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Doze feridos em incêndio que atingiu parque aquático na Suécia; veja

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Um incêndio em Gotemburgo, na Suécia, resultou em 12 feridos nesta segunda-feira, nas instalações de um parque aquático em fase de construção.

Conforme relatado pela agência Associated Press (AP), o fogo teve início no parque Oceana, em construção dentro do parque temático Liseberg. As chamas se espalharam por diversos tobogãs e um edifício semelhante a um hangar.

Um hotel e um escritório nas proximidades foram evacuados como medida de precaução diante do incêndio.

O sinistro gerou uma densa nuvem de fumaça, levando as autoridades locais a aconselhar os residentes a permanecerem em casa, com as janelas fechadas, conforme informou a agência Reuters.

O parque aquático estava programado para abrir neste verão, com um investimento estimado em 1,2 bilhão de coroas suecas (aproximadamente 550 milhões de reais).
 
 
Pode ver um vídeo do momento na galeria acima.

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Morre Luiza Trajano Donato; fundadora do Magazine Luiza

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Na madrugada desta segunda-feira (12), faleceu em Franca (SP) Luiza Trajano Donato, fundadora do Magazine Luiza e tia da empresária Luiza Helena Trajano, atual presidente do Conselho de Administração da varejista.

Luiza Trajano Donato, que tinha 97 anos, veio a óbito em sua residência por causas naturais.

O velório está agendado para as 10h no Velório São Vicente, em Franca (SP), e o sepultamento está programado para as 16h no Cemitério da Saudade. Franca foi a cidade onde a fundadora inaugurou a primeira loja da rede.

Em sinal de luto, todas as unidades do Magazine Luiza em Franca permanecerão fechadas nesta segunda-feira.

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Luiza Trajano Donato, que tinha 97 anos, veio a óbito em sua residência por causas naturais. 

Casos de Covid crescem 140% em São Paulo e especialistas temem explosão após Carnaval

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(FOLHAPRESS) – Análise inédita feita pela plataforma SP Covid-19 Infotracker, criada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), mostra que a capital paulista registrou aumento de 140% de casos positivos de Covid em duas semanas.

Com o avanço, cresce a preocupação dos especialistas de que haja uma explosão de registros da doença no pós-Carnaval.

A média móvel semanal saiu de 168 casos no dia 21 de janeiro para 404, no dia 4 de fevereiro, último dado disponível no painel da Secretaria Municipal da Saúde.

Se considerados períodos anteriores, o salto é ainda maior. Em relação a 24 de dezembro de 2023, data em que foram registrados 91 casos, por exemplo, o aumento é de 344%.

Laboratórios e hospitais também registraram alta da taxa de testes positivos de Covid. Segundo a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), janeiro deste ano fechou com um índice de 26% de confirmação, o dobro do computado no mesmo mês de 2023 (13%).

No Hospital Albert Einstein (SP), a alta de testes positivos nas cinco primeiras semanas deste ano foi de 43% (707 contra 1.013) em relação ao mesmo período de 2023.

Segundo Wallace Casaca, coordenador da plataforma Infotracker, há um aumento consistente de casos desde o final do ano passado. Os dados disponíveis não indicam alta de internações ou mortes.

“A gente espera um pico de casos de Covid nas próximas semanas. Bem menor, bem menos grave do que vimos em anos anteriores, devido à vacinação, mas teremos um boom, sem dúvida.”

A infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio Ribas (SP), tem avaliação parecida. “Agora, no pós-Carnaval, vai ser uma explosão de casos, felizmente sem gravidade”, diz.

Segundo Renato Kfouri, infectologista e vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), as aglomerações do Carnaval sempre provocam uma alta no número de casos quando já existe uma onda em curso.

“Se tem uma tendência de aumento, com a circulação aumentada do vírus, a proximidade entre as pessoas potencializa a transmissão e deve acelerar um pouco no pós-Carnaval.”

Embora a Covid não seja mais uma emergência de saúde desde 2023, e, com a alta taxa de vacinação pacientes com a doença tem sintomas cada vez mais leves, parecidos com uma gripe ou sinusite, o Ministério da Saúde diz que o protocolo a ser seguido permanece o mesmo.

De acordo com a nota mais recente, medidas como isolamento, uso de máscaras e higienização sanitária seguem importantes, “principalmente para aquelas pessoas em maior risco para desenvolver doença grave, e para reduzir as chances do desenvolvimento de condições pós-Covid com cada nova infecção”.

O último Boletim InfoGripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado na quinta (8), mostra aumento no número de novos casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) associados à Covid-19 em vários estados da região Norte, especialmente no Amazonas e no Tocantins, e no Mato Grosso (Centro-Oeste).

A análise é referente à semana epidemiológica 5, de 28 de janeiro a 3 de fevereiro, e tem como base os dados inseridos no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe) até o dia 5 de fevereiro.

De acordo com a análise, apesar de haver um sinal de possível desaceleração do crescimento entre os idosos no Pará, isso não ocorre entre as crianças e os adultos jovens, faixas nas quais segue o aumento.

Segundo Marcelo Gomes, pesquisador da Fiocruz e coordenador do InfoGripe, a recomendação para as pessoas de grupos de risco (de idade avançada ou que tenham alguma imunossupressão, por exemplo) é não pular Carnaval.

“Fica em casa, curte os desfiles pela TV, escuta pelo rádio, para não correr o risco de acabar se expondo e eventualmente desenvolver um caso grave.”

Para Wallace Casaca, o principal fator associado à alta de casos é a circulação de novas variantes do coronavírus.

De acordo com a plataforma de sequenciamento mantida pela Fiocruz, as subvariantes da Ômicron que estão levando a essa rápida escalada são as do grupo JD e a do grupo JN.

“Pela tendência, a JN.1 [descendente da variante Pirola, que é a BA.2.86), e subvariantes derivadas desse grupo têm ultrapassado as demais na corrida da transmissão”, afirma Casaca.

A cepa é também a que mais está em circulação nos Estados Unidos. Detectada pela primeira vez no país em setembro do ano passado, a JN.1 foi responsável por 44% dos casos de Covid em meados de dezembro, muito acima dos cerca de 7% registrados no final de novembro, segundo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), agência do governo americano.

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A média móvel semanal saiu de 168 casos no dia 21 de janeiro para 404, no dia 4 de fevereiro, último… 

Multidão coloca fogo em carro autônomo nos Estados Unidos

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No último sábado, uma multidão em São Francisco, nos EUA, vandalizou e incendiou um veículo autônomo da marca Waymo. A empresa destacou que esse foi o ataque mais destrutivo já registrado contra carros sem motorista nos Estados Unidos.

O incidente ocorreu quando um grupo de pessoas cercou o veículo que transitava por uma rua da cidade durante as celebrações do Ano Novo chinês, marcadas por fogos de artifício. Segundo relatos de Michael Vandi à Reuters, membros da multidão pularam sobre o capô do carro, quebrando o para-brisa. Outra pessoa presente também subiu no veículo, enquanto a plateia aplaudia, e a situação rapidamente se deteriorou.

Indivíduos com skates começaram a quebrar os vidros do carro, enquanto outros danificavam o veículo. Michael Vandi mencionou dois grupos de pessoas, um envolvido no vandalismo e outro chocado, filmando a ação. Os bombeiros divulgaram imagens nas redes sociais, evidenciando os destroços carbonizados do carro. O Departamento de Polícia de São Francisco confirmou a investigação do incidente, mas não informou sobre eventuais detenções.

 

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Homem voa de Londres para Nova York sem bilhete e sem passaporte

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Um indivíduo conseguiu realizar uma viagem de Londres, Reino Unido, para Nova York, Estados Unidos, no Natal passado, sem apresentar bilhete ou passaporte. Segundo o The Sun, o incidente ocorreu no Aeroporto de Heathrow, onde Craig Sturt, de 46 anos, passou por diversas verificações de segurança e controle de passaporte sem exibir qualquer documento antes de embarcar em um voo da British Airways em 24 de dezembro.

A descoberta ocorreu apenas ao chegar ao Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), de onde foi imediatamente enviado de volta para o Reino Unido, aterrissando em 25 de dezembro. Após sua chegada, Craig foi detido e acusado de vários crimes, incluindo fraude, embora tenha sido posteriormente libertado.

Registros judiciais acessados pelo The Sun revelam que Craig admitiu os crimes, incluindo a falta de compra de passagem aérea para o voo em questão. No entanto, desde então, ele desapareceu, deveria comparecer a um julgamento em janeiro, mas não compareceu à audiência. As autoridades estão buscando-o desde 25 de janeiro, mas até agora não há pistas sobre seu paradeiro.

Esse incidente assemelha-se a um caso recente nos EUA, em que um homem, por volta dos 40 anos, conseguiu viajar em um voo comercial de Copenhagen, Dinamarca, para Los Angeles em 4 de novembro, sem apresentar passaporte ou bilhete de avião.
 
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Vigilância Sanitária de Campos alerta para consumo de gelo não filtrado

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VISA

O gelo é um dos itens indispensáveis durante o verão, pois garante a conservação de alimentos e bebidas que necessitem de temperaturas mais baixas, além de ser usado no consumo de diversas bebidas, como a caipirinha, caldo de cana, refrigerantes, sucos, entre outros. No entanto, é preciso se atentar quanto à procedência do produto, já que o gelo não filtrado (popularmente chamado de escamado) não deve ser ingerido, pois pode estar contaminado por microrganismos.

‌De acordo com o Departamento de Vigilância Sanitária (Visa) de Campos, são registrados muitos casos de intoxicação alimentar causados por água contaminada. Daí a importância em evitar o consumo de gelo não filtrado, seja em casa, em um restaurante ou até mesmo ao pedir algo para beber na rua.

“O gelo próprio para ingestão geralmente possui formato cilíndrico com o centro oco, furado. Ele é produzido com água filtrada, sendo muito utilizado nos bares e restaurantes diretamente nas bebidas, no preparo de sucos, drinks e coquetéis. Já o gelo com formato de escamas ou triturado, é inadequado para ingestão por não ser preparado com água filtrada, entre outras características de higiene relacionadas ao manuseio. Ele é indicado apenas para gelar bebidas em garrafas e latas, serpentinas de chopp e na conservação de alimentos embalados ou pescados. Avalie visualmente o gelo quando for comprar e evite uma possível contaminação. Observe a coloração, o odor e se há sinais visíveis de sujidades”, orienta o departamento.

Quanto à água de coco, a Visa aconselha que o consumo seja diretamente no próprio coco, já que o problema da bebida advém do gelo que é colocado no carrinho, que, por não ser filtrado, pode trazer problemas ao consumidor. Além disso, o ideal é sempre abrir o coco na hora do consumo.

CUIDADOS – A Visa ressalta que a água contaminada é veículo para quase todos os microrganismos e toxinas responsáveis pelas intoxicações alimentares, pois é utilizada em várias etapas da produção do alimento, do processamento ao preparo. E isso inclui o gelo, que também está presente em diversos preparos e bebidas.

‌A contaminação do gelo acontece de diferentes formas, segundo pontuou o departamento, e pode ocorrer por meio da presença de microrganismos patogênicos presentes em água de má qualidade, equipamentos contaminados ou mesmo no manuseio, através de condições suspeitas de higiene, podendo causar problemas gastrointestinais. Entre os sintomas estão: cólicas, diarreias, febre e náuseas.

“Geralmente, os agentes infecciosos responsáveis por diversas patologias conseguem se desenvolver na água e se espalham, chegando até os indivíduos causando várias doenças, como, por exemplo, infecção por salmonela, leptospirose, cólera, diarreia, esquistossomose, Hepatite A, entre outras. A orientação da Vigilância é sempre consumir o gelo filtrado e, ao comprar bebidas em ambulantes, higienizar a lata antes de abrir”, finalizou.

Fonte: Ascom

Adolescente suspeito de matar a mãe na Espanha já tinha fingido rapto

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Um dos adolescentes suspeitos de matar a mãe em Castro Urdiales, na comunidade espanhola da Cantábria, já havia simulado um rapto cerca de dois anos atrás, de acordo com informações da imprensa espanhola.

A Telecinco relatou que o irmão mais velho, agora com 15 anos, deixou a casa em 2022 sem avisar o irmão mais novo e os pais, sendo encontrado pela Guardia Civil em uma estrada, sozinho. Ao relatar às autoridades, o menor de origem russa afirmou ter sido sequestrado, mas conseguiu escapar.

É importante destacar que, após o crime recente, os dois irmãos, de 13 e 15 anos, ligaram para a avó materna alegando terem sido raptados, admitindo posteriormente terem sido responsáveis pela morte da mãe.

O adolescente confessou posteriormente que cometeu o homicídio porque foi agredido por ter obtido más notas na escola. Atualmente, uma investigação está em andamento para determinar se os irmãos, ambos adotados, eram vítimas de violência doméstica.

O caso ocorreu na noite de quarta-feira, quando a mulher de 48 anos foi encontrada morta na parte de trás de seu carro, na garagem da família, exibindo sinais de violência. A vítima estava amordaçada, e sacos de lixo cobriam parcialmente o corpo. A investigação preliminar sugere que a morte foi causada por uma facada no pescoço.

O jovem de 15 anos está detido em um centro de reeducação, onde permanecerá por pelo menos seis meses como o principal suspeito do crime. Já o irmão mais novo, de 13 anos, considerado inimputável segundo a Lei do Menor espanhola, foi encaminhado a um centro de proteção de menores.

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Secretário de Defesa dos EUA é internado em UTI com ‘problema urgente’ na bexiga

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, voltou a ser internado em uma unidade de terapia intensiva de Washington para tratar um “problema na bexiga”, descrito como “urgente”. Na semana passada, médicos identificaram um câncer de próstata após exames laboratoriais feitos por ele.

“Depois de uma série de exames e avaliações, o secretário foi internado na unidade de terapia intensiva do Centro Médico Militar Nacional Walter Reed para cuidados de suporte e monitoramento rigoroso”, disse o Pentágono em nota divulgada no domingo (11).

Nesta segunda (12), a unidade médica anunciou em boletim ter detectado “problemas emergentes” na bexiga de Austin, sem detalhar quais.

Legisladores republicanos e democratas chegaram a criticar o “sumiço” de Austin no mês passado. Depois de vir a público que nem o presidente americano, Joe Biden, sabia que ele estava doente e não podia desempenhar as suas funções, o que causou constrangimento ao chefe do Executivo americano, Austin disse que a responsabilidade de não informar sobre as hospitalizações era sua.

Alguns republicanos proeminentes, incluindo o ex-presidente Donald Trump, pediram que Austin fosse removido do cargo. O secretário de Defesa, porém, tem o respaldo de Biden -o presidente disse confiar em Austin, apesar de ter definido o que chamou de problemas de comunicação como um “lapso de julgamento”.

Com o anúncio da hospitalização do secretário e a decisão rápida de transferir suas funções para a vice-secretária de Defesa, Kathleen Hicks, o Pentágono parece determinado a evitar a repetição de atritos políticos que ocorreram no mês passado após o “sumiço” de Austin.

Ainda não se sabe por quanto tempo o secretário permanecerá hospitalizado, segundo médicos do hospital em nota divulgada no domingo. Já o prognóstico do câncer de Austin “continua excelente” e não se espera que o problema da bexiga altere sua recuperação total, acrescentaram os especialistas.

Austin, um general de quatro estrelas aposentado que liderou as forças americanas no Iraque e é o primeiro Secretário de Defesa negro dos EUA, ainda estava no hospital no mês passado quando as forças de Washington lançaram um ataque de retaliação contra um líder de milícia apoiado pelo Irã em Bagdá.

Em relação a seu “sumiço” no mês passado, Austin terá de esclarecer o caso perante o Congresso, em audiência marcada para o próximo dia 29. Atualmente, há três investigações sobre o comportamento do secretário, incluindo uma do escritório do inspetor-geral do Pentágono, que coordena uma agência de vigilância para rastrear desperdícios, fraudes e abusos militares.

Austin tem em sua agenda uma viagem marcada a Bruxelas para uma reunião na quarta (14) do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia. Não está claro se a hospitalização pode alterar o cronograma da viagem.

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Veja os blocos que saem no Rio nesta segunda-feira

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Na segunda-feira de Carnaval, multidões de foliões são esperados nos blocos que desfilam no centro e em bairros das zonas Sul, Norte e Oeste da cidade. A previsão da Riotur é que até 5 milhões de pessoas aproveitem o carnaval de 2024 na capital fluminense.

Entre os destaques de hoje (12), estão o Sargento Pimenta, que desfila a partir das 8h, na Glória, e o bloco infantil Largo Do Machadinho, Mas Não Largo Do Suquinho, marcado para as 9h, no Catete.

Confira a lista de blocos oficiais do carnaval de rua do Rio de Janeiro nesta segunda:

Bloco Corre Atrás – 7h (Leblon)

Bloco Do Sargento Pimenta – 8h (Glória)

Bloco Exagerado – 8h (Centro)

Bloco Traz A Caçamba – 8h (Centro)

Que Pena Amor – 8h (Centro)

Vem Cá Minha Flor – 8h (Centro)

Virtual – 8h (Leme)

Banda Polvo Da Ilha – 9h (Ribeira)

Bloco Infanto Juvenil Largo Do Machadinho, Mas Não Largo Do Suquinho – 9h (Catete)

Bloco Da Insanarj – 10h (Centro)

Carvalho Em Pé – 10h (Botafogo)

Dinossauros Nacionais – 10h (Centro)

Banda Clube Nobre Do Bairro Peixoto – 11h (Copacabana)

Banda Inimigos Da Bebida– 11h (Cocotá)

Bloco Seca Copo – 12h (Pitangueiras)

Universibloco – 12h (São Cristóvão)

Grbc Boêmios Da Madrugada – 13h (Tijuca)

Vem Delícia – 13h (Centro)

Acabou Amor – 14h (Tauá)

Bloco Carnavalesco Tudo Bom – 14h (Bangu)

Bloco Das Divas – 14h (Recreio Dos Bandeirantes)

Bloco Peru Sadio – 14h (Leme)

Comuna Que Pariu! – 14h (Centro)

Banda Do Riviera – 15h (Barra Da Tijuca)

B.C. Ciganas Feiticeiras De Olaria – 15h (Olaria)

Bloco Carnavalesco Vermelho E Preto E Coirmãos – 15h (Padre Miguel)

Bloco Papo De Cachaça – 15h (Méier)

Grcbc Engata No Centro – 15h (Centro)

Associação Carnavalesca Infiéis – 16h (Centro)

Banda Cabeça De Chave Da Rua Duvivier – 16h (Copacabana)

Banda Da Inválidos – 16h (Centro)

Bloco Balanço Do Jamelão – 16h (Grajaú)

Bloco Balanço Do Pinto – 16h (Tijuca)

Bloco Da Treta – 16h (Centro)

Bloco Flor De Lis – 16h (Centro)

Bloco Regos Barros – 16h (Santo Cristo)

Estica Do Flamengo – 16h (Flamengo)

U Amo Cerveja – 16h (Centro)

G.R.B.C. Aconteceu – 16h (Santa Teresa)

Bloco Da Colonia – 17h (Ilha De Paquetá)

Tigre Do Coqueiro – 17h (Pedra De Guaratiba)

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A previsão da Riotur é que até 5 milhões de pessoas aproveitem o carnaval de 2024 na capital flumine… 

Sambódromo se ilumina na primeira noite de desfiles do grupo especial

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Na primeira noite do Carnaval do Rio de Janeiro em 2024, Beija-Flor de Nilópolis, Acadêmicos do Grande Rio e Imperatriz Leopoldinense brilharam com enredos literários.

Seis escolas desfilaram pelo sambódromo Marquês de Sapucaí na noite deste domingo.

Unidos do Porto da Pedra, Acadêmicos do Salgueiro e Unidos da Tijuca também desfilaram, destacando-se, apesar de problemas iniciais.

As alegorias de Porto da Pedra tiveram contratempos, mas todas as escolas cumpriram o tempo de desfile sob um céu firme.

Porto da Pedra retornou após 11 anos, homenageando o “Lunário”. Salgueiro reverenciou o povo yanomami, Beija-Flor celebrou Maceió e Rás Gonguila, a Grande Rio explorou mitos tupinambás, e a Unidos da Tijuca apresentou o enredo

“O conto de fados”, mergulhando na história e lendas de Portugal. Imperatriz Leopoldinense homenageou Leandro Gomes de Barros, poetizando a cultura cigana. O Carnaval seguiu sem estourar os tempos e com desfiles marcantes.
 
 

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Seis escolas desfilaram pelo sambódromo Marquês de Sapucaí na noite de domingo 

Angolanos são metade dos estrangeiros acolhidos em abrigos de São Paulo

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Os imigrantes angolanos representaram metade dos estrangeiros que buscaram abrigo em São Paulo, mantidos pela prefeitura e organizações parceiras em 2023, conforme autoridades locais.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) da Prefeitura de São Paulo, no ano passado, 6.896 estrangeiros de 97 nacionalidades foram acolhidos em abrigos públicos.

O secretário de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Carlos Bezerra Júnior, destacou o aumento significativo no fluxo migratório, especialmente de angolanos para São Paulo. Em 2020, foram registrados 2.550 angolanos chegando à cidade, número que aumentou para 5 mil em 2022 e, em 2023, atingiu 3.390.

Os angolanos representaram pelo menos metade dos estrangeiros que recorreram aos abrigos públicos em busca de moradia. O secretário mencionou à Lusa que as razões para a migração incluem fugir de perseguição política, conflitos religiosos, violência, condições econômicas adversas e busca por atendimento médico, especialmente por parte de angolanas grávidas.

Em uma visita ao Centro de Acolhida (CA) Scalabriniana, parceiro da prefeitura, constatou-se que, em janeiro, o local abrigava 137 angolanos entre cerca de 190 acolhidos.

Os relatos de imigrantes angolanos no CA Scalabriniana incluem histórias como a de Marcelo Macama Ngoma, biomédico de 38 anos, que busca melhores condições de vida, e Lumengu Luamuifí, de 41 anos, que deixou Angola com suas filhas para trabalhar no comércio e estabelecer residência no Brasil. Pedro Belarmino Makasa, de 52 anos, está no Brasil em busca de aperfeiçoamento técnico-profissional e planeja retornar a Angola.

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Segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) da Prefeitura … 

El Niño dá sinais de despedida, mas cientistas já preveem La Niña

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Após um ano e meio de duração e sucessivos recordes de temperatura batidos, o El Niño deve se despedir no segundo semestre e dar lugar ao La Niña ainda neste ano. De acordo com a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), a versão mais fria do fenômeno climático deve passar a vigorar entre julho e setembro, conforme documento da entidade, elaborado com base em uma série de modelos estatístico-climáticos.

O El Niño ocorre com intervalos de dois a sete anos, e se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico na região do Equador. Isso causa a interrupção dos padrões de circulação das correntes marítimas e massas de ar, o que leva a consequências distintas ao redor do mundo. “Dependendo de sua força, o El Niño pode causar uma série de impactos, como aumentar o risco de chuvas fortes e secas em determinados locais do mundo”, disse Michelle L’Heureux, cientista do Climate Prediction Center.

Na semana passada, um relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicou que, apesar de El Niño estar classificado atualmente como forte, a intensidade do fenômeno deve mudar de moderada para fraca nos próximos meses, com possibilidade de formação do La Niña no segundo semestre. Mensalmente, o documento é produzido e atualizado para garantir informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais, além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País – o fenômeno afeta, por exemplo, a colheita.

Oposto

O La Niña é um fenômeno climático oposto, caracterizado pelo esfriamento das águas superficiais do Pacífico e pela consequente queda nas temperaturas globais. No Brasil, ele costuma causar fortes chuvas nas Regiões Norte e Nordeste. No Sul, há elevação das temperaturas e seca.

Na última vez em que vigorou, o fenômeno teve a duração de três anos. “O La Niña potencializa as ondas de frio nos períodos de outono-inverno e primavera. Por outro lado, é preciso lembrar que áreas da América do Sul em Argentina, Uruguai, Paraguai e Sul do Brasil podem ter forte estiagem e ondas de calor intensas, como em 2021/2022”, afirma a meteorologista Estael Sias, da MetSul.

De acordo com a NOOA, o El Niño deve estender seus efeitos até maio. Após esse mês, segue um período de neutralidade climática e, então, começa a se formar o La Niña. Não necessariamente os dois eventos se sucedem imediatamente, explica Estael. Eles podem se prolongar e se repetir.

Calor

Sob influência do El Niño, o mundo bateu recordes sucessivos de calor. O ano de 2023 foi confirmado como o mais quente já registrado, segundo relatório divulgado pelo observatório europeu Copernicus. A temperatura média no ano passado foi 1,48 ºC mais quente do que na era pré-industrial (meados do século 19), segundo a agência. E quebrou a barreira de 1,5ºC em 12 meses, marco do Acordo de Paris, no mês passado.

A influência do El Niño ainda esteve relacionada a eventos extremos, como ciclones extratropicais no Sul e a estiagem acompanhada de queimadas na Amazônia, além das ondas de calor em várias regiões do Brasil.

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Detidos são obrigados a empurrar carro da polícia que ficou sem gasolina

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Quatro indivíduos detidos foram compelidos a empurrar uma viatura policial sem combustível enquanto eram conduzidos ao tribunal, no distrito de Bhagalpur, em Bihar, Índia.

Segundo informações do India.com, os homens, acusados de “consumo de álcool”, proibido em Bihar, estavam a caminho do tribunal quando o veículo parou.

Imediatamente, os policiais ordenaram que os réus desembarcassem e empurrassem o carro até um posto de combustível, localizado a 500 metros.

Um pedestre registrou o incidente em vídeo, ocorrido em 4 de fevereiro, e compartilhou nas redes sociais. As imagens rapidamente viralizaram, gerando controvérsia.

O caso está atualmente sob investigação para determinar se houve “abuso de autoridade”.

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Cão vê neve pela primeira vez e a reação é hilária; veja as imagens

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Vídeos que retratam as aventuras dos amigos de quatro patas têm conquistado grande sucesso nas redes sociais, especialmente quando as imagens são capazes de derreter corações. Um exemplo disso é um cão da raça Golden Retriever que experimentou a neve pela primeira vez, resultando em uma reação hilariante.

A dona do animal compartilhou o momento nas redes sociais com a legenda: “Meu Golden veio do Brasil para morar no Canadá comigo, e essa foi a reação dele ao conhecer a neve pela primeira vez.”

O vídeo rapidamente se tornou viral na internet, acumulando quase meio milhão de visualizações e recebendo uma série de elogios de outros internautas.

Confira o vídeo hilariante do cãozinho na galeria de imagens acima.

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Ataques israelenses em Rafah fazem "100 mortos"; dois reféns libertados

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Vários ataques aéreos israelenses resultaram em “cerca de 100 mortos” em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo Hamas. A estimativa foi elevada de 52 para aproximadamente 100 mortos em um novo balanço.

Os ataques atingiram 14 casas e três mesquitas em diferentes áreas de Rafah.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado ataques contra alvos terroristas na área de Shabura, em Rafah. O exército israelense declarou que os ataques no sul da Faixa de Gaza já foram encerrados, sem fornecer detalhes sobre alvos ou possíveis danos e vítimas.

As IDF também anunciaram o resgate de dois israelenses feitos reféns durante o ataque do Hamas em solo israelense em outubro. A operação de libertação dos reféns resultou na morte de pelo menos sete pessoas, conforme autoridades palestinas.

No domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou ao exército que preparasse uma ofensiva contra Rafah, para onde mais de 1,3 milhões de palestinos fugiram nas últimas semanas devido à guerra.

Veja as imagens na galeria acima

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Foliões devem ter cuidado com raios nos blocos de Carnaval

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CLAUDINEI QUEIROZ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A capital paulista terá no Carnaval de rua deste ano mais de 400 blocos, em cortejos com milhares de foliões por todas as regiões da cidade. Apesar da alegria, descontração e música que animam a festa, os participantes também precisam se atentar aos perigos de ficarem expostos a tempestades, principalmente pelos riscos trazidos por raios.

A previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), da Prefeitura de São Paulo, é que todo o feriado seja de sol, com muito calor e umidade, cenário propício para as conhecidas chuvas de fim de tarde, sempre com a possibilidade de queda de raios.

De acordo com o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de 2013 até 2022, 835 pessoas perderam a vida no Brasil devido às descargas elétricas.

Segundo outro levantamento do mesmo grupo, em 20 anos (2000 a 2019), 43% das mortes por raios no país ocorreram no verão. E o estado com o maior número de fatalidades é São Paulo, com 327 nesse período.

As estatísticas mostram que a cada 50 mortes por raios no mundo, 1 é no Brasil, o
país campeão mundial em incidência de raios, atingido por 78 milhões de descargas atmosféricas por ano.

O Elat destaca que os raios podem acontecer pouco antes de a chuva começar ou no estágio final da tempestade. Portanto, o ideal é buscar abrigo tão logo veja nuvens carregadas no céu ou escute um trovão, que sinalizam o início do temporal.

“As tempestades no verão são um fenômeno recorrente, caracterizadas por ventos intensos e precipitação abundante. Essas condições climáticas, frequentemente acompanhadas por trovoadas e raios, apresentam riscos significativos à segurança pública. A conscientização e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para minimizar potenciais danos e garantir a segurança de todos”, diz o capitão André Elias dos Santos, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

Outra preocupação dos especialistas é que pesquisas já indicam uma alta na incidência de raios em áreas urbanas, em razão do aumento de temperatura (fenômeno conhecido como ilha de calor) e de poluição.
A presença de para-raios no topo dos edifícios ajuda a evitar uma queda de raio diretamente sobre os foliões, mas ainda há perigo nos efeitos indiretos das descargas atmosféricas, como quedas de fios de energia elétrica, incêndio e energização de postes metálicos.

Em 2018, o estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, morreu após ser eletrocutado ao encostar em um poste no desfile do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. Aquele caso não foi motivado por raio, mas, sim, por energização de uma instalação de câmeras de segurança. No entanto, isso também pode ocorrer em caso de descarga atmosférica durante uma chuva.

“Locais abertos, como praças, campos, avenidas e ruas sem qualquer tipo de proteção são extremamente perigosos durante fortes chuvas com raios e trovões”, alerta Juliano Gonçalves, especialista e diretor da divisão de cabos da empresa Megger Brasil.
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COMO SE PROTEGER DOS RAIOS
1. Se possível, não saia para a rua ou não permaneça na rua durante as tempestades, a não ser que seja absolutamente necessário. Nestes casos, procure abrigo nos seguintes lugares:
– Carros não conversíveis, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis;
– Em moradias ou prédios, de preferência que possuam proteção contra raios;
– Em abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis, em grandes construções com estruturas metálicas, ou em barcos ou navios metálicos fechados.2. Se estiver dentro de casa, evite:
– Usar telefone com fio ou celular ligado a rede elétrica (utilize telefones sem fio);
– Ficar próximo de tomadas e canos, janelas e portas metálicas;
– Tocar em qualquer equipamento elétrico ligado à rede elétrica.3. Se estiver na rua, evite:
– Segurar objetos metálicos longos, tais como varas de pesca e tripés;
– Empinar pipas e aeromodelos com fio;
– Andar a cavalo.4. Se possível, evite os seguintes lugares que possam oferecer pouca ou nenhuma proteção contra raios:
– Pequenas construções não protegidas, tais como celeiros, tendas ou barracos;
– Veículos sem capota, tais como tratores, motocicletas ou bicicletas;
– Estacionar próximo a árvores ou linhas de energia elétrica.5. Se possível, evite também certos locais que são extremamente perigosos durante uma tempestade, tais como:
– Topos de morros ou cordilheiras;
– Topos de prédios;
– Áreas abertas, campos de futebol ou golfe;
– Estacionamentos abertos e quadras de tênis;
– Proximidade de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos;
– Proximidade de árvores isoladas;
– Estruturas altas, tais como torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica.6. Se você estiver em um local sem um abrigo próximo e sentir que seus pelos estão arrepiados, ou que sua pele começou a coçar, fique atento, já que isto pode indicar a proximidade de um raio que está prestes a cair. Neste caso, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não fique deitado.
Fonte: Cartilha ‘Proteção Contra Raios no Brasil’, de 2020, do Elat/Inpe

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A previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), da Prefeitura de São Paulo, é… 

Médicos alertam sobre riscos para a saúde ocular durante o carnaval

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O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) recomenda aos foliões cuidados e atenção especiais aos olhos durante o carnaval para evitar prejuízos à visão, protegendo os olhos contra queimaduras químicas, por exemplo, além de traumas e infecções.

Segundo a médica Elisabeth Guimarães, que faz parte da Comissão Científica do CBO, durante as festas carnavalescas, muitas pessoas excedem no consumo de drogas e álcool, acabam perdendo um pouco a consciência e se expondo a riscos que vão desde traumas oculares até o envolvimento em brigas que podem resultar em traumas faciais e evoluir para danos oculares. Todo cuidado é pouco, disse a especialista, em entrevista à Agência Brasil.

Nos blocos carnavalescos, as pessoas se expõem muito ao sol forte do verão, destacou a médica, aconselhando o uso de viseiras, bonés e chapéus para proteger os olhos. “Todos são muito bem-vindos. Hoje em dia, a indústria os fabrica com tecidos que já vêm com proteção UV”. Além disso, os óculos escuros são indispensáveis. “Mesmo que não combinem com a fantasia, a pessoa deve usar”, para ter proteção garantida dos olhos.

Outra questão importante são os filtros solares que as pessoas passam no corpo e no rosto. Deve-se dar preferência àqueles produtos que são formulados para quem pratica esportes, porque a pessoa sua, mas o produto não vai escorrer, nem entrar no olho. Pode ser usado também o protetor facial em bastão que não derrete no olho.

Elisabeth recomendou que os foliões evitem contato principalmente com sprays de espuma, que podem ser extremamente irritantes para os olhos. Se houver contato desse produto com o olho, a orientação dos oftalmologistas é que a pessoa lave abundamente o local com água potável ou água mineral. Se a pessoa tiver condições e houver uma farmácia disponível, compre soro fisiológico novo, porque o soro fisiológico aberto se contamina com muita facilidade devido ao calor ambiente.”

Deve-se lavar o olho até tirar todo o resíduo. Se a dor persistir e o olho continuar vermelho, a pessoa deve procurar imediatamente um pronto-socorro, de preferência oftalmológico, para que haja um exame adequado, disse a especialista.

Quanto à maquiagem, que no carnaval costuma ser mais elaborada, com uso de muita sombra, cílios postiços e glitter, a recomendação é que ter cuidado com a cola que, em quantidade errada, pode escorrer para os olhos e queimar a córnea. Também não se pode esquecer de remover completa e adequadamente a maquiagem.

A atenção deve ser redobrada com os cílios que estão na moda, que são feitos de LED e grudam na pálpebra. “Aquilo tem alguns inconvenientes. Por ser um negócio que fica piscando, as pessoas têm curiosidade de por o dedo e isso pode levar micro-organismos para o olho, principalmente no meio de uma folia. Há risco de disseminação der conjuntivite, porque é muita gente junta, é multidão, é mão suja”, ressaltou a médica. Deve-se evitar levar a mão à face, principalmente nos olhos, para não pegar vírus e bactérias gratuitamente. Elisabeth Guimarães destacou que muitos desses cílios são importados, alguns têm procedência duvidosa e podem trazer problemas.

Como o carnaval é época de brilho, a maioria dos foliões gosta de caprichar no uso do glitter. Quando ele tem partículas grandes, se cai no olho, é de mais fácil identificação. Segundo a médica, o problema é o glitter pequeno, semelhante à areia. “Aquilo se desloca mais facilmente para dentro do olho. Se isso acontecer, a orientação é a mesma da espuma: lavar abundantemente. Se perceber que tem ainda coisa grudada no olho, não tente remover porque, às vezes, a tentativa e a emoção podem causar uma lesão na córnea, e isso é caso de pronto-socorro”.

A pessoa pode usar colírios lubrificantes oculares para tentar que a própria quantidade da lágrima seja capaz de expulsar aquele resíduo. “Mas nem sempre isso é possível”, alertou.

Sobre as lentes de contato, se forem gelatinosas, podem grudar no olho e desidratar, se o uso for excessivo, disse a médica. “Não se deve dormir com essas lentes, porque o risco de infecção aumenta. E se juntou lente de contato mais maquiagem, essa é uma combinação explosiva na hora de dormir.” Elisabeth aconselha àqueles que usam lentes de contato gelatinosas, a trocá-las pelas descartáveis, de uso diário, durante o carnaval. Tira-se da embalagem para usar e, do olho, vai para o lixo. “É mais saudável para o olho. Isso evita que se reutilize lentes contaminadas ou sujas de resíduos de maquiagem que não saíram com produtos de limpeza.”

Outra dica é pôr as lentes antes de fazer a maquiagem e tirá-las antes de removê-la. Isso evita a contaminação das lentes. “O problema é que algum tipo de resíduo de maquiagem pode ficar na lente e gerar problemas tanto alérgicos quanto infecciosos e irritativos para o olho.” Elisabeth chamou a atenção para outro cuidado: lentes de contato jamais podem ser compartilhadas.

De acordo com a especialista, a lente de contato está em contato íntimo com a córnea, com a lágrima da pessoa, e se torna um dispositivo médico que se contamina a partir do momento em que entra em contato com a lágrima. Sobre as lentes de contato coloridas, que são compartilhadas entre jovens como acessório de fantasia, ela advertiu: “esse tipo de comportamento pode trazer problemas muito sérios, se as lentes forem usadas indevidamente. O mesmo acontece com a maquiagem. Cada um deve ter a sua”, afirmou a especialista.

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, é preciso evitam abrir os olhos ao mergulhar no mar, em rios ou em piscinas clorificadas e, de preferência, não usar lentes de contato ao cair na água, porque há risco de contaminação por Acanthamoeba, uma infecção ocular rara, mas que pode ser grave e causar danos permanentes à visão. Elisabeth Guimarães disse que este é um bicho difícil de diagnosticar e de tratar e que, às vezes, o prognóstico nem sempre é feliz. “Se não se puder evitar estar em um ambiente desses, a opção deve ser por lentes de descarte diário. Olhos não foram feitos para ter contato com água.”

Quanto a pomadas modeladoras de cabelo, a orientação é dar preferência às autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois muitas são mais baratos e fáceis de encontrar, mas podem conter substâncias causadoras de irritação e até de queimadura química nos olhos.

O CBO destaca ainda a importância da hidratação e de uma alimentação saudável para a saúde ocular. Manter-se bem hidratado é essencial para garantir o adequado funcionamento do sistema lacrimal e prevenir sintomas de olho seco.

Segundo a instituição, se o desconforto ocular permanecer mesmo após a adoção de medidas como lavagem dos olhos, três sinais podem alertar para a presença de problemas: vermelhidão, dor intensa ou visão embaçada. Em qualquer desses casos, o melhor é procurar assistência médica para que o problema não se agrave. A vermelhidão persistente pode indicar irritações ou infecções, e a dor intensa ser sintoma de lesões ou condições graves. Alterações repentinas, como visão embaçada ou perda visual, demandam atenção imediata, alertou o CBO.

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O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) recomenda aos foliões cuidados e atenção especiais aos o… 

Incomodados podem denunciar desfile sem alvará

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Os blocos de rua são aguardados por foliões que curtem o carnaval, mas, ao mesmo tempo, tiram a tranquilidade de quem mora nas vias onde ocorrem os desfiles. Moradores reclamam de bloqueios de vias, barulho e muita sujeira no mês do evento, que não se restringe aos quatro dias do feriado.

Neste ano, a expectativa é de que ao menos 15 milhões de pessoas acompanhem o carnaval de rua na capital paulista. O pré-carnaval começou oficialmente em 3 de fevereiro. Além dos desfiles ao longo do feriado, entre 10 e 13 de fevereiro, haverá ainda o pós-carnaval, em 17 e 18 de fevereiro.

Segundo a Prefeitura, a Comissão Especial de Organização do Carnaval de Rua 2024 analisa todos os trajetos dos blocos, juntamente com outras autoridades municipais e associações que representam moradores e comerciantes. Durante os desfiles, agentes da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana (CGM) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) atuam para reduzir transtornos.

Associações de bairro, a exemplo da Sociedade Amigos de Vila Madalena (Savima), dizem não questionar o carnaval, mas a duração das festividades. “A pessoa que não gosta pode até viajar no feriado do carnaval, mas não o mês todo”, afirma Cássio Calazans, presidente da Savima.

Planejamento

Os desfiles são avaliados pela Comissão Especial de Organização do Carnaval de Rua 2024. São analisadas, segundo a Prefeitura, a legislação e as justificativas para eventuais mudanças de trajeto e horários em função do porte do bloco e das condições da região de desfile. As aprovações de trajetos, datas e horários também estão sujeitas à avaliação técnica das condições de impacto no trânsito e transporte em cada área.

Blocos e bandas tiveram prazo no ano passado para cadastrar seus desfiles, enviando detalhes como itinerário, horário, previsão do número de foliões e identificação dos responsáveis pelo desfile. Após as avaliações das inscrições, a lista dos blocos para o carnaval é publicada no Diário Oficial.

Segundo a Prefeitura, há critérios para a alterar ou adequar desfiles, como localidades com restrições de zoneamento: áreas hospitalares, áreas estritamente residenciais, áreas de atenção especial e de segurança pública.

Segundo Antonio Carlos de Freitas Jr, especialista em Direito Público e Administrativo, se algum cidadão verificar que um bloco faz um desfile que não foi previamente aprovado, pode administrativamente informar a falsidade à Prefeitura. Mas para o morador incomodado com a folia de rua, o caminho é mais difícil. “O cidadão pode, por vias administrativas e judiciais, apresentar suas razões, mas ‘não gosto do evento’ ou ‘vou me incomodar com a festa’ não são razões legítimas.”

Para conseguir anular uma autorização, por via administrativa, é preciso apresentar uma razão de interesse público. “Porque tem hospital na região ou um estabelecimento como asilo ou casa de albergue”, exemplifica Freitas Jr..

Judiciário

“Se a administração não tomar a atitude necessária, a pessoa pode acionar o Judiciário e ingressar com ação judicial ou até fazer a denúncia ao Ministério Público, que poderá atuar”, acrescenta o especialista. Ainda segundo o advogado, caso a pessoa verifique que o bloco não teve o alvará, deve acionar a Polícia Militar. “Pode avisar a Prefeitura, mas é dever do sistema policial, incluindo a PM, atuar no caso”, diz o advogado. Ainda segundo a Prefeitura, caso o munícipe se depare com qualquer irregularidade durante as festividades, é possível acionar a fiscalização da subprefeitura responsável pela região onde o bloco está localizado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Moradores reclamam de bloqueios de vias, barulho e muita sujeira no mês do evento, que não se restri… 

São Paulo teve grande terremoto há 2,5 milhões de anos, diz estudo

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Feições geológicas encontradas no subsolo do centro da capital paulista indicam que a região registrou um terremoto de grande magnitude há pelo menos 2,5 milhões de anos – bem pouco tempo do ponto de vista geológico. Um trabalho recente, publicado por pesquisadores da USP e da Universidade Federal do ABC, é o primeiro a documentar registros de abalos sísmicos de magnitude tão alta na região. Os tremores podem ter sido causados pela queda de um meteorito ou por atividade tectônica.

Publicado na Sedimentary Geology, o estudo revela que pelo menos um grande terremoto ocorreu na região, alcançando uma magnitude de, no mínimo, 6 graus na escala Richter – o suficiente para destruir boa parte do centro da cidade, se ocorresse nos dias de hoje. Os pesquisadores não sabem exatamente o que pode ter causado um terremoto tão intenso, mas uma das principais suspeitas é de que tenha sido a queda de um meteorito.

De fato, existe uma cratera na zona sul da cidade, a cerca de 40 km do centro, com 3,6 km de diâmetro e 450 m de profundidade, a Cratera Colônia, que passou muito tempo despercebida. Ela está coberta por sedimentos que formam uma planície. Os bairros de Colônia e Vargem Grande foram erguidos na região. Só na década de 1960 imagens aéreas e de satélite revelaram a cratera. Pela análise das bordas e dos sedimentos de seu fundo, é possível dizer que ela foi causada pela queda de um meteorito.

Atividade tectônica

A outra hipótese levantada pelos pesquisadores é de que o terremoto tenha sido causado por atividade tectônica. O Brasil está localizado bem no centro da Placa Sul-Americana e, por isso mesmo, os abalos sísmicos são raros por aqui. Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram, pois há risco de choque entre elas. Porém, alertam os cientistas, tremores podem ocorrer em outras áreas pela simples movimentação das placas.

Se foi essa movimentação que causou os abalos sísmicos, existe um risco, ainda que remoto, de isso acontecer novamente na região. “Caso a gente consiga provar que não há relação entre o tremor e a Cratera Colônia, a única opção que nos restaria seria um terremoto de origem tectônica”, disse o geólogo Maurício Guerreiro dos Santos, da Universidade Federal do ABC, um dos autores do estudo. “Não seria algo inédito, isso ocorre com alguma frequência, embora seja mais comum nas bordas das placas tectônicas. Se um terremoto desses ocorresse hoje seria uma catástrofe completa, as construções de São Paulo não são feitas para esse tipo de ocorrência”, disse.

“Os grandes terremotos, em geral, ocorrem na plataforma continental, a 2 mil km de distância, e quando chegam aqui é com tremores muito fracos”, afirmou o geólogo Renato Henrique Pinto, do Instituto de Geociências da USP, que também assina o estudo. “A queda do meteorito faz mais sentido tanto do ponto de vista geológico, quanto da estratigrafia.”

Isolamento na pandemia

Os pesquisadores decidiram pesquisar o subsolo da cidade quando se viram no isolamento forçado pela pandemia de covid-19, em 2020. Estudar o subsolo paulistano não é uma tarefa simples, por causa da pavimentação e das construções, Os geólogos buscaram afloramentos de rochas no próprio câmpus da USP e também em praças no centro. O tipo de rocha encontrado é típico de regiões em que houve tremores de grande magnitude. Os pesquisadores também usaram os levantamentos do subsolo feitos pelo Metrô.

“Precisamos preservar esses afloramentos”, afirmou Renato Henrique Pinto. “Se forem cimentados, ninguém nunca mais vai poder ver. Então escrevi um projeto, para montarmos um roteiro de visitação e, se conseguirmos verba, fazer uma datação.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Os tremores podem ter sido causados pela queda de um meteorito ou por atividade tectônica. 

Mulher desiste do crack após sete anos nas ruas e recupera autonomia com maconha

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CLÁUDIA COLLUCCI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Franciele Silva, 43, lembra-se bem da data em que a vida deu uma reviravolta: 8 de agosto de 2008. Após um episódio de violência doméstica, ela fugiu com as três filhas para Curitiba (PR). Tinha 28 anos e estava casada havia 12.

Sem conhecer ninguém na capital paranaense, começou a vender balas nas ruas. Dois meses depois, o Conselho Tutelar recolheu as crianças e as entregou para o então marido de Franciele, pai de duas das filhas.
“Perdi o chão, o rumo. No dia seguinte, fumei a primeira pedra de crack e fiquei oito dias sem dormir e sem comer. Só fumando e chorando. Dali em diante, comecei a trabalhar para um traficante e a roubar.”

Franciele até tentou voltar a morar durante duas semanas com o marido, para estar próxima das filhas, mas recaiu e, após uma nova briga, foi viver na cracolândia, no centro de São Paulo.
“Lá eu fiquei por sete anos. Vi muita coisa feia, tive tuberculose, fui presa por tráfico, mas fui absolvida porque a juíza entendeu que eu era usuária.”

Em 2015, ela conheceu um rapaz no fluxo e ambos ingressaram no programa “De Braços Abertos”, implantado na cracolândia em 2014 pela gestão Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo e extinto pelo sucessor João Doria (PSDB).

Baseado na estratégia de redução de danos, o programa ofertava moradia, trabalho (os participantes ganhavam R$ 15 por dia por serviços como varrição e reciclagem) e acompanhamento médico. Estudo apontou que dois terços dos beneficiários reduziram o uso da droga. O abrigo nos hotéis da região, contudo, mostrou-se temerário: o tráfico acabou se infiltrando nesses locais.

“Fiquei 15 dias sem fumar crack. Para segurar, comecei a fumar maconha porque ia conhecer a mãe dele [do parceiro] e não queria que ela me visse com os dedos queimados [pelas pedras do crack]. Eu não prometi parar, mas depois disso não tive mais coragem de fumar crack. Isso foi no dia 28 de maio de 2015.”

Quase nove anos depois, ela mantém o uso de cânabis em forma de cigarro e de óleo, o canabidiol, faz acompanhamento psiquiátrico e utiliza o clonazepam, medicamento indicado para tratamento do distúrbio do pânico e da ansiedade. “Se eu não tomo, eu não durmo. Fiquei com sequelas do crack.”

Assim como Franciele, muitos pacientes têm desistido de perseguir a abstinência total de drogas, condição imposta por muitos serviços que oferecem internações como tratamento da dependência, e conseguido resgatar a autonomia e a dignidade por meio de estratégias de redução de danos.

“Nos melhores tratamentos do mundo com proposta de abstinência total, depois de dois anos de acompanhamento, só 20% conseguem essa meta. É uma grande perversidade a defesa da abstinência total como única estratégia aceitável”, diz o psiquiatra e palhaço Flávio Falcone, que atua na cracolândia.

Depois de deixar o fluxo, Franciele adotou sua quarta filha e se reaproximou das outras três. Para sobreviver, ela já teve banca de batata frita e pastel e, desde 2020, cadastrou-se em um aplicativo e atua como carroceira de recicláveis na região de Higienópolis (SP).
Também já trabalhou como educadora técnica em projeto de reeducação de danos na cracolândia e fez um curso de cuidadora. Até o fim deste ano, espera se recuperar totalmente do tratamento para o câncer de intestino que foi diagnosticado no fim do ano passado e concluir o ensino médio.

“Puxando carroça, conheci esse lado da sustentabilidade, do meio ambiente. Quero continuar atuando com isso e também com redução de danos.”

Segundo Falcone, não há oposição entre o modelo de redução de danos e o da abstinência total. “Cada pessoa tem o seu caminho. A gente constrói um projeto de terapêutico de acordo com as condições de cada pessoa e isso pode, inclusive, resultar em abstinência total”, reforça.
Para o psiquiatra Luís Fernando Tófoli, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pesquisador de políticas sobre drogas, a ideia central da redução de danos é diminuir o impacto do uso problemático das drogas. “É uma visão deturpada achar que redução de danos é desistir da abstinência.”

Karin di Monteiro, que coordena o núcleo de ensino e pesquisa da ONG É de Lei, diz que essa ideia equivocada de que só existe um caminho, o da abstinência total, muitas vezes afasta as pessoas de tratamento.
“Elas tentam várias vezes, até conseguem ficar períodos abstinentes, mas voltam. Isso não significa que é uma falha da meta. Sem a gente impor essa obrigatoriedade de abstinência, muitas vezes a pessoa chega nesse lugar sozinha, vira uma chave.”

Dartiu Xavier da Silveira, psiquiatra e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que, em média, 70% das pessoas que buscam tratamentos para a dependência não conseguirão ficar abstinentes.

“A redução de danos é um plano B que dá certo. Muitos arrumam emprego, conseguem manter um relacionamento estável, se responsabilizam pela própria vida.”

De acordo com ele, a médio prazo, depois de um acompanhamento de dois a quatro anos, metade das pessoas inseridas em programas de redução de danos está abstinente.

“Embora não seja pré-requisito a abstinência, o fato de se tolerar que aquele indivíduo consuma [alguma droga], mas não de forma prejudicial, é um caminho para ele também ficar abstinente.”
Entre os que não conseguem a abstinência após esse período, 75% mantêm estratégias de redução de danos usando outras substâncias de uma forma controlada. “Ela desiste do projeto de abstinência total e vivem uma vida praticamente normal”, conta Silveira.

Para o psiquiatra Alexandre Valverde, a redução de danos é uma perspectiva mais realista para o paciente. “Essa ideia de que o paciente vai obedecer e adotar [a abstinência] porque você está na sua autoridade de médico dizendo que é esse o caminho é irreal. As pessoas abandonam os tratamentos e geram um circuito de frustração, culpa e punição, o que é totalmente contraproducente.”

Internacionalmente reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), a redução de danos é política oficial em vários países como Holanda, Inglaterra, Canadá e Austrália. Em 2019, a gestão de Jair Bolsonaro (PL) pôs fim à redução de danos e colocou a abstinência como única política pública.

Silveira, da Unifesp, conta que muita gente que desiste de ficar abstinente nem precisaria perseguir isso porque, na verdade, não são dependentes químicos de fato, condição definida como a perda de controle do consumo.

“As pessoas tentam [a abstinência] porque a cultura do país é punitiva e policialesca com as drogas ilícitas. Só podem usar droga legalizada, como o álcool, se não são tachadas como dependentes químicos.”
Silveira explica que a dependência química atinge apenas uma minoria de usuários. Para o álcool, por exemplo, a taxa de dependência é de 15%, enquanto a maconha, de 9%, a cocaína, de 30%, e o crack, de 40%.

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