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Chuva de peixes surpreende moradores de Yasuj, no Irã; entenda

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Na cidade de Yasuj, no Irã, aconteceu um evento incomum (embora não seja raro). A cidade foi surpreendida por uma chuva de peixes, registrada em imagens compartilhadas nas redes sociais.

Apesar de parecer estranho, esse fenômeno não é inédito e tem uma explicação científica, conforme relata o Your Weather.

De acordo com a mesma fonte, sob as nuvens de desenvolvimento vertical, podem se formar tornados que se estendem da base da nuvem até o solo. Quando esses tornados passam sobre o mar ou lagos, podem sugar peixes ou outros animais marinhos e transportá-los em suas correntes por longas distâncias.

À medida que os tornados diminuem sua velocidade, os peixes são lançados para fora.

Veja as imagens acima.

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Cruzeiro chega a Nova York com baleia de 13 metros morta na proa

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Um navio de cruzeiro chegou ao porto de Nova Iorque, nos Estados Unidos, com uma baleia morta presa em sua proa, conforme relataram autoridades marítimas citadas pela agência de notícias Associated Press (AP).

O animal, que media 13 metros de comprimento, foi identificado como uma baleia-sei, uma espécie ameaçada de extinção. Ele ficou preso na proa do MSC Meraviglia ao chegar ao porto de Brooklyn no sábado, informou a porta-voz da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, Andrea Gomez.

“As autoridades competentes foram imediatamente notificadas e estão conduzindo exames na baleia”, afirmaram funcionários da empresa de cruzeiros MSC Cruises em um comunicado.

A empresa de transporte expressou profunda tristeza pela perda de qualquer vida marinha e garantiu que cumpre regulamentos para proteger baleias, inclusive alterando itinerários para evitar colisões com os animais.

A baleia passou por uma autópsia na terça-feira, e amostras foram coletadas para determinar se estava viva ou morta quando foi atingida pelo navio.
 
 

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Funcionários denunciam ausência de banheiros em plataforma na Bacia de Campos

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Plataforma/Foto Ilustrativa/Divulgação

O Sindipetro-NF recebeu denúncias de trabalhadores sobre a falta de sanitários em funcionamento em um dos pisos da plataforma P-25, na Bacia de Campos. Relatos nas redes sociais também mostram a situação precária da unidade.

Em vídeo, um dos trabalhadores mostra que apenas um banheiro está em funcionamento, para atender a mais de 20 camarotes.

O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, entrou em contato com a Gerência Geral da Bacia de Campos nesta manhã. A empresa retornou ao sindicato a informação de que está desembarcando os trabalhadores do piso atingido pelo problema. Pelo menos 16 petroleiros já foram desembarcados.

A gerência afirmou ao sindicato que houve um problema de entupimento do sistema de vácuo e que os banheiros serão reformados.

O problema com os banheiros em P-25 se soma a uma série de denúncias que envolvem habitabilidade nas plataformas da região, principalmente nas áreas de hotelaria e alimentação. A resolução imediata dos problemas tem sido cobrada insistentemente pelo sindicato.

“É um absurdo o que tem acontecido nas plataformas nos últimos tempos nessa questão da habitabilidade e alimentação, que estão extremamente precárias. A gente tem batalhado muito para melhorar isso e não tem surtido tanto efeito e provavelmente vamos chamar uma mobilização da categoria para ver se resolve”, informa Tezeu.

Fonte: Sindipetro-NF

Polícia prende homem após ameaçar namorada com arma de brinquedo e facas

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Foto: Reprodução

Na tarde desta quarta-feira (08) um homem, ainda não identificado, foi preso em flagrante pela Polícia Militar do 32º BPM após ameaçar sua namorada com uma arma de brinquedo e duas facas. O caso ocorreu na Rua Carlos Chagas Filho, em Rio das Ostras.

Segundo informações da PM, os policiais foram acionados para responder a uma ocorrência de ameaça e ao chegarem ao local, a solicitante relatou ter sido ameaçada pelo namorado com uma arma de fogo.

Durante a abordagem inicial, o suspeito negou estar armado, alegando que o objeto na cintura era apenas um celular. No entanto, após conversas, ele admitiu possuir um simulacro de arma e duas facas. Após a confirmação de que esses objetos foram utilizados na ameaça, o homem foi preso e levado à 128ª DP, onde o caso foi registrado.

Unidade Móvel do Hemocentro faz campanha de doação de sangue nesta quinta

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Foto: Divulgação Ascom

Para aumentar o estoque de sangue, o Hemocentro Regional de Campos (HRC) está intensificando as coletas externas com o auxílio da Unidade Móvel. Na próxima quinta-feira (9), o ônibus estará presente na Barbearia Rockabilly, das 9h às 15h, com o objetivo de receber doadores voluntários dispostos a salvar vidas. Durante a ação, terá premiações com corte de cabelo, massagem capilar e também um vale de 10% de desconto em uma loja de tintas. O evento, que acontecerá na Rua Comendador José Francisco Sanguedo, nº 34, tem o intuito de atrair pessoas que possam contribuir, através de doações de sangue, para equilibrar o estoque do HCR.

“Estamos com a expectativa de engajar o maior número de pessoas possíveis, para que possamos ter um excelente resultado e conseguir ajudar a salvar vidas”, ressaltou Ciro Neves, o proprietário das três empresas que estão participando da campanha.

O banco de sangue do Hemocentro Regional também está enfrentando um déficit no estoque sanguíneo e necessita com urgência de doações de sangue do tipo A+ (A Positivo). A baixa desse tipo sanguíneo está afetando o atendimento aos pacientes.

Além da coleta na Unidade Móvel, a doação pode ser feita no Hemocentro que funciona anexo ao Hospital Ferreira Machado (HFM). Para equilibrar o estoque, o HRC convida todos os doadores e potenciais doadores para fortalecer essa corrente do bem, comparecendo à sede da unidade que fica localizada na Rua Rocha Leão, n° 2, no bairro do Caju. O HRC funciona todos os dias, incluindo sábado, domingo e feriado, das 7h às 18h.

COMO DOAR

Pessoas saudáveis, com idade entre 16 e 60 anos (ou até 65 anos, se já tiverem doado antes dos 60) e peso superior a 50 quilos podem doar sangue, devendo apresentar um documento original com foto. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados por um responsável. Além disso, é necessário não ter praticado atividades físicas intensas nas últimas cinco horas, não ter feito tatuagem nos últimos 12 meses e estar descansado.

Para agendar a visita do ônibus, basta ligar para o telefone (22) 981730463 ou (22) 981752599, das 8h às 17h, ou mandar um e-mail para [email protected].
Confira a agenda do mês de maio:

AGENDA DA UNIDADE MÓVEL:

09/05- Rockabilly Barbearia- Campos

14/05- Instituto Nelia Almeida Gomes de Oliveira- Campos

16/05- Colégio Múltiplo- Itaocara

21/05- IMTT- Praça do Liceu

23/05- Santa Maria de Campos

28/05- FASAP- Santo Antônio de Pádua

Fonte: Ascom

Carro pega fogo em São João da Barra

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Um veículo foi completamente destruído após pegar fogo na rua Barão de Barcelos, no Centro de São João da Barra, por volta das 18h desta quarta-feira (08). Não houve feridos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de 2 mil litros de água foram necessários para apagar o incêndio, que durou cerca de 20 minutos. O incidente causou cerca de três explosões devido aos pneus e ao combustível que vazava pela rua.

A motorista notou o fogo enquanto seguia pela via e prontamente estacionou o veículo, saindo e pedindo ajuda. O trânsito na região foi brevemente interrompido e posteriormente normalizado com o auxílio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal.

Ataques israelenses fazem dezenas de mortos em Rafah e Gaza

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Dezenas de palestinos foram mortos durante a madrugada em Rafah, a cidade mais ao sul da Faixa de Gaza, e no norte do enclave devido a ataques militares israelenses, conforme fontes médicas citadas por agências locais.

Em Rafah, as forças militares israelenses tomaram, em uma ofensiva lançada em 07 de maio, as zonas da passagem para o Egito e do ponto de Kerem Shalom, para Israel, bem como outros 31 quilômetros quadrados de onde a população foi mandada retirar-se um dia antes.

Os aviões israelenses voltaram a atacar as zonas em torno do posto fronteiriço de Rafah, que permanece encerrado, disparando projéteis contra os bairros orientais de Al-Shuweika e Al-Jeneina, enquanto a força naval também utilizou metralhadoras contra as zonas ocidentais da cidade de Rafah, informou a agência palestina Wafa.

No bairro de Zeitun, no norte de Gaza, pelo menos 10 casas foram bombardeadas perto da mesquita Hasan Al Banna e da Universidade de Gaza, deslocando milhares de pessoas que se abrigavam nas escolas.

“Dezenas de pessoas foram mortas na sequência dos bombardeamentos dos aviões de guerra ocupantes”, indicou a Wafa.

O número total de mortos desde o início da guerra em Gaza, em 07 de outubro de 2023, é de 34.844, segundo a contagem das autoridades palestinas, enquanto pelo menos 78.404 pessoas ficaram feridas.

Além disso, milhares de corpos ainda estão enterrados sob os escombros e não podem ser alcançados pelas equipes de resgate.

Israel declarou guerra ao movimento Hamas após um ataque surpresa em território israelense que fez cerca de 1.200 mortos e mais de 200 sequestrados em 7 de outubro.
 
 

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Corpo do último trabalhador da ponte Francis Scott Key é encontrado

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O corpo do último trabalhador que perdeu a vida devido ao desabamento da ponte Francis Scott Key foi encontrado nesta quarta-feira (8), conforme informaram autoridades locais.

Na madrugada de 26 de março, um navio porta-contêineres colidiu com a ponte Francis Scott Key, localizada em uma cidade da costa leste dos Estados Unidos, resultando no desabamento da estrutura e na morte de seis trabalhadores latino-americanos.

A última vítima foi identificada como José Mynor López, 37 anos, um operário da construção civil de Baltimore que estava trabalhando na ponte no momento do acidente.

O anúncio da descoberta do corpo foi feito pelo prefeito da cidade, Brandon M. Scott, através da rede social X.

As obras de reconstrução da ponte, que é a principal da costa leste dos Estados Unidos e a nona maior do país, continuam após o término das buscas pelos corpos, conforme afirmou Scott.

O navio porta-contêineres “Dali” colidiu com um dos pilares da ponte, resultando no desabamento em efeito cascata. O navio emitiu um pedido de socorro momentos antes da colisão, o que levou a polícia a interromper o tráfego na ponte, mas não houve tempo suficiente para resgatar os oito trabalhadores que estavam realizando reparos na pista.

Dois trabalhadores foram resgatados com vida. Os seis trabalhadores falecidos eram migrantes do México, Guatemala, El Salvador e Honduras.
 
 Leia Também: Terceiro corpo de vítima de queda de ponte em Baltimore é encontrado

 
 
 

Chuva faz vazão de água das Cataratas do Iguaçu ficar cinco vezes acima do normal

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A vazão do rio Iguaçu, no Paraná, chegou a ficar cinco vezes acima do normal no último fim de semana. Segundo dados da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que faz as medições, chegou a 8,3 milhões de litros por segundo no fim da tarde de sábado.

O rio Iguaçu nasce na região metropolitana de Curitiba e deságua no rio Paraná cerca de 20 quilômetros depois de passar pelas Cataratas do Iguaçu.

O nível da água era de pouco mais de 3,6 metros. A média normal é uma vazão de 1,5 milhão de litros por segundo.

Na medição mais recente, na manhã desta quarta-feira (8), a vazão estava em 3,6 milhões de litros por segundo. Em outubro do ano passado, chegou a 24 milhões por segundo. O recorde histórico foi em 2024, quando passou de 45 milhões de litros por segundo.

O parque seguiu funcionando normalmente. O levantamento da Copel é feito na altura do hotel Cataratas e serve para o monitoramento do nível das águas que alimenta as usinas hidrelétricas administradas pela empresa.

O aumento do fluxo de água no Iguaçu também provocou um fenômeno conhecido como “confluência de águas” no encontro dos rios.

O fenômeno acontece quando as águas dos rios não se misturam imediatamente. Um exemplo muito lembrado é na fusão dos rios Negro e Solimões para a formação do rio Amazonas, em Manaus, no Amazonas. No caso do Paraná, a situação só acontece excepcionalmente. A diferença de temperatura, densidade e velocidade de fluxo são as causas das confluências.

As imagens mostram a água do rio Paraná mais esverdeada e com o volume do leito normal. A água do rio Iguaçu está mais barrenta e o volume está mais alto por conta das chuvas no Sul do país.

 

Desmatamento da Amazônia cai 21,8% em um ano; Pantanal reduz 9,2%

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O índice de desmatamento na Amazônia caiu 21,8% em um ano, segundo dados divulgados pelo governo federal nesta quarta-feira, 8. De acordo com os números do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de agosto de 2022 a julho de 2023 foi desmatada uma área de 9.064 km², número inferior aos 11.594 km² registrados um ano antes.

A área desmatada na Amazônia no último ano é a menor registrada desde 2019. Em novembro do ano passado, o governo já tinha divulgado uma estimativa desta taxa, que mostrava uma queda de 22,3%. A variação, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, está dentro da margem de erro.

Já no Pantanal, outro bioma importante do País, a queda foi menos expressiva. No último período analisado, foram desmatados 723 km², número que representa uma redução de 9,2% em relação ao período anterior.

A principal estratégia do governo para reduzir o desmate na área foi o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que reúne ações em eixos como fiscalização, monitoramento e desenvolvimento da bioeconomia local, entre outros.

A meta de zerar o desmatamento na região até 2030 é uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma das principais vitrines do Brasil na discussão global sobre clima.

“Esses resultados são a combinação de instrumentos: as ações de fiscalização, mas também as ações voltadas para outros eixos do PPCDAm. Como, por exemplo, instrumentos econômicos e creditícios, aporte de recursos para que a gente possa fazer uma abordagem positiva, ajudando a mudar modelos de desenvolvimento, criando alternativas de base sustentável”, afirmou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

No caso do Cerrado, as taxas confirmadas já tinham sido divulgadas pelo governo no ano passado e mostravam um aumento de 3% do desmatamento no bioma. No último período analisado, o desmate do Cerrado chegou a 11.011 Km², ante 10.688 Km² na medição anterior.

Governo elabora plano para mudança climática

Durante a apresentação dos dados, a ministra Marina Silva falou sobre a importância do combate ao desmatamento no âmbito das políticas relacionadas às mudanças climáticas. Marina afirmou que o governo trabalha na construção de um “PPClima”, em referência ao PPCDAm, para preparar municípios para eventos extremos causados pelo clima. A ministra mencionou a situação do Rio Grande do Sul, onde até o momento 100 pessoas morreram em decorrência de enchentes.

“O que vamos fazer com município 100% alagado no Rio Grande do Sul? Não tem medida de prevenção que dê conta de uma situação dessa. Isso está acontecendo em função da ação humana. Se não revertermos os processos que levam à mudança do clima, teremos uma situação muito difícil”, afirmou.

A ministra afirmou que o plano começou a ser desenhado em fevereiro de 2023 após o desastre em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, quando 64 pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas.

“Não é um plano que terá como ser definitivo. Será um plano dinâmico, até porque há uma dinâmica em si mesma do próprio sistema climático, de tudo que está acontecendo. E ele, com certeza, será no plano transversal, como o PPCDAm. Com certeza terá uma uma governança que dê capacidade e agilidade para que as ações sejam implementadas”, explicou Marina.

 

Lula diz que recursos do governo são para suprir necessidades do País, diante de tragédia no RS

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que os recursos do governo federal são para suprir as necessidades vitais do Brasil, na esteira do anúncio de R$ 1,7 bilhão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções voltado à prevenção de deslizamentos de encostas. De acordo com o chefe do Executivo, desde o início de seu atual mandato na Presidência, a gestão se dedicou boa parte do tempo para ajudar e enfrentar os problemas no Rio Grande do Sul.

“Quando fazemos investimento em encostas, estamos mais do que fazendo investimento em encosta, estamos garantindo que pessoas não mais vão morrer por conta de um deslizamento de terra em qualquer lugar deste País”, disse, em cerimônia de divulgação dos resultados do Novo PAC Seleções nesta quarta-feira, 8.

A categoria “Prevenção a Desastres Naturais: Contenção de Encostas” do programa contará com R$ 1,702 bilhão para a realização de obras de contenção de encostas em 91 municípios com problemas recorrentes de deslizamentos. Diante das enchentes que acometem o Rio Grande do Sul, o governo federal optou por contemplar todas as propostas de obras de contenção de encostas enviadas pelo Estado.

Lula afirmou que, para o governo federal, “custa caro sermos republicanos”, mas reiterou que a presidência não pode achar que só pode destinar investimentos a aliados. “O dinheiro não é nem para amigo nem para adversário; o dinheiro é para as necessidades vitais do povo brasileiro que continua sendo povo em qualquer cidade que mora, governado por qualquer partido político”, defendeu.

O petista disse que o governo não se interessa com o partido político do governador nem se cidades votaram a favor ou contra ele; “têm o mesmo direito de receber benefícios do estado brasileiro”.

O presidente fez questão de dedicar parte de sua fala à tragédia do Rio Grande do Sul. Segundo ele, em parte dos 15 meses de seu terceiro mandato, a gestão federal empregou esforços para ajudar e enfrentar problemas no Estado, como com a seca em fevereiro do ano passado. “Grande parte dos recursos que foram arrumados foi do governo federal, até porque compreendemos a situação difícil de finanças que vive o Estado.”

Lula afirmou que, quando a situação das enchentes no Estado voltar “à normalidade”, quer visitar o Rio Grande do Sul e os municípios atingidos para saber o que aconteceu de fato. “Estamos compromissados que o Rio Grande do Sul receba do governo federal tudo o que o Estado tem direito”, comentou.

Em sua avaliação, o que está acontecendo no Estado é um aviso a todos os seres humanos. “Temos que ter em conta que a terra está cobrando”, disse.

Leia Também: Sobe para 100 o número de mortos em tragédia no RS

 

Dengue mantém tendência de queda de casos em 21 estados mais DF

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os casos de dengue no país estão em queda em 21 estados e o DF, segundo anunciou o Ministério da Saúde na última terça-feira (7). Houve uma redução significativa nos casos, segundo Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente da pasta.

“Nós temos uma mudança importante para anunciar, que 22 estados estão com tendência de queda”, disse Maciel, em entrevista a jornalistas na última terça (7). Há estabilidade em quatro estados, Ceará, Maranhão, Pará e Tocantins, enquanto apenas o Mato Grosso continua com uma tendência de aumento.

Na semana anterior, o país já demonstrava esse quadro em relação a queda ou estabilidade em relação ao número de casos. Com essa melhora, alguns municípios estão começando a retirar decretos de emergência, com dez decretos estaduais e 621 municipais emitidos até agora.

Outros quatro já foram revogados nas últimas semanas, no estado do Acre, no município do Rio de Janeiro e em dois municípios de São Paulo.

Apesar da melhora na situação epidemiológica da dengue nessas localidades, o número de pessoas infectadas continua alto, diz Maciel. O número de casos prováveis de dengue, até a última terça (9), é de 4.500.594, com 2.336 óbitos confirmados e outros 2.439 em investigação.

A letalidade geral está em 0,05%, enquanto a letalidade dos casos graves indica 0,473%. De acordo com o ministério, o governo deve continuar a enviar recursos e suportes para os estados e municípios, incluindo testes e inseticidas.

A pasta afirma também que uma grande preocupação atual é o possível aumento de casos devido às mudanças climáticas. Com base em projeções matemáticas, o Ministério da Saúde diz que espera uma antecipação nos casos de dengue em 2025, devido ao aumento da temperatura e pelas ondas de calor.

Por conta disso, o ministério deve realizar novas conversas com estados, municípios e demais autoridades de saúde para ajudar na mobilização e prevenção para o cenário do próximo ano.

Para ilustrar, Maciel cita que as compras de inseticidas aumentaram em 400% em comparação ao ano passado. Além disso, o uso de recursos também superou o projetado e já estamos utilizando esses recursos além do esperado.

Embora a previsão não seja concreta, a secretária reforça a importância de o país estar atento para um ciclo de dengue antecipado. A projeção é que essa preparação comece ainda este ano.

 

Com saída de López Obrador no México, Lula perderá um aliado na região

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CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO (FOLHAPRESS) – A futura saída de Andrés Manuel López Obrador da Presidência do México, em outubro, após cumprir seis anos de governo, vai retirar do xadrez da política latino-americana um dos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nessa região.

A candidata de AMLO, como ele é conhecido, é favorita para vencer as eleições de 2 de junho. Mas Claudia Sheinbaum não é exatamente a expressão da identidade política que aproxima Lula do líder mexicano.

Mais sóbria, comedida e, para muitos, com menos carisma que o padrinho, a ex-chefe de governo da Cidade do México (cargo similar ao de governadora) não vende a imagem de líder próxima da classe trabalhadora. É uma acadêmica de perfil mais distante.

A trajetória eleitoral de Lula e AMLO também os une. Ambos tentaram mais de uma vez chegar à Presidência antes de conseguirem triunfar nas urnas -o mexicano duas vezes (nas eleições de 2006 e 2012) e Lula, três (nos pleitos de 1989, 1994 e 1998).

Ainda que não tenham se encontrado presencialmente desde que Lula iniciou o terceiro mandato, já conversaram mais de uma vez por telefone e fizeram inúmeras menções um ao outro em discursos e nas redes sociais, invariavelmente referindo-se como amigos. O governo Lula tenta viabilizar uma viagem oficial ainda neste ano.

Lula e AMLO estiveram juntos na Cidade do México em 2022. O petista ainda não havia oficializado sua candidatura à Presidência, mas isso já era amplamente esperado. A cúpula do PT disse, à época, que a ocasião era para “enfrentar o neoliberalismo” na região.

Talvez a principal bandeira que os aproxima seja a do combate à pobreza. Lula é internacionalmente conhecido por essa agenda e busca viabilizar uma aliança global contra a fome e a pobreza antes de receber a cúpula de chefes de Estado do G20, no Rio, em novembro; AMLO, por sua vez, propagandeia o fato de ter diminuído os níveis desse indicador no México em seu sexênio no poder.

Segundo dados oficiais, a parcela em situação de pobreza no México teria diminuído para 36,3% em 2022, os últimos dados disponíveis, contra 41,9% em 2018, ano em que López Obrador assumiu o governo. Isso ignorando o pandêmico 2020, quando o índice chegou a 43,9%.

Os números são questionados por alguns especialistas. Um dos motivos é o fato de a diminuição substancial ter ocorrido na pobreza moderada (de 34,9% a 29,3%) e não na pobreza extrema, que ficou praticamente estável (de 7% para 7,1%), nesta comparação. Outros questionamentos envolvem a metodologia da pesquisa, realizada a cada dois anos -os dados de 2024 serão conhecidos, assim, em 2025.

AMLO se distancia, porém, nos ataques reiterados à imprensa mexicana e a opositores em seu mandato. Ele também conduziu uma agenda nacionalista que reduziu drasticamente o espaço para a iniciativa privada em setores como o de eletricidade.

Para alguns analistas, a vitória expressiva de López Obrador em 2018 foi vista como a retomada da chamada “onda rosa” -a influência da esquerda- na América Latina. O triunfo, afinal, sucedia derrotas de esquerdistas em países como Argentina e Chile e o impeachment de Dilma Rousseff no Brasil.

Se uma surpresa ocorrer em 2 de junho e a opositora Xóchitl Gálvez, uma ex-senadora indígena, for eleita, seria mais um revés na região -o mais recente foi a vitória de Javier Milei contra o peronismo na Argentina em 2023.

Diplomaticamente, membros da equipe de Xóchitl (lê-se ”sótil”) disseram à reportagem na Cidade do México que querem trabalhar com Lula. Um deles, porém, fez uma ponderação mais fora da curva.

Secretário de Economia de 2012 a 2018, o hoje deputado federal Idelfonso Guajardo, uma das principais figuras da campanha, disse que a oposição “dava por perdida qualquer aproximação com o governo Lula precisamente pela proximidade com López Obrador”. Mas afirmou que “os posicionamentos recentes de Lula abriram uma janela de oportunidade para não desperdiçar a tentativa”.

Guajardo se referia às críticas de Lula ao bloqueio da candidatura de opositores nas eleições presidenciais da Venezuela, em julho. “Isso mostra muito bem o presidente Lula como um social-democrata.”

O assessor de Xóchitl apontou também para o que vê como falta de liderança de AMLO na América Latina. Disse que o mexicano desperdiçou a oportunidade, e Lula assumiu a dianteira. A despeito da crítica, historicamente o México se alinha de forma prioritária a seu vizinho do norte, os Estados Unidos, e aos países da América Central, onde tem forte influência.
A balança comercial Brasil-México é tímida. Segundo dados do Banco Central do México, o Brasil representou apenas 2,26% das importações do país em 2023 e 0,76% do destino das exportações mexicanas.

Apenas um setor se destacou no ano passado: a exportação do frango brasileiro. O volume comprado pelo México totalizou US$ 426 milhões, aumento de 152% em relação a 2021, ano em que o governo AMLO implementou um programa que elimina tarifas de algumas importações para combater a inflação na cesta básica. Exportadores brasileiros foram alguns dos que mais se beneficiaram. O plano dura até pelo menos dezembro deste ano, podendo ser prorrogado.

Tomei a vacina da AstraZeneca da Covid. Quais são os riscos?

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As vacinas da AstraZeneca contra a Covid não apresentam nenhum risco à saúde para aqueles que já tomaram os imunizantes, dizem profissionais de saúde ouvidos pela Folha de S.Paulo. De acordo com a empresa, a retirada dos imunizantes da Europa seguiu questões comerciais.

Como foram desenvolvidas múltiplas vacinas contra variantes da Covid, diz a companhia, há um excedente de imunizantes disponíveis. Isto levou a um declínio na procura de Vaxzevria (nome comercial do imunizante), que já não é mais fabricada nem distribuída. Pela dinâmica da pandemia, a AstraZeneca optou por não atualizar o imunizante para as novas variantes do vírus.

A AstraZeneca fez o pedido de retirada da vacina do mercado na Europa no dia 5 de março. No dia 27 do mesmo mês, a Comissão Europeia notificou que o pedido tinha sido concedido e liberado a partir desta última terça-feira (7).

No Brasil, a produção é de responsabilidade da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Em nota, a entidade disse que a vacina Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz no Brasil, foi utilizada durante a pandemia seguindo orientação e recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), e foi considerada uma estratégia eficaz para salvar vidas em um momento de alto risco de doença grave.

No entanto, o imunizante já não é recomendado pelo Ministério da Saúde como reforço desde o ano passado, devido a um risco aumentado de trombose trombocitopênica apenas nos dias após a vacinação.

Em nota técnica de 2022, o Ministério limitou o uso das vacinas de vetor viral para os grupos com melhor perfil de segurança, como as pessoas acima dos 40 anos. Desde então, a pasta parou de adquirir e distribuir essas vacinas e deu preferência a outras.

Portanto, quem tomou a vacina e não teve nenhum efeito adverso na época não deve se preocupar, diz a imunologista Fernanda Grassi, da Fiocruz Bahia.

“Essa síndrome é extremamente rara e não acontece com qualquer pessoa, só com aquelas que têm algum tipo de predisposição genética a desenvolver esse tipo de trombose, logo após a vacinação. A própria Covid já é uma doença que é uma causa de trombose muito maior. Com a vacina, você se protege mais contra a doença do que se não tomá-la”, afirma.

A síndrome ocorre pela formação de coágulos no sangue junto a uma quantidade muito baixa de plaquetas, células que atuam na coagulação sanguínea. Se não tratada e identificada rapidamente, ela pode ter consequências potencialmente mortais.

Em 2021, a EMA (agência de medicamentos europeia, na sigla em inglês, que regulamenta drogas no continente) identificou pelo menos 142 casos da síndrome, em um universo de mais de 21 milhões de doses aplicadas.

O risco de desenvolvimento desse tipo de trombose -recentemente reconhecido pela AstraZeneca perante a justiça britânica- acontece em, em geral, com vacinas de vetor viral, não apenas no caso da Vaxzevria. Países como Estados Unidos, Brasil e do continente europeu passaram a optar pelas vacinas de RNA mensageiro, como é o caso das vacinas da Pfizer e da Moderna.

Na Fiocruz, desde 2021 há o investimento de esforços no desenvolvimento de uma plataforma de vacinas de RNA mensageiro. A organização foi selecionada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como centro de desenvolvimento e produção de vacinas de RNA mensageiro.

Essas, por sua vez, também não está livres de riscos: há casos de miocardite (inflamação na parede do coração) associados a elas.

“Não tem nenhuma surpresa. Na lógica das recomendações, analisa-se o risco e o benefício. O número de vidas salvas é muito maior que o número de eventos adversos. Hoje, as vacinas de vetor viral são mais raramente usadas, mas já foram importantíssimas, salvaram milhões de vidas”, afirma o infectologista Renato Kfouri.

Segundo a AstraZeneca, mais de 6,5 milhões de vidas foram salvas só no primeiro ano de utilização e mais de três bilhões de doses foram distribuídas a nível mundial.

“Essa era basicamente a vacina que a gente tinha, salvou muitas pessoas. Na época, as vacinas com RNA mensageiro demoraram para chegar e o Ministério da Saúde do governo passado não gostava. Tudo depende de mercado, assim como existem outras vacinas contra Covid que nunca foram usadas no Brasil”, finaliza a imunologista Isabella Ballalai.

Mau tempo faz prefeitura de Porto Alegre emitir alerta pedindo suspensão de resgate de vítimas

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A Prefeitura de Porto Alegre emitiu um alerta na tarde desta quarta-feira, 8, pedindo a voluntários que suspendam temporariamente as operações de resgate com barcos em razão do mau tempo.

A capital gaúcha e sua região metropolitana têm previsão de chuva de até 15 mm, com possibilidade de descargas elétricas e ventos acima de 80 km/h nas próximas horas. Segundo a prefeitura, tão logo o tempo permita, as atividades serão retomadas.

Vários bairros ainda estão tomados pela água, e moradores percorrem trechos de barco em busca de mantimentos. Cerca de 12 mil pessoas recebem acolhimento nos abrigos temporários montados na cidade.

Segundo pesquisadores, a inundação do Lago Guaíba – a maior já registrada – deve persistir por tempo indeterminado na região metropolitana, diante da previsão de temporais intensos em grande parte do território gaúcho nos próximos dias.

O Rio Grande do Sul vive o pior desastre climático de sua história. Em todo o Estado, o temporal já deixou ao menos 100 mortos, enquanto 128 pessoas estão desaparecidas. Cerca de 160 mil pessoas estão desalojadas e 66 mil recebem acolhimento em abrigos públicos.

De acordo com a agência MetSul, as enchentes ainda devem se agravar no sul do Estado, devido à cheia da Lagoa dos Patos, que recebe as águas do Guaíba e outros rios. “Todos os rios que desaguam na lagoa tiveram enchente recorde ou histórica”, diz o alerta.

 

Israel diz ter reaberto passagem de ajuda, mas agência da ONU contesta

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Israel afirmou, nesta quarta-feira (8), que reabriu a passagem de Kerem Shalom, no sul da Faixa de Gaza, três dias depois de fechar o local por causa de um ataque do Hamas. A agência da ONU para refugiados palestinos, porém, contestou a informação.

“Caminhões procedentes do Egito estão chegando ao local com ajuda humanitária, incluindo alimentos, água, material para abrigo, medicamentos e equipamentos médicos fornecidos pela comunidade internacional”, afirmou o Exército israelense. Os suprimentos entrarão no território após uma inspeção, segundo a nota.

A porta-voz da UNRWA, Juliette Touma, afirmou à agência de notícias AFP que a passagem não estava aberta no meio da manhã. “Pedimos a reabertura”, afirmou ela. “Não houve fornecimentos humanitários nos últimos três dias, começamos a racionar combustível.”

A reabertura de Kerem Shalom é essencial para a população, segundo organizações humanitárias que atuam no território palestino. Com a tomada da passagem de Rafah, nesta terça-feira (7), os dois principais pontos para entrada de mantimentos em Gaza estavam fechados, e apenas um permanecia aberto -o de Erez, no norte, onde o fluxo é menor.

Na terça, Jens Laerke, porta-voz da Ocha, o escritório de ajuda humanitária da ONU, afirmou que a organização tem estoques muito baixos dentro de Gaza. “Interromper a entrada de combustível por um longo período de tempo seria uma maneira muito eficaz de enterrar a operação humanitária”, afirmou ele.

Tanto a passagem de Rafah quanto a de Karem Shalom ficam no sul do território palestino, onde Tel Aviv avança com suas tropas apesar dos alertas da comunidade internacional.

Israel bloqueou a passagem de Kerem Shalom no domingo (5), quando um ataque com foguetes reivindicado pelo braço armado do Hamas deixou quatro soldados israelenses mortos e vários feridos. Um dia depois, Tel Aviv orientou que cerca de 100 mil pessoas saíssem da parte leste de Rafah, em um prenúncio da invasão terrestre da cidade, lotada de deslocados internos.

A ordem de retirada causou preocupação na comunidade internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, por exemplo, disse que um ataque a Rafah seria “um erro estratégico, uma calamidade política e um pesadelo humanitário”. Com uma população de 280 mil palestinos antes da guerra, a cidade abriga atualmente cerca de 1,5 milhão de pessoas.

A iminente invasão pode ter feito os Estados Unidos, historicamente o principal aliado de Israel, tomarem uma medida concreta em relação a Tel Aviv. Um funcionário americano disse à agência Reuters que ao governo de Joe Biden interrompeu o envio de armas para Israel na semana passada em resposta ao esperado ataque a Rafah.

Sob condição de anonimato, o funcionário disse que Washington revisou a entrega de armas que poderiam ser usadas na cidade e, como resultado, pausou o envio de um total de 3.500 bombas. A Casa Branca e o Pentágono se recusaram a comentar.

Esta seria a primeira suspensão desse tipo desde que Biden ofereceu seu “apoio inabalável” a Israel após o ataque do Hamas, em 7 de outubro. Washington é o aliado mais próximo e principal fornecedor de armamento para os israelenses.

Lula anuncia nova fase do PAC com obras para prevenção de desastres

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BRASÍLIA. DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncia nesta quarta-feira (8) os projetos escolhidos no âmbito do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Seleções, incluindo obras para contenção de encostas e prevenção de desastres naturais.

O anúncio acontece em meio às chuvas fortes e as inundações que atingem o estado do Rio Grande do Sul, deixando um total de 95 mortos.

Para a prevenção de desastres naturais, serão R$ 1,7 bilhão. Governo afirma que todos os projetos apresentados pelo Rio Grande do Sul foram contemplados.

O governo planeja investir um total de R$ 18 bilhões nesses projetos, que integram os eixos Água para Todos e Cidades Sustentáveis e Resilientes do Novo PAC.

A maior parte desse montante será destinado para a renovação de frotas de ônibus, com veículos elétricos ou movidos a biocombustíveis.

Também deverão ser destinados R$ 5,2 bilhões para urbanização de favelas, R$ 313 milhões para regularização fundiária e R$ 400 milhões para abastecimento de água.

Em relação aos projetos para a contenção de desastres, o governo Lula afirma que os recursos serão destinados para obras de contenção de encostas em 91 municípios com problemas recorrentes de deslizamentos.

“Em decorrência das fortes chuvas e enchentes que atingem o estado do Rio Grande do Sul, todas as propostas de obras de contenção de encostas enviadas pelo Estado foram contempladas”, afirma material divulgado pela Presidência.

O Rio Grande do Sul vem sendo atingido desde a semana passada por fortes chuvas e inundações, que afetaram mais de 400 municípios. O total de mortos chegou a 95. O número pode aumentar ainda mais nos próximos dias, pois há um total de 128 desaparecidos, além de 372 feridos. Também há quatro óbitos em investigação.

De acordo com a Defesa Civil, há 66.434 desabrigados, instalados em alojamentos cedidos pelo poder público, e 158.992 desalojados.

Do total de 497 municípios do estado gaúcho, 414 foram afetados pelas fortes chuvas da região. O número representa 83% de todo o estado gaúcho.

As aulas foram suspensas nas 2.338 escolas da rede estadual e mais de 327 mil alunos foram impactados. Até o momento, 941 escolas foram afetadas, 421 danificadas e 71 escolas servem de abrigo.

A tragédia tem sido comparada ao furacão Katrina, que em 2005 destruiu a região metropolitana de Nova Orleans, na Lousiana (EUA), atingiu outros quatro estados norte-americanos e causou mais de mil mortes.

 

Colisão envolvendo carro da Enel deixa homem ferido no Centro de Campos

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na tarde desta quarta-feira (08) um homem sofreu ferimentos em um acidente que envolveu dois veículos, um deles pertencente à concessionária de energia Enel, no cruzamento das Ruas Sete de Setembro com Riachuelo, no centro de Campos.

O acidente resultou em danos também a uma motocicleta e à traseira de um caminhão.

O veículo de passeio estava transitando pela Rua Sete de Setembro, enquanto o veículo da concessionária seguia pela Rua Riachuelo quando ocorreu a colisão. O impacto foi tão intenso que o veículo da Enel perdeu o controle e atingiu uma moto estacionada na calçada de uma loja. Por sua vez, o carro de passeio, um Fiat/Strada prata, colidiu na traseira de um caminhão estacionado na via.

Apesar do acidente, os dois funcionários que estavam no veículo da concessionária não sofreram ferimentos. O motorista do carro de passeio saiu ileso, mas o passageiro foi levado para o Hospital Ferreira Machado (HFM) para receber atendimento médico.

De acordo com apuração da Redação ClickCampos, o paciente identificado pelas iniciais P.R.R.M de 58 anos, teve escoriações no rosto, fez tomografia do corpo todo, foi medicado e está em estado grave, em observação na Unidade Intermediária (UI) do pronto-socorro.

Sobe para 100 o número de mortos em tragédia no RS

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No início da tarde desta quarta-feira (8), a Defesa Civil informa que o número de mortos no Rio Grande do Sul subiu para 100.

O número de mortos pode aumentar ainda mais nos próximos dias, pois há um total de 128 desaparecidos, além de 372 feridos. Também há 4 óbitos em investigação.

Ao menos 400 mil pontos sem energia e 500 mil sem água no Rio Grande do Sul em decorrências das fortes chuvas que atingiram a região ao longo da última semana.

De acordo com a Defesa Civil, há 66.761 desabrigados, instalados em alojamentos cedidos pelo poder público, e 163.720 desalojados.

Do total de 497 municípios do estado gaúcho, 417 foram afetados pelas fortes chuvas da região. O número representa mais de 83% de todo o estado gaúcho.
As aulas foram suspensas nas 2.338 escolas da rede estadual e mais de 327 mil alunos foram impactados. Até o momento, 941 escolas foram afetadas, 421 danificadas e 71 escolas servem de abrigo.

A tragédia tem sido comparada ao furacão Katrina, que em 2005 destruiu a região metropolitana de Nova Orleans, na Lousiana (EUA), atingiu outros quatro estados norte-americanos e causou mais de mil mortes.

Profissionais de saúde apontam semelhanças entre as duas tragédias, como falta de prevenção de desastres naturais e inexistência de uma coordenação centralizada de decisões. Colapso nos hospitais, dificuldade de equipes de saúde chegarem aos locais de trabalho e desabastecimento de medicamentos e outros insumos são outras semelhanças apontadas.

SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS

100 mortes;
128 desaparecidos;
372 feridos;
66.761 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público);
163.720 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público -pode ter ido para casa de parentes, por exemplo);
1.456.820 de pessoas afetadas no estado.

Na noite desta segunda-feira, o governo do Rio Grande do Sul para o risco de enchentes nos municípios localizados às margens da Lagoa dos Patos.

A água que inundou Porto Alegre e causa transtornos na região metropolitana desce pela lagoa em direção ao mar, o que pode acontecer rapidamente ou de forma mais lenta, dependendo da direção do vento.

O risco é agravado devido à frente fria que chega à região sul do estado e provoca chuva e queda de temperatura nesta semana, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

A previsão é que, nesta semana, a temperatura caia no Rio Grande do Sul. A partir de quarta-feira, a expectativa é da chegada de uma frente fria na região.
Em algumas regiões do estado os termômetro podem marcar mínimas de 10°C, o que pode causar ou agravar a hipotermia das pessoas que ainda não conseguiram ser resgatadas e estão em locais sem acesso a abrigo e alimentos.

A Defesa Civil gaúcha esclarece que está recebendo doações na Central Logística, localizada na avenida Joaquim Porto Villanova, 101, bairro Jardim Carvalho, em Porto Alegre. Entre os itens necessários, estão colchões (novos ou em bom estado), roupa de cama, roupa de banho, cobertores, água potável, ração animal, cestas básicas fechadas e fraldas infantis e geriátricas.

Em nota, o órgão orientou, na manhã desta quarta-feira, que as pessoas resgatadas na região metropolitana de Porto Alegre, que não retornem às áreas alagadas, inundadas, ou sob risco de movimentos de massa. De acordo com a Defesa Civil, os locais estão sob alto risco, seja relacionado à condição física, bem como ao risco à saúde humana pela transmissão de doenças.

 

Incêndio atinge reserva do Mico-Leão-Dourado em Cabo Frio

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Um incêndio de grandes proporções atingiu a vegetação do Parque Natural Municipal do Mico-Leão-Dourado, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, no fim da tarde desta terça-feira (7).

Os agentes da Guarda Ambiental da cidade acionaram os bombeiros de Cabo Frio e de São Pedro da Aldeia para controlarem o incêndio. Segundo a Guarda, por conta do forte vento, o fogo se alastrou de forma muito rápida.

A Guarda Ambiental e a Ronda Ostensiva Municipal (Romu) da Guarda Municipal permaneceram no local sinalizando a área.

Até o início da tarde desta quarta-feira (8), os agentes continuavam no local. Ainda segundo a Guarda Municipal, nenhum animal foi encontrado com ferimentos.

De acordo com Braga Junior, coordenador da Guarda Marítima e Ambiental de Cabo Frio, quando os agentes chegaram na reserva havia três pontos de incêndio e o controle precisou ser feito através de abafadores.

“Quando chegamos tinha três pontos fortes de incêndio, ou seja, provavelmente criminoso. Até o bombeiro, o sargento Torres, que estava com a gente aqui não conseguiu acesso com o caminhão devido à extensão de área densa de vegetação”, disse.

Fonte: G1