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Egito culpa Israel por fronteira em Rafah estar fechada para fuga de civis

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Egito culpou Israel pela não abertura do posto de fronteira de Rafah, na Faixa de Gaza, que permitirá a saída de civis em direção ao país africano.

O ministro de Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, disse que o governo israelense ainda “deve cumprir os passos necessários”. Além de palestinos, entre os cidadãos que tentam fugir da guerra também estão pessoas de várias nacionalidades, incluindo 28 brasileiros.

O Egito também diz que Israel não está cooperando com a entrega de ajuda à Faixa de Gaza. “Há uma necessidade urgente de aliviar o sofrimento dos civis palestinos”, acrescentou Shoukry.

O posto de Rafah registrou movimentação de veículos da ONU durante esta manhã, mas segue fechado. Veículos de imprensa chegaram a noticiar a abertura da fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, mas Israel negou a informação logo em seguida.

“Não há até o momento um cessar-fogo nem a entrada em Gaza de ajudas humanitárias em troca da saída de cidadãos estrangeiros”, afirma o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Governo brasileiro afirma que brasileiros não estão nos portões de Rafah. Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Paulo Pimenta, disse que os cidadãos aguardam a liberação em local mais seguro.

Itália aguarda abertura de fronteira para repatriar de 10 a 12 de seus cidadãos. Roma também trabalha para a libertação de ítalo-israelenses que podem estar entre os cerca de 200 reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. Entre os sequestrados está um casal e um jovem que participava da rave atacada pelo Hamas em 7 de outubro.

Até o momento, o conflito já contabiliza mais de 4 mil mortos, sendo 2,75 mil do lado palestino e 1,4 mil do lado israelense. Mais de 13 mil pessoas ficaram feridas. Entre as vítimas estão 14 funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina mortos em bombardeios israelenses em Gaza.

Polícia Civil prende acusado de abusar sexualmente de criança de 7 anos

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127ª DP/ Foto: Divulgação

Policiais civis da 127ª DP (Armação de Búzios) prenderam um homem, de 69 anos, pelo crime de estupto de vulnerável. Ele foi capturado após trabalho de inteligência e monitoramento.

Segundo os agentes, o autor abusou sexualmente de uma criança, de apenas 7 anos. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão. Após a ação, o homem foi encaminhado para o sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça.

PRF divulga balanço da Operação Nossa Senhora Aparecida

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Foto: PRF

Na tarde desta segunda-feira (16), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço da Operação Feriado Nossa Senhora Aparecida. A ação aconteceu nas áreas da BR-101 e BR-356.

Confira:

1288 pessoas fiscalizadas
1034 veículos fiscalizados
502 testes de alcoolemia realizados
23 autuações por recusa ao teste de etilômetro (alcoolemia).
79 autuações por não uso de cinto de segurança
12 autuações por não uso de dispositivos de retenção de criança
95 autuações por ultrapassagem indevida
45 veículos recolhidos ao pátio

Governo Lula cumprimenta Daniel Noboa por vitória no Equador

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo do presidente Lula (PT) cumprimentou, nesta segunda-feira (16), o empresário e ex-deputado de centro-direita Daniel Noboa pela eleição à presidência do Equador.

“O governo brasileiro faz votos de pleno êxito ao presidente eleito no desempenho de seu futuro mandato. Expressa também a disposição de buscar o aprofundamento contínuo da relação bilateral, em prol do desenvolvimento das duas sociedades e de toda a região sul-americana”, disse o governo brasileiro em nota.

Inglaterra: Paramédicos declaram óbito a paciente que acorda no hospital

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Um paciente foi declarado morto pelos paramédicos de uma ambulância, mas acordou horas depois no Hospital Darlington Memorial Hospital em Durham, Inglaterra.

De acordo com o Daily Mail, o Serviço de Ambulâncias do Nordeste (NEAS) apresentou um pedido de desculpas e já foi iniciada uma investigação para apurar o que aconteceu. “Assim que tomamos conhecimento deste incidente, abrimos uma investigação e contactamos a família do paciente. Lamentamos profundamente a angústia que isto lhes causou”, afirmou o diretor dos paramédicos, Andrew Hodge. 

Os paramédicos envolvidos neste incidente estão sendo “apoiados de forma adequada”. Este caso ocorre após um relatório ter divulgado que os trabalhadores do NEAS tinham “ocultado erros médicos”. 

Não são conhecidos os dados sobre o atual estado de saúde do paciente.

Dois homens ficam gravemente feridos após colisão entre moto e bicicleta na RJ-196

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Foto: Reprodução

No domingo à noite (15), um acidente envolvendo uma motocicleta e uma bicicleta resultou em ferimentos graves para dois homens na RJ-196, na praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana.

Na bicicleta, encontrava-se um homem de 50 anos, enquanto a motocicleta era conduzida por um jovem de 25 anos. As duas vítimas, foram socorridas em estado grave, por uma equipe de resgate municipal.

De acordo com apuração da Redação ClickCampos, as vítimas foram encaminhadas para o Hospital Ferreira Machado, em Campos. A vítima identificada pelas iniciais E.A.S de 50 anos, teve trauma de crânio e tórax. Ele está em estado grave na Unidade de Pacientes Graves do Pronto-Socorro. Já o jovem A.A,M, de 25 anos, teve trauma de crânio e tórax, e também está grave na Unidade de Pacientes Graves.

Até o momento, as circunstâncias que levaram ao acidente não foram divulgadas.

Homem é baleado enquanto bebia em bar de Travessão

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

Na noite deste domingo (15), um homem cuja identidade não foi revelada, foi alvo de seis disparos de arma de fogo no distrito de Travessão, em Campos. O caso ocorreu quando a vítima se encontrava em um bar, e dois suspeitos, a bordo de uma motocicleta, passaram pelo local e abriram fogo contra ele.

Conforme as informações iniciais, por volta das 22h30, o homem estava bebendo em um estabelecimento conhecido como Bar da Tia, quando os suspeitos passaram pelo local em uma motocicleta vermelha e efetuaram os disparos.

Os tiros atingiram o indivíduo, que foi encaminhado e submetido a exames no Hospital Ferreira Machado (HFM) e posteriormente liberado, pois nenhum projétil ficou alojado em seu corpo.

De acordo com a PM, o homem possui antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas. O caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Enem garante recursos de acessibilidade para candidatos

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O estudante Álvaro Ribeiro, de 21 anos, fez o Exame Nacional do Ensino Médio utilizando o recurso de videoprova em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, em 2018 e em 2019. A primeira vez foi só para conhecer a prova, e, na segunda, ele conseguiu a pontuação suficiente para ingressar no curso de Gestão Pública do Instituto Federal de Brasília (IFB), na capital federal. 

Apesar de entender bem a Língua Portuguesa, o aluno, que tem deficiência auditiva e paralisia cerebral, sente dificuldade para compreender algumas palavras e expressões. Para ele, a oportunidade de fazer a prova em Libras, que domina, foi fundamental para ingressar no ensino superior. 

“Para mim, é complicado entender o português escrito, não são todas as palavras que entendo. Se não tivesse a videoprova, iria me prejudicar, seria uma barreira para eu entender as questões”, diz Ribeiro.

A videoprova do Enem em Libras é um recurso oferecido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desde 2017. Nela, as questões e as opções de respostas são apresentadas na Língua Brasileira de Sinais por meio de um vídeo. Os editais, as cartilhas e as campanhas de comunicação do Enem também são disponibilizados em Libras.

O recurso é importante porque muitos surdos e deficientes auditivos têm a Libras como primeira língua e o português como segunda, o que dificulta o entendimento da prova no formato tradicional. Em 2023, 641 candidatos ao Enem pediram a aplicação da videoprova em Libras e 718 candidatos pediram um tradutor-intérprete em Libras. Segundo o Inep, cerca de 61,5 mil alunos da educação básica têm alguma deficiência relacionada à surdez no Brasil. 

Além do recurso da Libras para os estudantes surdos, o Inep oferece outros tipos de atendimento e recursos de acessibilidade no Enem. Nesta edição, o Inep aprovou 38.101 solicitações de atendimento especializado e 70.411 pedidos de recursos de acessibilidade.

Entre os recursos mais pedidos pelos participantes estão o auxílio para leitura, com 10.721 solicitações aprovadas, a correção diferenciada, com 8.703, o auxílio para transcrição, com 7.507, e a sala de fácil acesso, com 6.449 pedidos. Entre os atendimentos especializados, as solicitações de pessoas com déficit de atenção alcançaram o maior número, com 13.686 pedidos aprovados, seguido pelo número de inscritos com baixa visão, que totalizaram 6.504.

Outros recursos de acessibilidade oferecidos são auxílio para leitura e para transcrição, leitura labial, leitura tátil e cartão-resposta ampliado.

Videoprova em Libras é um dos recursos oferecidos pelo Inep 

Pelo menos 199 pessoas são mantidas reféns em Gaza, diz Israel

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Pelo menos 199 pessoas são mantidas como reféns pelo Hamas na Faixa de Gaza, informou Israel na manhã desta segunda-feira (16). O número é maior do que a estimativa anterior dada pelas forças israelenses, que era de 155.

Ele foi confirmado pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel Daniel Hagari ao canal americano CNN.

A informação mais recente da embaixada brasileira em Tel Aviv é de que não há brasileiro entre os reféns.

Uma brasileira, porém, continua com a filha, nascida em Israel, desaparecida. Ela estava em um kibutz que foi invadido por extremistas do Hamas em 7 de outubro.

MORTOS NA GUERRA ENTRE ISRAEL E HAMAS

O conflito entre Israel e Hamas já deixou mais de 4.000 mortos, segundo as informações oficiais divulgadas por autoridades dos dois lados.

O número de mortos em Gaza não para de subir com os bombardeios israelenses. O Ministério da Saúde da Palestina fala em 2.700 mortos até a manhã de hoje.

Israel contabiliza mais de 1.400 mortos nos ataques terroristas do Hamas da semana passada.

Além desses mortos, Israel afirmou ter encontrado 1.500 corpos de membros do Hamas em seu território na última terça-feira (10).

Espaço da Oportunidade em Campos com 126 vagas de emprego

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O Espaço da Oportunidade/ Foto: Divulgação Ascom

A semana começa com 126 vagas no Espaço da Oportunidade em diversas áreas para quem tem 18 anos ou mais e tenha concluído o ensino fundamental, médio ou superior. Para se cadastrar, os interessados devem acessar o link (AQUI). Há também duas oportunidades para Pessoas com Deficiência (PCD), sendo uma com ensino médio para atuar como auxiliar administrativo e outra com ensino fundamental para serviços gerais. O Espaço da Oportunidade é integrado à Secretaria Municipal de Qualificação e Emprego.

A área que oferece o maior número de vagas de emprego é para vendedor, com 25 oportunidades. O Espaço também disponibiliza vagas nos setores de construção civil/servente/usina solar (10), cozinheira (4), camareira (6), gerente de rede hoteleira (6), consultor de imóveis (10), açougueiro (5), motorista de caminhão (18), técnico em manutenção industrial (8), transporte de passageiros (5), entre outras vagas.

Para fazer os cadastros, os interessados devem entrar em contato pelo whatsapp (22) 98175-2553, informando o número do CPF e o código da vaga. Quem ainda não tem o cadastro deve procurar o Espaço da Oportunidade, que fica localizado nos altos da Rodoviária Roberto da Silveira, no Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

COMO FAZER O CADASTRO

Pelo site da Prefeitura de Campos, os interessados precisarão clicar na barra “Menu” e ir em “Serviços”. Logo após, clique em “Espaço da Oportunidade”. Já os empregadores interessados em divulgar suas vagas devem entrar em contato com o órgão e preencher um formulário para se cadastrar no sistema. Após o preenchimento do formulário, a vaga será devidamente divulgada no site do Espaço da Oportunidade.

Filha de brasileiros, refém do Hamas pertence a família vítima de atentado em 2001

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Tchelet Fishbein, 18, filha de brasileiros, está entre as 155 pessoas sequestradas pelo Hamas desde que o grupo terrorista realizou, no sábado retrasado (7), a maior ofensiva sofrida por Israel em 50 anos. De acordo com a família, a informação foi confirmada pelo Exército israelense.

Tchelet vivia no kibutz de Be’eri, ao sul do país, onde trabalhava cuidando de crianças. Ela e o namorado foram vistos pela última vez no local. Segundo informações do jornal The Times of Israel, o kibutz foi invadido pelo Hamas e atingido severamente, com estrutura reduzida a escombros, e os residentes, assassinados ou sequestrados.

“Hoje [domingo, 15] aconteceu um enterro coletivo de cem pessoas que pertenciam ao kibutz. Eram pessoas que viviam juntas há anos. Minha tia de 94 anos era uma fundadora. Como enfrentar isso? Não tem mais kibutz”, afirma Rinat Balazs, que é prima de terceiro grau de Tchelet. A tia a quem se refere, que sobreviveu aos ataques, é a avó de Tchelet.

Rinat estava em Israel com o filho, que participava de um programa de estudos no país, e retornou ao Brasil em um voo da FAB (Força Aérea Brasileira) na sexta (13).

“No começo, pensamos que a Tchelet pudesse estar dentro de um esconderijo. Muitas pessoas ficaram dentro dos bunkers esperando serem resgatadas. Mas então soubemos que ela estava na lista dos sequestrados. No caso dela, não acharam nenhum DNA, dela ou do namorado, no kibutz.”

A mãe de Rinat, Flora Rosenbaum, aparece em um vídeo que circulava pelas redes sociais neste domingo pedindo ajuda para que Tchelet seja localizada. “Toda a família, todos nós somos brasileiros. E eu queria que alguém tomasse conhecimento disso. Ela [Tchelet] cuida de crianças e não está fazendo Exército porque 12 anos atrás já havia sido ferida por um foguete atirado de Gaza”, afirma Flora.

Segundo conta na filmagem, Tchelet ainda tem estilhaços do projétil no corpo. “Ela já tinha esse trauma anterior, já fazia tratamento. Imagina como não está agora… Eu imploro que alguém interceda por ela. A gente não sabe mais a quem recorrer”, finaliza Flora.

Além de ter presenciado os eventos da invasão do Hamas em 7 de outubro, Rinat foi vítima, ao lado de sua mãe, Flora, de um atentado ocorrido em Jerusalém em 2001.

O ataque deixou ao menos 90 feridos e causou a morte de 16 pessoas –entre elas, o pai de Rinat, o brasileiro Jorge Balazs. No episódio, a família estava em frente à pizzaria Sbarro quando o local foi atingido por um homem-bomba.

“Eu tinha parado porque uma amiga pediu para jogar na loteria. E eles [os pais] ficaram esperando na esquina. Depois daquele dia, fiquei anos colocando no papel… [Me perguntando] se eu tivesse ido junto, se eles não teriam parado. Hoje eu entendo que é um trauma, que me sentia culpada por eu não ter me machucado também”, diz Rinat. No episódio, sua mãe e irmã ficaram hospitalizadas.

O Exército de Israel confirmou neste domingo às famílias que 155 pessoas foram sequestradas pelo Hamas na Faixa de Gaza desde o ataque de 7 de outubro.

“Eu sei que, para a família dos reféns, cada segundo é uma eternidade. Faremos de tudo para trazer seus familiares de volta para casa”, afirmou Daniel Hagari, porta-voz militar, em uma conferência de imprensa.

O governo de Israel tem sido alvo de críticas de alguns dos familiares de israelenses desaparecidos, que o acusam de terem abandonado esses cidadãos.

Segundo informação do Times of Israel, o porta-voz desse grupo, Ronen Tzur, reprova a declaração do conselheiro de Segurança Nacional, Tzachi Hanegbi, que diz que não se envolverá em negociações de reféns com o Hamas.
“Estamos aguardando clareza do governo”, disse Tzur no sábado (14).

Casal é feito refém durante assalto em SJB

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145ª DP/ Foto: Reprodução Polícia Civil
145ª DP/ Foto: Reprodução Polícia Civil

Neste domingo (15), um casal de comerciantes tornou-se refém em um assalto à sua residência, localizada na Rua Ângelo Antônio Mendonça, no bairro Açu, em São João da Barra. Os criminosos realizaram o roubo de um veículo, a quantia de R$ 5 mil em dinheiro, quatro televisores, dois aparelhos celulares, joias, documentos pessoais e câmeras de segurança da propriedade.

Conforme relato da Polícia Militar, a vítima explicou que, ao retornar para casa após o fechamento de seu comércio, foi surpreendida pelos assaltantes assim que abriu o portão de entrada. O casal foi rendido, amarrado e tiveram suas bocas amordaçadas pelos criminosos.

Os invasores vasculharam minuciosamente toda a residência, colocaram os itens roubados no veículo e empreenderam fuga.

Devido às circunstâncias, as vítimas sofreram ferimentos causados pela amarração e receberam tratamento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São João da Barra.

A Polícia realizou diligências na tentativa de localizar os assaltantes, mas até o momento, eles não foram encontrados. O ocorrido foi registrado na 145ª Delegacia de Polícia de SJB.

Rio Solimões vira deserto e indígenas adoecem bebendo água contaminada

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TEFÉ, AM (FOLHAPRESS) – O rio Solimões é uma veia central da Amazônia. Carrega ancestralidade, conecta regiões e países, dá vida a uma infinidade de comunidades tradicionais em suas margens e nas margens de afluentes e igarapés.

O trecho que banha a Terra Indígena Porto Praia de Baixo, na região de Tefé (AM), virou deserto. O rio caudaloso, que ditava o ritmo da comunidade, foi substituído por enormes bancos de areia a perder de vista.

Kokamas, tikunas e mayorunas cruzam esses bancos de areia de margem a margem, de ponta a ponta da terra indígena, em uma imagem que lembra um deserto.

A transformação é uma situação extrema: os indígenas de Porto Praia são unânimes em apontar a seca de 2023 como a pior já vista, superando os efeitos da estiagem de 2010.

O rio secou muito, os bancos de areia são mais extensos, os barcos ancoram cada vez mais longe, a estiagem já dura mais tempo e a expectativa é de que esse cenário de deserto continue até novembro.

“A gente tem de tirar esses barcos daqui hoje, senão tudo vai estar atolado amanhã”, dizia um dos indígenas de Porto Praia nesta sexta-feira (13), em relação a cerca de 30 barcos parados em frente à comunidade. “O rio segue descendo”, diz.

A Folha de S.Paulo esteve pela primeira vez na terra indígena em 23 de agosto de 2022. Era o início da estiagem, que se mostrou severa no ano passado, mas havia um rio no lugar. “A gente ainda pescava bem em setembro”, relembra um integrante da comunidade. Bancos de areia só se formaram em outubro daquele ano.

Em 2023, o cenário encontrado é outro -e a transformação tem contornos dramáticos. O rio secou em setembro, e os níveis de água diminuem a cada dia, sem previsão de fim.

Em 2022, chegar ao território foi simples: 30 minutos de barco de Tefé à escada de acesso à comunidade. Agora, os barcos só chegam a dois quilômetros da aldeia. É preciso percorrer a pé a margem enlameada do rio. Outro percurso possível é pelos bancos de areia, contornando poças de água que resistem à estiagem.

“É tudo muito triste. Não tem como sair para pescar, ou levar nossos produtos para vender na cidade”, afirma o cacique Amilton Braz da Silva Kokama, 52. As mais de 100 famílias do território produzem principalmente farinha e banana.

Os indígenas improvisam pequenas dragagens, tentando abrir caminho para a água e para os barcos. Funciona muito pouco. A cada dia, há menos água.

O deserto que se formou é cruzado por quem insiste na pesca num lago após a margem oposta. Ou por carregadores de produtos da cidade e de motores dos barcos deixados a quilômetros da comunidade.

O medo é de que os motores sejam roubados por piratas, comuns no médio Solimões. Eles seguem atuando mesmo na estiagem severa.

A reportagem esteve em Porto Praia em 2022 para uma série sobre terras indígenas não demarcadas, como é o caso do território.

Os indígenas fizeram uma autodemarcação, como forma de proteção contra invasores, especialmente madeireiros e pescadores ilegais, e montaram uma guarda para vigiar e combater a atuação de piratas no Solimões.

Pouco mais de um ano depois, a conversão de um rio em deserto alterou a escala de preocupações na comunidade.

“A mortandade de peixes foi enorme, como não ocorreu na seca de 2010”, diz o cacique. “Aqui não ‘fechava’ assim. Ficavam uns poços mais profundos.”

Um poço artesiano garante o consumo de água pelas famílias. Porto Praia insiste em contornar o isolamento: os indígenas tentam acessar lagos para pesca e a cidade de Tefé, onde vendem seus produtos. O rio segue em vazante, um indicativo de que a seca ainda vai avançar nesse ponto do Solimões.

A realidade na aldeia Nova Esperança do Arauiri, da Terra Indígena Boará/Boarazinho, também é de isolamento -o igarapé Paranã do Arauiri virou um estreito curso d’água, com água parada, aquecida, enlameada e fétida. As embarcações não alcançam mais o Solimões. Para chegar à aldeia é preciso percorrer dois quilômetros por uma trilha improvisada diante da sequidão do igarapé.

Nova Esperança vive um crônico problema de falta d’água. Até um mês atrás, a comunidade não tinha alternativa senão usar a água barrenta do igarapé. O resultado foi uma “pandemia” -palavra usada pelo cacique Cláudio Cavalcante, 44- de diarreia, vômito, febre e dor de estômago, especialmente entre as crianças.

A instalação de placas solares no mês passado permitiu o bombeamento de água de um lago próximo, mas a qualidade segue ruim. Segundo o cacique, não houve capacitação para que as famílias pudessem tratar e filtrar a água, que também é captada das esparsas chuvas na estiagem.

Os problemas de saúde decorrentes do consumo dessa água prosseguem. Quando a reportagem esteve na comunidade, quatro pessoas estavam doentes, com diarreia.

Procurados, o governo do Amazonas, a prefeitura de Tefé e a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) não responderam até a publicação desta reportagem.

A Defesa Civil levou água potável às 17 famílias kokamas de Nova Esperança, mas em quantidade insuficiente.

“Com urgência, a gente precisa de água, de capacitação para o tratamento e de medicamentos para diarreia, infecção intestinal e vômito”, diz Cavalcante. O cacique prevê uma seca ainda mais prolongada: o rio só estará navegável no fim de novembro. “A seca de 2010 não foi tão difícil como essa. Com certeza esta é a pior que já tivemos aqui dentro.”

O encolhimento do igarapé impede o transporte até Tefé do milho, da banana e da melancia cultivados pelos indígenas. “O sol foi tão quente nessa região que atrapalhou a plantação. Secou a plantação de melancia”, afirma Cavalcante.

Sem água para beber, foi necessário paralisar as aulas das crianças. Nada é mais urgente na aldeia do que a busca por uma solução para que as famílias tenham água potável durante o prolongamento da seca.

“A gente sofre com a ‘pandemia’ dessas doenças todo ano. Mas este ano foi pior, já começou em agosto”, diz o cacique. “A gente não consegue tratar a água.”

O trecho que banha a Terra Indígena Porto Praia de Baixo, na região de Tefé (AM), virou deserto 

Gerente de supermercado em Guarus é rendido e assaltantes roubam cerca de R$ 20 mil

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146ª DP/Foto: ClickCampos

No domingo (15) , por volta das 06h20, no subdistrito de Guarus, em Campos, o gerente de um supermercado foi alvo de uma investida criminosa. Nesse caso, os assaltantes conseguiram subtrair uma quantia significativa em dinheiro e vários celulares.

Os criminosos, portando armas de fogo, abordaram o gerente quando ele estava saindo de sua residência. Sob ameaças, ele foi forçado a entrar no banco traseiro do veículo utilizado pelos assaltantes e conduzido até o supermercado, situado na Avenida Zuza Mota, no Parque Alvorada.

Dentro do estabelecimento, os assaltantes conseguiram abrir o cofre, levando consigo aproximadamente R$ 20 mil em dinheiro e cerca de sete aparelhos celulares.

Até o momento, nenhum suspeito foi detido. O ocorrido foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Professores enfrentam desafios para lidar com ataques virtuais

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Quando a pandemia da Covid-19 começou e o ensino remoto se tornou a única alternativa pedagógica, não faltaram análises otimistas sobre o uso dos recursos digitais. Além de potencializar o aprendizado, esperava-se que a comunicação entre estudantes e professores fosse mais próxima e horizontal. Mas o que têm sido identificado por especialistas em educação e entidades sindicais é que os ambientes virtuais registram cada vez mais casos de violência e hostilidade. Também são lugares favoráveis para disseminação de discursos de ódio, que podem resultar em agressões presenciais. Nos dois casos, professores são alvos comuns e precisam lidar com as consequências na saúde física e mental.

Queixas do tipo aumentaram no Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe). A coordenadora Helenita Beserra diz que estudantes e responsáveis têm utilizado as redes sociais dos professores ou contatos diretos via whatsapp para os desrespeitar e os atacar.

“Temos aqui um grupo grande de profissionais que está se sentindo perseguido. Entram nas redes sociais deles para fazer patrulhamento da posição política e contestam de forma agressiva as publicações ali. Esses casos estão se tornando corriqueiros e os profissionais estão sofrendo com essa pressão psicológica e o estresse”, diz Helenita.

Há algumas semanas, profissionais do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, denunciaram que uma professora de inglês levou tapas de um aluno por causa de um desafio publicado na rede social Tik Tok. Outros casos comuns de violência envolvem linchamentos virtuais, cyberbullying e gravações não autorizadas com o objetivo de humilhar os profissionais.

Quando o professor é vítima dessas agressões, a orientação sindical é procurar as autoridades competentes para que agressor ou pais sejam responsabilizados.

“Em casos mais graves contra os profissionais, colocamos o departamento jurídico à disposição para ajudá-los a fazer esse enfrentamento. Quando a situação é ainda mais delicada, o correto é procurar uma delegacia para fazer o registro policial. De preferência alguma especializada em crimes cibernéticos”, orienta Helenita.

Violências contra professores têm diferentes motivações. Quando se trata especificamente do ambiente virtual, o pesquisador Antônio Álvaro Soares Zuin tem uma tese para explicar uma das dimensões que explicam a hostilidade de estudantes contra professores.

No livro “Cyberbullying contra professores”, lançado em 2017, o professor do departamento de educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) argumenta que vivemos em uma “era da concentração dispersa” impulsionada pelas tecnologias de comunicação. Nesse contexto, os alunos projetam uma espécie de rivalidade entre dispositivos digitais e os professores.

“Desde os primórdios das relações ensino-aprendizagem, os professores foram responsáveis pela manutenção do foco de atenção dos alunos em relação aos conteúdos. Várias metodologias foram desenvolvidas para garantir isso. Desde a via dialógica até a aplicação de punições físicas e psicológicas. Hoje em dia, é preciso um esforço muito grande para manter a atenção e ler qualquer conteúdo em profundidade, uma vez que queremos ficar conectados aos celulares o tempo todo” argumenta Zuin.

“Para os alunos, vai ficando absolutamente insuportável focar durante horas numa figura como o professor. E aí, eles acabam, de certa maneira, se vingando contra essa figura que historicamente foi responsável pela manutenção da atenção deles”, completa.

Quando a escola não favorece o diálogo, silencia estudantes e o professor se coloca como uma figura autoritária, casos de violência podem ser potencializados. A análise é de Telma Brito Rocha, doutora em educação e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela é autora do livro “Cyberbullying: ódio, violência virtual e profissão docente”, de 2012.

“Sabemos que o professor sofre com uma série de violências cotidianas. Mas também é preciso entender como as agressões dos estudantes podem ser ressonâncias de práticas escolares”, diz Telma. “Essa violência vem muitas vezes do professor, que imprime uma perseguição por causa de determinados comportamentos dos alunos em sala de aula. Existe a repressão em relação a como o aluno se senta, como fala, como se veste, como deve se portar e estar no ambiente. Isso tudo acaba por gerar revoltas, que por sua vez podem gerar outras violências”.

Os dois pesquisadores entendem que para combater as agressões contra professores, sejam nos ambientes presenciais ou virtuais, é preciso transformar a escola em lugar permanente de diálogo e resolução de conflitos. Em outras palavras, dar mais espaço para que os alunos expressem sejam ouvidos e expressem insatisfações.

“O espaço educacional é um espaço de conflito e cooperação. Não é um lugar sempre tranquilo, onde as pessoas vão sorrir o tempo todo. A gente tem que buscar a via pedagógica para resolver os problemas. Não é eliminar o aluno que agrediu, enviar para outro colégio e transferir o problema. Precisamos que o poder público, as secretarias de educação, invistam em equipes multidisciplinares. O problema exige cada vez mais estratégias que possam dar conta dessa complexidade e envolver diferentes áreas do conhecimento”, diz Telma Brito Rocha.

“O professor tem que redimensionar o significado da autoridade educacional. Principalmente no sentido de realizar uma espécie de autocrítica, de não querer persuadir o aluno que ele é o dono da verdade. Além disso, a escola deveria promover espaços e situações em que professores, alunos e pais possam se reunir e tentar entender o porquê de estar acontecendo alguma violência, para tentar estabelecer determinadas ações conjuntas. Se houver um espaço propício para esses contratos sociais pedagógicos, a prática de cyberbullying tende a cair”, diz Antônio Zuin.

Projetos que desenvolvem uma educação digital direcionada para crianças e jovens também podem ser caminhos de prevenção e combate à violência na internet. É o caso do programa criado pela professora Maria Sylvia Spínola, chamado de “Educação midiática na prática”. Ele é voltado para crianças do 5º ano, que tem em média 10 ou 11 anos de idade, nas salas de aula da rede pública onde ela leciona. Mestre em ensino e educação na área de tecnologias digitais, Maria Sylvia trabalha principalmente a formação do senso crítico e da responsabilidade nos ambientes virtuais.

Os aprendizados incluem o uso dos mecanismos de busca, checagem de fatos, diferenciar opinião de informação, e como se comportar de forma crítica e ética nas redes sociais.

“Quando a gente trabalha questões de bullying, golpe, assédio ou violências que acontecem na internet, as crianças muitas vezes conseguem perceber quando elas são vítimas. Mas elas não conseguem perceber quando elas estão sendo agressivas ou usando linguagens impróprias. Eu trabalho em cima dessa perspectiva também”, explica a professora. “Considerando que a educação midiática tem como base a formação da cidadania, que ajuda no bom uso das ferramentas e em como se expressar de maneira responsável, acredito que estamos contribuindo na construção de um cidadão ético”.

A professora reforça, no entanto, que as instituições de ensino não são as únicas responsáveis por prevenir violências e comportamento inadequados dos estudantes nas redes. É preciso engajar toda a sociedade nesse processo.

“A gente precisa considerar todas as questões sociais, emocionais, e os ambientes familiares. Muitas crianças não têm orientação parental sobre o bom uso da internet, não estão envolvidas em práticas seguras”, reforça Maria Sylvia. “A escola é muito cobrada como parte responsável por educar a sociedade, e a gente esquece a importância de envolvimento da família e do poder público. É aquela máxima, não se educa uma criança sem o movimento de uma aldeia inteira”.

Casos de violência contra os docentes aumentaram depois da pandemia 

Corpo em estado avançado de decomposição é encontrado em SFI

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IML/Foto: ClickCampos

Na tarde deste domingo (15), o corpo de um homem em avançado estado de decomposição foi descoberto em um pasto na localidade de Retiro de Barra, situada em São Francisco de Itabapoana.

A descoberta foi feita por moradores locais, que comunicaram o achado às autoridades policiais. Após a chegada da Polícia Militar, a situação foi confirmada.

O corpo foi posteriormente removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Campos, onde será submetido a uma necropsia para determinar as circunstâncias da morte.

O caso foi registrado na 147ª Delegacia de Polícia de São Francisco de Itabapoana.

Obras do Asfalto Novo seguem esta semana em trechos da Avenida Pelinca

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Asfalto Novo/ Foto: Divulgação Ascom

As obras do Programa Asfalto Novo seguem avançando e, partir da próxima terça-feira (17), ficarão concentradas na Avenida Pelinca, onde serão executados serviços de fresagem e aplicação de massa asfáltica, conforme cronograma abaixo. Com isso, trechos serão interditados para trânsito.

Ao longo da semana, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), através da página do Instagram (@imtt.campos), irá informar, por meio de mapas interativos, os desvios para os motoristas com a finalidade de evitar congestionamentos no trânsito. A Prefeitura orienta os motoristas que evitem estacionar nos trechos interditados para o sucesso na realização dos serviços, sob pena de terem os veículos rebocados.

O Programa Asfalto Novo compreende na execução de reparos da base das vias da antiga cama asfáltica e construção de nova camada em 103 ruas, cujos trabalhos estão sendo executados por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Campos e o Governo Estado.

Segue a programação desta semana:

Terça-Feira (17/10)

Aplicação de Massa

– Rua Saturnino Braga, no trecho entre rua dos Goytacazes até Rui Barbosa.

Fresagem

– Avenida Pelinca , no trecho entre Barão da Lagoa Dourada até Luiz Sobral.

Quarta-Feira (18/10)

Aplicação de Massa

– Av Pelinca, no trecho entre Mariano de Brito até Luiz Sobral.

Fresagem

– Avenida Pelinca, no trecho entre Barão da Lagoa Dourada até Mariano de Brito.

Quinta-Feira (19/10)

Aplicação de Massa

– Av Pelinca, no trecho entre Barão da Lagoa Dourada até Mariano de Brito.

Fresagem

– Av Pelinca, no trecho entre Conselheiro José Fernandes até Barão da Lagoa Dourada.

Sexta-Feira (20/10)

Aplicação de Massa

– Avenida Pelinca no trecho entre Conselheiro José Fernandes até Barão da Lagoa Dourada.

Fresagem

– Avenida Pelinca, no trecho entre Voluntários da Pátria até Conselheiro José Fernandes.

Sábado (21/10)

Aplicação de Massa

– Avenida Pelinca, no trecho entre Voluntários da Pátria até Conselheiro José Fernandes.

Fresagem

– Avenida Pelinca, no trecho entre Voluntários da Pátria até Barão de Miracema.

Fonte: Ascom

Como a Disney moldou a cultura e agora faz cem anos sob ameaça de perder Mickey

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Tudo começou com um rato. Cem anos depois, o rato já não importa tanto assim. Apesar de sintetizar a história de sua criação com a frase romântica e pueril, que nem é tão autêntica assim, já que seu principal personagem seria criado cinco anos depois, a The Walt Disney Company chega ao seu centenário como muito mais do que a casa de Mickey Mouse. Muito mais até do que uma produtora de animação.

Uma das marcas mais reconhecidas mundialmente, responsável por moldar gerações e criar um imaginário coletivo por meio de seus filmes, a Disney virou sinônimo de soft power dos Estados Unidos ao expandir seus negócios para esportes, música, teatro, livros, games, parques temáticos, cruzeiros e toda sorte de produto.

Hoje avaliada em US$ 155 bilhões, a Disney tem uma trajetória que serve como crônica do próprio sonho americano. Foi em meio aos loucos anos 1920 e aos delírios de grandeza que Hollywood desenhava para si, afinal, que um Walt Disney de 21 anos sem dinheiro no bolso deixou para trás o pequeno e falido estúdio que havia fundado em Kansas rumo à Califórnia.

Ao lado do irmão, Roy O. Disney, e do ilustrador Ub Iwerks, fundou em 16 de outubro de 1923 a Disney Brothers Studio, como a companhia foi originalmente chamada, prosperando com o coelho Oswald, mais tarde perdido numa negociata de direitos autorais, e com curtas que misturavam animação e live-action.

Mas o sucesso e a independência financeira vieram mesmo com Mickey, em 1928, que no curta “O Vapor Willie”, ou “Steamboat Willie”, estrelou a primeira animação com som sincronizado da história. Com um personagem carismático e tecnologia nas mãos, os negócios prosperaram.

Não deixa de ser irônico, portanto, que a Disney chegue agora ao centenário sob a ameaça de perder a exclusividade de Mickey Mouse, que deve entrar em domínio público no ano que vem. Não espere ver, porém, o ratinho em qualquer canto.

A empresa tem tomado precauções e se associado de forma mais umbilical ao personagem para embaralhar o que é só mais uma propriedade intelectual e o que é a sua própria marca -esta tem restrições mais rigorosas de uso. Percebeu que, nos últimos anos, todas as animações do estúdio acompanham uma vinheta que rememora “O Vapor Willie”, como um selo?

Este, no entanto, é o menor dos problemas da Disney. A empresa completa um século com o barquinho Willie navegando em águas turbulentas. Não bastassem as greves que chacoalharam a produção audiovisual americana nos últimos meses e puseram sob escrutínio os salários exuberantes de seu CEO, seu valor de mercado tem caído.

Suas ações, na festa de comemoração, valem menos do que nos primeiros e incertos meses de pandemia. Não são números exatamente ruins, mas estão longe de permitir serenidade no trato dos negócios, que passaram por um pico de crescimento a partir de janeiro de 2014, última vez em que o valor de mercado esteve tão baixo.

E a direção da Disney já percebeu isso. Tirou da aposentadoria, em novembro, o antigo CEO Bob Iger, após a desastrosa gestão de Bob Chapek e dos números vacilantes do streaming Disney+. A esperança é a de que Iger consiga reverter o cenário desfavorável, como já havia feito quando assumiu o cargo pela primeira vez, em 2005.

Os 15 anos em que ele esteve à frente da companhia foram marcados pela diversificação dos negócios e por aquisições importantes. Partiu de sua gestão a iniciativa de comprar a Pixar, a Marvel Entertainment e a Lucasfilm, ampliando a biblioteca de personagens valiosos. Sem falar no arremate da 21st Century Fox, seu canto do cisne, que deu à Disney um controle sem precedentes do calendário de estreias.

Iger tem dois anos, pelo novo contrato, para pôr a casa em ordem e escolher um sucessor. Entre as medidas já tomadas estão o corte de US$ 5,5 bilhões em custos e a demissão de 7.000 funcionários. Decisões duras, semelhantes às que várias outras empresas do setor vêm tomando, embora mascaradas pelo clima de festa das bodas centenárias.

Não que essa seja a primeira crise vivida pelo estúdio. Em cem anos de trajetória, afinal, há espaço de sobra para maus momentos. Nos anos 1940, a Segunda Guerra fez minguar o interesse pelas animações simpáticas que eram o bem mais precioso da empresa.

Na virada da década de 1960 para 1970, a morte de Walt Disney impôs ao Walt Disney Animation Studios um bloqueio criativo, e nenhum filme parecia agradar ao público. A concorrência aproveitou para florescer, deixando a divisão de desenhos da empresa à beira do fechamento até que esta fosse salva pelo sucesso de “A Pequena Sereia”, em 1989.

E nos anos 2000, quando a fórmula dos musicais teatrais se esgotou, outra crise veio. Nenhuma, no entanto, teve o escopo da enfrentada agora, que vai muito além dos dados de bilheteria e, pior, parece ser fruto não do destino, mas das próprias estratégias traçadas em anos recentes -com uma ajudinha da pandemia e da insegurança do streaming.

Sair dela vai ser mais difícil, sem dúvida. E os planos anunciados até agora parecem ir na contramão do que tornou a empresa um titã do capitalismo americano -inovação. Basta olhar para “Branca de Neve e os Sete Anões”, primeiro longa americano animado, recordista de bilheteria ao ser lançado, em 1937, e responsável por fundar a animação enquanto gênero cinematográfico.

Aos poucos, a fórmula foi sendo revista, adaptada e aprimorada. Das animações em 2D como “Pinóquio” e “Peter Pan” à xerografia de “101 Dálmatas”; das extravagâncias musicais de “Hércules” e “O Rei Leão” à pegada pop de “Tarzan”; do abraço na computadorização de “Dinossauro” à modernização da receita com “Frozen”.

Inovação não só entre os desenhos. Se “Mary Poppins” inovou ao pôr Julie Andrews, em carne e osso, para dançar com pinguins ilustrados, “Avatar”, agora uma franquia da Disney, inundou os cinemas com câmeras à prova d’água.

Enquanto “Star Wars” era apresentado para uma nova geração, o Universo Cinematográfico Marvel moldou a forma de fazer e lançar filmes na última década -mesmo que ambas as franquias agora apresentem sinais de desgaste.
A solução encontrada para a crise parece ser justamente hiper-saturar, apesar de as experiências com Jedi e super-heróis indicarem que essa é uma aposta com prazo de validade. Em meio aos dados financeiros frustrantes dos últimos meses, a Disney pinçou de seu acervo bens valiosos e anunciou “Toy Story 5”, “Frozen 3”, “Zootopia 2”, “Divertida Mente 2” e live-actions de “Moana” e “Os Incríveis”.

Há uma crise de identidade pairando no ar. Não só nos estúdios da Disney, mas em toda Hollywood, bagunçada em meio à reorganização entre cinema, televisão e streaming. Enquanto sequências, refilmagens e derivados não ficam prontos, apostas mais singelas podem apontar para um novo caminho.

Em janeiro, a Disney lança “Wish”, sua 62ª animação em longa-metragem. O filme recupera técnicas empregadas nos primórdios da companhia, como os desenhos em 2D feitos à mão, e as moderniza. Também retoma as fanfarras musicais que marcaram a chamada “Renascença Disney” nos anos 1990.

E, nesta segunda, a festa vai começar com um rato. Mickey vai guiar o espectador pela história da companhia no curta “Era Uma Vez um Estúdio”, que levará para os corredores da sede da Disney Animation todos os personagens aos quais seus lápis, pincéis e computadores deram vida.

Brasil desloca diplomatas para dar suporte a brasileiros na fronteira de Gaza com o Egito

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Embaixada do Brasil no Egito mobilizou uma equipe de diplomatas para Ismaília, no norte do país, com o objetivo de prestar assistência aos cidadãos brasileiros que se encontram na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.

Essa equipe também está encarregada, ao lado de grupos de outras embaixadas, de conduzir negociações com as autoridades locais visando à abertura das fronteiras para permitir a passagem dos brasileiros e de pessoas de outras nacionalidades.

Conforme comunicado do governo brasileiro na noite deste domingo (15), atualmente 32 pessoas -22 cidadãos brasileiros, 7 palestinos com visto temporário ou autorização de residência e mais 3 que são parentes próximos de brasileiros- permanecem abrigadas em Rafah e Khan Yunis, cidades situadas na porção sul de Gaza, aguardando a autorização pelo governo do Egito para cruzar a fronteira e se dirigir ao Aeroporto Internacional do Cairo.

Após chegarem ao aeroporto, segundo informações do governo, eles serão trazidos para o Brasil no avião da Presidência da República, que tem capacidade para 40 passageiros. A aeronave está em Roma, na Itália, onde aterrissou na manhã de sexta-feira (13).

Das 32 pessoas que aguardam resgate, 16 (4 homens, 4 mulheres e 8 crianças) foram transferidas para Rafah. Lá passaram a noite em um imóvel alugado pelo Itamaraty. Elas estavam previamente abrigadas em Gaza, onde encontraram refúgio na Rosary Sisters School, localizada na periferia da capital ao sul, durante os primeiros dias do conflito.

As outras 16 pessoas (2 homens, 5 mulheres e 9 crianças) residem na cidade de Khan Yunis, a poucos quilômetros de Rafah, e estão aguardando a autorização para deixarem suas casas.

“As 17 crianças, 9 mulheres e 6 homens têm recebido acompanhamento psicológico, por profissional palestina contratada em Gaza, pelo escritório de representação do Brasil junto à autoridade palestina. O apoio do governo brasileiro inclui ainda o aluguel de transporte, abrigo e alimentação”, disse o governo brasileiro, em nota.

Essa viagem dos brasileiros na fronteira de Gaza com o Egito deve encerrar a primeira fase da Operação Voltando em Paz, do governo federal.

Na madrugada deste domingo, o quinto voo pousou no Rio de Janeiro, transportando 215 brasileiros que estavam anteriormente em território israelense. Ao todo, 916 pessoas já foram repatriadas.

Membros do governo brasileiro confirmaram também a morte de Gabriel Yishay Barel, 22, cidadão israelense e filho do brasileiro Jayro Varella Filho.

Ele morreu durante os ataques terroristas do grupo Hamas em uma festa de música eletrônica em Israel, no dia 7 de outubro, nas proximidades da Faixa de Gaza.

Daniel Noboa é eleito presidente do Equador

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O empresário Daniel Noboa, de 35 anos, venceu o segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (15). Ele completará o mandato de Guillermo Lasso e se tornará, portanto, o chefe de Estado mais jovem da história do país.

Noboa conseguiu 52,30% dos votos, apuradas 92,98% das urnas apuradas, garantindo, assim, o posto no comando do país. Noboa, filho de um dos homens mais ricos do país, Álvaro Noboa, tem uma experiência curta na política. Foram apenas dois anos como deputado na Assembleia Nacional.

Com o resultado, ele conquista um sonho almejado e nunca alcançado pelo pai. Álvaro Noboa disputou cinco eleições presidenciais e perdeu todas. Seu filho governará o país até 2025.

Pelas redes sociais, Daniel Noboa afirmou que o país “fez história” neste domingo. “Hoje fizemos história, as famílias equatorianas elegeram um Novo Equador, elegeram um país com segurança e emprego. Lutemos por um país de realidades, onde as promessas não acabam na campanha e a corrupção seja castigada. Obrigado, Equador”.

Noboa assumirá em dezembro, o dia ainda não está definido, e enfrentará um cenário muito complexo: os inéditos índices de insegurança se somam a um difícil quadro socio-econômico, com altos níveis de pobreza e desemprego.

As eleições deste ano foram marcadas por episódios de violência durante a campanha. Nos últimos meses, políticos e candidatos a cargos governamentais foram mortos no país. Dentre eles, o candidato presidencial Fernando Villavicencio, antes do primeiro turno, em agosto.