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Asfalto Novo: obras desta quinta são canceladas devido às condições climáticas

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Foto: Divulgação Ascom

As obras de aplicação de massa asfáltica programadas para esta quinta-feira (25) na área central de Campos foram canceladas devido às condições climáticas. A programação era que as obras fossem retomadas na Avenida José Alves de Azevedo, sentido 28 de Março, no trecho entre as ruas Tenente Coronel Cardoso (antiga Formosa) e Doutor Siqueira. A previsão é para retomada nesta sexta-feira (26).

As vias que estavam previstas para interdição ficarão liberadas durante todo o dia. Durante as obras, o trânsito é orientado por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM).

As intervenções fazem parte do Programa Asfalto Novo, parceria entre a Prefeitura de Campos e o Governo do Estado, que visa à recuperação asfáltica de 130 ruas e avenidas da cidade. De acordo com a Prefeitura de Campos, do total de ruas contempladas pelo programa, 91 já tiveram asfalto recuperado, o que representa cerca de 70% do total de vias. Ainda restam 39 ruas a serem fresadas e pavimentadas.

Fonte: Ascom

Ucrânia pede investigação internacional sobre queda de avião militar da Rússia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Ucrânia pediu nesta quinta (25) uma investigação internacional sobre a derrubada de um avião de transporte militar que caiu em Belgorodo, na Rússia, matando todas as 74 pessoas a bordo –65 das quais seriam prisioneiros de guerra ucranianos a serem trocados por russos.

O pedido, feito pelo ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubinets, numa transmissão pela TV, veio um dia depois de Moscou acusar Kiev de abater o avião deliberadamente. O governo ucraniano não disse se suas tropas eram ou não responsáveis pela queda e não confirmou a presença de prisioneiros ucranianos a bordo.

Lubinets afirmou que enviará cartas para as Nações Unidas e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha com o pedido de investigação. “Em relação a uma investigação internacional, acredito que faremos a nossa parte para que isso aconteça. Mas estou convencido de que os russos não entregarão nenhum material para análise e simplesmente culparão a Ucrânia”, disse Lubinets.

“De acordo com minhas informações, não posso afirmar positivamente que havia de fato prisioneiros de guerra. Não vimos qualquer indicação de que houvesse um número tão grande de pessoas no avião”, acrescentou.

Nesta quinta, está prevista uma reunião de urgência da Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, a pedido de Moscou, para discutir o caso.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou na noite de quarta que era necessário maior clareza sobre o que aconteceu, especialmente no que diz respeito a quem estava a bordo, e acusou a Rússia de “brincar com a vida dos prisioneiros ucranianos”.

A Rússia classificou a derrubada do avião como um “ato terrorista”. Nesta quinta, o Kremlin disse que ninguém poderia afirmar nesta fase como o incidente afetaria futuras trocas de prisioneiros.

O avião foi derrubado em Belgorodo, a 45 quilômetros da fronteira com a Ucrânia. De acordo com Moscou, o Exército ucraniano “sabia com certeza” que os russos levariam os prisioneiros ucranianos de avião para a cidade e depois para um ponto de encontro na fronteira.

Por sua vez, os serviços de inteligência ucranianos disseram que a Ucrânia não havia sido informada da necessidade de garantir a segurança do espaço aéreo na área.

Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, os ucranianos lançaram dois mísseis a partir de um sistema de defesa antiaérea localizado na região de Kharkiv para derrubar o avião de transporte militar Il-76 e depois poder acusar a Rússia.

Os 65 soldados ucranianos capturados que, de acordo com a Rússia, estavam a bordo, bem como três militares russos acompanhantes e seis tripulantes, morreram, indicou o ministério.

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Casa é atingida por incêndio em Guarus

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

Nessa quarta-feira (24), uma casa na rua João França Barreto, no Parque Eldorado, em Guarus, foi atingida por um incêndio. Uma idosa e uma jovem foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros devido à inalação de fumaça.

Moradores informaram que o fogo teria começado na sala e chegou até o quarto onde estavam a idosa e a jovem, que é acamada e precisa utilizar cadeira de rodas. As duas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Ferreira Machado (HFM).

De acordo com apuração da Redação ClickCampos, a vítima de 66 anos identificada pelas iniciais M.O.F.M fez tomografia de tórax, foi medicada e está lúcida na Unidade de Decisão Médica (UDM), no oxigênio devido à inalação de fumaça. Já a jovem de 23 anos, identificada pelas iniciais D.L.L também fez tomografia de tórax, foi medicada e está lúcida, acordada e estável. Ela também está em observação na UDM, no oxigênio devido à inalação de fumaça.

Polícia investiga morte de jovem de 20 anos em clube de tiro em Curitiba

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Uma jovem de 20 anos, chamada Nicole Mayara Damazio Hoefel, morreu na terça-feira (23) dentro do Clube de Tiros Targo, em Curitiba. A causa da morte ainda é desconhecida, mas sabe-se que foi hemorragia derivada de um tiro.

A jovem teria contratado um pacote de instrução de tiros no estabelecimento.

A apuração do jornal Brasil de Fato junto à funerária responsável pelo velório da jovem confirma que ela foi vítima de um tiro. O corpo dela foi sepultado na manhã desta quarta-feira (24).

A Polícia Civil está investigando o caso. Ainda não há informações sobre a dinâmica do acidente ou sobre quem teria disparado o tiro.

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A causa da morte ainda é desconhecida, mas sabe-se que foi hemorragia derivada de um tiro 

Motoboy é assassinado em Campos

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na noite desta quarta-feira (24) um motoboy foi morto a tiros no bairro Novo Jockey, em Campos.

De acordo com as primeiras informações da Polícia, a vítima que trabalhava realizando entrega para uma pizzaria, estava passando pela na Rua Manhães Peçanha, quando foi assassinado.

Não há informações sobre a motivação e a autoria do crime. A identificação da vítima também não foi divulgada.

 

*Matéria em atualização*

Deputada sul-coreana é hospitalizada após ataque

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Uma deputada sul-coreana foi hospitalizada nesta quarta-feira (24) após ser atacada por um indivíduo não identificado. O ataque ocorreu no distrito de Gangnam, em Seul.

A deputada Bae Hyun-jin, de 40 anos, foi atingida por um objeto pontiagudo, mas não corre risco de vida. Ela é filiada ao Partido do Poder Popular, o mesmo do presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol.

A polícia ainda não identificou o autor do ataque.

Boeing 757 perde roda dianteira quando se preparava para decolar nos EUA

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Um avião Boeing 757 da Delta Air Lines teve um incidente ao perder a roda dianteira durante os procedimentos de decolagem no aeroporto de Atlanta, nos Estados Unidos.

Tudo aconteceu no último sábado e foi confirmado pela Federal Aviation Administration (FAA), órgão regulador da aviação norte-americana. Este evento foi o mais recente e preocupante envolvendo uma aeronave da fabricante.

O voo 982 da Delta Air Lines, programado para decolar do Aeroporto Internacional de Atlanta Hartsfield-Jackson com destino a Bogotá, Colômbia, por volta das 11h15 de sábado (horário local), teve a “roda do nariz solta, rolando colina abaixo”, conforme relatório preliminar da agência. Apesar do desembarque de mais de 170 passageiros a bordo, não houve feridos.

A Delta realocou os passageiros em um voo substituto, enquanto a FAA inicia uma investigação sobre o incidente.

Vale lembrar que, em 5 de janeiro passado, um Boeing 737 MAX 9 da Alaska Airlines teve um incidente semelhante com uma porta da cabine, resultando em feridos leves e um pouso seguro em Portland (Oregon), desencadeando uma investigação pela FAA, o primeiro grande problema de segurança em um voo da Boeing desde os acidentes fatais do 737 MAX em 2018 e 2019.

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Milhares de argentinos protestam em Buenos Aires, veja as imagens

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Milhares de argentinos protestaram em Buenos Aires nesta quarta-feira (24) contra as medidas de austeridade econômica e as reformas do novo presidente, Javier Milei. O protesto foi convocado pela principal central sindical argentina, a Confederación General del Trabajo (CGT), e incluiu uma greve geral de 12 horas.

Segundo a agência de notícias Reuters, a manifestação contou com representantes de vários setores da sociedade e é a maior demonstração de oposição aos planos do ultraliberal Milei para cortes de gastos e privatizações desde que ele assumiu o cargo, no mês passado.

“O primeiro corte que este governo está fazendo é aos trabalhadores”, disse Pablo Moyano, líder do sindicato dos caminhoneiros, citado pela Reuters. “A reforma trabalhista deles visa tirar os direitos dos trabalhadores”.

A greve geral começou às 12h00 (horário local) e afetou os transportes, os bancos, os hospitais e os serviços públicos. O governo argentino, no entanto, garantiu que “não há greve que nos detenha, não há ameaça que nos intimide”.

“São sindicalistas mafiosos, gestores da pobreza, juízes cúmplices e políticos corruptos, todos a defender os seus privilégios, resistindo à mudança que a sociedade escolheu democraticamente”, afirmou Patricia Bullrich, ministra da Segurança da Argentina.

Ao assumir a presidência há um mês, o liberal Javier Milei acabou com a emissão monetária e adotou uma política que pretende acabar com o déficit fiscal de 5,2% em apenas um ano.

Veja as imagens da manifestação na galeria acima.

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Mulher italiana é condenada a prisão por impor dieta rigorosa à filha

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Uma mulher de 53 anos foi condenada a um ano e quatro meses de prisão por maus-tratos à filha, de 16 anos, na cidade italiana de Como. Segundo o Corriere della Sera, a jovem não podia pesar mais de 47 quilos.

A investigação começou em 2019, após uma denúncia da tia da adolescente. A jovem contou que era obrigada a ficar sem comer e que era constantemente humilhada e insultada pela mãe, que a chamava de “gorda” e “feia”. Além disso, a mãe obrigava a jovem a pesar-se com frequência.

O julgamento começou quatro anos depois, na primavera de 2023, e a mulher foi proibida de aproximar-se da filha, que atualmente tem 20 anos.

A defesa da mulher anunciou que vai recorrer da decisão do Tribunal de Como. A advogada da defesa, Alessandra Colombo Taccani, afirmou que a mãe “só queria o bem da filha e sempre agiu para proteger a saúde da menina”.

“Temos a convicção de que demonstramos que não houve maus-tratos”, disse a advogada. “Confio na justiça e na verdade e iremos recorrer depois de ler as razões. A mãe sempre agiu apenas para o bem da filha”.

O Ministério Público pediu uma pena de dois anos de prisão, ao passo que a defesa da mulher pedia absolvição.

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Seis pessoas são encontradas mortas em deserto da Califórnia

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Seis pessoas foram encontradas mortas em um cruzamento de estrada remoto no deserto de Mojave, na Califórnia, entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta-feira.

As autoridades do condado de São Bernardino foram chamadas para uma área perto da autoestrada 395, fora da comunidade de El Mirage, às 20h15 de terça-feira, e encontraram cinco corpos. O sexto cadáver foi localizado na manhã de quarta-feira.

A porta-voz do departamento do xerife, Mara Rodriguez, disse à Associated Press que as autoridades não conseguiram determinar as causas das mortes.

A área é tão remota que as autoridades precisaram solicitar ajuda da Divisão de Aviação da Patrulha Rodoviária da Califórnia para encontrar o local.

Membros da divisão de investigações especializadas do departamento do xerife foram convocados para conduzir uma investigação de homicídio.

Authorities are investigating the chilling deaths of six people found near a remote town in the Mojave Desert. @DavidMuir reports. https://t.co/jucIq7VnJn pic.twitter.com/FuadR6IsSv

— World News Tonight (@ABCWorldNews) January 25, 2024

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Josef Fritzl vai ser libertado e transferido para uma prisão normal

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O austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha Elisabeth em cativeiro por 24 anos numa cave subterrânea em Amstetten, na Áustria, vai ser transferido para uma prisão comum, antes de possivelmente ser libertado em março. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (24) por um tribunal austríaco.

Fritzl, de 88 anos, estava numa prisão para reclusos “mentalmente anormais” desde a sua condenação, em 2009, por incesto, violação, escravatura, coação e homicídio, por negligência do seu filho recém-nascido.

O objetivo da transferência é que Fritzl, que se diz mentalmente incapaz, seja acolhido num lar de idosos, onde deverá passar o resto dos seus dias.

A advogada de Fritzl, Astrid Wagner, disse ao jornal austríaco Kronen Zeitung que já está a “tratar da obtenção de uma autorização de saída condicional”.

“Se o pedido for aprovado, o que presumo que será o caso, gostaria de garantir que ele é colocado num lar para pessoas frágeis”, disse, na semana passada.

A decisão da transferência foi tomada com base num relatório de uma especialista em psiquiatria forense da Universidade de Linz, que indicou que Fritzl parece confuso nas entrevistas que concede, falando em visitas familiares que nunca aconteceram. Há ainda relatos de que ele terá sofrido várias quedas na prisão e que necessita de um andarilho.

Fritzl foi condenado a prisão perpétua em 2009.

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Mulher é resgatada após passar 15 horas em cima de carro submerso; veja

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Uma mulher foi resgatada na manhã de terça-feira (24) após passar quase 15 horas em cima de um carro submerso no Lake Del Valle, em Livermore, no condado de Alameda, na Califórnia.

Segundo a NBC Bay Area, a mulher tentou atravessar o riacho na noite de segunda-feira (22), mas a força da água fez com que o carro capotasse. Ela conseguiu subir no teto do veículo e se manter lá até ser encontrada por um homem que acampava no local.

O campista, identificado como Bob Sitzwohl, ouviu a mulher gritando às 9h30 da manhã e acionou os serviços de emergência.

A mulher foi resgatada por um helicóptero da Patrulha Rodoviária da Califórnia, com apoio dos bombeiros do condado de Alameda. Ela apresentava sinais de hipotermia, mas não corre risco de vida.

O incidente está sendo investigado pela polícia.

 

At 10:06a.m., Alameda County Fire Department responded to a call where a women’s small truck got swept into Del Valle Creek in Livermore. She had been there since 7:00p.m. Monday night.
A CHP did a helicopter rescue. She was cold and in good condition. pic.twitter.com/lu9OomT41K

— Alameda County Fire (@AlamedaCoFire) January 24, 2024

Veja as imagens do resgate na galeria acima.

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Homem escala 34 andares de arranha-céu em Barcelona sem proteção; veja

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Um homem escalou 34 andares da Torre Glòries, em Barcelona, na Espanha, sem qualquer tipo de proteção. A escalada ocorreu na manhã desta quarta-feira (25).

Segundo a imprensa espanhola, as autoridades tiveram de cortar uma rua da cidade para garantir a segurança do homem e dos pedestres. A Guardia Urbana, os Bombeiros de Barcelona e os serviços de emergência também foram deslocados para o local.

O homem, que já foi identificado pelas autoridades, conseguiu chegar ao topo da torre, uma das mais altas de Barcelona. Ele então entrou no edifício.

A escalada foi realizada sem incidentes. O homem não se machucou e não houve danos ao edifício.

A Torre Glòries é um arranha-céu de 144 metros de altura. Ela é um dos edifícios mais altos de Barcelona e abriga um centro comercial, um hotel e um museu.

Pode ver as imagens na galeria acima.

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Agro e evangélicos montam ofensiva contra plano de educação do governo Lula

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – As bancadas ruralista e evangélica do Congresso Nacional se mobilizaram contra o PNE (Plano Nacional de Educação) do governo Lula (PT).

Em nota conjunta publicada nesta quarta-feira (24), os dois grupos, além de outras frentes do Congresso ligadas a movimentos conservadores, pedem o adiamento da Conae (Conferência Nacional de Educação) deste ano e tecem críticas às políticas educacionais da gestão petista.

A ação dos parlamentares acirra ainda mais os ânimos da relação entre o governo petista e a ala mais conservadora do Congresso, e coloca novamente a educação como palco dessa disputa política.

Em novembro de 2023, a bancada ruralista já havia criticado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e pedido anulação de questões relacionadas ao agronegócio -as perguntas, segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, tinham sido elaboradas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Mais recentemente, após Lula revogar uma norma que suspendia um benefício tributário a pastores, a bancada evangélica fez críticas à gestão petista e pediu a retomada da vantagem.

A Conae de 2024 foi convocada de forma extraordinária pelo governo Lula para debater o Plano Nacional de Educação e está marcada para começar em 28 de janeiro. A programação vai até o dia 30.

As frentes parlamentares criticam trechos do documento de referência da conferência e que deve balizar as discussões do grupo. Elas afirmam que há pontos com viés político e ideológico no documento.

A Conae propõe, por exemplo, a desmilitarização das escolas, critica a prática de “homeschooling” (ensino em casa), o movimento Escola Sem Partido e políticas chamadas de ultraconservadoras. Também defende temas como diversidade de gênero e religião, debates sobre questões LGBTQIA+ e ambientais.

“O texto base expõe diversas questões político-ideológicas, sem embasamento científico, ao qual recomendamos a suspensão para que todos os setores econômicos e sociais possam participar ativamente das discussões”, reclamam evangélicos e ruralistas, em nota.

Trata-se de mais um capítulo da tensão entre Executivo e Legislativo durante o recesso do Congresso Nacional.

A bancada evangélica se mobilizou contra Lula após a revogação dos benefícios tributários para pastores.

No início de 2024, cumprindo um acordo firmado no início de 2023, a Frente Parlamentar Evangélica voltará a ser comandado pela ala mais conservadora e bolsonarista -avessa à gestão petista.

Após ser comandada por Silas Câmara (Republicanos-AM), deputado que mantém diálogo com integrantes do governo Lula, o grupo passará a ser liderado por Eli Borges (PL-TO), do partido de Bolsonaro.

Já a bancada ruralista se consolidou durante o governo Bolsonaro como uma das frentes mais poderosas da Câmara dos Deputados.

Em 2023, liderou não só os movimentos contra o STF (Supremo Tribunal Federal), mas também aplicou derrotas importantes no governo Lula.

Também assinam o documento contra a Conae outras frentes parlamentares, como a de Comércio e Serviço, da Segurança Pública (ligada à bancada da bala) e a do Brasil Texas.

A ação dos parlamentares acirra ainda mais os ânimos da relação entre o governo petista e a ala mais… 

Justiça espanhola julga britânico que postou piada sobre explodir avião

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um homem de 20 anos está sendo julgado sob acusação de desordem pública em Madrid, na Espanha, após ter enviado uma mensagem de texto a amigos afirmando que explodiria o avião em que estava. Ele ainda disse que seria do grupo fundamentalista Talibã.

“Estou a caminho para explodir o avião (sou membro do Talibã)”, escreveu o jovem. O texto foi enviado por Aditya Verma pelo aplicativo Snapchat antes de o voo do jovem e seus amigos sair do aeroporto de Gatwick, em Londres. Eles estavam a caminho da ilha de Menorca, na Espanha, em julho de 2022. As informações são da BBC Internacional.

Serviços de segurança do Reino Unido teriam interceptado mensagem encaminhada através do uso do wi-fi do aeroporto londrino. Eles informaram o caso às autoridades espanholas enquanto o avião, da companhia EasyJet, ainda estava a caminho da ilha espanhola.

Dois caças espanhóis F-18 foram enviados para “escoltarem o avião” até o pouso. O avião, que tinha cerca de 140 passageiros, foi revistado diversas vezes na ilha.

Verma, que tinha 18 anos à época, foi preso na ocasião. Ele ficou detido por dois dias e depois foi liberto após pagar fiança, segundo o tribunal. Ele voltou ao Reino Unido, onde foi interrogado pelas agências de inteligência locais antes de poder voltar para sua casa, na cidade de Orpington, ao sudeste de Londres.

Se condenado, o jovem deverá pagar multa de até 22,5 mil euros (cerca de R$ 120 mil). O Ministério da Defesa ainda pretende exigir mais 95 mil euros (aproximadamente R$ 510 mil) em multa pelas despesas dos caças.
O resultado do julgamento deve ser divulgados nos próximos dias.

JOVEM CITA ‘PIADA’ AO FALAR SOBRE O CASO

Verma negou a intenção de ‘causar sofrimento ou danos públicos’. No tribunal na segunda-feira (22), o jovem alegou que a mensagem foi “uma piada em um ambiente de grupo privado”. Questionado sobre qual o propósito de enviar tal texto, ele respondeu: “Desde a escola, fui chamado de ‘Talibã’ por causa das minhas características e costumava brincar sobre isso. Eu sei que o Talibã é considerado um grupo terrorista. Era só para fazer as pessoas rirem”. O jovem também comentou que quando viu os caças alinhados ao avião em que ele estava pensou que fosse um exercício relacionado à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Rapaz cita “momento de loucura”. “Foi um momento de loucura do qual me arrependo e sinto muito pelos problemas que causei. Foi uma piada e eu não quis dizer nada com isso”, disse Adutya Verma, ao jornal britânico Daily Mail.

Policiais disseram no tribunal que vasculharam o celular de Verma. Os agentes citaram que encontraram apenas pesquisas sobre confrontos entre o Paquistão e a Índia e as possibilidades de um ataque do Estado Islâmico naquela área, mas nada o ligava a jihadistas.

Advogada de jovem reforça que “piada” foi feita em grupo privado. “Quem tem autoridade para intervir em uma piada? Se formos impedidos, como indivíduos, de desfrutar da liberdade de expressão e do direito à privacidade, o que nos resta? Este não é um ato punível. Não houve má intenção.”

Bombeiros encontram corpo de uma das turistas que desapareceram em Ubatuba

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo) encontrou o corpo de uma das turistas de São Paulo que desapareceram em Ubatuba, no litoral norte, ao tentarem atravessar um rio nesta terça-feira (23).

As amigas -de 14 e 20 anos- tentavam atravessar o rio Puruba, junto à praia de mesmo nome. O tio de uma das jovens disse aos bombeiros que as duas estavam atravessando o rio quando ele percebeu que a correnteza as arrastava em direção ao mar. Ele tentou acompanhá-las, mas as perdeu de vista.
De acordo com os bombeiros, o corpo da menina de 14 anos foi encontrado na manhã desta quarta (24) na praia do Leo, em Ubatuba. O tio fez o reconhecimento.

As buscas, que entraram no segundo dia nesta manhã, continuam para localizar a jovem de 20 anos.

Ainda na terça, uma turista de 48 anos, de Franca, interior de São Paulo, teve um mal-súbito dentro do mar na praia da Enseada, em Guarujá. A vítima estava acompanhada do marido, que pediu socorro. Os guarda-vidas constataram que ela teve uma parada cardiorrespiratória e iniciaram manobra de reanimação. Ela foi levada para o Hospital Santo Amaro, mas morreu ainda durante a manhã.

Até esta quarta, ao menos 21 pessoas morreram por afogamento no litoral de São Paulo. O número é maior que todo o mês de janeiro de 2023, quando 18 pessoas morreram afogadas, segundo dados do GBMar. Neste ano, outras 932 pessoas foram salvas nas praias paulistas.

Duas amigas -de 14 e 20 anos- tentaram atravessar o rio Puruba e desapareceram 

Primeira decisão sobre acusação de genocídio a Israel sai na sexta

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A Corte Internacional de Justiça (CIJ) informou nesta quarta-feira (24) que vai anunciar na sexta-feira (26) sua decisão sobre a denúncia feita pela África do Sul contra o Estado de Israel de violação da Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio, na Faixa de Gaza. Na ação, o país africano pede medidas imediatas para suspender as ações militares de Israel contra os palestinos. 

A juíza Joan E. Donoghue, presidente da Corte, vai ler a decisão em uma sessão pública do tribunal, no Palácio da Paz, em Haia, nos Países Baixos.

No dia 29 de dezembro do ano passado, a África do Sul apresentou um pedido contra Israel alegando o descumprimento das suas obrigações nos termos da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio em relação aos palestinos na Faixa de Gaza.

A convenção, criada em 1948 em resposta ao Holocausto na Segunda Guerra Mundial, caracteriza genocídio como atos “cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”.

Na sua petição, a África do Sul também solicita ao tribunal que indique medidas provisórias para “proteger contra danos ainda mais graves e irreparáveis os direitos que o povo palestino tem assegurado pela Convenção do Genocídio” e para “garantir que Israel cumpra as suas obrigações” de não cometer genocídio, bem como a preveni-lo e puni-lo.

No dia 11 de janeiro, houve uma primeira audiência sobre o caso, na qual representantes do governo da África do Sul sustentaram que o Estado de Israel promove um genocídio sistemático contra o povo palestino, acrescentando que essas ações configuram uma colonização da Palestina.

O embaixador sul-africano em Haia, Vizdomuzi Madonsela, afirmou que as atuais ações de Israel são a continuidade de atos perpetrados contra o povo palestino desde 1948. “O pedido coloca os atos e omissões genocidas de Israel no contexto mais amplo dos 75 anos de Israel, anos de apartheid, ocupação de 56 anos e cerco de 16 anos imposto à Faixa de Gaza”.

No dia seguinte (12), foi a vez da corte ouvir os advogados de Israel. Eles negaram a acusação da África do Sul de que praticam genocídio na Faixa de Gaza. De acordo com os advogados israelenses, a denúncia é uma distorção do que acontece na Faixa de Gaza, e pediram ao tribunal que rejeite a solicitação sul-africana de determinar a suspensão das ações militares na região.

O consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores de Israel Tal Becker disse que “a tentativa de transformar o termo genocídio contra Israel numa arma, no contexto atual, faz mais do que contar ao tribunal uma história grosseiramente distorcida, e faz mais do que esvaziar a palavra da sua força única e do seu significado especial. Subverte o objeto e a finalidade da própria Convenção [para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio]”.

A denúncia da África do Sul recebeu o apoio do Brasil. O México e o Chile também expressaram “crescente preocupação” com a “escalada da violência” da guerra entre Israel e o Hamas, em documento enviado ao Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre possíveis crimes. A ação da África do Sul também recebeu apoio de Bolívia, Colômbia, Venezuela, Malásia, de países da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica. A Alemanha rejeitou as alegações feitas pela África e manifestou apoio a Israel.

Iniciado no dia 7 de outubro do ano passado, o conflito no Oriente Médio já dura mais de 100 dias. O número de palestinos mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em outubro ultrapassou 25 mil pessoas.

Israel iniciou a sua campanha militar em Gaza após os ataques do Hamas, nos quais 1,2 mil pessoas foram mortas, a maioria delas civis. Na terça-feira (23), 24 soldados israelenses foram mortos no pior dia de perdas de Israel em Gaza, disseram as Forças Armadas. As forças israelenses e os combatentes do Hamas entraram em confronto em vários locais, desde Jabalia, no norte, até Khan Younis, no sul, foco das recentes operações israelenses.

Brumadinho: "Acordo foi o melhor caminho", diz procurador

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Passados três anos da assinatura do acordo de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), a avaliação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) é positiva. A instituição considera que passos importantes foram dados no último período.

Segundo o procurador-geral Jarbas Soares Júnior, sem o acordo a Justiça iria demorar anos para julgar o caso e dar respostas. Ele avalia que a questão se arrastaria até a última instância, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós tínhamos uma responsabilidade histórica, porque esse acordo ficará na história do país. E havia apenas dois caminhos: assinar ou não assinar. Sabíamos que seríamos criticados, sobretudo pelos engenheiros da obra pronta. Mas o outro caminho era a judicialização. E um ponto fundamental: nós não conseguiríamos na Justiça de forma alguma o que foi estabelecido no acordo”, afirma.

O procurador fez suas considerações na última sexta-feira (19), durante evento organizado pelo MPMG onde foi apresentado um balanço da execução do acordo até o momento. A avaliação do procurador-geral, no entanto, não é a mesma das entidades representativas das vítimas. Elas compartilham da visão de que as comunidades atingidas foram alijadas do processo decisório, já que não foram chamadas para as tratativas que levaram ao acordo. A participação era uma das principais reivindicações das vítimas, que cobravam mais voz.

A engenheira civil Josiane Melo, que integra a diretoria da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum), faz duras críticas ao acordo. Ela perdeu sua irmã Eliane Melo, que estava grávida de cinco meses. Josiane também é uma sobrevivente, uma vez que na época era funcionária da Vale, mas estava desfrutando de seu último dia de férias. Por essa razão, ela também vive um luto pela morte de amigos e colegas de trabalho.

“Quando a gente recebeu a notícia sobre esse acordo, ele já estava assinado. Então é um acordo que não nos representa, não fala dos familiares das vítimas. Inclusive no último dia 16, nós dissemos exatamente isso em evento de inauguração de uma Academia do Corpo de Bombeiros que foi adquirida com recursos oriundos do acordo”, diz.

Segundo Jarbas Soares Júnior, o MPMG não tinha como atender a essa demanda. “Há essa crítica de que o acordo foi feito entre quatro paredes, mas foi uma decisão judicial que nós, enquanto instituições de Justiça, temos que cumprir”, alega. Ele sustenta, de outro lado, que foram criados mecanismos de participação no processo de implementação do acordo.

A tragédia completará cinco anos nesta quinta-feira (25). Na ocasião, a avalanche de rejeitos liberada pelo rompimento da barragem soterrou 270 pessoas, gerou destruição ambiental e devastou comunidades. Considerando ainda que duas mulheres morreram grávidas, a Avabrum contabiliza 272 vidas perdidas. O acordo para a reparação foi firmado dois anos depois, em 4 de fevereiro de 2021. Ele trata dos danos coletivos. Optou-se por manter as discussões das indenizações individuais a parte, em negociações judiciais e extrajudiciais que já estavam em curso.

O acordo fixou a destinação do valor de R$ 37,68 bilhões. Foram previstos investimentos socioeconômicos, ações de recuperação socioambiental, ações voltadas para garantir a segurança hídrica, melhorias dos serviços públicos, obras de mobilidade urbana, entre outras.

A estrutura de governança previu que R$ 11,06 bilhões seriam destinados a projetos que foram aprovados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e que ficaram sob gestão do Executivo mineiro. Alguns deles são de grande envergadura, como as reformas ou conclusões de seis hospitais regionais – Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Governador Valadares, Juiz de Fora, Sete Lagoas e Teófilo Otoni – e a construção de um Rodoanel, que contornará a região metropolitana de Belo Horizonte e poderá desafogar o atual Anel Rodoviário, onde muitos acidentes têm sido registrados.

Esses projetos geram divergências. “Nós tivemos uma longa luta com o pessoal do Seplag [Secretaria de Planejamento e Gestão do Governo de Minas Gerais] para que todas as obras que receberem recursos tenham uma placa com o nome das 272 vítimas e tenha lá o motivo porque esse dinheiro está chegando. Esse dinheiro só existe porque houve um crime que matou 272 pessoas”, afirma Josiane.

O Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), organização que luta contra os impactos causados pela atividade minerária em todo o país, chegou a cobrar que os recursos fossem destinados para o enfrentamento de problemas sociais decorrentes do modelo de exploração econômica adotado pelos governos e pela mineração. A entidade defendia mais políticas públicas e medidas que contornassem os dificuldades relacionadas com moradia, enchentes, escolas, saúde e outras questões que afetam os atingidos por esses empreendimentos.

Uma ação chegou a ser movida com o objetivo de suspender a licitação do Rodoanel. O MAB alegou à Justiça que novas violações de comunidades estavam sendo cometidas para levar adiante uma obra de interesse das grandes mineradoras e que estava sendo garantida com dinheiro que deveria ser destinado à reparação integral dos danos causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho.

Representantes do MPMG consideram que a crítica não faz sentido pois a tragédia também teria causado perda de receitas que abasteciam os cofres do estado e que poderiam ser destinados a projetos estruturais. Eles veem de forma positiva a destinação de R$ 3 bilhões para incrementar o orçamento da obra do Rodoanel. A expectativa é de que as obras comecem ainda em 2024. Atualmente, o projeto encontra-se em fase de licenciamento ambiental.

“Eu acho que todo mundo que mora em Belo Horizonte sofre com o trânsito no Anel Rodoviário. As mortes no Anel Rodoviário são frequentes. O problema é gravíssimo. Toda metrópole do mundo tem anéis rodoviários para escoar o trânsito de dentro da cidade. São Paulo tem, o Rio de Janeiro tem um Arco Metropolitano. Certo, é uma obra profundamente necessária, e a região metropolitana de Belo Horizonte nunca recebeu recurso para construção de anéis rodoviários”, observa o procurador-geral adjunto do MPMG, Carlos André Mariani Bittencourt.

Em nota, a Vale também faz balanço positivo do acordo e afirma que já executou 68% dos R$ 37,7 bilhões previstos. Ainda de acordo com a mineradora, 298 iniciativas foram aprovadas com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população em Brumadinho e nos demais municípios da Bacia do Rio Paraopeba. “São ações de fortalecimento de serviços de assistência social e de educação, obras em creches, escolas, hospitais, unidades básicas de Saúde (UBS) e moradias populares. O fortalecimento da agropecuária e serviços rurais também estão contemplados”, diz o texto.

Durante o balanço do acordo, o MPMG anunciou a assinatura de dois novos contratos, envolvendo a auditoria de processo reparatório. A Ernst & Young assumirá os trabalhos de avaliação financeira. A Aecom fará a auditoria ambiental. São contratações que atrasaram em função de divergências no escopo de atuação.

“São empresas de nível mundial, que têm respeitabilidade nas suas áreas de atuação. Havia uma série de outras questões para serem tratadas. E essa foi judicializada porque houve divergência com a Vale. Finalmente nós conseguimos superá-la no último semestre”, explicou o promotor Leonardo Castro Maia.

Também foram relatados avanços no documento Estudos de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico (ERSHRE), feito pelo Grupo EPA e custeado pela Vale conforme decisão judicial. Ele trará conclusões sobre a saúde humana, a fauna e a flora e embasará o julgamento dessas questões. Medidas estabelecidas com base em achados da pesquisa deverão ser custeados pela Vale com recursos adicionais, não sendo descontado dos R$ 37,68 bilhões fixados pelo acordo.

Os resultados do documento deverão também ser analisados pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que entregará um relatório final ao juízo. A instituição foi nomeada perita judicial em 2019. Inicialmente, a UFMG coordenaria 67 chamadas que envolveriam uma série de estudos e receberiam ao todo aporte de R$ 22,46 milhões. O acordo firmado em 2021, no entanto, reduziu sua atuação. Apenas seis chamadas foram mantidas sem modificação, outras 23 foram extintas e as demais foram aglutinadas em um único estudo.

Parte do montante total do acordo foi reservado para uso, conforme definição da população direta e indiretamente atingida. Foi fixada a necessidade de apreciação popular para o aporte de um total de R$ 3,4 bilhões em projetos para Brumadinho e para os outros 25 municípios da bacia do Rio Paraopeba.

Em outubro de 2021, o governo de Minas Gerais e o Ministério Público do estado lançaram consulta popular com esse objetivo. A população foi convocada a votar entre 3.114 propostas de projetos apresentados pelas assessorias técnicas que dão suporte aos atingidos e pelas prefeituras. O processo se deu por meio da internet e de um aplicativo para celulares. Estavam aptos a participar, os 734 mil eleitores dos 26 municípios atingidos. A consulta mobilizou pouco mais de 10 mil participantes.

O número de participantes é considerado baixo por entidades que representam as vítimas. “A gente ficou sabendo que teria uma escuta da comunidade, mas de forma eletrônica, e acredito que muitas pessoas não tiveram acesso. Eu não acho que foi uma questão muito participativa. E muitos projetos incluídos na consulta foram os prefeitos que definiram. E fizeram propaganda como se fosse o governo deles injetando esse dinheiro que é oriundo de um crime. Então fazemos esse balanço de que é preciso melhorar a transparência e a fiscalização”, diz Josiane Melo.

O MAB chegou a apontar limites da consulta pública. “Não exige um processo de construção de propostas e pleno diálogo com a população para identificar quais os projetos que são necessários para atender à demanda da vida do povo. Os atingidos têm espaço apenas de ser consultados e as propostas são construídas, implementadas e avaliadas sem a participação direta”, disse Santiago Matos, integrante do MAB, em entrevista à Agência Brasil em 2022.

Segundo o secretário adjunto de Planejamento e Gestão do governo mineiro, Luiz Otávio Milagres de Assis, 110 projetos escolhidos já tiveram a ordem de início emitida. Entre eles, há pavimentação de rodovias, reformas e construções de unidades de saúde, aquisições de veículos para transporte escolar, compra de equipamentos agrícolas, canalização de córregos, criação de aterro sanitário, estruturação de centros esportivos, entre outros. Assis destaca a criação do distrito industrial de Brumadinho.

“Talvez a maior demanda da população de Brumadinho e da própria prefeitura seja a criação de mais oportunidades de emprego e renda. Na história de Brumadinho, a mineração ocupou um papel muito central. O distrito industrial tem o objetivo de atrair emprego e renda em outras áreas. Estamos falando de um distrito muito grande, que vai ocupar o equivalente a 120 campos de futebol. A ordem de início já foi emitida. Os projetos de engenharia estão em fase final e a expectativa é iniciar a obra agora no primeiro semestre de 2024”, disse Assis.

Outro volume de recursos previstos no acordo também será destinado conforme o desejo popular. Nesse caso, porém, a decisão será tomada não por todos os moradores das cidades da bacia do Rio Paraopeba, mas apenas por aqueles que vivem nas comunidades diretamente afetadas. São R$ 3 bilhões, e o processo de definição dos projetos são conduzidos com o suporte do MPMG, do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública de Minas Gerais.

De acordo com o MPMG, em 2023, foi finalizada a fase de identificação do que a população considera fator de preocupação. Essa etapa teve a participação de mais de 5 mil pessoas em 416 comunidades. Também no ano passado, foi lançado um edital público para definir o responsável pela gestão dos recursos relacionados a esses projetos. Saiu vencedora a parceria formada por quatro entidades: a Cáritas, a Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (Anab), o Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus) e o Instituto E-Dinheiro Brasil.

Segundo representantes do Ministério Público de Minas, o acordo de Brumadinho tornou-se referência para uma série de outros acordos envolvendo problemas com barragens de mineração. Eles citaram, por exemplo, as tratativas para reparação dos danos causados no município de Barão de Cocais (MG) e na comunidade de Macacos, distrito de Nova Lima (MG). Nessas duas localidades, o risco de rompimento de barragens da Vale demandou a evacuação de áreas que poderiam ser atingidas. Acordos foram firmados garantindo uma série de direitos aos afetados e estabelecendo medidas reparatórias.

O procurador-geral adjunto, Carlos André Mariani Bittencourt, sustenta que esse acordo se tornou referência por ser o primeiro do tipo. “Talvez no mundo não exista parâmetro. No Brasil, não existe o que tomar como exemplo. Pois é um acordo e um instrumento de autocomposição inédito no país. Nós estamos, portanto, abrindo espaços e executando algo novo”, avalia.

A experiência em Brumadinho também influencia as negociações para a repactuação do processo reparatório na bacia do Rio Doce. Dezenas de cidades mineiras e capixabas foram atingidas após o rompimento de uma barragem em Mariana (MG). A estrutura pertencia à Samarco, uma joint-venture das mineradoras Vale e da BHP Billiton. O episódio, que ocorreu em novembro de 2015, causou 19 mortes e gerou devastação ambiental de grandes proporções.

No caso da tragédia em Mariana, o MPMG e o MPF não concordaram com o teor do acordo negociado entre as três mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) foi selado em março de 2016 sem a participação das instituições de Justiça. Com base nele, foi criada a Fundação Renova, para gerir mais de 40 programas de reparação.

Passados mais de oito anos, negociações estão em andamento para repactuar o processo reparatório, dessa vez com a participação do MPMG, do MPF e da Defensoria Pública de Minas Gerais e da Defensoria Pública da União. O objetivo é selar um novo acordo que solucione mais de 80 mil processos judiciais acumulados. Há questionamentos sobre a falta de autonomia da Fundação Renova perante as mineradoras, os atrasos na reconstrução das comunidades destruídas, os valores indenizatórios, o não reconhecimentos de parcela dos atingidos, entre outros tópicos.

“O MPMG não aderiu ao TTAC porque considerava que aquele acordo era incompleto. Quando veio a tragédia em Brumadinho, houve a oportunidade de fazer um acordo mais completo. Hoje a população do Vale do Rio Doce até o Espírito Santo sonha com acordo como o de Brumadinho”, diz o procurador-geral.

As negociações para a repactuação do processo reparatório na bacia do Rio Doce são conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) e estão paralisadas no momento. A principal barreira para a conclusão do acordo é financeira: a Samarco, a Vale e a BHP Billiton ofereceram R$ 42 bilhões, bem aquém do esperado. As instituições de Justiça pleiteiam um valor de R$ 126 bilhões.

“Quem sabe neste semestre, em março ou um pouco mais à frente no máximo, podemos fechar novo acordo. Chegamos em um ponto que o acordo, com as suas cláusulas, ficou pronto. A discussão agora se dá sobre valores e prazos”, diz Jarbas Soares Júnior.

Segundo o procurador-geral Jarbas Soares Júnior, sem o acordo a Justiça iria demorar anos para julga… 

A pátria não se vende, grita multidão contra reformas de Javier Milei na Argentina

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – A mesma praça onde milhares de apoiadores de Javier Milei ouviam seu discurso de posse, há apenas um mês e meio, foi tomada por manifestantes contra o presidente argentino nesta quarta-feira (24). Dezenas de imagens de leões, então, deram lugar a placas com os dizeres “a pátria não se vende”.

Uma multidão ocupou as ruas do centro de Buenos Aires que circundam o Congresso Nacional, onde a partir desta quinta (25) deputados votarão um pacotão de leis proposto pelo presidente ultraliberal. O projeto desregulamenta a economia e corta gastos públicos, abrindo caminho para a privatização de 40 empresas estatais.

O protesto faz parte de uma greve geral que paralisou diversos setores no país nesta quarta, como bancos, aeroportos, serviços públicos e indústrias, principalmente das 12h à 0h. Parte dos comércios e empresas, porém, seguiu aberta, e os transportes na capital argentina funcionarão até as 19h, aguardando o fim do ato.

A paralisação foi convocada há semanas pela CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), maior central sindical do país, contra a chamada “lei ônibus” e também contra um decreto de Milei com 366 artigos que impôs uma série de reformas liberais no país. Ao longo dos dias, centenas de outros grupos foram se somando.

A partir das 12h, eles marcharam em colunas -separados em grupos, como de praxe- pela avenida de Maio, uma das principais da cidade, até a frente do Congresso, ocupando uma área de mais de um quilômetro. Diversas ruas do entorno também ficaram tomadas por manifestantes, parte deles sem ligação com nenhuma organização.

O ato colocou mais uma vez à prova o “protocolo antipiquetes” criado por Milei e sua ministra da Segurança, Patricia Bullrich. Alvo de controvérsias, esse protocolo consiste em usar forças de segurança federais para impedir o bloqueio de vias durante protestos, estratégia recorrente no país.

Na prática, grande parte da região ficou com o trânsito bloqueado para carros mesmo assim, pela quantidade de gente. Barreiras de policiais, no entanto, conseguiram evitar que algumas pequenas ruas e grandes avenidas como a Nova de Julho fossem completa e permanentemente bloqueadas.

Mudança climática aumentou em 30 vezes chance de seca extrema na amazônia em 2023

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As mudanças climáticas tornaram 30 vezes mais provável que a seca extrema que atingiu a amazônia de junho a novembro de 2023 acontecesse. O fenômeno El Niño, que normalmente provoca a falta de chuvas na região, foi um fator menos importante.

As conclusões são de uma análise divulgada nesta quarta-feira (24) pelo WWA (World Weather Attribution), grupo de cientistas especializados na chamada ciência da atribuição, que estuda eventos climáticos.

Os estudos de atribuição, com base em modelos climáticos, comparam a probabilidade de ocorrência de um evento no mundo atual -ou seja, na presença da crise climática, já 1,2°C mais quente- e com o clima anterior à Revolução Industrial, sem o aumento da temperatura provocado pela ação humana.

Impulsionada pela falta de chuvas e as altas temperaturas, a Bacia Amazônica ainda sofre os reflexos da seca histórica que atingiu a região no último ano, afetando milhões de pessoas.

Alguns rios chegaram a atingir os níveis mais baixos em mais de 120 anos, incêndios florestais se espalharam em meio à vegetação seca, houve interrupção na produção de energia e mais de 150 botos morreram devido ao calor.

As comunidades ribeirinhas foram as mais impactadas, sofrendo com o isolamento provocado pela dificuldade de navegação, falta de peixes, impacto da seca nas lavouras, problemas de saúde, perda de renda e escassez de água potável.

No estudo, os pesquisadores investigaram dois parâmetros comumente usados: a seca meteorológica, que considera a baixa precipitação, e a seca agrícola, que também leva em conta a evapotranspiração (evaporação da água das plantas e do solo impulsionada pelas altas temperaturas) e que reflete melhor os impactos humanos da seca.

Os resultados da modelagem estatística mostraram que o El Niño e as mudanças climáticas tiveram uma influência semelhante na redução da quantidade de chuva na região. Apesar disso, as altas temperaturas, responsáveis pela forte tendência de seca, foram impulsionadas quase que inteiramente pelas mudanças climáticas.

Assim, embora o El Niño tenha piorado a seca, as mudanças climáticas foram o principal fator para o cenário extremo da amazônia em 2023.

“À medida que a seca na amazônia piorava em 2023, muitas pessoas apontaram o El Niño para explicar o evento”, diz Ben Clarke, pesquisador do Instituto Grantham, voltado às mudanças climáticas e ao meio ambiente, do Imperial College London, um dos responsáveis pelo estudo.

“Embora o El Niño tenha levado a níveis ainda mais baixos de chuva, nosso estudo mostra que as mudanças climáticas são o principal impulsionador da seca por meio de sua influência nas temperaturas mais altas”, afirma. “Com cada fração de grau de aquecimento causado pela queima de combustíveis fósseis, o risco de seca na amazônia continuará aumentando, independentemente do El Niño.”

Segundo os pesquisadores, a mudança climática tornou a probabilidade de ocorrer uma seca meteorológica como a do ano passado 10 vezes maior, enquanto a seca agrícola se tornou cerca de 30 vezes mais provável.

Analisando os dados históricos, foi constatado que o evento ocorrido no ano passado é de nível excepcional e que a precipitação na amazônia de junho a novembro está diminuindo à medida que o clima se aquece.

No cenário atual, com 1,2°C de aquecimento, pode-se esperar que esses níveis de falta de chuva ocorram a cada 100 anos, enquanto secas agrícolas semelhantes (com baixa precipitação e alta evapotranspiração) podem acontecer a cada 50 anos aproximadamente.

Contudo, se os seres humanos não reduzirem de forma drástica a queima de combustíveis fósseis e o aquecimento global atingir 2°C, períodos semelhantes de precipitação extremamente baixa poderão ocorrer a cada 33 anos. Secas agrícolas semelhantes poderão acontecer uma vez a cada 13 anos.

O estudo aponta, ainda, que um histórico de desmatamento para agricultura e expansão urbana agravou a seca na região. A remoção e degradação da vegetação reduzem a capacidade do solo de reter água, tornando muitas regiões da amazônia particularmente suscetíveis à seca.

Regina Rodrigues, professora de oceanografia física e clima da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que também fez parte do estudo, afirma que o fator que torna a seca de 2023 sem precedentes é que ela atingiu toda a bacia simultaneamente.

“As comunidades, especialmente na amazônia brasileira, dependem dos rios para transporte e, geralmente, no passado, nós tínhamos secas por fenômenos como o El Niño concentradas em apenas uma parte da amazônia -ou no sul ou no norte, em momentos diferentes. Então os rios não atingiam níveis tão baixos”, explica. “Mas com o nível dos rios tão baixos [como estavam no ano passado] todas as comunidades acabam sendo afetadas.”

Rodrigues diz também que a floresta amazônica é crucial para o combate ao aquecimento global. “Se protegermos a floresta, ela continuará agindo como o maior sumidouro de carbono terrestre do mundo. Mas, se permitirmos que as emissões induzidas pelo homem e o desmatamento a levem ao ponto de não retorno, ela liberará grandes quantidades de dióxido de carbono, complicando ainda mais a nossa luta contra as mudanças climáticas.”

O ponto de não retorno é o estado em que o desmatamento e a degradação da floresta chegam a níveis tão altos que a região passa a emitir mais carbono para a atmosfera do que consegue absorver.

A pesquisadora da UFSC explica ainda que essa seca atingiu as partes noroeste e norte da amazônia, que são mais vulneráveis a secas, já que esse fenômeno não é tão frequente por lá quanto na região sul do bioma.

“Isso é particularmente problemático para aspectos do ponto de não retorno, porque se começarmos a ter essas secas fortes nessa região mais intocada, a floresta pode não ser capaz de lidar com isso”, afirma.

Com o possível cenário de intensificação da seca na região até que seja alcançada a neutralidade das emissões de gases de efeito estufa, os cientistas ressaltam que os governos e as comunidades devem se preparar para secas mais frequentes.

O chamado estudo de atribuição rápida feito pela WWA se baseia em métodos revisados por pares. Assim, é possível produzir análises confiáveis em um menor espaço de tempo do que um estudo formal, que precisa passar pela liturgia da publicação em revistas científicas.

Impulsionada pela falta de chuvas e as altas temperaturas, a Bacia Amazônica ainda sofre os reflexos…