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Eleições no Paraguai podem derrubar legenda há quase 70 anos no poder

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JÚLIA BARBON
ASSUNÇÃO, PARAGUAI (FOLHAPRESS) – “Ninguém tem ideia do que vai acontecer”, diz o representante de vendas paraguaio Jorge Duarte, 47, que voltou ao país natal para votar depois de passar férias na Argentina. “Um candidato estava indo bem, mas aí vieram denúncias de corrupção e agora já não se sabe mais nada.”

Ele e seus conterrâneos vão às urnas neste domingo (30) em um clima de profunda indefinição. Sua escolha é entre manter o mesmo partido que está no poder há quase 70 anos, ou optar pela mudança votando em
uma grande coalizão de oposição que uniu esquerda, centro-esquerda e centro-direita.

O grupo Colorado detém a máquina estatal do Paraguai e normalmente é o favorito. Neste ano, porém, acusações de corrupção e estagnação econômica ameaçam a sua hegemonia. Parte das pesquisas mostra uma disputa acirrada, inclusive com empate técnico.

Do lado governista está o economista conservador Santiago Peña, 44, cuja sigla comanda o país praticamente desde a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). A exceção foi a gestão do
ex-bispo de esquerda Fernando Lugo (2008-2012), que sofreu um impeachment meses antes de terminar o mandato.

Na oposição está o advogado liberal Efraín Alegre, 60, figura já antiga na política paraguaia. Ele foi deputado, senador, ministro e é presidente do partido Liberal Radical Autêntico, mas perdeu as duas últimas corridas presidenciais para os colorados.

No início da semana, um terceiro candidato também cresceu no levantamento da empresa brasileira AtlasIntel, vista como a mais independente em um país onde sondagens provocam desconfiança.

Mas o extremista Paraguayo Cubas, que é comparado a Jair Bolsonaro (PL) e já chegou a defender a morte de “ao menos 100 mil brasileiros”, segue longe dos principais rivais e não tem aparato político.

Um elemento torna o embate ainda mais dramático: as eleições paraguaias ocorrem em turno único, ou seja, o postulante que conseguir um só voto a mais que os outros ocupará a cadeira presidencial pelos próximos cinco anos, a partir de 15 de agosto.
Durante a campanha, Alegre explorou principalmente as acusações de corrupção contra o padrinho político de Peña, o ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018), usando o bordão “pátria ou máfia”.

Cartes, o homem mais poderoso do país, dono de bancos e empresas de cigarros, foi classificado como “significativamente corrupto” pelos Estados Unidos em julho.

O tema é a maior preocupação dos eleitores do país, somado a questões sociais agravadas pela pandemia. A nação agropecuária de 7 milhões de habitantes viu índices que vinham melhorando estagnarem no último ano. A renda média voltou a patamares de uma década atrás, a pobreza extrema subiu e a violência voltou a crescer.

“Ainda há muita desigualdade no acesso a serviços básicos, junto a uma informalidade altíssima”, diz o sociólogo e economista Fernando Masi, diretor do Cadep (Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia). “As pessoas estão vivendo isso todos os dias, então as propostas eleitorais foram nesse sentido.”

Alegre, por exemplo, prometeu baixar as tarifas da energia elétrica, enquanto Peña disse que criará mais empregos. O índice de trabalhadores informais -de 64% da população ocupada, em comparação com 40% no Brasil- será, aliás, um dos principais desafios do próximo presidente.

Outra tarefa imediata do novo mandatário será renegociar parte do acordo da hidrelétrica de Itaipu com o Brasil. Também está em jogo o reconhecimento da ilha de Taiwan pelo país, que Alegre disse à Folha querer rever com o objetivo de intensificar as relações comerciais com a China -o gigante asiático não mantém laços diplomáticos oficiais com aqueles que defendem a autonomia da ilha, caso do Paraguai atualmente.

Pela primeira vez em eleições gerais, o país usará de forma generalizada máquinas para votar em vez de listas manuais. As urnas, que já foram empregadas nas primárias e em eleições municipais, não são eletrônicas, uma vez que não guardam os resultados nem estão ligadas a uma rede.

Elas imprimem, no entanto, um boletim de voto. Isso evita uma prática antiga no Paraguai, a chamada “compra de mesa”, que alterava os resultados da lista manual. Ela consistia na divisão ilegal de votos de partidos menores pelos três fiscais que compunham as mesas, normalmente membros de siglas maiores.

A Justiça Eleitoral paraguaia espera eleições tranquilas, mas um membro do tribunal que não quis se identificar pondera que não é possível afirmar isso com certeza. Há um forte clima de polarização, e um receio de que o lado perdedor não aceite o resultado das urnas.

A coalizão de oposição, batizada de Concertación Nacional -ou acordo nacional, em português-, mobilizou 40 mil pessoas para monitorar todos os locais de votação. “Falhamos no nosso controle em 2018 e não podíamos repetir o erro este ano”, declarou o candidato Alegre na sexta (28).
Comissões internacionais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos, não encontraram, porém, indícios de fraudes significativas na eleição passada.

As equipes estão em Assunção para acompanhar novamente o pleito “in loco”.
Outra novidade serão as multas para quem não cumprir a obrigação de votar, o que pode aumentar o comparecimento da população às urnas, de apenas 63% no pleito passado. Analistas também veem um nível de interesse maior agora, inclusive por parte de eleitores que moram fora do país, como no caso daqueles que habitam regiões próximas da fronteira do território com o Brasil.

“Conheço professores de Dourados (MS) paraguaios que vão cruzar a fronteira para votar. É uma mobilização que não via antes. Será suficiente? Não sei, mas é uma novidade”, diz Tomaz Espósito, professor da Universidade Federal da Grande Dourados.

Além do novo presidente, as 4,8 milhões de pessoas habilitadas a ir às urnas no país vizinho também vão eleger neste domingo 45 senadores e 80 deputados titulares (mais os suplentes), 17 governadores e 257 deputados estaduais.

Polícia lança caça a suspeito após morte de 5 pessoas em tiroteio nos EUA

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O xerife do condado de San Jacinto, a cerca de 72 quilômetros a nordeste da capital do estado, Houston, disse que o perímetro da caça ao homem foi ampliado de 12 para 50 quilômetros quadrados.

“Agora ele pode estar em qualquer lugar”, admitiu Greg Capers, numa conferência de imprensa.

Inicialmente, as autoridades pensaram que tinham encurralado o suspeito numa área arborizada perto do local do tiroteio. Mas, após intensas buscas, encontraram o celular cujo sinal tinham localizado, bem como várias peças de roupa.

Capers explicou que os cães da polícia seguiram o suspeito durante algum tempo, mas que lhe perderam o rasto junto a um rio.

O autor do tiroteio foi identificado como Francisco Oropeza, 38 anos, de nacionalidade mexicana. As autoridades do Texas ofereceram uma recompensa de até cinco milhões de dólares (25 milhões de reais) para qualquer pessoa que tenha informações que levem à sua detenção.

O suspeito era conhecido na vizinhança porque gostava de disparar armas no jardim da sua casa e a polícia já tinha sido chamada a intervir algumas vezes, disse Greg Capers.

Na noite de sexta-feira, o homem estava novamente disparando quando foi abordado por um vizinho que lhe pediu que parasse porque já era tarde e estavam tentando adormecer um bebê.

O suspeito respondeu invadindo a casa dos vizinhos, onde viviam dez pessoas naturais das Honduras, e matando cinco delas, incluindo uma criança de 8 anos, como se fosse uma “execução”, descreveu Capers.

Quatro pessoas foram declaradas mortas no local do tiroteio e a criança morreu já no hospital.

Duas das três mulheres mortas estavam no quarto da casa e os seus corpos estavam em cima de duas das três crianças que sobreviveram, numa aparente tentativa de as proteger das balas, afirmou a polícia.

De acordo com o Gun Violence Archive (GVA), um projeto sem fins lucrativos que regista eventos de violência armada nos Estados Unidos, houve 176 tiroteios em massa desde o início de 2023

O GVA define um tiroteio em massa como aquele que termina com quatro vítimas, mortas ou feridas, não incluindo o autor do ataque.

O Texas enfrentou vários tiroteios em massa nos últimos anos, incluindo o ataque do ano passado numa escola em Uvalde, que vitimou 19 alunos e dois professores.

Os líderes republicanos do Texas têm rejeitado repetidamente os apelos a novas restrições ao porte e uso de armas de fogo, inclusive este ano, em protestos liderados por várias famílias cujos filhos foram mortos em Uvalde.

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Variante Arcturus da Covid-19 vira motivo de preocupação; veja sintomas

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A variante Arcturus, recentemente designada como “variante de interesse” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), já está causando preocupação em diversos países, como o Reino Unido. De acordo com especialistas, essa variante provoca sintomas distintos dos tradicionais, levantando alarmes na comunidade médica.

Pediatras na Índia relataram que a Arcturus pode estar associada a sintomas como coceira e sensação de viscosidade nos olhos, algo incomum até então entre os pacientes com Covid-19. Outros vírus também podem desencadear conjuntivite, mas esse sintoma era raro em casos da doença.

Além disso, a Arcturus, segundo a Clínica Mayo, nos Estados Unidos, tem sido associada a febres mais altas do que as observadas nos casos atuais. Essa característica é uma preocupação adicional, pois indica um possível agravamento da doença causada por essa variante.

A prevalência da variante Arcturus já é alarmante no Reino Unido, sendo responsável por aproximadamente 1 em cada 40 casos. Diante desse cenário, especialistas têm instado a população a retomar o uso de máscaras no transporte público. O governo britânico também está incentivando todos a receberem doses de reforço da vacina como medida preventiva.

“Isso pode parecer um retrocesso em relação ao ano passado, mas a realidade é que o vírus continua causando danos e as pessoas mais vulneráveis continuam sofrendo”, afirmou Stephen Griffin, professor da Universidade de Leeds e consultor do governo britânico, ao jornal Daily Mail.

A variante, inicialmente conhecida como XBB.1.16, foi nomeada Arcturus após receber o status de “variante de interesse” pela OMS. Identificada pela primeira vez na Índia no final de janeiro, ela já representa 7% dos casos nos Estados Unidos e continua se espalhando globalmente.

O relatório epidemiológico da OMS afirma que a variante XBB.1.16, agora Arcturus, pode contribuir para um aumento na incidência de casos em nível global. No entanto, até o momento, não há evidências de que seja mais perigosa do que outras variantes Ômicron atualmente em circulação.

Em meio a essas preocupações, é fundamental que a população esteja atenta e siga as orientações das autoridades de saúde para controlar a disseminação da variante e proteger a si mesma e aos outros. A vigilância contínua e a pesquisa científica são essenciais para combater os desafios impostos por essa nova cepa do vírus.

Homem mata ‘flanelinha’ e volta a encontro como se nada tivesse ocorrido

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Um caso chocante ocorreu em Houston, Texas, nos Estados Unidos, envolvendo Erick Aguirre, um americano de 29 anos. Ele foi preso após matar um homem que se passava por manobrista em um estacionamento, aplicando um golpe ao cobrar US$ 40 dólares para guardar os veículos. As autoridades relatam que Erick estava em um encontro com uma mulher e, ao descobrir o esquema, foi até seu carro, pegou uma arma e assassinou o ‘flanelinha’ Elliot Nix, de 46 anos. Em seguida, ele retornou ao restaurante como se nada tivesse acontecido.

Segundo o jornal Washington Post, Erick teria tranquilizado sua acompanhante ao voltar para o encontro, dizendo que “estava tudo bem”. Somente mais tarde, quando a polícia de Houston divulgou fotos coletadas pelo sistema de vigilância local, a mulher reconheceu Erick e o entregou às autoridades.

O advogado de defesa de Erick, Rick DeToto, disse ao Washington Post que a mulher ficou “chocada ao ver sua foto no noticiário e descobrir que era uma pessoa de interesse na investigação”. DeToto também afirmou que ela colaborou voluntariamente com a polícia após ver as fotos, ressaltando que “ela estava simplesmente jantando com o réu e não tinha conhecimento do tiroteio”.

O encontro

No dia do encontro, os dois foram de carro para o restaurante chamado Rodeo Goat. Ao chegarem, o ‘flanelinha’ Elliot se apresentou como um manobrista e cobrou US$ 20 dólares por veículo para guardá-los. Ele ainda disse que, caso retornassem com o recibo do restaurante, o valor seria reembolsado.

No entanto, ao chegarem ao estabelecimento, foram informados de que Elliot era, na verdade, um “golpista de estacionamento conhecido”. Logo em seguida, Erick deixou o local, pegou uma arma que estava em seu carro e perseguiu o homem responsável pelo golpe. Testemunhas relataram ter ouvido um único tiro e observaram Erick “andando despreocupadamente de volta para o carro com a arma na mão”.

Após deixar a arma novamente no veículo, Erick retornou ao restaurante. Embora tenha tentado manter a aparência de normalidade, a mulher afirmou que ele começou a parecer desconfortável no local, o que motivou a saída de ambos.

Elliot foi levado para um hospital próximo, mas foi declarado morto ao chegar. O promotor local, Michael Hanover, informou que a vítima foi baleada nas costas.

Erick foi preso na última terça-feira no condado de Aransas, Texas, a cerca de 321 km de Houston. De acordo com o Washington Post, essa não é a primeira vez que ele enfrenta acusações criminais. Em 2017, o americano já havia sido acusado de agressão agravada pelo uso de uma arma letal.

Dois mortos na Rússia após mísseis caírem a 10 km da fronteira ucraniana

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Vários mísseis ucranianos atingiram a aldeia de Suzemka, localizada a cerca de dez quilômetros (km) da fronteira com a Ucrânia, disse Alexander Bogomaz.

“Devido ao ataque infligido por nacionalistas ucranianos, infelizmente dois civis foram mortos”, disse o governador de Bryansk Oblast.

“Um prédio residencial foi completamente destruído e outras duas casas foram parcialmente destruídas”, acrescentou Bogomaz, na plataforma Telegram.

No sábado, um ataque com um ‘drone’ provocou um incêndio num depósito de combustível no porto de Sebastopol, a base da frota russa do Mar Negro na península anexada da Crimeia.

“Segundo dados preliminares, o incêndio foi provocado pelo impacto de um ‘drone'”, disse o governador de Sebastopol, Mikhail Razvozhaev, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial russa RIA Novosti e citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O fogo espalhou-se por uma área de quase mil metros quadrados, tendo entretanto sido apagado pelos serviços de emergência.

O ataque danificou o combustível em quatro tanques, mas não afetou o abastecimento de combustível da cidade, que foi anexada pela Rússia em 2014, tal como o resto da península do Mar Negro.

Mikhail Razvozhaev acrescentou que o ataque não causou feridos nem representou qualquer perigo para as infraestruturas civis na área.

Nos últimos meses, as autoridades russas têm relatado numerosos ataques ucranianos na península, principalmente com ‘drones’ de assalto.

Esta semana, o Serviço Federal de Segurança russo afirmou ter abortado um ataque à bomba contra o hospital naval de Simferopol, a capital da península.

Antes da esperada contraofensiva ucraniana, o líder da Crimeia, Sergey Axyonov, ordenou a construção de uma linha defensiva fortificada entre a península e o resto da Ucrânia.

O suposto ataque na Crimeia aconteceu um dia depois da maior ofensiva russa contra a Ucrânia nos últimos dois meses, com os bombardeamentos russos atingindo várias cidades e matando mais de duas dezenas de pessoas.

Além de Kiev, houve relatos de explosões em Uman, Dnipro, Kremenchuk e Poltava, no centro da Ucrânia, e em Mykolaiv, no sul.

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Casal de idosos morre em casa e corpos só são descobertos após um ano

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Um casal de idosos britânicos, que vivia há cerca de 10 anos na Irlanda, foi encontrado morto na sua habitação, em 20 de junho do ano passado. Devido ao estado dos cadáveres, as autoridades levaram algum tempo para esclarecer as causas da morte.

De acordo com a BBC, as conclusões chegaram agora. Hillary Smith, de 79 anos, e Nicholas Smith, de 82 anos, não foram vítimas de nenhum crime, estavam mortos há mais de um ano.

Às autoridades, os vizinhos disseram que o casal tinha dito que ia viver na França, por isso, não estranharam a sua ausência. Contudo, como os carros de ambos continuavam parados em frente à propriedade, um ano depois de terem desaparecido, decidiram chamar as autoridades.

Quando estas entraram na habitação, encontraram Hillary no sofá e Nicholas na cama. O estado de decomposição era tal que levantou suspeitas de duplo homicídio.

Contudo, essas hipóteses já foram descartadas. O idoso morreu de uma doença cardíaca e, apesar de não ter sido possível determinar as causas da morte da mulher, ela não apresentava ferimentos ou qualquer trauma no corpo.

O médico legista não conseguiu entender, no entanto, qual dos dois morreu primeiro. Contudo, concluiu que morreram com pouco tempo de diferença um do outro.

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Criador de gado proibido de exercer pós gravações maltratando vacas

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Um criador de gado britânico, do Oaklands Livestock Centre, Derek Whittall, de 57 anos, foi proibido de exercer a sua atividade durante cinco anos depois de câmaras ocultas terem filmado os seus trabalhares maltratando os animais.

Segundo o que o Excelsior noticiou neste sábado, 29, as vacas foram gravadas sendo espancadas e chutadas num vídeo secreto gravado pelo Animal Justice Project.

Os animais eram também atirados das rampas dos reboques, empurrados e arrastados pelas orelhas e, por vezes, privados de comida e água durante longos períodos.

Presente ao Tribunal de Telford na segunda-feira, Derek Whittall ficou então proibido de exercer o exercício da profissão depois de ter admitido cinco infrações ao abrigo da Lei sobre o Bem-Estar dos Animais e da Lei sobre a Identificação de Gado.

Os magistrados também deram a Whittall uma ordem comunitária de 18 meses para cumprir 200 horas de trabalho não remunerado e pagar os custos de acusação de 11.855 libras (cerca de 74.000 reais).

O tribunal foi informado de que as imagens secretas foram capturadas perto de Shrewsbury pelo grupo de direitos dos animais entre novembro de 2020 e março de 2021. Num dos vídeos, um dos trabalhadores pode ser visto a usar o seu casaco como um chicote para bater na cabeça dos animais.

Outro mostra um trabalhador chamando um bezerro de forma grosseira antes de o prender pela cabeça e chutar o animal. Os trabalhadores podem também ser vistos restringindo ilegalmente e, aparentemente, substituindo as marcas das orelhas dos bovinos.

Claire Palmer, diretora do Animal Justice Project, que conduziu  a investigação, afirmou: “A gravidade dos crimes de Derek não pode ser subestimada. Os consumidores precisam ser sensibilizados para poderem fazer escolhas informadas sobre os alimentos, porque, em última análise, a responsabilidade é deles”.

Alertam-se os leitores mais sensíveis para as imagens a seguir: 

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Atos neonazistas em escolas sobem 760% no Brasil em três anos, diz estudo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ocorrência de violações neonazistas e antissemitas em escolas brasileiras registrou uma alta de 760% entre os anos de 2019 e de 2022, aponta um relatório inédito do Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil. Só no ano passado houve 43 eventos desse tipo, ante cinco deles em 2019, três em 2020 e sete em 2021.

Um relatório preliminar divulgado pela entidade em agosto passado já chamava a atenção para o fato de que ocorrências neonazistas e antissemitas praticamente vinham dobrando, ano após ano, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL) -e fazia um sinal de alerta para a sua proliferação no ambiente escolar.

De acordo com o estudo mais recente, que será divulgado neste sábado (29), 2022 concentrou mais de 50% de todos os episódios envolvendo violações neonazistas registrados no país desde 2019.

Dos 171 casos identificados no período, 89 se deram no ano passado. A alta também se refletiu em atos antissemitas: dos 69 ocorridos nos últimos quatro anos, 25 deles (36%) se referem a 2022.

De acordo com o observatório, o tipo de ação mais frequente (50%) em todo o período analisado está relacionado à utilização de símbolos característicos do nazismo, como a suástica, seja em roupas ou desenhados em locais públicos, e braços estendidos em referência à saudação nazista, entre outros.

Os pesquisadores chamam a atenção, no entanto, para episódios neonazistas ou antissemitas envolvendo violência física. Embora representem menos de 10% dos casos, houve um aumento de cerca de 67% de 2021 para 2022.

“O fenômeno não é novo no Brasil, que sediou a maior filial do partido nazista fora da Alemanha, com 3.000 membros, na primeira metade do século 20”, diz o Observatório Judaico. “O que chama a atenção é que esse ideário, que nunca deixou de existir no país, multiplicou-se a partir de 2019, com a eleição de Jair Bolsonaro, um representante da extrema direita política e cujo discurso de ódio como que legitimou o avanço desses grupos”, segue.

O estudo destaca que ações envolvendo a polícia, o Ministério Público e empresas de tecnologia para coibir esse tipo de atividade são importantes, mas têm se dado de forma insuficiente. Poderia ser necessário, segundo o relatório, tipificar criminalmente a apologia do nazismo -que, no Brasil, é punida com base na lei de crimes raciais.

“O que os estudiosos do tema constatam é que, ao longo dos anos, esses grupos têm se articulado ao mesmo tempo em que disputam protagonismo em suas regiões, amparando-se nas lideranças de extrema direita que ocupam espaços de poder, seja no Executivo, no Legislativo e até no judiciário”, afirma o observatório.

“A dificuldade de combatê-los reside não apenas no fato de terem apoio dessas lideranças, mas também pelo fato de, quando identificados, desmancharem-se e se reorganizarem. Com isso, conseguem manter a farta distribuição de material criminoso no submundo da internet, como a literatura que nega o Holocausto ou nosso histórico de escravidão, plena de mentiras, falsas premissas e teorias da conspiração”, conclui.

Duas onças-pintadas são atropeladas no interior de SP em uma semana; espécie está ameaçada

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Em menos de uma semana, duas onças-pintadas foram atropeladas e mortas na rodovia que corta o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo. O caso mais recente aconteceu na manhã desta sexta-feira, 28, e vitimou um macho de cerca de 2 anos. No domingo, 23, quase no mesmo local, outra onça-pintada, um exemplar jovem de menos de um ano, foi atingida por um carro e morreu.

Os dois atropelamentos aconteceram na Rodovia Arlindo Bétio (SP-163), que atravessa o parque em uma extensão de 14 quilômetros. De acordo com o capitão Júlio Cacciari, da Polícia Ambiental, no primeiro caso, o veículo autor do atropelamento não foi localizado. Já no caso do felino jovem, o condutor alegou que havia pouca visibilidade e não conseguiu evitar a colisão com o animal que invadiu a pista. Os dois acidentes aconteceram nas primeiras horas da manhã.

A rodovia tinha radares de controle de velocidade, mas eles foram retirados em janeiro de 2021, depois que venceu o contrato da operadora e não houve renovação. Maior felino das Américas, a onça-pintada é considerada espécie vulnerável e, no Estado de São Paulo, está “criticamente ameaçada” devido à fragmentação de seu habitat, a Mata Atlântica. Os animais mortos foram encaminhados para uma universidade de Presidente Prudente para passar por um processo de taxidermia.

A Fundação Florestal, órgão que administra o parque, disse que o trecho possui 13 passagens de fauna construídas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), mas nem sempre os felinos usam esse dispositivo em seus deslocamentos. A fundação informou que, durante os meses de maio e junho, vai realizar ações de conscientização dos motoristas nas duas entradas do parque pela rodovia.

O DER informou que vai realizar um mapeamento dos pontos críticos para a fauna em todas as rodovias do estado sob sua gestão, incluindo a Arlindo Bettio. No caso do Parque Estadual Morro do Diabo, será feita uma vistoria em todas as cercas e a roçada dos pontos com sinalização. O departamento pediu à Polícia Militar Rodoviária um reforço da operação de controle de velocidade com radar móvel na rodovia.

Até os acidentes, a Fundação Florestal monitorava 11 onças-pintadas no parque com registros feitos por armadilhas fotográficas. Segundo o órgão, esses felinos percorrem grandes extensões e não restringem seus deslocamentos apenas à área da unidade de conservação. A onça pintada está no topo da cadeia alimentar e a escassez de indivíduos indica o declínio da saúde da floresta, segundo a fundação.

“O trabalho prossegue com atenção redobrada sobre os animais restantes, já que a população de onças-pintadas no Estado de São Paulo está criticamente ameaçada e no Parque Estadual Morro do Diabo encontra-se uma parcela considerável de indivíduos viáveis”, disse. A Fundação informou que desenvolve um programa de monitoramento de médios e grandes mamíferos para ampliar o conhecimento sobre a fauna e a proteção e conservação das espécies.

Criado em 1986, com 33 mil hectares, o Parque Morro do Diabo preserva o maior remanescente de Mata Atlântica do oeste paulista. É habitat do ameaçado mico-leão-preto, único primata nativo de São Paulo e abriga sua maior população em liberdade.

Também ficou conhecido pelo seu trabalho de conservação das onças-pintadas, abrigando um plantel de 15 a 20 desses animais. A estrada pavimentada, que já existia na criação do parque, passou a ser a maior ameaça à fauna. Já foram registrados atropelamentos de outros animais, como onça-parda, cateto e tamanduá-bandeira.

Anta atropelada

Também no domingo, 23, uma anta adulta pesando cerca de 200 quilos foi atropelada e morta por um carro na Rodovia Fausto Santomauro (SP-250), em São Miguel Arcanjo, no sudoeste paulista. A rodovia é opção de acesso ao Parque Estadual Carlos Botelho, outra unidade de conservação estadual, que preserva a Mata Atlântica.

O acidente aconteceu no km 151 da rodovia e o corpo do mamífero foi enterrado pela equipe de manutenção da estrada. A anta é o mamífero silvestre terrestre mais pesado da América do Sul, chegando a pesar 300 quilos. No Cerrado brasileiro e na Mata Atlântica, a situação é de animal criticamente ameaçado.

Índia ultrapassa a China em abril para ser país mais populoso do mundo, projeta ONU

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Até o final do mês de abril a Índia ultrapassará a China será o país mais populoso do mundo, segundo projeção da ONU divulgada esta semana.

Segundo a entidade, a Índia terá 1,428 bilhão de habitantes. A China terá três milhões de pessoas a menos, com 1,425 bilhão.
A organização não informou a data exata em abril que a Índia ultrapassará o país fronteiriço. Desde que a ONU contabiliza as populações do mundo, nos anos 1950, a China sempre foi a nação mais populosa.

POR QUE A CHINA FOI ULTRAPASSADA?
A população chinesa envelheceu. Para conter o crescimento populacional nos anos 1980, a China obrigou os casais chineses a terem apenas um filho. A medida controlou a explosão demográfica, mas agora a situação se inverteu: o governo extinguiu a política do filho único, mas não reverteu a tendência. A expectativa é de que a população chinesa seja 8% menos em 2050 em comparação com a atual.

Por outro lado, a Índia tem a maior taxa de natalidade do mundo. O país deve ter 50% mais pessoas do que na China em 2064, ainda segundo a ONU, e atingir 1,7 bilhão de habitantes.
A força de trabalho pode fazer a diferença para a economia indiana ao longo do século. Por outro lado, a China pode ter problemas para sustentar o sistema previdenciário, uma vez que haverá menos adultos trabalhando e mais idosos em final de ciclo produtivo.

A Índia deve se beneficiar do ‘dividendo demográfico’, quando o aumento da população em idade ativa estimula o rápido crescimento econômico.John Wilmoth, diretor de demografia da ONU

COMO A PROJEÇÃO FOI FEITA?
A base para a projeção foram últimos censos demográficos, que contabilizam, entre outros, os registros de nascimentos e óbitos. Na China, o último foi em 2020. Na Índia, em 2011. Para a projeção indiana, foram utilizados pesquisas de amostra, afirmou Alok Vajpeyi, da Population Foundation of India.

Quem foram os mais terríveis capangas de Hitler?

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Adolf Hitler não estava sozinho ao perpetrar os piores crimes da História. O ditador nazista tinha sob seu comando um círculo criminoso de capangas enlouquecidos que, por sua vez, organizaram o assassinato de milhões de pessoas, a maioria delas judeus, no que ficou conhecido como o Holocausto. Quando o Terceiro Reich caiu, Hitler e aqueles dentro de seu círculo íntimo tiraram suas próprias vidas. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos outros responsáveis por esses crimes de guerra foram julgados em Nuremberg e posteriormente executados. Alguns, no entanto, escaparam da justiça e terminaram seus dias como homens livres. Então, quem exatamente eram esses indivíduos cruéis e brutais?

Clique e conheça os criminosos mais notórios da Alemanha nazista.

Erdogan reaparece em público após dias de ausência pré-eleições na Turquia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, doente desde a tarde de terça-feira (25) devido a uma virose, segundo informações do governo, reapareceu em público em Istambul neste sábado (29), de acordo com imagens transmitidas pela televisão.

O chefe de Estado de 69 anos foi acometido por um vírus intestinal e só havia falado por videoconferência nos últimos quatro dias, o que levantou dúvidas sobre seu estado de saúde apenas duas semanas antes das eleições presidenciais de 14 de maio.

Erdogan relatou dor de estômago na última terça, quando teve de interromper uma entrevista ao vivo na televisão. No dia seguinte, ele não compareceu à inauguração da primeira usina nuclear na Turquia, construída pela empresa russa Rosatom. “Hoje vou descansar em casa seguindo os conselhos médicos”, escreveu nas redes sociais.

Neste sábado, o líder visitou o show aéreo Teknofest, vestindo um traje de piloto vermelho, no antigo aeroporto Atatürk de Istambul, um evento que a Turquia considera “o maior do mundo” e permite que a indústria militar turca mostre seus drones e aviões.

O presidente exibia um ar combativo, embora ainda parecesse pálido. Ele retomou seu tom polêmico de sempre e lançou ataques contra seus adversários, sem mencionar explicitamente seu estado de saúde.

“Com as declarações escandalosas que fizeram nos últimos dias, eles mostram seus ódios e rancores”, disse ele à multidão, antes de posar entre mulheres e crianças que o acompanhavam no palco.

“Mas não importa o que eles tentem fazer, eles não conseguirão nada”, continuou ele, acusando os membros da oposição de serem agentes do Ocidente, empenhados em minar a Turquia.
Erdogan estava acompanhado do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e do primeiro-ministro da Líbia, Abdel Hamid Dbeibah, dois países para os quais a Turquia fornece drones de combate.

Determinado a retomar o curso de sua campanha e acabar com os rumores, Erdogan planeja realizar um comício em Izmir, na costa oeste. Ele também é esperado em Ancara, a capital, neste domingo (30), duas semanas antes do primeiro turno de votação.
Ele teve que reorganizar sua agenda a partir da noite de terça e cancelar todas as viagens que havia planejado. Erdogan deveria ter comparecido nesta sexta à inauguração de uma ponte e a um comício político na cidade de Adana, no sul da Turquia, segundo a rede Al Jazeera. Devido à infecção, a viagem foi cancelada, e o presidente participou via videoconferência do palácio presidencial, em Ancara.

O pleito na Turquia está marcado para o próximo dia 14 e promete ser acirrado. É apontado como o maior teste para Erdogan desde sua chegada ao poder, há 20 anos. O presidente foi bastante criticado pela resposta aos terremotos que atingiram o país e a Síria em fevereiro, com mais de 50 mil mortes, e perdeu popularidade. Pesquisa divulgada no começo do mês pelo instituto turco Metropoll apontou Kemal Kilicdaroglu, líder do maior partido de oposição, com ligeira vantagem na disputa.

Os cancelamentos alimentaram vários boatos na internet sobre o estado de saúde de Erdogan, entre as quais a de que ele teria sido envenenado, e que são desmentidos pelas autoridades. O diretor de comunicação da Presidência turca, Fahrettin Alttin tem reiterado que o presidente está com uma infecção gastrointestinal. Nesta sexta, ele voltou a rejeitar o que chamou de “informações infundadas”.

Polícia vai comparar laudo de passista que teve braço amputado no RJ com depoimento de médicos

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CAMILA ZARUR – ALÉXIA SOUSA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai comparar o laudo médico da passista que teve o braço amputado após complicações de uma cirurgia no útero com os depoimentos colhidos nesta sexta-feira (28) dos médicos envolvidos no caso.

Cinco profissionais de saúde que atenderam Alessandra dos Santos Silva, 35, prestaram depoimento na delegacia de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A polícia investiga se houve erro médico ou imperícia no tratamento.

A Fundação Saúde, ligada ao governo do estado e que faz a gestão das duas unidades de saúde por onde ela passou, abriu sindicância para apurar a conduta médica e administrativa nos hospitais.

A Secretaria Estadual de Saúde declarou na última quarta (26) que foi necessária a retirada do útero, uma transfusão sanguínea e altas doses de aminas vasoativas na paciente. Segundo a pasta, o medicamento usado para conter hemorragia pode ter causado a necrose no braço esquerdo de Alessandra.
A passista teve o braço amputado após passar por uma cirurgia de retirada de miomas no útero; o órgão também foi removido. Ela foi internada em 3 de fevereiro no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, onde fez o primeiro procedimento cirúrgico.

No entanto, devido a complicações da operação, a passista precisou ser transferida para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, em Botafogo, na zona sul do Rio.

Dos cinco médicos ouvidos, três eram do Hospital Heloneida Studart e dois da unidade de cardiologia da capital. De acordo com o delegado do caso, Bruno Enrique Menezes, os profissionais detalharam os procedimentos adotados por eles.
Na terça (25), o médico responsável pela cirurgia no útero da passista disse, em depoimento, que o órgão da paciente precisou ser totalmente retirado por causa de uma hemorragia. O cirurgião Gustavo Machado, do Heloneida Studart, disse ainda que a transferência se deu por causa de um agravamento na parte vascular ocorrido no pós-operatório, segundo informou o delegado.

Menezes afirmou ainda que enviará os depoimentos dos médicos para a perícia, para que sejam comparados com o laudo médico de Alessandra. A passista deve prestar um novo depoimento na semana que vem. A oitiva ainda não foi marcada.

“Para os próximos passos, remeteremos todo o material ao IML para exame pericial e será novamente ouvida a vítima para trazer mais elementos aos autos”, disse o delegado.
Nesta quinta-feira (27), Alessandra passou por exame de corpo de delito a pedido da investigação.

A defesa da passista afirmou que vai entrar com uma ação de reparação civil contra o estado. A passista da Acadêmicos do Grande Rio planejava engravidar e afirma ter tido o sonho interrompido por erro médico. Ela, que trabalhava como trancista e implantista, agora diz que não sabe o que fazer daqui para frente.

As estranhas (e assustadoras) previsões do futuro feitas por Mitar Tarabich

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Você provavelmente está familiarizado com as profecias de Nostradamus, ou mesmo as de Baba Vanga — a mulher que previu o 11 de Setembro. Mas já ouviu falar de um camponês sérvio sem estudos chamado Mitar Tarabich? Bem, ele também fez algumas visões do futuro assustadoramente precisas. Felizmente, ele era afilhado de um padre, que tomou notas de todas as profecias que ele fez.

Nesta galeria, vamos ver as profecias mais precisas. Clique e descubra.

Governador de Montana assina lei que veta hormônio e cirurgia a menores trans

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador do estado de Montana, nos EUA, Greg Gianforte, assinou nesta sexta-feira (28) o projeto de lei que proíbe tratamentos hormonais e cirúrgicos a menores trans. A pauta vem provocando debates intensos no legislativo e, nesta semana, uma deputada trans chegou a ser barrada no plenário da Câmara depois de uma série de comentários condenando a proposta.

O debate sobre o projeto de lei chamou a atenção nacional depois que a deputada trans Zooey Zephyr, do Partido Democrata, disse aos legisladores que eles teriam sangue nas mãos se aprovassem o projeto. O presidente da Câmara, Matt Regier, recusou-se a deixar Zephyr falar na tribuna até que ela se desculpasse. A parlamentar se recusou e acabou barrada.

Foi a segunda vez em poucas semanas em que a maioria legislativa republicana puniu a dissidência por uma questão controversa.

No início do mês, os republicanos no Tennessee derrubaram dois deputados democratas em razão de um protesto pelo controle de armas. Ambos já foram devolvidos a seus assentos temporariamente, antes das eleições no final do ano. Os incidentes exibem as divisões nas legislaturas e a disposição dos republicanos de levantar regras e questões de civilidade frente à oposição acirrada da minoria democrata.

Montana é um dos 15 estados americanos com leis que proíbem tais tratamentos, apesar dos protestos das famílias de jovens transgêneros que afirmam que os cuidados são essenciais.

Imersos em uma agenda conservadora contra minorias, os EUA tiveram neste ano recorde de projetos de lei que cerceiam os direitos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

Segundo um relatório do Movement Advancement Project (MAP), instituição que pesquisa e fiscaliza questões relacionadas ao tema, foram mais de 650 projetos anti-LGBTQIA+ propostos em todo o país. O texto informa que foram apresentados mais de 160 projetos do tipo nos dois primeiros meses do ano -número que quadruplicou entre 2020 e 2022

Justiça suspende prova de concurso público dos Bombeiros do Rio

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou a suspensão da prova do concurso público para preencher cargos de soldado no Corpo de Bombeiros Militar porque o edital exigia entrega de exame de sorologia para HIV. A prova estava marcada para domingo (30). A decisão também ordena que o Estado do Rio de Janeiro e o Instituto Social de Desenvolvimento Universal (IUDS), organizador da seleção, reabram as inscrições do concurso pelo prazo mínimo de cinco dias.   

A decisão atende a pedido da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, com o apoio do Núcleo de Articulação e Integração. suprimindo-se a exigência de entrega do exame “A conduta da administração se revela desarrazoada e segregadora, em dissonância com o princípio da dignidade da pessoa humana”, destaca a magistrada na decisão.  

A decisão atende a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que ajuizou ação civil pública para que o estado e o IUDS suspendessem a exigência do exame de sorologia para HIV, contida no edital do concurso, e para que a prova fosse suspensa e as inscrições reabertas, uma vez que candidatos poderiam ter deixado de se inscrever devido à exigência. De acordo com o documento, a entrega do resultado do exame, como requisito obrigatório para a admissão dos candidatos aos cargos públicos em questão, trata-se de ato discriminatório e, portanto, inconstitucional.

Nesta quinta-feira (27), a 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, obteve decisão liminar determinando a suspensão da exigência do exame, mas o pedido de suspensão do concurso e de reabertura das inscrições tinha sido negado. 

Rússia se une à China e critica acordo nuclear dos EUA com a Coreia do Sul

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IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo da Rússia uniu-se ao da China e criticou duramente o acordo nuclear anunciado nesta semana entre os EUA e a Coreia do Sul que mira conter militarmente a ditadura de Kim Jong-un no Norte.

Pyongyang é aliada de Moscou e Pequim, fiadoras do norte comunista na guerra contra o sul capitalista apoiado por Washington na península, que a deixou dividida num armistício que nunca virou pacto de paz.

“Esse desenvolvimento é desestabilizador em sua natureza e terá sérias consequências negativas para a segurança regional, impactando a estabilidade global”, afirmou em nota a chancelaria russa.

Para a pasta, o acordo “não traz nada além de uma escalada de tensões” e pode provocar “uma corrida armamentista” na região. Na quarta (26), o presidente Joe Biden e seu colega sul-coreano, Yoon Suk-yeol, anunciaram uma expansão da aliança militar que prevê a instalação de um grupo conjunto para decidir o emprego de armas nucleares contra a Coreia do Norte em caso de ataque por parte da ditadura.

O tom de ambos foi francamente belicista, com o americano prometendo “o fim do regime” caso Kim use bombas atômicas contra o Sul. Yoon, por sua vez, disse que não há mais espaço para “boa vontade”.

Também nesta sexta-feira, Pyongyang quebrou o silêncio. Kim Yo-jong, irmã do ditador norte-coreano que atua como uma espécie de porta-voz de declarações do tipo, afirmou que o acordo entre Washington e Seul vai piorar a insegurança na península coreana.

Ela acrescentou que seu país está convencido de que deve ampliar a “dissuasão de guerra nuclear”. Há ainda o temor de que Pyongyang pretenda fazer uma ação mais chamativa, com um ensaio ousado de mísseis ou mesmo um teste nuclear -o país já explodiu seis artefatos, sempre com potência e sofisticação crescente, de 2006 a 2017.

O acordo prevê mais cooperação tecnológica -a Coreia do Sul é um dos principais produtores de chips avançados do mundo, ao lado do líder Taiwan. Os EUA não posicionarão armas nucleares táticas em solo sul-coreano, como ocorreu na Guerra Fria, e Seul prometeu não buscar desenvolver a bomba.

A primeira sinalização pública do acordo será o envio em breve a um porto sul-coreano de 1 dos 14 submarinos da classe Ohio americana, a perna marinha da tríade de ataque nuclear de Washington.

Uma embarcação dessa não é vista na Coreia do Sul há 40 anos, justamente para não melindrar chineses e norte-coreanos. O submarino, que tem propulsão nuclear, pode levar até 20 mísseis Trident 2, e é capaz de transportar até 14 ogivas atômicas.

Na quinta (27), foi a vez de a China protestar contra o pacto, em termos semelhantes aos dos russos. Numa demonstração de como a questão coreana se inseriu de vez no contexto da Guerra Fria 2.0 entre Washington e Pequim, que já abarca a Ucrânia, foram os atores principais que fizeram as queixas até aqui.

Desde que a aproximação com os EUA fracassou após três encontros entre Kim e Donald Trump, em 2018 e 2019, o isolamento da Coreia do Norte preocupa aliados ocidentais. Depois de um período de relativa calma, ao lidar com a pandemia de Covid-19, o país iniciou uma campanha agressiva de testes de mísseis.

Neste mês, lançou pela primeira vez um míssil intercontinental com combustível sólido -o que o faz ser mais rapidamente acionável, dado que não precisa ser abastecido. Kim também visitou um laboratório com novos tipos de alegadas bombas miniaturizadas, adequadas para serem instaladas em mísseis.

O Japão está particularmente incomodado, dado que os mísseis sobrevoam a ilha de Hokkaido, no norte do arquipélago. O país já mudou sua filosofia pacifista e entrou em modo militarista com novas prioridades e maior gasto com defesa e agora aproxima-se mais da antiga rival Coreia do Sul para, em conjunto com os EUA, fazer frente às ameaças percebidas.

Esse sistema de alianças é evidenciado também pelo Quad, grupo que une EUA, Índia, Japão e Austrália, e pelo Aukus, pacto militar entre americanos, australianos e britânicos. Pequim, por sua vez, tem escalado a cooperação bélica com Moscou, e os países agem em conjunto em patrulhas aéreas e navais no Pacífico.

Chefe do Banco Central dos EUA cai em trote de russos se passando por Zelenski

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente do Fed (o banco central dos EUA), Jerome Powell, caiu em um trote de russos que apoiam Vladimir Putin e se passaram pelo presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, em janeiro durante uma videoconferência, informou a mídia americana nesta quinta (27).

Powell participou de um bate-papo com dois homens, que o jornal The New York Times identificou como sendo Vladimir Kuznetsov e Alexei Stoliarov, no qual falou sobre a situação econômica dos EUA, em especial a inflação em alta e os temores de recessão.

Trechos da conversa começaram a circular em redes sociais e também na mídia estatal russa, o que levou o Fed a se pronunciar.

Em nota similar enviada a veículos como a Bloomblerg, o New York Times e a rede CNN, um porta-voz do banco central americano disse que Powell de fato participou de uma conversa com alguém que mentiu ao dizer que era Zelenski.
“Foi uma conversa amigável e ocorreu no contexto de nossa posição de apoio ao povo ucraniano neste momento desafiador, mas nenhuma informação sensível ou confidencial foi debatida no fórum”, disse ele.

O porta-voz acrescentou que o material parece ter sido editado, e que por isso não era possível confirmar a veracidade de todo o seu conteúdo. O caso, então, foi encaminhado à polícia americana,

Segundo relato da mídia americana, nos vídeos Powell reconhece que uma desaceleração do crescimento econômico dos EUA é possível e até provável, mas que é possível contorná-la e que o aumento dos preços não seria a melhor saída. Tudo isso condiz com o que ele vem dizendo publicamente já há algum tempo.

Na próxima semana, os executivos do Fed terão uma reunião para bater o martelo sobre a nova taxa de juros, e Powell deve participar de uma entrevista coletiva. Espera-se que ele seja questionado e comente sobre o trote dos russos no qual caiu.
A situação envolvendo o chefe do Fed não é incomum. O fato de os humoristas russos, aliados de Putin, conseguirem falar -e enganar- uma alta autoridade despertaram alertas sobre a capacidade de segurança do Fed e também lembraram outros casos.

Vovan e Lexus, apelidos de Kuznetsov e Stoliarov, respectivamente, já conseguiram contato com diversos políticos do Ocidente nos últimos anos, quando os enganaram se fazendo passar por outras autoridades.

Em 2018, por exemplo, o Reino Unido disse acreditar que a Rússia estava por trás de um trote para o então secretário de Relações Exteriores britânico, o ex-premiê Boris Johnson.
E, no início deste ano, os dois enganaram a presidente do Banco Central Europeu, a francesa Christine Lagarde, também se passando por Volodimir Zelenski. Em comunicado à Bloomberg, a autoridade europeia disse que Lagarde concordou com a conversa “de boa-fé” para demonstrar seu apoio a Kiev em meio à guerra.

Outra das vítimas da dupla por a ex-primeira-ministra da Alemanha Angela Merkel. Ela, no caso, pensou estar falando com o ex-presidente ucraniano Petro Porochenko.

Rússia retoma ataque com mísseis antes de contraofensiva da Ucrânia

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IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira (28) pela primeira vez que está pronta para iniciar sua antecipada contraofensiva. Os invasores russos, por sua vez, voltaram a fazer um grande ataque com mísseis depois de quase dois meses, em uma ação que matou pelo menos 25 pessoas.

“Estamos prontos em alto percentual. Assim que houver a vontade de Deus, o tempo e a decisão dos comandantes, faremos [a ofensiva]”, disse o ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, em entrevista coletiva.

Os ucranianos estão em modo defensivo desde que retomaram a cidade de Kherson, a maior que havia sido ocupada pela Rússia na guerra. Passaram o inverno do Hemisfério Norte sob grande pressão em Donetsk, com os rivais praticamente tomando a cidade de Bakhmut, mas sem fazê-lo totalmente.

Para tentar marcar simbolicamente a ideia de que a vitória é uma questão de tempo, o premiê russo, Mikhail Michustin, deu uma rara declaração sobre a guerra, dizendo que visitou Bakhmut recentemente. Prometeu, a exemplo da arrasada Mariupol, na parte sul da Ucrânia, reconstruir a cidade.

O “moedor de carne” estabelecido lá já é visto como o mais mortal embate entre Estados desde a Segunda Guerra, e a ora insondável cifra de mortos de ambos os lados pode estar na casa dos dezenas de milhares.

Agora, reforçada pelo que a Otan disse serem 230 tanques e 1.550 blindados, Kiev se prepara para tentar dar o troco. Seus planos não são, claro, públicos, mas muitos observadores dizem crer em um ataque contra Kherson e Zaporíjia, duas das quatro regiões anexadas ilegalmente por Moscou em setembro.

O objetivo militar mais óbvio seria o de interromper a ponte terrestre estabelecida por Putin no começo da guerra, unindo o leste russófono da Ucrânia, ora anexado mas com o campo de batalha contestado, à península da Crimeia, que Moscou absorveu em 2014 como reação à derrubada do presidente pró-Kremlin.

A Otan afirma ter treinado e equipado nove brigadas blindadas com materiais e técnicas ocidentais. Isso pode, a depender das contas, somar 45 mil soldados. Blogueiros militares russos estimam que a ofensiva no total deve envolver até 200 mil homens, o mesmo número mobilizado por Moscou para a invasão.

Nos últimos meses, à parte da ofensiva em Bakhmut, os russos se concentraram em reforçar suas defesas. Camadas de trincheiras, campos minados e reforços de artilharia são vistas ao longo de 800 km de frente por imagens de satélite, e a principal cidade da Crimeia, Sebastopol, está em ritmo de guerra.
Lá, baterias antiaéreas estão de prontidão contra ataques de aviões-robôs ucranianos, e um sistema com múltiplas redes de proteção foi instalado em torno do porto, que sedia a Frota do Mar Negro da Rússia, contra drones submarinos, que já foram usados contra o local.

Alguns observadores afirmam que a batalha a seguir poderá definir o rumo da guerra, nem tanto pelas chances de vitória de qualquer um dos lados, mas talvez pelo prolongamento do conflito e o estabelecimento de linhas claras de controle em solo -algo que pode, ao fim, embasar negociações que agora estão sendo estimuladas pelo principal parceiro de Putin, a China de Xi Jinping.

Como guerras são imprevisíveis, contudo, essa tese será posta a prova na prática.
Também nesta sexta, a Rússia retomou os ataques em ondas de mísseis e drones, naquilo que o Ministério da Defesa disse ser uma ação contra forças de reserva ucranianas. Kiev disse ter derrubado 21 de 23 modelos de cruzeiro, o que não pode ser confirmado. Não foi tão grande quanto a mais recente ação do gênero, em 9 de março, quando Moscou enviou 81 mísseis, mas foi bastante mortífera: em Uman, na região central do país, ao menos 23 pessoas morreram em um prédio residencial.

Ele foi atingido por um modelo de cruzeiro às 4h30 (22h30 em Brasília) e reduzido parcialmente a ruínas. Ao menos duas crianças estão entre os mortos. Kiev também foi atacada, além de Dnipro e outros pontos, com outras duas mortes. O presidente Volodimir Zelenski foi às redes denunciar “o terrorismo russo”.

Entre outubro e janeiro, ataques em ondas eram quase semanais, numa tentativa dos russos de degradar intencionalmente a infraestrutura energética do país vizinho durante o inverno. Assim, a Ucrânia passou longos períodos sob blecautes, algo que agora foi normalizado.

Tais ações passaram a ser esporádicas, apesar da intensidade daquela de março, o que especialistas avaliam ser um sinal de que Moscou está com um arsenal de armas de precisão reduzido após mais de um ano de uso. Elas precisam de componentes mais sofisticados, como chips, que rarearam no mercado para os russos sob sanções econômicas.

Ucrânia pede pelo menos 100 bilhões de ajuda financeira à UE em 2024

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Sergii Marchenko apelou também a que a reconstrução do país comece antes do fim da guerra.

O ministro participou numa reunião informal dos ministros da Economia e Finanças da UE, em Estocolmo, na qual se debateu a forma de continuar a prestar apoio financeiro à Ucrânia e pagar a reconstrução do país, embora ainda não tenham sido apresentados valores específicos ou modelos de financiamento.

“Não vai ser fácil reduzir drasticamente as nossas despesas, dependerá da campanha militar, mas creio que não poderá ser inferior aos 18 bilhões de euros que previmos para este ano”, afirmou à chegada à reunião, quando apelou à utilização dos ativos russos congelados ao abrigo das sanções para pagar a reconstrução.

Os ministros europeus reiteraram que continuarão apoiando a Ucrânia, e o seu “compromisso total” com a reconstrução do país, embora considerem prematuro estabelecer um valor para a futura assistência macrofinanceira, que em 2022 e 2023 foi financiada pela emissão conjunta de dívida da UE.

“Se houver vontade política, poderemos preparar o próximo pacote (de ajuda). É muito cedo para discutir montantes exatos porque ainda estamos na primeira metade do ano e a situação é incerta num contexto de guerra”, disse o vice-presidente da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis.

A intenção da UE é estudar a forma de continuar financiando a Ucrânia em coordenação com os parceiros internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento e os membros do G7, como os Estados Unidos e o Canadá, cuja ministra das Finanças, Chrysta Freeland, também participou na reunião.

O FMI estima que as necessidades de financiamento externo do país ascenderão a 36 bilhões de euros (200 bilhões de reais) em 2023 e 2024, se a guerra terminar em meados do próximo ano, enquanto o Banco Mundial avalia as necessidades de reconstrução em 370 bilhões de euros (2 trilhões de reais), o dobro do PIB do país antes da guerra.

A UE ainda não decidiu como financiar um futuro pacote de ajuda macrofinanceira, uma negociação que será das mais relevantes durante a presidência espanhola da UE no segundo semestre do ano, e para o efeito poderão ser utilizadas as margens disponíveis do orçamento plurianual 2021-2027, que será revisto em meados deste ano, os instrumentos do Banco Europeu de Investimento ou a emissão de dívida conjunta, entre outras ferramentas.

Sobre a possibilidade de utilizar os bens estatais russos congelados, como pede Kiev, Valdis Dombrovskis recordou que a Comissão está a avaliar se tal é legalmente possível e as modalidades de aplicação, tendo proposto que os Estados a informem sobre os bens existentes nos respetivos territórios.

“De acordo com o direito internacional, o Estado agressor tem a obrigação de pagar os danos”, afirmou.

A ofensiva militar russa lançada em 24 de fevereiro de 2022 na Ucrânia foi justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 430.º dia, 8.574 civis mortos e 14.441 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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