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Maioria do STF vota contra lei que proíbe o uso de linguagem neutra nas escolas

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para derrubar uma lei de Rondônia que proíbe a linguagem neutra na grade curricular, no material didático das escolas públicas e privadas do Estado e em concursos públicos. A aplicação da lei foi suspensa de forma liminar em novembro de 2021 pelo ministro Edson Fachin, relator da ação. O entendimento do ministro é que legislar sobre diretrizes e bases da educação é competência privativa da União.

Já acompanharam o voto do relator os ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. A votação é virtual e os demais ministros podem inserir seus votos no sistema até 23h59 de sexta-feira, 10.

A decisão plena do STF deve atingir leis semelhantes aprovadas em outros Estados e municípios. Isso porque a decisão produz o chamado efeito vinculante, firmando entendimento a ser aplicado em casos similares.

A linguagem neutra, também conhecida como linguagem não binária, evita o uso dos gêneros tradicionalmente aceitos pela sociedade (masculino e feminino), com o intuito de tornar a comunicação mais inclusiva e menos sexista.

Nessa linguagem, os artigos feminino e masculino, como “a” e “o”, são substituídos por um “x”, “e” ou “@”. A palavra “todos” ou “todas”, por exemplo, na linguagem neutra ficaria “todes”, “todxs” ou “tod@s”. Há quem defenda, ainda, o uso do termo “elu” (no lugar de “ele” ou “ela”) para se referir a qualquer um, independentemente do gênero.

Essa modalidade tem enfrentado oposição de grupos conservadores, entre eles alguns ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de que essas variações não são reconhecidas pela norma culta do idioma. Nos últimos anos, parlamentares apoiadores de Bolsonaro investiram, no Legislativo, na promoção de leis que vedam o seu uso.

Já o governo Luiz Inácio Lula da Silva passou a adotar o pronome neutro ‘todes’ em eventos e cerimônias oficiais. “Boa tarde a todos, a todas e todes”, disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao abrir discurso de posse, gesto que se repetiu em outros atos ao longo dos dias seguintes.

Segundo Fachin, no exercício de sua competência constitucional, a União editou a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Com base nela, o Ministério da Educação fixa os parâmetros curriculares nacionais, que estabelecem como objetivo o conhecimento e a valorização das diferentes variedades da língua portuguesa, a fim de combater o preconceito linguístico. Para Fachin, ao proibir determinado uso da linguagem, a lei estadual atenta contra as normas editadas pela União, no exercício de sua competência privativa.

Após a lei ser sancionada em Rondônia, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) entrou com ação direta de inconstitucionalidade pedindo ao STF a revogação da norma. A entidade sustentou que a lei apresenta preconceitos e intolerâncias incompatíveis com a ordem democrática e com valores humanos.

Putin escala ataques às vésperas do 1º ano da Guerra da Ucrânia

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IGOR GIELOW (FOLHAPRESS) – A Rússia decidiu escalar a intensidade da Guerra da Ucrânia às vésperas de o conflito completar um ano, o que ocorrerá no próximo dia 24, e um dia após o presidente Volodimir Zelenski discursar no Parlamento Europeu para pedir mais ajuda militar.

Nesta sexta (10), lançou os maiores bombardeios contra a principal capital de Zaporíjia, província que anexou ilegalmente mas que não controla totalmente, e disparou uma nova onda de mísseis e drones contra a infraestrutura energética dos ucranianos.

Aparentemente, tudo converge para dar ao presidente Vladimir Putin algo a dizer no próximo dia 21, quando fará um discurso à Assembleia Federal da Rússia, o Congresso que reúne as duas Casas legislativas do país.

Os riscos crescem na mesma medida: também nesta sexta, a Ucrânia disse que dois mísseis de cruzeiro Kalibr usados na onda de ataques, disparados de uma fragata no mar Negro, cruzaram o espaço aéreo de dois países vizinhos: Moldova e Romênia, esta um membro da Otan (aliança militar ocidental) e sede de um grande contigente de soldados americanos.

Os moldavos confirmaram a informação e convocaram o embaixador russo a se explicar. Para alívio daqueles que temem uma escalada baseada em acidentes, a Romênia disse que seus sistemas de defesa detectaram o lançamento, mas que os mísseis passaram a 35 km de sua fronteira.

Moldova é um pequeno país ensanduichado entre a Ucrânia e a Romênia que tem um território controlado por separatistas pró-Rússia protegidos por tropas do Kremlin desde o fim da União Soviética. Mais de uma autoridade russa já disse que um objetivo de Putin na guerra seria conquistar toda a costa ucraniana para ligar o Donbass (leste russófono do país) àquela área, chamada Transdnístria.

Em campo, a ação mais chamativa nesta sexta ocorreu em Zaporíjia, capital da província homônima. Ali, pelo menos 17 mísseis de defesa antiaérea adaptados para ataque terrestre do sistema S-300 atingiram alvos, deixando a cidade no escuro. Não há ainda relato de vítimas, mas um membro do governo local, Anatolii Kurtiev, disse que foi o mais intenso ataque em toda a guerra.

Um analista militar russo, falando anonimamente à Folha de S.Paulo, notou que houve também um ataque semelhante a Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, que chegou a ser assediada por tropas do Kremlin nas primeiras fases da guerra –mas elas recuaram em setembro, numa ofensiva surpresa de Kiev.

Para ele, isso pode sinalizar tanto um diversionismo, já que o governo Zelenski diz que a Rússia prepara uma ofensiva grande focada mais ao sul e ao leste, quanto uma ação de fato programada para tentar tomar a cidade.

Já Zaporíjia é um objetivo mais óbvio, dado que está na porção norte da província que os russos nunca ocuparam. No mais, assim como nas últimas semanas, combates mais intensos ocorrem no “moedor de carne” de Bakhmut, cidade que os russos parecem próximos de tomar e que poderá abrir o caminho para a conquista da metade da região de Donetsk -completando o controle virtual sobre todo o Donbass, já que Moscou domina a vizinha Lugansk.

Houve ataques com mísseis e drones em outros pontos, como a capital ucraniana. Eles seguem a lógica russa desde outubro, de intenso fogo sobre a infraestrutura civil do país, visando minar o apoio popular ao governo. O inverno do Hemisfério Norte está em pleno curso: nesta sexta, Kiev registrava 2 graus Celsius.

Qualquer avanço mais efetivo no Donbass sentido poderá ser colocado por Putin em seu discurso como evidência de algum sucesso, apesar do fato líquido de que sua invasão não colocou de joelhos Kiev nas primeiras semanas, como até os Estados Unidos acreditavam.

O mesmo analista militar é cauteloso, contudo, acerca de alguma grande revelação feita pelo presidente. Ele afirma que Putin gosta de causar suspense, mas exceto que decida dar-se por satisfeito e encerrar a guerra, terá de acelerar ainda mais suas ações para causar algum impacto.

Ao mesmo tempo, Moscou terá de enfrentar novas armas de longo alcance americanas prometidas aos ucranianos, embora tanques em quantidade efetiva estejam distantes e caças, apenas no campo da especulação.

As próximas duas semanas parecem ser vitais para o rumo da guerra de atrito estabelecida pelo Kremlin. As perdas humanas são grandes e a economia, que sobrevive ao draconiano regime de sanções ocidentais, apresenta sinais de estresse: houve um grande déficit fiscal em janeiro devido à imposição de limites de preço pago pelo barril de petróleo russo.

O problema em desenhar cenários neste contexto complexo é a impossibilidade de leitura do que de fato Putin quer, mesmo por analistas próximos do Kremlin como o russo que falou com a reportagem. Foram poucos os observadores sérios que acreditavam que ele iria além do blefe para pressionar o Ocidente a deixar a Ucrânia como uma área neutra, um ano atrás.

Assim, lembra o analista, tudo é possível até o dia 21, que não descarta um maior envolvimento da cooptada ditadura aliada de Belarus na guerra. Tudo, diz, inclusive nada.

Mulher é presa com rádios comunicadores em Guarus

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta quinta-feira (9) uma mulher foi presa com rádios comunicadores e diversos materiais. O caso ocorreu na Rua Santa Rita de Cássia, nas casinhas do Parque Prazeres, em Guarus.

Durante patrulhamento, os policiais conseguiram abordar uma mulher em atitude suspeita. Durante a revista pessoal foi encontrado 9 rádios comunicadores, 26 bases de alimentação de energia, 4 fones de ouvido, 1 balança de preciso e 700 eppendorf’s vazios.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e a acusada foi encaminhada para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde foi autuada e permaneceu presa.

Após reivindicação do vereador Rogério Matoso, Governo do Estado inicia obras na Ponte sobre o Rio Mocotó

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Não é de hoje que os moradores do Imbé sofrem com a precariedade das estradas e pontes que dão acesso ao distrito. Tido como a jóia do turismo ecológico na região, o Imbé tem em seu território dezenas de cachoeiras e abriga o Parque Estadual do Desengano, porém as potencialidades turísticas, ecológicas e até mesmo a agricultura ficam sem poder ser exploradas em sua totalidade por conta do difícil acesso.

O vereador Rogério Matoso solicitou através de indicação simples apresentada em plenário, no dia 13 de abril de 2021; “Solicito a reforma da ponte (Sobre o Rio Mocotó) da RJ 190, trecho que sai de Aleluia no sentido Sossego do Imbé.” Durante esse tempo, o vereador acompanhou todo o processo junto ao Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) e aos produtores e moradores locais, em visitas semanais ao Imbé.

No dia 06 de agosto de 2021 o vereador esteve no local junto ao então presidente do DER-RJ, Herbert Marques, para mostrar a real necessidade da recuperação não só da ponte, mas como também de todas as vias de acesso, que já vinha causando medo aos moradores e produtores rurais que precisam passar pelo local diariamente, seja para escoar sua produção, ou até mesmo sair da localidade em busca de serviços básicos, já que segundo a população eles se sentem isolados por parte do poder público.

Na última terça-feira, 07, o vereador acompanhou a chegada das vigas para a reconstrução da ponte: “Estamos muito felizes com a concretização desta luta pela qual estamos trabalhando desde o início do mandato em 2021. Foram muitas idas e vindas, em dias de sol e, os mais difíceis, em dias de chuva, quando constatamos de fato o sofrimento dos moradores e produtores rurais. Seguimos trabalhando junto ao governador Cláudio Castro, ao deputado Rodrigo Bacellar, ao presidente do DER-RJ, Pedro Ramos e toda equipe regional, por melhores condições das estradas em toda região, para os produtores escoarem sua produção e a população ter dignidade no seu ir e vir.” disse o vereador Rogério Matoso.

Instabilidade na Síria faz com que ajuda externa vire desafio 4 dias após terremoto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Não bastasse a dimensão do terremoto de magnitude 7,8 que atingiu parte da Síria no início desta semana, matando mais de 3.300 pessoas, a instabilidade política no país tem tornado o envio de ajuda humanitária e os resgates de vítimas ainda mais desafiadores.

Assim como na também arrasada Turquia -onde a contagem de mortes já ultrapassa os 18 mil -, a população tem se queixado de uma resposta lenta do regime de Bashar al-Assad, que controlava entre 65% e 70% do país em 2021 segundo relatório da Chatham House daquele ano.

O ditador fez sua primeira aparição pública desde o desastre nesta sexta-feira (10), quatro dias após os primeiros tremores, para visitar algumas das áreas atingidas e hospitais que cuidam de vítimas em Aleppo, no norte do país.

A situação se agrava, no entanto, no noroeste do território, dominado por rebeldes e uma das áreas mais atingidas pelo sismo. Antes mesmo do evento, estimava-se que cerca de 4,1 milhões de pessoas no local já dependiam de doações do exterior.

A ONU só conseguiu enviar os primeiros seis caminhões de ajuda humanitária à região na quinta-feira, mais de 72 horas após os primeiros tremores. Nesta sexta, a agência de imigração, a OIM, afirmou que outros 14 veículos cruzaram a fronteira com a Turquia.
“Estes comboios levam aquecedores elétricos, tendas, cobertores e outros itens para ajudar aqueles que ficaram desabrigados em razão deste terremoto catastrófico”, afirmou o porta-voz da organização, Paul Dillon.

VOLUNTÁRIOS DOS CAPACETES

Brancos dizem, porém, que o socorro da ONU é insuficiente e que equipamentos pesados para operações de busca e resgate ainda são necessários nos locais em que ainda há pessoas soterradas. Eles alegam que socorristas tem recorrido a ferramentas simples e guindastes antigos, inadequados para o tamanho do desastre.

Homem é preso com droga e dinheiro em SJB

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta quinta-feira (9) um homem foi preso com droga e dinheiro na Rua Feliciano Sodré, em Atafona, em São João da Barra.

Durante patrulhamento com o intuito de combater delitos, os agentes observaram um homem em atitude suspeita. Uma abordagem foi realizada e com ele foi apreendido 18 pinos de cocaína e R$ 20.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e o acusado foi encaminhado para a 145ª Delegacia de Polícia de SJB, onde foi autuado e permaneceu preso.

Enem muda em 2024, diz novo presidente do Inep

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano deve ser o último no atual formato, em que todos os estudantes fazem uma mesma avaliação. Nos próximos meses, segundo o novo presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Manuel Palácios, o órgão vai trabalhar para ter uma prova que avalie não só o conteúdo comum, mas também as áreas específicas que agora fazem parte do ensino médio, após a reforma dessa etapa de ensino. “No início de 2024, as escolas já precisam ter acesso às referências curriculares dessa nova parte”, disse ele, em entrevista ao Estadão.

No novo formato, o aluno escolhe a trilha que quer percorrer entre cinco áreas oferecidas (aprofundamento de estudos em Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais e Formação técnica e profissional). Cada rede estadual ou escola particular, no entanto, pode pensar o currículo e as aulas que são oferecidas dentro dessas grandes áreas. Há opções atualmente, por exemplo, de alunos que estudam ambiente, mídia e programação.

Lidar com essa flexibilidade, segundo Palácios, é o grande desafio do novo Enem. Por isso, ele acredita que o formato da 2ª etapa (que considera essa parte flexível) precisa ser elaborado em conjunto com as secretarias estaduais de Educação, que são responsáveis pelas escolas de ensino médio, e com as universidades.

Para ele, o exame não pode determinar e direcionar o que as escolas vão ensinar nos itinerários formativos, criados justamente para deixar o ensino mais flexível, contemporâneo e interessante para o estudante. “Não cabe a avaliação dizer qual é o currículo, tem de ser o contrário”, disse.

Além disso, Palácios quer que a prova seja capaz de avaliar o estudante independentemente do curso superior que ele vai escolher, que não precisa necessariamente estar ligado ao itinerário formativo cursado no ensino médio. “As universidades podem atribuir pesos aos testes, mas fazer um itinerário de Linguagens não pode ser um obstáculo intransponível para quem quer cursar Engenharia, por exemplo.”

“Quem elabora os instrumentos de avaliação tem de olhar a trajetória de estudante e não os desejos futuros em termos de formação superior”, acrescentou ele. Caso contrário, a escolha da profissão teria de se dar ainda mais cedo.

CRIATIVIDADE

Palácios acredita que os exames devem avaliar habilidades como criatividade e pensamento crítico, que devem estar presentes em qualquer itinerário. “Não é um tema simples, mas nos próximos meses vamos construir uma referência curricular que servirá de base para o Enem, ainda que venha a ser reformada mais à frente.”

‘Ainda não há consenso’, afirma ex-presidente

A ex-presidente do Inep durante a gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e uma das referências em avaliação no País, Maria Helena Guimarães de Castro, diz que é “importante abrir essa discussão com os Estados sobre a 2ª etapa do Enem porque é um assunto que ainda não há consenso”. Como presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) até o ano passado, Maria Helena participou das elaboração das diretrizes para esta mudança, sugerindo uma divisão da segunda etapa mais voltada às áreas do ensino superior que seriam pleiteadas pelos estudantes. Previa também questões dissertativas. No ano passado, porém, o MEC aprovou outra ideia, que agrupava as áreas doS itinerários formativos.

Há alas do PT que são críticas à reforma e, por isso, não estava claro se o MEC atual manteria as mudanças. O novo presidente do Inep agora deixa claro que o Enem vai seguir o novo ensino médio no ano que vem.

ENEM DIGITAL

Palácios também pensa em, no futuro, trazer inovações às provas do Enem digital. “Pelo computador, é possível propor interações que vão muito além de apenas marcar uma opção.” l

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Queda de barreira interdita trecho da Dutra no RJ nos dois sentidos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As duas pistas da serra das Araras, trecho da Via Dutra que liga São Paulo e Rio de Janeiro, foram interditadas após a queda de uma barreira no km 243 do sentido Rio de Janeiro, ou 225, para quem vai a São Paulo.

Segundo a CCR RioSP, que administra a via, o deslizamento ocorreu por volta de 2h49 desta sexta (10), e não há previsão de liberação, e o problema foi causado por fortes chuvas na região.

A concessionária orienta motoristas a buscarem outras rotas e diz que há uma opção de retorno no local.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a alternativa para quem vai a São Paulo é utilizar a BR-101 (Rio-Santos). Quem vai pelo Rio deve optar pela RJ-127, que passa por Volta Redonda.

Nas redes sociais, quem está parado na região diz que passou a madrugada no trânsito. “Tô desde as duas da matina parado no caminho para Piraí. Tudo parado e ainda fecharam a serra das Araras”, afirmou Douglas Souza.

A previsão para Piraí, segundo a Climatempo, é de pancadas de chuva nesta sexta (10) e durante o fim de semana.

Há exatamente um mês, em 10 de janeiro, uma queda de barreira também causou transtornos, com motoristas trafegando por uma pista adaptada para mão dupla, em interdição que durou mais de 16 horas até que as máquinas conseguissem liberar o local.

Terremotos na Turquia e na Síria geram medo de guinada ainda mais autoritária

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(FOLHAPRESS) – Não bastassem a devastação de cidades e a morte de milhares de pessoas, o terremoto na Turquia e na Síria disparou o alerta para a possibilidade da implementação de medidas autoritárias nos dois países.

Em Ancara, a resposta à catástrofe deve influenciar o desempenho do presidente Recep Tayyip Erdogan nas eleições marcadas para 14 de maio. Nos últimos anos, ele perdeu apoio popular, em parte devido aos impactos da crise econômica no país, com alta no custo de vida agravada pela Guerra da Ucrânia e pela pandemia de Covid. Em outubro, a taxa anual de inflação atingiu 85,5%, o maior índice em 25 anos.

Pesquisas de intenção de voto indicam que a disputa será apertada, no maior teste para o presidente turco em duas décadas no comando do país -embora ainda não tenha anunciado oficialmente a candidatura, ele vem sinalizando a intenção de concorrer a um novo mandato.

Agora, a catástrofe ocorrida na madrugada de segunda-feira (6) aumentou a pressão sobre Erdogan. O governo tornou-se alvo de críticas em razão da resposta lenta às consequências do sismo que já deixou mais de 20 mil mortos, desencadeando raiva e frustração em parte da população.

Autoridades turcas, por sua vez, atribuem os atrasos em ações de resgate em regiões próximas à Síria às tempestades de inverno que impedem o tráfego em rodovias e a entrega de alimentos e de ajuda humanitária.

“A primeira dúvida é se as eleições vão acontecer em 14 de maio. Não será uma surpresa se o governo prolongar o estado de emergência e suspender o pleito”, afirma Imdat Oner, analista político do Instituto Jack D. Gordon, ligado à Universidade Internacional da Flórida, e ex-diplomata turco.

Logo após a tragédia, Erdogan decretou estado de emergência por três meses nas dez províncias atingidas pelo tremor. Ao anunciar a medida, criticou adversários que, segundo ele, tentam colocar as pessoas umas contra as outras em meio ao caos por meio de “notícias falsas e distorcidas”.

O recado aumenta o temor de decisões autoritárias e de cerco à oposição. O turco Karabekir Akkoyunlu, professor de política e estudos internacionais da Escola de Estudos Orientais e Africanos, que faz parte da Universidade de Londres, tem avaliação semelhante à de Oner, de que a Turquia pode enveredar por um caminho mais autocrático em meio ao período eleitoral.

Diante do que chama de discursos polarizadores, ele diz que a reação de Erdogan após uma eventual derrota no pleito de maio é imprevisível. Akkoyunlu lembra que o líder turco assumiu o cargo de premiê em 2003, quase quatro anos após um terremoto de magnitude 7,6 que matou mais de 17 mil pessoas.

À época, a tragédia inspirou um desejo de mudança no país, e as legendas que estavam no poder foram varridas do sistema político, o que beneficiou o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de Erdogan. Agora, segundo Akkoyunlu, o presidente fará de tudo para evitar comparações entre os dois momentos.

“Pessoas que fazem esse tipo de crítica já estão sendo ameaçadas juridicamente”, afirma o professor, citando o caso de Özgün Emre Koç, cientista político detido para prestar esclarecimentos após fazer críticas à resposta do governo aos terremotos. Segundo a imprensa turca, Koç foi indiciado por incitação ao ódio e à hostilidade. “Quando existe um movimento popular contra o governo e percepção de perda do controle, esse tipo de método coercivo fica mais evidente”.

Em 20 anos de poder, Erdogan é acusado por críticos e opositores de erodir a independência do Judiciário, corroer a liberdade da imprensa e enfraquecer o respeito aos direitos humanos no país.

Em 2017, o líder turco alterou a Constituição para mudar o sistema de governo de parlamentar para presidencial. Segundo analistas, a medida abriu a prerrogativa para que Erdogan emitisse decretos, regulasse ministérios e removesse funcionários públicos sem precisar da aprovação do Parlamento.

Nas eleições de 2019, determinou a recontagem de votos após o candidato do partido governista perder a disputa municipal de Istambul. Ainda que o resultado tenha sido mantido, o episódio, segundo analistas, minou a credibilidade do sistema eleitoral turco.

Considerado polarizador, Erdogan continua apoiado por parcela significativa da população turca, sobretudo a ala muçulmana mais conservadora. Em dezembro, levantamento do instituto turco Metropoll apontou que 45,2% da população aprovava seu governo, contra 52,1% que desaprovava.

Já o ditador sírio, Bashar al-Assad, convive com a guerra civil que devasta o país há 12 anos. Na luta contra grupos rebeldes, recebeu o apoio de Rússia e Irã. Mas, nos últimos meses, viveu um isolamento devido a outras prioridades dos aliados: a Guerra da Ucrânia, para Moscou, e a onda de protestos em Teerã desencadeada pela morte da jovem curda Mahsa Amini, presa pela polícia moral por supostamente desrespeitar as regras de uso do véu islâmico.

Para Oner, do Instituto Jack D. Gordon, a tragédia provocada pelo terremoto deve reaproximar Vladimir Putin e Assad, e o ditador sírio deve usar o contexto de recebimento de ajuda humanitária como instrumento para pressionar pelo fim das sanções impostas por países do Ocidente devido à guerra civil.

Nesta semana, os esforços de assistência à Síria foram motivos de tensão. Embora tenha dito que os auxílios serão destinados a “todos os sírios, em todo o território”, o embaixador do país na ONU, Bassam Sabbagh, impôs a condição de que a distribuição da ajuda humanitária seja feita pelo regime.

A questão é que províncias como Idlib, reduto ao norte do país controlado por rebeldes e jihadistas, não mantêm pontes com Damasco. Quase todo o auxílio que chega à área hoje vem da Turquia e passa por Bab al Hawa, ponto de acesso criado após uma resolução das Nações Unidas -e que tanto para Damasco quanto para Moscou representa uma violação da soberania síria.

O terremoto movimenta ainda o xadrez político no Oriente Médio. Entre os países que manifestaram o desejo de ajudar a Síria está Israel, um rival histórico. Karina Calandrin, coordenadora de projetos do Instituto Brasil-Israel, aponta que a iniciativa pode ser o que se chama de cortina de fumaça, para mostrar à comunidade internacional “o lado humano” do governo de Binyamin Netanyahu, que lidera a coalizão mais à direita da história do país, alvo de críticas por polêmicas protagonizadas por ministros extremistas.

“A Síria já invadiu Israel três vezes, e Israel anexou parte do território sírio, as Colinas de Golã. E Damasco negou ter pedido a ajuda prometida por Israel”, pondera Calandrin.

 

Personal trainer tem mal súbito durante partida de futsal e morre em SC

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um personal trainer de 31 anos morreu na noite desta quarta-feira (8) após ter um mal súbito durante uma partida de futsal no município de Tijucas, em Santa Catarina. A morte de Carlos Eduardo Santana foi confirmada pela prefeitura municipal.

De acordo com a administração municipal, o homem era atleta do bairro Areias e estava participando de uma partida de futsal na 18º Olimpíada Tijuquense quando passou mal. A FME (Fundação Municipal de Esportes de Tijucas) teria chamado o Corpo de Bombeiros, que levou o homem ao hospital de Tijucas, mas o homem não resistiu e morreu.

Nas redes sociais, a prefeitura lamentou a morte do personal trainer.

“A Administração Municipal de Tijucas e a FME lamentam profundamente a perda precoce deste jovem que tão bem representava seu bairro. Nossos sentimentos aos familiares, amigos, e demais integrantes da equipe Areias. Que Deus os conforte neste momento de profunda dor.”

A prefeitura também anunciou a suspensão de todos os jogos da olimpíada por três dias “em respeito a todos os atletas que disputam a competição”. As partidas serão retomadas na próxima segunda-feira (13).

“Até a segunda-feira, a FME vai reorganizar a tabela e, assim que possível, fará a divulgação do novo cronograma de jogos.”

PERSONAL ERA YOUTUBER E DAVA DICAS PARA PERDER GORDURAS

Carlos tinha um canal no YouTube e dava dicas de exercícios, em especial para a queima de gordura. Entre os focos do canal do homem também estavam treinos de HIIT, que são atividades de alta intensidade.

“Mais um treino para vocês. Segunda-feira, vamos começar a todo vapor essa semana. Vem comigo aqui nos nossos 12 minutinhos, quatro exercícios, 40 segundo de execução e 20 de descanso. Estão preparados?”, falava Carlos em um de seus vídeos.

O último vídeo do homem, publicado há seis meses, mostrava uma caminhada de frente para o mar “para relaxar a qualquer momento do dia”.

Vanessa Oliveira, cunhada de Carlos, lamentou a morte e agradeceu o personal por ter feito a sua irmã feliz. O homem deixa uma esposa.

“Difícil em acreditar! A vida é um sopro!!! Obrigada, cunhado Carlos Eduardo Santana, por ter feito minha irmã feliz. Obrigada por você ter cuidado tão bem dela!! Obrigada por tudo!!! Vai em paz”, escreveu.

De acordo com uma funerária local, o corpo de Carlos será enviado para São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde ele morava anteriormente. O sepultamento deve ocorrer amanhã.

Homem é detido com tablete de maconha no Parque Santa Clara, em Guarus

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta quinta-feira (9) um homem foi detido com maconha na Estrada do Santa Rosa, no Parque Santa Clara, em Guarus.

Durante patrulhamento pelo local, os policiais observaram um homem em atitude suspeita. Uma abordagem foi realizada e durante a revista pessoal, foi apreendido 1 tablete pequeno de maconha (aproximadamente 30 gramas) e um celular.

Todo o material foi apreendido e o homem foi encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde foi autuado, ouvido e liberado.

Homem é preso com drogas em Travessão

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta quinta-feira (9) um homem foi preso com drogas na Rua Principal, na comunidade Santuário, em Travessão de Campos.

Durante patrulhamento os policiais observaram um homem, que ao avistar a guarnição tentou empreender fuga, mas foi capturado. Com ele foi localizado, 22 pedras de crack e 4 buchas de maconha, além de R$ 20.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e o suspeito foi encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde foi autuado e permaneceu preso.

Foragido da justiça desde 2021 é preso pela PM em SJB

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145ª DP/ Foto: Reprodução Polícia Civil
145ª DP/ Foto: Reprodução Polícia Civil

Nesta quinta-feira (9) um homem foragido da justiça desde 2021, foi preso por Policiais Militares na Rua São Vicente, em Grussaí, em São João da Barra.

Durante patrulhamento, os policiais observaram alguns homens em atitudes suspeitas. Uma abordagem foi realizada em um homem e durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado, porém, ao pesquisar no sistema, foi constatado um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, expedido em 12 de novembro de 2021.

Diante dos fatos, o homem foi encaminhado para a 145ª Delegacia de Polícia de São João da Barra, onde permaneceu preso.

Pinos de cocaína são apreendidos pela Polícia Militar no Parque Eldorado

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta quinta-feira (9) pinos de cocaína foram apreendidos pela Polícia Militar na Rua Três, nas casinhas do Sapo I, no Parque Eldorado, em Guarus. Ninguém foi preso durante a ação.

Durante patrulhamento, os policiais receberam informações de que homens estariam no local traficando. Os agentes foram até o endereço citado e não encontraram nenhum suspeito. Mas, durante buscas pelo terreno baldio, foi localizado um pequeno frasco de fermento em pó, com 10 pinos de cocaína.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde o caso foi registrado.

Garimpeiros fazem reunião esvaziada e xingam imprensa em Roraima

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(FOLHAPRESS) – Após o início das operações para desmontar o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami e com o processo de fuga de garimpeiros que invadiram a região, representantes do setor em Roraima se reuniram nesta quinta-feira (9) em Boa Vista para protestar contra o processo de desintrusão promovido pelo governo Lula (PT) na área indígena Yanomami.

Com bandeiras escritas com o lema “Roraima pede socorro”, garimpeiros, familiares e lideranças se manifestaram contrários às ações do governo federal no momento em que ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão em visita ao estado para verificar a crise social, sanitária e de segurança na região. Eles foram acompanhados dos comandantes das Forças Armadas.

O evento reuniu aproximadamente 200 pessoas entre garimpeiros, apoiadores e parentes. O argumento principal dos organizadores é que “Roraima está sendo sufocado” e que é um dos estados brasileiros que não sofreram com os impactos socioeconômicos deixados pela pandemia de Covid-19.

“Hoje o estado de Roraima está sendo perseguido por ONGs internacionais e é hora de juntarmos toda a sociedade. Empresários, comerciantes, madeireiros, agricultores, garimpeiros e garimpeiras, vamos juntos de mãos dadas mostrar a nossa força”, dizia uma gravação em loop na manifestação.

Autointitulado coordenador do movimento Garimpo é Legal, o funcionário público Jailson Mesquita afirmou à Folha de S.Paulo durante a reunião que os garimpeiros em área indígena estão tendo problemas pelo processo de desintrusão do governo federal.

De acordo com a legislação brasileira, o garimpo é considerado ilegal em terras indígenas.

Ainda nesta quarta-feira (8), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deu início às operações para desmontar garimpos ilegais na área Yanomami para retirar os mais de 20 mil garimpeiros que invadiram o território ao longo dos últimos anos. As ações têm apoio da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Estão cometendo aí alguns excessos que a gente vai discutir. Um dos nossos maiores problemas em Roraima é a ditadura que o Ibama montou aqui, eles queimam tudo. Nós também temos garimpeiros lá que não podem pagar para voltar, e tem que trazer todo mundo. Não é o que o governo federal quer? No momento que fechou o espaço aéreo, a demanda [por aviões] ficou maior e aí o preço da passagem subiu porque o cara fica correndo risco”, disse Jailson.

Ele relatou que os preços atuais de frete de voos irregulares de aviões pequenos à região, como o modelo Cessna, chegam a R$ 25 mil. Mesquita estima que ainda há cerca de 10 mil garimpeiros na região.

O representante garimpeiro argumentou ainda que os governos federal e estadual precisam realizar uma abordagem de assistência social e enquadrar os trabalhadores do garimpo em programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, disse nesta quarta-feira (8) que o tratamento que será dispensado a garimpeiros em fuga é “uma questão da Justiça” e que as Forças Armadas têm a preocupação de “não prejudicar inocentes”.

“Agora, a grande maioria esmagadora dessas pessoas é de Roraima. E eles foram para o garimpo por quê? Porque nos deixaram uma migração aqui de 300 mil pessoas sem nos acolher com nada”, relatou, referindo-se à Operação Acolhida, força-logística humanitária coordenada pelo Exército que recebe imigrantes venezuelanos no Brasil.

Durante a reunião, os participantes da mesa fizeram ofensas contra a imprensa que, segundo disseram, “demoniza a imagem de Roraima e do garimpo”.

“Não vamos deixar a Globo pautar a nossa imagem. Eles dizem mentiras 24 horas por dia com o intuito de sujar a nossa imagem e nos difamar, mas a gente sabe que garimpeiro não é bandido! Garimpeiro é trabalhador!”, gritou Cleiton Alves, que também se identifica como líder da manifestação de garimpeiros. Ele foi aplaudido pelos participantes.

“Acabou Roraima”, sentenciou uma mulher que não quis se identificar. Segundo ela, que afirmou não ser garimpeira, o estado só não sofreu mais impactos econômicos após a pandemia, como o resto do Brasil, porque o dinheiro orbita ao redor do garimpo.

Ela conta que tem uma hospedagem e faz transporte de garimpeiros com seu marido. E lamenta que, se o dinheiro do garimpo não girar, vai quebrar todo mundo.

Bem-visto pelo movimento, o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), sancionou leis consideradas inconstitucionais em defesa do garimpo. Uma delas previa o uso de mercúrio e outra proibia a destruição de maquinário.
Durante a visita ministerial na quarta-feira em Boa Vista, ele afirmou que os garimpeiros têm a consciência da necessidade de sair da região.

“É muito importante que todos saiam. O governo federal, com o trabalho do governo do estado, está estimulando essa saída também para não haver conflitos”, declarou, complementando que a reabertura parcial do espaço aéreo sobre a terra foi um pedido do governo estadual.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou no início desta semana que os garimpeiros têm saído da terra yanomami em Roraima e avaliou que existam ao menos 15 mil garimpeiros ilegais no local, mas o número pode chegar a 40 mil.

“Nós estamos na expectativa de que, quando do início das ações policiais coercitivas, já tenhamos pelo menos 80% deste contingente de 15 mil pessoas que saíram do território yanomami desde a semana passada e ao longo desta semana”, disse.

Homem fica em estado grave após ser baleado em SFI

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147ª DP/Foto: Reprodução

Na noite desta quinta-feira (9) um homem identificado como L.S.G., foi baleado na varanda de uma casa, em São Francisco de Itabapaona.

Por volta volta das 22h, a vítima estava na varanda tomando cerveja, quando dois suspeitos chegaram ao local e atiraram contra a vítima. O Resgate Municipal foi acionado e o homem foi socorrido em estado grave para o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos.

De acordo com a Polícia Militar, no local do crime foram encontradas 21 munições de calibre 9mm. Buscas foram realizadas, mas nenhum suspeito foi localizado. O caso foi registrado na 147ª Delegacia de Polícia de SFI.

Nova interdição é realizada na Avenida 28 de Março

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Foto: Divulgação Ascom

As obras de pavimentação da Avenida 28 de Março seguem progredindo. Com mais de 13 quilômetros de vias nos dois sentidos, a avenida é o principal eixo rodoviário e ciclístico do município e chega a receber 2 mil carros por sentido no horário de pico.

E nesta sexta-feira (10), haverá interdição da Avenida 28 de Março no sentido Penha-Pecuária (Centro), no trecho entre a Avenida Doutor Felipe Uebe e a Avenida José Alves de Azevedo (Beira Valão). A primeira alternativa para o Centro/Pelinca é seguir pela Avenida Doutor Arthur Bernardes, Rua Caldas Viana e pela Rua Saldanha Marinho.

Os motoristas que seguirão para a Rua Sete de Setembro, devem seguir pela Avenida Dr. Felipe Uebe, entrar na Rua Bernardo Passos e seguir pela Rua do Riachuelo até a Rua Sete de Setembro. Não será possível acessar a Avenida 28 de Março na altura da Cidade da Criança, mas como alternativa os motoristas devem seguir pela Rua Visconde De Itaboraí até a Avenida Princesa Isabel, onde será possível acessar a Avenida José Alves de Azevedo (Beira Valão).

No sentido Penha, a interdição será somente no trecho sobre o canal Campos-Macaé. Os motoristas que seguem pela Avenida 28 de Março para a Penha devem optar por acessar a Rua Barão de Miracema e a Avenida Doutor Nilo Peçanha, seguindo pela Avenida José Alves de Azevedo (Beira Valão), onde será possível acessar novamente a Avenida 28 de Março.

“Esta obra está sendo feita por meio de uma parceria com o Governo do Estado e faz parte de um pacote de obras que está levando a pavimentação para mais de 120 ruas do município. Em breve a avenida receberá novos semáforos inteligentes e nova pintura, garantindo assim a diminuição do número de acidentes e trazendo mais segurança no trânsito para o cidadão campista”, disse o vice-presidente do IMTT, Davi Alcântara.

Com Lula, Biden deve anunciar financiamento para proteção da Amazônia

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(FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos anunciarão sua intenção de injetar recursos no Fundo Amazônia, segundo o texto do comunicado conjunto que era negociado entre os dois países na noite de quinta-feira (9). O anúncio deve ser feito após a conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula das Silva (PT) e Joe Biden, que se reúnem no Salão Oval da Casa Branca nesta sexta-feira (10).

O comunicado confirma a defesa do meio ambiente e os investimentos em energia sustentável como os principais eixos do relançamento das relações entre Brasil e EUA, após anos de esfriamento durante os governos Biden e Jair Bolsonaro (PL). O texto ainda trará uma condenação do extremismo político, o apoio americano à expansão do Conselho de Segurança da ONU e falará da Guerra da Ucrânia sem uma condenação direta à Rússia.

O governo brasileiro não previa um comunicado conjunto de Lula e Biden até a antevéspera da visita. A iniciativa de um comunicado conjunto teria partido de autoridades do governo americano, segundo diplomatas.

O Fundo Amazônia é a principal iniciativa de arrecadação de recursos para conservação e combate ao desmatamento na floresta, bancado pela Noruega e pela Alemanha, e, em menor parte, pela Petrobras, gerido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento).

Desde a gestão Ricardo Salles no Meio Ambiente, durante o governo Bolsonaro, o Brasil pede recursos do governo americano para ajudar na preservação ambiental, mas as negociações não avançavam porque os EUA não viam sinais de comprometimento do ex-presidente nessa temática.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se encontrará com o enviado especial para o clima do governo americano, John Kerry, no Salão Oval da Casa Branca, junto com Biden e Lula. Kerry já havia sinalizado ao governo americano que poderia participar do Fundo Amazônia, em uma mudança de postura da Casa Branca. Ele se encontrou com Marina e Lula na COP27, no Egito, depois da eleição, e voltou a se reunir com comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial em Davos.

Os dois países, que viveram tentativas de golpe semelhantes em 6 de janeiro de 2021 em Washington e em 8 de janeiro de 2023 em Brasília, também devem condenar o extremismo político e pedir o combate à desinformação no comunicado conjunto. O texto em negociação afirma que Biden e Lula rejeitam o extremismo, a violência política, o discurso de ódio e pedem a construção da resiliência das sociedades ante à desinformação.

Já o posicionamento do Brasil em relação à Guerra da Ucrânia gerou divergências. Lula pretende lançar um “clube da paz” para negociar o fim do conflito no Leste Europeu. Apesar de condenar a invasão feita pela Rússia, o petista se opõe ao envio de armas e munições aos ucranianos e à adoção de sanções contra os russos. Já os EUA vêm destinando bilhões em ajuda à Ucrânia e seguem retaliando o governo de Vladimir Putin.

Segundo apuração da reportagem, o texto do comunicado, até a noite desta quinta, não condenava diretamente a Rússia pela invasão da Ucrânia, após objeções dos negociadores brasileiros à linguagem mais específica sobre a agressão russa. Depois de muita negociação, os dois países decidiram falar apenas sobre a cooperação entre Brasil e EUA para discutir questões regionais e globais, inclusive a guerra.

Em um aceno ao Brasil, o comunicado deve falar ainda sobre o apoio dos dois países à expansão do Conselho de Segurança da ONU, uma demanda antiga da diplomacia lulista. Biden vem defendendo a reforma de instituições como as Nações Unidas para refletir de forma mais equilibrada a nova realidade global. Hoje, o Conselho de Segurança tem apenas cinco membros permanentes, com poder de veto – China, Rússia, EUA, França, e Reino Unido.

Além do Fundo Amazônia, o governo Biden estuda outro envio de ajuda à região. Negociadores americanos sinalizaram em reunião fechada nesta semana que a Casa Branca estuda doar US$ 4,5 bilhões (R$ 23,8 bilhões) em assistência à região da bacia do rio Amazonas (que envolve Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Bolívia) até 2030 para o combate à crise climática.

Lula chegou a Washington, porém, sem uma posição conjunta dos países da região amazônica –o que seria necessário para formalizar a doação. A avaliação é de que a negociação mais sensível para chegar a essa posição coletiva seria com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
Para Nick Zimmerman, diretor para Brasil e Cone Sul no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante o governo Barack Obama, “o governo Biden deu sinais claros de seu interesse em apoiar os esforços contra o desmatamento do Brasil, inclusive por meio de financiamento direto.”

Adolescente resgatado quatro dias após sismo. Bebeu urina para sobreviver

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Um adolescente turco, de 17 anos, foi resgatado dos escombros de um edifício na província de Gaziantep, durante a tarde desta quinta-feira, 94 horas – quase quatro dias – após os sismos que assolaram a Turquia e Síria, na segunda-feira. Segundo os meios de comunicação locais, citados pela Sky News, o jovem bebeu a própria “urina para sobreviver”.

“Bebi a minha própria urina para sobreviver e sobrevivi graças ao meu Deus”, disse o jovem, identificado como Adnan Muhammet Korkut, ao ser resgatado, num vídeo divulgado nas redes sociais.

“Esperei que vocês viessem, e vocês vieram, graças a Deus. Obrigado a todos”, acrescentou. 

O adolescente revelou que o seu cão ainda está preso nos escombros e as equipes de resgate garantiram que irão também procurar o animal.

Mais de 21.000 pessoas morreram em consequência do violento sismo que abalou na segunda-feira o sudeste da Turquia e o norte da Síria. De acordo com a Afad, organismo de socorro turco, mais de 18 mil cadáveres foram, até agora, retirados dos escombros na Turquia, e 3.317 corpos foram resgatados na Síria.

A tragédia supera os mais de 18.400 que morreram no terremoto de 2011 em Fukushima, no Japão, que provocou um tsunami e as cerca de 18.000 pessoas que morreram num sismo perto da capital turca, Istambul, em 1999.

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Turquia. "Estão lá a minha mãe e irmão, mas eles estão mortos"

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Mais um resgate de sucesso, mas com um sabor agridoce. Uma menina, cuja idade não foi revelada, foi resgatada com vida dos escombros de um prédio na Turquia, depois do sismo que abalou o país na madrugada de segunda-feira.

À saída, aparentemente calma, os membros da equipe de resgate questionaram a criança se havia mais alguém soterrado no mesmo local que ela.

A resposta é devastadora. “Estão lá a minha mãe e o meu irmão, mas eles estão mortos”, disse.

Nas últimas horas temos assistido a vários resgates de crianças e bebês com vida, após várias horas debaixo dos escombros de prédios destruídos pelo sismo.

As autoridades, profissionais de saúde e centenas de voluntários têm trabalhado horas a fio para tentar encontrar mais sobreviventes.

Recorde-se que mais de 21.000 pessoas já morreram no terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter registrado às 04h17 (01h17 em Lisboa) de segunda-feira, na Turquia, perto da fronteira com a Síria.

O número de mortos continua a crescer, com um grande número de pessoas ainda presas sob os escombros de milhares de edifícios desmoronados.

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