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Menina fica com a cabeça presa em forma de bolo e é salva pelos bombeiros

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Uma menina ficou com a cabeça presa numa forma de bolo, na última segunda-feira, na Pensilvânia, EUA, e precisou ser socorrida pelos bombeiros locais.

A mãe da criança, Erin Meixel, conta que estava trabalhando em casa quando ouviu a pequena Quinnley, de dois anos, gritar que estava presa. Ao perceber o sucedido, a mulher tentou retirar a forma do pescoço da menina, mas sem sucesso.

Depois de ligar a alguns bombeiros seus amigos, que não atenderam a chamada, resolveu telefonar para o número de emergência. Contudo, alertou que não se tratava de uma emergência.

“Ela estava sentada comendo M&Ms e bebendo do seu copinho, vendo desenhos animados. Tinha a forma baixa o suficiente para parecer que estava usando um xale”, brincou a mãe, numa entrevista à FOX TV Stations.

Os bombeiros da Junction Fire Company dirigiram-se para a ocorrência e recorreram a tesouras de estanho para cortar a forma e removê-la do pescoço da criança.

Quinnley não sofreu qualquer ferimento e está ótima de saúde.

“Nós certamente podemos rir disso agora”, disse ela. “Não posso agradecer-lhes o suficiente por terem vindo e ajudado. Depois de tirar, ficou furiosa por não ter mais aquele ‘chapéu’. Depois, voltou a jogar como se nada tivesse acontecido”, contou ainda Erin à mesma publicação.

 

"Um sinal de Deus". Bebê que nasceu nos escombros na Síria já tem nome 

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A bebê que nasceu nos escombros de um prédio na Síria, após os terremotos que assolaram o país na segunda-feira, já tem nome e será adotada pelo tio-avô. A criança recebeu o nome de Aya, que em árabe significa “um sinal de Deus”.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), os pais da recém-nascida e os irmãos morreram antes de serem resgatados e agora o tio-avô, Salah al-Badran, irá acolher a menina assim que tiver alta hospitalar. 

Al Badran contou à AP que também a sua casa ficou destruída, mas conseguiu fugir a tempo com a família. Agora vive, com outros 10 familiares, numa tenda. “Após o terramoto, não há ninguém capaz de viver na sua casa ou prédio. Apenas 10% dos edifícios aqui são seguros para viver e os restantes são inutilizáveis”, contou.

A criança foi batizada pelos médicos do hospital de Cihan, em Afrin. “Demos-lhe o nome de Aya, para que pudéssemos deixar de lhe chamar bebê recém-nascido”, explicou o médico Hani Maarouf, que acrescentou que o estado de saúde da criança está melhorando e que não houve danos na coluna vertebral, como se temia.

Recorde-se que a criança foi encontrada na tarde de segunda-feira, na cidade de Jenderis, mais de 10h após o primeiro terramoto. A criança ainda estava ligada pelo cordão umbilical à mãe, Afraa Abu Hadiya, que foi encontrada morta juntamente com o marido e os outros quatro filhos. 

Mais de 21.000 pessoas morreram em consequência do violento sismo que abalou na segunda-feira o sudeste da Turquia e o norte da Síria. De acordo com a Afad, organismo de socorro turco, mais de 18 mil cadáveres foram, até agora, retirados dos escombros na Turquia, e 3.317 corpos foram resgatados na Síria.

A tragédia supera os mais de 18.400 que morreram no terremoto de 2011 em Fukushima, no Japão, que provocou um tsunami e as cerca de 18.000 pessoas que morreram num sismo perto da capital turca, Istambul, em 1999.

 

Pais são obrigados a levar filhos educados em casa a escolas em MG

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça de Minas Gerais determinou que os pais de duas crianças, de 7 e 8 anos, deverão matricular os filhos na escola para cursar o ano letivo de 2023. A família, que mora no interior do estado, é adepta do ensino domiciliar, o chamado homeschooling.

Segundo a determinação, eles devem comprovar a matrícula, nas redes pública ou particular, anexando o documento ao processo judicial. O caso foi analisado pela 1ª Instância da cidade onde a família mora e, apesar de os pais terem recorrido, a decisão foi mantida.

A definição veio após uma investigação do Ministério Público apontar que o casal está “descumprindo de maneira dolosa os deveres inerentes ao poder familiar, notadamente os de proporcionar educação formal aos filhos”.

Na representação, o promotor informou que o Conselho Tutelar advertiu verbal e formalmente os pais sobre a necessidade de levar os filhos à escola. No entanto, a família teria alegado que as crianças não estão sendo prejudicadas porque são educadas em casa.

Os pais argumentaram que há discussão em torno de um Projeto de Lei que visa liberar a educação domiciliar no país. O juiz, porém, entendeu que isso não seria suficiente para suspensão do processo, já que o Judiciário não está vinculado à tramitação do documento.

A família ainda pediu que as crianças fossem submetidas a uma perícia psicopedagógica, e que fossem coletadas provas testemunhais, mas o juiz considerou a medida desnecessária. O magistrado ressaltou que a educação domiciliar já foi objeto de recurso extraordinário no STF e que, na ocasião, o Supremo fixou a tese de que “não existe direito público subjetivo do aluno ou de sua família ao ensino domiciliar, inexistente na legislação brasileira”.

Os pais recorreram ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a primeira decisão. Em seu voto, o relator do processo lembrou que o STF “pacificou entendimento, fixou tese em repercussão geral e declarou a impossibilidade da mencionada modalidade de ensino, enquanto inexistir regulamentação específica em território nacional”. Os outros dois desembargadores seguiram o voto do relator.

Ataques de escorpiões em SP crescem 22%; entenda o porquê e como evitar

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Os acidentes com escorpiões aumentaram 22% no Estado de São Paulo, no ano passado, em comparação com 2021. O número de casos passou de 34,5 mil para 42,1 mil, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria da Saúde do Estado. Na comparação com 2020, com 38,1 mil casos, o aumento foi de 10%. O número de mortes causadas por escorpiões caiu de 19 em 2021 para 7 no ano passado.

O risco de maior ocorrência de escorpiões no Estado em virtude do clima quente e úmido ocasionado pelo verão levou o CVE a lançar um alerta estadual para as medidas de prevenção. “A picada de escorpião pode ser letal, principalmente para crianças até dez anos de idade, por isso é preciso que a pessoa acidentada seja encaminhada à unidade de saúde o mais rápido possível”, disse a diretora da divisão de Zoonoses do CVE, Roberta Spínola.

Na capital, em bairros como o Ipiranga, na zona sul, os moradores sofrem com a infestação desses aracnídeos. “Eu fui picada há seis meses e agora vivo com medo. Foi dentro de minha casa; achei que era uma folha no chão, fui pegar e ele me picou na mão”, contou a aposentada Josefa Conceição Mariano, de 76 anos. Ela conta que foi socorrida, recebeu soro e medicação e se recuperou. “Reforcei a vedação, coloquei rodinhos nas portas e não entrou mais, mas fico sempre assustada. Meus vizinhos também já tiveram problemas.

“A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital informou que equipes da Unidade de Vigilância em Saúde Ipiranga monitoram semanalmente essa e outras ruas do bairro, inspecionando bueiros e abrigos de escorpiões. Segundo a pasta, a Divisão de Vigilância em Zoonoses tem um programa de controle de escorpiões que consiste na orientação de medidas preventivas e busca ativa de locais com ocorrências, mapeando as áreas para desenvolver atividades de vigilância e monitoramento.

Moradora de Sorocaba, interior de São Paulo, a manicure Helena Maria da Costa, de 42 anos, foi picada por um escorpião amarelo em setembro do ano passado, em sua casa, na região do aeroporto, na zona norte. “Ele estava em uma bermuda e, quando fui vestir, me picou na parte de trás da perna. Foi uma dor intensa, terrível e minha pressão subiu. Conseguimos pegar o bicho e meu marido me levou para o PA (Pronto-Atendimento). Como a dor não passava e eu estava com tremores, 40 minutos depois fui transferida para o Hospital Regional. Fiquei umas seis horas tomando soro e em observação”, disse.

Desde que se mudou para um condomínio no bairro Santa Bárbara, zona leste da cidade, há dois anos, a empresária Carina Duarte Guerra, de 40 anos, achou sete escorpiões dentro de casa. “Achei embaixo das roupas, entrando na casa e no quarto do meu filho Miguel, de 6 anos. Por sorte não aconteceu nada com ninguém.” Ela fez fotos e mandou para a síndica do condomínio. “Outros moradores também acharam. A síndica mandou dedetizar e colocou galinhas d’angola, que comem os bichos”, contou.

Já faz parte da rotina da doméstica Gilza Evangelista, de 38 anos, moradora do bairro Itapuã, em Sorocaba, vedar com plástico os ralos das pias e dos banheiros de sua casa para evitar a entrada de escorpiões. “Eles sempre apareciam do lado de fora, mas há dois meses levantei para fazer o café e achei um na pia da cozinha. Duas semanas depois, de madrugada, encontrei outro no banheiro”, disse. Ela contou que seu pai e seu irmão, que moram em casas vizinhas, continuam achando escorpiões em casa.

Em 2022, o setor de zoonoses de Sorocaba registrou 739 chamados devido ao aparecimento de escorpiões. Em janeiro deste ano, o serviço foi acionado 31 vezes. De acordo com a prefeitura, assim que moradores denunciam a presença de escorpiões, a Zoonoses faz uma visita à casa e passa orientações para o controle, como a vedação de acessos, retirada de abrigos e de fontes de alimento. A aplicação de inseticida não é indicada para escorpiões, mas ajuda a controlar as baratas, que são seu alimento e atraem esses bichos.

Menino não resistiu

A dona de casa Silvana Aparecida dos Santos, de 52 anos, moradora de Birigui, noroeste paulista, não se conforma com a perda do neto Miguel Grijota da Silva, de 4 anos, após ser picado por um escorpião, no dia 31 de dezembro último. “Ele dormia com a mãe e acordou de madrugada, gritando muito, com dor no pescoço. A gente viu a vermelhidão na pele, pensou em escorpião, porque já tinha aparecido, mas não encontramos o bicho”, contou.

O menino foi levado para o pronto-socorro de Birigui e transferido, horas depois, para a Santa Casa de Araçatuba. A criança foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu naquela tarde. Segundo Silvana, houve demora na aplicação do soro que só foi feita quando o menino já estava com inchaço nos pés e nas mãos. Na declaração do óbito, constou como causa acidente escorpiônico. O pronto-socorro de Birigui afastou a equipe médica e ainda apura se houve falha no atendimento.

Estrutura

Com 645 municípios, o Estado de São Paulo tem 211 unidades de saúde referenciadas para atendimento a casos de acidentes com animais peçonhentos, incluindo escorpiões. Eles estão abastecidos com soros antivenenos. A pasta estadual recomenda que, em caso de acidente, a pessoa seja levada ao serviço de saúde mais próximo para que receba atendimento o mais rápido possível. Caso não haja unidade referenciada na cidade, o hospital ou centro de saúde vai encaminhar o paciente para o local apropriado da forma mais rápida.

Espécies comuns

As espécies mais comuns de escorpião no Estado de São Paulo são o amarelo (Tityus serrulatus) e o marrom (Tityus bahiensis). O primeiro é encontrado nas áreas urbanizadas, galerias de águas pluviais e esgotos. Sua principal característica é que a fêmea reproduz sem a necessidade do macho. O segundo vive em áreas menos urbanizadas com acúmulos de material e vegetação densa.

Ambas são espécies venenosas e podem resultar em acidentes graves, principalmente com crianças, pessoas imunocomprometidas, idosos e animais de estimação. Recentemente houve registros pontuais do escorpião amarelo-do-nordeste (Tityus stigmurus), também venenoso, no Estado de São Paulo.

Para a médica veterinária Thais Eleonora Madeira Buti, coordenadora da Zoonoses em Sorocaba, o período de chuvas e de calor favorece o surgimento de escorpiões, assim como todas as pragas e insetos. Alguns deles, como as baratas, são alimentos para os escorpiões urbanos. A aplicação de veneno, segundo ela, não é indicada para controle de escorpiões, porque eles têm mecanismos de defesa. Dotados de um apêndice que é quimiorreceptor, eles sentem os produtos químicos no ambiente e fogem, podendo até fechar a respiração para não se intoxicar com o veneno.

Já segundo o CVE, não há uma única explicação para o aparecimento de escorpiões, mas alguns fatores, somados, explicam o aumento populacional desses animais:

– Alta capacidade de adaptação ao ambiente urbano.

– Escassez de predadores naturais, principalmente nas galerias de águas pluviais e redes de esgoto, locais de maior população de escorpiões amarelos.

– Reprodução assexuada do escorpião amarelo.

– Abundância de alimentos (baratas).

– Ausência de um produto químico específico para o controle.

– Capacidade de perceber prematuramente a presença de veneno no ambiente, facilitando a fuga.

O Ministério da Saúde informou que não recomenda a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Esses produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando o risco de acidentes. Conforme a pasta, são animais que não atacam, mas se defendem quando ameaçados, por isso as medidas preventivas são importantes.

Limpeza

Escorpiões são aracnídeos, parentes das aranhas e dos carrapatos, que se proliferam em locais quentes e úmidos. Entulhos, lixo e ambientes sujos favorecem o aparecimento destes artrópodes. Para prevenção, deve-se manter maior organização e limpeza nos ambientes das residências. A Secretaria da Saúde elencou algumas medidas que podem ajudar no controle do bicho:

– Manter jardins e quintais limpos, evitando acumular entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção próximos à casa.

– Limpar com frequência os terrenos baldios, ao menos em uma faixa de um a dois metros junto às casas.

– Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, já que aranhas e escorpiões podem se esconder neles.

– Não colocar as mãos em buracos, sob pedras e em troncos podres – se preciso, usar calçados e luvas de raspas de couro.

– Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e rodapés.

– Usar telas milimétricas nas janelas, em ralos do chão, pias e tanques.

– Manter camas e poltronas afastadas das paredes.

– Acondicionar o lixo domiciliar em recipientes fechados para evitar baratas, moscas e outros insetos que servem de alimento para os escorpiões.

Sintomas da picada

No organismo humano, o veneno dos escorpiões do gênero Tityus, como o amarelo e o marrom, causa alterações na região da picada, principalmente dor. O veneno age também no sistema nervoso autônomo, que controla a temperatura corporal e as funções de digestão, respiração e circulação sanguínea. O paciente pode apresentar náuseas e vômitos, dor abdominal, agitação, aumento na pressão sanguínea que pode posteriormente evoluir para queda e mesmo choque.

A lesão cardíaca provocada pelo veneno pode dificultar o bombeamento do sangue aos pulmões, causando dificuldade respiratória. O soro antiescorpiônico, quando injetado no paciente picado, age neutralizando o veneno em circulação. O resultado do tratamento com a aplicação das doses recomendadas do soro antiescorpiônico é mais eficiente quanto mais precocemente essas doses forem administradas. O soro deve ser aplicado por via intravenosa (na veia).

Em caso de acidentes:

– Procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima de sua residência;

– Manter o paciente calmo.

– Lavar o local com água e sabão.

– Não usar garrote, não cortar ou perfurar ao redor da lesão e não colocar folhas, pó de café ou infusões no ferimento.

– Retirar sapato, anel, pulseira ou fitas que funcionem como torniquete.

Exame descarta surto da rubéola em crianças de Goiânia

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A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, em Goiás, descartou os quatro casos de rubéola na cidade que estavam sob investigação desde terça-feira, dia 7. A secretaria disse nesta quinta-feira, 9, que recebeu os resultados dos exames das quatro crianças. O diagnóstico também foi negativo para sarampo e dengue. No entanto, a secretaria continuará acompanhando as crianças, embora já estejam liberadas para retornar para a escola.

Entre os suspeitos estavam duas crianças (gêmeas) abaixo de 12 meses (não vacinadas por causa da pouca idade), uma criança de 8 meses (não vacinada pela mesma razão) e uma criança de 2 anos e 6 meses vacinada. Os estudantes de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) apresentaram sintomas característicos da doença e foram isolados.

A rubéola, assim como o sarampo e a dengue, é uma doença exantemática, que faz parte do grupo de enfermidades que causam manchas na pele, principalmente em crianças.

Antes mesmo dos resultados, a secretaria afirmou ainda que a vigilância em saúde da SMS realizou o bloqueio vacinal contra rubéola na unidade de ensino e junto aos familiares dos estudantes. “As crianças foram isoladas. Também foi feito o bloqueio para combate ao mosquito da dengue”, disse, em nota.

Conforme a secretaria, 83% das crianças receberam a vacina tríplice viral em Goiânia. Em 2021 e no ano passado, não foi confirmado caso no município.

O que á e a rubéola?

Segundo o Ministério da Saúde, a rubéola é uma doença aguda, de alta contagiosidade, transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus, da família Togaviridae. No campo das doenças infectocontagiosas, a importância epidemiológica da rubéola está representada pela ocorrência da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) que atinge o feto ou o recém-nascido, cujas mães se infectaram durante a gestação, de acordo com a pasta.

“A infecção por rubéola na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras)”, afirma o ministério.

Sintomas

– Febre baixa.

– Surgimento de gânglios linfáticos.

– Aparecimento de manchas rosadas – que se espalham primeiro pelo rosto e depois pelo resto do corpo.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a rubéola é comumente confundida com outras doenças, pois sintomas como dores de garganta e de cabeça são comuns a outras infecções, dificultando seu diagnóstico. Desta forma, exames realizados auxiliam na confirmação do diagnóstico. “A rubéola é particularmente perigosa na forma congênita. Neste caso, pode deixar sequelas irreversíveis no feto como: glaucoma, catarata, malformação cardíaca, retardo no crescimento e surdez”, disse a Fiocruz.

Transmissão

O período de incubação médio do vírus, ou seja, tempo em que os primeiros sinais levam para se manifestar desde a infecção, varia em torno de duas semanas. Geralmente, a transmissão acontece de uma pessoa a outra pela emissão de gotículas das secreções respiratórias das pessoas doentes.

O diagnóstico é feito por meio de análises clínicas, epidemiológicas e laboratoriais que confirmam ou descartam os casos.

Tratamento

Não existe tratamento específico para a rubéola. Os sintomas apresentados devem ser tratados de acordo com os sintomas, como no caso de febre.

Prevenção

“Filhos de mães imunes geralmente permanecem protegidos por anticorpos maternos em torno de seis a nove meses após o nascimento”, afirma a Fiocruz. Para diminuir a circulação do vírus da rubéola, a vacinação é essencial.

Fora da prisão, Suzane von Richthofen abre MEI e vende produtos nas redes

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Vinte anos depois do assassinato dos pais, Suzane von Richthofen deixou a prisão em janeiro após a Justiça de São Paulo conceder a ela a progressão ao regime aberto.

Fora da cadeia, ela abriu um registro de MEI (Microempreendedor Individual) cuja atividade principal é de promoção de vendas especializado na confecção de peças de vestuários. O município que ela declara como sede do negócio é Angatuba, a cerca de 200 km de São Paulo.

Essa é a cidade do empresário Rogério Olberg, que Suzane começou a namorar em 2016. Entre os poucos seguidores da página “Sú Entre Linhas”, criada nesta semana no Instagram e atribuída à ex-detenta, está Josiely Olberg, irmã de Rogério e de quem Suzane se aproximou desde o início do relacionamento.
Na descrição, a página afirma que se trata de um comércio de “produtos feios à mão”, com sede em Angatuba e monitorado por uma pessoa chamada Josiely, também responsável pelas solicitações e encomendas.

A reportagem entrou em contato por meio do telefone informado, que confirmou que os produtos são confeccionados por Suzane. Nem na página do Instagram nem na troca de mensagens com a reportagem, Josiely informou seu sobrenome.

Além de Josiely, a página também segue páginas como @su_perfeita e @mensagem.de.gratidao. Entre os produtos anunciados estão chinelos customizados que variam entre R$ 150 e R$ 180.

Até a tarde desta quarta (8), a conta já possuía quase 7.000 seguidores -na terça, eram cerca de 3.000.

Após a repercussão, diversas páginas chamadas “Sú Entre Linhas” surgiram. A conta original postou um Stories (post temporário) para alertar aos seguidores que é a única oficial. Além disso, uma “caixinha de perguntas” foi aberta para os seguidores tirarem dúvidas a respeito dos produtos e confecções.

“Apenas dúvidas relacionadas à loja e à página serão respondidas. Quaisquer outros assuntos serão ignorados”, especificou a página. Porém, as questões não se restringiram aos produtos.

Um dos seguidores questionou se Richthofen se envolve pessoalmente pela produção das peças. “Sim”, explica a página. “Suzane é responsável pela produção das peças, porém as páginas (insta, face e wpp) são administradas por mim, Josiely.”

Entre os comentários dos seguidores estão mensagens que encorajam o negócio de Suzane. “Espero que as vendas estourem e você consiga uma nova vida”, diz um seguidor. Outros ironizam com recados como “os preços vão matar a concorrência” e “esse valor tá de matar, vai vender tudo numa paulada só”.

O assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, em 31 de outubro de 2002, chocou o país. Na época, Suzane von Richthofen tinha quase 19 anos e era estudante de direito da PUC-SP.

Segundo a investigação, ela abriu a casa para o namorado, Daniel Cravinhos, e um irmão dele, Cristian, golpearem o casal. Inicialmente, a polícia acreditava se tratar de um caso de latrocínio (roubo seguido de morte). Porém, a casa não tinha sinais de arrombamento, e tanto o alarme quanto o sistema interno de vigilância estavam desligados.

Dias após o crime, a compra de uma moto com parte do valor paga em dólares levou a polícia a desconfiar dos irmãos. Suzane, Daniel e Cristian foram presos e confessaram ter planejado e matado o casal.

Suzane foi condenada em 2006 a quase 40 anos de prisão e estava desde 2015 no regime semiaberto, no qual a execução da pena é realizada em colônias agrícolas, industriais ou em estabelecimentos similares.

Já no regime aberto o condenado deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância, trabalhar, frequentar curso ou exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga.

Também em janeiro, o Ministério Público de São Paulo informou que iria recorrer da decisão que autorizou o regime aberto para Suzane. A defesa dela declarou que o processo corre em segredo de Justiça, e, por isso, é “sigiloso em toda sua tramitação e desdobramentos”.

Criança é resgatada após 79 horas de terremoto na Turquia

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma criança de dois anos foi resgatada com vida na cidade turca de Hatay, nesta quinta-feira (9), 79 horas após o terremoto que atingiu a Turquia. O sismo, o mais forte desde 1999, deixou mais de 19 mil mortos no país e na Síria.

O vídeo publicado pela IHH (Fundação de Ajuda Humanitária da Turquia, em português) mostra o momento em que a equipe de resgate encontra a criança.

Não há informações sobre o estado de saúde da criança nem de seus familiares.

A IHH também registrou o momento em que um menino de cinco anos foi resgatado na mesma cidade.

O primeiro tremor, perto da cidade turca Gaziantep, registrou 7,8 de magnitude às 4h17 de segunda-feira (6) no horário local (22h17 em Brasília). Muitas pessoas dormiam neste horário.

O segundo terremoto foi registrado perto da cidade de Kahramanmaras às 13h30 no horário local (7h30 no horário de Brasília).

Esperança de sobreviventes na Turquia e na Síria se esvai

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O total de mortes causadas pelo terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia e a Síria ultrapassou os 19 mil nesta quinta-feira (9), cerca de 72 horas depois dos tremores iniciais.

A expectativa é de que o número só cresça à medida que passam os dias -as primeiras horas são consideradas cruciais em catástrofes do tipo, e em ambos os países houve queixas acerca da demora das respostas oficiais ao desastre.

Só na Turquia, o número de óbitos chegou a 16.170 nesta quinta. A cifra indica que o terremoto está a caminho de ser o maior na história da nação -o recorde anterior pertencia a um sismo de magnitude 7,4 que deixou mais de 17 mil mortos ao sacudir Izmit, no noroeste

Já na Síria, devastada por quase 12 anos de guerra civil, o total de mortes subiu a 3.162, de acordo com os balanços das autoridades de Damasco e das equipes de resgate nas zonas rebeldes. Destas, 1.930 pessoas estariam em áreas dominadas por dissidentes no noroeste do território.

Ainda há esperança, como indicam vídeos que circulam localmente mostrando casos de pessoas resgatadas após passarem mais de três dias soterradas por pilhas de destroços. Mas sobreviventes nas regiões mais atingidas reclamam de jamais terem visto sinais de equipes de resgate, além da falta de assistência em geral, enfrentando fome, sede e frio.

Centenas de milhares de pessoas da região estão desabrigadas, e várias acampam em abrigos improvisados em garagens, acostamentos, ou mesmo em meio às ruínas. Autoridades turcas afirmam que mais de 6.500 prédios colapsaram no país, e outros incontáveis foram danificados.

O fato de que o tremor se deu na madrugada contribui para piorar a situação, uma vez que vários dos sobreviventes fugiram de suas casas sem roupas adequadas para o frio, alguns sem nem sequer calçarem seus sapatos. Em ambos os países, muitos passaram sua terceira noite ao relento ou dormindo em carros, temendo voltar às suas casas em razão do risco de novos desabamentos.

Ancara afirma que, por ora, parte dos desabrigados foi acolhida em tendas montadas em estádios esportivos e centros de convenções, além de dormitórios universitários e abrigos estatais. Hotéis por todo o território, incluindo resorts à beira dos mares Egeu e Mediterrâneo, também cederam cerca de 10 mil cômodos a sobreviventes, segundo a Federação Turca de Hotéis.

Muitos dos sobreviventes aparentam, porém, não querer deixar as áreas atingidas, à espera de notícias sobre entes queridos. Segundo a agência de desastres nacional, Afad, mais de 28 mil pessoas foram recolhidas em pontos de encontro para serem evacuadas da área.

Na Síria, a guerra civil que assola o país há quase 12 anos dificulta a chegada de ajuda. Nesta quinta, a ONU enviou seu primeiro comboio para o noroeste do território, controlado por dissidentes do regime de Bashar al-Assad. Seis caminhões carregados de suprimentos e remédios atravessaram a fronteira turca em direção à região, onde mais de 4 milhões dependiam de doações do exterior mesmo antes dos tremores.

Voluntários dos Capacetes Brancos afirmaram, porém, que o socorro da ONU é insuficiente, e que equipamentos pesados para operações de busca e resgate ainda são necessários nos locais em que ainda há residentes soterrados por destroços e socorristas recorrem a ferramentas simples e guindastes antigos.

António Guterres, secretário-geral da entidade, afirmou que o chefe de ajuda humanitária da organização visitará Aleppo e Damasco neste fim de semana para avaliar a situação, além de Gaziantepe, na Turquia.

Ele também rogou por mais vias de acesso à região controlada por rebeldes -mais cedo, o enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, havia pedido ao ditador garantias de que não haveria reprimendas no envio de doações. Quase toda a ajuda humanitária que chega na área hoje vem através da fronteira turca e passa pelo Bab al Hawa, ponto de acesso criado a partir de uma resolução das Nações Unidas e que o ditador considera uma violação da soberania síria.

“Estradas estão danificadas. Pessoas estão morrendo. Agora é a hora de explorar todas as vias possíveis de conseguir introduzir suprimentos e equipes de emergência em todas as áreas afetadas. Precisamos priorizar a população, afirmou Guterres a repórteres em Nova York.

Assad, aliás, chegou a participar de reuniões de emergência acerca do terremoto, mas até agora não fez nenhum pronunciamento oficial à nação sobre o tema.

Fies: termina hoje prazo para complementação de dados de inscrição

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Termina hoje (9) o prazo para que os candidatos pré-selecionados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) complementem os dados de inscrição. O prazo vale para os candidatos cuja inscrição foi postergada para o 1º semestre de 2023 – no caso, as efetivadas em semestre posterior ao que o estudante foi pré-selecionado para uma vaga no programa, segundo o Ministério da Educação.

A complementação dos dados de inscrição deve ser feita exclusivamente pela internet, na página do Fies até as 23h59 de hoje.

O Fies é um programa que possibilita, a estudantes, o financiamento das mensalidades nas instituições de educação superior não gratuitas. O programa é dividido em diferentes modalidades, possibilitando juro zero a quem mais precisa, e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. O acesso aos cursos têm por base a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O MEC alerta que, após complementar a inscrição, os estudantes devem ficar atentos a alguns prazos estipulados para as próximas etapas do programa. “Em até cinco dias, contados a partir do dia seguinte à complementação da inscrição, o candidato deve validar as informações já declaradas diretamente na instituição de ensino para a qual foi pré-selecionado”, explicou, em nota, o ministério.

Além disso, acrescenta a nota, “em até 10 dias, contados a partir do terceiro dia útil seguinte à data da validação da inscrição pela Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), o estudante deve comparecer ao banco para entregar a documentação exigida para a contratação e, uma vez tendo obtido a aprovação, formalizar o financiamento”.

O MEC ressalta que toda instituição de ensino que participa do Fies conta com uma CPSA, e que compete, a esse setor, tratar dos assuntos relacionados ao financiamento, bem como oferecer informações sobre os procedimentos para a entrega da documentação exigida.

Homem com mandado de prisão em aberto por roubo é preso no Centro de Campos

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Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Na tarde desta quinta-feira (9) um homem foragido da justiça desde 2018, foi preso por agentes da Operação Segurança Presente na Rua Marechal Deodoro, no Centro de Campos.

Durante patrulhamento, os policiais abordaram um homem em atitude suspeita. Na revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado, porém, ao consultar o sistema, foi verificado um mandado de prisão em aberto por roubo.

Diante dos fatos, o homem foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado.

Janja e Jill Biden terão encontro separado durante visita de Lula à Casa Branca

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – A primeira-dama Janja Lula da Silva, terá um encontro com Jill Biden, mulher do presidente americano, Joe Biden, durante a visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington nesta sexta (10). Quando os dois líderes entrarem no Salão Oval, as duas primeiras-damas vão a outra sala na Casa Branca para um chá.

A comitiva brasileira chega à capital americana às 16h10 desta quinta (9). Além de Janja, acompanham o petista os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Anielle Franco (Igualdade Racial), além do assessor especial Celso Amorim. Também viajam o secretário do Ministério do Desenvolvimento Econômico Márcio Elias Rosa e o senador Jaques Wagner.

A agenda nos EUA tem sido tratada como uma reunião para a retomada das relações, após um período em que Biden e Jair Bolsonaro (PL) conviveram no poder de forma fria em grande parte do tempo. Por isso, não há expectativa de grandes anúncios. Diferentemente das últimas visitas presidenciais a Washington, como as de Emmanuel Macron (França) e de Volodimir Zelenski (Ucrânia), não há previsão de entrevista coletiva de Biden e Lula depois do encontro ou mesmo de um comunicado conjunto.

Na pauta dos dois presidentes está a defesa da democracia, dos direitos humanos e do ambiente, o que inclui a questão indígena e a crise dos yanomamis, segundo o governo brasileiro. Biden também deve abordar a Guerra da Ucrânia com Lula, ainda que o petista tenha reiterado que não tomará parte no conflito armado. Assim, o tema deve circular pela pauta da segurança alimentar e energética, em meio ao aumento dos preços de combustíveis e de alimentos no mundo inteiro desde o começo da invasão russa.

Na pauta econômica, os presidentes devem discutir a integração da cadeia de produção de semicondutores, num momento em que os EUA fecham o cerco ao mercado de chips da China.

Lula se hospedará na Blair House, residência do governo americano onde ficam líderes estrangeiros. O presidente brasileiro afirmou que preferia ficar em um hotel, mas foram levadas em conta questões de segurança, devido à agressividade de alguns apoiadores de Bolsonaro e à possibilidade de manifestações.

Na Blair House, o esquema de segurança não permite nenhum tipo de protesto não pacífico, e o acesso à praça onde a residência está localizada é restrito durante a visita de delegações do exterior.

No local, o petista receberá o senador americano Bernie Sanders pela manhã e se encontrará com deputados do Partido Democrata logo depois. À tarde, participa de encontro com representantes da AFL-CIO (Federação Americana de Trabalho e Congresso de Organizações Industriais), maior central sindical do país. Depois, será recebido por Biden na Casa Branca. Ele volta ao Brasil no sábado (11).

Embora o governo brasileiro venha divulgando que a visita de Lula a Washington acontece no ano em que as relações entre Brasil e EUA completam 200 anos, a embaixada americana afirma, em texto oficial, que a Casa Branca reconheceu a independência brasileira apenas em 1824, quando o então presidente, James Monroe, recebeu José Silvestre Rebello como encarregado de negócios nos EUA.

Homem é preso após agredir e ameaçar a própria mãe e sobrinha em Campos

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Foto: Divulgação DEAM

Policiais civis da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos prenderam, nesta quinta-feira (09), um homem que agrediu, ameaçou e cometeu injúria contra a própria mãe e a sobrinha, no bairro Santa Helena, em Campos. Havia contra ele um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas de urgência.

De acordo com a polícia, os crimes ocorreram na residência em que os três – além de outras pessoas – moravam. Em dezembro do ano passado, o homem agrediu a mãe, após ela questionar o motivo de ele ter danificado um móvel da casa. Ele golpeou a porta de uma cômoda, que estava na mão da mulher, o que acarretou em uma lesão. Por conta disso, a Deam Campos solicitou medidas protetivas para ela.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, essa não foi a primeira vez que a mãe foi vítima de agressões dele. Anteriormente, em 2021, ela já havia solicitado medidas protetivas, mas acabou voltando atrás e retomando o convívio com o filho.

Em janeiro de 2023, ele fez uma nova vítima, dentro da mesma casa. Ele teria disponibilidade ameaçado a sobrinha, grávida de 9 meses, e ordenando que ela se mudasse do imóvel, ou transformaria a vida dela “em um inferno”. Ocorreram ainda xingamentos, entre outras ações violentas. A jovem também procurou a Deam, que solicitou novas medidas protetivas.

Logo em seguida, o autor foi notificado por oficiais de justiça de que não mais poderia ficar na mesma residência das duas vítimas. Ele, no entanto, se recusou a deixar o local, descumprindo as medidas estabelecidas pela Justiça. Por conta disso, foi expedido o mandado de prisão, que resultou na captura do homem.

Ao ser abordado, ele não ofereceu resistência. O autor foi conduzido à sede da Deam Campos para cumprimento das formalidades e posterior transferência para o sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça.

Menino de 2 anos morre após se afogar em caixa d’água em Guarus

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

No início da noite desta quarta-feira (8) um menino identificado pelas iniciais G.R.T.V, de 2 anos, morreu no Hospital Ferreira Machado (HFM), após se afogar em uma caixa d’água. O caso ocorreu no bairro do Eldorado, em Guarus.

De acordo com apuração da Redação ClickCampos, a criança caiu na caixa d’água que estava sendo utilizada como piscina. O menino foi socorrida pelos familiares e encaminhado para o HFM. Ao chegar na unidade hospitalar por volta das 18h03, os médicos fizeram reanimação por mais de 20 minutos, mas a criança não resistiu e veio a óbito.

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos. O enterro ocorreu na tarde desta quinta-feira.

Governo ampliará Mais Médicos com prioridade aos brasileiros

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O Ministério da Saúde ampliará o programa Mais Médicos privilegiando brasileiros formados em território nacional, mas mantendo profissionais formados no exterior sem diploma revalidado, que correspondem hoje a mais de 3 mil médicos, 40% do total.

Está descartado no momento um novo acordo de cooperação com o governo de Cuba para trazer profissionais da ilha, principal controvérsia da versão original do programa. A nova gestão federal estuda oferecer cursos de pós-graduação e especialização aos participantes como forma de atrair mais brasileiros.

Os planos para a retomada e fortalecimento do Mais Médicos foram detalhados ao Estadão por Felipe Proenço, secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde do ministério. Médico da família e comunidade e doutor em saúde coletiva, Proenço coordenou o programa Mais Médicos entre 2013 e 2016, durante a gestão de Dilma Rousseff (PT).

Ele afirma que, com o aumento de vagas nas faculdades de Medicina nos últimos anos, a nova gestão federal espera atrair mais brasileiros, mas explica que a própria lei do Mais Médicos, de 2013, prevê a chamada de médicos formados no exterior sem diploma revalidado (intercambistas) quando não há preenchimento de todas as vagas pelos médicos com registro no Brasil.

“A gente conta muito com os médicos formados no Brasil, inclusive pelo fato de que aumentou o número de vagas (de Medicina) e, portanto, de egressos. Mas, durante todos esses anos, se mantiveram intercambistas no programa com o exercício profissional através do registro do Ministério da Saúde. É evidente que a gente precisa lidar com estratégias diversificadas para o provimento de médicos. Isso é uma estratégia de vários países para garantir o provimento em áreas de mais difícil inserção”, afirmou o secretário.

DOIS PROGRAMAS

O Mais Médicos foi criado com a proposta de levar de forma emergencial médicos para locais de difícil provimento, como cidades distantes dos grandes centros, distritos indígenas e periferias das capitais. Ele chegou a ter 18,2 mil profissionais, dos quais 11 mil eram cubanos trazidos por meio de um acordo intermediado pela Organização Panamericana da Saúde (Opas). A maioria desses profissionais deixou o Brasil ainda no final de 2018, logo após a eleição de Jair Bolsonaro, contrário ao acordo e crítico do governo do país caribenho.

Apesar das críticas ao Mais Médicos e da promessa de criar um programa para substituí-lo – o que fez Bolsonaro conquistar apoio de expressiva parcela da classe médica -, o ex-presidente manteve as principais características do programa criado pela petista e não conseguiu fazer decolar o Médicos pelo Brasil, criado para substituir o projeto da gestão petista. A iniciativa foi criada em 2019, mas teve seu primeiro edital lançado somente em 2021. Hoje, os dois programas coexistem e o Mais Médicos tem mais profissionais do que o Médicos pelo Brasil.

De acordo com Proenço, são 8.321 profissionais atuando pelo Mais Médicos e 5.515 pelo Médicos pelo Brasil, que só aceita profissionais com registro profissional emitido no País. Do total de profissionais do Mais Médicos, 39% (ou seja, mais de 3,2 mil doutores) são formados no exterior sem diploma revalidado.

SEM NOVO ACORDO

Proenço afirmou que a nova gestão “não vislumbra” a necessidade de um novo acordo de cooperação. “A gente tem vários outros passos antes: a gente oferece a vaga para médicos com registro no Brasil, depois para brasileiros formados no exterior, depois para estrangeiros. A cooperação seria um quarto passo. A gente não vislumbra algo nesse sentido porque a gente conta com os profissionais brasileiros formados nesses cursos mais recentes”, diz.

O Ministério da Saúde estuda formas de oferecer formação médica para os participantes como forma de fixá-los no programa. “Nossa diretriz é trabalhar com a perspectiva de que, ao longo da inserção do médico no programa, ele possa alcançar a formação como especialista, possa ter acesso a modalidades de pós-graduação, porque um dos motivos que a gente vê de desistência é os médicos brasileiros procurarem outros formatos de educação médica. O que a gente está estudando é a viabilidade de isso ser ofertado pelo próprio programa”, afirma.

De acordo com Proenço, o tempo médio de permanência dos médicos formados no Brasil é um ano e oito meses, enquanto o dos intercambistas chega a três anos.

O secretário disse que, antes da abertura de novos editais, o governo está retomando dois editais lançados no ano passado, ainda na gestão Bolsonaro, e que foram paralisados por restrições orçamentárias. Juntas, as duas chamadas ofereciam 1.174 vagas, das quais 152 eram voltadas para distritos indígenas.

“Chegou a haver a alocação dos profissionais, a publicação dos municípios que eles atuariam, mas não tinha recurso para dar andamento nesses editais. A gente retomou os editais e os médicos que confirmarem participação começam já em março.”

O secretário-adjunto de Atenção Primária disse que o ministério ainda estuda o número de novas vagas que serão abertas nos próximos editais do Mais Médicos. O secretário titular de Atenção Primária, Nesio Fernandes, indicou no mês passado, em reunião com o Conselho Nacional de Secretários Municipais da Saúde (Conasems), que esse número pode chegar a 5 mil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais de 6 mil raios registrados em uma semana, em Campos

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Foto: Reprodução Thayson Mourão

A empresa Enel Distribuição Rio contabilizou, desde a última sexta-feira (3), por meio do serviço contratado de Monitoramento Climático da Climatempo, 23.950 raios nuvem-solo (que atingem a terra) em toda a sua área de concessão. As regiões mais atingidas por descargas atmosféricas foram Campos dos Goytacazes (6.189), Magé (4.948) e Macaé (4.264). Em seguida, aparecem a região Serrana (3.860), Lagos (1.916), Sul (1.349), São Gonçalo (772) e Niterói (652).

Nos últimos dias, a área de concessão da Enel Rio tem sido fortemente atingida pelos sucessivos eventos climáticos, com tempestades de verão e ventos superiores a 80 km/h, que provocaram quebras de árvores e o lançamento de objetos sobre a rede de distribuição de energia. As localidades mais afetadas neste momento são Macaé, Niterói, Campos, Lagos, São Gonçalo e Serrana.

A distribuidora informa que as ocorrências dos últimos dias ocasionaram diversos danos na rede elétrica, sendo 1.167 ocorrências decorrentes de árvores tombadas e galhos e 662 por descargas atmosféricas até o momento. A queda das árvores também ocasionou danos em 108 postes da rede elétrica da companhia. Diante desse cenário, a Enel Rio ativou o seu Plano Verão e montou uma operação especial, aumentando em até 6 vezes o número de equipe de campo envolvendo diferentes áreas da empresa, com o objetivo de restabelecer os clientes afetados no menor tempo possível.

“Estamos trabalhando ininterruptamente com reforço das equipes em campo, operadores do Centro de Controle e equipe de gestores todos mobilizados para atuar nos reparos da rede ocasionados sucessivas tempestades e restabelecer os clientes impactados, bem como deslocamos recursos de outros polos de atuação da companhia para apoiar nas regiões mais atingidas”, afirma Thiago Morais, responsável por Operação e Manutenção na Enel Rio.

Diante do cenário de mais chuvas previstas para o Estado do Rio, a distribuidora faz um alerta com cuidados dentro e fora de casa em casos de tempestades:

Cuidados dentro de casa durante a tempestade 

· Evitar o uso do celular, secador de cabelo, ferro elétrico e outros aparelhos conectados à tomada;

· Evitar uso de chuveiro ou torneira elétrica;

· Evitar consertos de instalações elétricas;

· Se possível, permanecer dentro de casa ou local abrigado enquanto a tempestade durar.

Cuidados fora de casa durante a tempestade 

· Evitar contato com objetos metálicos, como cercas de arame, tubos metálicos e principalmente linhas telefônicas ou elétricas;

· Evitar estar em locais como campos abertos, piscinas, lagos, praias, árvores isoladas, postes e locais elevados.

Fonte: Enel Rio

Zelenski reforça proximidade da Ucrânia com UE em discurso no Parlamento Europeu

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de passagens por Londres e Paris, em uma espécie de giro surpresa pela Europa, Volodimir Zelenski chegou a Bruxelas nesta quinta-feira (9) para participar de uma cúpula com líderes da União Europeia.

A viagem marca a segunda vez que o presidente ucraniano sai de seu país desde o início da guerra. Seu objetivo com ela segue o mesmo dos últimos meses -garantir mais remessas de armamentos para Kiev. Mas a estratégia diplomática é nova para o líder, que até o final do ano passado se comunicava sobretudo por meio de vídeos.

Zelenski foi recebido por um Parlamento Europeu em polvorosa, com alguns dos legisladores vestindo o amarelo e azul da bandeira ucraniana. No discurso, aplaudido de pé, agradeceu à comunidade pelo apoio nos últimos meses. E buscou salientar a proximidade entre a Ucrânia e o resto da Europa, em um reforço de acelerar sua candidatura ao bloco -apresentada dias depois da invasão de seu território pela Rússia.

“Europa, nós estamos nos defendendo da maior força anti-europeia do mundo moderno. Nós, ucranianos, no front de batalha, junto com vocês”, afirmou o líder. E arrematou: “Uma Ucrânia vitoriosa será parte da União Europeia”.

A UE deu sinal verde para a candidatura de Kiev em meados do ano passado, num gesto acima de tudo simbólico em meio à guerra. Mas o caminho da adesão pode levar anos, já que o processo exige reformas profundas no país. Uma delas é a adoção de uma série de medidas anticorrupção. A Ucrânia amarga o segundo lugar no ranking dos mais corruptos do continente, atrás apenas da Rússia.

O governo de Zelenski vem realizando operações nesse sentido nas últimas semanas, com o afastamento de diversas autoridades, a emissão de mandados de busca e apreensão contra outras e, mais recentemente, a prisão do bilionário Ihor Kolomoiskii, antigo aliado do presidente.

Metade dos juízes brasileiros afirma já ter sofrido ameaça à vida

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Metade dos juízes brasileiros afirma já ter sofrido ameaça à vida ou à integridade física. A constatação é de um estudo inédito realizado em 11 países da América Latina pelo Centro de Pesquisas Jurídicas da Associação dos Magistrados do Brasil, em pareceria com a Federação Latinoamericana de Magistrados e o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).

A pesquisa Perfil da Magistratura Latinoamericana mostra que, com esse percentual, o Brasil fica à frente apenas da Bolívia, onde 65% dos juízes reportaram ter sofrido ameaças à vida ou a integridade física em decorrência do exercício da função pública. Nos demais países, a média oscila entre 30% e 40%. As exceções ficam com Chile e Equador, onde o nível é inferior a 25%.

O levantamento aponta ainda que, no Brasil, apenas 20% dos magistrados se sentem totalmente seguros, patamar que despenca para 3% na Bolívia e sobe para 46% no Chile. Já os que se sentem totalmente inseguros somam 15% no Brasil, 42% na Bolívia e somente 3% no Chile.

Vanessa Mateus, coordenadora da Justiça estadual da Associação dos Magistrados do Brasil, ressalta que essa insegurança reflete em toda a sociedade.

“Isso é muito preocupante, porque sem um Poder Judiciário livre e independente, um Poder Judiciário acuado, com medo, isso é um prejuízo para toda população, e não para a pessoa física do juiz”.

A representante da Associação dos Magistrados do Brasil avalia que esse diagnóstico aponta para necessidade de se enxergar a magistratura como uma atividade sujeita a riscos e busca por mecanismos de segurança. “A gente precisa enxergar a magistratura como atividade que sujeita seus membros ao risco e tomar providencias para protegê-los. Uma delas são os julgamentos colegiados, é você não personalizar a decisão de condenação”, disse Vanessa Mateus.

Na pesquisa, entre as providências apontadas pelos juízes brasileiros para melhorar a segurança durante o exercício profissional estão a efetivação de colegiados para análises de crimes de maior gravidade, blindagem dos veículos, escolta pessoal, alteração no horário de trabalho e mudança de localização do fórum para zonas centrais. 

Regime da Nicarágua retira direitos políticos de 14 presos opositores de Ortega

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça da Nicarágua, que vive uma ditadura sob o comando de Daniel Ortega, cassou indefinidamente os direitos políticos de 14 presos do país, segundo denúncia do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), medida classificada pela organização de “aberração jurídica”.

A sentença, emitida pela juíza Nadia Tardencilla, proíbe os alvos da decisão, por toda a vida, de concorrer em quaisquer eleições ou de exercer cargos públicos.

A punição, de acordo com o Código Penal do país, seria acessória -categoria que não pode ultrapassar a duração da pena principal. Segundo o Cenidh, os 14 atingidos foram condenados por conspiração contra a integridade nacional e suposta divulgação de notícias falsas, delitos que têm penas de cinco anos cada e resultaram em dez anos de prisão.

“Para o Cenidh isso é uma afronta ao direito, à inteligência, à comunidade internacional e aos organismos internacionais de direitos humanos”, afirma o grupo em nota. “Denunciamos ao mundo essa barbárie jurídica, essa perseguição indiscriminada que destrói não só a institucionalidade, mas também qualquer vestígio de segurança jurídica que havia no país. É o aniquilamento dos presos políticos, de quem exigimos a liberdade imediata.”

Entre os condenados estão os sacerdotes Ramiro Tijerino, Sadiel Eugarrios, José Luis Diaz e Raúl Vegas, os seminaristas Darvin Leiva e Melkin Centeno e o cinegrafista Sergio Cárdenas. Todo o processo judicial é criticado pelo grupo de direitos humanos e pela mídia independente que ainda resiste à repressão imposta pela ditadura.

Nos últimos anos, Ortega passou a dominar o Legislativo do país e avançou sobre o Judiciário, nomeando novos juízes da Suprema Corte para viabilizar a aprovação de leis que correspondem a seus interesses, como a que estende a duração das prisões preventivas.

Sabem-se poucos detalhes da audiência que resultou na retirada de direitos políticos. Ela foi realizada no último dia 3 a portas fechadas, segundo o jornal nicaraguense Confidencial. De acordo com fontes anônimas da publicação, os sacerdotes e o cinegrafista afirmaram ser inocentes durante o julgamento e leram versículos da Bíblia.

Existem 245 opositores presos no país, que se autocratizou após as manifestações contra a reforma da Previdência proposta pelo regime de Ortega em 2018. Durante os protestos, ao menos 355 foram mortas, de acordo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O ditador nicaraguense promove uma cruzada contra a Igreja Católica em seu país. Durante os protestos de 2018, a Conferência Episcopal, então mediadora entre regime e oposição, considerou as mortes uma agressão sistemática e organizada e anunciou que não voltaria à mesa de diálogo para dar fim à crise enquanto a população continuasse sendo “reprimida e assassinada”. Pelo menos sete líderes religiosos foram presos pelo regime apenas neste ano.

Ortega foi um dos líderes da Revolução Sandinista que derrubou a ditadura dos Somoza e participou da primeira junta que liderou o país após a queda da dinastia, entre entre 1979 e 1990, quando saiu pacificamente do poder. Ele voltou à Presidência em 2007 e desde então tenta inviabilizar a oposição . Nas eleições de 2021, quando foi reconduzido ao cargo pela quarta vez consecutiva, os sete postulantes de oposição estavam presos, acusados de lavagem de dinheiro e traição à pátria.

Criminosos armados rendem motorista e roubam carro em Guarus

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Na noite desta quarta-feira (8) dois homens armados assaltaram um homem e roubaram o carro dele, na Rua Capitão Menezes, no Parque Rio Branco, em Guarus.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima informou que saiu da casa de um amigo quando dois homens armados em uma motocicleta sem placa, o abordaram. Eles mandaram a vítima parar o veículo e o carona da moto apontou uma pistola, desceu da motocicleta e entrou no carro.

Ainda de acordo com a PM, os suspeitos roubaram a carteira, o relógio e o celular da vítima. O caso será investigado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Relógio destruído em atos golpistas será restaurado com a ajuda da Suíça

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo da Suíça se ofereceu para ajudar o governo Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, na restauração do relógio trazido ao Brasil por dom João 6º, em 1808, que estava exposto no Palácio do Planalto e foi danificado durante as manifestações golpistas que ocorreram em Brasília no dia 8 de janeiro.

A informação foi dada pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante café da manhã com jornalistas nesta quarta-feira, um mês após os atos em Brasília.

Imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto mostram o momento em que homem destrói o relógio que Dom João 6º trouxe para o Brasil, em 1808 Segundo Menezes, ela recebeu a ligação do embaixador da Suíça para informar que uma empresa de seu país especializada em relógios tinha oferecido para ajudar na restauração do equipamento.

“Recebemos da Suíça o oferecimento de uma ação para recuperação daquele relógio. Eles estão oferecendo para fazer uma honraria ao Brasil. Estão oferecendo isso para haver uma troca, um workshop, como uma manifestação de fortalecimento da democracia. Uma ação para mostrar uma atenção por esse momento da democracia no Brasil”, disse Menezes.

“Eles ofereceram como uma contrapartida isso, os restauradores virem ao Brasil e criar um intercâmbio com os restauradores daqui também para fazerem juntos essa recuperação”, continuou a ministra.

Menezes afirmou, no entanto, que ainda não há um prazo definido para isso ocorrer. Ela disse ainda que na ocasião haverá um evento que contará com a presença da primeira-dama, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.

Até o momento, autoridades afirmavam que era incerta a possibilidade de restauração do relógio. Relatório preliminar do Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que mapeia os danos ao patrimônio causados nos atos golpistas, divulgado em janeiro, apontava que as peças internas do relógio foram recolhidas e catalogadas “para futuro restauro” e que ele teve fragmentos separados de seu suporte.

O texto dizia ainda que o relógio estava “fragmentado em toda a sua extensão, apresentando fissuras, deformações e perdas”.

Único exemplar da peça no mundo, o objeto foi quebrado no dia em que as sedes dos três Poderes foram invadidas e vandalizadas por apoiadores do ex-presidente.

O relógio de Balthazar Martinot, do século 17, estava abrigado no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o local foi invadido por centenas de golpistas. Os ponteiros e números do relógio foram arrancados, assim como uma estátua que enfeitava o topo da peça.

O objeto foi dado de presente a dom João 6º pela corte francesa. A obra foi desenhada por André-Charles Boulle e fabricada por Balthazar Martinot, que era o relojoeiro de Luís 14.

No último dia 23, a Polícia Federal prendeu o homem suspeito de ter destruído o relógio. A prisão ocorreu em Uberlândia, em Minas Gerais. O homem foi flagrado pelas filmagens internas do palácio, no último dia 8, jogando no chão o relógio e, depois, tentando quebrar as câmeras do circuito interno com um extintor. O suspeito vestia uma camiseta com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL.

Nesta quarta, Margareth Menezes também voltou a falar sobre a ideia de criar um memorial sobre a invasão e depredação do patrimônio público por golpistas e classificou os atos ocorridos há um mês em Brasília como “terroristas”.

Ela não deu detalhes, mas disse que uma das ideias é fazer alguma ação itinerante, “para percorrer o Brasil para os brasileiros terem noção do que aconteceu aqui”. “É preciso criar marcos de memória para que isso nunca mais aconteça.”