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Lula lembra importância da valorização do ensino e dos professores

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem especial destacando a importância dos educadores, em homenagem ao Dia do Professor, comemorado neste domingo (15). Em postagem nas redes sociais, Lula falou sobre a importância de valorizar os professores e enumerou medidas da sua gestão para área.

“A educação é o caminho do futuro do país. E os professores vão construir esse futuro. No dia deles, queremos lembrar da importância de valorizarmos o ensino e os profissionais da educação. Estamos recuperando o orçamento da área. Já reajustamos a merenda e as bolsas de pesquisa, e estamos lutando com união para consertar o estrago feito nos últimos anos pelo governo anterior e pela pandemia”, escreveu.

O presidente ainda prometeu ampliar a educação básica em tempo integral no país. “Vamos ampliar a educação de tempo integral e retomar as oportunidades de acesso ao ensino superior. Nesse Dia dos Professores, meu carinho e compromisso com essa categoria tão fundamental para nosso país”.

 

Lula falou sobre a importância de valorizar os professores e enumerou medidas da sua gestão para áre… 

Prazo para deixar norte de Gaza se esgota e últimas cidades do sul de Israel são esvaziadas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O conflito entre Israel e Hamas chega a seu nono dia neste domingo (15) sob a expectativa de uma invasão terrestre de Tel Aviv na Faixa de Gaza, território palestino regido pelo grupo terrorista onde vivem mais de 2,3 milhões de pessoas.

“Soldados e batalhões das IDF (Forças de Defesa de Israel) estão implantados em todo o país e estão aumentando a prontidão operacional para as próximas etapas da guerra, com ênfase em operações terrestres significativas”, disse o exército em um comunicado, acrescentando que isso incluiria não só os ataques por terra como também aéreos e marítimos e cobriria um “campo de combate expandido”.

Enquanto o novo prazo que o Exército israelense havia dado para palestinos deixarem o norte de Gaza se esgotava, cidades do sul de Israel terminavam de ser esvaziadas em uma operação apoiada pelo governo.

A cidade israelense de Sderot, por exemplo, a menos de 4 km de Gaza, está retirando seus últimos moradores. Cerca de dois terços dos 30 mil habitantes já foram deslocados, e a maioria dos cidadãos restantes devem ser retirados neste domingo, de acordo com afirmações do vice-prefeito, Elad Kalimi, ao jornal Times of Israel.

A expectativa é de que algumas pessoas permaneçam nessas cidades por opção ou por dificuldades para fazer o deslocamento. Quem deixa a região está ficando em hotéis em Tel Aviv, Jerusalém e Eilat com o apoio estatal.

Já em Gaza, ataques aéreos atingiram várias casas durante a noite, segundo os moradores, que acordaram com trabalhadores de resgate procurando desesperadamente por sobreviventes.

“Vivemos uma noite de horror. Israel nos puniu por não querer sair de nossa casa. Existe brutalidade pior do que essa?” disse à agência de notícias Reuters, por telefone, um pai de três filhos que se recusou a dar seu nome por medo de represálias. “Prefiro morrer a sair, mas não posso ver minha esposa e filhos morrerem diante dos meus olhos.” Ele se abrigou em um hospital.

A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino disse ter recebido uma ordem israelense para esvaziar o hospital até as 16h locais, mas se recusou a fazê-lo porque tinha o dever humanitário de continuar prestando serviços aos doentes e feridos.

Israel prometeu aniquilar o Hamas em retaliação ao ataque do grupo a cidades israelenses no sábado passado (7) -o mais grave da história do país. A resposta de Tel Aviv foi o bombardeio mais intenso em décadas em Gaza, um dos territórios mais densos do mundo.

Desde então, foram mortas cerca de 1.400 pessoas em Israel -a maioria no primeiro dia de ataque- e 2.200 pessoas em Gaza.

Três pessoas ficam feridas em tiroteio na Feira Estadual do Texas

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Pelo menos três pessoas ficaram feridas após um tiroteio na Feira Estadual do Texas, em Dallas, na noite de sábado (14). O suspeito foi detido.

O incidente ocorreu por volta das 19h45 (horário local) na área de alimentação da feira, segundo o Departamento de Polícia de Dallas.

As autoridades acreditam que o suspeito disparou contra uma pessoa, mas atingiu três no total. Todos os feridos foram considerados leves e não correm risco de morte.

O homem tentou fugir do local, mas foi localizado e preso. A arma usada no tiroteio foi apreendida.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram grupos de pessoas correndo para escapar da situação.

VIDEO: Families running to seek shelter as gunfire erupted at the State Fair of Texas tonight.

It’s the guns.

pic.twitter.com/RZqtxn1D6y

— Antonio Arellano (@AntonioArellano) October 15, 2023

def not what u wanna see at the top of the ferris wheel at the texas state fair pic.twitter.com/zx8V7p1frh

— awbs ? (@cans0fsoup) October 15, 2023

Leia Também: Israel dá mais três horas para palestinos deixarem norte de Gaza

Seca na Amazônia faz rio desaparecer, e ribeirinhos percorrem bancos de areia com água da cidade

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 (FOLHAPRESS) – A fumaça que entra pela janelas das casas em Manaus, impregnando tudo com o cheiro de queimado por semanas seguidas, é um dos principais sintomas da seca severa que atinge a Amazônia. Assim como a decolagem de um avião às cegas, sem que os pilotos distingam o que é nuvem e o que é névoa dos incêndios.

O encolhimento agressivo de um lago -com o superaquecimento das águas, a formação de enormes bancos de areia, a limitação da navegação e a morte de animais como botos vermelhos e tucuxis- é outro símbolo da estiagem extrema na região.

Mas nada se compara ao desaparecimento de um rio no município de Tefé (AM).

A Folha de S.Paulo esteve nesta quinta-feira (12) no igarapé Paranã de Tefé -um curso d’água caudaloso em tempos normais, via de navegação para barcos lotados de passageiros rumo ao rio Solimões e habitat de botos- e constatou que ele está morto.

Já na boca do rio Tefé (ou lago Tefé, como é mais conhecido na região), onde deságua, o igarapé virou um banco de areia, superaquecida por temperaturas também extremas. O vazio percorre seu curso inteiro, passando por comunidades dependentes da abundância de água.

Restaram, para as casas com mais sorte, algum filete de água, usada para matar a sede dos animais.

Casas flutuantes já não flutuam. Motores já não bombeiam água. Sem o rio, as famílias das comunidades que o margeiam se viram sem água para consumo. O mais frequente era retirar essa água do igarapé e submetê-la a um tratamento e filtragem. Não há técnica que dê conta de tratar o filete de água carregado de sedimentos.

Uma tentativa dos moradores é captar a água da chuva -a pouca chuva que existe nos dias de uma seca que já pode ser considerada histórica na região do médio rio Solimões, onde estão cidades como Tefé e Fonte Boa.

O que é comum a todos os moradores dessas comunidades, que não têm mais um rio, é a dependência da água que sai de torneiras públicas.

A cidade de Tefé está próxima; são menos de 30 minutos pelo rio de mesmo nome, entre a boca do igarapé que não existe mais e o portinho do município. Mas as dificuldades são gigantes, mesmo num trecho curto.

Os moradores das margens do Paranã de Tefé precisam carregar nos ombros os galões e garrafas cheios de água trazidos da cidade. Eles param os barcos até onde é possível, descem por um terreno ainda umedecido -uma lama escorregadia- e adentram pela areia quente do que já foi o fundo de um rio. O percurso pode se estender por 1,5 km.

Para as casas mais próximas do lago, a busca por água na cidade já ocorria em tempos normais.

Não há caixa d’água nessas casas, nem é comum o processo de tratamento e filtragem. Nas casas mais distantes, a corrida por água em Tefé passou a ser mais frequente, em razão do desaparecimento do igarapé, assim como no próprio Solimões.

“Já são 40 dias assim. E está secando ainda”, afirma o pescador e agricultor Raimundo Bezerra de Amaral, 59. Ele tem viva na memória a seca de 2010, a pior que se tem notícia na região. “Em 2010 foi pior no sentido de não ter ficado nada de água, nem para banho. Agora a gente tem um filete, para banho e para os bichos. Mas, em 2010, foram 25 dias assim. Agora já são 40.”

O rio Tefé segue baixando. Nesta quinta, segundo medição de pesquisadores que atuam na região, a altura diminuiu 6 cm. Nos dias anteriores, vinha baixando de 10 a 15 cm por dia.

O renascimento do Paranã de Tefé, assim, pode demorar. A pesca não existe porque não tem água. As famílias ficaram dependentes da agricultura, mas o calor e a secura impedem colheitas.

“Eu planto melancia, milho, maracujá. Morre tudo. Queima tudo”, diz Amaral. “Estamos vivendo mais da criação de galinhas.”

A casa do agricultor está numa das margens do ex-rio. Uma longa escada de madeira leva ao quintal da casa, onde a água bate em tempos de cheia. Embaixo, um flutuante está atolado no banco de areia. “Minha esperança é que ele vai voltar a flutuar no começo de novembro”, afirma o agricultor.

Na comunidade São Jorge, um pouco mais adiante, na mesma margem, as dificuldades para fazer a plantação vingar são as mesmas. “A gente planta hortaliça e verdura. Com essa seca, nada prestou”, diz o agricultor José Veloso Macedo, 59. “A gente joga água e não presta. A melancia morreu toda. O que resistiu foi maxixe, feijão, banana e um pouco de cebolinha.”

A pesca ficou impossível, mesmo em outros cursos d’água. “Tá tudo tapado, a gente não pode viajar”, afirma Macedo.
Era ele que transportava os alunos para uma escola em outra comunidade. Isso já não ocorre há semanas, o barco não sai do lugar. Agora, com as aulas suspensas, o agricultor busca tarefas e entrega nas casas das crianças.

A estiagem é um ciclo na Amazônia. Vem e vai todos os anos. Os ribeirinhos sabem que o igarapé Paranã de Tefé vai renascer, mas estranham o prolongamento da seca. A realidade se estende a diversas comunidades da região.

Rios se aproximam de pontos de baixas históricas, como no alto e médio rio Solimões, no baixo rio Negro (onde está Manaus) e no rio Madeira. A estiagem é tão severa que deve impactar a próxima, de 2024, segundo pesquisadores. As chuvas estão mais escassas que em outros anos, na véspera, durante e na previsão para o pós-estiagem.

Na memória de quem testemunha e vive todos os dias a morte de um rio, vão se avolumando as lembranças de secas severas. Os intervalos entre uma e outra se encurtam.

“Outro dia deu uma chuva grande. A gente aparou a água da chuva. Melhorou mais um pouco”, diz o agricultor Macedo.

Leia Também: ‘Sem água, não tem vida’: seca na Amazônia brasileira aumenta o temor pelo futuro

Seca na Amazônia faz rio desaparecer, e ribeirinhos percorrem bancos de areia com água da cidade 

Veja o resultado do concurso 2644 da Mega-Sena sorteado neste sábado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal sorteou na noite deste sábado (14) o concurso 2644 da Mega-Sena, que tem o prêmio principal acumulado em R$ 13.070.555,55.

Os números sorteados no Espaço da Sorte, em São Paulo, foram: 04 – 17 – 22 – 28 – 30 – 49.

A aposta simples para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser feita até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio em uma casa lotérica ou pela internet, por meio do aplicativo Loterias Caixa ou pelo site de loterias da Caixa.

A probabilidade de acerto para quem faz uma aposta de seis números (no valor de R$ 5) da Mega-Sena é de uma em mais de 50 milhões. Na aposta com sete números (que custa R$ 35), a chance sobe para uma em 7,1 milhões.

O maior prêmio regular já pago foi em 1º de outubro de 2022, no concurso 2.525, quando duas apostas ganhadoras dividiram R$ 317.853.788,53. Naquela ocasião, a Mega estava acumulada havia 14 concursos consecutivos.

A probabilidade de acerto para quem faz uma aposta de seis números (no valor de R$ 5) da Mega-Sena é… 

Viver na Coreia do Norte? Há leis bizarras e pena de morte por hábito comum no Brasil

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A vida dentro Coreia do Norte é mais estranha que a ficção. Quanto mais histórias são compartilhadas por desertores, mais insólita a reputação da nação totalitária se torna. O país caracteriza-se por um regime autoritário extremista e suas regras são bem diferentes de quaisquer outras ao redor do mundo. Inclusive, há pena de morte por um direito (e hábito) muito comum em países democráticos, como o Brasil. Qual?

Clique na galeria e conheça algumas das leis mais bizarras e chocantes seguidas por moradores da Coreia do Norte.

Homem faz descoberta surpreendente dentro de uma lula: "Sem palavras"

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Adam Todd, um homem de Lisburn, na Irlanda do Norte, comprou uma lula no mercado de Belfast para preparar em casa. Ao começar a limpar o molusco, ele encontrou algo surpreendente em seu interior: uma cria de tubarão.

“O tipo de lula que eu compro é metade do tamanho, mas esta era bem grande. Normalmente seria camarão ou algo minúsculo, mas quando comecei a prepará-lo percebi que era diferente”, disse Todd ao jornal Mirror.

Ao abrir a lula, o homem deparou-se com um animal com cerca de 10 centímetros de comprimento. “Quando o vi fiquei sem palavras, não sabia o que pensar. Não pesco com tanta frequência, então a primeira vez que vi um foi no meu lava-loiça. Sabia que era algum tipo de tubarão, um bebé cação ou um tubarão-albafar. Foi definitivamente um choque e não sabia o que fazer com ele”, declarou.

Todd decidiu devolver a cria de tubarão ao mar. Ele colocou o animal em um balde com água e o levou para uma praia próxima. “Eu não queria matá-lo. Eu só queria devolvê-lo à natureza”, disse.

O homem acredita que a cria de tubarão deve ter sido engolida pela lula quando ainda era um ovo. “É possível que a lula tenha comido um peixe que estava com o ovo dentro”, disse.

A descoberta de Todd é um lembrete de que os oceanos são um lugar cheio de mistérios.

© Reprodução/ Redes sociais

 

Israel dá mais três horas para palestinos deixarem norte de Gaza

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 O Exército de Israel deu um ultimato aos palestinos do norte da Faixa de Gaza: eles têm três horas para deixar a área ou enfrentar uma incursão terrestre. A ordem é para que eles rumem para o sul da região, via estrada Salahuddin.

A IDF prometeu não realizar operações no território entre 10h e 13h deste domingo, no horário local (entre 4h e 7h, em Brasília).

O Exército israelense afirma que líderes do Hamas já garantiram a segurança dos palestinos que deixarem a área.

A medida ocorre em meio ao conflito entre Israel e o Hamas, que já deixou mais de 3.200 mortos, incluindo mais de 1.400 civis palestinos.

O Hamas controla a Faixa de Gaza e é considerado um grupo terrorista por Israel, Europa e pelos Estados Unidos.

“Aproveitem a oportunidade para se deslocarem para sul a partir do norte de Gaza. Sua segurança e a de sua família são importantes. Por favor, siga nossas instruções e siga para o sul”, afirma a nota das IDF.

“Durante este período, aproveitem a oportunidade para se deslocarem para sul a partir do norte de Gaza. Sua segurança e a de sua família são importantes. Por favor, siga nossas instruções e siga para o sul. Tenham a certeza de que os líderes do Hamas já garantiram a sua segurança e a das suas famílias”, afirma a nota das IDF.

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Mãe revela que faz trabalhos de casa das filhas e causa polêmica na web

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Lottie Weaver, mãe de três meninas nos Estados Unidos, revelou que faz os trabalhos de casa das filhas para que elas não fiquem estressadas. As meninas, que frequentam o 3º, 5º e o jardim de infância, participam de diversas atividades extracurriculares e chegam a casa cansadas.

“A pressão para fazer trabalhos de casa não vale a pena”, disse Lottie ao jornal Daily Mail. “Não vou deixá-las estressadas ​​com problemas de matemática que não têm tempo para resolver. Pode não ser certo, mas vou ajudar.”

Lottie também considera que alguns dos projetos dos seus filhos são muito difíceis. “São projetos que professores dão, quer dizer, as crianças têm sete anos…”, afirmou.

A atitude de Lottie criou um debate nas redes sociais sobre os limites do envolvimento dos pais nas responsabilidades escolares dos filhos.

Alguns pais criticaram o estilo descontraído e “mimado” de Lottie, argumentando que poderá prejudicar o desenvolvimento da ética de trabalho e das competências de estudo das crianças. Outros consideram que sua atitude é “genial”, por aliviar o fardo dos menores e fazer com que aproveitem o tempo depois da escola.

@lottie..weaver I swear the list goes on and on #controversalparenting #momlife #momsofTikTok #viral #girlmom #girlmom #toddlermom #lifestyle #momtok #dayinmylife #momof3 #fyp #blondehair #hair original sound – Lottie

Leia Também: Pai tira roupa para mostrar desagrado com novo ‘dress code’ de escola

Israel diz ter matado dois líderes do Hamas responsáveis por ataques

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(UOL/FOLHAPRESS) – Israel informou neste sábado (14) ter matado dois líderes do grupo extremista Hamas responsáveis pelos ataques terroristas no país com assassinatos de civis que deram origem à guerra na semana passada. O conflito entra neste sábado em seu oitavo dia.

O QUE ACONTECEU

Ali Qadi, comandante de uma unidade de elite do Hamas, foi morto em um ataque aéreo, segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel deste sábado. Preso em 2005 sob a acusação de matar e sequestrar civis israelenses, Qadi estava entre os mais de mil palestinos libertados por Israel em 2011 em troca de um soldado que havia sido capturado pelo Hamas em 2006.

Ali Qadi liderou o desumano e bárbaro massacre de 7 de outubro de civis em Israel. Nós acabamos de eliminá-lo. Todos os terroristas do Hamas vão encontrar o mesmo destino.Forças de Defesa de Israel, em conta no X (antigo Twitter)

As Forças de Defesa de Israel informaram também ter matado dezenas de integrantes do grupo liderado por Qadi e outro líder do Hamas em um ataque aéreo noturno na Faixa de Gaza na madrugada de hoje. A ofensiva, que tinha como alvo um quartel-general do grupo extremista, matou Murad Abu Murad.

Apontado como chefe da formação aérea do Hamas, Murad “teve um papel importante nos ataques terroristas”, segundo Israel. As forças israelenses informaram ter atingido dezenas de locais pertencentes às lideranças do Hamas em Gaza.

MORTOS NA GUERRA ENTRE ISRAEL E HAMAS

O conflito entre Israel e Hamas já deixou pelo menos 3.500 mortos, segundo as informações oficiais divulgadas por autoridades dos dois lados.

O número de mortos em Gaza não para de subir com os bombardeios israelenses. O Ministério da Saúde da Palestina fala em 2.215 mortos até amanhã deste sábado.
Israel contabiliza 1.300 mortos nos ataques do Hamas da semana passada.

Além desses mortos, Israel afirmou ter encontrado 1.500 corpos de membros do Hamas em seu território na última terça-feira (10).

Leia Também: Ataque a ‘rota segura’ em Gaza deixa 70 mortos; há crianças entre vítimas

Ibama driblou militares e improvisou cabo de aço para destravar ações nos yanomamis

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(FOLHAPRESS) – A decisão do presidente Lula (PT) de viajar a Roraima e de anunciar a intenção de combate ao garimpo ilegal na terra yanomami, em meio a uma crise humanitária dos indígenas, provocou uma corrida em diferentes ministérios de seu governo, que tinha apenas 21 dias naquele momento.

Autoridades e integrantes do alto escalão na burocracia estatal passaram a buscar formas de colocar em prática um plano de retirada dos mais de 20 mil invasores da terra indígena, que se sentiam estimulados à prática criminosa pelo discurso pró-garimpo de Jair Bolsonaro (PL), antecessor de Lula.

Na visão de quem acompanhou tudo de perto, a corrida era mais para tentar amealhar algum capital político diante do novo presidente do que por caminhos viáveis para um problema hipercomplexo.

Nas discussões que passaram a ocorrer para a viabilização da desintrusão (retirada de quem não é originário do lugar), havia integrantes do governo que não sabiam nem quais são os principais rios que cortam o território.

Ficou decidido, nos âmbitos interministeriais, que as Forças Armadas dariam o pontapé inicial na desintrusão, em uma operação articulada com Polícia Federal, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).

Um QG da operação foi improvisado na superintendência da PF em Boa Vista. Mais de duas semanas depois da visita e do discurso de Lula, nada ocorria.

Agentes envolvidos nas ações de combate ao garimpo constataram que uma iniciativa dos militares poderia levar mais um mês. Foi quando o Ibama, a partir de uma diretriz de Brasília, decidiu furar o acordo de um início conjunto da operação e colocar em prática as primeiras ações de combate aos garimpos.

O órgão ambiental, com suporte da Funai e da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça, deu início à operação em 6 de fevereiro. A divulgação oficial ocorreu no dia 8. No dia 10, Forças Armadas e PF foram a campo para destruir maquinários e aeronaves do garimpo ilegal.

A desarticulação e o bate-cabeça marcaram os primeiros meses da operação, especialmente em razão da resistência dos militares em entrarem de vez nas ações.

Coordenadores de Ibama e Funai decidiram, sozinhos, improvisar um cabo de aço de margem a margem de um ponto do rio Uraricoera, em um local com alta concentração de garimpos.

A medida não foi comunicada ao Exército e é reconhecida por policiais federais como o primeiro ato exitoso da desintrusão, por ter forçado a redução de velocidade e mais abordagens de embarcações de invasores num ponto estratégico.

O cabo compensou, em alguma medida, o fato de embarcações da fiscalização serem menos potentes que barcos usados por invasores.

O governo não estava confuso apenas na operação de retirada de garimpeiros.

As ações de emergência em saúde pública, declarada em 20 de janeiro, começaram a ser adotadas sem coordenação e sem a liderança efetiva de algum dos órgãos envolvidos. Existia um improviso de técnicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) à frente desse processo.

A decisão, então, foi pela criação de um comitê -o COE (Centro de Operação de Emergências).

A linha de atuação do COE foi centralizar decisões, bloquear acessos ao território que não fossem de profissionais de saúde -ainda que isso fosse de encontro ao desejo de lideranças yanomamis- e limitar a transparência. Até março, o número de óbitos na terra indígena foi omitido.

A Funai, no começo das ações de emergência, não tinha uma presidente de fato.

Joenia Wapichana circulava por Boa Vista sem ter sido nomeada presidente do órgão, o que só ocorreu em 1º de fevereiro. Isso dificultava a tomada de decisões básicas pela Funai. Servidores da coordenação em Roraima acabaram escanteados.

O desencontro era claro nos discursos dos ministros de Lula. Em 4 de fevereiro, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse em Boa Vista: “Temos essa informação de que muitos garimpeiros estão saindo. É bom que saiam mesmo. Melhor para todo mundo se saem sem precisar da ação da força de segurança”.

Quatro dias depois, também na capital de Roraima, o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, adotou tom bem mais ameno em relação ao tratamento que o governo deveria dar a invasores em fuga: “Nós temos a preocupação de não prejudicar inocentes”.

Guajajara estava ao lado do ministro e modulou o discurso: “O problema é histórico e não vamos conseguir resolver isso numa semana”.

Quando houve a sinalização de Lula para retirada dos garimpeiros da terra indígena, o Ibama já tinha um plano operacional pronto. Se conseguisse transportar dois caminhões com combustíveis até a região, o órgão daria início ao plano sem os militares, conforme a decisão tomada.

Um dos caminhões foi transportado por balsa de Santarém (PA) a Manaus (AM). Depois, seguiu por terra até a região da terra indígena. Com o combustível disponível para os primeiros voos, o plano começou a ser colocado em prática.

Investigadores e agentes de fiscalização que atuam no combate ao garimpo ilegal na terra yanomami elencam situações em que as Forças Armadas optaram por não agir.

Houve negativa de tempo de voo e combustível para as ações, especialmente no começo da operação; pouca disponibilidade das aeronaves em solo, durante ações de combate à logística do garimpo; permanência em base aérea de material necessário às bases logísticas na terra indígena; falta de um controle aéreo efetivo, e resistência à destruição de equipamentos da mineração ilegal.

“Não houve negativa de apoio logístico”, disse o Ministério da Defesa, em nota. “A operação transcorre sob intenso esforço logístico, uma vez que, em virtude da grande extensão da área, foram estabelecidos postos de combustível nas localidades de Palimiú, Surucucu e Amajari”, afirmou na ocasião.

Aeronaves das Forças Armadas, do Ibama e da PF eram constantemente abastecidas, segundo o ministério. No caso das aeronaves militares, já tinha havido 6.900 horas de voo e consumo de 4,5 milhões de litros de combustível, afirmou a Defesa.

Os riscos em ações de desintrusão onde pode haver confronto, inclusive com uso de armas de fogo, exigiam uma “pronta resposta” de aeronaves e tripulação, conforme a pasta, o que explicaria a baixa disponibilidade em solo. “Tal procedimento visa a garantir a efetividade da ação, caso os suspeitos empreendam fuga.”

O ministério afirmou ainda que as missões das Forças Armadas deveriam ser acompanhadas sempre de Ibama e PF, cujos agentes têm a competência de destruição de maquinário ilegal.

“Não houve recusa em carregar as aeronaves para apoio logístico”, disse a Defesa. Segundo a pasta, a operação resultou na prisão de 146 garimpeiros; apreensão de 808 equipamentos, 40 toneladas de cassiterita e 1.675 gramas de ouro; e na “neutralização” de acampamentos ilícitos.

Passados oito meses do início das ações de emergência na terra yanomami, os problemas persistem.

Os indígenas passaram a contar com uma assistência em saúde que não existia, com 870 profissionais envolvidos; a maior parte dos invasores foi retirada; e as áreas garimpadas diminuíram 78,5% em 2023, segundo a Defesa. Mas o garimpo ilegal e as doenças associadas a ele prosseguem.

Monitoramentos feitos pela PF mostram a resiliência e até mesmo o retorno de estruturas de garimpo nos rios Uraricoera, Mucajaí e Couto Magalhães. Na região de Auaris, já próxima da fronteira com a Venezuela, os garimpos permanecem, com fugas constantes de invasores para o território venezuelano, segundo policiais federais.

É comum a exploração de ouro à noite, e o retorno de máquinas após a destruição de equipamentos. Em um ponto, por exemplo, a PF destruiu 29 motores. Quando retornou à área, já havia 12 motores novos.

O último boletim divulgado pelo COE, de 25 de agosto, registra 190 mortes de yanomamis e indígenas de outras etnias no território ao longo de 2023. Quase a metade, 93, eram crianças de 0 a 4 anos. Pneumonia, desnutrição, malária e diarreia foram as principais causas dos óbitos. O relatório aponta ainda 15,9 mil casos de malária e 6.100 de diarreia aguda na terra indígena neste ano.

Apenas uma ocupação constante, com pontos permanentes de fiscalização, garantirá o êxito da operação na terra yanomami, segundo agentes que atuam na linha de frente. Se as forças de segurança se ausentarem, os garimpeiros retornam no dia seguinte, dizem esses agentes.

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Autoridades e integrantes do alto escalão na burocracia estatal passaram a buscar formas de colocar … 

Caminhões de sorvete são usados como necrotérios em hospital em Gaza

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(UOL/FOLHAPRESS) – Caminhões de sorvete estão sendo usados como necrotérios improvisados em um hospital em Gaza para acomodar os corpos das vítimas dos bombardeios israelenses.

Um vídeo nas redes sociais mostra um dos caminhões de sorvete. É ali onde os corpos estão sendo armazenados em frente ao Hospital dos Mártires, segundo o relato.

Enquanto um homem mostra o veículo e relata a situação, é possível ver sangue na lataria. A maioria dos corpos armazenados nos caminhões de sorvete são de mulheres e crianças, diz a postagem nas redes sociais.

“O necrotério do hospital é pequeno e não pode acomodar o número grande de mortos e mártires. Por isso, a administração foi forçada a trazer esses refrigeradores. Estamos entrando em colapso. A situação é realmente miserável. O hospital precisa de suporte”, diz o homem que exibiu refrigerador de sorvete usado para armazenar corpos.

Os refrigeradores mortuários do hospital estão lotados, segundo reportagem da CNN. É lá onde os corpos ficam armazenados durante dias até serem recolhidos.

O governo israelense comunicou a ONU sobre a ordem dada para os palestinos migrarem do norte para o sul da Faixa de Gaza. Cerca de 1,1 milhão de pessoas vivem no norte tornando “impossível tal movimento”, segundo o porta-voz das Nações Unidas.

“Isto é um caos, ninguém sabe o que fazer”, disse Inas Hamdan, oficial da agência da ONU para os refugiados palestinos em Gaza, à agência Associated Press.

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Passa de 700 o número de brasileiros repatriados de Israel

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Apreensão, expectativa, abraços e lágrimas de alívio. São expressões que descrevem como foi a madrugada deste sábado (14) no saguão de desembarque do aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Parentes estavam à espera de mais um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) com brasileiros repatriados de Israel.

A pesquisadora Priscila Grimberg foi receber a filha, Maia, de 15 anos, que passou dois meses em Tel Aviv para estudar. Ela relatou que sabia que Israel tem histórico de ser atacado por foguetes lançados de países vizinhos, mas que, agora, a situação foi diferente. “A agonia maior é quando você começa a ver coisas que são incomuns, que não são os bombardeios, mas as invasões, os sequestros e os assassinatos”.

O avião KC-30 da FAB tocou em solo brasileiro às 2h44 com 207 brasileiros que pediram ajuda ao governo brasileiro para a repatriação depois que Israel foi atacado pelo grupo extremista palestino Hamas, no último sábado (7). O Airbus A330 200 trouxe também dois cachorros e dois gatos de estimação. A filha da Priscila foi a primeira a chegar no terminal de desembarque. Assim que avistou a mãe, correu para um abraço e não segurou o choro. 

“É muito ruim estar lá e ouvir as coisas, as bombas, mas estar aqui no colo da mamãe é muito bom”, diz aliviada. Sobre como foram os últimos dias no país que declarou guerra ao Hamas, a resposta é direta: “angustiante”, diz com a voz embargada. 

 

A sensação de alívio da mãe se divide com a solidariedade aos povos envolvidos no conflito. “Pedindo muita luz não só para o povo judeu, Israel, mas também para o povo palestino, que sofre com isso.” 

Thiago Giraldi, de 15 anos, chegou acompanhado pelo pai. Eles viajavam a turismo quando estourou o confronto. Os dois estavam no norte de Israel, região mais distante dos locais atacados pelo Hamas, mas que acabou virando ponto de tensão por causa da proximidade com o Líbano, país base do grupo Hezbollah, também inimigo de Israel.  

O voo de volta por uma companhia comercial estava marcado para domingo (15), mas acharam mais prudente ir para Tel Aviv e adiantar a repatriação na aeronave da FAB. Os dois moram em Guarapari, no Espírito Santo. 

“Eu me senti inseguro lá. É amedrontador quando a sirene toca. Uma sensação pela qual eu não quero que ninguém passe”, disse à Agência Brasil depois de ser recepcionado pelo avô. 

Desde que chegou ao aeroporto, o avô de Thiago esperava pela hora de dar um abraço no neto. “O susto foi muito grande. Torcer agora para que outros avós consigam o mesmo que eu estou, dar aquele abraço, aquele beijo, sair daqui e dormir em paz”, disse o engenheiro José Lúcio Geraldi. 

O ataque do Hamas e a retaliação israelense, que deixaram milhares de mortos, também alteraram as férias do administrador de sistemas Rafael Borsani. Ele chegara em uma cidade pouco ao norte de Tel Aviv quando, dois dias depois, aconteceram os primeiros ataques.  

A volta ao Brasil estava marcada para o dia 21, mas teve que ser antecipada em uma semana. “É bem tenso, você fica apreensivo, querendo saber se vai escalar, se vai resolver. Uma experiência ruim”, lamenta. “Mas deu tudo certo”, se consola ao se referir à repatriação.      

O avião que desembarcou na madrugada no Rio de Janeiro foi o quarto da Operação Voltando em Paz, do governo federal. Por enquanto são 701 brasileiros repatriados em voos da FAB desde quarta-feira (11), quando chegaram os primeiros 211 resgatados. No dia seguinte, aterrissaram mais 214. Na sexta-feira, 69 passageiros desembarcaram em território brasileiro. Os voos de Israel para o Brasil duram cerca de 14 horas. 

Neste sábado, está prevista a decolagem de mais um voo KC-30 da FAB de Tel Aviv em direção ao Brasil. A chegada deve ser por volta das 2h30 de domingo (15). Possíveis novos voos de repatriação saindo de Israel estão sendo avaliados, segundo o Ministério de Relações Exteriores (MRE). 

De acordo com o MRE, 14 mil brasileiros viviam em Israel até o fim do ano passado. Os interessados em repatriação estão sendo acomodados conforme critérios de prioridade. O governo brasileiro orienta que os cidadãos que possuam passagens aéreas ou condições de adquiri-las embarquem em voos comerciais a partir do aeroporto Ben Gurion. 

Na Palestina vivem 6 mil brasileiros, de acordo com o MRE. A logística para trazer de volta brasileiros que estão em Gaza é mais complicada, pelo fato de a região estar sendo alvo de ataques israelenses e por envolver o Egito, que já admitiu a entrada dos brasileiros em deslocamento.

Egito aceita receber brasileiros que desejam sair da Faixa de Gaza

Governo brasileiro contratou ônibus para transporte dos brasileiros neste sábado até a fronteira egípcia e aguardava a liberação pela passagem de Rafah pelo país africano.

A rota de fuga dos brasileiros confinados na região é pela passagem de Rafah, na fronteira entre a parte sul de Gaza e o Egito. O governo brasileiro contratou ônibus para transporte até a fronteira com o Egito e fez contato com o governo israelense para garantir a segurança dos brasileiros.

A aeronave VC-2 (Embraer 190) da FAB, utilizada pela Presidência da República e cedida para a Operação Voltando em Paz, pousou em Roma, na sexta-feira (13), à espera de autorização para ir ao Egito. 

Há confirmação de três brasileiros mortos pelos ataques do Hamas em Israel. Karla Stelzer Mendes, de 42 anos; Bruna Valeanu, de 24 anos; e Ranani Nidejelski Glazer, de 24 anos. 

O governo brasileiro reitera total repúdio a todos os atos de violência contra a população civil.

O MRE disponibiliza os contatos da embaixada em Tel Aviv (+972 (54)8035858) e do Escritório de Representação em Ramallah, na Cisjordânia (+972 (59)2055510), para os brasileiros em situação de emergência. O plantão em Brasília pode ser contatado pelo número +55 (61) 982600610. 

O avião KC-30 da FAB tocou em solo brasileiro às 2h44 com 207 brasileiros que pediram ajuda ao gover… 

Homem é preso com pistola e faca no Centro de Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde de quinta-feira (12), um homem identificado pelas iniciais G.P.L.R. foi detido portando uma pistola e uma faca na Avenida Rui Barbosa, localizada no Centro de Campos.

Segundo informações da polícia, o homem, em atitude suspeita, estava a bordo de um veículo do modelo Cerato, na cor preta. Os policiais realizaram uma abordagem no veículo, resultando na apreensão de uma pistola calibre nove milímetros, juntamente com 16 munições do mesmo calibre e uma faca grande de modelo tático.

Tanto o material apreendido quanto o suspeito foram encaminhados à 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado.

Papa se comunica com Gaza e diz que está fazendo o possível pela paz

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O Papa Francisco telefonou para a única paróquia de Gaza para expressar sua proximidade com os moradores da região e garantir que está fazendo tudo o que é possível para evitar mais derramamento de sangue.

“O Papa, depois de várias tentativas, conseguiu falar com o vice-pároco que está em Gaza, o padre Youssef, e perguntou-lhe como estavam, perguntou pelas muitas crianças, cristãs e muçulmanas, assistidas pelas freiras de Madre Teresa, e garantiu que está a fazer tudo o que é possível por esta situação”, explicou Gabriel Romanelli, pároco da Sagrada Família, a única igreja católica da Faixa de Gaza, em declarações ao canal de televisão da Conferência Episcopal Italiana “TV2000”.

Francisco já havia comunicado com Romanelli em algumas ocasiões para expressar sua proximidade.

A paróquia de Gaza acolhe atualmente 130 refugiados e outros estão alojados em estruturas paroquiais vizinhas, disse o pároco.

“Os bombardeios são contínuos e pesados”, disse o sacerdote, acrescentando que é isso que os paroquianos lhe dizem.

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, também telefonou ao primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Shtayyeh, para manifestar seu pesar pelo que está acontecendo na Faixa de Gaza.

“Como já expressou a todas as partes envolvidas, os civis, os hospitais e os locais de culto não devem ser envolvidos no conflito”, escreveu a Secretaria de Estado da Santa Sé numa mensagem na rede social X.

O Papa havia dito na audiência geral de quarta-feira que os atacados têm o direito de se defender, mas reconheceu que está “muito preocupado com o cerco total sob o qual vivem os palestinos em Gaza, onde também houve muitas vítimas inocentes”.

“O terrorismo e o extremismo não ajudam a encontrar uma solução para o conflito entre israelitas e palestinos, mas alimentam o ódio, a violência e a vingança e só causam sofrimento a ambas as partes”, insistiu.

Israel responde com bombardeios

Em resposta aos ataques do Hamas, Israel bombardeou a partir do ar várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território, com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está “em guerra” com o Hamas.

Leia Também: Gaza. ONU alerta para situação catastrófica e pede levantamento do cerco

Israel não dá sinal verde para brasileiros saírem de Gaza, e expectativa aumenta

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MÔNICA BERGAMO (FOLHAPRESS) – O governo de Israel não autorizou a saída de brasileiros e de outros estrangeiros da Faixa de Gaza neste sábado (14). A concordância do país é imprescindível para o sucesso da operação de evacuação.

Na sexta (13), o governo israelense tinha sinalizado a autoridades que permitiria a passagem de brasileiros até a fronteira de Gaza com o Egito. Com isso, o grupo poderia chegar ao país árabe, onde estaria a salvo dos bombardeios.

A tensão, neste momento, aumentou entre diplomatas.

Israel controla regiões do sul de Gaza, e inclusive já fez vários bombardeios perto da fronteira do território com o Egito, o que impede o trânsito das pessoas até o ponto de passagem.

Como a coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, antecipou na sexta, o Egito tinha informado ao governo brasileiro que autorizaria a passagem dos civis do Brasil e de outros países por sua fronteira.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, confirmou a informação e alertou, ao mesmo tempo, que faltava acertar detalhes com Israel.

Neste sábado, o grupo de brasileiros refugiado pelo Itamaraty em uma escola católica da cidade de Gaza conseguiu deixar o local e chegou a uma região fora da zona de evacuação determinada por Israel.

Bombardeios israelenses contra Khan Yunis, a cidade por onde o grupo passaria antes de cruzar a fronteira para o Egito, no entanto, atrapalharam o percurso.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o grupo deverá ficar na casa de uma das famílias de nacionalidade brasileira da cidade, que também pediram para serem evacuadas da Faixa de Gaza.

A narrativa sobre a situação dos repatriados, feita por diplomatas que os acompanham, é dramática.

“O plano, hoje de manhã, era ir para Rafah, para a fronteira, e de lá cruzar a fronteira e ir para o Egito. Estava tudo pronto para isso, mas meia hora antes do deslocamento, que deveria se iniciar às 12h, nós recebemos a informação de que tudo isso havia sido cancelado”, afirmou o embaixador brasileiro na Cisjordânia, Alessandro Candeas, na manhã deste sábado.

“Tudo isso foi cancelado por Israel, e a fronteira foi novamente fechada. Com isso, evidentemente, os nossos brasileiros ficaram muito aflitos. A situação é cada vez mais tensa na cidade”, relatou ainda.

A diplomacia brasileira já repassou às Forças de Defesa de Israel informações sobre o prédio em que os brasileiros estão hospedados, fazendo apelos para que ele não seja bombardeado. Dados sobre o ônibus que transporta o grupo também foram transmitidos, incluindo trajeto, placa e lista de passageiros.

“Vamos aguardar simplesmente que a fronteira seja aberta. Não sei se vai acontecer amanhã ou segunda, mas pelo menos eles estão fora das hostilidades que vão se intensificar nas próximas horas na cidade de Gaza”, ponderou Candeas.

Foi encerrado às 10h deste sábado, 16h em Israel, o prazo para que palestinos que vivem no norte da Faixa de Gaza se desloquem para o sul do território. A determinação foi feita pelo governo de Israel e levanta a hipótese de que as forças israelenses preparam a invasão de Gaza.

Na noite de quinta (12), Tel Aviv havia dado 24 horas para o deslocamento. Sob críticas da comunidade internacional, porém, o governo israelense estendeu o prazo para a manhã deste sábado.

Ao longo de uma semana de conflito, quase 1 milhão de pessoas foram forçadas a se deslocar na Faixa de Gaza, afirmou a agência da ONU que atua na região desde 1949.

O número corresponde a quase metade da população da região que, densamente povoada, tem cerca de 2,2 milhões de habitantes.

Em comunicado, a Unrwa, agência voltada para refugiados palestinos, fez um apelo para que Israel permita que o território adjacente retome o acesso a água e a energia elétrica.

“As pessoas estão sendo forçadas a utilizar água suja de poços, aumentando os riscos de doenças”, diz a nota, que apela pelo envio de combustível à região, para fazer voltar a funcionar a distribuição de eletricidade e água potável.

“A água agora é a última tábua de salvação”, afirma a UNRWA. “Caso contrário, as pessoas começarão a morrer de desidratação grave, entre elas crianças pequenas, idosos e mulheres.”

Começa a acabar também a disponibilidade de alimentos em Gaza. Moradores relatam que as padarias, por exemplo, já não têm mais pão, alimento básico para os locais.

Ataque a ‘rota segura’ em Gaza deixa 70 mortos; há crianças entre vítimas

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(UOL/FOLHAPRESS) – Um ataque a uma “rota segura” indicada por Israel deixou 70 pessoas mortas nesta sexta-feira (13) em um comboio que fugia do norte de Gaza. Entre as vítimas, havia crianças e mulheres.

Os civis foram atingidos por um míssil em uma das duas rotas de saída, segundo a BBC News.

A estrada estava com movimentação intensa após ordem de evacuação feita por Israel para que palestinos migrassem do norte para o sul de Gaza em 24 horas. Cerca de 1,1 milhão de pessoas vivem no norte.

Israel diz que investiga o caso e responsabiliza os inimigos pela tentativa de impedir que civis deixem o norte.

Dois vídeos obtidos pela BBC News mostram o ataque atingindo ao menos 30 pessoas. Segundo a reportagem, é possível ver ao menos 12 corpos nas ruas após o bombardeio.

MORTOS NA GUERRA ENTRE ISRAEL E HAMAS

O conflito entre Israel e Hamas já deixou pelo menos 3.500 mortos, segundo as informações oficiais divulgadas por autoridades dos dois lados.

O número de mortos em Gaza não para de subir com os bombardeios israelenses. O Ministério da Saúde da Palestina fala em 2.215 mortos até a manhã deste sábado (14).

Israel contabiliza 1.300 mortos nos ataques do Hamas da semana passada.

Além desses mortos, Israel afirmou ter encontrado 1.500 corpos de membros do Hamas em seu território na última terça-feira (10).

Leia Também: Veja o que aconteceu de mais importante na 1ª semana da guerra entre Israel e Hamas

Vacina atualizada para novas cepas da Covid pode ser mais eficaz que a bivalente

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(FOLHAPRESS) – Atualizar as vacinas contra Covid para serem mais adaptadas às novas variantes pode ser mais eficaz na proteção contra o vírus do que utilizar doses bivalentes, que combinam a cepa ancestral e novas variantes.

Além disso, os níveis de anticorpos produzidos a cada nova imunização e presentes na corrente sanguínea decaem após alguns meses, enquanto a resposta imune fornecida por células de defesa pode ser mais duradoura. É o que mostra artigo publicado nesta quinta-feira (12) na revista científica Science.

No caso das vacinas bivalentes contra a Covid, o fenômeno de reação cruzada indica uma proteção alta contra partes do vírus compartilhadas pela variante de Wuhan e as linhagens em circulação, descendentes da ômicron, mas não conseguem oferecer muita proteção humoral (de anticorpos) contra as novas cepas.

Por isso, acabam sendo menos eficazes do que as vacinas monovalentes adaptadas, argumentam no artigo Florian Krammer, virologista da Escola de Medicina Icahn do Hospital Mount Sinai, em Nova York, e Ali Ellebedy, professor de patologia e imunologia da Universidade de Washington.

Apesar disso, os autores afirmam que ainda é cedo para saber quais as formas do vírus que devem ser escolhidas para as atualizações e com qual frequência as novas doses devem ser produzidas -se a cada seis meses ou um ano.

No artigo, Krammer e Ellebedy afirmam que as vacinas contra Covid fabricadas no início da pandemia foram importantes para garantir a imunização de um grande número de pessoas, impedindo assim o espalhamento do vírus e, principalmente, os quadros graves e óbitos de Covid.

Porém, conforme o vírus foi se modificando, as novas formas conseguiam escapar da proteção conferida pelos anticorpos se apresentassem alterações significativas na sua estrutura.
Ao entrar em contato com o vírus na vida real, o organismo já possui uma memória imunológica para reconhecer aquele alvo e produzir os anticorpos, reduzindo a infecção.

Só que as vacinas feitas lá atrás usavam o antígeno da variante de Wuhan, e o Sars-CoV-2 ainda está em evolução, ganhando novas mutações a cada replicação na população. Algumas das formas que apresentaram esse chamado escape imune foram a beta (detectada em 2020 na África do Sul), delta (em abril, na Índia) e a ômicron (novembro de 2021).

Diferentemente da gripe, cuja cepa dominante já é conhecida e definida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no ano anterior da nova estação, dando assim possibilidade de modificar as vacinas, é difícil prever qual será a variante dominante da Covid.

A resposta imune gerada por vacinas formuladas com as cepas antigas é, assim, menos eficaz em reconhecer esses novos epítopos (parte do vírus que sofre modificação), tornando a estratégia de reforço com doses desatualizadas menos interessante a longo prazo.

“As vacinas bivalentes foram importantes para aumentar a resposta imune e fornecer proteção extra. Infelizmente, o vírus já evoluiu o suficiente desde o lançamento do reforço bivalente. Agora, estamos em um momento melhor […], e as vacinas monovalentes atualizadas são próximas do vírus atualmente dominante (XBB.1.5)”, disse Krammer, do Hospital Mount Sinai, em NY, em entrevista por email à Folha de S.Paulo.

Olhando para o futuro, usar vacinas que sejam mais eficientes contra as cepas em circulação parece ser uma opção mais viável do que a atualização anual, afirma o virologista. “Na minha opinião, uma solução melhor ao problema seria que as vacinas incluam linhagens distintas que focam na resposta imune em áreas do vírus conservadas entre as diferentes variantes.”

Em setembro, a agência reguladora americana FDA, responsável por licenciar produtos alimentícios e medicamentos, deu aval para a utilização das vacinas monovalentes das farmacêuticas Moderna e Pfizer atualizadas contra a subvariante XBB.1.5, descoberta no final do ano passado e considerada altamente transmissível.

A autorização veio após a análise de um estudo apresentado pelas próprias empresas mostrando que as novas versões geram uma resposta imune elevada contra as formas em circulação.

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) também recomendou a utilização de vacinas adaptadas contra as cepas mais transmissíveis e que vêm provocando aumento de casos de Covid no mundo. Já a OMS indicou que a vacinação contra Covid deve ser anual, com as doses de reforço já reformuladas para novas variantes que surgirem.

Tecnologias de vacinas como o RNA mensageiro (mRNA), cuja descoberta levou a bioquímica húngara Katalin Karikó e o médico Drew Weissman a serem laureados com o prêmio Nobel de fisiologia ou medicina deste ano, permitem essa adaptação com facilidade, uma vez que é preciso apenas “trocar” o código do material genético nas fórmulas responsável por ler e produzir a proteína S ou Spike (espícula, gancho utilizado pelo vírus para entrar nas células) do Sars-CoV-2.

Outras plataformas, como as vacinas de proteínas recombinantes (como a Novavax, que também já tem uma versão atualizada contra a XBB.1.5), também podem ser facilmente adaptadas.

Os autores advertem que doses anuais de reforços podem ser difíceis de se estabelecer a nível global, e a desigualdade vacinal vai sempre levar ao aparecimento de novas variantes, com a possibilidade de surtos serem registrados aqui e ali.

Pessoas com comorbidades ou com um risco elevado de adoecimento por Covid podem ser priorizadas para receber essas fórmulas atualizadas, já que seriam mais suscetíveis às novas variantes mais evasivas.

Além disso, o desenvolvimento de vacinas em spray nasal, capazes de barrar o vírus já na porta de entrada no organismo, podem ser interessantes para gerar uma maior proteção na população.

Leia Também: Câncer de colo do útero atinge mais mulheres das regiões Norte e Nordeste

No caso das vacinas bivalentes contra a Covid, o fenômeno de reação cruzada indica uma proteção alta… 

Câncer de colo do útero atinge mais mulheres das regiões Norte e Nordeste

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(FOLHAPRESS) – O câncer do colo do útero é o terceiro mais frequente entre a população feminina do país. De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa é de 17 mil novas ocorrências em 2023, atrás apenas do câncer de mama e do câncer de cólon e reto, com mais de 73 mil e 23 mil novos casos estimados. No entanto, os novos casos e as mortes por câncer do colo do útero ocorrem de maneira desigual entre as diferentes regiões do Brasil.

Segundo o Inca, o maior número de casos novos, em 2022, ocorreu na região Norte, onde a taxa de incidência, ajustada pela população mundial, foi de 16,7 casos novos a cada 100 mil mulheres. A segunda maior taxa foi a do Nordeste, de 13,85/100 mil.

A menor incidência registrada no país foi a da região Sudeste, com taxa de 8,57/100 mil, pouco mais da metade do que foi observado na região Norte. No Centro-Oeste, a incidência de novos casos foi de 11,09/100 mil e no Sul de 9,77/100 mil.

Os dados de mortalidade geral por câncer de 2020, disponibilizados pelo instituto, mostram o do colo do útero como a primeira causa de óbito oncológico entre mulheres no Norte (15,7%), a terceira no Nordeste (8,2%) e no Centro-Oeste (7,6%), a quinta no Sul (4,8%) e a sexta no Sudeste (4,3%).

Quase todos os casos são atribuídos à infecção prévia pelo papilomavírus humano (HPV), segundo a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde). O contato com o vírus também pode levar ao desenvolvimento de outros tipos de câncer, como de vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe (garganta), além de verrugas genitais.

Segundo especialistas, há duas razões principais para essas discrepâncias: falta de rastreamento efetivo para diagnóstico em estágios iniciais e dificuldades para iniciar o tratamento. Para reduzir esse gargalo, uma importante aliada é a vacinação contra HPV, disponível pelo SUS, na formulação quadrivalente, desde 2014.

A redução dos casos após a introdução dessa vacina no SUS só será percebida nos próximos anos. Isso porque as células infectadas levam, em média, entre 15 e 20 anos para formar um tumor. No médio a longo prazo, uma estratégia abrangente de imunização contra o HPV poderá ajudar também a diminuir as desigualdades entre as regiões do país.

A médica Flavia Corrêa, pesquisadora da divisão de detecção precoce do Inca, explica que identificar as ocorrências cedo é tão importante quanto a prevenção por meio da vacinação, por aumentar as chances de um bom prognóstico.

No Brasil, o exame preventivo citopatológico (papanicolau), disponível no SUS, é usado para descobrir, ainda em estágios iniciais, mudanças nas células cervicais que podem evoluir para um câncer.

O preventivo é oferecido pelo sistema público de saúde e indicado para mulheres entre 25 e 64 anos, que já tenham tido relação sexual. Após dois exames anuais negativos, a recomendação é que o intervalo entre os exames seja de três anos.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, de 2019, as maiores porcentagens de mulheres que nunca realizaram o exame estão no Nordeste (8,6%), no Norte (8,5%) e no Centro-Oeste (7%). Já o Sudeste e o Sul tiveram as menores taxas, ambos com 4,5%.

Juntando as regiões, em todo o Brasil, cerca de 71% daquelas que nunca fizeram o papanicolau estão na camada mais pobre, com renda per capita de até um salário mínimo. Além disso, 63% são negras (pretas e pardas), conforme a mais recente edição do boletim científico da Fundação do Câncer.

Uma das principais dificuldades para o acesso ao teste é conciliar emprego, trabalho doméstico e o cuidado com a saúde. A locomoção até um posto de saúde é outro obstáculo, segundo Corrêa.

Vanessa Montes, coordenadora médica da oncologia clínica do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a vacinação não exclui a necessidade de realização do teste.

“A vacina e o exame são complementares, considerando-se que há inúmeros tipos de HPV e a vacina [quadrivalente] só cobre quatro deles [6, 11, 16 e 18] “. Juntos, HPV16 e HPV18 são responsáveis por 70% dos casos globais de câncer do colo do útero, ao passo que HPV6 e HPV11 causam aproximadamente 90% das verrugas genitais.

Em 2022, as coberturas vacinais para HPV, entre a população feminina, foram de 75,91% para a primeira dose e 57,44% para a segunda, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta do PNI (Programa Nacional de Imunizações) é de 80%.

Para Daniel Jarovsky, professor da faculdade de medicina da Santa Casa de São Paulo e consultor médico em imunizações do Fleury, alguns mitos atrapalham a procura pelo imunizante, como a falsa ideia de que a vacinação em jovens induz a iniciação sexual precoce.

“O HPV é transmitido por relação sexual e os estudos mostram que o indivíduo vacinado tem comportamento sexual mais seguro”. Jarovsky explica também que a resposta imune é mais forte em crianças e adolescentes jovens.

Carla Domingues, socióloga e epidemiologista que coordenou o PNI entre 2011 e 2019, aponta múltiplas causas para a baixa cobertura. Entre elas estão a falta de conscientização dos pais, a disseminação de desinformação nas redes sociais, dificuldades no acesso aos serviços, obstáculos para operacionalizar campanhas nos municípios e para registrar as doses administradas.

Unir educação e vacinação nas escolas já ajudou a elevar as coberturas no Brasil e em outros países. Para Domingues, essa é uma estratégia exitosa porque, de forma geral, o sistema de saúde tem dificuldade em atrair adolescentes.

Para ampliar o índice de imunização no país, especialistas afirmam ainda que é preciso promover ações em pequenos núcleos, por meio de parcerias. Uma delas é o projeto Pela Reconquista das Altas Coberturas Vacinais, da Fiocruz, em parceria com o PNI e a SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

A médica Lurdinha Maia, coordenadora do projeto, explica que as estratégias são definidas em colaboração com as equipes de imunização e atenção primária em cada território.

“Na Paraíba fizemos uma parceria com a Cufa (Central Única das Favelas) e trabalhamos com a formação de jovens repórteres. No Amapá nós entramos em contato com o Programa de Educação Tutorial Indígena da Unifap (Universidade Federal do Amapá). Lá o trabalho desenvolvido utiliza o teatro do oprimido [método que visa ampliar a expressão e participação social].”
Indicações para a vacina contra HPV

Para meninas e meninos de 9 a 14 anos: duas doses, com intervalo de seis meses A partir de 15 anos: três doses, com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda, seguidas de um intervalo de seis meses entre a primeira e a terceira Pessoas imunossuprimidas de 9 a 45 anos (que vivem com HIV, Aids, receberam transplantes de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos): esquema de três doses, independente da idade Vítimas de violência sexual recebem um dos esquemas acima, a depender da idade e presença ou não de imunossupressão

Os novos casos e as mortes por câncer do colo do útero ocorrem de maneira desigual entre as diferent… 

Brasileiros em Gaza serão levados na manhã de sábado para sul da região, diz ministro

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(FOLHAPRESS) – O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os brasileiros que estão sitiados na Faixa de Gaza serão levados na manhã deste sábado (14) a uma região ao sul. O deslocamento acontece após Israel ter informado as Nações Unidas na noite desta quinta-feira (12) que todos os palestinos devem deixar a porção norte nas 24 horas seguintes, sugerindo uma provável invasão da região.

Segundo o diplomata, a ideia é que os brasileiros saiam da área pelo Egito, onde um avião da Força Aérea Brasileira, atualmente em Roma, aguarda autorização do Egito para poder buscá-los.

“O governo negociou que brasileiros em Gaza possam sair pelo Egito, é a única forma de sair”, disse. “Propusemos que fossem levados até um aeroporto numa localidade muito próximo da fronteira.”

Segundo o Itamarty, o transporte ao Egito será feito “tão logo seja possível a passagem por Rafah”.

A informação sobre a possibilidade saída dos brasileiros neste sábado foi antecipada pela coluna Mônica Bergamo.

“Hoje [sexta] eu falei com o ministro das relações exteriores de Israel, e uma das coisas que manifestei a ele foi dar tempo para permitir o trânsito de brasileiros e outros nacionais, para essa evacuação”, disse Vieira a jornalistas em Nova York, após participar de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Gaza convocada pelo Brasil, que preside o órgão neste mês.

Em nota, o Itamaraty afirmou que cerca de 20 brasileiros, em sua maioria mulheres e crianças, manifestaram interesse em sair de Gaza. Parte desse grupo está em uma escola local, aguardando a evacuação neste sábado. O MRE disse ainda que a embaixada em Tel Aviv pediu formalmente ao governo israelense que não bombardeie a escola.

O restante do grupo está em Khan Younes, no sul da Faixa, ainda de acordo com a nota.

A reunião do Conselho de Segurança, a segunda sobre o tema desde a eclosão da guerra no último sábado (7), terminou mais uma vez sem resultar em nenhum produto -como são chamados instrumentos diplomáticos como resoluções e acordos.

Uma proposta de resolução foi circulada pela Rússia, um dos membros permanentes do órgão, defendendo um cessar-fogo humanitário, segundo uma cópia do documento obtido pela Reuters.

A ideia enfrenta resistência de aliados de Israel, como os Estados Unidos, que afirmam que Tel Aviv tem o direito de se defender contra os ataques perpetrados pelo grupo terrorista Hamas.

“O texto proposto pela Rússia não atende a todas as necessidades de todos os países presentes, porque como é sabido há uma grande divisão no Conselho de Segurança”, disse Vieira.

Tanto Estados Unidos quanto Rússia, assim como China, Reino Unido e França, têm poder de veto. O conselho é composto ainda por outros dez membros rotativos sem poder de veto. Atualmente, o Brasil integra o órgão, e assumiu sua presidência ao longo do mês de outubro.

Segundo o chanceler brasileiro, o país foi incumbido de fazer consultas com os outros membros a partir de agora para chegar a uma redação do texto que seja aceitável por todos. Não há prazo, ou certeza, de que isso venha ocorre.

“Estamos fazendo isso levando em conta também as propostas apresentas pelo presidente Lula de criação de corredores humanitários, de cessação de hostilidades, de fim de retenção dos reféns, e que também possa haver ingresso de alimentos, medicamentos, água, e voltar a produção de energia pelos geradores, para que possa haver o mínimo de qualidiade de vida dos milhões de palestinos que vivem na Faixa de Gaza”, afirmou Vieira.

A aprovação de uma resolução pelo Conselho de Segurança exige nove votos favoráveis, e nenhum veto dos membros permanentes.

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