha baseada no aumento da repressão na fronteira. Segundo assessores, o empresário planeja deportações em massa de imigrantes que entraram de forma ilegal no país e centros de detenção para quem aguarda expulsão.

Lula chega ao Egito em meio às negociações de paz em Gaza

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CAIRO, EGITO (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou na manhã desta quarta-feira (14) no Cairo, capital do Egito, para o início de uma viagem de quase uma semana no continente africano. A chegada ao país acontece em um momento de tensão na região, com a ameaça de Israel de ampliar suas operações militares em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

A cidade onde o brasileiro permanecerá dois dias também está sendo palco de uma negociação de um cessar-fogo na região, que envolve autoridades do Egito, do Hamas, de Israel, do Qatar e dos Estados Unidos.

O presidente chegou por volta de 9 horas (horário local) e seguiu para o Palácio Qubba, um dos prédios do regime egípcio destinado a hospedar líderes estrangeiros.

Lula não terá compromissos oficiais nesta quarta. O presidente deve aproveitar o tempo livre para visitar as pirâmides no Cairo e também o Novo Museu do Egito, que ainda não foi aberto ao público oficialmente. Na programação, os eventos aparecem apenas como “agenda particular”. Ele estará acompanhado da primeira-dama, Rosângela Silva, a Janja.

O presidente já previa tratar da guerra entre o grupo terrorista Hamas e Israel durante a sua viagem ao Egito. Esse será um dos tópicos da conversa a portas fechadas com o ditador egípcio Abdel Fattah al-Sisi, na manhã de quinta-feira (15). Os dois também assinarão atos.

“Durante a visita, deverão ser tratados os principais temas da agenda bilateral, nas áreas de comércio, investimentos, cooperação técnica, cooperação em educação e cooperação em defesa. Os dois presidentes deverão tratar, igualmente, de temas regionais e multilaterais, tais como mudança do clima, reforma das organizações internacionais e conflito Israel-Palestina”, informou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Na parte da tarde desse mesmo dia, o presidente vai visitar a sede da Liga Árabe, onde há a expectativa de que ele discurse numa sessão plenária extraordinária. Como a Folha de S.Paulo mostrou, a tendência é de uma fala em favor de um cessar-fogo na região, a condenação das mortes de mulheres e crianças durante o conflito e a defesa de um Estado Palestino viável economicamente.

O presidente depois embarca para a Etiópia, onde vai participar da cúpula da União Africana e terá encontros bilaterais com presidentes do continente, às margens do evento.

Seus interlocutores afirmavam que inicialmente haveria todo um cuidado do presidente, durante as suas falas no Egito, para que não soasse como um discurso anti-Israel. No entanto, com a mudança no cenário nos últimos dias, pode haver uma condenação mais forte ao lado israelense.

Israel planeja expandir seu ataque terrestre para a cidade de Rafah, onde mais de 1 milhão de palestinos buscaram refúgio da ofensiva que devastou grande parte da Faixa de Gaza desde que integrantes do Hamas atacaram Israel em 7 de outubro.

Por outro lado, também na cidade do Cairo, autoridades dos países envolvidos na negociação de um cessar-fogo apontaram alguns avanços nas tratativas.

Autoridades dos EUA, Egito, Israel, Qatar e do grupo Hamas se reuniram no Cairo nesta terça, em mais uma tentativa de costurar um cessar-fogo em Gaza, à medida que crescem os apelos para que Israel se abstenha de um ataque planejado à cidade de Rafah, lotada com mais de um milhão de pessoas deslocadas pela guerra.

Segundo oficiais ouvidos pelo jornal The Guardian, Israel e Hamas fizeram progresso em relação a um cessar-fogo, que incluiria também a liberação de reféns que estão em Gaza. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, disse que os lados “estão avançando na direção certa”. Israel não comentou sobre as negociações.

A África do Sul, por sua vez, anunciou que pediu à CIJ (Corte Internacional de Justiça) para avaliar a decisão de Israel de ampliar suas operações militares em Rafah.

Leque é o acessório do Carnaval 2024

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VALENTINE HEROLDFOLHAPRESS – Um som diferente se uniu ao dos instrumentos das orquestras esse ano em Olinda. A todo instante se ouvia o barulho do abre e fecha dos incontáveis leques que marcaram presença nos quatro dias de folia.

Definitivamente 2024 foi o ano do leque.

Não era tão comum em Carnavais passados tantos foliões apostarem no acessório para driblar o calor. De quebra, mais cor e bossa aos looks e aos blocos.

Felipe Cordeiro, pesquisador mineiro recém chegado a Pernambuco, mora atualmente no Recife e passou seu segundo Carnaval por aqui e todos os dias trouxe seu leque.

“Não estou acostumado com as altas temperaturas de Olinda. Comprei esse leque em cima da hora, no centro da cidade, e é o que está me salvando. Alivia o calor e o movimento ainda dá uma animada”, relata.

O “trá” do leque se tornou rapidamente quase uma atração à parte. Foi comum observar grupos de desconhecidos se cruzando e abrirem seus leques como forma de cumprimento. E, nos percursos dos blocos, eles acompanham o ritmo dos frevos sendo tocados.

O “trá” do leque se tornou rapidamente quase uma atração à parte 

Carro pega fogo na BR-356, em SJB

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na tarde de terça-feira (13), um veículo foi consumido pelo fogo na BR-356, próximo à curva de Grussaí, em São João da Barra. Não houve feridos.

Motoristas acionaram o Corpo de Bombeiros, que rapidamente chegou ao local e controlou as chamas. O caso chamou atenção por quem passava pelo local e por conta disso, o trânsito registrou lentidão.

Mulher faz ‘festa do divórcio’ de R$ 1,3 milhões com dinheiro do ex

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Uma mulher britânica fez uma luxuosa ‘festa do divórcio’, em Málaga, na Espanha, com o dinheiro do ex-marido.

Segundo o jornal Metro, a recém-divorciada convidou 20 amigas para desfrutarem da festa, a que chamou ‘Assassinato mistério’, e que contou com um espetáculo de tango, sessão de fotos e diversas iguarias, entre as quais um bolo que custou 20 mil euros (cerca de 110 mil reais) e que foi partido com um machado Louis Vuitton.

No final da noite, depois de um jantar de luxo, todas as participantes ganharam como brinde uma bolsa com artigos no valor de 10 mil euros cada (54 mil reais).

Apesar da identidade da mulher que organizou a festa permaneça desconhecida, sabe-se que a cerimônia custou 250 mil euros (cerca de R$ 1,3 milhões) e que o dinheiro era do “primeiro pagamento de pensão alimentícia” do ex-marido.

O extravagante evento foi organizado pela DM Promotions, que dizem já ter trabalhado para Rita Ora e Rihanna.

Entretanto, a responsável pela confeção do bolo, Debbie Wingham, também compartilhou no Instagram algumas imagens da festa.

 

Ex-conselheiro diz que Trump ‘tentará sair’ da OTAN se vencer eleições

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O ex-conselheiro de segurança nacional, John Bolton, alertou que os EUA podem vir a sair da OTAN caso Donald Trump vença as eleições presidenciais norte-americanas, em novembro. 

“Penso que ele tentará sair”, revelou Bolton que considerou que “a OTAN estará em perigo”, caso Trump vença um segundo mandato. As declarações foram feitas ao jornalista da CNN Internacional Jim Sciutto, que reuniu testemunhos de vários ex-conselheiros do ex-presidente num livro intitulado ‘The Return of Great Powers’, lançado na segunda-feira.

John Kelly, que também serviu Donald Trump como do chefe do gabinete da Casa Branca, afirmou que o ex-presidente dos EUA “não via qualquer utilidade na OTAN”. “Ele [Trump] pensava que Putin era um ‘cara legal’ e que Kim (Jong-un) era um ‘legal’ e que tínhamos empurrado a Coreia do Norte para um canto”, recordou Kelly. “Para ele, era como se estivéssemos provocando estes homens. Se não tivéssemos a OTAN, Putin não estaria fazendo estas coisas“, afirmou. 

Vale lembrar que, esta semana, Donald Trump disse que , caso seja reeleito, irá encorajar a Rússia a “fazer o que quiser” em relação aos países devedores da OTAN. Os comentários foram criticados pela aliança transatlântica, com o secretário-geral, Jens Stoltenberg, considerando que “minam a segurança de todos”. 

“A OTAN continua pronta e capaz de defender todos os seus aliados. Qualquer ataque à OTAN será enfrentado com uma resposta unida e vigorosa”, disse Stoltenberg, em comunicado. 

Por sua vez, Joe Biden considerou que os comentários do adversário eram “angustiantes e perigosos”. Para o democrata, os comentários de Trump significam “a sua vontade de abandonar os aliados da América que são membros da OTAN em caso de um ataque russo”.

Donald Trump respondeu, esta terça-feira, às críticas e defendeu que tornou a Aliança Atlântica forte durante o seu mandato. “Tornei a OTAN forte e até os democratas de esquerda radical e os falsos republicanos admitem isso”, apontou Donald Trump, através da sua rede, Truth Social.

Diálogos de novo cessar-fogo na Faixa de Gaza avançam, dizem autoridades

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Autoridades dos Estados Unidos, Egito, Israel, Catar e do grupo Hamas se reuniram no Cairo nesta terça-feira (13), em mais uma tentativa de costurar um cessar-fogo em Gaza, à medida que crescem os apelos para que Israel se abstenha de um ataque planejado à cidade de Rafah, lotada com mais de um milhão de pessoas deslocadas pela guerra.

Segundo oficiais ouvis pelo jornal The Guardian, Israel e Hamas fizeram progresso em relação a um cessar-fogo, que incluiria também a liberação de reféns que estão na Faixa de Gaza. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, disse que os lados “estão avançando na direção certa”. Israel não comentou sobre as negociações.

Um funcionário egípcio do alto escalão afirmou que a reunião se concentraria na elaboração de um rascunho final de um acordo de cessar-fogo de seis semanas, com garantias de que as partes continuariam as negociações rumo a uma trégua permanente.

“Os elementos-chave dos acordos estão na mesa”, disse o presidente americano, Joe Biden, a jornalistas. “Ainda existem lacunas, mas encorajei os líderes israelenses a continuarem trabalhando para alcançar o pacto”, acrescentou.

Rafah, localidade ao sul da Faixa de Gaza cuja população antes da guerra era de cerca de 300 mil habitantes, está cheia de desabrigados vivendo em tendas e alojamentos improvisados, que fugiram de bombardeios israelenses em áreas mais ao norte nos mais de quatro meses de guerra.

Israel afirma que quer expulsar membros do Hamas de esconderijos em Rafah e libertar reféns israelenses mantidos lá, e que está fazendo planos para retirar civis palestinos. Mas nenhuma proposta foi apresentada até agora e organismos de ajuda humanitária afirmam que os deslocados não têm para onde ir.

Tanques israelenses bombardearam o leste de Rafah durante a noite desta terça, causando ondas de pânico. Moradores afirmaram que os deslocados -dezenas até agora– começaram a deixar Rafah após os bombardeios e os ataques aéreos nos últimos dias.

“Fugi de Al-Maghazi, vim para Rafah e aqui estou, voltando para Al-Maghazi”, disse Nahla Jarwan, referindo-se ao campo de refugiados costeiro de onde ela saiu no início do conflito.

“A noite passada em Rafah foi muito difícil. Estamos voltando para Al-Maghazi por medo –deslocados de uma área para outra. Espero que a área de Al-Maghazi seja segura, se Deus quiser. Onde quer que a gente vá, não há segurança.”

Autoridades de saúde de Gaza anunciaram 133 novas mortes de palestinos nas últimas 24 horas, elevando o total para 28.473 mortos e 68.146 feridos desde 7 de outubro, quando 1.200 israelenses foram mortos em um ataque do Hamas a Israel, desencadeando a guerra.

Aproximadamente metade dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza agora está espremida em Rafah. Alimentos, água e outros itens essenciais estão se esgotando enquanto doenças se espalham.

“Desde que Israel disse que está invadindo Rafah em breve, lemos nossas últimas orações todas as noites. Todas as noites nos despedimos uns dos outros e dos parentes fora de Rafah”, disse Aya, 30 anos, que vive em uma tenda com sua mãe, avó e cinco irmãos.

No Cairo, esforços se renovavam para garantir o cessar-fogo de uma guerra cujo impacto se espalhou pelo Oriente Médio. “As partes estão procurando uma fórmula que seja aceitável para o Hamas, que diz que só é possível assinar um acordo quando for baseado no compromisso de Israel de encerrar sua guerra e retirar suas forças de Gaza”, afirmou um oficial palestino à agência de notícias Reuters.

Segundo o informante, o Hamas havia dito aos participantes que não confia em Israel para não renovar a guerra se os reféns israelenses mantidos por militantes palestinos forem libertados.

Os reféns foram capturados na incursão do Hamas no sul de Israel em 7 de outubro. Garantir seu retorno é uma prioridade para o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, assim como eliminar o Hamas, que governa o território palestino costeiro.

Um funcionário de alto escalão do Hamas, Sami Abu Zuhri, culpou Israel pela falta de progresso nos esforços de paz até agora. Houve um cessar-fogo até o momento, que durou uma semana no final de novembro.

Não houve comentários de Israel sobre o status das negociações. Tel Aviv afirma que tenta minimizar as mortes de civis e que os combatentes do Hamas se escondem entre a população civil, algo que o grupo terrorista nega.

Em meio às negociações, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, condicionou nesta terça o fim dos ataques de seus homens contra Israel a uma trégua em Gaza, e acusou os mediadores internacionais de tentarem apaziguar a tensão no sul do Líbano para proteger Israel.

O Hezbollah, grupo islâmico xiita que apoia os palestinos, começou a disparar foguetes contra posições militares no norte de Israel um dia após o início da guerra em Gaza. Em resposta, Israel lança frequentes bombardeios no sul do Líbano e ataques contra os líderes do Hezbollah.

Nesta terça, o Exército de Israel divulgou um vídeo que, segundo eles, mostra o chefe do Hamas em Gaza, Yahya Sinuar, filmado em um túnel no território palestino em 10 de outubro, logo após o início da guerra. As imagens mostram Sinuar fugindo com seus filhos e uma de suas mulheres.

A descoberta do vídeo faz parte de “uma busca que só terminará quando o tivermos capturado vivo ou morto”, disse o porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari.

Motorista alerta a polícia para dizer que… está muito embriagado

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Um motorista embriagado fez a coisa certa depois de ter feito a coisa errada. A polícia de North Yorkshire, na Inglaterra, relatou a história após ter recebido uma chamada muito invulgar.

Os serviços de emergência receberam uma chamada pouco antes das 12h00 (hora local) de segunda-feira, 12 de fevereiro. Do outro lado da linha um homem informava que estava conduzindo embriagado e disse que “não sabia o que estava fazendo”, revelou a polícia em uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

“Bem, não é todos os dias que isto acontece… um suspeito de conduzir alcoolizado entregar-se à polícia”, escreveu a autoridade na nota.

Man calls the police to report that HE is a drink driver!

Well it’s not every day that this happens… a suspected drink driver dobs themselves in to the police.

We caught up with the caller and he was arrested within 15 minutes.

See the story here https://t.co/vB7mPcY51Y pic.twitter.com/U76zXH9XxW

— North Yorkshire Police (@NYorksPolice) February 12, 2024

O homem revelou que estava na zona de Knaresborough e que “teve um fim de semana difícil”, refere a polícia em comunicado, destacando que “o veículo foi localizado em 15 minutos”.

À chegada, os agentes verificaram que o homem de 52 anos estava dentro do veículo à beira da estrada. Depois de realizado um teste de bafômetro se verificou que ele estava três vezes acima do limite legal.

O condutor foi preso e mantido sob custódia até ser apresentado ao Tribunal de Harrogate. Foi acusado de conduzir alcoolizado, mas acabou sendo liberado sob fiança, tendo de comparecer novamente perante o juiz na quinta-feira, dia 29 de fevereiro.

Alta de dengue e Covid deve sobrecarregar serviços de saúde; gestores planejam aumento de equipes

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CLÁUDIA COLLUCCI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com o aumento de casos de dengue e o avanço da Covid, gestores estaduais e municipais de saúde preveem uma maior sobrecarga dos serviços nas próximas semanas e já planejam mudanças de horário de funcionamento das unidades e aumento e capacitação de equipes.

Nas seis primeiras semanas do ano, os casos de dengue quadruplicaram, segundo o Ministério da Saúde. São 512.353 casos suspeitos, contra 128.842 registrados no mesmo período de 2023 (128.842). O país soma 75 mortes.

Ao mesmo tempo, o número de novos casos semanais de Covid está acima de 36 mil, com aumento consistente nas últimas cinco semanas. Até o dia 8 de fevereiro, havia um total de 194 óbitos. Esse cenário não era observado desde abril de 2023, de acordo com o painel de monitoramento do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde).

Conforme revelou a Folha de S.Paulo, em duas semanas, a média móvel de casos de Covid na capital paulista subiu de 168 para 404 casos, um aumento de 140%.

Segundo Jurandi Frutuoso, secretário-executivo do Conass, a pressão causada pela alta da dengue e da Covid representa um desafio adicional aos serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) situação que deve piorar nas próximas semanas.

“Aglomerações de pessoas, como ocorre no Carnaval e o retorno as aulas, são fatores diretos para intensificar a transmissão da Covid-19. Ao mesmo tempo, é esperada uma alta de casos de dengue uma vez que a doença ainda não atingiu o pico”, explica.

Ele diz que as duas doenças apresentam sintomas que podem ser confundidos, dificultando o diagnóstico diferencial. “Casos de dengue podem ser manejados em leitos de observação e, se isso é feito adequadamente, poucos serão os casos que necessitarão de leitos de internação ou UTI [Unidade de Terapia Intensiva].”

De acordo com ele, os gestores das três esferas do SUS estão empenhados no enfrentamento do aumento de casos de dengue, com esforços voltados para a ampliação das equipes, do horário de funcionamento das unidades de saúde e para a capacitação dos profissionais.

Segundo o médico Geraldo Reple Sobrinho, presidente do Cosems-SP (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de São Paulo), a maioria dos municípios já criou comitês de crise e está alinhado com as ações do governo paulista. Porém, ele relata que cidades menores enfrentam falta de recursos materiais e de pessoal.

“Ainda não tivemos aumento importante de internações por dengue, mas já temos casos graves e óbitos. A impressão é que logo teremos uma epidemia generalizada. A quantidade de vacina é irrisória para este ano.”

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a primeira medida do COE (Centro de Operações de Emergências), criado na semana passada, foi destinar R$ 200 milhões do IGM (Incentivo à Gestão Municipal, do SUS paulista) aos 645 municípios do estado para o enfrentamento ao mosquito da dengue.

Disse também que 600 equipamentos portáteis e pesados para ações de campo como a nebulização, o chamado fumacê, estão disponíveis para a utilização das cidades. O trabalho será coordenado pela Defesa Civil do Estado.

Para Wallace Casaca, coordenador da Infotracker, plataforma criada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unifesp Universidade Federal de São Paulo) que monitora a Covid no estado de São Paulo, os esforços dos gestores estão mobilizados para atender os casos de dengue, mas falta uma maior atenção à Covid.

“Os casos têm aumentado consideravelmente e possivelmente serão necessárias mais estruturas nos serviços de saúde para suprir essas duas demandas”, afirma.

A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emilio Ribas, diz que o cenário de se ter duas viroses co-circulando ao mesmo tempo deve piorar no pós-Carnaval.
“Não será nenhuma novidade para nós começar observar aumento do número de casos de dengue em locais onde não haviam tantos registros.”

Embora não exista transmissão da dengue de pessoa para pessoa, alguém infectado em um local epidêmico pode retornar ao seu lugar de origem, ser picado pelo mosquito Aedes aegypti, que vai, então, picar outras pessoas e dar início a novos ciclos de transmissão.
Com relação à Covid, a situação é pior porque a cepa que está em circulação no país tem uma taxa de transmissão muito elevada.

“Minha preocupação não é quem foi para o Carnaval, porque são pessoas mais hígidas [saudáveis]. O problema é que, na volta para casa, elas vão encontrar suas avós, seus parentes. Aí podemos ter não só um aumento de casos, mas uma demanda importante em termos de saúde pública.”

Ritchmann lembra que essa população mais idosa está vulnerável porque recebeu a dose da vacina bivalente já há algum tempo, e o imunizante não é específico para a cepa que está circulando.
“Estamos com uma junção de problemas. Falta de vacinas melhores [versões atualizadas para as novas cepas] e a co-circulação de duas doenças importantes em termos de demanda.”

Para a infectologista, é fundamental que a rede de saúde esteja bem preparada para o diagnóstico e conduta correta. “Ninguém deve morrer de dengue. São mortes evitáveis desde que se tenha uma estrutura adequada para reconhecer e classificar os pacientes o mais rápido possível e adotar as medidas adequadas.”

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou que todas as unidades de saúde, como as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e PSs (Prontos-socorros) estão devidamente preparadas para prestar atendimento a casos de ambas as doenças.

“Caso necessário, leitos específicos podem ser ativados. Os fluxos de atendimento para pacientes com Covid-19 e outras doenças respiratórias ocorrem separadamente.”

Segundo a secretaria, os pacientes passam por um processo de acolhimento nas UBSs, ou triagem na rede de urgência e emergência, e são encaminhados conforme suas necessidades. Reforça também que as unidades de saúde possuem testes disponíveis para as duas doenças.

No último dia 6, foi aberta uma tenda dedicada ao atendimento de pacientes com sintomas de dengue que funciona 24h em Itaquera, na zona leste da capital. Outras tendas poderão ser instaladas dependendo da demanda, segundo a pasta.

A Secretaria de Estado da Saúde informou ainda que mantém o monitoramento constante do cenário epidemiológico das duas doenças em todo o território estadual e reforça a importância da vacinação contra a Covid, em especial as doses de reforço.

Desde o fim do ano passado, o Ministério da Saúde estabeleceu um reforço da vacina bivalente para pessoas com mais de 60 anos e para imunocomprometidos com mais de 12 anos que tenham recebido a última dose há mais de seis meses.

Leia Também: Mocidade Alegre é campeã do Carnaval 2024 de São Paulo

Nas seis primeiras semanas do ano, os casos de dengue quadruplicaram, segundo o Ministério da Saúde…. 

Pesquisadora surda defende tese de doutorado em libras na UFRJ

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Uma tese de doutorado sobre a língua brasileira de sinais (libras) defendida na própria língua brasileira de sinais. O ineditismo da conquista da doutora em linguística Heloise Gripp Diniz, de 48 anos, dá uma ideia dos obstáculos que ela enfrentou até ser a primeira surda a conquistar o título no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em entrevista por e-mail à Agência Brasil, a pesquisadora carioca conta que é filha de pais surdos e faz parte de uma geração que reivindica o protagonismo também na academia. “Nada sobre nós sem nós”, resume Heloise com a frase que é usada por minorias que buscam participar e liderar a produção do conhecimento sobre si próprias.

Heloise é formada em letras-libras e tem mestrado em linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina. Na UFRJ, além de doutora, é professora do Departamento de Libras da Faculdade de Letras.

Sua tese foi sobre Variação fonológica das letras manuais na soletração manual em libras. Afinal, se o português e as outras línguas faladas têm suas variações, as línguas de sinais, como a libras, também têm, explica a doutora. Mas, como fazer uma pesquisa de variações “fonológicas”, sonoras, em uma língua de sinais? Assim como os sons das letras formam as palavras no português, dimensões como  a configuração da mão, a orientação da palma, o movimento, a direção e a locação são as partes que compõem o significado transmitido com os sinais.

“Minha pesquisa evidencia que há variação fonológica nas letras manuais de acordo com a soletração manual, destacando a diversidade e a riqueza linguística presentes nesse aspecto da libras”. 

Chegar a uma universidade prestigiada e defender uma pesquisa acadêmica sobre sua língua por meio dela própria é não apenas uma honra ou conquista individual, conta ela, mas parte de um avanço de toda uma comunidade surda em ascensão. “Este avanço não apenas celebra as conquistas individuais, mas também fortalece o movimento mais amplo em prol dos direitos, inclusão social e reconhecimento dos povos surdos e das comunidades surdas, tanto acadêmicas quanto não acadêmicas. Essa conquista simboliza um passo significativo rumo à valorização, visibilidade e respeito pelas contribuições e perspectivas únicas dos surdos em todos os aspectos da sociedade.

Confira a entrevista da pesquisadora à Agência Brasil: 

Agência Brasil – Como você avalia o cenário da pesquisa linguística em Libras hoje no Brasil?
Heloise Gripp Diniz – As pesquisas linguísticas na área da libras eram anteriormente conduzidas mediante comparação com a língua portuguesa, sem considerar devidamente a estrutura linguística própria da libras. Com o reconhecimento legal da libras como a língua de sinais, conforme estabelecido pela Lei nº 10.436/2002, houve uma mudança significativa na abordagem dessas pesquisas. Agora, as investigações linguísticas em libras são realizadas não apenas em comparação com o português, mas também em conexão com outras línguas de sinais de diversos países, além das línguas orais. Atualmente, a libras é reconhecida como uma língua de sinais legítima, equiparada às línguas naturais, tanto aquelas sinalizadas quanto as orais.

Agência Brasil – A comunidade surda participa dessas pesquisas como pesquisadora ou ainda está mais no lado dos pesquisados? Como vê esse protagonismo?
Heloise Gripp Diniz – Inicialmente, os povos surdos eram convidados a participar como informantes em pesquisas, algumas vezes com a presença de intérpretes de libras. A partir da década de 2000, reconhecidos como minorias linguísticas e culturais, os povos surdos começaram a ser respeitados e valorizados. Um marco desse avanço foi a formação da primeira turma com o maior número de estudantes surdos no primeiro curso de graduação à distância de Letras Libras (licenciatura e bacharelado), oferecido pelos 15 polos credenciados pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 2006. Ao longo dos anos, esses estudantes surdos tornaram-se docentes em diversas universidades e instituições escolares, tanto públicas quanto particulares, em todo o Brasil. Atualmente, o protagonismo surdo está em ascensão, com a presença de mestres e doutores surdos, surdos-cegos, surdos com baixa visão e surdos indígenas em diversas áreas acadêmicas. Esse avanço demonstra uma mudança significativa no reconhecimento e valorização das contribuições dos surdos para o ambiente acadêmico e para a sociedade em geral.

Agência Brasil – Você foi a primeira surda a ser doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFRJ, e a primeira a defender uma tese inteiramente em libras no programa. O que isso representa?
Heloise Gripp Diniz – É uma imensa honra para nossos povos surdos e as comunidades surdas que, ao longo do século 19 até os dias de hoje, estiveram e ainda estão engajados na luta por movimentos linguísticos e socioculturais. Essa luta visa reivindicar os direitos linguísticos e culturais dos povos surdos, surdos-cegos, surdos com baixa visão e surdos indígenas, incluindo as línguas de sinais de suas comunidades, além da libras. Como filha de pais surdos, reconhecemos que somos os protagonistas das gerações surdas, dando início ao princípio de “Nada sobre nós sem nós”. Esse reconhecimento representa uma continuidade na formação dos primeiros doutores surdos em relação ao mundo de surdos e à libras, destacando figuras inspiradoras como a professora surda Gladis Perlin, que se tornou doutora em 2003. Este avanço não apenas celebra as conquistas individuais, mas também fortalece o movimento mais amplo em prol dos direitos, inclusão social e reconhecimento dos povos surdos e das comunidades surdas, tanto acadêmicas quanto não acadêmicas. Essa conquista simboliza um passo significativo rumo à valorização, visibilidade e respeito pelas contribuições e perspectivas únicas dos surdos em todos os aspectos da sociedade.

Agência Brasil – Seu trabalho de doutorado foi sobre variações fonológicas das letras feitas com as mãos na língua de sinais. Pode explicar um pouco como a fonologia, que é o estudo do som, é abordada no estudo da libras?
Heloise Gripp Diniz – Na libras, a produção de sinais, equivalentes às palavras em português, e o uso de expressões não manuais e corporais fazem parte da modalidade viso-gestual. Nessa modalidade, a comunicação ocorre no aparelho articulatório de maneira tridimensional, diferentemente da produção de palavras no aparelho fonador, que segue uma abordagem linear. Cada sinal em libras é formado pelos parâmetros fonológicos específicos das línguas de sinais, que incluem a configuração da mão, orientação da palma, movimento, direção e locação. Além da produção de sinais, existe o uso de letras manuais por meio do alfabeto manual, no qual cada letra é representada pela forma da mão. Minha pesquisa evidencia que há variação fonológica nas letras manuais de acordo com a soletração manual, destacando a diversidade e a riqueza linguística presentes nesse aspecto da libras.

Agência Brasil – O português falado no Brasil tem muitas variações regionais e até dentro de uma mesma região. Pode falar um pouco sobre a variedade linguística da língua brasileira de sinais? Heloise Gripp Diniz – Assim como ocorre em todas as línguas humanas, a libras apresenta variedades linguísticas, nas quais os sinais podem ter suas variantes. Semelhante ao português, os aspectos culturais e históricos das comunidades surdas de uma região específica podem influenciar a representação de certos conceitos em sinais, resultando em variação regional na libras. Isso inclui sinais específicos para localidades, tradições locais, alimentos típicos e eventos culturais.

Agência Brasil – Quais são as dificuldades de pesquisar a língua brasileira de sinais quando consideramos, por exemplo, referências acadêmicas, observação dos objetos de estudos e recursos disponíveis?
Heloise Gripp Diniz – A maioria das publicações resultantes de pesquisas linguísticas sobre as línguas de sinais é predominantemente textual, muitas vezes carecendo de ilustrações ou apresentando apenas algumas imagens estáticas. Esse enfoque limitado prejudica a compreensão plena da estrutura linguística da libras. A língua de sinais não se resume apenas aos sinais, mas é complementada pelos morfemas classificadores e pelas expressões não manuais e corporais, bem como pelo espaço da sinalização e o contato do olhar.  Além disso, as pesquisas linguísticas nessas línguas muitas vezes são conduzidas principalmente por meio de referências bibliográficas, com uma quantidade reduzida de estudos baseados em experiências e interações diretas com os povos surdos e a libras, bem como com os povos indígenas e suas línguas. Recentemente, contudo, as pesquisas linguísticas sobre as línguas de sinais têm adotado recursos tecnológicos avançados, como o uso de links de vídeos, códigos de barras digitais e QR Codes. São inovações que têm contribuído significativamente para uma representação mais dinâmica e fiel da linguagem de sinais, respeitando, assim, sua verdadeira estrutura linguística. Essa mudança na abordagem de pesquisa promove uma compreensão mais aprofundada e autêntica das nuances presentes nas línguas de sinais.

Agência Brasil – No seu percurso acadêmico, como a falta de acessibilidade já a prejudicou na hora de acompanhar aulas, apresentar trabalhos e conseguir empregos?
Heloise Gripp Diniz – Durante o meu percurso acadêmico no doutorado, enfrentei desafios relacionados à falta de intérpretes de libras e algumas vezes com alguns intérpretes pouco habilitados em nível superior em algumas aulas, o que resultou em prejuízos para o meu aprendizado e participação nas discussões com a turma em sala de aula. A maioria dos professores não tem conhecimento acerca das línguas de sinais e da escrita de sinais, e há uma escassez de conteúdos específicos sobre o tema. Para contornar a questão, alguns professores enviam seu material com antecedência para a equipe de intérpretes de libras, permitindo estudo dirigido antes das interpretações em sala de aula.
Além disso, reuniões com professores orientadores às vezes são adiadas devido à disponibilidade limitada da equipe de intérpretes de libras. Esses desafios destacam a necessidade de uma maior conscientização sobre as demandas específicas dos alunos surdos no contexto acadêmico, buscando estratégias mais eficazes para garantir sua plena participação e acesso ao conhecimento.

Agência Brasil – Você é professora do Departamento de Libras na UFRJ. Como avaliaria a inclusão de alunos com deficiência auditiva no seu curso e compararia com a universidade como um todo?
Heloise Gripp Diniz – Os estudantes surdos que ingressam no nosso curso de letras libras para se formarem professores de libras têm acesso a algumas informações acadêmicas da universidade através de vídeos gravados em libras, disponíveis no site do nosso departamento, e de materiais didáticos acessíveis, como traduções do português para libras por meio de vídeos gravados, uso de legendas e realização de atividades acadêmicas em duas línguas: libras e português, com avaliação diferenciada respeitando a estrutura da libras, conforme previsto no Decreto nº 5.626/2005. Algumas disciplinas são ministradas por professores não fluentes em libras, contando com a presença de intérpretes nas salas de aula e com recursos visuais. Ao avaliar a inclusão dos estudantes surdos na universidade, levamos em consideração as políticas de acessibilidade adotadas pela faculdade de letras aos poucos, pois há um esforço constante para conscientizar toda a comunidade acadêmica ouvinte da universidade sobre os direitos linguísticos e culturais dos alunos surdos. No entanto, reconhecemos a necessidade de melhorias contínuas para assegurar plenamente esses direitos para os alunos, inclusive para nós, os docentes surdos nos espaços administrativos. Isso inclui a avaliação da qualidade de formação e profissionalismo dos intérpretes de libras, bem como o desenvolvimento de cursos de libras destinados a profissionais e técnicos de diversas áreas, capacitando-os para atuação em ambientes escolares e administrativos. Estamos cientes de que ainda há desafios a serem superados, especialmente considerando a presença de estudantes surdos em outros cursos de graduação, como medicina, direito, educação e cursos de pós-graduação em linguística, educação e ciências da literatura na UFRJ.

Heloise é formada em letras-libras e tem mestrado em linguística pela Universidade Federal de Santa … 

Tom Maior e Independente são rebaixadas no Carnaval de SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As escolas de samba Tom Maior e Independente Tricolor foram rebaixadas para o Grupo de Acesso do Carnaval em São Paulo. A apuração foi realizada na tarde desta terça-feira (13), no sambódramo do Anhembi.

A Tom Maior teve como enredo “Aysú: uma História de Amor”, e a Independente apresentou “Agojie, a lâmina da liberdade!”

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A Tom Maior teve como enredo “Aysú: uma História de Amor”, e a Independente apresentou “Agojie, a lâ… 

Brasil envia 125 toneladas de alimentos para Cuba

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O governo brasileiro enviou nesta segunda-feira (12) um lote de 125 toneladas de leite em pó para Cuba. O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de nota, que carregamentos adicionais de leite em pó, além de arroz, milho e soja, também serão enviados ao país nas próximas semanas.

No final de 2023, Brasil, Emirados Árabes Unidos e Cuba pactuaram, durante a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), uma iniciativa para promover a segurança alimentar e nutricional na América Latina, fornecendo recursos para a produção, distribuição e suporte de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis.

“A operação conjunta tripartite alinha-se ao espírito da proposta da presidência brasileira do G20 de estabelecer uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, destacou o Itamaraty.

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O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de nota, que carregamentos adicionais de lei… 

Mocidade Alegre é campeã do Carnaval 2024 de São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A escola de samba Mocidade Alegre é a campeã do Carnaval 2024. A agremiação do bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, comemora o bicampeonato e o 12º título da sua história.

Em segundo lugar, ficou a Dragões da Real com os mesmos 270 pontos da Mocidade, mas perdendo nos critérios de desempate. Isso mostra como a disputa foi acirrada desde o início da apuração. Em terceiro ficou a Acadêmicos do Tatuapé, com 269,8 pontos.

As escolas Independente Tricolor e Tom Maior ficaram em penúltimo e último lugares, ambas com 268,7 pontos, e vão para o Grupo de Acesso no próximo ano.
A vitória coloca a Morada do Samba como a asegunda maior campeã de São Paulo. Vai-Vai, com 15, é a líder.

A escola foi a décima escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi, na madrugada de sábado (10), com samba-enredo que homenageou o escritor Mário de Andrade. O escritor foi interpretado pelo ator Pascoal da Conceição na comissão de frente, que saiu de um trem para sambar na avenida. O enredo mostrou as viagens do modernista pelo interior o país.

O abre-alas trouxe uma réplica do viaduto do Chá, no centro de São Paulo, além de engrenagens para mostrar que a cidade berço do modernismo não para.

Já a ala das baianas da Morada do Samba impressionou com fantasias que simulavam pedra-sabão, homenageando as obras de Aleijadinho.
A bateria do mestre Sombra, chamada de Ritmo Puro, veio com pitadas de frevo e maracatu e foi impecável ao sair do recuo puxados pela rainha Aline Oliveira.

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Em segundo lugar, ficou a Dragões da Real com os mesmos 270 pontos da Mocidade, mas perdendo nos cri… 

Pelo menos 12 feridos em colisão entre ônibus escolar e camião nos EUA

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Uma colisão entre um ônibus escolar e um camião num cruzamento em Medford Township, condado de Burlington, em New Jersey, nos Estados Unidos, provocou ferimentos a pelo menos uma dúzia de pessoas.

A polícia de Medford Township, citada pela Associated Press, afirmou que a colisão aconteceu pouco antes das 15 horas de terça-feira (horário local).

Nenhum dos feridos está em risco de vida, revelou também.

Ainda não há informações sobre o que pode ter provocado a colisão.

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Juíza concede divórcio após morte de cônjuge

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A 3ª Vara da Família e das Sucessões de Santos, no litoral paulista, determinou o divórcio post mortem, com efeitos retroativos à data da propositura da ação, em decorrência do falecimento do cônjuge após a citação no processo. Na sentença, a juíza Mariella Amorim Nunes Rivau Alvarez destacou que a jurisprudência vem admitindo a possibilidade do decreto do divórcio pós-morte em hipóteses de falecimento do cônjuge no curso da ação, quando já manifestada a vontade de qualquer uma das partes de se divorciar.

Mariella destacou que a alteração deve necessariamente ser precedida da regulamentar comunicação à parte contrária, pela citação – como é o caso dos autos. “A ação contendo a manifestação de vontade inequívoca da autora voltada à decretação do divórcio foi ajuizada antes do óbito do réu, que restou regularmente citado, cumprindo-se a necessária triangulação da lide”, decidiu a juíza da 3ª Vara da Família e das Sucessões de Santos.

Ela anotou. “Por isso e por se tratar de direito potestativo da parte autora, cuja manifestação de vontade vem bem expressa na petição inicial, o divórcio deve ser decretado, com efeitos retroativos à data da propositura da ação.”

Como o casal não adquiriu bens durante o período em que viveu junto e a certidão de óbito não indicou a existência de patrimônio deixado, a juíza Mariella Amorim Nunes Rivau Alvarez afirmou não haver necessidade da sucessão processual, sendo ‘de rigor a pronta decretação do divórcio post mortem’.

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Na sentença, a juíza Mariella Amorim Nunes Rivau Alvarez destacou que a jurisprudência vem admitindo… 

Vilão do Carnaval, calor afeta shows e eleva atendimentos médicos

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RIO DE JANEIRO, RJ, SÃO PAULO, SP, OLINDA, PE, E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS0 – O calor tem sido vilão no Carnaval neste ano. Tanto no Nordeste quanto no Sudeste, os termômetros ultrapassaram 30ºC , desafiando foliões e artistas. Apresentações foram interrompidas, festas acabaram encurtadas, e os atendimentos médicos dispararam.
A cantora Ludmilla, por exemplo, encerrou o bloco O Fervo da Lud uma hora mais cedo nesta terça-feira (13), no Rio de Janeiro. “O clima a gente não consegue controlar”, desabafou a cantora ao ver foliões desmaiando ao redor do trio elétrico.

Às 12h, a temperatura era de 37,2°C na estação meteorológica do Inmet localizada na Marambaia, na zona oeste do Rio, e a máxima prevista até o fim do dia era de 41°C.

Na segunda-feira (12), às 9h, os termômetros já marcavam 30ºC em São Paulo. Moradores da Santa Cecília, no centro, tentaram ajudar os foliões do bloco Espetacular Charanga do França jogando água de seus prédios através de mangueiras. Era, porém, batalha perdida contra o sol.

No domingo (11), a cantora Pabllo Vittar interrompeu o show no Ibirapuera, na zona sul, ao ver fãs passando mal e sendo carregados. Uma foliã convulsionou na grama e foi socorrida por amigos. Após mais de 40 minutos de interrupção, parte do público desistiu e trocou o Carnaval por um passeio no parque. “Tentamos assistir e não conseguimos”, disse Heloíza dos Santos, 18. “Estava um forno.”

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, foram realizados 492 atendimentos nos postos médicos dos megablocos no sábado (10), 993 no domingo (11) e 552 na segunda (12). As principais causas de atendimento foram náusea, vômito, enxaqueca e ferimentos.
Em Salvador, entre quinta (8) e segunda (12), mais de 4.300 foliões foram atendidos nos 15 módulos da Secretaria Municipal da Saúde instalados nos circuitos da folia. Apenas na segunda, 98 pessoas deram entrada com pressão baixa, quadro de irritabilidade e boca seca devido à desidratação e aos quase 35°C.

Na tentativa de baixar a sensação térmica, os foliões recorreram a uma série de estratégias. Entre elas, garrafas plásticas com gelo foram usadas para refrescar a água adquirida a R$ 5 com os ambulantes paulistanos ou entregue gratuitamente pelas companhias de água e prefeituras.

A oferta de água grátis se tornou obrigatória em eventos de grande porte em novembro do ano passado, após Ana Clara Benevides, 23, morrer em decorrência de exaustão térmica no show da cantora Taylor Swift, no Rio.

Ana passou mal em 17 de novembro, no dia da apresentação de Swift no Estádio Nilton Santos, o Engenhão. Na ocasião, o termômetro marcava perto dos 40ºC. Exposta ao calor, a universitária teve uma parada cardiorrespiratória com um quadro de choque cardiovascular e comprometimento grave dos pulmões, o que evoluiu para a sua morte súbita.

O laudo também indicou que a fã teve um rompimento dos vasos sanguíneos que irrigam os pulmões e paralisação de vários órgãos pela exposição ao calor. Ana não havia ingerido álcool ou qualquer substância tóxica.

RISCOS DO CALOR
De acordo com o Ministério da Saúde, o excesso de exposição ao sol e ao calor intenso pode levar a temperatura corporal a ultrapassar os 40ºC, fazendo com que o mecanismo de transpiração falhe e o corpo não consiga se resfriar.

Além disso, quando ao calor é somado o consumo de bebida alcoólica, o risco aumenta. O álcool inibe um hormônio que auxilia o organismo a evitar a perda de líquido. Sem essa ajuda, o indivíduo que ingere muita bebida alcoólica produz mais urina e fica mais propenso à desidratação.

No começo, os principais sintomas da insolação são dor de cabeça; tontura; náusea; pele quente e seca;
pulso rápido; temperatura elevada; distúrbios visuais e confusão mental.

Dependendo do tempo de exposição ao sol, os sintomas podem se agravar e incluir, entre outras coisas, respiração rápida e difícil; palidez; desmaio; convulsão; e extremidades arroxeadas.
Em casos mais graves ou quando não tratada adequada e imediatamente, a insolação pode provocar diversas complicações em órgãos vitais, como o cérebro, o coração e os rins, e levar ao coma e à morte.

O QUE FAZER?
Em caso de insolação, há uma série de medidas para baixar a temperatura corporal lenta e gradativamente até a chegada de um médico:
remover a pessoa para um local fresco, à sombra e ventilado; remover o máximo de peças de roupa; se estiver consciente, a pessoa deverá ser mantida em repouso e recostada (cabeça elevada); pode-se oferecer bastante água fria ou gelada ou qualquer líquido não alcoólico; se possível, deve-se borrifar água fria em todo o corpo da pessoa, delicadamente; podem ser aplicadas compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilha; tão logo seja possível, a pessoa deverá ser imersa em banho frio ou envolta em panos ou roupas encharcadas. Em casos graves, a orientação do ministério é que seja procurado atendimento médico de emergência. O melhor cenário é levar a pessoa imediatamente ao hospital ou solicitar apoio do Samu pelo telefone 192.

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Apresentações foram interrompidas, festas acabaram encurtadas, e os atendimentos médicos dispararam…. 

Mulher leva soco de segurança no show do cantor Oh Polêmico; vídeo

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Uma mulher foi agredida com um soco pelos seguranças do cantor “Oh Polêmico”. O caso ocorreu na cidade de Floriano, no interior do Piauí, na madrugada desta terça-feira (13), durante uma apresentação no carnaval da cidade.

Não foi revelado ainda o estado de saúde da vítima, nem se os seguranças se pronunciaram sobre a agressão. Nas redes sociais de Oh Polêmico ainda não há manifestações do vocalista a respeito do ocorrido.

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Não foi revelado ainda o estado de saúde da vítima, nem se os seguranças se pronunciaram sobre a agr… 

Prédio de 19 andares é evacuado às pressas em Praia Grande após danos em colunas

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MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – Um edifício residencial de 19 andares foi evacuado com urgência na tarde desta terça-feira (13) em Praia Grande, no litoral paulista, depois de cinco colunas do prédio apresentarem danos estruturais.

O colapso na estrutura das colunas do edifício Giovannina Sarane Galavoti, localizado na avenida Jorge Hagge, 80, bairro Aviação, ocorreu às 13h56, de acordo com a Defesa Civil de Praia Grande. Não há vítimas.

A interdição levou um grande número de curiosos para a avenida e gerou temor em quem mora ou está hospedado no feriado prolongado de Carnaval em edifícios vizinhos. Em redes sociais, moradores relataram ter sentido tremores.

O Corpo de Bombeiros informou que há três equipes no local. Também há carros da Polícia Militar.

De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, equipes das secretarias de Urbanismo, Trânsito, Segurança Pública, além da Defesa Civil, estão no local.

Técnicos da secretaria de Urbanismo, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros estão dentro do edifício realizando uma vistoria e avaliando os danos ocorridos.

O local conta com toda a documentação pertinente em dia junto à prefeitura, de acordo com a administração.

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A interdição levou um grande número de curiosos para a avenida e gerou temor em quem mora ou está ho… 

Tempestade de neve assola EUA e ‘pinta’ Nova Iorque de branco

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A cidade de Nova Iorque e outras grandes metrópoles do nordeste dos Estados Unidos estão sendo assoladas por uma tempestade de neve, a Nor’easter, que deverá causar várias perturbações.

A insistente queda de neve deverá causar cortes de energia e perturbar a realização de viagens, trabalhos e aulas, reporta a CNN Internacional.

Governadores de vários estados norte-americanos pediram aos residentes para trabalhar de casa e evitar viagens não essenciais, uma vez que a neve e o vento forte poderão criar condições muito adversas nas estradas.

Nesta terça-feira (13), a cidade de Nova Iorque, poderá sofrer a maior tempestade de neve em mais de dois anos. É esperado que caia até cinco centímetros de neve por hora nas áreas mais atingidas.

Veja as imagens na galeria acima.

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"Não temos macho". Gravidez de arraia choca aquário nos EUA

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A gravidez de uma raia do Aquário e Laboratório de Tubarões da Equipe ECCO, na Carolina do Norte, Estados Unidos, deixou os pesquisadores confusos, uma vez que o local não tem arraias macho.

De acordo com os funcionários do aquário, citados pelo Fox Weather, o mistério começou em setembro de 2023, quando a arraia chamada Charlotte começou a “inchar”. “Documentamos vários crescimentos internamente e, inicialmente, pensamos que ela tinha um câncer”, afirmou a equipe.

Mais tarde, o veterinário do aquário identificou os crescimentos como ovos, não como câncer, para grande perplexidade dos trabalhadores do aquário. “Não temos macho”, afirmaram.

A primeira hipótese colocada em cima da mesa diz respeito a um caso de partenogénese – ou reprodução assexuada sem fertilização – em arraias, que já tinha sido documentada anteriormente.

No entanto, outra hipótese surgiu quando os funcionários do aquário se lembraram que em julho, dois meses antes de Charlotte mostrar sinais de gravidez, o aquário colocou dois tubarões machos no tanque.

“Começamos a notar marcas de mordidas na Charlotte, mas vimos outros peixes mordê-la, por isso mudamos os peixes de lugar, mas as mordidas continuaram. Foi então que a lâmpada se acendeu – os tubarões mordem para acasalar – será que um dos nossos jovens machos acasalou com ela?”, destacaram.

Segundo investigadores, os tubarões e as arraias estão intimamente relacionados e já foi documentado o cruzamento de raças.

O último ultrassom de Charlotte mostra dois ou três filhotes que podem nascer a qualquer momento. A data prevista para o parto era 9 de fevereiro, mas até à data ainda não foram dadas atualizações.

O aquário terá de efetuar um teste de DNA depois de nascerem para provar a teoria, “a menos que haja pistas visíveis sobre uma raça mista”.

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