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‘Catatouille’? Vídeo mostra gato e dono a cozinharem (e internet adorou)

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Um vídeo compartilhado nas redes sociais tornou-se viral, evocando um momento cinematográfico da Disney que fez os usuários recordarem.

No vídeo, podemos ver um homem e um gato cozinhando juntos – exatamente como ‘Remy’, o personagem do rato parisiense que sonha em ser chef, e ‘Linguini’, o humano que se aventura com ele em uma jornada culinária em um restaurante de alto nível, conforme retratado no filme ‘Ratatouille’.

Assim como no filme, o gato fica apoiado no pescoço do homem e ajuda na seleção dos ingredientes. Enquanto o homem prepara um sanduíche, ele coloca os alimentos na frente do gato, que os cheira, recriando uma cena do filme.

A internet adorou essa recriação e não resistiu a comentar o momento. “Meu gato nem me deixa abraçá-lo”, escreveu um usuário.

“E o pelo do gato na comida?”, questionou outro.

“É preciso vendar os olhos”, apontou outro, fazendo uma comparação com o filme, onde ‘Linguini’ está de olhos vendados enquanto o rato dá “instruções” para cozinhar.

“Queremos o filme”, brincou outro.

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Norte-americano em fuga há 32 anos sorri ao ser encontrado pelo FBI

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Um homem do Louisiana, Estados Unidos, que passou mais de metade da sua vida fugindo das autoridades, foi finalmente localizado no Texas. Quando vários agentes o abordaram para efetuar sua prisão, o homem não hesitou em sorrir.

Greg Lawson, de 63 anos, foi detido e repatriado para os Estados Unidos após ser encontrado pelo FBI em Huatulco, no México. Ele era suspeito de homicídio e estava em fuga por impressionantes 32 anos.

Lawson enfrentou acusações de tentativa de homicídio em segundo grau por supostamente tentar matar a tiros um amigo de infância, em um dos tiroteios mais notórios que a comunidade de Ringgold já havia testemunhado, de acordo com o New York Post.

Ele estava na lista de procurados pelo FBI desde maio de 1991. As autoridades compartilharam um vídeo de sua prisão, onde Greg é visto sorrindo enquanto é algemado.

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Menina de 8 anos é a primeira transplantada a não precisar de medicação

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Uma menina de oito anos, que enfrenta uma doença genética rara, conquistou um marco notável no Reino Unido ao submeter-se a um transplante sem a necessidade de medicamentos imunossupressores pelo resto de sua vida.

Aditi Shankar, um mês após receber um rim de sua mãe, deixou de tomar a medicação vital que normalmente é obrigatória para todos os transplantados, a fim de evitar a rejeição do novo órgão, de acordo com um relato da Sky News.

Essa conquista foi viabilizada pelo fato de Aditi primeiro ter passado por um transplante de células-tronco da medula óssea de sua mãe, Divya, antes de receber o rim de sua progenitora, como parte de um procedimento revolucionário realizado no Great Ormond Street Hospital, localizado em Londres.

É importante lembrar que medicamentos imunossupressores são cruciais para pacientes transplantados, pois impedem que o corpo rejeite um órgão doado. No entanto, embora esses medicamentos desempenhem um papel vital na vida desses pacientes, enfraquecem o sistema imunológico, aumentando o risco de infecções e outras complicações.

O caso de Aditi, que sofre de displasia imuno-óssea de Schimke, traz uma nova esperança ao campo dos transplantes.

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Estados Unidos iniciam testes de nova vacina experimental contra HIV em humanos

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Uma nova vacina experimental contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV) começa a ser testada em humanos, conforme anunciou na quarta-feira, 20, a companhia norte-americana de imunologia Vir Biotechnology. A empresa espera ter os dados iniciais do teste de fase 1 no segundo semestre de 2024.

“O primeiro participante foi dosado em um ensaio de fase 1 avaliando a segurança, reatogenicidade (capacidade de gerar reação) e imunogenicidade (resposta imune ao corpo) do VIR-1388, uma nova vacina experimental de células T para a prevenção do vírus da imunodeficiência humana (HIV)”, disse a Vir Biotechnology.

O imunizante VIR-1388 é baseado na plataforma vetorial do citomegalovírus humano (HCMV) e foi projetado para estimular o corpo a produzir células imunológicas conhecidas como células T, que reconhecem várias proteínas do HIV de uma forma diferente em relação às vacinas contra o HIV pesquisadas anteriormente.

“O VIR-1388 foi desenvolvido usando aprendizados aplicados do VIR-1111, a vacina experimental inicial de células T do HIV com prova de conceito da empresa, baseada no HCMV”, relatou a companhia.

“O HIV continua a ser um grande desafio de saúde pública global, sem vacinas aprovadas, apesar de décadas de esforços de investigação”, disse Carey Hwang, vice-presidente sênior de investigação clínica da Vir Biotechnology.

“O início do nosso primeiro ensaio clínico avaliando o VIR-1388 é um marco importante na nossa busca pelo desenvolvimento de uma vacina contra o HIV, e estamos gratos a todos os nossos parceiros pelo seu apoio a este ensaio de fase 1.”

O ensaio é apoiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte dos Institutos Nacionais de Saúde e pela Fundação Bill & Melinda Gates.

O NIAID forneceu financiamento durante todo o ciclo de vida de desenvolvimento do produto VIR-1388, enquanto a fundação apoiou o desenvolvimento da empresa de terapias para o tratamento do HIV, a prevenção da tuberculose e a prevenção da malária.

O que se avalia na fase 1

O ensaio de fase 1 randomizado, duplo-cego e controlado por placebo está avaliando a segurança, reatogenicidade e imunogenicidade de três doses diferentes de VIR-1388 em comparação com placebo, segundo a empresa. Ele será realizado em locais nacionais e internacionais dentro da rede de ensaios de vacinas contra o HIV, financiado pelo governo federal.

Será testado, inicialmente, em um grupo menor para avaliar os possíveis efeitos colaterais graves. Cerca de 100 pessoas devem ser divididas em grupos, com três deles recebendo dosagens diferentes e um quarto, tomando placebo.

“O ensaio foi concebido para inscrever aproximadamente 95 participantes com idades entre 18 e 55 anos que não vivem com HIV, com anticorpos específicos para o HCMV existentes e com boa saúde geral, conforme determinado pelo histórico médico, exame físico e testes laboratoriais”, completou a Vir Biotechnology.

Um estudo opcional de acompanhamento de longo prazo aumentará a participação no estudo por até três anos após a primeira dose ser administrada no participante.

Vetor HCMV

O vetor HCMV é uma versão enfraquecida do vírus projetada para entregar o material da vacina contra o HIV ao sistema imunológico sem causar doença nos participantes do ensaio. Ele está presente em grande parte da população global há séculos. A maioria das pessoas que vivem com HCMV não apresentam sintomas e não sabem que têm o vírus.

“O HCMV permanece detectável no corpo durante toda a vida, o que sugere que tem potencial para transmitir e depois ajudar com segurança o corpo a reter o material da vacina contra o HIV durante um longo período de tempo, superando potencialmente a diminuição da imunidade observada com vetores de vacina de vida mais curta”, explicou a empresa.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), aproximadamente 1,5 milhões de pessoas foram recentemente infectadas pelo HIV e cerca de 650 mil pessoas em todo o mundo morreram de causas relacionadas com a Aids em 2021.

Leia Também: Coberturas vacinais estão melhores que em 2021 e 2022, diz SBIm

Novo julgamento do caso da Boate Kiss vai ocorrer em fevereiro

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O novo júri do caso da Boate Kiss, incêndio que matou 242 pessoas e feriu outras 600 em janeiro de 2013, foi marcado para 26 de fevereiro de 2024. O primeiro julgamento foi anulado pelo TJ-RS e pelo STJ.

O júri terá início em 26 de fevereiro de 2024, às 9h30. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (21) pelo juiz Francisco Morsch, titular da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre.

Serão julgados novamente Elissandro Spohr, Mauro Londero Hoffmann, Luciano Bonilha e Marcelo de Jesus, que haviam recebido penas que vão de 18 a 22 anos e meio de prisão. As condenações foram anuladas.

No último dia 5 de setembro, em poucas horas, o TJ-RS marcou e desmarcou o início do novo julgamento. Inicialmente, a data escolhida era 20 de novembro de 2023.

O julgamento dos réus levou nove anos para acontecer e durou dez dias em dezembro de 2021. Foi o Tribunal do Júri mais longo da história do Rio Grande do Sul.

Na ocasião, dois sócios da boate e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira foram condenados por dolo eventual -quando, mesmo sem desejar o resultado, se assume o risco de matar.

O UOL procurou o MPRS para um posicionamento. Caso tenha retorno, esta nota será atualizada.

JÚRI ANULADO POR IRREGULARIDADES

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou o tribunal de júri do caso Boate Kiss em agosto de 2022, o que culminou na soltura dos réus, por entender que houve irregularidades na condução do processo.

A defesa dos réus alegou problemas na escolha dos jurados e em uma reunião reservada entre o grupo o juiz presidente do tribunal, Orlando Faccini Neto, sem a participação da defesa e do Ministério Público.

No início de novembro deste ano, o STJ rejeitou, por 4 votos a 1, o recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul e manteve a anulação do julgamento.

O relator do recurso, ministro Rogerio Schietti Cruz, havia votado em junho para acolher o recurso e restabelecer o tribunal do júri e as condenações impostas aos réus da Boate Kiss.

Para ele, a defesa não apresentou elementos que mostrassem prejuízo causado aos réus.

BOATE KISS: DEZ ANOS SEM SOLUÇÃO

O incêndio na casa noturna deixou 242 pessoas mortas e mais de 600 feridas em janeiro de 2013 na cidade de Santa Maria (RS). As chamas tiveram início após o uso de fogos de artifício no interior do estabelecimento e atingiram espumas usadas no teto para isolamento acústico, se espalhando pelo ambiente.

AS PENAS HAVIAM SIDO DEFINIDAS ASSIM:

– Elissandro Spohr, sócio da boate – 22 anos e 6 meses de prisão
– Mauro Londero Hoffmann, sócio da boate – 19 anos e 6 meses de prisão
– Luciano Bonilha, produtor da banda Gurizada Fandangueira – 18 anos de prisão
– Marcelo de Jesus, vocalista da banda Gurizada Fandangueira – 18 anos de prisão.

O júri terá início em 26 de fevereiro de 2024 

Polícia investiga existência de ‘cartilha’ de humilhações entre alunos da Unisa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil de São Carlos, no interior de São Paulo, onde estudantes de medicina da Unisa (Universidade Santo Amaro) ficaram nus e exibiram o pênis durante uma competição, afirma que apura a existência de uma “cartilha” de humilhações em vigor há anos e mantida por veteranos do curso.

A “cartilha” seria uma espécie de código de conduta para os novatos, que receberiam apelidos vexatórios e teriam de se submeter a ordens como usar calcinha ou cueca por cima da roupa e correr nus em eventos, sob pena de sofrer bullying e outros tipos de perseguição.

João Fernando Baptista, delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Carlos, que conduz a investigação, diz disse que soube informalmente da existência da cartilha. “Sabendo como funciona a universidade em si, a cultura, minha ideia é ouvir tanto os calouros como os veteranos para saber se é uma prática recorrente”, afirma.

Procurada por email, a Unisa não respondeu sobre a investigação em curso nem sobre a cartilha.

O delegado diz querer saber se os estudantes foram coagidos a praticar os atos obscenos.

“Coação não necessariamente física, mas alguma coação psicológica, uma ameaça de reprimenda, como bullying ou isolamento”, disse.

Baptista afirma que a polícia tem tido dificuldades para identificar os envolvidos no episódio, uma vez que as imagens que viralizaram são de baixa qualidade.

“Ainda não foi possível fazer nenhuma identificação. A gente vê que o vídeo foi compactado para ser postado na rede social, e quando ele é compactado ele perde a qualidade. Estamos tentando identificar os autores das filmagens para ver se eles têm os originais para auxiliar na identificação”, diz.

Seis alunos envolvidos no caso foram expulsos pela Unisa na segunda (18). Na terça (19) a universidade disse que outros estudantes foram desligados, mas não informou quantos.

Os alunos da Unisa estariam assistindo a um jogo de uma equipe feminina de vôlei da universidade contra o Centro Universitário São Camilo quando tiraram a roupa. Nas redes sociais há comentários de que os estudantes estariam simulando uma “masturbação coletiva”. Na ocasião, alunos e alunas do curso de medicina do São Camilo também ficaram nus, exibindo as nádegas para o público.

O delegado afirma que a investigação conseguiu encontrar alunos das duas instituições, sem ligação com os vídeos, que foram ouvidos. “Entrevistamos alguns indivíduos de maneira informal. Pelo que falaram, parece que foi uma troca de provocação entre os alunos, provocação de torcidas”, afirmou.

Baptista afirma que, se a investigação apontar que os gestos foram direcionados para as jogadoras que estavam na quadra, o crime a ser apurado muda de ato obsceno para importunação sexual, de maior gravidade.

De acordo com o delegado, primeiro serão ouvidas as supostas vítimas, e depois os autores, e o processo deve ter “muito prazo”. “Vai ser uma investigação bem demorada. Até porque não temos só este caso para trabalhar.”

O delegado, que inicialmente disse que viria para São Paulo ainda nesta semana para se reunir com as universidades, afirmou que virá somente na semana que vem. O objetivo, diz, será encontrar as jogadoras que estavam em quadra.

A “cartilha” seria uma espécie de código de conduta para os novatos, que receberiam apelidos vexatór… 

Tarcísio nomeia sócio de empresa com contratos no governo para Conselho de Educação

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nomeou como membro do Conselho Estadual de Educação o empresário Jair Ribeiro, sócio de uma empresa que tem contratos com o governo paulista.

A nomeação dos novos membros foi publicada na última segunda (18) no Diário Oficial. Pela lei, o governador é o responsável por definir a composição do conselho, mas quem indica os nomes é o titular da Secretaria da Educação, cargo ocupado por Renato Feder.

Ribeiro é sócio da Proz Educação, que tem contrato com a pasta para ofertar cursos técnicos a estudantes do ensino médio do programa Novotec, criado no governo João Doria.

A Secretaria da Educação e o empresário afirmam que a indicação para o conselho está em conformidade com as regras estabelecidas por lei. Segundo a pasta, Ribeiro possui “notório saber e vasta experiência em educação”.

O CEE-SP (Conselho Estadual de Educação) é um órgão normativo, deliberativo e consultivo sobre o funcionamento do sistema educacional público e privado paulista. Ele é composto por 24 conselheiros a quem cabe, por exemplo, autorizar a abertura de novos cursos ou a ampliação de vagas de ensino técnico ou superior no estado.

A nomeação de pessoas ligadas ao setor educacional privado é comum tanto nos conselhos estaduais quanto no nacional. A indicação de Ribeiro, no entanto, gerou estranhamento pelo fato de sua empresa ter contratos ativos com o governo na área. Só neste ano, a Proz Educacional tem contrato para oferecer cursos técnicos para 8.719 alunos da rede estadual de São Paulo.

O receio é de que possa haver conflito de interesses entre a atuação de Ribeiro como membro do conselho e como sócio de uma empresa do ramo de educação.

No fim de agosto o conselho negou, por exemplo, um pedido feito pela Proz para a abertura de três cursos de ensino técnico na modalidade a distância. A empresa solicitou autorização para oferecer os cursos de Transações Imobiliárias, Enfermagem e Radiologia na unidade Jabaquara, na zona sul de São Paulo, mas o pedido foi indeferido por falta de informações relevantes sobre a organização dos cursos técnicos.

Uma das principais promessas do governo Tarcísio para a educação é justamente a ampliação da oferta de ensino técnico nas escolas regulares. Conforme mostrou a Folha, Feder pretende oferecer 100 mil vagas em dez cursos técnicos em 2024, dentro da estrutura das escolas estaduais.

As regras para o Programa Educação Profissional Paulista foram publicadas no fim de agosto e preveem a possibilidade de parcerias com instituições privadas para a oferta dos cursos.

O QUE DIZEM O EMPRESÁRIO E O GOVERNO

O empresário Jair Ribeiro disse, em nota, que compreende sua indicação para o conselho como “mais uma forma de contribuir para o desenvolvimento do ensino público do estado de São Paulo” e que essa tem sido “sua missão ao longo dos últimos 20 anos” como presidente da Parceiros da Educação, organização sem fins lucrativos da qual é presidente.
Afirmou também que tem “participação minoritária” na Proz Educação e que, ao receber a nomeação, “prontamente comunicou à presidência do CEE que vai se abster de qualquer discussão ou votação relacionada ao tema do ensino profissionalizante -comunicação essa que será oficializada na primeira reunião da nova composição da entidade”.

“Nesse sentido, Jair não vê qualquer possível conflito de interesse com a nomeação. Vale ressaltar que Jair não exerce nenhum cargo executivo, nem participa do dia a dia da Proz, empresa em que ele detém apenas 2,6% do capital e é membro do Conselho de Administração”, acrescentou.

Já a Secretaria da Educação disse que a indicação do empresário está em “estrita conformidade” com a lei que rege a organização do CEE, que estabelece que os membros devem possuir “notório saber e vasta experiência em educação, e deve-se levar em consideração a representação dos diversos níveis de ensino, bem como a participação de representantes do ensino público e privado”.

A pasta destacou ainda que Ribeiro já foi conselheiro em São Paulo, no período de 2013 a 2019. Também disse que o empresário deve se declarar impedido de votar em assuntos em que possa ter algum interesse.

“Assim como em outros órgãos similares, os membros do conselho devem declarar impedimento de participação em discussões e votações que envolvam assuntos nos quais eles ou parentes consanguíneos até o terceiro grau tenham interesse, assim como em questões relacionadas a pessoas ou instituições das quais eles representem.”

A nomeação dos novos membros foi publicada na última segunda (18) no Diário Oficial 

Homem morre engasgado com presunto em supermercado do Pará

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um homem de 55 anos morreu engasgado com um pedaço de presunto em um supermercado de Ananindeua (PA) na noite desta quarta-feira (20). O caso foi registrado dentro do supermercado Mix Mateus e a Polícia Militar foi acionada para uma ocorrência, segundo relatório preliminar da PM.

No local, os policiais encontraram a vítima desacordada. O Samu foi acionado e constatou a morte do homem, identificado como Valdinei Coelho.
A Polícia Civil afirmou que o caso é investigado pela Seccional da Cidade Nova e que perícias foram solicitadas para o local.

Ao UOL, o Grupo Mateus, responsável pela administração do supermercado, afirmou que os primeiros socorros ao homem foram prestados por uma equipe de brigadistas até a chegada do Samu.

A empresa também afirmou que “segue colaborando com as autoridades”.

“Lamentavelmente, mesmo com a assistência recebida, o cliente não resistiu”, disse o Grupo Mateus, em nota.

O UOL buscou a Prefeitura de Ananindeua para saber detalhes da atuação do Samu no caso em questão e também não recebeu retorno sobre o assunto.

O caso foi registrado dentro do supermercado Mix Mateus 

Zelensky descarta negociações com Putin: "Não falarei com ele"

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Depois de ter se encontrado com senadores norte-americanos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a recusar negociar com o homólogo russo, Vladimir Putin, esta quinta-feira (21).

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de ter uma mensagem para o presidente russo, o chefe de Estado ucraniano foi taxativo: “Não falarei com ele”, cita a NBC News.

O líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, resumiu as palavras do presidente ucraniano diante dos senadores com uma só frase. De acordo com o democrata, o chefe de Estado da Ucrânia terIA dito que se o seu país não receber ajuda dos Estados Unidos, perderá a guerra contra a Rússia.

“Houve uma única frase que resumiu tudo, e vou citá-lo: ‘Se não recebermos a ajuda, perderemos a guerra”, disse, segundo a Sky News.

Mais tarde, o Zelensky recorreu à rede social X (antigo Twitter) para resumir as conversas que manteve com os líderes norte-americanos, tendo agradecido todo “o apoio à Ucrânia”.

“Conseguimos muito para salvaguardar a democracia, a liberdade e a dignidade – valores compartilhados por ambas as nossas nações. O povo ucraniano sofreu muito como resultado dos crimes de guerra russos, mas libertámos mais de metade do território ocupado dos invasores russos e podemos ver claramente que a vitória está cada vez mais próxima”, escreveu.

I met with US House Speaker @SpeakerMcCarthy, House Majority Leader @SteveScalise, House Democratic Leader @RepJeffries, and US House Representatives.

Ukraine is sincerely grateful to the House, both parties, and the entire American people for all the support.

We have… pic.twitter.com/uCbZEUtCNJ

— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) September 21, 2023

E finalizou: “Durante a reunião, discutimos a situação do campo de batalha e as necessidades prioritárias de defesa, incluindo a defesa aérea. Enfatizei que uma vitória ucraniana garantirá que nem a Rússia, nem qualquer outra ditadura desestabilizarão novamente o mundo livre. Para vencer, devemos estar todos juntos e trabalhar juntos.”

Entretanto, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, anunciou que o presidente norte-americano, Joe Biden, anunciará um novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia, na sexta-feira.

De acordo com o responsável, o pacote incluirá sistemas de defesa aérea e outras armas para ajudar Kyiv antes da chegada do inverno.

O valor e a extensão total do pacote ainda não foram divulgados.

Vale lembrar que Zelensky esteve em Washington em 21 de dezembro do ano passado, 10 meses após a Rússia ter invadido a Ucrânia, naquela que foi a primeira deslocação ao estrangeiro desde o início da guerra.

Três membros da Marinha da África do Sul morrem após ondas atingirem submarino

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Três membros da Marinha sul-africana morreram e um oficial superior permanece em estado crítico, após um submarino -que ainda estava na superfície- ter sido atingido por ondas “muito altas” ao largo da costa da Cidade do Cabo, anunciou o Departamento de Defesa sul-africano.

A tripulação do submarino SAS Manthatisi da Marinha da África do Sul estava executando uma “transferência vertical” de suprimentos com o uso de um helicóptero Lynx da Força Aérea Sul-Africana na tarde desta quarta-feira (20), quando ondas “muito altas” derrubaram ao mar sete tripulantes, que estavam no convés do submarino.

A operação foi imediatamente cancelada, e equipes de resgate foram enviadas para socorrer as vítimas, segundo apurou a BBC.

Um nadador de superfície foi enviado de helicóptero para ajudar no resgate. No entanto, a operação foi prejudicada pelas condições do mar agitado, informou o Departamento de Defesa da África do Sul, em um comunicado.

O órgão anunciou que os demais membros da tripulação, incluindo o nadador de superfície enviado para ajudar na operação de resgate, estão em tratamento médico em um hospital.
Entre os tripulantes que morreram está a tenente-comandante Gillian Elizabeth Hector, considerada a primeira mulher no comando de um submarino da África do Sul com essa patente.

Um inquérito sobre as circunstâncias que rodearam o incidente será acordado oportunamente, anunciou o Departamento de Defesa sul-africano.

“É com profunda tristeza que a SANDF (Força Nacional de Defesa da África do Sul) anuncia a trágica perda de três submarinistas da Marinha ao largo de Kommetjie, em 20 de setembro, a bordo do SASA Manthatisi. “Um pedido de socorro foi feito à Rádio da Cidade do Cabo, que então despachou o NSRI (Instituto Nacional de Resgate Marítimo) de Kommetjie. Todos os sete membros foram recuperados, mas infelizmente houve três mortes, e um oficial superior está em estado crítico”. disse o Departamento de Defesa da África do Sul.

MARÉ DE PRIMAVERA

O fenômeno que atingiu o submarino, batizado de “Maré de Primavera”, se espalhou pela costa sul e sudeste da África do Sul com ondas poderosas e ventos fortes que causaram pelo menos uma morte, dezenas de feridos e danos generalizados, segundo a ABC News.

De acordo com o Serviço Meteorológico Sul-Africano, foram registadas ondas de até 9,5 metros durante o fim de semana. Vídeos publicados nas redes sociais mostram ondas imensas, atingindo edifícios à beira-mar e arrastando veículos.

O submarino SAS Manthisi é um dos três da classe Heroine Tipo 209/1400, de fabricação alemã, na frota da Marinha da África do Sul. Ele estava a caminho da Cidade do Cabo para uma exposição da Marinha, onde permaneceria por três dias.

 PNI prepara inclusão das vacinas de covid-19 no calendário de rotina

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Após mais de 540 milhões de doses aplicadas em quase três anos, o Brasil vive em 2023 um período de transição na vacinação contra a covid-19, das campanhas emergenciais para a imunização de rotina. A avaliação foi feita na quarta-feira (20) pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, na Jornada Nacional de Imunizações, realizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em Florianópolis. O diretor disse que os municípios trabalham há praticamente três anos em uma campanha de vacinação contra a covid, mas a mudança no cenário epidemiológico da doença requer a incorporação dessa vacina no calendário do programa.

Em 2023, o Ministério da Saúde estendeu a vacinação com doses de reforço bivalentes para toda a população acima de 12 anos de idade. A adesão, porém, foi baixa até mesmo para os grupos prioritários, considerados de maior risco de agravamento da doença. Enquanto 516 milhões de doses de vacinas monovalentes foram aplicadas no país, somente 28 milhões de bivalentes foram administradas, sendo apenas 217 mil em adolescentes. 

Para 2024, a proposta ainda em elaboração é a adoção de um calendário de vacinação contra a covid-19 na rotina de crianças menores de 5 anos, e doses de reforço periódicas ao menos uma vez por ano para grupos de risco, como idosos, imunocomprometidos (pacientes com sistema imunológico debilitado) e gestantes, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Há ainda a possibilidade de inclusão de outros grupos como profissionais de saúde e comunidades tradicionais. 

“Vacinar toda a população, como a gente vem fazendo, precisa ser revisado nesse momento de transição em que nos encontramos. Fizemos reuniões técnicas e tiramos diretrizes básicas que o Ministério da Saúde vai seguir em discussões internas. Agora, o anúncio disso ainda depende de uma discussão com a gestão tripartite [governo federal, estados e municípios]”, conta Gatti.

“Hoje, avançamos tanto na avaliação da recomendação internacional, da OMS, quanto na discussão com os especialistas, mas precisamos avançar nessa pactuação”, complementa.  

O diretor do PNI pretende iniciar uma estratégia de vacinação de rotina contra a covid-19 no início de 2024, para substituir o “caráter de excepcionalidade”, com constantes alterações, que ainda dita o ritmo da imunização contra a doença.

“A covid-19 precisa deixar de ser uma estratégia de campanha e passe a ser uma recomendação permanente. Esperamos fazer anúncios oficiais com a estratégia mais completa antes do fim do ano”.   

Gatti ressalta que a vigilância das variantes deve ser constante, porque são elas que determinaram as ondas de infecção desde o início da pandemia. Esse comportamento difere de outras doenças de transmissão respiratória, cujas incidências são mais influenciadas pelas estações do ano. Ainda que seja importante ter vacinas atualizadas contra essas variantes, ele argumenta que mais importante é garantir que a vacinação aconteça.

“O SAGE [grupo consultivo de vacinação da OMS] não fala tanto de qual é a vacina que deve ser feita. A OMS pauta como deve ser a composição da vacina, agora sobre qual vacina usar existe uma certa liberdade”, pondera o diretor do PNI, que adianta que o posicionamento do programa será disponibilizar as vacinas disponíveis preferencialmente na última versão licenciada e atualizada contra variantes. “As próximas aquisições do Ministério da Saúde vão seguir essa lógica. Provavelmente serão vacinas de RNA mensageiro com as composições colocadas conforme licenciamento”.  

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Para garantir vacinas nacionais da plataforma RNA mensageiro, mais versátil na luta contra o coronavírus, o Ministério da Saúde tem apoiado desenvolvimentos próprios do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e do Instituto Butantan. Gatti considera que o ideal é que uma tecnologia nacional de RNA mensageiro possa estar à disposição do PNI, uma vez que as vacinas contra covid-19 oferecidas por esses laboratórios até o momento são de outras plataformas.

“A gente espera começar os ensaios clínicos dessa plataforma de vacina brasileira de RNA logo. Essa é uma tecnologia que é importante a gente dominar, porque ela permite desenvolver vacinas de uma forma mais rápida e para outros agentes infecciosos também. A gente precisa buscar isso e está nesse caminho”. 

O secretário do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria e representante da SBIm em Pernambuco, Eduardo Jorge da Fonseca, descreve que a transição para uma vacinação de rotina contra a covid-19 está em discussão em todo o mundo. O Reino Unido, por exemplo, decidiu adotar a recomendação da vacina aos grupos prioritários sugeridos pela OMS. Já outra parte da Europa e os Estados Unidos estenderam a vacinação a toda a população. 

“No momento atual, temos evidências da importância de manter os reforços com as vacinas bivalentes disponíveis no Brasil. Não há consenso se devemos revacinar todas as pessoas. Provavelmente, também aqui, adotaremos vacinar os grupos de maior risco com a vacina atualizada. Mas precisamos garantir o aumento da cobertura das vacinas já disponíveis, principalmente da pediátrica”. 

A corrida constante para manter as vacinas atualizadas contra as cepas circulantes tem sido vencida pelo coronavírus SARS-CoV-2, que continua a sofrer novas mutações para adquirir escape imunológico. As vacinas continuam comprovadamente efetivas para redução da gravidade de suas infecções, mas não conseguem neutralizá-las nem bloquear o vírus, que está sempre um passo à frente em sua evolução acelerada. Um exemplo disso é a vacina monovalente contra a variante XBB, que chegou aos Estados Unidos em um momento em que a variante dominante era a EG.5, e já com a BA.2.86 em ascensão.

“Com a covid, o tempo passou a correr muito mais rápido”, alerta Fonseca.

“Precisamos, sim, de uma vacina com uma proteção mais prolongada, que seja à prova de variantes”.       

Apesar dessa necessidade, ele reforça que as vacinas atuais conseguem reduzir de forma importante as chances de internação ou morte por covid-19, mesmo quando não estão diretamente atualizadas com a “versão mais recente” do coronavírus. Por isso, é preciso ampliar a cobertura vacinal com as doses de reforço bivalente e proteger também as crianças que não tiveram acesso ao esquema inicial de duas doses. 

O desenvolvimento de uma vacina genérica que proteja não apenas contra todas a variantes do SARS-CoV-2, mas também contra todos os coronavírus é um objetivo das pesquisas que trabalham para manter o controle da pandemia, conta o biólogo José Eduardo Levi, pesquisador do Instituto Medicina Tropical da USP. O SARS-CoV-2, porém, tem se comportado de forma totalmente imprevisível.

“O vírus continua evoluindo, e a gente continua sob o risco de sair de controle. Não compartilho dessa percepção de que a pandemia acabou”, diz ele, que acredita que a imunidade das vacinas somada à imunidade natural gerada pela infecção tem protegido grande parte da população de casos graves, porém também pressionado o vírus a evoluir mais para continuar circulando.

“Há uma troca de variantes dominantes a cada quatro, cinco meses. Isso é totalmente imprevisto e se dá por essa pressão seletiva”. 

Ele alerta que a nova variante em ascensão nos Estados Unidos e Reino Unido, a BA.2.86, deu um salto evolutivo comparável ao que a variante ômicron representou em relação a suas antecessoras. O pesquisador conta que há quem considere a ômicron um “SARS-CoV-3”, porque alterou totalmente o comportamento da pandemia, produzindo uma onda de casos muito mais acelerada.

“Antes da ômicron, as variantes de preocupação não descendiam umas das outras, todas vinham da variante ancestral. Depois da ômicron, todas as variantes que se tornaram predominantes foram variantes derivadas da ômicron. A história evolutiva se modifica”.

Levi destaca que é importante vacinar principalmente pessoas imunocomprometidas. Além de terem maior risco de morrer com a covid-19, essas pessoas, ao serem infectadas, podem oferecer mais chances de mutações ao SARS-CoV-2, que permanece por mais tempo no organismo sem ser neutralizado pelas defesas. Isso acontece porque o SARS-CoV-2 consegue não evoluir por mutações, mas também por deleções, que são eliminações de partes de sua estrutura que já causam reação das defesas do organismo. Ao perder esses pedaços, o vírus volta a confundir o sistema imune.

“A teoria hoje comprovada é que essas variantes surgem principalmente no corpo de pessoas com imunodeficiências. Um trabalho clássico acompanhou por 180 dias um paciente imunodeficiente e, gradualmente, há um acúmulo de mutações e deleções. Tanto que, no dia 180, o paciente continua doente e falece com um vírus totalmente diferente do vírus que entrou”. 

*O repórter viajou para Florianópolis a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

Em 2023, o Ministério da Saúde estendeu a vacinação com doses de reforço bivalentes para toda a popu… 

Brasil tem quase 1 milhão de pessoas com Alzheimer

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No Brasil, 1,757 milhão de pessoas têm algum tipo de demência, e só a doença de Alzheimer corresponde a 55% desses casos (966.594).

Os números foram apresentados pela Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) no 1º Big Data Abraz, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, nesta quinta-feira (21), Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer.

Além disso, há outros 2,3 milhões de brasileiros com algum tipo de declínio cognitivo com sintomas relacionados à memória e à cognição, mas ainda não apresentando sinais de demência.

De acordo com o Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brazil), a estimativa é que até 2030 sejam 2,78 milhões e, até 2050, mais de 5,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais convivendo com demência.

A pesquisa baseou-se em dados de 2019. Foram incluídos 5.249 indivíduos com 60 anos ou mais de idade, de 70 municípios pequenos, médios e grandes, nas áreas urbanas e rurais, considerando as cinco regiões do país. Os participantes foram classificados como função cognitiva normal, comprometimento cognitivo não demência (caracterizado pela perda de memória ou de funções cognitivas transitória entre uma cognição normal e demência) e demência.

Segundo a Abraz, a taxa de prevalência de demência no país em 2019 era calculada em 5,8%, considerando a população acima de 60 anos. Segundo as estimativas do IBGE para o mesmo ano, a população brasileira nesta faixa etária era de 22,3 milhões de pessoas.

Os dados preocupam principalmente por dois fatores: o aumento do envelhecimento da população e o peso que recai nos familiares de pessoas com Alzheimer, em geral mulheres, relacionado ao cuidado dos parentes. Estima-se que dois terços dos cuidadores informais de pacientes com demência sejam mulheres, e este número é significativamente maior em países de baixa e média renda, como é o caso do Brasil.

“A demência é a primeira causa de incapacidade nos países ricos, e a décima nos países de baixa e média renda, mas a gente observa que há uma tendência de triplicar os casos de demência nos países desenvolvidos até 2050, enquanto nos países de baixa e média renda eles devem quintuplicar”, afirma Claudia Suemoto, professora titular de geriatria na Faculdade de Medicina da USP.

Se a prevalência de demência está em crescimento no mundo, os diagnósticos de Alzheimer ainda apresentam um grande gargalo. Enquanto novos testes e exames para detecção precoce são disponibilizados mundo afora, o Brasil ainda tem lacunas nos dados de quantas pessoas vivem com demência no país.

“A gente vê uma taxa enorme de não diagnosticados, e isso é preocupante quando vemos que os resultados terapêuticos são muito mais satisfatórios quando o tratamento é começado logo na fase inicial”, afirma Celene Pinheiro, geriatra e presidente da Abraz-SP.

Outros dados apresentados pelo painel mostram que fatores como idade, escolaridade e gênero podem ter efeito sobre a prevalência de demência. Pessoas com mais de 80 anos ainda representam a maior parte (77%) dos casos de demência, sendo 13% na faixa de 80 a 84 anos, 21% entre aqueles com 85 a 89 anos, e quase metade (43%) dos casos na faixa acima de 90 anos.

A baixa escolaridade também afeta a condição, com prevalência de 16,5% em indivíduos sem nenhum grau de escolaridade (analfabetos), 5,1% entre aqueles com quatro anos ou menos de escolaridade, 3,6% para quatro anos de escolaridade, 2,2% entre pessoas com ensino fundamental completo, 1,5% para ensino médio e 2,1% entre aqueles que têm ensino superior.

As estimativas apontam também mais mulheres vivendo com demência do que homens no Brasil: 6,8% das mulheres com 60 anos ou mais têm demência, contra 4,6% dos homens.

“Estudos internacionais e nacionais já apresentam dados consolidados sobre os fatores de risco para demência, mas, ao comparar os dados do Hemisfério Norte com os do Brasil, o que vimos não foi uma mudança nos fatores propriamente, mas na ordem deles. Então, aqui, os fatores de risco para demência são, por ordem de dimensão, analfabetismo, hipertensão, perda de audição e obesidade”, explica Pinheiro.

A grande questão é que muitos desses fatores são chamados modificáveis. Um estudo publicado no final do ano passado na revista Alzheimer’s and Dementia por Suemoto e colegas apontou que a modificação de alguns desses fatores pode reduzir em até 54% a prevalência de demência em algumas regiões.

Como pacientes com esta condição exigem uma rede de cuidados, o custo social da demência, incluindo Alzheimer, também é elevado.

O gasto geral para cuidado de uma pessoa com demência é de US$ 1.379 por mês (R$ 6.790, em valores não corrigidos pela inflação), sendo US$ 610 (R$ 3.000) para gastos diretos e US$ 769 (R$ 3.790) indiretos. Considerando a totalidade das pessoas vivendo com demência estimadas para 2019, isto equivale a um gasto anual de aproximadamente US$ 30 bilhões (R$ 150 bilhões ao ano, ou 1,5% do PIB brasileiro).

Além do peso no orçamento familiar, os cuidados de familiares com demência representam uma sobrecarga maior para as mulheres, uma vez que elas representam 9 em cada 10 (92,2%) dos cuidadores informais, segundo um estudo transversal conduzido em ambulatório de geriatria em São Paulo. A idade média desses cuidadores é de 57 anos, o tempo de escolaridade médio deles é de 9,5 anos e a maioria é casada (56,7%) e tem alguma ocupação (68,6%) além de cuidar do paciente.

“É muito cruel o cenário, porque a grande maioria dos cuidadores são mulheres, filhas de pacientes, que precisam parar de trabalhar para se dedicar ao cuidado do pai, da mãe com demência. E quando esse familiar vem a falecer, em média uma década depois, ela já está fora do mercado de trabalho há muito tempo, não consegue se reinserir. Então o custo social é gigantesco para essas famílias”, diz Pinheiro.

Esse peso é sentido também na proporção de cuidadores (62,2%) que dizem sofrer com algum tipo de transtorno mental. Desses, 50% relatam sintomas de ansiedade, 52,2% de depressão e 66,7% citam sobrecarga em relação ao cuidado.

“É por isso que trabalhamos na rede de apoio ao cuidador, para que também essa única pessoa, muitas vezes a filha, não se sinta sobrecarregada. E conversamos com os outros familiares para que eles entendam também que não é só uma pessoa que tem que cuidar”, afirma Aline Gratão, coordenadora do Ambulatório de Gerontologia do Hospital Universitário da UFScar (Universidade Federal de São Carlos).

Os números foram apresentados pela Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) no 1º Big Data Abraz, … 

Homem morre após ser picado por enxame de abelhas ao mover saco de terra

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Um homem de 59 anos, de Harlan, no Kentucky, Estados Unidos, morreu depois de ser atacado por um enxame de abelhas enquanto removia um velho saco de terra para vasos da sua varanda.

O caso aconteceu na segunda-feira, quando a família da vítima deu o alerta. Até à chegada dos serviços de emergência,  os parentes ainda tentaram fazer reanimação cardiopulmonar, mas sem resultado, afirmou o médico legista do condado, John W Jones, citado pelo The Independent.

O homem acabou sendo levado de ambulância para um hospital próximo, onde morreu devido aos ferimentos.

A causa oficial da morte permanece sob investigação enquanto se aguardam os resultados de uma autópsia.

As autoridades não informaram que tipo de abelha estava envolvida no incidente ou quantas vezes a vítima foi picada.

Entre 2011 e 2021, ocorreram 788 mortes nos EUA por picadas de vespas e abelhas, uma média de 72 por ano, de acordo com os Centros de Controle de Doenças.

Alerj lança Frente Parlamentar em defesa dos direitos das pessoas com transtorno do espectro autista

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A Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), coordenada pela deputada estadual Carla Machado (PT), foi instalada nesta quinta-feira (21) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O evento, realizado no plenário do Parlamento fluminense, marcou o Dia Nacional de Luta da Pessoa Com Deficiência. A deputada Carla Machado antecipou que pretende buscar uma célere aprovação de projetos que tratam do tema na Casa, além de cobrar a efetiva aplicação das Leis já existentes em prol das pessoas com TEA.

“Trata-se de uma causa justa, uma luta permanente por políticas de inclusão, que assegurem os direitos e defendam os interesses da comunidade autista, o que demanda engajamento no âmbito político e social. Estamos abrindo esta Frente em uma data que nasce da necessidade de se conscientizar e sensibilizar as pessoas sobre a importância do desenvolvimento no Estado de meios de inclusão das pessoas com deficiência e que traduz o propósito deste colegiado”, afirmou Carla Machado.

O presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (PL) deixou uma mensagem de carinho e afirmou que continuará empenhado nesta causa e garantiu que seguirá incluindo projetos voltados ao tema nas pautas do plenário. “Para o Parlamento é uma grande oportunidade de conhecer e poder ajudar essa causa”, disse Bacellar, cuja mensagem foi lida pelo Procurador da Casa, Robson Maciel, que o representou no evento.

Desafios a serem enfrentados:

Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 1% da população tenha o Transtorno do Espectro Autista. Ou seja, só no Brasil são cerca de dois milhões de autistas. No Estado do Rio, a projeção é de 160 mil pessoas vivendo com autismo, uma condição cuja incidência vem aumentando nos últimos anos.

Para aneuropsicopedagoga e autista, Rosa Trindade Ribeiro, o principal desafio para os familiares e autistas ainda é conseguir diagnósticos precoces. De acordo com Rosa, é possível descobrir se uma criança tem TEA com apenas 14 meses de vida, mas ainda falta investimento do Estado e uma política social para que os tratamentos se iniciem rapidamente, sejam mais efetivos e acessíveis a todos.

“Uma pessoa autista apresenta prejuízos como atraso de linguagem verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional; além de dificuldade na capacidade de iniciar ou manter relacionamentos. Mas é preciso entender que cada caso é um caso, nem todo autista tem todas essas questões, e o tratamento precisa ser específico para aquele indivíduo. Precisamos de políticas públicas que preservem essas especificidades de cada paciente”, explicou Rosa Ribeiro.

Durante a reunião, sete crianças com TEA da instituição Casa de Pedro, de São João da Barra, no Noroeste do Estado, fizeram uma apresentação de dança. Entre as crianças estava a filha da Defensora Pública Marina Lopes, que explicou a dificuldade de uma criança se apresentar para um público grande como o do evento.

“Elas merecem uma medalha. O que essas crianças fizeram hoje é digno de muita celebração, vocês não sabem a dificuldade que eles enfrentam ao se apresentar, pegar um ônibus e fazer muitas atividades básicas. Deixo a Defensoria à disposição para ajudar a Frente a travar novos e amplos debates e estou muito emocionada com essa iniciativa por parte da Alerj”, disse.

Atendimento no interior

A prefeita de Quissamã e presidente do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidenf), Fátima Pacheco, informou que dos 22 municípios da região, apenas seis têm recursos, hoje, para tocar políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista, como ter um centro especializado com profissionais qualificados, equipamentos e transporte para a educação inclusiva e terapias.

“É preciso um olhar do Executivo para que outras cidades também tenham condições de atuar e ajudar essas crianças. Temos muitos municípios carentes com situação financeira e orçamentária extremamente precarizada e, por isso, através do consórcio, estamos articulando várias políticas públicas, junto aos governos e parlamentos estaduais e federais, para reverter essa situação. Contamos com o apoio desta Frente nesse diálogo”, disse Fátima.

Estiveram também presentes na reunião os demais deputados que compõem a Frente: Júlio Rocha (Agir), Alan Lopes (PL), Otoni de Paula Pai (MDB) e Brazão (União). Além do deputado Flávio Serafini (PSol).

Polícia Civil de Campos conclui investigação sobre agressão a fotógrafo

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Foto: Reprodução Redes Sociais

A Polícia Civil de Campos encerrou as investigações relacionadas ao incidente de agressão envolvendo o fotógrafo campista Igor Gomes, ocorrido em 19 de agosto em um bar próximo à Rua Álvaro Tâmega, nas proximidades da área da Pelinca. As conclusões do caso foram anunciadas em uma coletiva de imprensa conduzida pela delegada titular da 134ª DP, Natália Patrão, na tarde de quinta-feira (21).

De acordo com a delegada Natália Patrão, a investigação não conseguiu esclarecer completamente a verdade dos fatos devido às versões “desarmônicas” e “incongruentes” apresentadas pelas partes envolvidas.

A Polícia Civil apurou que Igor deixou um bar e dirigiu-se a outro estabelecimento, onde ocorreu a agressão, por volta das 4h da manhã. A vítima, Igor, alega que não estava embriagado e que pode ter consumido apenas uma caipirinha, enquanto outras testemunhas afirmam que ele estava embriagado.

Segundo o relato de Igor, ele subiu as escadas do segundo andar do bar para usar o banheiro e, a partir do momento em que começou a conversar com uma mulher, não tem memória dos eventos subsequentes.

Outra testemunha, que presenciou parte dos eventos, mencionou que Igor estava acariciando a região acima do peito da mulher, como se estivessem em uma espécie de “conexão espiritual”. No entanto, essa testemunha não viu a agressão em si.

A mulher, que alega ter tido essa suposta “conexão espiritual” com o fotógrafo, afirmou que Igor a abordou e apertou imediatamente seu pescoço após subir as escadas do bar.

A delegada Natália Patrão informou que o pescoço da mulher apresentava hematomas roxos, de acordo com um laudo pericial, mas não foi possível determinar a origem dessas marcas ou concluir se foram causadas por Igor ou por outra agressão.

O agressor, que é namorado da mulher há três anos, alegou que, ao subir ao local, viu Igor apertando o pescoço da vítima e agiu em legítima defesa de terceiros ao socorrê-la com um soco, o que fez Igor cair desacordado.

Natália também mencionou que Igor, quando questionado sobre algum episódio espiritual, afirmou fazer parte da religião candomblé, mas negou estar sob a influência de algum “espírito” naquele momento, alegando que sua religião teria revelado isso.

A delegada concluiu: “Fizemos um auto de acareação aqui na delegacia, onde participaram a mulher e um dos donos do bar. O suposto agressor, Marcos, não compareceu, embora tenha sido intimado. Portanto, os fatos, a origem da lesão no pescoço da mulher e o posicionamento das partes envolvidas não estão esclarecidos. Encerramos a investigação dessa forma.”

O caso permanece com aspectos não resolvidos, e as circunstâncias exatas da agressão ainda não foram completamente esclarecidas.

Ditador da Síria vai à China em nova investida contra isolamento diplomático

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ditador da Síria, Bashar al-Assad, desembarcou na China nesta quinta-feira (21), em sua primeira visita ao país asiático desde 2014. A viagem tem como objetivo dar mais um passo em direção ao fim do isolamento diplomático imposto a Damasco desde o início da guerra civil em seu território, 12 anos atrás.

Assad chegou ao país a bordo de um avião da Air China envolto em um denso nevoeiro, elemento que segundo a mídia estatal chinesa fez crescer “o clima de mistério” em torno da visita -o ditador raramente foi visto longe de seu país natal nos últimos anos. Ele então se encontra com Xi Jinping na capital, Pequim, na sexta-feira (22), antes de embarcar em uma turnê por várias cidades chinesas.

Ser visto ao lado do líder chinês promete aumentar a legitimidade da campanha de Assad para retornar ao cenário internacional. Entre o ano passado e este, sua ditadura conseguiu avançar bastante nesse sentindo, primeiro juntando-se à Iniciativa Cinturão e Rota da China e, depois, e de forma mais representativa, sendo readmitida na Liga Árabe.

O grupo de 22 países tinha expulsado o regime em novembro de 2011, após sua brutal repressão contra protestos antigovernamentais que eclodiram naquele ano. Também havia se unido a nações ocidentais como Estados Unidos, Canadá e Austrália, além da União Europeia, e aplicado uma série de sanções contra ele.

A China, assim como a Rússia e o Irã -os outros dois principais aliados sírios- não seguiu a toada, mantendo seus laços com Assad mesmo no auge de seu isolamento diplomático. O país asiático, que é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e, portanto, tem poder de vetar suas resoluções, também impediu o órgão de aplicar sanções multilaterais sobre a ditadura diversas vezes, interditando ao menos oito moções que visavam encerrar o conflito.

Ao contrário de Moscou e Teerã, porém, Pequim não apoiou diretamente os esforços de Assad para retomar o controle do país. Investigadores comissionados pela ONU afirmam que bombardeios russos e milícias apoiadas pelo regime iraniano são responsáveis pela maioria das mais de 200 mil mortes de civis ocorridas desde o início do conflito.

A Síria tem importância estratégica para os chineses em razão de sua localização: está situada entre o Iraque, fornecedor de cerca de um décimo do petróleo consumido pela China; a Turquia, ponto final de diversos corredores econômicos entre a Europa e a Ásia; e a Jordânia, tradicional mediadora de disputas no Oriente Médio.

Analistas sugerem, porém, que a decisão de Xi de receber Assad tem menos a ver com economia e mais com qual é a imagem que ele deseja passar ao mundo. Alfred Wu, professor associado da Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew, em Singapura, afirmou à agência de notícias Reuters não ter se surpreendido com a disposição do líder chinês de ser visto junto a um ditador. “Isso vai marginalizar ainda mais a China no cenário internacional, mas ele não se importa com isso”, disse.

Segundo o pesquisador, em seu terceiro mandato, Xi tem buscado “desafiar abertamente os Estados Unidos”. Uma das formas que encontrou para fazer isso foi aproximando-se de países isolados pelo Ocidente. Só este ano, por exemplo, recebeu os ditadores Aleksandr Lukashenko, da Belarus; Ebrahim Raisi, do Irã; e Nicolás Maduro, da Venezuela.

Afora eles, membros do regime do Talibã no Afeganistão estão no país asiático nesta mesma semana. E Vladimir Putin, presidente da Rússia transformado em pária internacional após ordenar a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, prometeu viajar a Pequim no mês que vem.

Analistas duvidam, porém, que a aproximação Xi e Assad vá além dessa dimensão simbólica. É improvável que empresas do país estejam dispostas a voltar à nação devastada pela guerra, dados os seus evidentes problemas de segurança e sua situação financeira precária. Além disso, qualquer empresa estrangeira que invista em Damasco corre o risco de ter seus bens congelados pelos EUA sob o Caesar Act.

“A Síria tem há muito tentado assegurar investimentos da China, mas a grande questão é se as propostas discutidas durante a visita podem se transformar em planos concretos”, afirmou Samuel Ramani, analista do think-tank RUSI, baseado em Londres, à Reuters.

Preso por assassinato, homem é solto por engano após dois dias nos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Condenado por assassinato, Kevin Mason foi preso no último dia 11 de setembro. Dois dias depois, no entanto, ele saiu pelas portas da frente da delegacia onde estava sob custódia por conta de um erro cometido pelos funcionários. Agora, a polícia de Indiana procura novamente pelo foragido.

De acordo com informações da CBS News, uma funcionária da prisão se equivocou com os trâmites jurídicos referentes à condenação do criminoso.

Ela achou que estivesse com mandados duplicados para Mason e por isso removeu dois dos processos contra ele. O erro abriu uma brecha jurídica para que Mason deixasse a prisão no dia 13 de setembro. Duas pessoas foram demitidas após o episódio.

Mason responde pelos crimes de homicídio, violação de liberdade condicional e porte de armas. Em 2021, ele foi condenado pelo assassinato de um homem no estacionamento do Templo Shiloh, em Minnesota. O criminoso era procurado pelas autoridades desde então.

Na quarta-feira (20), a namorada de Mason foi presa enquanto comprava um celular, roupas íntimas masculinas, um kit de viagem e chinelos, que supostamente seriam entregues ao foragido.

Em entrevista à mídia local, James Martin, coronel da delegacia do condado de Marion, em Indiana, afirmou que algumas casas da região estão na mira das diligências em busca de Mason.”Foi um erro. Isso não deveria ter acontecido. Mason não deveria ter sido libertado de nossa custódia. Não descansaremos até que ele seja capturado. Não deixaremos pedra sobre pedra”, declarou .

Estão abertas as inscrições para Concurso da Guarda Municipal de Campos

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Foto: Divulgação Ascom
Estão abertas as inscrições para o concurso da Guarda Civil Municipal (GCM), que prevê o preenchimento de 195 vagas para a categoria. Os interessados têm até as 16h do dia 06 de novembro para se inscreverem AQUI. A taxa é de R$ 95,00. A inscrição via Internet só será efetivada após a confirmação do pagamento feito por meio do boleto bancário até a data do vencimento constante no documento.
O Instituto Consulplan alerta que, antes de efetuar a inscrição, o candidato deverá conhecer o edital (AQUI) e certificar-se de que preenche todos os requisitos exigidos. Não será deferida a solicitação de inscrição que não atender rigorosamente ao que está estabelecido. O salário base da categoria será de R$ 2.189,62, com 40 horas semanais, com direito a benefícios tais como risco de vida, quinquênio, entre outros estabelecidos na legislação municipal vigente.
RETIFICAÇÃO – Nesta terça-feira (19), seguindo o princípio da autotutela, foi decidido solicitar a retirada do edital do Concurso da Guarda Municipal, a cláusula inserida pelo Instituto Consulplan, a qual exigia a apresentação do exame de HIV.
A retificação foi publicada suprimindo a exigência de exame HIV, constante no item 1, alínea a do Anexo VII – dos Exames de Saúde, bem como a condição incapacitante: “Infecção pelo vírus HIV ou síndrome de imunodeficiência adquirida”.
OUTROS CONCURSOS – O edital do concurso da Guarda Civil é o segundo publicado este ano. O primeiro concurso de 2023 foi anunciado pela Prefeitura de Campos, através da Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ), que liberou no dia 29 de agosto o edital do primeiro concurso público, para o cargo de Educador Social, com inscrições iniciadas no dia 1º de setembro e em curso até 28 de setembro de 2023. São 96 vagas de preenchimento dentro da validade do concurso.
Terceiro concurso será anunciado em breve, sendo de perfil técnico administrativo, para vagas em carreiras fundamentais para a memória da gestão pública: Auditor Fiscal, Técnico Fazendário, Contador, Analista de Controle Interno, Analista de Sistema e Assistente de Controle Interno.
Fonte: Ascom

Campos entrega o Cartão Goitacá a 985 novos beneficiários

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Foto: Divulgação Ascom

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social realiza nesta quinta-feira (21), mais uma entrega do Cartão Goitacá. Desta vez, 985 novas famílias estão sendo inseridas no benefício de transferência de renda no valor de R$ 200. As famílias já estão recendo o Cartão carregado. O evento aconteceu na Vila Olímpica do Jardim Carioca e contou com a participação do prefeito Wladimir Garotinho, acompanhado do secretário Rodrigo Carvalho, da subsecretária Grazielle Gonçalves, além das equipes da SMDHS.

Com essa entrega, o Cartão Goitacá chega a marca de pouco mais de 17 mil famílias atendidas. A previsão é atingir o número de 20 mil cartões entregues até o final deste ano.

“Em Campos, benefícios como o Cartão Goitacá foram criminalizados. A gente está entregando ao povo da nossa cidade um direito do cidadão. E para que nunca mais seja retirado esse direito, nós aprovamos uma lei municipal que garante o benefício. Então, independente de quem seja o prefeito daqui para frente, ele não poderá tirar a comida da mesa de quem precisa”, disse o prefeito.

“Eu moro sozinha, então o Cartão Goitacá vai ajudar muito e já vou sair daqui direto para fazer as minhas compras. Eu estou muito feliz pelo o que o prefeito está fazendo pela a nossa cidade”, disse a nova beneficiária Ana Maria Costa, de 67 anos.

Fonte: Ascom

Rússia retoma ataque contra rede energética e provoca blecautes na Ucrânia

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IGOR GIELOW (FOLHAPRESS) – As forças de Vladimir Putin voltaram a atacar nesta quinta (21) a rede energética da Ucrânia após uma pausa de seis meses, gerando temores de que uma nova onda de ações destinadas a deixar o país no escuro tenha começado.

A Rússia empregou 43 mísseis de cruzeiro, 36 dos quais Kiev afirma ter interceptado. Foram atingidas cidades no centro, nordeste e no oeste do país. “Houve blecautes parciais nas regiões de Rivne, Jitomir, Kiev, Dnipropetrovsk e Kharkiv”, afirmou no Telegram a operadora Ukrenergo.

Em 10 de outubro do ano passado, após ter a ponte que liga a Crimeia ocupada à Rússia atacada pela primeira vez, Moscou iniciou uma campanha contra centrais de distribuição de energia do país invadido. As ações quase semanais duraram até janeiro, auge do inverno no Hemisfério Norte, com a Ucrânia sendo deixada no escuro sob frio abaixo de zero grau.

As ondas passaram a ser esporádicas, com a última registrada em março, quando a Rússia empregou 81 mísseis em um de seus maiores ataques em toda a guerra. Curiosamente, Moscou poupou os centros produtores, o que é facilmente explicável no caso da matriz nuclear do país –antes da guerra, 24% da energia vinha dessa fonte, mas a Rússia tomou e na prática desativou 1 das 4 usinas de Kiev.

“O inverno está chegando”, escreveu no X (ex-Twitter) o deputado Andrii Osadtchuk, fazendo referência ao sombrio bordão da série de TV Game of Thrones. Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas nos ataques, enquanto 2 mortes registradas no país ocorreram em bombardeios de artilharia.

Por óbvio, não é possível saber se Moscou continuará com as ações, mas elas podem indicar a gestação de uma nova fase na guerra. Em comparação com a temporada passada, Kiev tem acesso a mais defesas aéreas ocidentais, embora elas estejam concentradas em centros como a capital –destino de 20 dos mísseis nesta madrugada.

A etapa atual do conflito é marcada pelas dificuldades da Ucrânia em fazer avançar sua contraofensiva de modo decisivo, e a chegada das chuvas do outono no mês que vem serve como prazo final para isso. Depois, o terreno fica largamente impróprio para movimentos de tropas e blindados. Não que seja impossível, mas fica mais difícil e favorece troca de fogo em posições estáticas e campanhas aéreas com mísseis, no caso russo.

Nas últimas semanas, a Ucrânia também escalou seus ataques contra a península da Crimeia, que Putin anexou após a queda do governo pró-Moscou de Kiev em 2014. Ali, já houve ações contra baterias antiaéreas, pontes, aeródromos e a sede da Frota do Mar Negro, em Sebastopol.

Nesta quinta, o SBU, serviço de inteligência da Ucrânia, afirmou que promoveu um ataque bem-sucedido contra a base aérea de Saki, onde ficam caças navais da Frota do Mar Negro e outras aeronaves. Ainda não é possível estimar os danos, feitos segundo Kiev por um ataque inicial com drones suicidas, que ocupou as defesas aéreas, seguido pela ação de versões terrestres do míssil antinavio Netuno.

A tática já foi usada para destruir um poderoso sistema antiaéreo não muito longe de Saki, no fim de agosto. Agora, a Rússia só disse que derrubou 19 drones perto da base. Ela havia sido alvo de um dos mais eficazes ataques ucranianos na Crimeia até aqui, quando ao menos oito caças russos foram destruídos na pista em agosto do ano passado.

Os ataques à península têm adicionado incômodo nos já ansiosos aliados ocidentais de Kiev. Há relatos críveis de que os EUA consideram a anexação de 2014 um fato consumado, mesmo que ilegal, e que seria inteligente mantê-la como uma peça de eventual negociação de paz. O presidente Volodimir Zelenski se recusa, propondo a desocupação total de seu território.

Tudo isso tem gerado tensões que se misturam a fatores domésticos, como no caso da Polônia, cujo premiê disse na quarta (20) que não mais enviaria armas para a Ucrânia. Isso ocorre porque os países estão em uma disputa acerca de um embargo polonês aos grãos de Kiev, cujo escoamento pelo mar Negro está interrompido desde que Putin deixou um acordo para esse fim.

Como haverá eleições em outubro no país, a oposição de extrema-direita ataca o governo de direita, criticando políticas pró-Ucrânia, o que ajuda a entender a explosiva colocação do premiê Mateusz Morawiecki.

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