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Bombeiros acham corpos desaparecidos após naufrágio do dia 5 na Baía da Guanabara

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O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro encontrou, na manhã deste domingo, 12, por volta das 9 horas, os dois corpos que ainda estavam desaparecidos após o naufrágio de uma traineira ocorrido na Baía da Guanabara perto da Ilha de Paquetá, no último dia 5. Segundo os bombeiros, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

No dia seguinte ao acidente, seis corpos foram retirados da Baía de Guanabara, mas ainda faltavam uma mulher e um adolescente de 14 anos, que estavam desaparecidos.

A traineira levava um grupo de 14 pessoas, entre amigos e parentes, e voltava de um passeio a Paquetá, quando foi surpreendida por uma tempestade com fortes ventos.

A embarcação virou. Na ocasião, seis pessoas foram resgatadas com vida por um barco que passava pela região no momento do acidente e levadas para o 19.º Grupamento dos Bombeiros, na Ilha do Governador, onde receberam os primeiros socorros.

A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro instaurou um procedimento interno para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades pelo acidente, mas até o momento nada foi divulgado.

EUA abatem novo objeto voador não identificado (desta vez no Lago Huron)

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As forças armadas norte-americanas abateram, neste domingo (12), um novo objeto voador não identificado, segundo informou o congressista norte-americano Jack Bergman na rede social Twitter.

O objeto desta vez sobrevoava o Lago Huron, entre o Michigan e Ontário.

“Tenho estado hoje em contato com o Departamento de Defesa sobre às operações em curso na região do Lago Huron. O exército dos Estados Unidos desativou outro ‘objeto’ sobre o Lago Huron”, explicou Jack Bergman.

I’ve been in contact with DOD regarding operations across the Great Lakes region today.

The US military has decommissioned another “object” over Lake Huron.

I appreciate the decisive action by our fighter pilots.

The American people deserve far more answers than we have.

— Rep. Jack Bergman (@RepJackBergman) February 12, 2023

[Notícia em atualização]

Leia Também: Espaço aéreo sobre o lago nos EUA fechado por razões de “defesa nacional”

EUA liberam espaço aéreo no Lago Michigan após fechar por ‘defesa nacional’

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos fecharam temporariamente o espaço aéreo sobre o Lago Michigan, no norte do país, por motivos de “defesa nacional”. A medida foi tomada neste domingo (12) por um curto período de tempo, e o anúncio da liberação foi feito pela Autoridade de Aviação Civil americana.

As “restrições temporárias de voo” sobre um dos grandes lagos nas proximidades da fronteira entre os EUA e o Canadá foi ordenado por uma “anomalia de radar”.

O senador eleito por Montana, Jon Tester, disse pelas redes sociais que está “recebendo atualizações regulares do Pentágono e de nossa comunidade de inteligência” enquanto monitoram o espaço aéreo. Segundo o político, a informação repassada a ele é de que havia um objeto voador na área e que não se tratava de um “anomalia”.

A decisão aconteceu após três objetos voadores terem sido abatidos na última semana. No sábado e na sexta-feira (10), ovnis foram derrubados entre os EUA e o Canadá, por considerarem os objetos uma ameaça.

Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, o objeto abatido na sexta tinha o tamanho aproximado de um “carro pequeno” e voava a cerca de 12 mil metros.

Hoje, autoridades de segurança dos Estados Unidos disseram acreditar que os objetos voadores derrubados por caças norte-americanos eram balões. O líder da maioria no Senado, senador Chuck Schumer, disse em entrevista à ABC neste domingo (12) que os ovnis derrubados na sexta-feira e no sábado eram muito menores do que o balão espião chinês, derrubado no dia 4 de fevereiro.

Os Estados Unidos reportaram que o objeto estava “inequivocamente”, equipado com dispositivos para coletar dados de Inteligência. Pequim, por outro lado, diz que se tratava de um balão “civil utilizado para fins de pesquisa, principalmente meteorológicas”.

Um caça americano derrubou o objeto sobre o Atlântico no dia 4. O dispositivo chegou a atravessar grande parte dos EUA, incluindo áreas onde o país armazena mísseis nucleares em silos subterrâneos e bases de bombardeiros estratégicos.

Depois disso, os EUA acrescentaram ontem seis empresas chinesas à sua lista de restrições. Estes grupos ficarão proibidos de ter acesso a tecnologias e bens americanos sem autorização.

Força Aérea do Uruguai investiga luzes misteriosas no céu do país

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O governo uruguaio afirmou neste domingo (12) que enviou uma comissão para investigar denúncias de luzes e objetos voadores avistados na região de Paysandú, na região oeste do país. Os relatos dão conta do avistamento de luzes intermitentes no céu em Termas de Almirón, uma região de termas de águas salgadas.

O diretor de relações públicas da Força Aérea do Uruguai, Marcelo Lorenze, afirmou que os investigadores da Cridovni (comissão de pesquisas de denúncias de objetos voadores não identificados), chegaram ao lugar no sábado, para ouvir as testemunhas que dizem ter visto as luzes e coletar informações.

Uma fonte das Forças Aéreas do Uruguai disse ao “El País” que algumas das possibilidades que são levadas em conta são a de fraude por parte das testemunhas e de terceiros, a de ilusão ou de um fenômeno convencional. Segundo os relatos, foram várias luzes vermelhas que voaram baixo no céu.

Ainda de acordo com o jornal “El País” do Uruguai, as luzes estranhas foram vistas por cerca de 20 pessoas entre elas, o diretor de turismo de Termas de Almirón.

O jornal também afirma que a comissão de oficiais que via ao local trabalhará de forma reservada, com a colaboração cientistas.

Jornalistas morrem em acidente no interior do Paraná

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LORENA PELANDA
CURITIBA, PR (UOL/FOLHAPRESS) – As jornalistas Shara Karoliny Miranda e Celeste Pereira, ambas de 24 anos, morreram em um acidente na manhã deste domingo. Elas estavam em um carro com mais duas pessoas, quando o motorista perdeu o controle do veículo e capotou na BR-467, em Cascavel (PR).

As jovens foram ejetadas do carro e morreram no local. Os outros dois ocupantes tiveram ferimentos leves.
As causas do capotamento ainda serão investigadas.

O corpo de Shara será enterrado na cidade de Alto Piquiri e de Celeste, em Quedas do Iguaçu, no interior paranaense.

MORTES CAUSARAM COMOÇÃO NA REGIÃO
Shara era conhecida na região oeste do Paraná e trabalhava havia três anos como repórter da emissora de televisão Catve. Celeste trabalhava em uma agência de publicidade da cidade.
Felipe Harmata foi um dos professores de Shara na universidade, em Curitiba e diz que a jovem sempre se dedicou a profissão.

Ela começou a faculdade em Curitiba e depois terminou o curso em Cascavel. É uma grande perda para o curso de jornalismo e para o jornalismo. Sempre foi uma aluna muito dinâmica, animada, encantava os ambientes por onde passava. Desde a graduação sempre se destacou muito e tinha grande paixão pelo que fazia.

Shara deixa uma filha de 4 anos.
“Ela foi um grande exemplo para gente. Ela teve um filho nesse caminho de faculdade e voltou para a profissão. Ela se dedicava 100% em tudo que fazia. Era uma luz de muita alegria e bem-humorada. Era muito feliz e merece todas homenagens desse mundo”, contou a amiga Lais Tobias.

O Grupo Catve emitiu uma nota lamentando o acidente.
“Nos solidarizamos com familiares e amigos e sentimos essa perda tão prematura. Shara se formou pelo Centro Universitário FAG em 2022 e estava como repórter do Jornal da Catve e EPC. A outra vítima fatal, também jornalista, era Celeste Pereira também de 24 anos, era de Quedas do Iguaçu mas morava em Cascavel e trabalhava em uma agência de publicidade, ela era filha única.”

Militares trabalham durante a noite para reformar pista em TI Yanomami

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Militares do 6º Batalhão de Engenharia e Construção (6º BEC) do Exército trabalham até durante a noite para tapar os buracos e concluir a reforma da pista do aeródromo de Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami. A reforma é crucial para que a pista, com extensão de 1.100 metros, possa permitir o pouso de aeronaves de carga. 

“Essa pista vai viabilizar o trabalho de ação humanitária aos Yanomami. Os aviões de carga ainda não conseguem pousar por conta desses buracos. Nossa grande dificuldade é trazer materiais mais pesados para cá, inclusive maquinários”, explica o sargento Fragoso. A reportagem da Agência Brasil acompanhou de perto o trabalho na última sexta-feira (10). São dois turnos: durante a manhã, quando normalmente o tempo ainda está nublado e as aeronaves menores não conseguem pousar, e à noite. Na parte da tarde, a pista tem prioridade para receber aviões que trazem mantimentos e removem pacientes para Boa Vista. A reforma é um pouco lenta justamente pela falta de equipamentos mais apropriados, como máquinas de recapeamento, por exemplo. E mesmo o transporte de massa asfáltica em grande quantidade em aeronaves pequenas fica comprometido devido ao peso. 

No trabalho, os militares usam pás, picaretas e terra. A faixa central da pista já foi praticamente toda reformada, mas técnicos avaliaram que os acostamentos também precisam de recuperação. O governo pretende chegar ao local com aeronaves de carga, como o C-105 da Força Aérea Brasileira (FAB) ou até mesmo o KC-390.

Ainda sem prazo de conclusão, a reforma da pista vai permitir a futura instalação de um hospital de campanha no polo base, que atenderá casos de média complexidade entre os indígenas, reduzindo o volume de deslocamentos aéreos para Boa Vista. Além disso, o governo pretende suprir o abastecimento de água perfurando poços artesianos e construindo cisternas, o que também depende de deslocamento de maquinário adequado para as obras.

Além de dispor uma pista asfaltada para pousos e decolagens, o polo base de Surucucu abriga o 4º Pelotão de Fronteira (PEF) do Exército Brasileiro. Por ali, a única forma de acesso entre diversas comunidades é exclusivamente por via área. O aeródromo fica a quase 300 km Boa Vista em pouco mais de 1h de voo sobre a floresta densa. 

Pesquisadores da UFRJ identificam fenômeno inédito no sistema solar

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Pesquisadores do Observatório de Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram um anel em torno de um pequeno corpo do sistema solar, definido como um objeto transnetuniano, e muito parecido com o planeta Plutão e, como este, candidato a ser um planeta anão. “Pode ser pensado como um primo mais novo menor de Plutão”, disse à Agência Brasil o professor Bruno Morgado, do Observatório de Valongo e primeiro autor da pesquisa, publicada na revista internacional Nature.

Indagado sobre o que essa descoberta representa para a ciência, Morgado explicou que é muito interessante porque, até dez anos atrás, só se conhecia esse tipo de estrutura em volta dos planetas gigantes. A localização do anel é o fator diferencial. “A gente tem os anéis de Saturno, que são lindos; tem os anéis de Urano, de Netuno, de Júpiter”. O professor recordou que em 2013, há dez anos portanto, foi descoberto por um brasileiro o primeiro sistema de anéis em torno de um pequeno corpo do sistema solar, que foi o asteroide Chariklo. Em 2017, descobriu-se o segundo exemplo, em torno do planeta anão Haumea e, agora, foi descoberto esse terceiro exemplo, que é em torno do objeto chamado Quaoar.

Bruno Morgado esclareceu, entretanto, que o anel em torno do Quaoar é diferente e inesperado, porque ele se encontra muito distante do próprio objeto Quaoar. “Essa distância faz com que seja uma surpresa muito grande a existência dele, porque existe uma coisa que é um limite conhecido como Limite de Roche”. O Limite de Roche é uma teoria desenvolvida em 1850 pelo astrônomo francês Édouard Roche que define a distância de 1.750 quilômetros (km) para que um disco de partículas se mantenha no formato de um anel. Para além dessa linha, acreditava-se que o disco começaria a se aglutinar e acabaria por formar um satélite natural, uma lua. Essa teoria também é aplicada em exoplanetas e em diferentes pesquisas. No caso de Quaoar, que tem apenas 555 km de extensão, o anel está localizado a 4.100 km de seu corpo central.

“Imagina que você tenha aí um satélite natural, uma lua. Se essa lua se aproxima do seu planeta em cuja volta ela está rodando e atravessa esse Limite de Roche, as forças gravitacionais são tão fortes que vão fazer com que essa lua se quebre em milhões de pedacinhos. Isso vai formar um anel”. Mas se você tem um caminho inverso, de um anel que começa a se afastar do corpo principal e atravessa esse Limite de Roche, o que se espera que aconteça é que esse anel vai começar a se juntar e se tornar um satélite natural novamente, uma lua. “Essa é uma das maneiras que a gente vê e acredita como vários objetos do sistema solar se formaram, a nossa lua e outras luas dos planetas gigantes”.

O professor observou, contudo, que o anel do Quaoar se encontra muito além desse Limite de Roche. “Então, ele não deveria existir. Deveria ter se tornado uma lua há muito tempo. Essa é a grande surpresa e a grande novidade do trabalho. Os pesquisadores não têm ainda a resposta sobre a razão de aquele anel se encontrar ali”. Bruno Morgado acredita que somente com muitos estudos vai se obter a resposta.

Disse que a pesquisa traz evidência de que algo está violando o Limite de Roche e como ele era conhecido. Os estudos terão continuidade para que os pesquisadores entendam melhor o que está acontecendo. “Porque, de um lado, o mais provável é que esse processo de formação de uma lua seja mais complexo do que se considerava e que outros fenômenos físicos precisam ser levados em consideração. O Quaoar pode estar revelando isso para a gente: quais são os fenômenos físicos que antes a gente considerava, relacionado ao Limite de Roche conhecido hoje, e quais seriam os valores mais corretos, ou seja, qual conceito físico que está faltando para ser considerado que não havia sido antes”.

O trabalho liderado pelo professor Bruno Morgado, do Observatório do Valongo, unidade acadêmica vinculada ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza da UFRJ, aborda a parte observacional. “Nosso trabalho foi mostrar a existência desse anel e levar para a comunidade científica os parâmetros desse anel, como localização, sua largura, esse ponto mais observacional, o que a gente observou e viu, embora não diretamente”.

A pesquisa reuniu cientistas de instituições internacionais e astrônomos amadores de todo o mundo. “A gente tem colaboradores ao longo do mundo inteiro”. Morgado esclareceu que esses objetos são muito pequenos e estão muito longe, não sendo possível observá-los diretamente, mesmo utilizando os melhores telescópios do mundo, como o satélite artificial James Webb. “Ele não é capaz de ver em detalhes esses pequenos corpos”.

Para conseguir determinar esses parâmetros físicos, são necessários métodos indiretos. A técnica usada para isso é denominada ocultação estelar. É tal como acontece em um eclipse, em que a lua passa na frente do sol e projeta uma sombra na Terra. “Se você está no lugar certo e na hora certa, vai ver o sol desaparecendo por alguns instantes e, depois reaparecendo. Na física, o processo é relativamente o mesmo. Nós temos as estrelas no céu e um pequeno corpo que, em determinado momento, vai passar na frente de uma estrela. A gente fica medindo essa estrela e vai vê-la piscando, desaparecendo por um pequeno intervalo de tempo e, depois, reaparecendo. Esses eventos vão acontecer em diferentes lugares do mundo”.

O estudo liderado por Morgado contou com observadores espalhados nas Ilhas Canárias, Ilha de La Palma, Austrália, Namíbia e também com o telescópio espacial Cheops, voltado para exoplanetas, fora do sistema solar. É feita a previsão de quando e onde esse evento vai acontecer, os observadores são contactados nas regiões e pede-se que as pessoas observem em colaboração com os cientistas. No final do dia, é uma colaboração global, que envolve pessoas do mundo inteiro. Cada evento vai acontecer em um determinado local do planeta, indicou o professor da UFRJ.

A pesquisa terá continuidade não só observando Quaoar, mas usando a técnica em outros objetos celestes para tentar encontrar outros anéis pelo sistema solar. “Possivelmente, existem outros que precisam ser descobertos. Vai ser interessante entender todos esses sistemas e perceber que os anéis, no final do dia, acabam aparecendo com diferentes formatos e tipos e que tudo isso vai trazer contribuições sobre como o sistema solar se formou e se tornou o que é hoje”. Bruno Morgado informou ainda que não se chegará a uma resposta ainda este ano. “É um projeto de longo prazo”, concluiu.

Mortes em terremoto passam de 33 mil, e Turquia se aproxima de sua pior marca desde 1939

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O número de mortos do terremoto que abalou a Turquia e a Síria na segunda-feira (6) subiu para 33.179 neste domingo (12), conforme dados oficiais.

O tremor de magnitude 7,8 deixou 29.605 mortos no sul da Turquia, anunciou hoje a agência pública de gestão de catástrofes do país, aos quais se somam 3.574 óbitos registrados na Síria.

Com a marca, a Turquia se aproxima de seu recorde histórico -33 mil perderam suas vidas no terremoto de 1939.

Quase uma semana após a tragédia, as equipes de resgate ainda tentam encontrar pessoas com vida sob os escombros, e as autoridades turcas iniciaram ações legais contra empreiteiros de prédios que desabaram.

A qualidade das construções em um país localizado em várias falhas sísmicas entrou na pauta do dia após o terremoto.

O vice-presidente Fuat Oktay disse que até agora 131 suspeitos foram identificados como responsáveis pelo desabamento de alguns dos milhares de edifícios destruídos nas dez províncias afetadas.

“Vamos acompanhar isso meticulosamente até que o processo judicial necessário seja concluído, especialmente para edifícios que sofreram danos pesados e edifícios que causaram mortes e feridos”, afirmou.

Num cenário em que cidades viraram pó, os sobreviventes montaram barracas o mais próximo possível de suas casas danificadas ou destruídas para evitar que fossem saqueadas.
Gizem, um socorrista na província de Sanliurfa, no sudeste turco, afirmou ter visto saqueadores na cidade de Antakya. “Não podemos intervir muito, já que a maioria dos saqueadores carrega facas.”

Um morador idoso de Kahramanmaras disse que joias de ouro em sua casa foram roubadas, enquanto na cidade portuária de Iskenderun a polícia se posicionou em cruzamentos de ruas comerciais com muitos telefones e joalherias.

Recep Tayyip Erdogan, o presidente turco, alertou que os saqueadores serão severamente punidos.

Ao longo da estrada principal que leva à cidade de Antakya, onde os poucos prédios que restaram tinham grandes rachaduras ou fachadas desmoronadas, o tráfego ocasionalmente parava enquanto as equipes de resgate pediam silêncio para detectar sinais de vida remanescente sob as ruínas.

O terremoto ocorreu às prévias das eleições presidenciais e parlamentares de junho, na qual Erdogan concorre a um novo mandato. Mesmo antes do desastre, sua popularidade estava caindo devido ao aumento da inflação e à queda da moeda turca.
Algumas pessoas afetadas pela tragédia e políticos da oposição acusam o governo de lentidão nos esforços de socorro. Críticos questionaram por que o Exército, que desempenhou um papel fundamental após o terremoto de 1999, não foi convocado antes.
Erdogan reconheceu os problemas, como o desafio de entregar ajuda -apesar das estradas e ruas danificadas-, mas disse que a situação foi controlada. Ele pediu solidariedade e condenou a politicagem “negativa”.

Enquanto isso, na Síria, rebeldes da guerra civil que assola o país há 12 anos agora atrapalham o trabalho de socorro. A ajuda enviada de regiões controladas pelo governo para áreas sob o comando de grupos radicais de oposição foi retida por problemas de aprovação com o grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS), responsável por grande parte da área afetada pelo terremoto, disse a ONU neste domingo.

Uma fonte do HTS em Idlib afirmou à agência de notícias Reuters que o grupo não permitiria nenhuma carga vinda do governo e que a ajuda viria da Turquia pelo norte. Segundo a fonte, a Turquia abriu todas as estradas e o grupo não vai permitir que o regime sírio se aproveite da situação para mostrar que está ajudando.

O enviado da União Européia para a Síria instou neste domingo as autoridades em Damasco a “se envolverem de boa fé” com os trabalhadores humanitários. “É importante permitir o acesso desimpedido para que a ajuda chegue a todas as áreas onde ela é necessária”, disse Dan Stoenescu.

O terremoto é o sétimo desastre natural mais mortífero do mundo neste século. Na Turquia, segundo dados oficiais, 80 mil estão internados em hospitais e mais de 1 milhão de pessoas está em abrigos temporários.

China detecta objeto voador não identificado perto de cidade portuária, diz jornal

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um objeto voador não identificado foi detectado sobre as águas perto a cidade portuária de Qingdao, no norte da China, informou o jornal de Xangai The Paper neste domingo (12), acrescentando que as autoridades estão em vias de derrubá-lo.

O Departamento de Desenvolvimento Marinho de Qingdao enviou uma mensagem aos barcos de pesca para que fiquem alertas e evitem riscos, disse o jornal, sem informar quando exatamente o objeto foi avistado.

Os Estados Unidos e o Canadá derrubaram três objetos aéreos este mês, incluindo um que Washington disse ter sido enviado deliberadamente pela China para vigilância. Pequim respondeu que era um dispositivo inofensivo de monitoramento de meteorologia que saiu de seu trajeto.

O balão chinês abatido na semana passada passou por Billings, em Montana, onde fica uma base militar com silos de mísseis balísticos intercontinentais.

Na sexta (10), um segundo objeto de alta altitude que sobrevoava o território americano foi derrubado. De acordo com o governo americano, o item, que passava pelo estado do Alasca, foi detectado na noite de quinta-feira (9) e voava a 12 km de altitude -por isso, trazia riscos à aviação civil.

Neste sábado (11), em esforço conjunto, EUA e Canadá abateram outro objeto voador que sobrevoava Yukon, no norte canadense.
Os casos elevaram as já acirradas tensões entre China e EUA e resultaram no adiamento da visita do secretário de Estado americano, Antony Blinken, responsável pela diplomacia dos EUA, a Pequim.

Uma série de episódios recentes contribuiu para deteriorar as relações sino-americanas. A expansão da presença militar dos Estados Unidos no Sudeste Asiático, criticada pelos chineses, por exemplo, acontece de forma simultânea às ameaças da China contra Taiwan, ilha que Pequim considera uma província rebelde e que, portanto, deve ser integrada à sua porção continental.

Já na quinta-feira (9), o governo da China classificou de “totalmente irresponsáveis” as falas de Biden, sobre o líder chinês, Xi Jinping. “Você consegue pensar em algum outro líder mundial que trocaria de lugar com Xi Jinping? Não é uma brincadeira. Não consigo pensar em nenhum”, disse o presidente americano em entrevista ao programa PBS NewsHour. “Esse homem tem problemas enormes. Também tem muito potencial, mas, até agora, sua economia não está funcionando muito bem.”

No mesmo dia, a China disse ter recusado um telefonema do secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin. Ele queria falar com seu homólogo chinês, Wei Fenghe, após o primeiro balão ser derrubado. Pequim justificou a decisão dizendo que a medida foi irresponsável e não criou um clima “propício ao diálogo”.

Jovem de 14 anos desaparecida em 2021 encontrada grávida em armário

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Uma jovem de 14 anos, que estava desaparecida desde 2021, quando fugiu do seu lar adotivo, foi encontrada num armário de uma casa em Port Huron, no estado norte-americano de Michigan, grávida.

As autoridades dirigiram-se a esta casa após ter sido feita uma denúncia anônima e, tendo os proprietários negado o acesso, foi só com um mandado de busca que conseguiram entrar, encontrando a jovem “chorando e assustada”, dentro de um armário.

“Estava abalada, chorando e muito assustada. Não queria perder o seu bebê. Não sabia o que ia acontecer”, contou Robert Watson, um dos agentes envolvidos na ação policial, ao jornal Detroit Free Press.

“Eles [os proprietários] não nos deixavam entrar. Não nos permitiam falar com ninguém na casa, o que foi um grande sinal de alerta para nós. A senhora disse: ‘Voltem com um mandado de busca’, e assim fizemos”, disse Watson, que rejeitou a possibilidade de tratar-se de um caso de tráfico de pessoas.

A jovem foi depois levada para um hospital local, onde foi constatada a gravidez, de entre quatro e cinco meses. Não foi revelado, no entanto, se teria sido decorrente de abuso.

O Serviço de Proteção de Menores encaminhou a adolescente ao seu pai biológico.

O agente Watson revelou que as autoridades vão acusar a mãe biológica da menina, que anteriormente perdeu a custódia da sua filha, de sequestro. Suspeita-se que a mulher terá encontrado a filha depois de ter fugido e passou a transportá-la de casa em casa. O jornal não esclarece, no entanto, quais as as razões para estas movimentações.

Chuva e furtos de celular são hits em bloco na Faria Lima, em SP

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BRUNO LUCCASÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sob nuvens carregadas, o desfile do bloco Sargento Pimenta, na avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste de São Paulo, começou pouco depois das 12h. Uma multidão, majoritariamente formada por millennials que abusavam da cor, brilho e estampas animalescas enquanto esboçavam coreografias ao som do repertório dos britânicos Beatles, o acompanhava.

“Existe uma dança para afastar chuva?”, perguntava o empresário Pedro Prado, 41.

Não teve jeito. Poucos minutos depois, um temporal obrigou foliões a se abrigarem onde puderam. Sob árvores, food trucks ou guarda-sóis que acompanhavam carrinhos para venda de bebidas.

Cerca de dez minutos depois, tudo já havia acabado.
Encharcadas, as pessoas voltaram a cantar, dançar e, sempre que surgia uma oportunidade, se beijar.

Por volta das 13h20, subiu ao palco a cantora Ana Cañas, que prosseguiu cantando Beatles.

Apesar da estrondosa adesão à trilha sonora, foram os furtos de celular o maior hit do bloco.

A maioria dos relatos é de celulares desaparecendo dos bolsos de calças e bermudas, mas também há reclamações de pochetes abertas. A Folha questionou a Polícia Militar a respeito dos furtos na tarde deste sábado e aguarda os esclarecimentos da corporação.

Foi o caso da funcionária pública Carla Gomes, 36. Ela diz que, durante tumulto para se proteger da chuva, foi segurada por dois homens que teriam levado seu aparelho celular e cartão de crédito.

Ela tentou pedir auxilio aos policiais presentes, mas eles responderam ser difícil localizar os responsáveis em meio aos milhares de carnavalescos. Carla comprou duas latinhas de cerveja e afirmou que esqueceria de tudo bebendo.
Ao menos dez queixas foram feitas à reportagem, como a de Laura Dantas, 23, que aguardava na quilométrica fila do banheiro químico.

“Pegaram do meu bolso. E com tanta polícia aqui é ainda mais revoltante”, disse Laura.
Três viaturas da polícia e mais de 20 agentes guardavam o local.

Buenos Aires vive dia mais quente para mês de fevereiro em 61 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O sábado (11) em Buenos Aires, na Argentina, começou fazendo 31ºC às 9h e tinha previsão de chegar a 38ºC nos horários mais quentes, um recorde para o mês de fevereiro nos últimos 61 anos -em 1944, a cidade chegou a 38,7ºC de temperatura.

Na região da capital, o dia foi parcialmente nublado e a noite deve ter rajadas de vento de 50 km por hora. A temperatura mínima foi de 27ºC. O país sofre uma onda de calor que colocou em alerta várias partes ao centro e ao norte do país. Neste sábado, estavam em alerta laranja as províncias de Corrientes, Misiones, San Luis, Mendoza, La Pampa e Buenos Aires, segundo o SMN (Serviço Meteorológico Nacional). Córdoba, Entre Ríos e San Juan receberam o aviso amarelo.

As categorias sinalizam que as temperaturas podem ser perigosas para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Há vários dias a Argentina registra a oitava onda de calor deste verão, com temperaturas de quase 40 ºC. Na última década, não se registraram mais do que quatro ou cinco episódios semelhantes por temporada, segundo o órgão de meteorologia. Considerando todos os trimestres de novembro a janeiro, o atual foi o mais quente desde 1961, com uma anomalia de mais de 1,7ºC.

Na região, ao sul do país, as temperaturas chegaram a 42ºC na última quinta-feira (9) na costa da província de Rio Negro. Mudanças nos ventos de oeste ou sudoeste, porém, amenizaram a situação e reduziram as temperaturas.

Durante 2022, o fenômeno climático La Niña elevou os recordes históricos de temperaturas em toda a Argentina, onde a seca afetou o plantio e a colheita das lavouras, podendo custar perdas superiores a US$ 10 bilhões (R$ 52,5 bilhões), segundo um recente relatório da Bolsa de Cereais de Rosário.

Segundo o SMN, as temperaturas médias se alteraram no último período (1991-2020) em relação ao anterior (1981-2010). “Dependendo da variável, da região, do mês ou do trimestre, essas mudanças podem ser muito leves ou bastante notórias”, afirma o órgão em seu site.

A temperatura média do período iniciado em 1981, por exemplo, foi de 16,1ºC, enquanto o do último ciclo foi de 16,3º. “Embora possa parecer uma mudança pequena, deve-se considerar que todo o território do país está sendo levado em conta, o que pode suavizar os valores”, afirma. “No mapa anual, pode-se observar uma tendência geral de temperaturas mais quentes, com o maior aquecimento registrado em Jujuy e ao norte de Salta.” O aquecimento global está relacionado à maior ocorrência de eventos climáticos extremos, como ondas de calor.

O domingo (12) deve continuar com temperaturas altas em Buenos Aires, porém mais amenas que as deste sábado. A previsão é de um dia nublado com pancadas de chuva, mínima de 26ºC e máxima de 37ºC.

Abatido objeto não-identificado no espaço aéreo do Canadá

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As autoridades canadianas anunciaram este sábado que foi abatido um objeto não identificado, que sobrevoava o noroeste do país, com a ajuda das forças aéreas norte-americanas.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, que disse no Twitter que o objeto que seguia a uma grande altitude “violou o espaço aéreo canadense”.

“O comando da NORAD [Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte] abateu o objeto sobre Yokon [região no Canadá]. As aeronaves canadenses e norte-americanas foram mobilizadas, e um F-22 dos EUA disparou com sucesso sobre o objeto”, anunciou.

Trudeau acrescentou que as forças do Canadá vão recuperar o objeto, de modo a analisar os destroços.

I spoke with President Biden this afternoon. Canadian Forces will now recover and analyze the wreckage of the object. Thank you to NORAD for keeping the watch over North America.

— Justin Trudeau (@JustinTrudeau) February 11, 2023

O anúncio surge depois das recentes tensões diplomáticas entre Estados Unidos e China, na sequência do abate, na semana passada, de um “balão espião” chinês que sobrevoou o espaço aéreo norte-americano.

Na sexta-feira, um segundo objeto foi abatido pelas forças aéreas dos Estados Unidos, quando este sobrevoava o espaço do Alasca, o estado localizado a ocidente do Canadá.

[Notícia em atualização]

Leia Também: China recusou telefonema dos EUA porque “atmosfera não era adequada”

Chuva de Ouro anima multidão na Baixada Campista

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A folia carnavalesca começa antes dos dias oficiais do carnaval. O bloco Chuva de Ouro arrastou multidão na noite desta sexta-feira (10), na localidade de Ponta Grossa dos Fidalgos, em Campos. Mais de quinhentos foliões foram contagiados pelo clima da bateria de samba que não poupou energia.

A festa de samba tradicional da Baixada Campista foi fundada em 1991 e continua com sua essência. O Boi Saudade também marcou presença no bloco e levou alegria por onde passou.

“Os blocos de rua nada mais são do que de um ano inteiro de trabalho realizado pelas escolas, que, dia a dia, engajam positivamente as comunidades em que estão inseridas. Sinto muito orgulho de fazer parte desse grupo”, contou o carnavalesco Vinícius Filé.

O bloco da localidade de Goitacazes, também conhecida como “Baixada da Égua”, tem como rei e rainha de bateria Daniel Souza e Franciara Araújo.

“O Chuva de Ouro é um dos blocos mais antigos e tradicionais do município. É muito gratificante ver o resultado do esforço dos colaboradores que são apaixonados pelo carnaval. Vale ressaltar que, a cultura carnavalesca local ainda está de pé em Campos graças a população que cuida desse patrimônio”, disse um dos organizadores do evento.

Protesto na França leva milhares às ruas contra reforma da Previdência

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Centenas de milhares de pessoas protestaram novamente em toda a França neste sábado (11), para manter a pressão sobre os planos do governo de reformar a previdência, incluindo uma medida para aumentar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos. Os sindicatos esperam igualar o comparecimento em massa de 19 de janeiro, quando mais de um milhão de pessoas marcharam contra a proposta de reforma. A ideia é atrair pessoas de todas as idades para mostrar ao governo que a raiva contra o projeto é profunda.

“Se eles não são capazes de ouvir o que está acontecendo nas ruas e não são capazes de perceber o que está
acontecendo com as pessoas, bem, eles não devem se surpreender que isso exploda em algum momento”, disse à
agência Reuters Delphine Maisonneuve, uma enfermeira de 43 anos.

Os franceses passam o maior número de anos aposentados entre os países da OCDE (Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico), um benefício que, segundo pesquisas de opinião, a maioria das pessoas reluta em abrir mão.

Para o presidente Emmanuel Macron, a reforma é “vital” para garantir a viabilidade do sistema previdenciário.
Na cidade de Tours, no centro-oeste, onde a participação parecia substancialmente maior do que em meados de
janeiro, o bombeiro Anthony Chauveau, de 40 anos, disse à Reuters que se opor à reforma era crucial porque as
dificuldades de seu trabalho simplesmente não estavam sendo levadas em consideração.

“Eles estão nos dizendo que precisaremos trabalhar mais dois anos. Nossa expectativa de vida é menor do que a
maioria dos trabalhadores.”

Os protestos pacíficos em Paris foram parcialmente prejudicados por confrontos menores. Um carro e algumas
latas de lixo foram incendiados e as forças policiais usaram gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral na
tentativa de dispersar alguns dos manifestantes mais radicais.
Em uma declaração conjunta antes das marchas deste sábado, todos os principais sindicatos pediram que o governo retirasse o projeto de lei. Eles alertaram que tentariam paralisar a França a partir de 7 de março se suas exigências não fossem atendidas. Uma nova greve está marcada para 16 de fevereiro.

“Se o governo continuar surdo, o grupo intersindical pedirá que a França seja fechada”, disseram. Os protestos são os primeiros em um final de semana, quando os trabalhadores não precisam fazer greve ou tirar folga. Eles acontecem após a primeira semana de debate sobre a legislação previdenciária no Parlamento.

A oposição sugeriu milhares de emendas para complicar o debate e, finalmente, tentar forçar o governo a aprovar o
projeto de lei sem votação parlamentar, por decreto, uma medida que poderia prejudicar o restante do mandato de Macron, reeleito em abril de 2022 por cinco anos. Aumentar a idade de aposentadoria em dois anos e estender o período de contribuição renderia 17,7 bilhões de euros adicionais em contribuições anuais para pensões, permitindo que o sistema chegasse ao ponto de equilíbrio até 2027, segundo estimativas do Ministério do Trabalho. Os sindicatos dizem que há outras maneiras de fazer isso, como tributar os super-ricos ou pedir aos empregadores ou pensionistas abastados que contribuam mais. 

EUA abatem "objeto a grande altitude" no Alasca após ordem de Biden

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Os Estados Unidos da América (EUA) abateram um “objeto a grande altitude” sobre o espaço aéreo do Alasca, informou a Casa Branca esta sexta-feira (10). Trata-se de um objeto “diferente” do “balão-espião” chinês abatido na semana passada, foi ainda revelado.

“O objeto representava uma ameaça razoável à segurança do tráfego aéreo. Por prudência, e por recomendação do Pentágono, o presidente Biden ordenou aos militares que abatessem o objeto”, disse aos repórteres John Kirby, do Conselho de Segurança Nacional, no briefing da Casa Branca, citado pela NBC News.

Este objeto, do tamanho de “um pequeno carro”, estava a uma altitude de cerca de 12.000 metros e representava “uma ameaça à segurança do tráfego aéreo”, referiu ainda John Kirby.

De recordar que as Forças Armadas norte-americanas abateram, no sábado passado, o balão-espião chinês, que foi detetado sobre o Oceano Atlântico.

Momentos antes, as autoridades dos EUA anunciaram restrições ao espaço aéreo na costa dos estados da Carolina do Norte e da Carolina do Sul. Segundo o órgão regulador da aviação civil americana (FAA), este foi um “esforço de segurança nacional”.

A China admitiu que o balão lhe pertence, mas disse que se tinha extraviado da rota devido a ventos fortes e que é usado para fins meteorológicos, não para espionagem.

John Kirby adiantou ainda hoje que o Governo norte-americano tomou conhecimento esta quinta-feira à noite da presença deste objetivo, cujos destroços caíram em águas congeladas.

As autoridades norte-americanas vão agora proceder à tentativa de recuperação dos destroços.

Segundo Kirby, os pilotos dos aviões de combate que examinaram visualmente o objeto verificaram que este não era tripulado.

“Não sabemos a que entidade pertence este objeto”, se é, por exemplo, de um Estado ou de um proprietário privado, sublinhou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

A mesma fonte também especificou que, ao contrário do balão chinês, este objeto ainda não identificado não parecia ter um sistema de propulsão ou controles que permitissem a sua condução.

Washington divulgou esta quinta-feira que o balão chinês que sobrevoou na semana passada os Estados Unidos foi equipado para detetar e recolher sinais de inteligência, integrando um programa de vigilância aérea militar que tem como alvo mais de 40 países.

Citando imagens dos aviões espiões U-2, o Governo norte-americano, em declarações na quinta-feira à agência Associated Press, precisou que uma frota de balões opera sob a direção do Exército Popular de Libertação, da China, e é usada para espionagem, com equipamentos projetados para recolher informações de alvos em todo o mundo, tendo balões semelhantes já passado por cinco continentes.

A China argumentou tratar-se de um “aparelho voador civil usado para fins de pesquisa, principalmente meteorológica”.

Mas o incidente criou um conflito diplomático que levou o líder da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, a adiar uma rara visita à China, enquanto Pequim recusou, no sábado, um telefonema do chefe do Pentágono, Lloyd Austin, logo após o derrube do balão pelos norte americanos.

O Ministério da Defesa chinês disse hoje que recusou um telefonema do secretário da Defesa norte-americano porque Washington “não criou a atmosfera adequada” para o diálogo.

A ação dos EUA “violou gravemente as normas internacionais e estabeleceu um mau precedente”, disse o porta-voz do ministério, Tan Kefei, em comunicado.

 

‘Ouvimos gritos sob escombros, mas não dá para salvar todos’, diz Capacete Branco

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DANI AVELAR
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Socorristas que atuam em áreas controladas por rebeldes na Síria relatam impotência na tentativa de resgatar sobreviventes após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o país e a Turquia na segunda (6).

“Dá para escutar as pessoas gritando debaixo dos escombros, mas não temos combustível e equipamentos suficientes para salvar todos”, afirma à reportagem, por chamada de vídeo, Ammar al-Salmo, coordenador dos Capacetes Brancos na província de Aleppo.

O tremor deixou mais de 24 mil mortos na Síria e na vizinha Turquia. Para além das dificuldades impostas pelo conflito na região, os socorristas têm enfrentado frio e neve para fazer o trabalho. Na maior parte da Síria, o socorro pós-sismo tem sido tocado pelo regime do ditador Bashar al-Assad. Já na Turquia, que concentra a maior parte das mortes, quem lidera os esforços é o governo de Recep Tayyip Erdogan.

Já a região noroeste da Síria é controlada por grupos rebeldes e organizações jihadistas que lutam na guerra civil no país, iniciada em 2011. A área não tem recebido ajuda humanitária de nenhum lado, segundo Salmo. Apenas na sexta o regime sírio aprovou a chegada de auxílio a zonas fora do controle da ditadura, em cooperação com a ONU, o Crescente Vermelho turco e a Cruz Vermelha internacional.

“Do regime sírio, não esperamos nada, eles não se importam com a vida dos sírios. A ONU tampouco deu uma resposta eficaz”, afirma. “A fronteira está aberta, estamos recebendo corpos de sírios refugiados na Turquia que morreram no terremoto. Mas não recebemos nenhuma ajuda humanitária até agora.”

Os Capacetes Brancos atuam no resgate de vítimas de bombardeios do regime sírio e de forças da Rússia, aliada de Assad no conflito. O grupo, de acordo com Salmo, conta com cerca de 2.000 voluntários.

“O trabalho que estamos fazendo agora é o mesmo: resgatar pessoas sob escombros”, diz o socorrista. “Só que desta vez a escala da destruição é maior, então temos que priorizar algumas áreas.”

No momento do terremoto, Salmo estava num escritório dos Capacetes Brancos, em um prédio com estruturas reforçadas. Mas quatro socorristas da organização morreram na tragédia, conta ele. “Ninguém está totalmente a salvo. Todos nós fomos afetados pelo terremoto.”

Ele ainda tem esperança de encontrar pessoas atingidas pelo sismo com vida. “Já fizemos resgates até 72 horas após bombardeios, mas depois desse período as chances de encontrar sobreviventes diminuem consideravelmente. Estamos trabalhando sem parar.”

Salmo afirma que, para além da ajuda emergencial para realizar os resgates, será necessário apoio de longo prazo para reconstruir a infraestrutura da região. “Já são 12 anos de sofrimento devido à guerra. Os sobreviventes do terremoto estão exaustos.”

Tiroteio na Califórnia resulta num morto e dois feridos

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Várias pessoas ficaram feridas e pelo menos uma pessoa morreu num tiroteio na sexta-feira (10) no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, com o atirador sendo detido pelas autoridades locais.

O incidente ocorreu durante a tarde, na vila de Fallbrook, no sul do estado na costa oeste norte-americana, a cerca de 90 quilômetros de San Diego. A localidade fica situada numa zona rural, com várias vinhas e hortas espalhadas pela região.

Segundo o jornal San Diego Tribune, o atirador é um homem de 76 anos, identificado como Enrique Barajas Gutierrez, que disparou contra um grupo de pessoas numa horta.

A vítima mortal é um homem entre os 55 e os 60 anos, que foi atingido no peito, disse ao jornal Chris Steffen, do departamento policial de San Diego.

At least one person was killed by gunfire, and several others were injured in the Fallbrook area of San Diego County, California, according to County Fire.

No suspect details were released. San Diego Sheriff’s Department urged the public to avoid the
/ pic.twitter.com/k3mPduGfxl

— ᖇᗝᗝᔕᗴᐯᗴᒪ丅 丅ᗴᖇᖇᎥᗴᖇᔕ (@RTerriers) February 11, 2023

Um dos feridos é a filha do atirador, com uma idade entre os 35 e os 40 anos de idade, e o terceiro ferido é um homem entre os 65 e os 70 anos. Os dois ficaram feridos na zona superior do corpo e foram encontrados à porta de um celeiro pelas autoridades.

Enrique Barajas Gutierrez foi encontrado pelos políciais já dentro do celeiro, juntamente com a vítima mortal. Gutierrez foi detido sem resistir e deverá ser acusado do crime de homicídio.

O San Diego Tribune informou que o hospital onde os feridos se encontram revelou que é expectável que sobrevivam.

São desconhecidos os motivos que terão levado ao tiroteio.

Através do Twitter, o gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, lamentou o incidente e todas as vítimas que foram afetadas pelos “tiroteios trágicos” no estado.

We are monitoring the shooting in San Diego and coordinating closely with local officials on this developing situation.

Our thoughts are with those impacted by today’s act of violence, and all the Californians recovering from tragic shootings this year.

— Office of the Governor of California (@CAgovernor) February 11, 2023

Quem era empresário morto em helicóptero no ES

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O empresário morto nesta quinta-feira (9) na queda de um helicóptero em Vargem Alta (ES) foi definido por pessoas próximas como um “excelente profissional”, “generoso” e dedicado aos familiares. Oto Carneiro Silvestre, 49, era sócio-administrador da Maqstone, fundada por ele em maio de 2001 e especializada na exportação de mármore, granito e pedra-sabão.

Ele voltava da Vitória Stone Fair, uma feira do setor de pedras ornamentais, quando sofreu o acidente. Além do empresário, o piloto do helicóptero também morreu. De acordo com as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, o helicóptero teria atingido fios de alta tensão de um sítio, perdendo o controle e colidindo com o chão.

A empresa de Oto tem um faturamento anual que supera R$ 1 milhão, podendo chegar até R$ 4 milhões, segundo o site Econodata. Ela está sediada em Cachoeiro de Itapemirim, também no Espírito Santo.

Apesar de ter feito carreira no Espírito Santo, Oto estudou na UFF (Universidade Federal Fluminense). Ele deixa mulher e dois filhos. Nas mídias capixabas, amigos e colegas deixaram suas homenagens ao empresário.

“Meus sinceros sentimentos, descanse em paz. Já deu saudade das nossas bagunças de fazer trilha. De tomarmos café juntos na sua casa com a família. Descanse em paz, Jesus já está te recebendo de braços abertos”, escreveu um amigo.

“Uma perda inestimável. Só quem conheceu sabe como era um cara de um coração enorme, cristão e generoso com as obras de Deus. Que Deus conforte toda família e ilumine a alma de Oto!”, desejou outro.

“Inacreditável, difícil de entender. Oto Carneiro, o mito, a lenda, se foi. Mas seus ensinamentos permanecem. Que Deus conforte os familiares e amigos neste momento tão difícil. A Maqstone não será a mesma sem você. Vá com Deus”, afirmou um funcionário da empresa.

A Milanez & Milaneze, empresa organizadora da Vitória Stone Fair, também emitiu comunicado “prestando os seus mais sinceros sentimentos”.

“Oto Carneiro Silvestre foi um grande parceiro e nós reforçamos nossas condolências e agradecimentos à imensa dedicação e excelente trabalho. Que Deus conforte a todos! Com toda certeza o último dia da nossa feira não será de plena comemoração”, completou o comunicado do evento, que termina apenas hoje e teve programação mantida.

Garimpeiros continuam invasão de terra yanomami e demonstram resistência

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VINICIUS SASSINE
BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – Equipes do Ibama detectaram um fluxo de embarcações de garimpeiros com combustível e mantimentos entrando na Terra Indígena Yanomami, um indicativo da continuidade da atividade de exploração de ouro e cassiterita apesar das ações para seu desmonte.

Além disso, agentes do órgão ambiental federal constataram a disposição de grupos de invasores armados à resistência e ao enfrentamento a forças policiais que passaram a operar para destruição de aeronaves e maquinários e para a retirada dos garimpeiros.

A continuidade do fluxo de invasores terra indígena adentro e a disposição à violência dão uma dimensão da complexidade e do tamanho do problema da invasão garimpeira na área yanomami, que contou com a conivência e o estímulo do governo Jair Bolsonaro (PL).

“Eu nunca vi uma destruição tão grande e tanta gente envolvida em crime ambiental. Esses 15 mil, 20 mil garimpeiros equivalem à população de uma cidade pequena”, disse à reportagem o coordenador das ações de fiscalização do Ibama na terra yanomami, Givanildo dos Santos Lima.

Lima falou com a reportagem no começo da noite desta sexta-feira (10), no pátio da superintendência da Polícia Federal em Boa Vista, onde estão carcaças de aviões e helicópteros do garimpo, apreendidos pela PF.

Um centro de comando e controle foi instalado na sede da superintendência, com o objetivo de planejamento das ações da chamada Operação Libertação. A operação reúne Ibama, PF, Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Força Nacional de Segurança Pública e Ministério da Defesa.

As primeiras ações na terra yanomami foram executadas por agentes do Ibama, na segunda (6) e na terça (7). Houve destruição de aeronaves e maquinários, além de apreensão de mantimentos transportados por garimpeiros.

Nesta sexta, a PF e as Forças Armadas participaram de mais uma ação no território. A operação contou com helicópteros do tipo Black Hawk, com capacidade para transportar mais de dez policiais cada um. Antes, ao longo dos últimos dois anos do governo Bolsonaro, as Forças Armadas negavam o fornecimento de helicópteros do tipo para operações na terra yanomami.

O governo Lula (PT) declarou estado de emergência em saúde pública no dia 20 de janeiro, em razão da explosão de casos de malária, desnutrição grave e infecções respiratórias -associadas à fome- entre os yanomamis, especialmente nas regiões de Surucucu e Auaris. Nesta semana, teve início a Operação Libertação.

Já há um consenso no centro de comando e controle para permissão de saída de garimpeiros que assim a desejarem, sem prisão.

Uma restrição inicial do espaço aéreo pela FAB (Força Aérea Brasileira), já flexibilizada, e a expectativa de realização de operações na terra indígena levaram a uma fuga de grupos de garimpeiros.

Quem não consegue pagar por voos clandestinos em aviões e helicópteros precisa fazer o caminho de volta pela floresta -são dias de varação pela mata-, em barcos -os percursos duram um ou dois dias- e a pé por estradas vicinais que conectam portinhos a vilas no interior de Roraima.

O coordenador das ações de fiscalização do Ibama disse que mais garimpeiros estão saindo do que entrando, mas que segue o fluxo de invasores para dentro do território.

“Enquanto tem gente saindo, tem gente entrando. As equipes abordaram 20 embarcações de gente entrando pelo rio Uraricoera, com combustível, comida e fogão”, afirmou Lima.
O plano traçado é permitir o fluxo de garimpeiros que estejam fazendo o caminho de volta, sem apreender o combustível usado nos barcos.

A orientação de prisão, conforme o coordenador do Ibama, é para garimpeiros que insistem em permanecer no território e que manifestam a intenção de resistência e enfrentamento, como já detectado pelas forças de fiscalização e policiais. Há grupos armados entre os que ameaçam resistência, segundo Lima.

Os garimpeiros estavam acostumados a ações pontuais no governo Bolsonaro, com presença de agentes do Ibama e da PF apenas por alguns dias, o que permitia esconderijos na mata e permanência nas áreas de garimpo, conforme o coordenador.
Agora, o plano é de uma ação contínua, “sem prazo para acabar”. “Só termina quando retirar todos os garimpeiros.”

Conforme o coordenador, toda a estrutura do Ibama está montada para durar seis meses, com ações ininterruptas de equipes que se revezarão de 20 em 20 dias. Essa permanência poderá ser prorrogada por seis meses. Lima acredita que a retirada definitiva dos garimpeiros pode durar um ano.

“A gente vinha para cá com prazo para terminar [a operação]. Agora, viemos com prazo indeterminado. Montamos uma base operacional de combate ao garimpo”, disse o coordenador.

Uma primeira base permanente já foi montada, e há previsão de instalação de novas bases, com presença de agentes do Ibama, PF e Força Nacional de Segurança Pública. A logística cabe ao Exército.

As primeiras incursões mostram uma ampla destruição pelo garimpo. “Há aldeias completamente destruídas, por raio de quilômetros. O garimpo espanta a caça, os indígenas não conseguem mais pescar. Há aldeias sem água potável. Não dá nem para tomar banho [nos rios enlameados pela atividade garimpeira]. Por isso aqueles quadros de desnutrição”, afirmou Lima.

Os casos de proximidade entre garimpeiros e indígenas, com cooptação para a exploração de ouro e cassiterita, são pontuais, segundo o coordenador do Ibama. “Os garimpeiros oferecem coisas que esses indígenas não conheciam, como álcool e alguns tipos de alimentos.”

No governo Lula, ministros passaram a admitir a dificuldade nas ações de desintrusão da terra yanomami, diante da constatação da realidade.

“Não vamos conseguir resolver isso numa semana. Temos ações e planos a médio prazo, a longo prazo. São ações que vão durar seis meses, um ano”, disse na quarta (8) a ministra Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas.

No mesmo dia, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que existe a preocupação de “não prejudicar inocentes”, em referência a garimpeiros em fuga da terra yanomami.
“Têm pessoas que trabalham no garimpo para se sustentar. Têm mulheres, têm crianças. Têm alguns que estão trabalhando pelo seu sustento”, disse Múcio.