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Precisamos de detectores de emoções, não de metais, diz líder estudantil

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(FOLHAPRESS) – Lágrimas rolaram pelo rosto de estudantes da escola estadual Thomazia Montoro, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta terça-feira (28), durante uma vigília em homenagem à professora Elisabeth Tenreiro, 71, morta no ataque à unidade de ensino.

Uma das estudantes mais emocionadas, uma garota de 12 anos, contou que conhecia a professora desde os cinco anos e que ela estava sempre sorrindo. Ela afirmou que Elisabeth era avó de sua melhor amiga e uma pessoa muito doce.

Outra estudante, de 13 anos, afirmou que muitos alunos queriam a docente como tutora do percurso escolar, acompanhando os projetos de vida do currículo integral.

Apesar do pouco tempo de trabalho dela na unidade -Elisabeth começou a lecionar na Thomazia Montoro no início deste ano-, crianças e adolescentes foram unânimes ao dizer que a professora já havia cativado os colegas e era muito querida.

A homenagem teve início às 9h e contou com crianças e adolescentes empunhando rosas brancas enquanto policiais militares observavam a distância.

Representantes do movimento estudantil também marcaram presença. Eles enfatizavam a cada fala a importância da não violência e como a professora morreu fazendo o que mais gostava: dar aula.

“Viemos prestar solidariedade”, afirmou a presidente da Upes (União Paulista dos Estudantes Secundaristas), Luiza Martins, que reforçou a necessidade de psicólogos nas escolas.

“Existiam indicadores, mas o caso não foi tratado como devia, com psicólogo, acompanhamento”, criticou.

Presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), Jade Beatriz argumentou que o atendimento psicológico já era fundamental antes da pandemia e o impacto da Covid-19 ampliou essa necessidade.

“Não deixa de ser um problema político. A escola reflete a sociedade e vivemos a proliferação do ódio”, acrescentou Lucca Gidra, da Umes (União Municipal dos Estudantes Secundaristas).

Para os estudantes, medidas como colocar policiais militares nas escolas só iriam aumentar o contato da comunidade escolar com a violência, e a resposta para o problema está no acolhimento, com mais de um psicólogo por escola. “Precisamos de detectores de emoções, não de detectores de metal”, afirmou Gidra.

“Temos há anos uma campanha pela paz nas escolas que nunca acabou e que parece nunca ter fim porque as reivindicações não são respondidas”, criticou Martins.

Amor além da visão: história emocionante de casal viraliza

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A história de amor dos pais de uma jovem brasileira se tornou viral após ela compartilhar no Twitter. Carolina conheceu José um dia antes de ele perder a visão em um acidente de carro, mas apesar das dificuldades, ela permaneceu ao lado dele.

O casal se conheceu no teatro, descobriu que estudavam na mesma universidade e decidiram marcar um encontro no dia seguinte. Porém, quando Carolina ligou a TV para descobrir que havia uma notícia sobre José, ela descobriu que ele havia sofrido um grave acidente de carro.

José perdeu completamente a visão devido aos estilhaços de vidro que atingiram seus olhos. Carolina visitou José todos os dias durante dois meses no hospital e o acompanhou em sua recuperação. Ela até aprendeu braille para ajudá-lo a concluir seu curso de fisioterapia.

Embora o casal não esteja mais junto, eles têm uma relação muito boa e tiveram dois filhos gémeos juntos. A jovem que compartilhou a história disse que, apesar de não terem um “final feliz”, ela ama a história de seus pais e como eles lutaram.

minha mãe conheceu meu pai UM DIA antes dele ficar cego num acidente de carro. eles se conheceram no teatro, sentaram um do lado do outro e paqueraram. descobriram q estudavam na msm faculdade e marcaram um encontro no dia seguinte. deu a hora do encontro no dia seguinte e ela + https://t.co/BKNInhmc2F

— anabanana (@espindolalala) March 28, 2023

 

Ministério da Saúde, Secretaria Estadual e a Fiocruz monitoram casos de dengue em Campos e região

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Foto: Divulgação Agência Brasil

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, informou nesta terça-feira (28) que o número de notificações de casos prováveis de dengue no estado do Rio está acima do que era esperado para o momento, mas não ultrapassou o limite que pode ser considerado epidemia.

Até 25 de março (12ª semana epidemiológica de 2023), o estado registrou 8.823 casos prováveis de dengue este ano e um óbito confirmado. Foram identificados, no estado, os sorotipos 1 e 2 do vírus da dengue, com predomínio, até o momento, do primeiro. Em 2022, no mesmo período, foram registrados 1.283 casos. No ano passado, foram identificados os sorotipos 1 e 2 do vírus da dengue.

“Houve aumento do número de casos em comparação a anos anteriores, que tiveram um número muito baixo de notificações em função da pandemia de covid-19. A SES alerta que, historicamente, a maior incidência de casos de dengue no Rio de Janeiro acontece entre os meses de março e abril”, diz a nota.

A pasta afirmou que segue monitorando a situação, atuando de forma preventiva e complementar aos municípios com o objetivo de evitar o agravamento da situação epidemiológica do estado, apoiando as medidas de contenção estabelecidas nos planos de contingência.

A SES-RJ informou que monitora semanalmente os casos notificados e a circulação viral de dengue, chikungunya e zika, realiza ação complementar com carro fumacê nos municípios, quando indicado, e distribui inseticida para os municípios. Além disso, realiza capacitações em ações de controle de mosquitos e sobre o atendimento a pacientes com dengue e outras arboviroses para médicos e enfermeiros das unidades de saúde de urgência e emergência e produz e divulga campanhas sobre proteção e prevenção, entre outras medidas.

Além das ações previstas no plano de contingência para enfrentamento às arboviroses urbanas, a SES-RJ estabeleceu parceria com o Ministério da Saúde e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para aprimorar o monitoramento da infestação do mosquito Aedes aegypti a partir da instalação de armadilhas chamadas ovitrampas, que atraem fêmeas do mosquito, tornando mais sensível o monitoramento do ambiente. Inicialmente, foram selecionados dez municípios: Macuco, Vassouras, Volta Redonda, Itaboraí, Nova Iguaçu, Itaguaí, Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Cabo Frio e Saquarema.

A SES-RJ pede à população que colabore para a redução da proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, fazendo uma checagem de dez minutos por semana em suas casas, para eliminar criadouros.

Fonte: Agência Brasil

Mulher é presa pela PM escondendo arma, munições e drogas dentro de casa em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

No final da tarde desta terça-feira (28) uma mulher identificada pelas iniciais T.R.S., de 39 anos, foi presa pela Polícia Militar com arma e drogas na Rua João Salvino Soares, no Parque São José, em Guarus.

Após receberem informações sobre pessoas ligadas ao tráfico que estariam vendendo e ostentando armas de fogo, imediatamente os agentes foram até o local e abordaram uma mulher. Ao ser questionada, a mulher informou que guardava materiais para o tráfico.

No imóvel, a suspeita permitiu a entrada dos militares e durante a revista, os policiais encontraram embaixo da geladeira, um revólver calibre 38 com 6 munições intactas. Já embaixo da pia, foi encontrado uma sacola com 26 pinos de cocaína.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde a mesma foi autuada e permaneceu presa à disposição da justiça.

Grupo de esquiadores flagra avalanche em "nuvem de pó" nos EUA

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Um grupo de esquiadores em patrulha nas montanhas do estado norte-americano de Utah capturou imagens impressionantes de uma avalanche “powdercloud” registrada no Monte Timpanogos na segunda-feira.

O vídeo foi publicado no YouTube pelo Centro de Avalanches de Utah e mostra a enorme massa de neve leve descendo a montanha em direção ao grupo.

A avalanche “powdercloud” é um fenômeno no qual a neve é mais leve e move-se em uma espécie de nuvem, semelhante a uma tempestade de areia. Isso ocorre devido a diferentes densidades no ar.

O centro explicou que a nuvem se formou depois que uma avalanche parou a meio da descida, fazendo com que os flocos de neve continuassem pelo ar por centenas de metros.

No vídeo, é possível ver os praticantes de esqui esperando que a nuvem os atinja. Felizmente, ninguém ficou ferido e nenhuma pessoa ficou presa debaixo da avalanche e da neve.

 

Covid ainda é uma das principais causas de mortes no Brasil

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(FOLHAPRESS) – Apesar da mortalidade por Covid ter caído em 2022, a doença se mantém entre as cinco principais causas de morte no Brasil, segundo levantamento feito pelo DeltaFolha utilizando dados do SIM (Sistema de Informação de Mortalidade) do Ministério da Saúde.

Em 2020, quando começou a pandemia, morreram 194.976 pessoas de Covid. Com isso, ela se tornou a principal causa de morte por todos os tipos (incluindo causas externas, como acidentes e mortes violentas). O quadro se repetiu em 2021, quando foram contabilizados 424.133 óbitos apenas por Covid.

Nos últimos dois anos, as mortes por Covid superaram os dois principais tipos de causas de morte no país na última década: doenças do aparelho circulatório (incluindo infarto do miocárdio e doença isquêmica) e neoplasias (tumores). Porém, em fevereiro de 2022, a Covid deixou de ser a principal causa de morte no país, ocupando o segundo lugar, atrás de doenças cardiovasculares (um conjunto variado que inclui diversos tipos de doenças).

E, em março, por fim, chegou à sexta posição, atrás de doença isquêmica do coração, doenças cerebrovasculares (AVC), outras doenças cardiovasculares e infecções respiratórias. Os números para 2022, porém, ainda são preliminares.

O cenário mais favorável, segundo os especialistas, deve-se principalmente ao avanço da vacinação, mas ainda é importante olhar para o impacto da Covid na saúde.

“Certamente não estamos vendo aqueles números elevados de mortes [por Covid] como a gente tinha antes”, diz a demógrafa, professora na Universidade Harvard e colunista da Folha de S.Paulo Márcia Castro. “Para ter esse patamar de volta, só com um outro patógeno ou alguma variante que escapasse totalmente de anticorpos.”

Castro ressalta ainda que, apesar da melhora, não é possível prever qual será o patamar anual de mortes pela doença. “Acompanhando as hospitalizações por SRAG [síndrome respiratória aguda grave] por Covid conseguimos estimar a mortalidade de acordo com a tendência nos últimos meses, mas ainda não temos esse número.”

A pesquisadora lembra ainda que as diferentes coberturas vacinais de reforço na população também entram nessa conta. “Em um cenário hipotético em que todas as pessoas recebam os reforços, mesmo assim a mortalidade não vai ser zero, sempre vai existir uma taxa de mortes, mas há muito atraso vacinal.”

A porcentagem no número total de mortes anuais no país por Covid também caiu nos últimos meses. Se em abril de 2021, o mês que mais registrou mortes por Covid, 41,85% das mortes no país foram pelo coronavírus, ela representou cerca de 1,89% das mortes em setembro de 2022, quando foram disponibilizados os últimos dados, porcentagem similar ao que se registra de mortes por homicídio (1,8%).

“Nós tivemos dois picos terríveis que foram em maio de 2020 e depois nos primeiros meses de 2021, mas depois disso a mortalidade foi reduzindo, de tal forma que hoje nós estamos voltando ao nosso patamar basal”, explica o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Lotufo.

Os efeitos da Covid em outras doenças, porém, podem ainda demorar a ser notados. “O excesso de mortalidade nos dois primeiros anos e ainda em 2022 devido à Covid foi direto, mas a pandemia pode ter provocado uma redução na sobrevida de pacientes com câncer que acabaram morrendo antes do tempo. Por isso, os efeitos nas outras causas de morte ainda estão em observação”, afirma ele.

Já é sabido que a Covid provocou uma redução na expectativa de vida global, de cerca de 1,8 ano, mas no Brasil tal diferença chegou a 4,4 anos, conforme aponta um estudo conduzido por Castro.

“A Covid certamente teve um impacto nas mortalidades por outras causas, mas enquanto em algumas reduziu [porque tiveram menos mortes por aquela causa], em outras ela aumentou, como diabetes e doenças renais. Ela [Covid] não é uma causa de morte independente”, diz a demógrafa.

É importante observar que a Covid é uma causa única, enquanto doenças cardiovasculares representam um conjunto de doenças que inclui várias causas. Alguns tipos de causas de morte vão apresentar variação quanto ao sexo, idade, condição social ou região do país.

Para a assessora técnica sênior da Vital Strategies e ex-diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, o cálculo do impacto que a Covid teve em outras doenças depende de dados estratificados e que são muitas vezes difíceis de obter a nível nacional.

Um exemplo que ela cita é o cálculo de excesso de mortalidade feito nos Estados Unidos por pesquisadores do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças). Em alguns locais, como NY, o excesso de mortalidade verificado foi causado 60% por Covid (mortes diretas pela infecção do coronavírus), enquanto o restante foram causas associadas.

“A gente sabe que a Covid pode ser uma causa associada ao comparar grupos de pessoas com a condição prévia de saúde e que tiveram ou não Covid. Esses efeitos podem durar ainda um tempo até serem bem definidos”, avalia.

Marinho lembra que a doença que mais teve mortes associadas com a Covid foi diabetes. Um estudo mostrou que 40% dos pacientes diabéticos internados por Covid morreram pela doença, e a taxa de pessoas com diabetes cresceu nos últimos dois anos.

“O custo da saúde será ainda muito maior, porque se antes tínhamos um total de pessoas a cada ano que necessitavam de hospitalização e atendimento médico, agora é muito maior. E, infelizmente, não temos critérios bem definidos para avaliar as sequelas de Covid”, diz.

Colisão entre carro e ônibus deixa um morto e dois feridos na BR-101, em Campos

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na noite desta terça-feira (28) uma pessoa, ainda não identificada morreu e outras duas ficaram feridas em um acidente envolvendo um ônibus e um carro. O caso ocorreu na BR-101, no Parque Aeroporto, no subdistrito de Guarus, em Campos.

De acordo com a concessionária que administra a rodovia, a Arteris Fluminense, devido a colisão, o carro pegou fogo. Uma pessoa que estava no carro não resistiu aos ferimentos e morreu na hora, outras duas vítimas envolvidas no acidente ficaram feridas e foram socorridas para o Hospital Ferreira Machado (HFM).

Segundo testemunhas, o fogo se alastrou rapidamente pelo carro, não sendo possível socorrer a vítima que ficou presa nas ferragens e morreu carbonizada. Os Bombeiros também acionados para controlar as chamas.

A rodovia ficou interditado no trecho em ambos sentidos. Ainda não se sabe o que teria motivado o acidente. O corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos.

Foto: Reprodução Redes Sociais

Britânico acusado de guardar corpo em congelador e usar cartão da vítima

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Um homem de 52 anos, identificado como Damion Johnson, está sendo julgado no tribunal de Derbyshire, no Reino Unido, após ser acusado de esconder o corpo de um idoso em seu congelador durante dois anos.

Durante esse período, Johnson usou o cartão de crédito da vítima para fazer compras, levantou dinheiro e transferiu quantias para sua conta pessoal. John Wainwright, de 71 anos, faleceu em setembro de 2018, enquanto dividia um apartamento com Johnson em Birmingham.

Os restos mortais de Wainwright foram mantidos no congelador entre setembro de 2018 e agosto de 2020.

Johnson negou todas as acusações e foi liberado até a próxima sessão, que está agendada para o próximo mês.

Suposta Madeleine não tem certidão e lembra infância ligada ao caso

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A polonesa que afirma ser Madeleine McCann, Julia Faustyna, segue defendendo a tese de que é a garota desaparecida. Nesta segunda-feira (27), a jovem de 21 anos concedeu uma entrevista ao programa “Dr. Phil”, um dos mais populares da TV dos Estados Unidos, onde está vivendo com uma médium. Em uma longa transmissão, Julia afirmou que não possui certidão de nascimento e que possui uma memória forte de infância que explica a sua teoria.

Ela conta que sua mãe sempre mudava de assunto quando pedia a certidão de nascimento, logo após fazer as primeiras investigações. “Nunca vi minha certidão, nem fotos de infância”, indicou, no programa de TV.

Na Polônia, todas as crianças têm uma carteirinha de vacinação com registros das doses recebidas. Segundo Julia, seu documento não possui registro dos seis primeiros anos de vida, com páginas em branco. Além disso, o apresentador questionou sobre os testes de DNA, que foram negados pelos próprios pais. “Se ela é minha mãe, não quero ter contato com ela, só isso, mas acredito que ela não seja minha mãe”, disse ela.

Outra tese de Julia, que reforça a teoria de que é Madeleine, tem conexão com uma memória de infância. “Lembro estar em uma praia e água, como mar ou oceano, e havia tartarugas e crianças… e me lembro de edifícios de cores claras, como branco ou cores muito claras, com muita luz do sol nestas construções”, afirmou ela. Para a polonesa, o local seria o Algarve, praia portuguesa em que a garota britânica sumiu.

Para reforçar a sua defesa, Julia contou na entrevista que foi abusada sexualmente na infância por um homem chamado Peter Ney, que seria um traficante de crianças. De acordo com ela, o homem seria parente de Martin Ney, que já foi apontado pela polícia como um suposto envolvido no caso de Madeleine. “Quando eu era pequena vi uma foto de um homem que se parecia com Martin Ney”.

Madeleine desapareceu no dia 3 maio de 2007, em um apartamento de um resort no Algarve, Portugal, onde dormia com os irmãos. O caso teve repercussão mundial.

CGU descobre muro no Acre superfaturado em 789%

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Em meio às investigações da Operação Ptolomeu, a Controladoria-Geral da União identificou que o superfaturamento de obras públicas abastecia o suposto esquema de corrupção envolvendo a cúpula do governo do Acre. O governador Gladson Cameli (PP) é o principal alvo da investigação. Ele nega ligação com esquema de ilícitos relatados na Operação Ptolomeu.

A CGU aponta uma sucessão de fraudes no âmbito de um contrato fechado por um consórcio com a Secretaria de Saúde acreana para manutenção de instalações da pasta.

Uma irregularidade foi considerada ‘emblemática’ pelos investigadores: a obra de um muro, com execução atestada de 576 m², quando na realidade só foram construídos 108 m².

Ao requerer ao Superior Tribunal de Justiça as diligências cumpridas – por ordem da ministra Nancy Andrigui – na terceira fase da Operação Ptolomeu, no último dia 9, quinta-feira, o muro da gestão Gladson Cameli foi citado pela Polícia Federal.

A corporação ressaltou que o atestado de execução superou em quase seis vezes o total de área construída de muro.

Para os investigadores, “é bastante provável, para não se dizer que é evidente, o fato de que esta obra também é utilizada para irrigar o bolso de servidores públicos com propina”.

A irregularidade foi constatada em obras na Unidade Mista de Saúde de Assis Brasil, no interior do Estado. Em agosto do ano passado, a CGU fez uma inspeção no local e constatou “diversas situações que caracterizam o superfaturamento por quantidade dos serviços prestados, a inclusão na planilha de medição de serviços não executados e a baixa qualidade dos materiais utilizados”.

Além do superfaturamento do muro, a CGU apontou que não houve “qualquer sinal de execução” de serviços de emboço, o “reboco”. Planilha de medição informava que o consórcio teria executado mais de 1,1 mil m² de reboco. O órgão ainda observou o uso de tijolos com características visuais de baixa qualidade.

A CGU apontou um prejuízo potencial de R$ 393 mil no pagamento das faturas. Segundo a Controladoria, o consórcio executou serviços mensurados em R$ 57 mil e cobrou R$ 450 mil – o que representa um valor 789% maior que o devido.

Para a Polícia Federal as irregularidades constatadas pela Controladoria ‘visam, na verdade, o enriquecimento de servidores públicos corruptos e empresários corruptores, a partir do superfaturamento na execução do contrato’.

Ao requererem a abertura da terceira etapa da Ptolomeu, os investigadores destacaram o ‘case’ do muro, ressaltando ainda que o consórcio ‘terceirizou totalmente a obra, contratando informalmente e de modo precário diversos trabalhadores’ – o que é vetado pela Lei de Licitações, segundo a PF.

A corporação ponderou ainda que o consórcio responsável pela obra é formado por duas empresas, ligadas a investigados. De acordo com a corporação, uma das companhias é controlada por um homem apontado como ‘testa-de-ferro’ de Gledson Cameli, irmão do governador do Acre.

O consórcio fechou outros contratos de manutenção predial durante o governo Gladson, afirmam os investigadores. Para eles, as fraudes constatadas no caso “geram o lastro financeiro que possibilita o desvio de recursos públicos”.

“Explica-se: por meio de medições completamente fraudulentas sobram recursos para as empresas integrantes do consórcio Aquiri & Atlas distribuírem entre servidores públicos e agentes políticos, inclusive o governador Gladson Cameli”, sustenta a Polícia Federal.

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO ACRE

Quando a Operação Ptolomeu, terceira fase, foi deflagrada, no último dia 9, quinta-feira, por ordem do Superior Tribunal de Justiça, o governador do Acre, Gladson Cameli, divulgou nota em que nega ligação com irregularidades apontadas pela Polícia Federal.

A respeito das ações da Operação Ptolomeu, promovida pela Polícia Federal, o governador do Acre, Gladson Cameli, tem a declarar que:

a. Essa é mais uma etapa da operação de mesmo nome. Com o andamento do processo, o governador confia que tudo será apurado e esclarecido;

b. Mais uma vez, o governador se coloca à disposição das autoridades, colaborando com mais essa etapa das investigações;

O governador reafirma o seu apoio e confiança na Justiça, para que a verdade sempre prevaleça.

COM A PALAVRA, O CONSÓRCIO

A reportagem busca contato com o consórcio contratado para fazer o muro e citado em documento da Operação Ptolomeu. O espaço está aberto para manifestação.

Mortes por Covid deixam marcas em pais e filhos de vítimas

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SÃO PAULO, SP, RIO DE JANEIRO, PORTO ALEGRE, RS, MANAUS, AM E RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – Brás Pereira, Sandra Rosário, Alice Queiroz, Claudiomiro de Araujo e Miriam Correia. De diferentes cidades, idades e histórias de vida, eles estão entre as 700 mil vítimas da pandemia de Covid no Brasil.

Além da causa, a morte deles tem em comum o fato de ainda reverberar nas vidas de seus familiares e amigos.

Os pais de Alice, por exemplo, não pensam mais em ter filhos. A filha de Claudomiro tem crises de pânico. E o filho de Sandra ficou morando na casa da tia, que também perdeu o marido para o coronavírus e hoje depende de cestas básicas.
Veja a história deles.

*DEIXOU DE LUTO NÃO SÓ A FAMÍLIA MAS UM BAIRRO

Brás Pereira, 77, tinha muito medo de pegar Covid. Cuidadoso, o jornalista adotou com rigor o uso de máscaras para se proteger da infecção e evitava sair de casa. Além disso, sua vacinação estava em dia contra a doença.

“Do bairro dele [no Imirim], foi um dos primeiros a tomar a vacina. Ele tomou todas as doses”, diz Marcia Martins de Souza, nora do jornalista.

Pereira era tão regrado com a imunização que já havia tomado a mais recente atualização do fármaco, a bivalente, disponibilizada no fim de fevereiro. Porém, um dia depois da nova aplicação, ele começou a sentir alguns sintomas e tomou medicamentos, afirma Cassius Clay, 51, filho de Brás.

De início, imaginava-se que fosse reação à vacina. Mas na manhã do dia 4 deste mês, um sábado, o quadro se agravou, com Brás sentido falta de ar. Ele foi levado a um centro médico, onde constataram que o pulmão dele estava muito comprometido, com saturação muito baixa. Foi submetido a um teste para Covid e transferido a um hospital.

O resultado foi positivo para coronavírus. No hospital, não havia vaga disponível na UTI e mantiveram Brás na emergência. Esperava-se que um leito na unidade intensiva fosse providenciado até a segunda (6). No entanto, ele não resistiu e morreu no domingo. “Foi tudo rápido”, diz Cassius.

O histórico do jornalista o colocava em um grupo de risco para a doença. Além de ser idoso, tinha problemas de pressão e diabetes.

Não só seus familiares enfrentam o luto mas também o bairro do Imirim, na zona norte paulistana.

Brás era muito ativo na comunidade, buscando melhorar a situação do local desde que se mudou para São Paulo -ele nasceu na cidade de Machado, em Minas Gerais- e fixou residência no bairro.

“Se falar Brás Pereira, todo mundo sabe quem é”, conta a nora, que, assim como a comunidade, tenta lidar com a perda.

CONTRAIU O VÍRUS POUCO APÓS COMPLETAR 2 ANOS

“Ela não conseguia se expressar verbalmente e fisicamente, mas o sorriso dela era no olhar e encantava a todos.” Essa é a lembrança ainda viva na memória do bancário Alcemir Amaral Queiroz Júnior, 42, de sua única filha.

Alice Paixão Queiroz foi a primeira vítima infantil da Covid confirmada em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro, em 30 de janeiro de 2022 -ela completara dois anos no dia 7 do mesmo mês. O óbito foi notificado ao Departamento de Vigilância Epidemiológica da prefeitura em 1º de fevereiro daquele ano.

De acordo com o pai, Alice era portadora de uma doença genética rara, a gangliosidose GM1 tipo 1.

Por causa do tratamento que seguia desde os quatro meses de idade, a menina recebia atendimento médico domiciliar. Segundo Alcemir, dois dias após uma técnica de enfermagem apresentar sintomas gripais, a filha teve queda na saturação, com dificuldades para respirar, e febre. No dia seguinte, ela foi levada ao hospital e deu entrada na UTI.

Os testes de Alice e dos pais deram resultado positivo para coronavírus. Os pais desenvolveram sintomas leves. “Já a Alice teve o pulmão tomado em uma velocidade surpreendente. Ficou nove dias intubada e não resistiu. Tentamos de tudo”, diz Alcemir.

Ele lamenta que, à época, não havia vacina disponível para os menores de cinco anos -a imunização de crianças de 6 meses a 2 anos começou na cidade em novembro de 2022.

“A minha esposa e eu já tínhamos tomado as duas primeiras doses e estávamos aguardando a terceira. Acho que a minha filha não teria passado por sofrimento se tivesse tido essa chance”, afirma o pai.

“Sempre que vejo um pai ou uma mãe falando que não vai levar seu filho para tomar vacina, conto a história da minha família e reforço o mal que faz essa doença. Você não tem noção do que é ver uma filha no leito de UTI, intubada e depois vê-la morrer. É muito triste”, diz Alcemir.

“Nós nem pensamos em ter mais filhos porque é um trauma muito grande essa perda. Agora, nos concentramos em alertar em relação aos riscos com a Covid e apoiar famílias de crianças que têm a mesma comorbidade da Alice.”

AVISOU QUE NÃO RESISTIRIA AO VÍRUS

Assim que a pandemia ganhou o noticiário em 2020, Claudiomiro de Araujo, então com 50 anos, chamou a mulher Simone e a filha Mariana e vaticinou: “Se eu pegar isso, tchau”.

As duas sabiam que ele tinha razão e montaram por quase dois anos uma operação para impedir que o vírus entrasse na casa da família, em Cidreira, cidade de quase 17 mil habitantes no litoral gaúcho.

Devido a problemas renais, o bombeiro aposentado era imunodeprimido, o que o tornava mais vulnerável.

“Meu pai não saía de casa. Quando eu ou a minha mãe tínhamos de sair, usávamos duas máscaras. Entrávamos em casa e corríamos para tomar banho. A gente mora de frente para o mar e riam de nós caminhando na praia de máscara. Tudo para o pai não pegar”, conta Mariana de Araujo.

Os três acabaram infectados no começo de 2022, quando a ômicron levou a um aumento de casos no país. E bem quando Claudiomiro se mostrava mais feliz e falante.

Até hoje, a família desconhece como ocorreu a transmissão, dado que as festas de final de ano e o aniversário de Mariana, em 9 de janeiro, foram só entre os três.

Conforme o aposentado previu, o quadro de saúde de Simone e Mariana melhorou, mas o dele piorou -os três estavam com a vacina em dia.

Em 20 de janeiro, com dificuldade para respirar, ele foi levado de ambulância até o posto de saúde. Foi imediatamente intubado e transferido ao Hospital de Tramandaí.

Morreu oito dias depois, aos 52 anos.

“Meu pai entrou em uma ambulância e eu não pude entrar junto. Não pude vê-lo no hospital nem no caixão, porque estava lacrado. Isso é o que mais me quebra”, diz Mariana, 20.

Desde a perda do pai, ela diz sentir raiva de quem menospreza a Covid ou debocha da doença. Hoje vivendo em Porto Alegre, onde começou a faculdade, a jovem está em tratamento psicológico.

“Tenho medo de me infectar e tenho crises de ansiedade e de pânico. E a saudade, né? Eu convivia o dia inteiro e cuidava do meu pai desde os seis anos. É uma saudade dele que não cabe no peito.”

PASSOU TRÊS MESES INTERNADA

Logo no começo da pandemia, Jacilene Silva de Souza, 48, perdeu o marido para a Covid. Quando Gerson Martins, 42, encontrou uma vaga num hospital da rede pública estadual em Manaus, em abril de 2020, era tarde demais.

“Num dos hospitais para onde o levaram, os pacientes estavam dividindo oxigênio”, diz ela. “Quando achamos vaga, o pulmão já estava comprometido. Ele ingressou às 10 horas da noite e morreu à 1h do dia seguinte.”

A mulher se viu sem renda em casa. As filhas tinham, naquele momento, 13 e 17 anos de idade.

Manaus ainda viveria a fase mais traumática e representativa da pandemia no país, com a crise de escassez de oxigênio nos hospitais da rede pública, em janeiro de 2021. Pacientes com Covid morreram asfixiados, diante do previsível esgotamento do insumo nas unidades de saúde.

No fim daquele mesmo ano, Jacilene acolheu em casa a cunhada Sandra Maria Rosário, 56, viúva de um irmão, e o filho dela, de 19 anos, oriundos do interior do Amazonas.

Pouco depois, a cunhada se infectou com o coronavírus e ficou bastante debilitada. O desespero com um quadro grave da doença voltou a fazer parte do cotidiano de Jacilene.

“Ela não se levantava da cama e precisou de hospitalização. Ficou meses internada.”

Sandra teve Covid em janeiro de 2022, segundo informação do Ipeds (Instituto de Pesquisa e Ensino para o Desenvolvimento Sustentável), uma organização sem fins lucrativos em Manaus que desenvolveu um projeto para ajudar crianças e adolescentes que ficaram órfãos em razão da pandemia.

Em abril, depois de três meses de hospitalização, Sandra morreu na capital amazonense devido a complicações associadas à doença.

O filho dela permaneceu na casa da tia.

Até hoje, as cestas básicas distribuídas pelo Ipeds são indispensáveis na casa de Jacilene. A filha mais velha arrumou um emprego, porém a renda é insuficiente para o sustento de todos.

INTERNADA COM O MARIDO, SÓ ELE SOBREVIVEU

Após quase dois anos, a morte da professora aposentada Miriam Campelo Correia ainda deixa marcas na família.

A evolução rápida da Covid e o sepultamento com caixão fechado ainda estão na memória dos parentes da educadora.

Miriam era professora aposentada da rede estadual de ensino de Pernambuco. Foi morar em Alagoas, estado vizinho, após mais de 30 anos de sala de aula.
Ela vivia com o marido em uma casa na praia de Peroba, em Maragogi.

A família diz acreditar que ela contraiu o vírus em Olinda, na região metropolitana do Recife, depois de ter contato com a irmã, que também teve Covid. Ficou dois meses intubada e sobreviveu.

De volta a Alagoas, Miriam e o marido foram hospitalizados. Apenas ele se recuperou. “Ela não conseguiu sair da máscara de oxigênio, foi para a intubação, ficou com pressão alta e a diabetes alterou demais também”, afirma Gleice Mariano, sua filha.

Antes de ser internada, tomou, por recomendação médica, azitromicina e ivermectina, ambos sem comprovação científica de benefícios no tratamento de Covid. E não chegou a se vacinar. “Quando foi internada, liberou para a idade dela”, lembra Gleice.

A docente aposentada ficou de quatro a cinco dias internada. E, no dia 31 de março de 2021, morreu aos 62 anos, em Porto Calvo, no interior de Alagoas, a 96 km de Maceió.

“Foi uma das coisas que mais me traumatizaram”, afirma a filha. “Reconheci o corpo da minha mãe de longe, não pude chegar perto, não pude tocá-la.”

A Covid impôs restrições ao sepultamento, feito no mesmo dia da morte da aposentada. O enterro ocorreu em São José da Coroa Grande, no litoral sul pernambucano.

“Caixão fechado [no sepultamento]. Foram menos de dez pessoas porque era longe e tinha as restrições”, recorda Gleice. “Foi terrível, uma das piores coisas. Meu irmão ficou desesperado, queria vê-la de todo jeito e não tinha como.”

Ex-estudante que matou 6 em ataque nos EUA sofria de ‘distúrbio emocional’, diz polícia

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BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – Investigadores federais e locais estão trabalhando para reunir pistas que possam indicar a motivação de um atentado a tiros que matou 6 pessoas na segunda-feira (27) em uma escola cristã de Nashville, capital do Tennessee, no sul dos Estados Unidos.

O ataque foi realizado por Audrey Elizabeth Hale, 28, que morreu após a ação da polícia. Agentes chegaram ao local cerca de 14 minutos após as primeiras denúncias do tiroteio, que culminou na morte de seis pessoas –entre elas, três crianças de 9 anos cada uma.

Até o momento, sabe-se que Hale, que atuava como designer, era ex-estudante do colégio The Covenant School, instituição que integra um ministério da Igreja Presbiteriana, de denominação conservadora.

Era uma pessoa transgênero, segundo o chefe da polícia de Nashville, John Drake. Apesar dessa possível identificação, o delegado e outros funcionários usaram repetidamente pronomes femininos nas declarações sobre o caso. Hale adotava os pronomes masculinos em uma página do LinkedIn que listava empregos na sua área profissional e em entregas de supermercado.

De acordo com investigadores, Hale “nutria algum ressentimento por ter que ir para aquela escola” quando criança. Outros detalhes não foram dados. Quando questionados se a identidade de gênero de Hale poderia ter sido um fator no ataque, os porta-vozes da polícia indicaram que todas as pistas estão sendo investigadas. Drake afirmou que Hale estava sob cuidados médicos devido a um “distúrbio emocional”.

Entre evidências analisadas pelas autoridades e por agentes do FBI está um manifesto encontrado no local, cujo conteúdo indica que foram planejados tiroteios em vários locais. O delegado disse que a escola foi um dos espaços escolhidos para o ataque, mas que as vítimas foram alvejadas aleatoriamente. “Ela mirou em estudantes aleatórios. Atirou em qualquer um que encontrava”, acrescentou.

Em entrevista à CNN, a ex-colega de escola Averianna Patton disse que Hale havia postado a seguinte mensagem em sua conta do Instagram na manhã do atentado: “Algum dia isso fará mais sentido. Deixei evidências mais do que suficientes. Mas algo ruim está para acontecer.” Patton afirmou que ligou para as autoridades para alertá-los pouco antes do início do ataque.

Foi recolhido ainda um mapa detalhado da escola, desenhado à mão, com a indicação de vários pontos de entrada. Outros materiais também foram encontrados no carro usado por Hale.

Um vídeo da câmera de vigilância da escola, postado online pela polícia, mostra Hale entrando pela janela de uma porta lateral após atirar nos vidros. Segundo a polícia, foram usados “pelo menos dois fuzis de assalto e um revólver” no atentado. No total, sete armas teriam sido compradas legalmente antes do ataque, sem o conhecimento da família, em cinco lojas da região. As autoridades acrescentaram que Hale tinha vários cartuchos de munição e estava “preparada para um confronto”.

Outra gravação divulgada nesta terça-feira (28), registro das câmeras corporais de dois agentes que estavam na escola, mostra a polícia vasculhando as salas de aula do primeiro andar antes de se dirigir para o segundo, onde estava Hale. Tiros são ouvidos, e o corpo de Hale cai ao chão, após aparentemente ser baleado. Um policial atira mais vezes, enquanto outro agente grita: “tire suas mãos da arma!”

“Este é o nosso pior dia em Nashville, mas poderia ter sido pior sem essa grande resposta”, disse nesta terça o prefeito da cidade, John Cooper, em entrevista à CNN. Ele afirma que o ataque foi “claramente planejado”, considerando o manifesto encontrado pelas autoridades.

Três crianças de 9 anos estão entre as vítimas do atentado: William Kinney, Evelyn Dieckhaus e Hallie Scruggs, esta última, filha de Chad Scruggs, pastor da Igreja Presbiteriana ligada à escola. Em entrevista à ABC News, ele disse que a família estava com o coração partido. “Através das lágrimas, confiamos que ela está nos braços de Jesus, que a ressuscitará mais uma vez”, disse.Também foram mortos a diretora da escola, Katherine Koonce, 60, a professora substituta Cynthia Peak, 61, e o zelador Mike Hill, 61.

“Nossa comunidade está com o coração partido”, afirmou o colégio The Covenant School em comunicado. Estamos sofrendo uma perda tremenda e estamos em choque ao sair do terror que destruiu nossa escola e igreja.”

O ataque representa o 90º tiroteio escolar nos Estados Unidos este ano, de acordo com a contagem do site K-12 School Shooting Database, fundado pelo pesquisador David Riedman. No ano passado, foram reportados 303 incidentes do tipo, maior cifra presente no banco de dados, que remonta a 1970.

Nesta terça, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, ressaltou que o presidente Joe Biden já tomou várias ações relacionadas ao porte de armas no país por decretos executivos, mas diz que é necessário aprovar leis de regulação mais amplas no Parlamento. “Precisamos que os republicanos no Congresso mostrem alguma coragem”, edisse em entrevista à MSNBC. “Chega, chega, chega.”

Chuck Schumer, líder da maioria democrata do Senado, disse que está “trabalhando duro” para obter votos suficientes a fim de aprovar o banimento das armas de assalto.

O colégio The Covenant School foi fundado em 2001. Segundo o site da instituição, que atende da pré-escola à sexta série, cerca de 200 alunos estudam no local. O colégio havia realizado um programa de treinamento contra atiradores em 2022, segundo a rede de televisão local WTVF-TV.

Menores e menos violentos, protestos na França consolidam crise de Macron

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TOULOUSE, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Menos numerosa e menos violenta, a 10ª jornada de greves e manifestações contra a impopular reforma da Previdência de Emmanuel Macron reuniu ao menos 750 mil pessoas em cerca de 200 cidades da França nesta terça-feira (28), segundo o Ministério do Interior. Na última quinta, havia 1 milhão nas ruas.

Segundo a junta intersindical que articula os protestos desde janeiro e já convocou nova mobilização para 6 de abril, esta jornada mobilizou 2 milhões de pessoas, contra 3,5 milhões na semana passada.

Os protestos foram marcados por uma grande presença policial, incrementada depois dos incêndios e da depredação de lojas e do mobiliário público vistos na manifestação da semana passada. O ministro do Interior, Gérard Darmanin, convocou 13 mil oficiais para acompanhar os atos desta terça -um aparato, segundo ele, inédito.

Ele informou que as forças de segurança francesas haviam identificado cerca de mil manifestantes responsáveis pelo quebra-quebra da semana passada, que levou comerciantes e agências bancárias a erguerem tapumes para proteger suas vitrines e fachadas.

Mesmo assim, a jornada desta terça não foi livre de conflitos significativos, como aqueles ocorridos em Paris, Toulouse, Rennes, Lyon, Estrasburgo, Bordeaux e Nantes, em especial depois que as lideranças sindicais deram os atos como encerrados, e as ruas foram tomadas por estudantes e black blocs.

Em Nantes, uma agência bancária foi incendiada por manifestantes, que ergueram barricadas igualmente incendiadas. Em Toulouse, fogo foi ateado a sacos de lixo e ao mobiliário urbano, e a polícia usou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes –recursos também utilizados pelas forças policiais em Rennes.

Em Paris, a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e o Palácio de Versailles –alguns dos principais cartões-postais da capital francesa– foram fechados devido às manifestações, que reuniram 93 mil pessoas, segundo a prefeitura, contra 119 mil na semana passada. Os atos na capital terminaram no início da noite, na Praça da Nação, com enfrentamentos entre black blocs e policiais, fogo nas pilhas de lixo, bombas de gás lacrimogêneo e ao menos 55 pessoas presas.

As cerca de 10 toneladas de lixo que transformaram a cidade-luz em um lixão a céu aberto e viraram fogueiras nos últimos protestos, no entanto, devem desaparecer nos próximos dias. Isso porque a CGT (Confederação Geral do Trabalho) anunciou o fim da greve dos garis da capital, depois de três semanas de paralisação. Os coletores voltam ao trabalho nesta quarta-feira (29).

Nos últimos dias, lideranças sindicalistas propuseram ao governo francês medidas para arrefecer os ânimos dos manifestantes do país. Laurent Berger, secretário-geral da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT) propôs a Macron colocar a reforma “em pausa” por um ou dois meses e buscar interlocutores para uma mediação da crise política e social francesa. “Precisamos encontrar uma saída”, disse ele à rádio France Inter. “A ideia é entrar em um processo de mediação.”

A proposta foi bem recebida por partidos centristas, como o Movimento Democrático, cujo líder, Jean-Paul Mattei, declarou ser importante encontrar alguém que “tenha certa distância” dos dois polos da crise, governo e manifestantes, e possa ser um “elo para promover o diálogo”.

O porta-voz do governo, Olivier Véran, recusou publicamente a proposta de mediação: “Não há necessidade de mediação para se falar com os sindicatos”. Mas a primeira-ministra Elisabeth Borne, anunciou que convidará as lideranças da junta intersindical para uma conversa na próxima semana.

Nesse contexto de crise política e social, a popularidade do presidente Macron desceu abaixo da marca dos 30% e chegou a um nível considerado alarmante: 28%, segundo o barômetro do Instituto Francês de Pesquisa de Opinião (Ifop). A marca está próxima da mais baixa da história do líder francês, 26%, atingida em novembro de 2018, durante a crise dos coletes amarelos. Borne o acompanhou nesta baixa: sua popularidade chegou a 29%, segundo o mesmo instituto.

Brasil atinge 700 mil mortes por Covid com mudança no perfil de vítimas

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BELO HORIZONTE, MG E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Três anos depois da primeira morte por Covid no país, o Brasil chega à triste marca de 700 mil óbitos pela doença com um cenário marcado por paradoxos.

Ao mesmo tempo em que a pandemia teve uma desaceleração recente devido ao avanço na vacinação, o país ainda enfrenta desafios como a baixa cobertura vacinal contra a Covid em algumas faixas etárias, como crianças menores de cinco anos.

Entremeado por histórias de vidas perdidas, o marco de 700 mil mortes também vem acompanhado de uma mudança no perfil da mortalidade pela doença em comparação a outros períodos -com maior proporção de óbitos agora em pessoas acima de 80 anos e imunossuprimidas, por exemplo.

Levantamento do InfoGripe, sistema da Fiocruz que acompanha registros de síndromes respiratórias graves, incluindo a Covid, também aponta mortalidade até três vezes maior por Covid em pessoas não vacinadas em comparação àquelas que receberam doses.

Para especialistas, a vacinação é o ponto-chave para explicar o cenário de desaceleração da pandemia nos últimos meses.

Exemplo disso está nos marcos anteriores da epidemia no país.

Da primeira morte por Covid no Brasil, em março de 2020, até o registro de 100 mil mortes pela doença, em agosto de 2020, passaram-se quase cinco meses. Os demais registros (de 200 mil, 300 mil até 600 mil mortes) ocorreram todos em 2021, sendo dois deles com intervalos de pouco mais de um mês. Desta vez, o país levou mais de um ano e cinco meses para a marca de 700 mil mortes.

O total consolida o Brasil como o segundo país em óbitos acumulados pela Covid, atrás apenas dos Estados Unidos.

Na prática, é como se a população de uma capital inteira, como Aracaju, tivesse sumido do mapa pouco a pouco nos últimos três anos. O total de vítimas da doença também é equivalente à população, somada, de 337 municípios entre aqueles de menor porte.

“É o que chamamos de mortes evitáveis”, afirma Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, para quem o número de mortes poderia ter sido menor se o país tivesse adotado políticas de controle mais cedo.

“Poderíamos, por exemplo, ter tido uma vacinação mais rápida e efetiva, com comunicação mais adequada com a população, sem discussões desnecessárias e ruídos que trouxeram dúvidas e levaram diversas pessoas a não se vacinarem.”

Apesar desse atraso e desafios persistentes, a vacinação passou a ter avanços no segundo semestre de 2021 e, desde então, já traz mudanças no perfil de mortalidade pela doença.

Um exemplo são os dados da proporção de mortes por Covid entre as diferentes faixas etárias.

No último trimestre de 2020, antes do início da vacinação, a faixa de 60 a 79 anos respondia pela maior proporção de mortes pela doença (50%), segundo dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

A população de mais de 80 anos aparecia em segundo lugar, com 29%, e a de 45 a 59 anos, em terceiro, com 15%.

No segundo trimestre de 2021, com a vacinação já em andamento, caiu a proporção de vítimas tanto de 60 a 79 anos (43%) quanto de mais de 80 anos (13%). A de 45 a 59 anos, por outro lado, subiu (30%).

Já neste primeiro trimestre de 2023, a maior proporção de óbitos é registrada em pessoas acima de 80 anos (43%), seguida pela faixa de 60 a 79 anos (42%). A de 49 a 59 anos responde por 9%.

“À medida que a vacinação foi avançando, observamos uma redução geral no risco [de morte] para todas as faixas etárias, mas para jovens adultos essa diminuição foi muito maior do que para os idosos”, diz Gomes.

O motivo é a resposta vacinal menor entre os mais idosos -fenômeno chamado de imunossenescência, quando há um declínio natural do sistema imunológico pelo envelhecimento.

Dados de boletim do Ministério da Saúde mostram ainda que, das mortes registradas por Covid em 2022, 66,5% eram de pessoas que tinham comorbidades, a maioria também idosos.

“O que a gente observa claramente depois que uma grande parcela da população mundial foi imunizada é que a Covid se concentra nos grupos mais vulneráveis. Quem são? As pessoas não vacinadas e, no Brasil, especialmente crianças”, diz o infectologista Julio Croda, professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). “E outro grupo são pessoas que não respondem bem à vacina porque essa proteção não dura muito tempo, que são idosos e imunossuprimidos.”

“A Covid-19, agora em 2023, é uma doença completamente diferente de quando a conhecemos em 2020. Naquela época, tive pacientes com menos de 40 anos que, mesmo sem comorbidades, evoluíram para óbitos”, relata Alexandre Naime, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

“Com a vacinação, hoje os quadros graves que evoluem para óbito são de pessoas que têm algum prejuízo na resposta imune, como pessoas de extremos de idade e imunossuprimidas”, completa ele.

Outro grupo que registrou aumento na proporção de mortes por Covid foi o de menores de cinco anos, reflexo da baixa cobertura vacinal.

“É preocupante”, aponta a médica e pesquisadora Fátima Marinho, consultora sênior da Vital Strategies, que lembra ainda que há subnotificação.

Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas 48% das crianças de até 11 anos receberam a primeira dose de vacina contra a Covid. Além disso, só 33% tomaram a segunda.

Para Marinho, é preciso reforçar estratégias para recuperar o estímulo à vacinação. “Se não reverter essa baixa cobertura, isso vai afetar muito as crianças, porque já são mais suscetíveis a doenças respiratórias.”

Já para idosos, especialistas dizem que uma estratégia seria, além de reforçar a proteção com a vacina bivalente, aumentar a oferta de tratamento antiviral.

Em novembro, o SUS decidiu incorporar na rede o Paxlovid, associação entre os antivirais nirmatrelvir, ritonavir e aprovado pela Anvisa para tratamento de casos leves e moderados em pacientes com maior risco de hospitalização. A rede de saúde também possui outras opções, como o baracetinib, indicado para casos graves.

A prescrição, sobretudo para o Paxlovid, porém, ainda é baixa, diz Naime. “Muitas vezes os médicos nem sabem que os medicamentos estão disponíveis. Depois acabamos internando o paciente com Covid grave.”

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50 mil tratamentos do Paxlovid foram distribuídos aos estados para serem utilizados nos casos indicados. Quantidade equivalente ainda deve ser distribuída, informa.

Em nota, a pasta alerta ainda que, para que a tendência de queda de mortes por Covid se mantenha, é necessário que a população se vacine e complete o esquema vacinal com todas as doses recomendadas.

Desde o fim de fevereiro, o governo realiza uma campanha com a vacina bivalente, que protege também contra a variante ômicron e subvariantes. A ideia é que sejam vacinados grupos mais vulneráveis, como idosos, pessoas imunocomprometidas, gestantes, entre outros.

A medida ocorre em um momento em que dados recentes do InfoGripe, contabilizados até 13 de março, apontavam tendência de aumento de casos, cenário que, segundo Gomes, deve se repetir agora em diferentes momentos.

“Vínhamos com tendência de queda, mas já começamos a observar uma tendência de reversão.” Segundo ele, o Carnaval pode ter contribuído, mas não deve ser o único fator. “Nossa hipótese é que isso seja decorrência do ciclo natural da doença”, diz o pesquisador, segundo quem um possível padrão sazonal ainda não está bem definido.

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) chegou a reunir especialistas para discutir a possibilidade de rever o status de emergência global em saúde pela Covid. O grupo, porém, decidiu que era cedo para isso.

Para Croda, os dados mostram que a Covid pode estar no caminho para se tornar endêmica, mas ainda é preciso observar mais o cenário. A doença também tem mostrado novo perfil.

“O que mudou é que está se tornando mais leve de forma geral. Os sintomas são mais brandos, porque a população adquiriu algum tipo de imunidade, e isso de alguma forma impacta na apresentação clínica. Antes a gente tinha muita falta de ar. Agora vemos mais pacientes em leitos de enfermaria, não necessariamente em leitos de terapia intensiva”, diz.

“Talvez, no futuro, se o vírus se tornar sazonal, e respeitar um período de maior ocorrência, como o inverno, possamos aplicar a vacina no mesmo período para a população.”

As incertezas sobre o futuro da doença reforçam a importância de políticas de vacinação e proteção.

“A Covid não deixou de ser um problema importante só porque [o número de mortes] diminuiu em relação à catástrofe dos anos anteriores”, afirma Gomes. “Ainda são valores expressivos, e é uma das principais causas de mortes.”

Ataque a faca em centro islâmico em Lisboa deixa 2 mortos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ao menos duas mulheres morreram e um homem foi ferido em um ataque a faca em um centro muçulmano ismaelita em Lisboa nesta terça-feira (28). De acordo com a CNN Portugal, o agressor era afegão e tinha por volta de 40 anos -a polícia não confirmou sua identidade.

Já as mulheres eram portuguesas: uma tinha cerca de 20 anos e a outra em torno de 40. O homem, um jovem, teve ferimentos superficiais no peito e no pescoço, e chegou sozinho ao hospital. Nenhuma das vítimas teve seu nome divulgado.

O Centro Ismaili de Lisboa é a sede mundial do ismaelismo, ramo minoritário do islamismo xiita. Seus integrantes -que somam quase 15 milhões de pessoas em 30 países, de acordo com o site oficial da corrente- têm sido atacados por grupos extremistas em países como o Paquistão e o Afeganistão.

Segundo a imprensa local, o agressor invadiu o espaço pela manhã portando um facão. A polícia chegou ao centro perto de 11h e atirou no homem depois que ele desobedeceu as ordens de largar a arma. O afegão foi baleado na perna e encaminhado a um hospital na capital portuguesa para tratamento. Agentes de operações especiais cercaram o local.

Representante da Associação da Comunidade Afegã em Portugal, Omed Taeri afirmou à CNN Portugal que o agressor tinha problemas de saúde mental e havia contatado a entidade com a preocupação de não ter onde deixar os três filhos caso arranjasse trabalho.

As autoridades não determinaram se o incidente foi um ataque terrorista, embora o caso seja investigado pela Unidade de Contraterrorismo da polícia, e não pelo Departamento de Homicídios.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, afirmou que quaisquer interpretações sobre o crime seriam prematuras a essa altura. “Até agora, tudo indica que foi um ato isolado, mas não nos vamos antecipar às autoridades”, disse à imprensa.

Portugal não registrou nenhum ataque terrorista nas últimas décadas. O último atentado do tipo data de 1983, quando cinco cidadãos armênios armados invadiram a embaixada da Turquia em Lisboa e mataram duas pessoas.

Homens são presos e armas são apreendidas durante ação da PM em SFI

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta terça-feira (28) homens ligado ao tráfico foram presos com armas e diversos materiais na Rua 82, em Santa Clara, em São Francisco de Itabapaoana.

Após informações de que homens ligados a uma facção criminosa teriam invadido uma residência na Rua 82, após a morte de um gerente do tráfico conhecido como Vinicinho e que os mesmos iriam ocupar e estabelecer o tráfico na localidade, os policiais de imediato foram até o local. Ao chegar, os agentes encontraram o portão da residência aberto, momento em que as guarnições avistaram alguns suspeitos no quintal e ao perceberem a presença das viaturas tentaram se esconder no interior da residência.

Dois adolescentes e 3 homens foram abordados. Ao serem questionados, informaram que estavam no local a fim de ocupar o ponto de venda de material entorpecente para a facção criminosa. Após revista no local foi encontrado, 1 pistola cal 9mm, 1 carregador, 1 carregador alongado, 36 munições de calibre 9mm, 1 revólver cal 38, 20 munições cal 38, 2 aparelhos celulares, 2 toucas ninja, 1 par de luvas e 1 caderno de anotações do tráfico

Todo o material foi apreendido e os suspeitos foram encaminhados para a 147ª Delegacia de Polícia de SFI, onde o caso foi registrado.

Quatro pessoas são presas envolvidas no tráfico de drogas de SFI

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta segunda-feira (27) quatro pessoas foram presas com drogas e dinheiro na Rua Pernambuco, no Bairro Curral, em Guaxindiba, em São Francisco de Itabapaona.

Após informações sobre algumas pessoas reunidas para acerto financeiro do tráfico, a guarnição foi até o local e conseguiram deter  os suspeitos que tentaram empreender fuga com a chegada das viaturas e durante a fuga, os suspeitos jogaram uma sacola sobre um telhado.

De acordo com a PM, a sacola foi recuperada e nela, continha 18 buchas de maconha, 11 pinos de cocaína, R$ 146 e 2 celulares.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e os acusados foram encaminhados para a 147ª Delegacia de Polícia de SFI, onde foram autuados e presos.

A polícia ainda destaca que entre os quatro, três possuem anotações criminais e um homem é natural de Cachoeiras de Macabu e estava na cidade para reforçar o tráfico.

Incêndio em centro de migração na fronteira do México com os EUA deixa 39 mortos

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Ao menos 39 pessoas morreram em um incêndio na noite desta segunda-feira (27) em um centro de detenção de imigrantes em Ciudad Juárez, na fronteira do México com os Estados Unidos, agravando a crise humanitária na região em meio ao recorde histórico de pessoas em busca de asilo.

O incêndio começou às 22h de segunda no local que abrigava 68 homens, todos eles das Américas do Sul e Central, segundo o Instituto Nacional de Migração (INM) mexicano, que administra o local. O órgão afirmou ainda que 29 pessoas estão em estado grave e foram levados a quatro hospitais da região.

Dados da agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) apontam que, de janeiro a dezembro de 2022, mais de 3 milhões de migrantes foram interceptados tentando ingressar em território americano sem permissão legal, um aumento de 33% em relação aos 2,7 milhões registrados no ano anterior. No topo da lista de nacionalidades flagradas estão migrantes de México, Cuba, Nicarágua, Guatemala, Honduras e Venezuela.

Um relatório recente da Organização Internacional para as Migrações (OIM) apontou que desde 2014 cerca de 7.661 migrantes morreram ou desapareceram a caminho dos Estados Unidos. Destas, 988 faleceram em acidentes ou por viajar em condições subumanas.

Ainda não se sabe a nacionalidade dos imigrantes mortos no incêndio de segunda. O INM afirmou que está “em contato com autoridades consulares de diferentes países” para identificar os mortos. O governo da Guatemala afirmou que 28 vítimas são guatemaltecas.

Vizinha de El Paso, no Texas, Ciudad Juárez é uma das principais portas de entrada nos Estados Unidos e acumula milhares de migrantes nas ruas à espera de resposta para cruzar para o país.

São muitas as tensões com os agentes federais na região e na véspera o INM havia realizado uma operação para retirar das ruas pessoas que aguardavam na cidade. Segundo o presidente, Andrés Manuel López Obrador, o incêndio começou após detidos colocarem fogo em um colchão ao saberem que seriam mandados de volta a seus países.

A situação na região se agravou após duas políticas da era Donald Trump. A mais importante foi a chamada política “Permaneça no México”, que forçava os imigrantes, mesmo aqueles que tinham outras nacionalidades, a aguardarem do lado mexicano da fronteira a resposta aos pedidos de asilo. A política foi suspensa depois pelo atual presidente, Joe Biden, mas em dezembro um juiz federal ordenou que fosse retomada até que processos que os estados abriram na Justiça contra o governo fossem julgados.

A segunda política é a chamada “Título 42” que, sob a justificativa de conter a circulação da Covid-19, permitiu a expulsão de migrantes que sem que eles possam pedir asilo no país, usando do argumento sanitário para avançar na agenda republicana. Biden tentou derrubar a medida, mas a Suprema Corte a manteve em vigor.

Biden, embora tenha sido eleito e ainda repita discurso favorável à imigração, tem dados sinais controversos ao relançar políticas anti-imigratórias do seu antecessor. Em fevereiro, propôs uma nova regra que pressupõe como inelegíveis para a concessão de asilo pessoas que entrarem de forma irregular no país, a não ser que provem que tiveram o asilo negado em outras nações antes de cruzarem a fronteira.

“Na ausência de tal medida, o número esperado de migrantes viajando aos Estados Unidos sem autorização deve aumentar significativamente, a um nível que pode comprometer a habilidade dos departamentos [de Segurança Interna e de Justiça] de pôr em prática de forma segura, efetiva e humana a lei imigratória dos EUA”, diz projeto da norma, que entrou em consulta pública.

Apesar das ações do governo Biden, a crise na fronteira com o México está no centro do discurso republicano hoje. Em comício no sábado (25) em Waco, no Texas, Trump, em pré-campanha à Casa Branca, prometeu promover deportações em massa se reeleito. “Vamos usar todos os recursos necessários estaduais, locais, federais e militares para promover a maior operação de deportação da história dos Estados Unidos”, afirmou.

Brasil é o 4º país que mais mata ativistas de direitos humanos

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Racismo. Violação de direitos humanos e eleitorais. Violência contra mulher. Esses são alguns dos destaques do relatório 2023 da Anistia Internacional.

O documento destaca também as fugas e protestos que marcaram 2022, além disso, a guerra entre Rússia e Ucrânia e repressão a protestos no Irã também foram relatados pela entidade.

O texto aponta que o Brasil é o 4º país do mundo onde pessoas defensoras de direitos humanos e do meio ambiente mais morrem. Um exemplo disso é que quatro anos depois do assassinato de Marielle Franco, vereadora e defensora dos direitos humanos, e de seu motorista, o crime ainda não foi esclarecido.

O relatório da Anistia Internacional destaca ainda perseguição política e fracasso histórico em combater o racismo. As chacinas cometidas por agentes de segurança pública foram recorrentes em estados como o Rio de Janeiro e Bahia. Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, afirma que a polícia brasileira é uma das que mais mata em todo mundo e as principais vítimas são negros, com menos de 25 anos.

E o relatório aponta também que em todas as regiões do mundo, os direitos das mulheres cis e transgêneros, seguiram sob ameaça porque os Estados falharam na proteção dessas pessoas. Jurema Werneck destacou dados que apontam o Brasil como o país com o maior número de homicídios de pessoas trans no mundo pelo 13º ano consecutivo, o que reflete um descaso do estado com esse tipo de violência.

Ainda de acordo com dados do relatório, as questões climáticas e a omissão do estado em resolver os assuntos ligados ao meio ambiente continuam presentes em quase todo o mundo. A violência eleitoral também foi marcante no Brasil, em especial porque houve uma tentativa do próprio governo em 2022 de desqualificar o processo democrático durante as eleições do ano passado.

Polícias militares encontram tonel com drogas e fuzil escondido em área de restinga

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Foto: 32º BPM/Divulgação

Polícias militares de Macaé encontraram um tonel escondido em área de restinga contendo drogas e um fuzil.

A descoberta ocorreu nesta segunda-feira (27) após denúncia anônima, que dizia haver uma grande quantidade de droga escondida no local.

Os agentes fizeram buscas, encontraram o material, mas ninguém foi preso.

Os entorpecentes e a arma foram levados para a delegacia da cidade, onde a ocorrência foi registrada.

Fonte: g1