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SJB alerta para o período de defeso do camarão

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Foto: Divulgação Secom

A Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura de São João da Barra alerta os pescadores sobre a antecipação do período de defeso do camarão para este ano. Ele entrou em vigor no dia 28 de janeiro e vai até 30 de abril. De acordo com nova portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, publicada no ano passado, a proibição é para a pesca das espécies de camarão rosa, sete-barbas, branco, santana ou vermelho e barba-ruça.

A permissão para armazenar, transportar, processar e comercializar só foi concedida a quem efetuou o desembarque do camarão até 30 de janeiro e declarou até 3 de fevereiro – quinto dia útil do início do período de defeso.

Durante o defeso o pescador artesanal tem direito a receber um seguro, pago pelo governo federal, no valor de um salário mínimo mensal. Quem for flagrado desrespeitando o período de defeso poderá ser processado por crime ambiental e estará sujeito a multa, cujo valor é definido de acordo com a quantidade do camarão, além da apreensão dos equipamentos de pesca.

O secretário municipal de Pesca e Aquicultura, Aluízio Siqueira, ressalta a importância do defeso do camarão para garantia da reprodução e crescimento das espécies no litoral do Sudeste e Sul do Brasil.

“Apesar de a atividade pesqueira impulsionar a economia, é necessário que haja conscientização sobre a importância dessa medida. Na natureza há o equilíbrio do ambiente marinho através da proteção das espécies, evitando a extinção. Por outro lado, devido à integridade dos estoques pesqueiros com camarões em tamanho almejado, há a facilitação da comercialização com preços mais atrativos no mercado”, explica Aluízio.

Fonte: Ascom

Governo instala comissão para zerar desmatamento no Brasil até 2030

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Zerar o desmatamento em todos os biomas brasileiros até 2030. Esse é o objetivo da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas no Brasil (PPCD), que se reuniu pela primeira vez nesta quarta-feira (8). O esforço interministerial também busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa e gerar renda e qualidade de vida para a população que vive e se relaciona com a floresta.

“O presidente Lula estabeleceu desmatamento zero até 2030, mas com a estratégia de combater as atividades ilegais, apoiando as atividades produtivas sustentáveis, investindo na bioeconomia, no baixo carbono, no desenvolvimento sustentável, na ciência e tecnologia, na inovação, para que o Brasil possa ao mesmo tempo combater as atrocidades como estamos vendo agora na Terra Indígena Yanomami e sabemos que também existem em relação aos Caiapós, Mundurucus e outros povos indígenas”, explicou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Com plano para os próximos sete anos, a ministra evitou estipular uma meta para o desmatamento já no primeiro ano de governo. Segundo Marina Silva, parte da degradação foi causada por um período de vácuo de políticas ambientais.

“Nós já temos um desmatamento, que vem do outro governo, de mais de 6 mil quilômetros quadrados (km²), isso é o que vem do governo do presidente Bolsonaro. A partir de janeiro de 2023, [o desmatamento] é da nossa responsabilidade. mas há uma taxa de desmatamento já acumulada do governo anterior e nós vamos fazer de tudo para que essa curva possa baixar”, assegurou.

Nas atividades da primeira reunião, estão a definição da estrutura do programa, como os subgrupos, que serão divididos por biomas. A agenda de trabalho prevê prazos para entrega dos planos de ação para cada bioma: os primeiros 45 dias para a Amazônia, os 90 dias subsequentes para o Cerrado e depois Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica e Pampa. A meta é ter todos os planos setoriais já em implementação até agosto.

O PPCD vai integrar ações de 19 ministérios e será presidido pelo ministro Ruy Costa, da Casa Civil. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima será responsável pela secretaria executiva da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento. Também participam Agricultura e Pecuária; Ciência, Tecnologia e Inovação; Justiça e Segurança Pública; Integração e do Desenvolvimento Regional; Relações Exteriores; Defesa, Fazenda, Planejamento e Orçamento; Minas e Energia; Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Pesca e Aquicultura; Trabalho e Emprego;  Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Transportes; Povos Indígenas; Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

De acordo com Marina Silva, o governo federal está atuando para evitar o retorno da atuação de garimpos ilegais no país com a instituição de bases fixas em locais vulneráveis. Segundo a ministra, deve haver uma presença constante do Estado para evitar o retorno de atividades ilegais.

“O que nós estamos fazendo é um processo de desintrusão estruturada. Não é mais aquela sazonal, em que os garimpeiros têm seus equipamentos confiscados ou destruídos, saem por um período, se escondem na floresta e depois retornam”, explicou. “Nesse momento, Ibama junto com Polícia Federal, Ministério da Defesa, com a Funai estão montando bases que ficarão para não permitir o retorno [dos garimpeiros]. Estamos tomando providências estruturadas para que não haja o transbordo, que é a saída da Terra Yanomami e se alojar em outras áreas igualmente vulneráveis. Esse é um trabalho difícil e complexo”, completou.

Ontem (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva denunciou que há 840 pistas de voo clandestinas, das quais 75 são perto de terras Yanomami. “Não é possível não enxergar isso. Quem permitiu isso, tem que ser responsabilizado”, disse Lula. 

Segundo o presidente da República, o controle das terras indígenas será reestruturado com a participação de prefeitos e governadores. Lula afirmou ainda que o governo não permitirá garimpo em terras indígenas.

“Não vamos permitir garimpo ilegal em terras indígenas. Estamos em um processo de retirada de garimpeiros ilegais em Roraima. A situação que se encontram os Yanomami perto do garimpo é degradante. Precisamos apurar também a responsabilidade do que aconteceu”.

Mais uma interdição é realizada na Avenida 28 de Março

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Foto: Divulgação Ascom

Nesta quinta-feira (09) haverá interdição na Avenida 28 de Março no sentido Penha-Pecuária (Centro), no trecho entre a Avenida Doutor Felipe Uebe e a Avenida José Alves de Azevedo (Beira Valão). Com isso, as obras de asfaltamento de uma das importantes vias de acesso da cidade seguem avançando. Trata-se de uma parceria entra a Prefeitura de Campos e o Governo do Estado, que contemplará 103 ruas da cidade, por meio do programa Asfalto Novo.

Com esta interdição, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) orienta os motoristas para algumas alternativas de acesso. A primeira é para aqueles seguirão para o Centro/Pecuária, com acesso pela Avenida Doutor Arthur Bernardes, Rua Caldas Viana e Rua Saldanha Marinho.

Os motoristas que seguirão para a Rua Sete de Setembro devem seguir pela Avenida Doutor Felipe Uebe, entrar na Rua Bernardo Passos, e seguir pela Rua do Riachuelo até a Rua Sete de Setembro. Não será possível acessar a Avenida 28 de Março na altura da Cidade da Criança. Como alternativa, os motoristas devem seguir pela Rua Visconde De Itaboraí até a Avenida Princesa Isabel, onde será possível acessar a Avenida José Alves de Azevedo (Beira Valão).

Motociclista de 47 anos morre após atropelar cavalo na RJ-224

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Hospital Municipal Manoel Carola

Na noite desta quarta-feira (8) um motociclista identificado como Fábio Soares de Freitas de 47 anos, morreu após atropelar um cavalo na RJ-224, em São Francisco de Itabapoana.

O Resgate Municipal foi acionado e a vítima foi socorrida para o Hospital Manoel Carola, mas não resistiu aos ferimentos e morreu instantes depois na unidade hospitalar.

O Batalhão de Polícia Rodoviária foi ao local, mas proprietário do animal que estava solto na pista, não foi localizado. Diante dos fatos, o caso foi registrado na 147ª Delegacia de Polícia de SFI. Não há informações sobre os ferimentos do cavalo.

Destruição na Turquia expõe construções de má qualidade

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As imagens de prédios reduzidos a ruínas ao lado de edifícios sem grandes avarias aparentes levantou discussões entre especialistas sobre a qualidade das construções na Turquia após os tremores que devastaram cidades do sudeste do país e deixaram pelo menos 15 mil mortos até esta quarta-feira (8).

O planejamento urbano e a falta de coordenação entre leis e regulações sobre o assunto, além de sua politização, também são alvo de críticas. Um exemplo é a proposta do governo de Recep Tayyip Erdogan, em 2018, que concedeu anistia aos responsáveis por construções irregulares pouco antes das eleições daquele ano. Ele era o favorito, embora estivesse diante de um cenário de turbulência política e desvalorização da lira turca.

A medida era parte de um pacote de perdão de dívidas e tinha como alvo uma imensidão de construções irregulares do país. Para os proprietários de imóveis com alguma irregularidade, bastava se inscrever em um site, no qual eram solicitados documentos pessoais e informações do imóvel, e pagar uma taxa que seria calculada de acordo com o valor da construção e sua área. Dali em diante, o imóvel seria considerado regularizado, teria multas perdoadas e poderia acessar as redes de energia, água e gás.

O pacote de bondades de Erdogan gerou aumento de receitas a curto prazo para o governo e levou à regularização de propriedades que estavam com qualquer tipo de desvio em relação à legislação. Em julho de 2018, cerca de um mês após a eleição, o número de inscrições para a regularização passou de 2,6 milhões, segundo artigo publicado na Revista Turca de Engenharia em 2020.

Em fevereiro de 2019, 21 pessoas morreram no desabamento de um edifício residencial que tinha três de seus oito andares construídos ilegalmente -o imóvel, porém, havia sido regularizado pela medida de Erdogan.

“[A anistia] significa a transformação das nossas cidades, notadamente Istambul, em cemitérios, e resultará em caixões saindo de nossas casas”, afirmou à época Cemal Gokce, então presidente da Câmara de Engenheiros Civis do país. “Se as construções estão completamente irregulares ou se têm mais andares do que o projeto original, todas puderam ser anistiadas. Isso é muito perigoso.”

Construções informais não são novidade na Turquia, tampouco seu uso político desde metade do século 20, quando o país começou seu salto em termos de urbanização. Segundo o Banco Mundial, apenas 32% da população do país vivia em áreas urbanas em 1960, ante 77% em 2021 -no Brasil, os dados correspondentes a esses anos são 46% e 87%, respectivamente.

Na década de 1980, por exemplo, o país legalizou bairros inteiros, com destaque para os “gecekondu” (algo como “construído da noite para o dia”), construções informais que cresceram especialmente em grandes cidades e fazem parte do cenário urbano do país. A medida acabou estimulando novos empreendimentos irregulares.

A atividade informal é aspecto importante da construção civil turca, que por sua vez correspondeu a 5,4% do PIB do país em 2020, ano em que o setor recebeu investimentos de € 78 bilhões (R$ 435 bi, em valores não corrigidos), de acordo com a Federação Europeia da Indústria de Construção.

“O fator número um [para a escala da destruição do terremoto desta semana] foi a qualidade das construções”, disse à revista Scientific American Ross Stein, CEO da Temblor, empresa especializada na modelagem de catástrofes como os tremores desta semana. “A qualidade construtiva é controlada por leis de construção e sua fiscalização. A Turquia tem legislação moderna sobre o assunto desde o terrível terremoto de 1999 em Izmit [que deixou mais de 17 mil mortos]. Então, por que os prédios caíram? Eles eram antigos? Ou não foram devidamente reforçados?”, questionou Stein.

Peli Pinar Giritlioglu, presidente da filial de Istambul da União das Câmaras de Engenheiros e Arquitetos Turcos, fez análise semelhante. “A devastação extraordinária é perpetuada pela persistência em repetir políticas de urbanização falhas e de decisões politicamente carregadas, como a lei de anistia de 2018.”

Erdogan tem sido criticado pela população afetada pelo sismo desta semana pela demora na chegada de socorristas e falta de assistência em meio ao frio e à fome. Em Gaziantepe, uma das cidades atingidas, a população questiona o que foi feito do dinheiro recolhido com a chamada “taxa de terremoto”, um pacote de novos impostos implementado no país após o tremor de 1999. Suas receitas, estimadas em US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões), supostamente foram revertidas na prevenção de catástrofes como a de agora e na promoção de serviços de resgate. Os efeitos, no entanto, ainda não estão claros.

Cidades na Turquia atingidas pelo terremoto vivem misto de opressão e medo

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GAZIANTEPE, TURQUIA (FOLHAPRESS) – Entrar nas cidades turcas de Kahramanmaras e Gaziantepe, que circundam o epicentro do terremoto que matou, até esta quarta (8), 15 mil pessoas, traz um misto de opressão e medo.

A opressão se deve a ver pessoalmente as ruínas de prédios inteiros no chão, tratores e escavadeiras remexendo em escombros, e imaginar se alguém sob as toneladas de concreto será resgatado ou esmagado. Já o medo diz respeito a chegar a um dos lugares menos seguros da Terra, pelo menos nesta semana.

Após o terremoto de magnitude 7,8, na noite de domingo (5), dezenas de tremores secundários se seguiram, assustando ainda mais a população e preocupando as dezenas de grupos de resgate que vêm de todas as partes do mundo.

No caminho percorrido pela reportagem para chegar à região, havia forças de resgate japonesas, voluntários russos e bombeiros espanhóis. O ponto de convergência na Turquia é Kayseri, cidade que tradicionalmente recebe milhares de turistas que vão à Capadócia, a uma hora de distância, para voar de balão.

É ali que aterrissam os japoneses. “Nossa primeira turma chegou ontem [terça (7)], e soubemos que eles já resgataram três”, conta Takemi Ishikuri, da polícia nacional japonesa. Ele lidera um grupo de 70 policiais, bombeiros e agentes da Guarda Costeira, chamado, como pode se ler em seus uniformes e bonés, Grupo de Alívio de Desastres.

Levam quatro cachorros treinados para localizar pessoas em escombros. “Nosso país tem grande experiência com situações assim”, diz Ishikuri, entre orgulhoso e comovido, contando ter participado dos trabalhos após o terremoto e o subsequente tsunami que assolaram o Japão em 2011.

A reportagem pergunta a Ishikuri se os três resgatados por sua equipe estavam vivos. Parecia óbvio que sim, mas não. “Dois mortos. Um com vida”, responde ele, em tom grave.

Os 30 russos, ao contrário, são todos voluntários. Com inglês razoável, um revela ser engenheiro em uma fábrica de São Petersburgo. Ele diz que não tem nenhuma experiência em terremotos, pois sua cidade, diferentemente de Gaziantepe, está no meio de um pântano.

Uma russa se aproxima e conta que é paramédica. Até que o líder esbraveja que eles estão passando muita informação. “Informatsiya” é a única palavra que dá para pescar, mas diz tudo.

A locomoção no sul do país está caótica. Em algumas cidades, os aeroportos estão fechados. Em outras, não há gasolina. Em parte das estradas, o carro fica 60 minutos sem colocar a primeira marcha devido aos danos nas rodovias.

Para chegar a Gaziantepe, partindo de Kayseri, o trecho de quatro horas se transforma em oito. Vans e caminhonetes repletas de água disputam espaço com caminhões tão grandes que carregam, na caçamba, duas ou até três escavadeiras.

Perto de Kayseri, são as condições climáticas que atrapalham. A rodovia dupla se transforma em pista única quando a neve se acumula nos dois lados e aperta todo mundo no meio. Às vezes, o gelo toma conta da pista, e o carro sai deslizando.

Vez por outra, o trânsito para. Veem-se os semblantes sérios dentro dos veículos em direção ao sul. São familiares indo resgatar parentes, voluntários levando mantimentos ou pessoas indo buscar amigos com quem não conseguem contato.

No lado oposto da pista, ao contrário, estão as pessoas que fogem do epicentro. Estão com medo? Aliviados? Serão moradores que não têm mais seus imóveis? Ou serão inquilinos que agora não têm mais aluguéis para pagar? Seria preciso descer no frio de – 8ºC para bater nos vidros e perguntar.

A internet funciona, mas as cidades sofrem de diversas formas. Em Gaziantepe, não há água quente. Os recepcionistas dos hotéis sugerem aos hóspedes que usem as cafeteiras elétricas dos quartos para esquentar a água do banho. A temperatura na cidade alcança 5ºC quando bate sol.

No hotel em que a reportagem está, de oito andares -mas com arquitetura preparada até a magnitude de 9, afirma a recepção-, há 90 pessoas abrigadas, a maioria parentes dos funcionários da casa. O hotel abriu as portas a eles gratuitamente, e as crianças não param quietas. Para elas, a vida sempre continua.

Planos de saúde terão de cobrir tratamento com Zolgensma

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O Zolgensma é a primeira terapia, de aplicação única, intravenosa, com tecnologia avaliada e recomendada positivamente pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Alexandra Prufer explica que pela técnica, de adenovírus associado, é inserido um novo gene dentro das células defeituosas, em crianças com até 2 anos de idade, que passarão a fabricar a proteína necessária ao bom funcionamento do corpo.

Em dezembro de 2022, foi aprovada a inclusão do medicamento nos tratamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças com até seis meses de idade. De acordo com a portaria, o medicamento deverá estar disponível na rede pública em até 180 dias.

Casal que bebeu refrigerante com soda cáustica é indenizado em R$ 8 mil

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça de Minas Gerais mandou a fabricante de um refrigerante indenizar em R$ 8 mil um casal que tomou o líquido contaminado com um “ingrediente surpresa”: soda cáustica -um produto altamente corrosivo que serve, inclusive, para limpezas profundas e desobstrução de canos.

Segundo o TJ-MG (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais), a decisão foi da 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, seguindo a sentença da Comarca de Divinópolis. A sentença foi por danos morais, sendo R$ 5 mil de indenização a mulher e outros R$ 3 mil ao homem. O TJ-MG não divulgou o número do processo, nem a marca do refrigerante.

O processo expõe que o casal entrou em uma padaria de Divinópolis para comer e comprou um refrigerante de 200 ml. Inicialmente, a mulher tomou o líquido e sentiu queimação e falta de ar. O namorado também experimentou um pouco da bebida e sentiu queimação no estômago.

A mulher foi levada ao Pronto-socorro Regional de Divinópolis com dor na boca e na garganta, além de náuseas e mal-estar. Ela ficou internada por algumas horas e depois recebeu alta.

A Polícia Militar foi chamada para atender a ocorrência e enviou a garrafa com o refrigerante para a perícia. O Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, através de laudo, apontou que havia soda cáustica na bebida.

De acordo com o relator do caso, o desembargador José Augusto Lourenço dos Santos, ficou “comprovado nos autos que o produto fabricado pela apelante foi colocado no mercado de consumo sem qualidade de segurança à saúde, pois continha substância com potencialidade corrosiva de tecidos humanos”.

A decisão de Santos foi seguida pelos desembargadores Joemilson Lopes, Saldanha da Fonseca, Domingos Coelho e José Flávio de Almeida.

Foto inédita de Gabby Petito sugere agressão antes de abordagem policial

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma foto inédita da influenciadora digital Gabby Petito -morta em agosto de 2021 pelo namorado, Brian Laundrie, que posteriormente se suicidou- corrobora com a teoria de que ela teria sido agredida pouco antes da abordagem policial que poderia ter salvado sua vida.

Em 12 de agosto, Petito e Brian foram parados na estrada por policiais, após uma denúncia de violência.

A imagem foi tirada às 16h37 da referida data; a abordagem policial ocorreu minutos depois, às 16h53. A foto mostra que Gabby já possuía hematomas no olho esquerdo quando os policias a pararam e, mesmo assim, deixaram-na seguir viagem com Brian.

Por isso, os pais de Gabby entraram com uma ação contra o Departamento de Polícia de Moab em Utah, por omissão e negligência em proteger sua filha.

ANEXO JURÍDICO

De acordo com o site do canal CNN, a foto foi divulgada ontem pelos advogados dos familiares de Gabby, e deve ser usada como prova no processo em questão. Eles acreditam que, se os policias tivessem intervindo como deviam, a jovem ainda poderia estar viva.

ASSASSINATO BRUTAL

A investigação do caso concluiu que Gabby Petito foi espancada e estrangulada até a morte por Brian Laundrie no dia 28 de agosto, durante uma viagem juntos. Brian cometeu suicídio com um tiro na cabeça e deixou uma confissão manuscrita de haver matado a namorada.

A história aterrorizante e assustadora do hospício Broadmoor e seus infames moradores

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Hospitais psiquiátricos e asilos do passado certamente causam alguns arrepios em muita gente. A história sombria e perturbadora de práticas de saúde mental ultrapassadas, os gritos de sofrimento ecoando pelas alas… É difícil achar algo de bom nessas velhas instituições. Um dos mais assustadores e, certamente, o mais notório desses antigos hospitais, é o hospício de Broadmoor. Considerado uma prisão disfarçada de hospital por muitos, o lugar abrigava os mais perigosos e psicologicamente angustiados “pacientes” da Inglaterra.

Bateu curiosidade? Clique na galeria e descubra tudo sobre o sinistro hospício Broadmoor e seus infames moradores.

Número de médicos passa de 500 mil no país, mas má distribuição é desafio

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SÃO PUALO, SP (FOLHAPRESS) – Levantamento feito pela AMB (Associação Médica Brasileira) e pela USP (Universidade de São Paulo) aponta que o Brasil alcançou a marca de 562.229 médicos inscritos nos 27 CRMs (Conselhos Regionais de Medicina). A taxa nacional é de 2,6 profissionais por 1.000 habitantes, mas há grande desigualdade na distribuição dos médicos pelos estados.

O dado, de janeiro de 2023, consta no estudo Demografia Médica Brasileira, lançado nesta quarta-feira (8). A coordenação é do professor doutor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, Mário Scheffer.

Em comparação com 2000, quando havia 219.896 médicos no país, o número de profissionais mais do que dobrou. No mesmo período, a população brasileira cresceu cerca de 27%.

Entre 2010 -quando o país tinha 1,63 médicos por grupo de 1.000 habitantes- e 2023, 251.362 novos profissionais passaram a atuar no Brasil, graças à abertura de cursos e de vagas de graduação em medicina, segundo o levantamento.

“Mesmo com o aumento expressivo no número de médicos nos últimos anos, está mantida uma concentração de médicos nas capitais, nos grandes centros. Essa desigualdade se sobrepõe a outra desigualdade. A força de trabalho médico está cada vez mais concentrada em serviços privados que atendem a menor parcela da população. É a soma da desigualdade geográfica com a crítica entre o público privado num sistema de saúde, que faz com que mesmo num país onde teremos um milhão de médicos em curto prazo, continuarão os vazios existenciais em razão da estrutura do sistema de saúde”, diz o pesquisador.

ONDE ESTÃO OS MÉDICOS

Apesar do crescimento, a desigualdade segue a tendência dos últimos anos. Com taxa por mil habitantes de 3,39, o Sudeste concentra a maior parte dos médicos, seguido pelas regiões Centro-Oeste (3,10) e Sul (2,95).

O Norte e o Nordeste possuem densidade de médicos por 1.000 habitantes abaixo da média nacional -1,45 e 1,93 respectivamente. Com exceção da Paraíba (2,81), os estados das duas regiões possuem taxas abaixo de 2,4.

Das 27 unidades da federação, 11 têm densidade de médicos por 1.000 habitantes acima da taxa nacional (2,41) e, 16 estão abaixo.
Acre (1,41), Amazonas (1,36), Maranhão (1,22) e Pará (1,18) possuem as menores taxas.

A maior parte da população médica está nas capitais, onde a densidade por 1.000 habitantes é de 6,13 -1,14 nas regiões metropolitanas e 1,84 nos interiores. As capitais dos 26 estados e o Distrito Federal concentram 50.916.038 pessoas.

Nas demografias médicas publicadas em 2018 e 2020, o Sudeste também foi a região com mais médicos por grupo de mil habitantes -taxa de 2,81 e 3,15 respectivamente -e o Norte com menos profissionais -densidade de 1,16 e 1,30 respectivamente.

“Quando falamos em vazios existenciais, imaginamos que isso só acontece na região Norte, no Amazonas, nas populações ribeirinhas. Não! Isso acontece em São Paulo também. A nossa pesquisa tem aspectos qualitativos, muito mais do que quantitativos, o que nos remete a um grande equívoco. Nós podemos imaginar que nosso problema é só de quantidade de médicos, de distribuição de médicos. Mas temos um problema qualitativo, que é a má qualidade da formação dos médicos, afirma César Eduardo Fernandes, presidente da AMB.

“Nós abrimos muitas escolas de medicina, de qualidade duvidosa e não vemos nenhum controle. A responsabilidade é do Ministério da Educação. Se autoriza a formação médica numa cidade que não tem condição de formar médico, deve ser responsável pela qualificação desse médico. Ela deve ser atestada e comprovada. Nós na AMB defendemos que o médico que vem de fora para trabalhar aqui precisa do revalida. Por que não fazemos o mesmo com o nosso egresso de medicina? Nosso problema não é só de mais profissionais, mas de médicos qualificados e resolutivos”, conclui Fernandes.

COMPARAÇÃO COM OUTROS PAÍSES

O índice brasileiro de médicos por 1.000 habitantes é menor do que a média dos países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (3,73).

Os indicadores são altos na Grécia (6,16), Áustria (5,45), Noruega (5,18), Espanha (4,58), Itália (4,13) e Austrália (3,83), entre outros.
O percentual brasileiro é maior do que o registrado na China (2,24), Índia (0,90), África do Sul (0,79) e Indonésia (0,63), e compatível com Coreia do Sul (2,51), Estados Unidos (2,64) e Canadá (2,77), por exemplo.

PROJEÇÕES

Em dois anos, o Brasil deverá ter uma taxa de 2,91 médicos por 1.000 habitantes, quase três vezes a registrada em 1980 (0,94).

Em 2035, mais de um milhão de médicos estarão em atividade no Brasil -com densidade de 4,43 por 1.000 habitantes. Segundo o levantamento, mulheres mais jovens deverão prevalecer. A desigualdade também.

Entre 2009 e 2022, o número de mulheres evoluiu de cerca de 133.000 para aproximadamente 260.000, ou seja, quase dobrou.
Entre os homens, o crescimento foi de 43%, em média.

MÉDICOS ESPECIALISTAS

Em junho de 2022, 321.581 médicos brasileiros tinham pelo menos um título de especialista, o que correspondia a 62,5% do total de 514.215 profissionais (dados de junho) em atividade no país. Os demais 192.634 (37,5%) eram generalistas.

Os dados mostram que, no mesmo período, o país tinha 438.239 títulos em especialidades e 495.716 registros de médicos titulados.

Para Mário Scheffer, apesar do aumento de 85% no número de especialistas, a desigualdade na distribuição torna-se um problema.

“Eles não estão mal distribuídos em relação ao território, mas também concentrados em serviços privados que atendem a menor parte da população. É urgente a adoção de políticas de maior atração e fixação de especialistas no SUS. Também há um crescimento importante dos médicos sem especialização. É um dado que precisa ser discutido, uma vez que não haverá, pelo menos no cenário atual, uma oferta de capacidade de formar especialistas. O número de vagas em residência médica é insuficiente. Há uma defasagem em relação ao grande número de recém-formado de egressos das escolas médicas e dos cursos de medicina”, afirma.

Clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, anestesiologia, ortopedia e traumatologia, medicina do trabalho e cardiologia representam, juntas, mais da metade (55,6%) do total de registros de especialistas.

O sexo masculino é maioria em 36 das 55 especialidades médicas, e o feminino está em 19 delas.

Em urologia, neurocirurgia e ortopedia e traumatologia os homens são mais de 90%.

As mulheres são minoria em todas as especialidades cirúrgicas, mas dominam a dermatologia -8.236 médicas, que correspondem a 77,9% dessa área.

Elas também ocupam mais espaço na pediatria (75,6%), alergia e imunologia e endocrinologia e metabologia (ambas com 72,1%).

A presença de homens e mulheres é equilibrada nas especialidades de nutrologia, medicina física e reabilitação, e gastroenterologia.

Neste ano, pela primeira vez, o CFM (Conselho Federal de Medicina) lançou a própria demografia médica.

De acordo com a plataforma, disponibilizada à população em geral na segunda (6), o Brasil encerrou 2022 com 545.481 médicos e taxa de 2,56 por mil habitantes. O dado exclui profissionais acima de 80 anos e com inconsistências cadastrais no CFM.

Em 1990, o país tinha 162.234 médicos; No ano de 2000, foram contabilizados 239.730 profissionais; em 2010, 343.764, e em 2020, 504.935.

“Em 2010, a proporção de médicos por mil habitantes era de 1,76. O país nunca teve tantos médicos em atividade. Isso ocorreu por uma combinação de fatores: mantém-se forte a taxa de crescimento do número de profissionais, há consistente aumento de novos registros, mais entradas do que saídas de profissionais do mercado de trabalho e um perfil jovem (com baixa média de idade) e maior longevidade profissional”, afirmou o presidente do CFM, José Hiran Gallo.

O levantamento do CFM também apontou desigualdade na distribuição de médicos.

O Sudeste ainda concentra a maior parte dos médicos. A taxa por mil habitantes é de 3,22, seguido pelas regiões Sul (2,82), Centro-Oeste (2,74), Nordeste (1,75) e Norte (1,34) – o cálculo considerou a distribuição de registros médicos pelo país (546.497). São profissionais que possuem endereço e registro no CRM em mais de um local.

Matrículas de creche e tempo integral sobem em 2022 e revertem efeito da pandemia

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os dados do Censo Escolar de 2022, divulgados nesta quarta-feira (8), mostram recuperação nas matrículas de creche e de alunos em tempo integral após a pandemia de Covid. O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), atribuiu os resultados à ação de estados e governos apesar da ausência do governo federal durante o gestão Jair Bolsonaro (PL).

Os registros de matrículas tiveram queda em 2020 e 2021, período marcado pelo fechamento de escolas durante a pandemia. No caso de creches, houve uma queda inédita de matrículas mesmo antes dos impactos da pandemia.

Em 2022, o número de matrículas em creche chegou a 3.935.689, um avanço de 5% com relação a 2019, antes da pandemia, quando eram 3.755.092 matrículas. Em 2021, esse dado havia caído para 3.417.210.

Esses dados contemplam vagas na rede pública e privada. Isso indica uma cobertura escolar de 36% das crianças de até três anos no país -a meta do PNE (Plano Nacional de Educação) é chegar a 50% em 2024, o que não será alcançado.

Nos dois casos, redes públicas e privada, houve aumento em 2022. Considerando apenas a rede pública, são 2.613.843 matrículas. Eram 2.456.583 em 2019. Esses alunos estão concentrados nas redes municipais.

Na rede particular, esse número de alunos em creche passou de 1.298.509 em 2019 para 1.321.846.

Para o ministro da Educação, foi a ação de municípios e estados que garantiram essa retomada. Ele citou também os efeitos do Fundeb como parte da explicação.

O Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, passou por uma renovação em 2020 que ampliou os recursos recebidos pelas redes de ensino.

“Se fosse [resultado de] política nacional, não veríamos tanta distorção entre os estados”, disse. “A crítica é do ponto de vista de políticas, não porque somos adversários.”

Santana falou sobre a falta de diálogo do MEC com estados e municípios durante o governo Bolsonaro, mencionando inclusive a experiência que teve como governador do Ceará no período.

“Qual foi o papel do MEC durante a pandemia? Nenhum”, disse Santana, em entrevista coletiva realizada em Brasília, na sede do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo levantamento.

Ao longo do governo Bolsonaro, e sobretudo na pandemia, o MEC foi recorrentemente criticado por secretários de educação por minar o diálogo com as redes e também por esvaziar programas de repasse, como de ensino integral. Os gastos federais para construção de creche, por exemplo, desabaram.

Mais da metade (50,7%) dos alunos de creche estão em unidades conveniadas a prefeituras, sem gestão direta. O modelo é criticado por alguns educadores e sobretudo por sindicatos.

Na apresentação dos dados, o diretor de estatísticas educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno Sampaio, ressaltou essa realidade e apresentou dados positivos sobre o atendimento escolar nas conveniadas.

Santana defendeu o modelo e disse que sua equipe vai avaliar o tema. “Foram nas conveniadas que houve o maior número de creches em tempo integral. É um dado importante, positivo, a equipe vai avaliar”, diz.

As matrículas em pré-escola (de 4 a 5 anos) se recuperaram de uma queda vista em 2020 e, principalmente, em 2021, mas se mantiveram praticamente estáveis. São 5.093.075 milhões de matrículas nesta etapa em 2022, contando alunos de escolas públicas e privadas, contra 5.217.686 em 2019.

Os dados de 2022 indicam que 91,5% das crianças de 4 e 5 anos estão matriculadas. O saldo era de 92,9% em 2019. Levando em conta só a rede pública, eram 2.613.843 matrículas em 2022. Um salto comparado a 2019, quando havia 2.456.583 alunos na pré-escola.

A proporção de alunos em tempo integral no país também registrou aumento, tanto no ensino fundamental quanto no médio.

No ensino médio, a rede pública chegou a 20,4% dos alunos com jornada estendida. Eram 12% em 2019 -ao contrário das matrículas em creche, esse indicador manteve aumento ao longo dos anos.

Mas há distorções regionais. Pernambuco, por exemplo, tem 62,5% dos alunos de ensino médio em tempo integral, enquanto esse índice é de 4,4% no Paraná.

Já no ensino fundamental, o percentual de alunos em tempo integral é de 11,4% nos anos iniciais e 13,7% no finais.

O Brasil ainda acumula um número grande de crianças e jovens fora da escola. Entre a população de 4 a 17 anos, há 1,04 milhão de crianças e jovens fora da sala de aula.

Os maiores volumes ficam entre os mais jovens e mais velhos: 512 mil desses excluídos têm 4 e 5 anos e, por outro lado, 386 mil são jovens de 16 e 17 anos.

A educação básica brasileira, que vai da creche ao ensino médio, soma 47.382.074 matrículas. Considerando as redes públicas e privadas.

Esse montante vem caindo ano a ano por causa de efeitos de uma transição demográfica.

Do total de matrículas, 49% estão nas redes municipais. As escolas estaduais concentram 31,2% dos alunos e a privada, 19%. Somente 0,8% dos alunos de educação básica estão em escolas federais.

Além de Santana e Moreno, estavam na entrevista o presidente do Inep, Manuel Palácios, e as secretárias do MEC Izolda Cela (secretária-executiva), Zara Figueiredo (Secadi) e Kátia Schweickardt (educação básica).

O ministro fez questão de parabenizar os servidores do instituto. No governo Bolsonaro, o Inep passou por uma das principais crises da história, com denúncias de assédio moral e tentativas de interferência ideológica nos exames.

Chanceler da França expressa apoio ao Brasil na OCDE

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após os anos de tensão entre Brasil e França durante o governo Jair Bolsonaro (PL), a chanceler francesa, Catherine Colonna, chegou nesta terça (7) ao Brasil para restabelecer laços entre os países.

“Este é o primeiro passo para reacender nossa parceria estratégica”, disse por email Colonna, que prepara a visita do presidente Emmanuel Macron a Brasília, prevista para as próximas semanas.

A ministra celebrou os sinais dados pelo atual governo em relação à política ambiental e afirmou que a França apoia o acesso do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) -o país europeu tinha ressalvas devido à alta no desmatamento e no garimpo ilegal durante o governo Bolsonaro.

Mas Colonna, que será recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (8) e se reunirá com o chanceler Mauro Vieira e a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), sinalizou que a França diverge do Brasil a respeito da Guerra da Ucrânia. Lula negou pedido do premiê alemão, Olaf Scholz, para envio de munições à Ucrânia e reforçou a visão de que o Brasil não tomará partido, ainda que condene a agressão russa.

PERGUNTA – As relações entre França e Brasil passaram por momentos de tensão. Bolsonaro cancelou uma reunião com o então chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, e foi fazer um vídeo cortando o cabelo. A França criticou a política ambiental do Brasil e o aumento dos incêndios e do desmatamento na Amazônia. O país disse que não apoiaria a entrada do Brasil na OCDE se não houvesse progresso no combate ao desmatamento. O que a senhora espera das relações entre França e Brasil no governo Lula?

CATHERINE COLONNA – França e Brasil têm uma história de laços profundos que remonta a séculos. A França compartilha sua maior fronteira com o Brasil, 730 km ao longo da Guiana Francesa. Por 15 anos, estivemos unidos por uma ambiciosa parceria estratégica, de transferência de alta tecnologia militar a cooperação linguística. Esses laços se mantiveram fortes, mesmo nos anos recentes. O Brasil é o nosso principal parceiro econômico na região, e as empresas francesas são as maiores empregadoras estrangeiras no Brasil.

Agora é o momento de dar um passo à frente nessa cooperação, em um novo contexto. Nosso presidente expressou de forma clara seu apoio ao governo democraticamente eleito do Brasil. Os presidentes Macron e Lula já estiveram em contato duas vezes desde a eleição, em outubro. Minha visita ao Brasil é o primeiro passo para reacender nossa parceria estratégica. Os dois presidentes também devem se reunir em breve para avançar nos projetos de cooperação. Compartilhamos desafios importantes e grandes ambições para um multilateralismo efetivo, segurança internacional e proteção ambiental. Esperamos fortalecer ainda mais nossos laços econômicos, também mirando o acesso do Brasil à OCDE, o qual apoiamos. O Brasil é um dos principais atores globais. O retorno do país ao cenário global é fortemente esperado.

O governo Lula anunciou que está trabalhando numa regulação para plataformas de internet e que o Digital Services Act (DSA, a Lei dos Serviços Digitais europeia) é uma das inspirações. A legislação pretende responsabilizar as plataformas pela disseminação de conteúdo que viole a Lei do Estado Democrático e incitem insurreição e golpe. Mas parcelas da sociedade civil e as empresas enxergam riscos para a liberdade de expressão. Como a França enxerga a imunidade das plataformas?

C. C. – Enfrentamos desafios semelhantes na França e na Europa. Nossa abordagem é muito clara: o que não é permitido offline não deve ser permitido online. A Guerra da Ucrânia e a pandemia deram origem a campanhas de desinformação agressivas, em parte possibilitadas pela falta de regulamentação das redes sociais. Essa é uma ameaça direta e séria contra a democracia. A França e a União Europeia defendem uma visão de internet democrática e regulada, com respeito aos direitos humanos e aos valores fundamentais. O DSA foi um marco importante no esforço para impedir que a internet continue a ser uma selva sem lei.

Macron prometeu “firme apoio” à Ucrânia “até a vitória”. O que o Brasil pode fazer para ajudar a resolver o conflito na Ucrânia?

C. C. – Deixe-me ser muito clara: existe um país que foi atacado, a Ucrânia, e um agressor, a Rússia. Ao promover uma guerra ilegal contra um país soberano e independente, a Rússia, um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, violou deliberadamente os princípios da Carta das Nações Unidas. Ao mirar deliberadamente a infraestrutura civil, a Rússia está cometendo crimes de guerra. É nossa responsabilidade garantir que esses crimes não fiquem impunes.

O Brasil sempre foi um forte defensor do direito internacional. O país já expressou na ONU seu repúdio à violação flagrante da Rússia à integridade de um país soberano. Estamos lado a lado nessa questão. A amplitude do apoio à Ucrânia está crescendo, como demonstrado pelos países de todos os continentes que participaram da conferência em Paris em 13 de dezembro e se comprometeram a enviar mais de EUR 1 bilhão em ajuda à Ucrânia. [A guerra] diz respeito a todos nós. A crise alimentar e as ameaças à segurança energética estão nos atingindo fortemente. Nesse sentido, França e Brasil compartilham a preocupação com o impacto da guerra sobre populações mais vulneráveis. A França promoveu iniciativas para diminuir os impactos da guerra, especialmente em segurança alimentar. Acompanhei recentemente a entrega de 50 mil toneladas de trigo para Etiópia e Somália, ajuda financiada pela França e pela Alemanha.

Lula afirmou que quer concluir o acordo UE-Mercosul em seis meses. É possível?

C. C. – Nossa posição é clara: alguns Estados-membros, incluindo a França, pediram garantias claras em relação ao impacto do acordo sobre o ambiente. Essas demandas estão alinhadas à abordagem defendida pela UE e pela França em relação a comércio sustentável e desenvolvimento, respeitando nossos compromissos sociais e ambientais internacionais. Queremos que nossos parceiros sigam as mesmas regras que seguimos. Os acordos comerciais do século 21 precisam refletir os desafios de hoje. Saudamos as ambições do governo Lula de cumprir as normas internacionais em relação a desmatamento, as metas do Acordo de Paris e as regras de segurança dos alimentos. Em diálogo com o Mercosul e com o Brasil, a UE vai analisar de que forma o acordo UE-Mercosul fornece as garantias necessárias. Isso vai beneficiar a todos.

A Alemanha anunciou um pacote de R$ 1,1 bilhão para desenvolvimento sustentável e combate ao desmatamento no Brasil. De que maneira a França pode cooperar na preservação da Amazônia?

C. C. – A proteção da floresta amazônica é de enorme importância para a França e para o Brasil, com pleno respeito às nossas soberanias. Precisamos identificar novos modelos para preservar a floresta e garantir desenvolvimento sustentável das comunidades locais, além de recursos para combater o garimpo ilegal, o desmatamento e o crime organizado. Durante minha visita, espero conversar com a ministra Marina Silva para identificar oportunidades e fazer nossas agendas convergirem. A Cúpula Amazônica que será realizada por Brasil e Colômbia em alguns meses será essencial para definir estratégias.

A França, que também é um país amazônico, está pronta para cooperar com seus parceiros nesse tema. O atual governo brasileiro tem mostrado fortes sinais de seu comprometimento para reverter a tendência atual de desmatamento ilegal na Amazônia e em outros biomas. Estamos convencidos de que o Brasil possui todos os instrumentos necessários para fazer uma contribuição positiva a essa agenda essencial e se tornar uma potência verde global. Apoiamos a candidatura do Brasil para sediar a COP30 em 2025.

O Brasil enfrentou uma tentativa de golpe em 8 de janeiro. Como os países devem lidar com a ascensão do extremismo de direita?

C. C. – Após os ataques em Brasília, a França reafirmou seu apoio incondicional ao Brasil e a Lula diante de qualquer tentativa de ameaçar processos democráticos. Macron também enfatizou que nosso país está determinado a defender os valores universais da democracia e a desenvolver mais instrumentos democráticos para lutar contra a desinformação. Hoje enfrentamos o que Macron chama de “guerras híbridas”, que dão suporte a “universalismos concorrentes”. Estamos prontos para trabalhar com as autoridades brasileiras para estabelecer cooperação e diálogo regular sobre melhores práticas para fortalecer a democracia e proteger a liberdade de expressão, de imprensa e informações confiáveis.

Não podemos ser ingênuos em relação ao modelo alternativo que algumas potências, como a Rússia, tentam promover. Essa agenda tem como objetivo minar a democracia e desestabilizar países. Acreditamos firmemente que a universalidade estabelecida na Carta da ONU e em declarações de direitos humanos é a única que garante a soberania e os direitos fundamentais. Não há dúvida de que é necessário aperfeiçoar o sistema multilateral para haver mais eficiência e legitimidade. A França há muito defende que o Brasil tenha um assento no Conselho de Segurança da ONU.

Raio-X | Catherine Colonna, 67

Ministra das Relações Exteriores da França, formou-se no Instituto de Estudos Políticos de Paris e na Escola Nacional de Administração. Foi porta-voz da Presidência da República de 1995 a 2004, embaixadora na Itália de 2014 a 2017, representante permanente junto à OCDE de 2017 a 2019 e embaixadora no Reino Unido entre 2019 e 2022.

Ibama e Funai iniciam retomada do território Yanomami e destroem aeronaves

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O governo federal deu início às ações de repreensão ao crime e de retirada dos garimpeiros da terra indígena Yanomami, em Roraima. Entre a segunda-feira, 6, e o início da noite de terça-feira, 7, foram destruídos um helicóptero, um avião, um trator de esteira e estruturas de apoio logístico ao garimpo. Foram apreendidas ainda duas armas e três barcos, com cerca de 5 mil litros de combustível.

A ação foi liderada por agentes do Ibama, com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional de Segurança Pública.

Ibama e Força Nacional instalaram uma base de controle no rio Uraricoera, principal rota fluvial da região, para impedir o fluxo de suprimentos para os garimpos. Além de gasolina e diesel, os barcos apreendidos carregavam cerca de uma tonelada de alimentos, freezers, geradores e antenas de internet.

Todos os suprimentos serão usados para abastecer a base de controle. Nenhuma embarcação com carregamento de combustível e equipamentos será autorizada a seguir daquele ponto de bloqueio em direção aos garimpos.

A instalação de bases de controle será estendida para outras áreas da terra indígena. A estrutura logística é fornecida pela Funai, com o apoio dos próprios indígenas nesta fase da operação.

A ação aérea é realizada pelo Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) do Ibama, que monitora pistas de pouso clandestinas na região. Sobrevoos para identificar e destruir a infraestrutura do garimpo, como aviões, helicópteros, motores e instalações, serão mantidos. O trator destruído era usado para abrir “ramais” na floresta.

O Ibama também fiscaliza distribuidoras e revendedoras responsáveis pelo comércio irregular de combustível de aviação que abastece os garimpos.

O objetivo principal da operação é inviabilizar linhas de suprimento e rotas que abastecem e escoam a produção do garimpo, além de garantir a permanência das equipes de fiscalização por prazo indeterminado. As ações foram acompanhadas pela Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente, da Advocacia-Geral da União (AGU).

Resultado do Enem 2022 será divulgado na quinta-feira, 9, diz MEC

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O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta quarta-feira, 8, que a divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022 será adiantada. Os estudantes vão poder conferir o desempenho na prova nesta quinta-feira, 9.

Anteriormente, a previsão era que o resultado fosse divulgado apenas no dia 13 deste mês. As notas estarão disponíveis na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/#!/).

Para acessar, o estudante usa o CPF e a senha cadastrados.

O Enem é a principal porta de entrada dos estudantes brasileiros para a universidade. As notas podem ser utilizadas para os processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O prazo de inscrição para o Sisu é de 16 a 24 de fevereiro, com resultado divulgado em 28 de fevereiro.

As inscrições para o ProUni serão abertas no dia 28 de fevereiro e vão até o dia 3 de março. No caso do Fies, elas iniciam no dia 7 de março e terminam no dia 10. Com informações de Agência Brasil

Detran RJ passa a usar tabletes em áreas de provas práticas

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Foto: Divulgação Detran

O Detran.RJ acaba de implantar uma novidade tecnológica para quem vai tirar a primeira habilitação: desde o início da semana, os examinadores das 40 áreas de provas práticas do departamento, de todo o estado, usam tablets para fazer a transferência dos resultados das provas práticas, de forma online, agilizando o processo de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, os tablets passam a fazer o reconhecimento facial dos candidatos, substituindo a biometria.

O novo procedimento permite que o candidato aprovado tenha acesso à primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), de forma digital, em cerca de três dias, no Posto Digital do Detran.RJ (no site www.detran.rj.gov.br) ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), da Senatran. O documento físico continuará a ser emitido pelo departamento em 15 dias, em média. A novidade tecnológica será usada também para agilizar outros serviços de Habilitação – como adição e mudança de categoria.

“É a tecnologia trabalhando a favor dos usuários do Detran. Os tablets, além de agilizar todo o processo para quem quer tirar a carteira de motorista, ainda diminuem a possibilidade de fraudes por conta do reconhecimento facial”, explica o presidente do Detran.RJ, Adolfo Konder.

Uma das mais entusiasmadas com a novidade era a empresária Grace de Oliveira, de 38 anos, moradora do Recreio, que fez a prova para primeira habilitação de moto nesta quarta-feira (8/2), no posto do Detran do Aerotown, na Barra da Tijuca. “Fui aprovadíssima. Estou muito feliz. Adorei a novidade do Detran. O mundo hoje é totalmente digital. Agora, vou ficar de olho no aplicativo para ver quando a carteira será lançada no Posto Digital para começar a passear de moto devidamente legalizada. Esse verão será especial para mim, já com a nova CNH”, comemorou a empresária.

Outro candidato que fez a prova nesta quarta-feira para motocicletas, no posto da Barra, foi o motorista Renato Ribeiro da Silva, de 39 anos, que mora no bairro Colégio. Após concluir o circuito e ser aprovado, Renato comemorou o êxito e a novidade tecnológica implantada pelo Detran com o uso de tablets.

“Não sabia dessa novidade. Estou achando o máximo. Poderei ter acesso mais rapidamente à carteira, de forma digitalizada. Baixarei logo o aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT) para ter a minha CNH em mãos mais rapidamente. Parabéns a todos pela iniciativa e pela modernização do processo. Assim que baixar a carteira vou sair pilotando”, afirmou Renato.

Fonte: Detran RJ

PM recupera carro furtado em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta terça-feira (7) um carro que havia sido furtado foi recuperado pela Polícia Militar na Rua Aracaju, no Parque Boa Vista, em Campos.

Após informações sobre a localização de um veículo que havia sido furtado, por volta das 11h na Rua Godoy de Vasconcelos, no Parque Leopoldina, os policiais foram até o local citado e encontraram o carro depenado.

Diante dos fatos, o caso foi registrado na 146ª Delegacia de Policia e o veículo foi devolvido ao proprietário.

Biden vai discutir Guerra da Ucrânia com Lula, tema que divide os dois presidentes

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Na pauta da reunião de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Joe Biden na Casa Branca, na sexta (10), um tema de discordância entre Brasil e EUA estará à mesa, em meio a consensos sobre democracia e ambiente.

O governo americano vai incluir o tema da Guerra da Ucrânia, conflito prioritário para o governo americano, segundo John Kirby, coordenador de comunicação estratégica do Conselho de Segurança Nacional.

A conversa entre os presidentes terá “não só assuntos regionais e do Brasil, mas do Hemisfério e globais”, disse ele em conversa com jornalistas nesta quarta (8). “A Guerra da Ucrânia teve um efeito ao redor do mundo. Segurança alimentar e segurança energética foram as principais maneiras pelas quais a guerra de Putin afetou nações em todo o mundo. E teve um impacto profundo particularmente na América Latina.”

Enquanto o governo americano articula o envio de um novo pacote de armas para Kiev na casa de US$ 1,75 bilhão (R$ 9,13 bilhões), Lula manteve a política de Jair Bolsonaro (PL) de evitar interferência mais direta no conflito e negou pedido da Alemanha para repassar munições a tanques do lado ucraniano.

Questionado pela Folha de S.Paulo se a neutralidade do Brasil incomoda Biden, Kirby afirmou que a postura do país é parte de “decisões soberanas que as nações têm de tomar”. “E respeitamos isso”, disse ele, antes de descrever a guerra como “totalmente desprezível” e deixar clara a posição americana: “Só posso falar pelos EUA. Não acreditamos que seja momento para ‘business as usual’ [agir como de habitual]”.

A declaração de Kirby ecoa o discurso do Estado da União que Biden fez no Congresso, na noite desta terça (7), durante o qual afirmou que os EUA “estarão com a Ucrânia por quanto tempo for necessário”.

O petista chega a Washington acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Anielle Franco (Igualdade Racial), além do assessor especial da Presidência Celso Amorim, principal conselheiro de Lula para política externa. Também viajam o secretário do Ministério do Desenvolvimento Econômico Marcio Elias Rosa e o senador Jaques Wagner.

O presidente se hospedará na Blair House, residência do governo americano onde costumam ficar líderes estrangeiros. Lula disse que preferia ficar em um hotel, mas foram levadas em conta questões de segurança, devido à agressividade de alguns apoiadores de Bolsonaro e à possibilidade de protestos.

Na Blair House, o esquema de segurança não permite nenhum tipo de ato não pacífico, e o acesso à praça onde a residência está localizada costuma ser restringido durante a visita de delegações estrangeiras.

No local, Lula receberá o senador americano Bernie Sanders pela manhã e se encontrará com deputados do Partido Democrata. À tarde, ele participa de um encontro com representantes da AFL-CIO (Federação Americana de Trabalho e Congresso de Organizações Industriais), maior sindicato do país.

Depois, será recebido por Biden na Casa Branca. Ele volta ao Brasil no sábado (11).

Tubarão é encontrado congelado em praia após onda de frio nos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – Após uma onda de frio brutal mergulhar o país em temperaturas abaixo de zero, um tubarão-sardo foi encontrado congelado em uma praia de Massachusetts, nos EUA, no último fim de semana.

O animal foi encontrado na Baía de Cape Cod pela fotógrafa Amie Medeiros na manhã de sábado (4). Ela publicou a foto em suas redes sociais, dizendo que não era o que esperava encontrar em sua “congelante aventura de inverno”.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, a sensação térmica no local chegou a -30ºC na noite de sexta-feira (3).

Entretanto, de acordo com o Cape Wide News, noticiário local, o animal não teria morrido por causa do frio. Especialistas dizem que ele provavelmente chegou à costa sem vida e, depois disso, congelou. As fotos indicam que ele tinha feridas em sua barbatana.

O biólogo John Chisholm explica que os tubarões-sardo gostam de água fria e são comuns durante todo o ano na costa de Massachusetts. A espécie, que pode chegar a mais de 3,5 metros de comprimento, foi classificada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês) devido a pesca, legal e ilegal, para consumo da carne. Eles normalmente se alimentam de outros animais, como peixes e lulas.

“Não sabemos o que o matou. Ele está morto há algum tempo e bastante decomposto, então definitivamente morreu antes da onda de frio”, disse Chisholm.

O especialista acredita que as barbatanas e a cauda do tubarão haviam sido cortadas. Ele disse que a maior parte dos dentes do animal também foi retirada. Os atos são considerados crimes ambientais, puníveis com até dois meses de prisão e multas de até R$ 5,2 mil.

Até o momento, a Polícia Ambiental de Massachusetts não está investigando o caso.

Quem era o ganhador da Mega-Sena achado morto em hotel no Paraná?

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O bilhete de loteria premiado de cerca de R$ 400 mil que estava entre os pertences de José Aparecido Monteiro, de 53 anos, encontrado morto em um hotel no centro de Curitiba, na quinta-feira, 2, era da Mega da Virada de 2018. A informação foi confirmada ao Estadão pela promotora de vendas Maria José do Nascimento, de 59 anos, irmã da vítima. Segundo ela, o prêmio foi retirado à época. Ele ganhou em um bolão com 22 pessoas, em Campo Mourão, interior do Paraná.

“Tem muita gente achando e falando que ele ainda iria resgatar o prêmio, mas não é verdade. Já faz tempo isso”, disse. “Ele estava com a solicitação (para realizar o saque) na mala porque foi resolver questões burocráticas em Curitiba de uma empresa de confecções que tinha”, explicou a irmã. Ela contou que Nascimento morava com ela em Campo Mourão, mas estava em Curitiba desde novembro do ano passado com previsão de retorno no carnaval.

A Polícia Civil do Paraná confirmou nesta segunda-feira, 6, que a morte aconteceu por causa de um enfarte, conforme informações prestadas por um médico legista. “Por ser morte natural, nenhum procedimento foi instaurado”, informou a nota. Ele foi encontrado por funcionários do hotel, que fica na Rua Mariano Torres, caído no chão do quarto em que estava, no 10º andar. A vítima foi colocada em cima da cama, onde recebeu atendimento, mas não resistiu.

“A equipe foi acionada, via Corpo de Bombeiros, para atender uma ocorrência no hotel. Em contato com o subgerente da rede hoteleira, o mesmo relatou que as mulheres que fazem manutenção dos quartos encontram o hóspede caído no chão”, explicou a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, por meio de nota. No quarto, segundo a secretaria, havia malas e sacolas, assim como algumas cartelas de remédios. A perícia apontou que não havia sinais de violência.

Procurado, o Hotel Golden Park, informado como local da ocorrência pela secretaria, não se pronunciou.

Zé Capeta virou Zé de Jesus

Maria José contou que o irmão era conhecido em Campo Mourão desde a infância como “Zé Capeta”. “Ele ganhou o apelido quando jogava bola porque era bem atentado. Ele chegou a ser treinador na cidade. Mas agora é o Zé de Jesus”, afirmou. “Está sendo muito pesado para nós. Ele era meu companheiro, meu amor, minha vida. Sempre morou comigo depois que se divorciou. Era tudo pra gente”, disse a irmã, emocionada. Ele deixou três filhos, todos adultos.

Segundo ela, o irmão “vivia sorrindo para a vida”. “Era pra ele ter vindo no Natal, mas não deu certo. Estava planejando voltar no carnaval”, disse. Maria José explicou que a informação recebida pela família foi a de que a morte ocorreu por enfarte. “Há uns meses ele começou a passar mal e descobriu que, além de pressão alta, tinha diabetes. Pelo que contou já tinha começado o tratamento”, explicou.

Sobre o dinheiro do prêmio, a irmã disse que ele pagou algumas dívidas e comprou mercadorias para trabalhar com confecção. José Aparecido Monteiro foi enterrado no sábado, 4, no Cemitério Municipal São Judas Tadeu, em Campo Mourão, cidade onde nasceu.